Dirigido por
Data de lançamento
4 Ago. 2014A história se inicia com um prólogo no ano de 1956 quando Susana (Alessandra Negrini) contrata a enfermeira Márcia (Christiana Guinle) para trocar dois bebês femininos de lugar dentro de uma maternidade por vingança e despeito. Uma das crianças é filha da fútil Carlota (Giulia Gam) e do empresário Fernando (Marco Ricca), que, por sua vez, é amante de Susana. Ao longo dos últimos anos, Fernando vinha prometendo a Susana que iria contar para Carlota que não a ama mais e que passaria a viver com a amante, o que nunca aconteceu. Quando Fernando finalmente toma coragem de pedir a separação da esposa, descobre que Carlota está grávida e desiste de abandoná-la. Por causa da desistência, Susana condena o casal a viver longe da própria filha.
Após um salto para 1978, a filha do casal, a hippie Sandra (Ísis Valverde), agora com 22 anos, mora no bairro de Copacabana, na zona sul do Rio de Janeiro, acreditando que os seus pais verdadeiros são a reprimida dona-de-casa Beatriz (Heloísa Périssé) e o militar carrasco Elísio (Daniel Dantas), que juntos possuem outros dois filhos, Otávio (José Victor Pires) e Cláudia (Giovanna Rispoli), uma criança com personalidade diabólica que mais se parece a Chucky, o boneco assassino. Todos vivem sob bons valores, mas com toda a rigidez que o chefe da casa impõe do trabalho para o lar. Desempregada, Sandra luta diariamente para ajudar nas despesas da família. Dona de uma personalidade forte, ela traiu o namorado militar Pedro (José Loreto) com Alex (Fernando Belo), tornando-se noiva do segundo rapaz.
No dia do casamento de Sandra com Alex, acontece um grave acidente no trânsito envolvendo uma moto e um carro. De um lado está o noivo, Alex, que nunca chega para a cerimônia, para o desespero de Sandra e dos seus convidados. Do outro lado está Rafael (Marco Pigossi), noivo da patricinha Vitória (Bianca Bin). Mesmo quase sem vida, Alex nobremente reúne forças para tentar ajudar Rafael, mas acaba falecendo. A partir de então Sandra declara guerra a Rafael e passa a odiá-lo com veemência, acusando-o de ser um grande assassino. O ódio, no entanto, vai virar uma bela história de amor. Claro, problemas não vão faltar: o ex-namorado de Sandra, Pedro, vai ressurgir disposto a tê-la para si a todo custo pela ousadia de ter sido traído por ela.
Quem não vai gostar nada deste enredo é a noiva de Rafael, Vitória, que acredita que os seus pais verdadeiros são Carlota e Fernando. O antagonismo de Sandra e Vitória aflora quando ambas descobrem que foram trocadas na maternidade por Susana. Enquanto Sandra leva uma vida humilde e sem grandes luxos, Vitória reside em uma mansão no bairro da Gávea, também na zona sul do Rio de Janeiro, com os seus supostos pais, o irmão mais novo Beto (Rodrigo Simas), a tia Inês (Déborah Secco), a avó (Betty Faria) e o avô Vicente (Francisco Cuoco).
Mas o que aconteceu com Susana durante todo este tempo? Sem ter Fernando exclusivamente para si, a megera partiu para New York City, nos Estados Unidos, onde passou a trabalhar como garçonete na famosa boate Studio 54. Após o polêmico fechamento da balada em questão, Susana volta ao Brasil. E já que volta, decide chamar a atenção da sociedade carioca e trazer todo o passado do prólogo à tona. Só que o ano de 1978 não passará em branco. Todos os núcleos vão circular pelas praias cariocas e pela boate carioca Boogie Oogie, cujo dono é Amaury (Junno Andrade), onde alguns personagens irão trabalhar sob patins e outros irão dançar até o sol raiar. No meio de tanto alto astral, haverá ainda uma dose de mistério e outra dose de suspense, pois alguém vai tentar assassinar Daniele (Alice Wegmann), uma jovem “moderninha” para o seu tempo que muda-se da Argentina para o Brasil.
Sem anúncios
Aproveite o melhor do Filmow sem interrupções
Essa novela era boa, tinha algumas coisas que não gostava, mas não comprometia não.
Assisti a novela Boogie Oogie (2014-2015) na TV Globo. Escrita por Rui Vilhena e dirigida por Ricardo Waddington. Já estou com saudades. Amei a novela ambientada nos anos 70. Cheia de suspense, romance, comédia, ágil, bem editada, excelente texto. Genial! Quando pensávamos que um mistério tinha sido revelado aparecia outro desdobramento. A trama principal era das filhas trocadas na maternidade. Uma amante largada, cheia de ódio, paga uma enfermeira sem escrúpulos para trocar os bebês. A novela começa quando essas jovens já são moças e a ex-amante volta para se vingar para localizar as moças e desestabilizar o ex-amante. Bianca Bin arrasou com uma das filhas trocadas. Uma é filha de um amoroso mas austero militar de classe média. A outra mora em uma mansão de um pai amoroso que a mima de tudo quando é jeito e uma mãe cruel e indiferente. Tanto que a mãe fica feliz de saber que é a filha não é a filha, mas odeia a outra também. A outra foi interpretada pela Isis Valverde, adoro as duas atrizes e elas eram fortes e determinadas. O namorado da outra se apaixona pela outra irmã trocada sem saber, ele é interpretado pelo Marco Pigossi. Os pais são: Fernando (Marco Ricca) e Carlota (Giulia Gam) e Elísio (Daniel Dantas) e Beatriz (Heloísa Perissé). Em um momento das novelas elas ficam sabendo da troca, elas se odeiam. Mas o segredo da paternidade continua. A oprimida Beatriz teve um caso na adolescência e a filha pode ser filha do vizinho. Como todas as novelas das 6, há muitos avanços comportamentais. Três homens tinham várias cenas na cozinha Tadeu (Fabrício Boliveira), advogado que estudava pra ser diplomata, Mário (Guilherme Fontes) corretor e Homero (Osvaldo Mil) esse o único que morava sozinho e era bandido. Sem alardes, sem texto de preconceito, a família chegava, ficava na sala e o marido de avental avisava que o prato preferido da família estava pronto. Tadeu, Rafael, e muitos outros volte e meia estavam arrumando a cozinha, lavando a louça. Dos romances da novela amei o de Tadeu e Inês (Deborah Secco). Tadeu era o meu personagem preferido. Pena que a atriz precisou sair antes porque vai estar em outra novela. Mas o autor não se apertou, criou uma trama tão linda pra ela. Um agente que vive nos Estados Unidos sugeriu a ela fazer vídeos de ginástica, como tinham na época. Lindo no último capítulo o Tadeu recebendo o enorme vídeo cassete e a fita pra assistir. Outra dinâmica que ajudou muito foi as trocas de casas. O autor ultrapassou inúmeros limites com sacadas muito inteligentes nas trocas de personagens nas casas. Era um tal de Vitória para a casa dos pais biológicos e Sandra para a mansão. Mas as trocas iam além. Até normal o apartamento que moravam jovens ter sempre hóspedes novos. Inicialmente Tadeu e Ísis moravam lá, mas a tresloucada Susana com a excelente Alessandra Negrini em um de seus grandes papéis passou por lá. As cenas no banheiro eram geniais. A Susana inclusive foi uma das que mais peregrinou. Expulsa constantemente, morou no apartamento do Homero na casa da Cristina (Fabiula Nascimento) e inusitadamente no apartamento da Célia (Thaís de Campos) e de Artur (Gustavo Trestini).. Amei que a Susana ficou com o Fernando, eles eram muito parecidos. Ele colecionava amantes. Inusitadíssimo ele se envolver no final com a Cristina, muito inteligente o roteiro. Outra casa que mudou completamente a dinâmica com a separação da Cristina e do Mário. Acabaram se mudando pra lá a Susana e o Fernando, mas o Fernando como amante da Cristina e ex-amante da Susana, imaginem a confusão. Adorava o novo casal, Mário e Gilda (Letícia Spiller). Essa troca gerava uma dinâmica deliciosa. A pobre da Augusta (Sandra Corveloni) precisa ir morar com o vizinho ranzinza Vicente (Francisco Cuoco). Bastava a trama começar a ficar repetitiva, alguma troca acontecia. Logo no começo se juntam a mansão a família do Ricardo (Bruno Garcia) em um excelente papel. As festas eram lindas. Amei o casamento Rastafari de Danielle (Alice Wegmann) e Rodrigo (Brenno Leone). Ele foi escolhido em testes no Vídeo Show. Amava as imagens do Rio de Janeiro da época. A trilha sonora. E as inúmeras festas na Boogie Oggie sempre com confusão muito além do esperado. Achei uma foto com algumas das crianças. Adorava a personagem da Claudia (Giovanna Rispoli), ela era uma pestinha. Com um pai exageradamente austero, ela fica rebelde e nos divertiu a trama toda. A atriz também cresceu muito durante a novela, ficou uma mocinha. E adorei ela ganhar uma viagem de volta ao mundo. Mas todos estavam ótimos Otávio (José Victor Pires), Felipe (Caio Manhente), Alessandra (Julia Dalavia) e Serginho (João Vithor Oliveira). Eles viviam no Fliperama, pena que não achei uma foto todos juntos. O autor resolveu homenagear grandes atores. Além de Betty Faria e Francisco Cuoco em papéis importantes. trouxe atores consagrados para deliciosas participações. Francisco Cuoco chamava Madalena de Leninha, divertido perguntarem porque e ele dizer porque sim, na verdade porque eles fizeram par romântico em Pecado Capital e ela se chamava Leninha nessa novela. Para relembrar o embate de Tieta, surgiu Joanna Fonn na mansão como tia da Carlota. Uma personagem mandona que de hóspede passou a mandar na casa e nos empregados. O corvo era uma "Corva" como dizia Vitória interpretada por Pepita Rodrigues. Luiz Carlos Miele um informante. E Neusa Borges como uma cartomante. Adorava os empregados. A medrosa Ivete (Aline Xavier) que sempre queria arrumar um namorado. A engraçada Leda (Marizabel Pacheco), o motorista Adriano (Eduardo Gaspar) e a cozinheira (Dja Marthins). Eles sofriam com os mandos e desmandos contraditórios dos patrões. Zezé Motta também interpretou uma empregada da Leonor (Rita Êlmor). Inclusive as participações na Boogie Oggie eram geniais. Zezé Motta cantou lá, Betty Faria e Francisco Cuoco participaram de um concurso de dança. Adorei também a breve participação de uma golpista fingindo de grávida, Jussara (Thati Lopes) pena que ela foi embora. E os dançarinos Lyv Ziese, Renata Ricci e Luis Navarro na Boogie Oggie. Eles também participaram da dança da mudança de casa. Acabam parando na casa da Augusta. Inusitado e hilário, mas com lógica. A Augusta passa a ter dificuldades de pagar as contas e o filho convida os três para ajudar no orçamento. Inclusive as participações na Boogie Oggie eram geniais. Zezé Motta cantou lá, Betty Faria e Francisco Cuoco participaram de um concurso de dança. Adorei também a breve participação de uma golpista fingindo de grávida, Jussara (Thati Lopes) pena que ela foi embora. E os dançarinos Lyv Ziese, Renata Ricci e Luis Navarro na Boogie Oggie. Eles também participaram da dança da mudança de casa. Acabam parando na casa da Augusta. Inusitado e hilário, mas com lógica. A Augusta passa a ter dificuldades de pagar as contas e o filho convida os três para ajudar no orçamento. O elenco todo foi incrível, Uma pena não conseguir colocar foto de todo mundo. Adorei a Luisa (Alexandra Ritcher), as mulheres tinham características fortes, inteligentes. E imperfeita, ela escondeu que os pais eram porteiros, outros atores que adoro: Cacá Amaral e Ana Rosa. Ela participou da dança das cadeiras, infernizava a Carlota, mas depois vai trabalhar na VIP para investigar o Beto (Rodrigo Simas) em ótimo personagem também. Eu torcia muito para ele ficar com a irmã que não é irmã, a Vitória, fiquei feliz que ficaram juntos, mesmo que tenha sido sutil a aproximação. Gostava do casal intepretado por Caco Ciocler e pela portuguesa Maria João. Estava com saudades dessa atriz. O arqui vilão era interpretado por José Loreto. Amei que a Carlota deu a volta em todo mundo e se deu bem. Tinha lido outra possibilidade, mas gostei muito mais desse final. Ela era muito ardilosa, ficaria perfeitinho demais ela se dar mal. Fizeram participações: Christiana Guinle, Junno Andrade, Laura Cardoso e Priscila Fantim. Por ser uma novela cheia de aventura, as cenas de ação eram impecáveis. Lindíssima e triste a cena do acidente do noivo de Sandra. Muito bem feitas as cenas de atropelamento, as de tiro. Eu amei tudo nessa novela, figurinos, reconstituição de época, textos, personagens. Gostei de mostrar produtos da época, as latas de sorvete, crush, leite de rosas. Pode reprisar quanto quiser.
lembro que vi e gostei. boogie oogie prevendo tendências
Assisti do começo ao fim! Adorava! Saudades!
Última novela da Globo que prestou.