Últimas opiniões enviadas
Larry Clark do alto do seu moralismo adulto retratando o cotidiano (sem em momento algum tratar dos panos de fundos e nuances formadores de qualquer um dos personagens) de adolescentes viciados em sexo e drogas.
Puniu a personagem principal com HIV por ser uma virgem inocente demais e depois a puniu novamente com um estupro, por ela ter se atrevido a ficar muito louca em uma festa. Praticamente um "vai pra festa fica muito loca, agora foi estuprada olha aí...".
Puniu o garoto que a estuprou com HIV [porque o vírus é castigo pro diretor] e puniu seu amigo viciado em sexo e estuprador de virgens, também com HIV.
Realmente, merecia premio moralismo de ouro Larry Clark.
Últimos recados
Olá, Dennis! Ótimos Favoritos. Espero trocar ideias. Abraço!
O Oscar 2017 está logo aí e teremos o nosso tradicional BOLÃO DO OSCAR FILMOW!
Serão 3 vencedores no Bolão com prêmios da loja Chico Rei para os três participantes que mais acertarem nas categorias da premiação. (O 1º lugar vai ganhar um kit da Chico Rei com 01 camiseta + 01 caneca + 01 almofada; o 2º lugar 01 camiseta da Chico Rei; e o 3º lugar 01 almofada da Chico Rei.)
Vem participar da brincadeira com a gente, acesse https://filmow.com/bolao-do-oscar/ para votar.
Boa sorte! :)
* Lembrando que faremos uma transmissão ao vivo via Facebook e Youtube da Casa Filmow na noite da cerimônia, dia 26 de fevereiro. Confirme presença no evento https://www.facebook.com/events/250416102068445/
Deu uma certa tristeza ler os comentários aqui, então já vou começar rebatendo a crítica mais repetida. É proposital a ausência de resposta sobre o motivo daqueles acontecimentos porque as ideias centrais do filme são:
1. retratar a impossibilidade de justificar a beligerância e o anti-institucionalismo da política estadunidense contemporânea. O presidente se mantém no governo pelo terceiro mandato (o subtexto leva a crer que de modo autocrático), e faz discursos praticamente aleatórios que nada dizem. É o poder pelo poder.
2. retratar a desumanização inerente à máquina de guerra, elemento central pra constituição da hegemonia dos EUA, que é imposta ao Sul global, reiterando que a militarização da própria sociedade estadunidense é parte desse mesmo processo.
3. a importância e o risco atrelados à atividade da imprensa, especialmente dos segmentos que cobrem eventos extremos.
Os EUA e o próprio modelo de governo federalista nasceram como resposta e resolução conciliadora para uma guerra civil cuja peça central era o modelo econômico desumanizante da escravidão e a divisão Norte-Sul que as perspectivas em torno dele causaram.
Na contramão, o futuro que o Alex Garland vê e nos mostra é marcado por uma guerra generalizada de sentido e objetivo indeterminados, fragmentada, desfronteirizada, que só é possível no país em que a indústria da Guerra é tão economicamente fundamental, que inseparabilidade entre população civil, armamento e veículos militares é normalizada.
Definitivamente não é um filme sem roteiro, sem repertório e sem sentido que nada tem a dizer. Pelo contrário, é certeiro e extremamente necessário nesse momento político específico que vive-se por lá.