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O primeiro episódio já iniciou a temporada lembrando um pouco o episódio "Queda livre" que mostrava como um score pessoal podia impedir a liberdade de vivência e como a tecnologia limitava e marginalizava aqueles que não podiam acompanhá-la.
Foi angustiante ver a história do casal e a identidade deles sendo destruídas pela falta de dinheiro para bancar as atualizações. Acho que o ápice disso foi a parte das propagandas no meio do dia a dia apagando a consciência da personagem e usando a vida dela como mera propaganda. Me fez pensar no quanto as redes sociais, por exemplo, se tornaram o palco das propagandas, tirando de cena a autenticidade das pessoas. Já estamos inseridos nesse mercado de vendas e dados em todos os sites e aplicativos possíveis... Acompanhar o declínio e a imbecilização do marido para poder garantir um pouco mais de vida para a mulher, também foi bem triste!
Black Mirror além de ser uma série que chama atenção pelas "revoluções tecnológicas" não tão distantes da realidade atual, é uma série que evidencia muito a falta de ética e de limites do ser humano. Parece algo inversamente proporcional: quanto mais evolução tecnológica, menos traços de humanidade. E acho que a série escancara esse lado: a perda dos valores e da dignidade humana.
Obs: foi legal acompanhar de novo o USS Callister e as referências do Bandersnatch
A primeira parte do filme foi até legal de assistir. Mas da segunda em diante tem muita muita muita gritaria, tanta que até me deu nervoso… Por fim, as cenas que mais chamaram atenção foram justamente as atravessadas pelos silêncios e olhares dos personagens. Captavam bem mais do que as cenas de excessos…
Obs: haja paciência para suportar o russo mimado até o final!
Apesar do ritmo lento, tem uma crítica bastante pertinente para pensarmos o amor nos tempos atuais. Me lembrou o livro “Mulheres que escolhem demais” da Lori Gottlieb. Quem se interessar pelo tema, vale a leitura!