É muito frustrante acompanhar o cinema atual e ver que qualquer tentativa de fazer algo diferente com uma protagonista feminina é tratada com uma lupa implacável. Dá uma tristeza enorme ver o ciclo se repetir: lança-se uma obra que ousa fugir da fórmula engessada, ela é abraçada por quem busca frescor, mas acaba soterrada por uma campanha de desvalorização que dita a regra antes mesmo de o público conseguir respirar. Foi exatamente isso o que tentaram fazer com Supergirl: Woman of Tomorrow. E o que mais indigna é que o filme é genuinamente bom. Diferente de grande parte das produções de heróis que inundaram o mercado, Supergirl não tenta copiar aquela cartilha saturada de piadinhas automáticas ou o tom corporativo de franquias. O longa tem uma atmosfera própria, com um clima de road movie espacial, um toque de faroeste melancólico e escolhas dramáticas que eu diria serem bem corajosas. O grande mérito da história é tratar a vulnerabilidade e a revolta da Kara Zor-El sem infantilizar a personagem. A trama lida com temas densos e urgentes —
como a busca por justiça diante de abusos e de exploração
— com uma seriedade que raramente a gente vê nesse gênero. Ver uma heroína que carrega cicatrizes emocionais de verdade, que não se encaixa no molde da "coadjuvante fofa" ou da salvadora perfeita, é super revigorante. Ela tem arestas, tem raiva legítima e, por isso mesmo, é profundamente humana. Apesar disso, os números frios da bilheteria — que fecharam em torno de US$ 126 milhões — foram imediatamente instrumentalizados por bolhas virtuais e manchetes sensacionalistas para decretar, com pressa, que "filmes de heroínas não dão lucro". É um duplo padrão revoltante: quando um filme estrelado por homens falha, a culpa é do roteiro ou da fadiga do gênero; quando o protagonismo é feminino, o fracasso vira arma ideológica para justificar o corte de futuros investimentos. Sabotar a recepção de um projeto que ousa tratar mulheres como sujeitos complexos, e não como enfeites, é uma forma velada de controle cultural. O filme merecia muito mais do que o rótulo injusto que tentaram colar nele. Para quem assistiu de mente aberta, fica a certeza de que a entrega e a sensibilidade da direção mereciam aplausos, e não esse cerco misógino disfarçado de crítica cinematográfica.
Desde o primeiro anúncio, Mārama já me capturou pela fotografia. Tinha ali, de cara, uma beleza sombria, quase hipnótica, que me puxou antes mesmo de eu entender exatamente para onde o filme iria. No trailer, a trilha sonora e aquela atmosfera carregada me ganharam imediatamente. E, conforme o contexto foi se revelando — uma jovem indígena maori em uma mansão gótica na Inglaterra vitoriana —, eu já sabia que precisava assistir. Como alguém que sempre naturalmente se encantou pela cultura maori, aquela mistura me pareceu uma premissa perfeita para um filme de terror.
Mas Mārama é muito mais do que uma boa premissa. É uma obra belíssima, intensa e profundamente política. Taratoa Stappard usa o terror gótico não só como estética, mas como linguagem para falar de apagamento, violência colonial, abuso, memória e retomada de identidade. A mansão, os corredores, os silêncios e os objetos roubados não estão ali apenas para compor cenário. Tudo parece contaminado por uma história que insiste em ser revelada.
Ariāna Osborne é magnífica como Mary/Mārama. A atuação dela carrega descoberta, dor, desconfiança e orgulho de um jeito muito bonito. A personagem não atravessa aquele mundo de forma ingênua. Ela observa, sente, percebe e, pouco a pouco, compreende. Nada realmente engana Mārama. Ela vê. Ela descobre. Ela recorda.
Também gostei muito de como o filme trabalha a força feminina sem precisar transformar isso em discurso óbvio. O empoderamento de Mārama nasce da recuperação da própria história, do próprio nome, do próprio corpo e da própria ancestralidade.
A violência e o abuso aparecem como parte de uma estrutura colonial e patriarcal, mas o filme não reduz sua protagonista ao sofrimento. Pelo contrário: há algo muito potente em vê-la transformar dor em consciência, medo em ação e memória em força.
A trilha sonora merece destaque à parte. Ela não está ali só para criar tensão ou sustentar a atmosfera. Ela conduz emocionalmente o filme e reforça essa sensação constante de que algo antigo, ferido e poderoso está tentando voltar à superfície.
E eu adorei a forma como o sobrenatural entra na história. Os poderes, as visões e a dimensão espiritual aparecem na medida certa, sem exagero e sem esvaziar o mistério. O filme entende que o horror não precisa explicar tudo o tempo todo. Às vezes basta deixar a sensação de que o passado está vivo, observando, cobrando e guiando Mārama.
O ponto alto, para mim, é o haka. É uma cena de arrepiar, não apenas pela força visual ou dramática, mas porque parece vir da alma. Tem coração, corpo, ancestralidade e fúria. Foi impossível não me emocionar. O filme transforma a descoberta do passado em um gesto de afirmação, como se a personagem finalmente pudesse se reconhecer inteira diante de tudo que tentaram apagar.
A tensão anticolonial está em cada quadro, em cada diálogo, em cada sombra daquela mansão. E é justamente isso que faz o horror funcionar tão bem: o medo não vem só do sobrenatural ou da atmosfera gótica, mas daquilo que a História fez — e tentou esconder.
Que filme maravilhoso. Daqueles que deixam a gente com a sensação rara de ter visto algo bonito, doloroso e necessário. Quisera eu poder revê-lo pela primeira vez.
A adaptação de Frankenstein dirigida por Guillermo del Toro incomoda não por ousar reinterpretar Mary Shelley, mas por alterar pontos estruturais de uma obra que é, antes de tudo, ética, trágica e profundamente feminina. O problema não está em humanizar a criatura — Shelley já faz isso com enorme sensibilidade —, mas em mexer justamente no processo pelo qual essa humanidade é construída.
No romance original, a criatura aprende sozinha. Observa, escuta, lê, sente. Encanta-se com a arte, com a música e com a caridade recebida do cego na cabana. Shelley deixa claro que existe ali uma inclinação à empatia, à sensibilidade e até ao apreço pelo belo humano. Mas a criatura não se torna humana. Pelo contrário: quanto mais compreende os homens, mais se enoja de sua crueldade. Ela ama o que é belo na humanidade, mas rejeita o humano enquanto espécie — e essa tensão é central para a obra.
Produções como Penny Dreadful entenderam isso muito bem. A série desenvolve a interioridade do monstro sem deturpar sua essência. Ele constrói sua ética a partir da solidão, cria paralelos morais internos e passa a exercer uma justiça própria baseada no que vivenciou e aprendeu sozinho. Há empatia, mas também repulsa. Há lirismo, mas nunca assimilação plena.
Na versão de Del Toro, essa trajetória é encurtada. Ao tornar a criatura esteticamente bela e emocionalmente próxima do espectador desde o início, o filme elimina o estranhamento, a ambiguidade e boa parte do horror moral. O monstro deixa de ser um espelho perturbador da humanidade e passa a ser alguém que o público é convidado a amar imediatamente. Com isso, perde-se a tragédia.
O mesmo acontece com Victor Frankenstein. No livro, ele não é um personagem moldado por abuso ou trauma, mas por privilégio, amor familiar e vaidade intelectual. Sua culpa é consequência da obsessão e assim do orgulho excessivo, da arrogância, não da dor carregada. Ao transformá-lo em alguém marcado por conflitos familiares, o filme desloca a responsabilidade moral e cria justificativas emocionais que Shelley deliberadamente recusou.
Essa descaracterização se aprofunda na figura de Elizabeth. No romance, ela representa estabilidade, afeto e humanidade — e
“Elizabeth passa a se envolver diretamente com a criação e com a criatura”, o que rompe o eixo simbólico da narrativa e dilui o terror. A dinâmica, na minha opinião forçada, que o filme constrói entre ela e o monstro desloca completamente o sentido da escolha da vítima, que no livro é friamente calculada e devastadora, e aqui se aproxima mais do melodrama do que da tragédia.
Frankenstein não é uma história sobre criar vida. É uma história sobre abandonar aquilo que se cria. O horror não está na criatura, mas no gesto inicial de repulsa, no olhar que enoja, no cuidado que nunca veio. Shelley construiu uma tragédia em que tudo poderia ter sido diferente se, no momento da criação, Victor tivesse permanecido.
Del Toro ama seus monstros — e isso funciona lindamente em muitos de seus filmes. Mas Frankenstein não pede amor imediato. Pede responsabilidade. Pede culpa. E é justamente aí que essa adaptação perde o terror ético que tornou a obra de Mary Shelley atemporal.
Bring Her Back é um filme de terror que se destaca por sua atmosfera opressiva e performances intensas, especialmente de Sally Hawkins, que entrega uma atuação perturbadora como Laura. A direção dos irmãos Philippou mantém uma tensão constante, mergulhando o espectador em um pesadelo emocional que explora o luto e a obsessão. No entanto, apesar de sua proposta ousada, o filme tropeça em escolhas narrativas que comprometem a verossimilhança. A personagem Piper, uma adolescente cega, é retratada de forma contraditória: recusa o uso da bengala para não ser tratada de forma diferente, mas é constantemente poupada e tratada com extremo cuidado. Além disso, ela não percebe sons, cheiros ou mudanças de tom de voz que seriam evidentes para alguém que desenvolveu outros sentidos, o que fragiliza sua construção e dificulta a criação de empatia por parte do público....
como ligar para Piper ao descobrir a verdade ou insistir em alertas óbvios que apenas o tornam mais vulnerável.
Essas e outras escolhas narrativas exigem uma suspensão de descrença excessiva e acabam por frustrar o espectador, já que o filme tem uma narrativa envolvente.
Mas, no saldo final, Bring Her Back é um filme que impressiona pela ambientação e pelas atuações... apesar de bom, não acho essa genialidade que alguns proclamam. É uma obra impactante, mas, infelizmente, personagens burros meio que impedem que seja verdadeiramente excepcional.
no final foi apenas grande indutor, um baita de um gatilho pra quem tem ansiedade, que não leva a lugar nenhum. De verdade, o ritmo do filme (não seu conteúdo pq eu sou grande consumidora de bizarrices), me levou a um real ataque de ansiedade (tive que parar o filme para me recompor, me perguntando pq me sentia assim)!!! O que, apesar do mal-estar, me leva a reconhecer os devidos méritos, se o objetivo era um realmente uma experiência sensorial. Mas passar por isso tudo pra nada, foi muito frustrante. As metáforas e questionamentos sobre a vida estão ali, ao estilo do diretor, mas é triste que não resultem numa narrativa, o que é estranho... pq em se tratando de identidade ou marca registrada de Ari, ele nos convida em suas obras a abraçar a doideira, nos envolve com a ficção em histórias coerentes. Ao menos Hereditário e Midsomar tinham um enredo mais claro e coeso; com inicio, meio e fim. Aqui faltou, resultando num grande "mexidão"...
Não recomendo para quem tem ansiedade, ou está enfrentando uma doença mental, pq é realmente um indutor... achei até perigoso.
Pra começar, já é ridícula a ideia de que um cara que quer filmar e dirigir um videoclipe não consiga fazer meras imagens do dia a dia - pq ficam tremidas e desfocadas o tempo todo, não só nos "momentos de terror"... Além disso, como pode a pessoa ir para o deserto e sequer levar uma boa lanterna? Obviamente esses recursos foram para disfarçar a preguiça de um roteiro, pq n tem! O filme é uma serie de acontecimentos aleatórios que n consegue sequer nos conectar aos personagens, pq mal os apresenta direito (que pessoal chato)!
O resultado disso? Perda de tempo! Pq nem tudo que não conseguimos ver, enxergar da medo... as vezes fica só um apanhado de imagens sem sentido mesmo
Imagino que os americanos vomitaram de desgosto ou pq ficaram enjoados com a tremedeira da câmera, pq de grotesco achei bem fraquinho -
Uma pena... imagino como esse projeto seria nas mãos de outras pessoas... Com tanta referência interessante de Found footage por aí... dava pra inovar porém sem fazer algo de qualquer jeito! É a impressão que fica 🤦♀️
O último ato deixou todo o suspense sem finalidade... faltou um "recheio" na história de cada personagem pra dar "liga" - Ba dum tssss - às motivações do Chef
Mas... Acho que o filme adentra em temas delicados e complexos demais para algumas escolhas narrativas que foram feitas. Mesmo que seja em prol de um terror psicológico, achei que pelo potencial "despertador de gatilhos" que esse filme carrega, dependendo de quem assiste, pode ser uma experiência torturante e até perigosa algumas das diversas interpretações que ele gera e das mensagens que passa...
Pode ser pq recentemente assisti à ultima temporada da série The Vow, na HBO Max, que tem algumas semelhanças amargas para nós mulheres, reforçando a real possibilidade de uma mulher sofrer uma lavagem cerebral, aceitar e se submeter à situações de abuso. Porém algumas escolhas e reações dos personagens são absurdas até demais... e o tom de Gaslighting me incomodou tb...
O tempo todo me perguntei: como seria se o roteiro tivesse sido escrito por uma mulher?
Acredito que o ato final destoa muito e concretiza um rompimento do vínculo do público com a história que vinha cultivando
Vai ser polêmica a minha opinião, já deve estar sendo pela minha nota 😅kkkkk ... mas acho q o que foi feito aqui merece uma reflexão: Pq tudo que se pede hj em dia, principalmente no gênero de terror, são novas ideias e é de se reconhecer que um filme previsível tentou fugir da mesmice; é diferente de tudo que se poderia esperar de um encerramento nessa franquia e, justamente, é uma das coisas mais interessantes desse filme!
O tom de critica social se manteve e aqui atinge seu ápice, estabelecido por David Gordon Green desde o início dessa trilogia (e ele nunca escondeu esse objetivo): A essência do mal, sua "infecção" pela sociedade, a super atenção que as vezes é dada aos psicopatas em detrimento das vítimas e isso ninguém pode negar q fica escancarado!
A introdução de Corey Cunningham à narrativa foi inesperada e tornou-se uma grata surpresa pq não pega o caminho mais óbvio: não tem salvação para esse injustiçado de Haddonfield, pois ele se contamina com o mal e o abraça, o aceita... talvez pq algum mal já fazia parte dele e foi alimentado/libertado, talvez pq num cansaço na eterna luta pelo descaso e hostilidade da sociedade, deixou-se levar...
Da mesma forma, é inquestionável a possibilidade de que tanto Laurie como sua neta - e outros sobreviventes - podem também ter se infectado (porém em diferentes níveis), alimentando o mal com ódio e rancor ao longo do tempo, quando procuram algo ou até alguém para culpar, mesmo sabendo das circunstâncias incontroláveis - ou até inevitáveis - que levaram ao desastre em suas vidas. Allyson está chatíssima, eu sei, mas, considerando tudo isso, acredito ter sido de propósito.
É feita tb uma espécie de autocrítica do prórpio desgaste da franquia, talvez pela diminuição do gore e um esgotamento no número de mortes em tela, deixando uma sensação de real processo de finalização da história: Não se tem mais o que tirar daqui! A saga de Michael Myers acaba junto com a de Laurie, foi até seu limite...
Jamie Lee Curtis avisou que seria imprevisível, que seria diferente (e ela pode tudo mesmo, afinal é uma diva 💃)
Inovou... pq trouxe um tom de aprendizado num filme slasher... algo que não costuma ser explorado e.. pq não? Afinal, a sede de sangue já foi bem saciada em Halloween Kills (que leva o recorde de mortes da franquia), quando o sangue chega a saltar da tela (e é bem divertido)
Honrou a mitologia de Clive Barker e deu aqui um bom reinicio... Nas palavras do próprio: "It feels like [David Bruckner] reached back to me, and I reached forward to [him] — I hope we can do it again,"
O filme é bem imersivo e os efeitos práticos deixaram tudo melhor e mais divertido! Senti que estava realmente lendo mais um dos maravilhosos contos de Barker (sim, eu amo). o sentimento que fica é pura simpatia pela produção!
Apesar de um roteiro simples e previsível, o resultado foi sim de deleite visual e diversão!
O que mais gosto nos contos de Barker é que de uma forma vc acaba torcendo pelo horror... e esse filme faz o mesmo: eu estava louca para ver os Cenobitas pegarem a protagonista, que é chata demais - mas com ctz foi de proposito e achei isso louvável, pq nos faz querer ter a presença dos "demônios" (ou anjos para alguns 🤭🤷♀️) por mais tempo! E essa que é uma das essências do criador nas suas histórias!
Gostei muito da Jaime Clayton como Pinhead (ela é uma diva natural) e acho q sua voz foi perfeita para o personagem, com características andrógenas, tal como é descrito em The Helbond Heart... Mais uma vez nas palavras do Clive: "Jamie looks like the Queen of Hell. She is not Doug [Bradley's] stand-in. What she is is a whole new beast. I see something wonderful. Demons to some, angels to others." !!!
Que venha mais Clive Barker para as novas gerações 🖤💀
De tempos em tempos surge um filme fora da casinha que marca pela originalidade e bizarrice, que te envolve de uma forma que vc nem sente o tempo passar ... esse ano digo que estamos sendo muito bem servidos nisso! Eu amo esse tipo de gênero - e até fiz uma lista com filmes do tipo 🧐. Adoro quando o filme vai dando sinais e conduz, em camadas, para um clímax e um desfecho, q n era muito aquilo do que se imaginava pelos trailers... é mto bom! Adorei a forma como, no meio da bizarrice, existe uma pequena aventura e arrisca até um discreto humor no tempo certo... Enfim, satisfeitíssima! Muito prazeroso ver esse filme - ao menos pro meu gosto 😅
A ideia era tão idiota que eu sequer quis ver o trailer e sem querer cheguei a ver algumas fotos ... qdo comecei a assistir me perguntei se eu iria aguentar ver ate o final e... Assisti... Gente! É legal - Fiquei de caraaaa kkkkkkkkkkkkk !!! No começo é de se estranhar um pouco a escolha do uso de efeitos práticos pra passar a ilusão de uma criança (sendo a atriz já crescida), mas logo vc se acostuma e começa a entender que a história pedia uma atuação mais madura mesmo ... E tb, já fizeram isso em O Senhor dos Anéis e outros filmes, pq n aqui? O resultado foi uma trama interessante com um plot twist que, confesso, me pegou um pouco desprevenida... um furinho aqui e ali, uns efeitos que podiam ser melhores... mas nada imperdoável para o gênero! Quem sabe o segredo para aproveitar melhor um filme é saber o mínimo sobre ele... Me diverti bastante!
Sem zueira: essa foi uma das experiências cinematográficas mais esquisitas, divertidas e emotivas que já tive! Esperava já alguma bizarrice boa, só pela A24, mas n estava preparada para as muitas camadas emocionais que esse filme trouxe... Talvez a experiência que cada um terá vendo esse filme seja muito pessoal e por isso muitos podem não entender ou gostar, mas pra mim tocou sentimentos profundos... E acho que cinema é isso, Arte é isso! Estabelecer uma ligação emocional com a obra, qualquer tipo de emoção! Ao menos eu fiquei completamente imersa: Ri, me espantei, estranhei, me diverti e chorei... Imprevisivelmente, transbordei emoções!
Sim, eu fiquei em prantos no final! Achei de uma sensibilidade e de uma riqueza sem tamanho a forma com que abordou o sentido da vida e a essência da nossa humanidade: Quem nunca se sentiu inútil, desesperançoso, incompreendido, sozinho, principalmente diante de nossas famílias? E quem diria q é ao mesmo tempo dentro de todo o caos que podemos encontrar força ou esperança?
A premissa do filme é interessante, da pra ver que é de baixo orçamento mas n quer dizer q n tinha potencial... plot legal mas em algum momento ficou previsível... Da aquela sensação de que se fosse bem lapidado seria um filme excelente... A trilha-sonora foi forçada e junto com algumas atuações medianas beirando o ruim (nem todas, algumas foram boas como a da Angela Sarafyan), principalmente da menina - chata pra c4r4lh0 - estragaram a experiência... meu Deus, pra q uma personagem assim?
Adoro Filmes que honram a proposta apresentada no trailer e desde o seu início... principalmente em gênero de horror!
Aqui o filme sustenta seu tema: o sobrenatural, a magia a bruxaria e o grotesco são parte do enredo mesmo e não precisa de metáforas, finais inexplicados ou dualidades como "muletas" para atingir um patamar de "cult". Inclusive acho qo mais legal é que o filme parece não querer ocupar um lugar de cult! O que é ótimo!
Só isso já é um grande estímulo para um experiência interessante, com simplicidade, que resulta em uma boa edição de som e trilha-sonora, atuações e até efeitos especiais!
Simples e por isso legal e divertido!
Fiquei muito interessada nas músicas da banda das protagonistas 😆🤘
Matrix Ressurections, apesar dos diversos problemas, é uma digna homenagem ao seu próprio legado e a importância que trouxe para a história do cinema... Ainda consegue ousar com um senso de humor "autocrítico" e um enredo cativante...
Não é o melhor, tenho que admitir e isso talvez decepcione ou divida a opinião das pessoas. Mas, ainda tem complexidade e uma metalinguagem direta com os fãs. Coloca, inclusive, o envelhecimento como um personagem importante da história.. achei que tratou o tema com sensibilidade.
Fato é que ao "digerir" o filme após assisti-lo, vc se dá conta que Lana Watchowski, de forma única, continua libertando mentes... pro bem ou pro mal 🤷♀️
Tinha muito potencial mas desandou... ultimamente, em muitos filmes, parece que o pessoal "perde o gás" quando esta elaborando o roteiro e finaliza de qualquer jeito... que pena :\
Supergirl
2.8 259 Assista AgoraÉ muito frustrante acompanhar o cinema atual e ver que qualquer tentativa de fazer algo diferente com uma protagonista feminina é tratada com uma lupa implacável. Dá uma tristeza enorme ver o ciclo se repetir: lança-se uma obra que ousa fugir da fórmula engessada, ela é abraçada por quem busca frescor, mas acaba soterrada por uma campanha de desvalorização que dita a regra antes mesmo de o público conseguir respirar. Foi exatamente isso o que tentaram fazer com Supergirl: Woman of Tomorrow.
E o que mais indigna é que o filme é genuinamente bom.
Diferente de grande parte das produções de heróis que inundaram o mercado, Supergirl não tenta copiar aquela cartilha saturada de piadinhas automáticas ou o tom corporativo de franquias. O longa tem uma atmosfera própria, com um clima de road movie espacial, um toque de faroeste melancólico e escolhas dramáticas que eu diria serem bem corajosas.
O grande mérito da história é tratar a vulnerabilidade e a revolta da Kara Zor-El sem infantilizar a personagem. A trama lida com temas densos e urgentes —
como a busca por justiça diante de abusos e de exploração
Apesar disso, os números frios da bilheteria — que fecharam em torno de US$ 126 milhões — foram imediatamente instrumentalizados por bolhas virtuais e manchetes sensacionalistas para decretar, com pressa, que "filmes de heroínas não dão lucro". É um duplo padrão revoltante: quando um filme estrelado por homens falha, a culpa é do roteiro ou da fadiga do gênero; quando o protagonismo é feminino, o fracasso vira arma ideológica para justificar o corte de futuros investimentos.
Sabotar a recepção de um projeto que ousa tratar mulheres como sujeitos complexos, e não como enfeites, é uma forma velada de controle cultural. O filme merecia muito mais do que o rótulo injusto que tentaram colar nele. Para quem assistiu de mente aberta, fica a certeza de que a entrega e a sensibilidade da direção mereciam aplausos, e não esse cerco misógino disfarçado de crítica cinematográfica.
Marama
3.2 6Desde o primeiro anúncio, Mārama já me capturou pela fotografia. Tinha ali, de cara, uma beleza sombria, quase hipnótica, que me puxou antes mesmo de eu entender exatamente para onde o filme iria. No trailer, a trilha sonora e aquela atmosfera carregada me ganharam imediatamente. E, conforme o contexto foi se revelando — uma jovem indígena maori em uma mansão gótica na Inglaterra vitoriana —, eu já sabia que precisava assistir. Como alguém que sempre naturalmente se encantou pela cultura maori, aquela mistura me pareceu uma premissa perfeita para um filme de terror.
Mas Mārama é muito mais do que uma boa premissa. É uma obra belíssima, intensa e profundamente política. Taratoa Stappard usa o terror gótico não só como estética, mas como linguagem para falar de apagamento, violência colonial, abuso, memória e retomada de identidade. A mansão, os corredores, os silêncios e os objetos roubados não estão ali apenas para compor cenário. Tudo parece contaminado por uma história que insiste em ser revelada.
Ariāna Osborne é magnífica como Mary/Mārama. A atuação dela carrega descoberta, dor, desconfiança e orgulho de um jeito muito bonito. A personagem não atravessa aquele mundo de forma ingênua. Ela observa, sente, percebe e, pouco a pouco, compreende. Nada realmente engana Mārama. Ela vê. Ela descobre. Ela recorda.
Também gostei muito de como o filme trabalha a força feminina sem precisar transformar isso em discurso óbvio. O empoderamento de Mārama nasce da recuperação da própria história, do próprio nome, do próprio corpo e da própria ancestralidade.
A violência e o abuso aparecem como parte de uma estrutura colonial e patriarcal, mas o filme não reduz sua protagonista ao sofrimento. Pelo contrário: há algo muito potente em vê-la transformar dor em consciência, medo em ação e memória em força.
A trilha sonora merece destaque à parte. Ela não está ali só para criar tensão ou sustentar a atmosfera. Ela conduz emocionalmente o filme e reforça essa sensação constante de que algo antigo, ferido e poderoso está tentando voltar à superfície.
E eu adorei a forma como o sobrenatural entra na história. Os poderes, as visões e a dimensão espiritual aparecem na medida certa, sem exagero e sem esvaziar o mistério. O filme entende que o horror não precisa explicar tudo o tempo todo. Às vezes basta deixar a sensação de que o passado está vivo, observando, cobrando e guiando Mārama.
O ponto alto, para mim, é o haka. É uma cena de arrepiar, não apenas pela força visual ou dramática, mas porque parece vir da alma. Tem coração, corpo, ancestralidade e fúria. Foi impossível não me emocionar. O filme transforma a descoberta do passado em um gesto de afirmação, como se a personagem finalmente pudesse se reconhecer inteira diante de tudo que tentaram apagar.
A tensão anticolonial está em cada quadro, em cada diálogo, em cada sombra daquela mansão. E é justamente isso que faz o horror funcionar tão bem: o medo não vem só do sobrenatural ou da atmosfera gótica, mas daquilo que a História fez — e tentou esconder.
Que filme maravilhoso. Daqueles que deixam a gente com a sensação rara de ter visto algo bonito, doloroso e necessário. Quisera eu poder revê-lo pela primeira vez.
Frankenstein
3.7 617 Assista AgoraA adaptação de Frankenstein dirigida por Guillermo del Toro incomoda não por ousar reinterpretar Mary Shelley, mas por alterar pontos estruturais de uma obra que é, antes de tudo, ética, trágica e profundamente feminina. O problema não está em humanizar a criatura — Shelley já faz isso com enorme sensibilidade —, mas em mexer justamente no processo pelo qual essa humanidade é construída.
No romance original, a criatura aprende sozinha. Observa, escuta, lê, sente. Encanta-se com a arte, com a música e com a caridade recebida do cego na cabana. Shelley deixa claro que existe ali uma inclinação à empatia, à sensibilidade e até ao apreço pelo belo humano. Mas a criatura não se torna humana. Pelo contrário: quanto mais compreende os homens, mais se enoja de sua crueldade. Ela ama o que é belo na humanidade, mas rejeita o humano enquanto espécie — e essa tensão é central para a obra.
Produções como Penny Dreadful entenderam isso muito bem. A série desenvolve a interioridade do monstro sem deturpar sua essência. Ele constrói sua ética a partir da solidão, cria paralelos morais internos e passa a exercer uma justiça própria baseada no que vivenciou e aprendeu sozinho. Há empatia, mas também repulsa. Há lirismo, mas nunca assimilação plena.
Na versão de Del Toro, essa trajetória é encurtada. Ao tornar a criatura esteticamente bela e emocionalmente próxima do espectador desde o início, o filme elimina o estranhamento, a ambiguidade e boa parte do horror moral. O monstro deixa de ser um espelho perturbador da humanidade e passa a ser alguém que o público é convidado a amar imediatamente. Com isso, perde-se a tragédia.
O mesmo acontece com Victor Frankenstein. No livro, ele não é um personagem moldado por abuso ou trauma, mas por privilégio, amor familiar e vaidade intelectual. Sua culpa é consequência da obsessão e assim do orgulho excessivo, da arrogância, não da dor carregada. Ao transformá-lo em alguém marcado por conflitos familiares, o filme desloca a responsabilidade moral e cria justificativas emocionais que Shelley deliberadamente recusou.
Essa descaracterização se aprofunda na figura de Elizabeth. No romance, ela representa estabilidade, afeto e humanidade — e
sua morte é o ápice da vingança da criatura e da culpa irreversível de Victor
“Elizabeth passa a se envolver diretamente com a criação e com a criatura”, o que rompe o eixo simbólico da narrativa e dilui o terror. A dinâmica, na minha opinião forçada, que o filme constrói entre ela e o monstro desloca completamente o sentido da escolha da vítima, que no livro é friamente calculada e devastadora, e aqui se aproxima mais do melodrama do que da tragédia.
Frankenstein não é uma história sobre criar vida. É uma história sobre abandonar aquilo que se cria. O horror não está na criatura, mas no gesto inicial de repulsa, no olhar que enoja, no cuidado que nunca veio. Shelley construiu uma tragédia em que tudo poderia ter sido diferente se, no momento da criação, Victor tivesse permanecido.
Del Toro ama seus monstros — e isso funciona lindamente em muitos de seus filmes. Mas Frankenstein não pede amor imediato. Pede responsabilidade. Pede culpa. E é justamente aí que essa adaptação perde o terror ético que tornou a obra de Mary Shelley atemporal.
Faça Ela Voltar
3.8 791 Assista AgoraBring Her Back é um filme de terror que se destaca por sua atmosfera opressiva e performances intensas, especialmente de Sally Hawkins, que entrega uma atuação perturbadora como Laura. A direção dos irmãos Philippou mantém uma tensão constante, mergulhando o espectador em um pesadelo emocional que explora o luto e a obsessão. No entanto, apesar de sua proposta ousada, o filme tropeça em escolhas narrativas que comprometem a verossimilhança. A personagem Piper, uma adolescente cega, é retratada de forma contraditória: recusa o uso da bengala para não ser tratada de forma diferente, mas é constantemente poupada e tratada com extremo cuidado. Além disso, ela não percebe sons, cheiros ou mudanças de tom de voz que seriam evidentes para alguém que desenvolveu outros sentidos, o que fragiliza sua construção e dificulta a criação de empatia por parte do público....
achei ela irritante e no final pensei um belo "bem feito" quando todos morreram e ela se viu ali sozinha!
como ligar para Piper ao descobrir a verdade ou insistir em alertas óbvios que apenas o tornam mais vulnerável.
Essas e outras escolhas narrativas exigem uma suspensão de descrença excessiva e acabam por frustrar o espectador, já que o filme tem uma narrativa envolvente.
Mas, no saldo final, Bring Her Back é um filme que impressiona pela ambientação e pelas atuações... apesar de bom, não acho essa genialidade que alguns proclamam. É uma obra impactante, mas, infelizmente, personagens burros meio que impedem que seja verdadeiramente excepcional.
The Dead Thing
2.2 3O roteiro do filme é interessante...também a forma quase despretensiosa com que o diretor conduz a história, centrando-se na trajetória de Alex
que parece ir descendo cada vez mais fundo prum inferno de escada rolante
, ela não é 'a coisa morta'
Não Entre
3.0 34Uma boa surpresa! Sustos decentes, bons efeitos e muito boa ambientação... o que muitos filmes de terror renomados não conseguem hein....
Beau Tem Medo
3.2 449 Assista AgoraGosto muito das obras de Ari Aster e acho que até entendo sua intenção aqui... mas
no final foi apenas grande indutor, um baita de um gatilho pra quem tem ansiedade, que não leva a lugar nenhum. De verdade, o ritmo do filme (não seu conteúdo pq eu sou grande consumidora de bizarrices), me levou a um real ataque de ansiedade (tive que parar o filme para me recompor, me perguntando pq me sentia assim)!!! O que, apesar do mal-estar, me leva a reconhecer os devidos méritos, se o objetivo era um realmente uma experiência sensorial. Mas passar por isso tudo pra nada, foi muito frustrante. As metáforas e questionamentos sobre a vida estão ali, ao estilo do diretor, mas é triste que não resultem numa narrativa, o que é estranho... pq em se tratando de identidade ou marca registrada de Ari, ele nos convida em suas obras a abraçar a doideira, nos envolve com a ficção em histórias coerentes. Ao menos Hereditário e Midsomar tinham um enredo mais claro e coeso; com inicio, meio e fim. Aqui faltou, resultando num grande "mexidão"...
Não recomendo para quem tem ansiedade, ou está enfrentando uma doença mental, pq é realmente um indutor... achei até perigoso.
A Garota Artificial
3.6 81 Assista AgoraAprende ai Hollywood, não é necessário muito para se fazer um bom filme!
O trecho final com o ator Lance Henriksen é simplesmente, na minha opinião, uma das melhores partes ... fiquei hipnotizada na conversa!!!
The Outwaters
1.8 87Aquela velha e clássica história onde a ideia é voa mas a execução foi péssima
Pra começar, já é ridícula a ideia de que um cara que quer filmar e dirigir um videoclipe não consiga fazer meras imagens do dia a dia - pq ficam tremidas e desfocadas o tempo todo, não só nos "momentos de terror"... Além disso, como pode a pessoa ir para o deserto e sequer levar uma boa lanterna? Obviamente esses recursos foram para disfarçar a preguiça de um roteiro, pq n tem! O filme é uma serie de acontecimentos aleatórios que n consegue sequer nos conectar aos personagens, pq mal os apresenta direito (que pessoal chato)!
O resultado disso? Perda de tempo! Pq nem tudo que não conseguimos ver, enxergar da medo... as vezes fica só um apanhado de imagens sem sentido mesmo
Imagino que os americanos vomitaram de desgosto ou pq ficaram enjoados com a tremedeira da câmera, pq de grotesco achei bem fraquinho -
talvez o trecho final tinha um potencial
Uma pena... imagino como esse projeto seria nas mãos de outras pessoas... Com tanta referência interessante de Found footage por aí... dava pra inovar porém sem fazer algo de qualquer jeito! É a impressão que fica 🤦♀️
O Menu
3.6 1,1K Assista AgoraO último ato deixou todo o suspense sem finalidade... faltou um "recheio" na história de cada personagem pra dar "liga" - Ba dum tssss - às motivações do Chef
e eu sei que ele agiu em virtude da arte
Mas é sempre divertido ver uns ricos soberbos se dando mal kkkkkkkkkkkkkk
Sombras do Passado
3.3 92Atuações fantásticas de Rebecca Hal e Tim roth!
Mas... Acho que o filme adentra em temas delicados e complexos demais para algumas escolhas narrativas que foram feitas. Mesmo que seja em prol de um terror psicológico, achei que pelo potencial "despertador de gatilhos" que esse filme carrega, dependendo de quem assiste, pode ser uma experiência torturante e até perigosa algumas das diversas interpretações que ele gera e das mensagens que passa...
Pode ser pq recentemente assisti à ultima temporada da série The Vow, na HBO Max, que tem algumas semelhanças amargas para nós mulheres, reforçando a real possibilidade de uma mulher sofrer uma lavagem cerebral, aceitar e se submeter à situações de abuso. Porém algumas escolhas e reações dos personagens são absurdas até demais... e o tom de Gaslighting me incomodou tb...
Acredito que o ato final destoa muito e concretiza um rompimento do vínculo do público com a história que vinha cultivando
e nem é pelo grotesco pq eu gosto disso... tenho até uma lista de filmes assim oras kkkkk
Se funcionou pra alguém q bom, acho q é o público alvo do filme... mas, infelizmente, pra mim, deu n... saí meio com raiva dessa visão do roteirista.
Noites Brutais
3.4 1,2K Assista AgoraQue grata surpresa esse filme!
A dica é não procurar nada sobre esse filme e ir sem saber do que se trata... o próprio trailer já faz essa sugestão e assim eu fiz.
A experiência é muito mais legal!
AMEI
Halloween Ends
2.3 564 Assista AgoraAh, foda-se, eu gostei 🤷♀️!
Vai ser polêmica a minha opinião, já deve estar sendo pela minha nota 😅kkkkk ... mas acho q o que foi feito aqui merece uma reflexão: Pq tudo que se pede hj em dia, principalmente no gênero de terror, são novas ideias e é de se reconhecer que um filme previsível tentou fugir da mesmice; é diferente de tudo que se poderia esperar de um encerramento nessa franquia e, justamente, é uma das coisas mais interessantes desse filme!
O tom de critica social se manteve e aqui atinge seu ápice, estabelecido por David Gordon Green desde o início dessa trilogia (e ele nunca escondeu esse objetivo): A essência do mal, sua "infecção" pela sociedade, a super atenção que as vezes é dada aos psicopatas em detrimento das vítimas e isso ninguém pode negar q fica escancarado!
A introdução de Corey Cunningham à narrativa foi inesperada e tornou-se uma grata surpresa pq não pega o caminho mais óbvio: não tem salvação para esse injustiçado de Haddonfield, pois ele se contamina com o mal e o abraça, o aceita... talvez pq algum mal já fazia parte dele e foi alimentado/libertado, talvez pq num cansaço na eterna luta pelo descaso e hostilidade da sociedade, deixou-se levar...
Da mesma forma, é inquestionável a possibilidade de que tanto Laurie como sua neta - e outros sobreviventes - podem também ter se infectado (porém em diferentes níveis), alimentando o mal com ódio e rancor ao longo do tempo, quando procuram algo ou até alguém para culpar, mesmo sabendo das circunstâncias incontroláveis - ou até inevitáveis - que levaram ao desastre em suas vidas. Allyson está chatíssima, eu sei, mas, considerando tudo isso, acredito ter sido de propósito.
É feita tb uma espécie de autocrítica do prórpio desgaste da franquia, talvez pela diminuição do gore e um esgotamento no número de mortes em tela, deixando uma sensação de real processo de finalização da história: Não se tem mais o que tirar daqui! A saga de Michael Myers acaba junto com a de Laurie, foi até seu limite...
Jamie Lee Curtis avisou que seria imprevisível, que seria diferente (e ela pode tudo mesmo, afinal é uma diva 💃)
Inovou... pq trouxe um tom de aprendizado num filme slasher... algo que não costuma ser explorado e.. pq não? Afinal, a sede de sangue já foi bem saciada em Halloween Kills (que leva o recorde de mortes da franquia), quando o sangue chega a saltar da tela (e é bem divertido)
Hellraiser
3.2 429Honrou a mitologia de Clive Barker e deu aqui um bom reinicio... Nas palavras do próprio: "It feels like [David Bruckner] reached back to me, and I reached forward to [him] — I hope we can do it again,"
O filme é bem imersivo e os efeitos práticos deixaram tudo melhor e mais divertido! Senti que estava realmente lendo mais um dos maravilhosos contos de Barker (sim, eu amo). o sentimento que fica é pura simpatia pela produção!
Apesar de um roteiro simples e previsível, o resultado foi sim de deleite visual e diversão!
O que mais gosto nos contos de Barker é que de uma forma vc acaba torcendo pelo horror... e esse filme faz o mesmo: eu estava louca para ver os Cenobitas pegarem a protagonista, que é chata demais - mas com ctz foi de proposito e achei isso louvável, pq nos faz querer ter a presença dos "demônios" (ou anjos para alguns 🤭🤷♀️) por mais tempo! E essa que é uma das essências do criador nas suas histórias!
Gostei muito da Jaime Clayton como Pinhead (ela é uma diva natural) e acho q sua voz foi perfeita para o personagem, com características andrógenas, tal como é descrito em The Helbond Heart... Mais uma vez nas palavras do Clive: "Jamie looks like the Queen of Hell. She is not Doug [Bradley's] stand-in. What she is is a whole new beast. I see something wonderful. Demons to some, angels to others." !!!
Que venha mais Clive Barker para as novas gerações 🖤💀
Não! Não Olhe!
3.5 1,4KDe tempos em tempos surge um filme fora da casinha que marca pela originalidade e bizarrice, que te envolve de uma forma que vc nem sente o tempo passar ... esse ano digo que estamos sendo muito bem servidos nisso!
Eu amo esse tipo de gênero - e até fiz uma lista com filmes do tipo 🧐.
Adoro quando o filme vai dando sinais e conduz, em camadas, para um clímax e um desfecho, q n era muito aquilo do que se imaginava pelos trailers... é mto bom!
Adorei a forma como, no meio da bizarrice, existe uma pequena aventura e arrisca até um discreto humor no tempo certo...
Enfim, satisfeitíssima! Muito prazeroso ver esse filme - ao menos pro meu gosto 😅
Órfã 2: A Origem
2.7 801 Assista AgoraA ideia era tão idiota que eu sequer quis ver o trailer e sem querer cheguei a ver algumas fotos ... qdo comecei a assistir me perguntei se eu iria aguentar ver ate o final e... Assisti...
Gente! É legal - Fiquei de caraaaa kkkkkkkkkkkkk !!!
No começo é de se estranhar um pouco a escolha do uso de efeitos práticos pra passar a ilusão de uma criança (sendo a atriz já crescida), mas logo vc se acostuma e começa a entender que a história pedia uma atuação mais madura mesmo ... E tb, já fizeram isso em O Senhor dos Anéis e outros filmes, pq n aqui?
O resultado foi uma trama interessante com um plot twist que, confesso, me pegou um pouco desprevenida... um furinho aqui e ali, uns efeitos que podiam ser melhores... mas nada imperdoável para o gênero!
Quem sabe o segredo para aproveitar melhor um filme é saber o mínimo sobre ele...
Me diverti bastante!
O Predador: A Caçada
3.5 712 Assista AgoraIsso é Predador meus amigos!!!
Entretenimento do inicio ao fim!
O Telefone Preto
3.5 1,2K Assista AgoraO enredo é até legal mas qdo acaba a frase que vem à mente é "só isso?"
Senti que faltou mta coisa nesse filme! A sensação é de uma obra incompleta...
Dashcam
2.4 81Negacionista tem que se ferrar mesmo kkkkkkkk
Tudo em Todo O Lugar ao Mesmo Tempo
4.0 2,1K Assista AgoraSem zueira: essa foi uma das experiências cinematográficas mais esquisitas, divertidas e emotivas que já tive!
Esperava já alguma bizarrice boa, só pela A24, mas n estava preparada para as muitas camadas emocionais que esse filme trouxe...
Talvez a experiência que cada um terá vendo esse filme seja muito pessoal e por isso muitos podem não entender ou gostar, mas pra mim tocou sentimentos profundos... E acho que cinema é isso, Arte é isso! Estabelecer uma ligação emocional com a obra, qualquer tipo de emoção! Ao menos eu fiquei completamente imersa: Ri, me espantei, estranhei, me diverti e chorei... Imprevisivelmente, transbordei emoções!
Sim, eu fiquei em prantos no final! Achei de uma sensibilidade e de uma riqueza sem tamanho a forma com que abordou o sentido da vida e a essência da nossa humanidade: Quem nunca se sentiu inútil, desesperançoso, incompreendido, sozinho, principalmente diante de nossas famílias? E quem diria q é ao mesmo tempo dentro de todo o caos que podemos encontrar força ou esperança?
"Nothing mathers..."
A Casa no Bayou
2.7 63A premissa do filme é interessante, da pra ver que é de baixo orçamento mas n quer dizer q n tinha potencial... plot legal mas em algum momento ficou previsível... Da aquela sensação de que se fosse bem lapidado seria um filme excelente...
A trilha-sonora foi forçada e junto com algumas atuações medianas beirando o ruim (nem todas, algumas foram boas como a da Angela Sarafyan), principalmente da menina - chata pra c4r4lh0 - estragaram a experiência... meu Deus, pra q uma personagem assim?
A Dublê da menina na explosão do carro ... n entendi a necessidade já que ela estava longe e deu até pena de não terem conseguido disfarçar
Hellbender
2.7 53Adoro Filmes que honram a proposta apresentada no trailer e desde o seu início... principalmente em gênero de horror!
Aqui o filme sustenta seu tema: o sobrenatural, a magia a bruxaria e o grotesco são parte do enredo mesmo e não precisa de metáforas, finais inexplicados ou dualidades como "muletas" para atingir um patamar de "cult". Inclusive acho qo mais legal é que o filme parece não querer ocupar um lugar de cult! O que é ótimo!
Só isso já é um grande estímulo para um experiência interessante, com simplicidade, que resulta em uma boa edição de som e trilha-sonora, atuações e até efeitos especiais!
Simples e por isso legal e divertido!
Fiquei muito interessada nas músicas da banda das protagonistas 😆🤘
Matrix Resurrections
2.8 1,3K Assista AgoraMatrix Ressurections, apesar dos diversos problemas, é uma digna homenagem ao seu próprio legado e a importância que trouxe para a história do cinema... Ainda consegue ousar com um senso de humor "autocrítico" e um enredo cativante...
Não é o melhor, tenho que admitir e isso talvez decepcione ou divida a opinião das pessoas. Mas, ainda tem complexidade e uma metalinguagem direta com os fãs. Coloca, inclusive, o envelhecimento como um personagem importante da história.. achei que tratou o tema com sensibilidade.
Fato é que ao "digerir" o filme após assisti-lo, vc se dá conta que Lana Watchowski, de forma única, continua libertando mentes... pro bem ou pro mal 🤷♀️
Espíritos Obscuros
2.7 203 Assista AgoraTinha muito potencial mas desandou... ultimamente, em muitos filmes, parece que o pessoal "perde o gás" quando esta elaborando o roteiro e finaliza de qualquer jeito... que pena :\