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Me faltam palavras para descrever este filme, porque ele é, acima de tudo, um sentimento.
A construção do romance do casal principal é lindíssima e a obra vai muito além do luto.
[/spoiler]Um dos pontos mais verdadeiros é a relação entre sogra e nora, tão comum na vida real: a desavença velada, o descontentamento demonstrado de forma sutil em vários momentos. Maya se esforça para ser aceita e gosta genuinamente da sogra. Quando o filho morre, porém, a sogra a culpa e transforma a perda em sentença: “eu sempre soube que você não era a pessoa certa para ele, e agora ele está morto por sua causa”.[spoiler]
[/spoiler]No segundo relacionamento, Maya sente uma inquietação em relação à ex-mulher do namorado e à filha do casal. Percebe que não cabe ali, pois eles ainda parecem uma família, e por isso decide se afastar, como havia feito com tudo relacionado à sua vida antes da morte do marido.
O atual namorado se revolta com a posição dela e a acusa de estar se autossabotando. Mesmo depois de se afastar, essas palavras ecoam em Maya e, contrariando o próprio instinto, ela começa a duvidar: será que aquilo era apenas uma ideia criada para sabotar uma possível nova felicidade? Decide procurá-lo para recomeçar, e então vem o baque: o instinto estava certo. O ex-casal havia voltado, havia coisas mal resolvidas entre eles, e Maya segue seu caminho mais uma vez.
Para aquele casal, ainda existia a possibilidade de reconciliação. Para ela, não. Fica a confirmação do que ela já sabia: não há como ter de volta o seu amor, porque ele está morto e nunca mais voltará.[spoiler]
As ambientações da trama funcionam como antítese do luto da protagonista: cidades e paisagens cheias de vida, de uma beleza vasta, quase gritando “ainda existe vida! Ainda existe recomeço!”, enquanto Maya tenta se reencontrar e carrega dentro de si um vazio e uma tristeza agonizantes. O lugar mudou, mas a história continua dentro dela.
Este é um filme sobre a vida, sobre o que vem depois de muitos percalços e daquele que talvez seja o maior deles: a perda do amor verdadeiro, não por desencontros ou conflitos de ideias, como no caso do ex-casal que pode se reconciliar, mas pelo fim de tudo, onde não existe mais volta: a morte.
Ouvir Maya dizer “eu tive tudo o que todo mundo sonha: um amor verdadeiro” foi um soco no estômago. Nesse instante, as lágrimas já não podiam ser contidas; senti a dor dela em cada palavra.
Todas as atuações são incríveis, mas termino a obra admirando ainda mais Margaret Qualley, uma grandessíssima atriz.
O filme tem uma premissa instigante, os personagens são interessantes e possuem potencial, entretanto muitas cenas e ideias aqui são mal construídas e a direção se perde na própria história.
A trama poderia explorar mais o lado psicologico, a briga entre o ID e SUPEREU daqueles personagens em relação ao dinheiro, entretanto vai por outro caminho e foca em encontrar o "vilão" e "vingança". O fechamento vira um showzinho de previsibilidade bem meia boca, com cenas criadas pra causar uma "tensão" extremamente forçada e mal construída e, claro, finaliza no estilo clichê e caricato sobre o "heroísmo" e "honestidade" estadunidense.
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Bons filmes!
Equipe Filmow
n tem né com cré esse filme, porém te prende (não da melhor forma) e passa uma mensagem importante: o machismo completamente absurdo da época e o desespero em saber que esse tipo de coisa realmente acontecia.