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Melancolia é um daqueles filmes em que as cenas demoram para se perder na sua memória, não é para menos, são cenas fortes cheieas de significados filosóficos que nos remete à profundas meditações.
Se no começo do filme Justine se apresenta como sendo o personagem mais combalido e problemático, é revertido do meio para o final do filme, mostrando-se a mais forte. A mais forte por colocar-se diante da "Melancholia" de forma direta e real, sem fugas ou distrações ditadas pela sociedade(como o casamento dramático da mesma).
Todos fogem ao problema, -cada qual a sua maneira exceto Justine- o primeiro fora o pai que de forma sútil negou um apelo de sua filha, até o cientista que se fazia de forte perante a -inevitavelmente repito mais uma vez- Melancholia, fugiu ao problema da forma mais covarde.
É o fim de tudo irremediavelmente o nada!? Não há escapatória!? É o que há de mais forte no filme talvez, mas nem por isso precisamos deixar de acreditar em algo que nos deixe vivos e esperançosos, a fuga para a família, a bebida, a música (como a maravilhosa composição de Beethoven referenciado no final do filme), os pequenos momentos que nos deixam felizes, sem o teatro da hipocrisia ditada pelo social -ou até mesmo com um pouco de hipocrisia.
O fim, é apocalíptico, belo e individual!
Indicado por um amigo que alertou-me, "precisa ter estômago para assisti-lo", bem apesar de ser sim um filme pesado e desconfortante, a parte do estômago "forte" fica de alerta para quem tem estômago "fraco", não foi bem o meu caso.
O titulo que tem a palavra réquiem (do latim), significa aqui repouso eterno.
Embora subjetivamente pensem que se trata de um final tranquilo não se enganem.
"A ideia não é mostrar a degradação que a droga provoca, a ideia é abandonares-te a ver o filme como se o resto do mundo não existisse e sentires na tua própria pele".
A trilha sonora e as imagens alternando com as cenas, são freneticamente poetizadas e com maestria, inovadoras e impressionantes.
É um filme nu e cru, que aborda o tema como nunca foi abordado antes no cinema. Na obra foi escancarado, cuspido, vomitado, a velha e parece que infelizmente esquecida [cinicamente] nos tempos de hoje: Todos os vícios trazem a ruína, inclusive as drogas, lícitas ou ilícitas, seus efeitos estão na televisão hipnotizante, está nas fraquezas e neuroses do ser humano, está no médico que nem olha para a paciente, está do seu lado, basta querer ver.
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Bons filmes!
Equipe Filmow
O Oscar 2017 está logo aí e teremos o nosso tradicional BOLÃO DO OSCAR FILMOW!
Serão 3 vencedores no Bolão com prêmios da loja Chico Rei para os três participantes que mais acertarem nas categorias da premiação. (O 1º lugar vai ganhar um kit da Chico Rei com 01 camiseta + 01 caneca + 01 almofada; o 2º lugar 01 camiseta da Chico Rei; e o 3º lugar 01 almofada da Chico Rei.)
Vem participar da brincadeira com a gente, acesse https://filmow.com/bolao-do-oscar/ para votar.
Boa sorte! :)
* Lembrando que faremos uma transmissão ao vivo via Facebook e Youtube da Casa Filmow na noite da cerimônia, dia 26 de fevereiro. Confirme presença no evento https://www.facebook.com/events/250416102068445/
"Famosa e chocante comédia negra, adaptada da escandalosa peça homónima de Edward Albee. Considerada demasiado franca, explícita e blasfema para o grande ecrã, foi encenada pela primeira vez em Nova Iorque em Outubro de 1962 e premiada com o prémio do Círculo de Críticos de Teatro de Nova Iorque e com um Tony. Marcou a estreia no cinema de Mike Nichols, que manteve a integridade da peça original, revelando o retrato dramático das batalhas destrutivas e sado-masoquistas de um tempestuoso casal, protagonizado por Elizabeth Taylor - provavelmente no seu melhor papel -, e por Richard Burton. Curiosamente, o casal era também protagonista de uma relação conflituosa na vida real, tendo-se casado e separado pelo menos três vezes. Em "Quem Tem Medo de Virginia Woolf?" a batalha tem lugar quando o casal convida um par de amigos, Honey (Sandy Dennis) e Nick (George Segal), para passar a noite em sua casa. A noite revela-se amarga e os amigos passam a ser testemunhas de uma discussão acesa. O filme ganhou cinco dos Óscares (melhor actriz principal, melhor actriz secundária, melhor fotografia, melhor direcção artística e melhor guarda-roupa) dos 13 para que foi nomeado."
(http://cinecartaz.publico.pt/filme.asp?id=22927)
Quem Tem Medo de Virginia Woolf?
(Who's Afraid of Virginia Woolf?│1966│EUA│Drama│16 anos│130 min│Leg│Vk)
► http://cinerialto.blogspot.com.br/2013/04/VirginiaWoolf.html
Embora cheio de exageros, o filme é bem real em pontos como a violência social, as dificuldades individuais ignorada pelo alheio o Neonazismo etc.
O anti-herói, que vive o drama das pessoas comuns, em que no dia-a-dia tem que enfrentar engarrafamentos, aborrecimentos e "burrocracias" - como costumo dizer- surta, e cria uma obsessão... o "Going Home".
Essa obsessão o desprende da realidade tornando-o uma pessoa violenta e sem aptidão para viver na sociedade, onde quem cruza e tenta interferir o seu "Going Home" pode ser mortalmente ferido.
O filme traz à tona o quanto problemático se tornou viver nessa sociedade com sua máquina [de ditadura] da felicidade que funciona apenas alegoricamente para alguns.
Muitas pessoas se identificam o o principal personagem do filme, mas não podem deixar se enganar, como já dito antes, ele é um anti-herói que foge as regras da sociedade, por mais bobas que sejam (como a do horário do lanche..., ou ao ataque ao idoso no campo de golfe, que remete ao caso de ser um propriedade privada... ao preço da coca que ele julga injusto...), e as regras (quando honestamente justas) são para o bom convívio da sociedade.