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Século XIX, Vale do Paraíba, Rio de Janeiro. Higino Ventura (Paulo Betti) é o ex-mascate que enriqueceu com negócios escusos e que comprou a fazenda Morro Alto, na localidade de Vila de Sant'Anna, para se aproximar de sua antiga paixão, Helena (Sônia Braga), moradora da fazenda vizinha, a Ouro Verde, agora casada com o poderoso Barão Henrique Sobral (Reginaldo Faria). Ele está disposto a tudo para reconquistar Helena, inclusive comprar a Ouro Verde e obter o título de nobreza e o mesmo status do barão. Mas Helena, apesar de amar o marido e desprezar Higino, sofre nas mãos do barão, pois este sabe que Abelardo (Selton Mello), que criou como seu filho, é na verdade filho de Higino.
O filho legítimo do casal, Inácio (Fábio Assunção), não se conforma com o tratamento cruel que o pai dá à mulher e vai embora para a Corte. Lá, ele apaixona-se por Ester Delamare (Malu Mader), uma bela cortesã. Porém, a morte da mãe faz com que o jovem volte à fazenda para ajudar o pai e o irmão. Além disso, separa-se de Ester, devido a intrigas armadas contra os dois pela maquiavélica Idalina Menezes de Albuquerque Silveira (Nathalia Timberg), sua avó, que não aceita o envolvimento do neto com uma moça de classe social inferior. Mas ninguém na família Sobral desconfia que Ester é na realidade uma cortesã.
O tempo passa e, um dia, o Barão Sobral conhece Ester, com quem se casa. Só após a união sacramentada é que ela descobre que ele é o pai de Inácio, e os três morarão na mesma fazenda, sem que o barão desconfie que a sua nova mulher é o grande amor de seu filho. Inconformado com o fato de Ester não aceitar abandonar o barão para viver ao seu lado, Inácio casa-se com Alice (Lavínia Vlasak), a filha golpista de Higino Ventura e de sua esposa, a deslumbrada Bárbara (Denise Del Vecchio), que só pensa em se tornar uma nobre.
Enquanto isso, Higino luta para conseguir o baronato e comprar a Ouro Verde, com o intuito de humilhar o barão. Apaixona-se por Olívia (Cláudia Abreu), uma escrava branca procurada pela polícia, e que ama o jovem médico Mariano Xavier (Marcelo Serrado). Desprezado pela moça, Higino descobre quem ela é e a denuncia; depois a compra para usá-la como escrava sexual. Começa então o inferno de Olívia, que não consegue fugir das garras de Higino Ventura, mesmo ajudada pelo namorado e seus amigos, entre eles, Inácio e Ester.
Mas um fato abala toda Vila de Santana: o Barão Henrique Sobral é assassinado durante a festa do noivado entre Abelardo e a doce Juliana (Júlia Feldens), na mesma noite em que Inácio e Ester fogem para viver juntos. A polícia local se mobiliza então para prender Inácio, o principal suspeito da morte do barão.
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Acabei de assistir “Força de um desejo”, novela de 1999 que não acompanhei na época de sua exibição na TV e graças a recomendação do meu querido amigo Marcelo, decidi assistir a trama, 26 anos depois do seu lançamento, e posso assegurar que é a melhor novela que já vi e deveria constar numa lista de “novelas para ver antes de morrer”.
SPOILERS ABAIXO
Tendo como cenário o Brasil imperial da época da escravidão, conta a história do romance entre a cortesã Ester Delamare (Malu Mader, belíssima) e Inácio Sobral (Fábio Assunção, também no auge da juventude e da beleza).
No primeiro capítulo já temos uma amostra do que seria o esmero da produção, com uma estupenda sequência gravada no Teatro Municipal de Niterói em que Inácio conhece Ester e se apaixona à primeira vista. Então temos o típico desenvolvimento nos moldes de um folhetim. Mesmo após descobrir que Ester era uma cortesã, dona de um famoso salão no Rio de Janeiro, na época capital do Império, Inácio não se abala e segue adiante com o objetivo de conquistar Ester, que apesar de relutar, já estava irremediavelmente apaixonada pelo belo rapaz. Os dois acabam se entregando à paixão e fazem planos de casamento. Ester estava disposta a abandonar tudo por amor a Inácio, mas os acontecimentos que se seguem impedem que o casal viva livremente seu amor.
Inácio havia rompido com sua aristocrática família, pois seu pai, o barão Henrique Sobral (Reginaldo Faria) maltratava sua mãe Helena (Sonia Braga que retornava às novelas depois de muitos anos). Mas na véspera de sua partida com Ester para São Paulo, onde pretendiam se casar, Inácio recebe a notícia de que a mãe estava à morte e parte para a fazenda onde morava, a avó de Inácio vivida por Nathalia Timberg, fantástica como a perversa Idalina, arma um estratagema que faz Ester pensar que havia sido abandonada e magoada planeja a vingança contra o homem que ama.
Henrique, após a morte da esposa, parte para a Corte, como era chamado o Rio de Janeiro, conhece Ester, se apaixona e casam-se. A cortesã não o amava, mas sentia-se grata por ele ajudá-la a desistir da vingança que só a estava arruinando mental e financeiramente. O choque vem quando ao se mudar para a fazenda do marido, Ester descobre que ele era pai de seu grande amor. A partir daí o casal passa a sofrer muito, pois descobrem que foram vítimas da maldosa Idalina, e embora apaixonados tem de sufocar o sentimento.
Em volta do casal principal gravitam personagens com interessantes enredos paralelos, o vilão Higino (Paulo Betti) apaixonado por Helena, descobre ser pai de seu filho mais novo Abelardo (Selton Melo), e tinha por objetivo destruir o barão e para isso arma diversos planos contra ele, casado com a hilária Barbara (Denise Del Vecchio) e pai da fútil e mimada Alice (Lavinia Vlasak) que era apaixonada por Inácio e se une a Idalina para juntas armarem várias conspirações visando separar Ester e Inácio.
Alice passa a trama se aproveitando do amor de Abelardo, manipulando-o, a ponto de se entregar a ele para engravidar e dizer que o filho era de Inácio. Abelardo, por sua vez, acreditando que ela é sua irmã, sente-se culpado, mas o que ele não sabia é que não era irmão da moça, ela não era filha de Higino e tinha conhecimento do fato mas não hesita em fazer o rapaz sofrer durante muito tempo, acreditando ter praticado incesto.
Uma trama paralela de importância, é a narrativa envolvendo Olivia (Claudia Abreu) escrava branca que desperta a obsessiva paixão de Higino, trama inspirada no clássico “A Escrava Isaura”. Apaixonada por Mariano (Marcelo Serrado), Olivia é obrigada a conviver com as constantes tentativas de ser subjugada por Higino, que vai desde aprisioná-la até torturá-la fisicamente.
Outros personagens de importância são Bartolomeu (Daniel Dantas) jornalista abolicionista, Guiomar (Louise Cardoso) amiga de Ester, Trajano (André Barros) amigo fiel de todos, José Lewgoy (Conselheiro Felicio) dono do banco, Vitório (Antonio Grassi), capanga de Higino, Clemente (Chico Diaz), o cruel feitor da fazenda Ouro Verde, cobiçada por Higino, Juliana (Julia Feldens) a tímida e doce moça apaixonada por Abelardo, Leopoldo (Claudio Correia e Castro) o afável avô de Inácio, tão diferente de sua cruel esposa, os escravos Jesus (Sergio Menezes) , Zulmira (Ana Carbatti), Cristovão (Alexandre Moreno) e Rosália (a excelente Chica Xavier) que participam ativamente das tramas envolvendo seus donos além de dramatizarem um período nefasto da história do Brasil, a escravidão com toda sua absurda crueldade. Na fazenda de Higino, Diva (Delma Silva) a mucama de Barbara ficou marcada por suas participações quase sempre acompanhadas do grito “Divaaaaa” de sua tresloucada senhora.
Algumas cenas engraçadas com Barbara, Guiomar, Bartolomeu, Luzia e Olivia, eram inseridas de forma natural, fazendo parte da narrativa, sem aquela obrigação de um núcleo cômico, que quase sempre resulta em sequências cansativas, sem graça e muitas vezes sem importância alguma no enredo da novela.
A certa altura a trama romântica ganha ares de suspense investigativo, pois vários personagens começam a morrer assassinados, Dr. Xavier (Nelson Dantas), padre Olinto (Abrahão Farc) e o maior mistério da trama, o assassinato do Barão Sobral. Conduzida com muita eficácia, a trama dos assassinatos cuja solução só é revelada no capítulo final, quando descobrimos que a assassina não só do barão, mas até do médico e do padre é a insuspeita e “maluquete” Barbara, que matou todos para encobrir que ela havia arquitetado o assassinato de Helena, sim a baronesa também havia sido vítima de Barbara, pelo ciúme que sentia de Higino e contou com a ajuda de Luzia (Isabel Fillardis), escrava que a princípio era apenas invejosa, ganhou ares divertidos, quase infantis durante o decorrer da novela mas ao final, fora ela que colocou o veneno no copo da baronesa. Barbara confessa também ter matado outras mulheres que se envolveram com Higino, uma verdadeira serial killer da época do império.
Um problema da narrativa, foi seu final apressado, no qual vários acontecimentos se atropelaram, a revelação do assassino, o julgamento e soltura de Ester, que estava presa por mais uma armação de Idalina e Alice, a morte de Higino, a prisão dos culpados e os finais felizes de todos os personagens do bem. É típico das novelas deixar todos os desfechos para o fim, mas neste caso, havia tanta coisa para ser esclarecida que tudo ficou corrido demais. Faltou algo que o público certamente ansiava, ver como os vilões encarariam a prisão, com exceção de Barbara, que vimos foi internada em um manicômio e Higino que morreu, Idalina que aprontou tantas vilanias durante a trama que foi muito pouco vê-la por apenas dois segundos sendo presa.
Apesar desse final corrido, a novela inteira foi uma sucessão de ótimas escolhas, elenco brilhante, com todos os atores perfeitamente adaptados em seus personagens, figurino primoroso, trilha sonora maravilhosa, roteiro redondinhho, que fluiu sem a costumeira “barriga”, sempre havia alguma coisa importante acontecendo e fez com que seus 226 capítulos passassem sem cansar o espectador.
Algumas sequências que merecem ser lembradas por sua importância na trama ou beleza visual, o beijo de Inácio e Ester na chuva e todos os encontros do casal na Corte, a tensão e o desenrolar do assassinato do barão durante a festa realizada na fazenda, o seqüestro de Olivia, o duelo entre Higino e Abelardo, o julgamento de Ester, a fuga de Inácio da prisão e sua posterior captura, a tentativa frustrada de fazer Inácio acreditar que Ester havia passado a noite com o Conde Pedro Afonso (Marco Ricca), Juliana desmascarando Alice frente à Abelardo, a divertida primeira aparição de Olivia, quando dá um golpe em vários frequentadores do salão de Ester e finalmente a cena de encerramento com os protagonistas abraçados ao pôr do sol, a câmera se afasta, vira uma pintura emoldurada em um quadro ao som do belo tema de abertura.
A química do casal central também foi extraordinária, além da atuação esplêndida, fomos brindados com dois artistas no auge de sua beleza. Inácio e Ester, assim como seus intérpretes, se completavam de forma tão única, que certamente foi um dos casais mais perfeitos da dramaturgia televisiva.
Gilberto Braga e Alcides Nogueira desenvolveram uma trama magnífica que apesar de tipicamente folhetinesca, soube dosar com maestria romance, mistério e aventura coroados por um elenco inspirado e um visual deslumbrante que juntos construíram uma das melhores produções da TV brasileira, que infelizmente não teve a repercussão, o sucesso e o reconhecimento merecidos.
Visto finalmente online em 25.07.23.
Eu só tenho elogios a essa novela. Talvez seja a melhor do Gilberto. A melhor protagonista, Ester. Trama super bem amarrada. Eu percebi 4 fases nessa novela, a 1° durou até a saída da corte pela Ester. A 2° fase dura até a morte de Sobral. Essas duas são irretocáveis. A 3° fase dura na minha opinião até o cap 209, logo, a fase mais longa. Acredito que esteja nesta fase o momento de ampliar a história, é aí que Alice já não é mais a irmã biológica de Abelardo, entram outros personagens que alimentam núcleos paralelos, como a Socorro, a Srta. Clara, nereu, Conde Pedro Afonso, Ferdinando e o Dr. Eurico Navarro. Nesta fase eu aponto que o tempo em que o Inácio permaneceu foragido e preso durou além do ideal, poderiam esticar (para desenvolver melhor) a última fase, a mais curta, para otimizar a terceira fase, encurtando-a um pouco. A última fase tem a participação do personagem Ernani Corrêa, a fase mais curta e mais ágil, aqui as coisas são corridas, mas antes assim que marasmo comum de certos autores.
"Força de um Desejo": um novelão injustiçado
Exibida originalmente de 10 de maio de 1999 a 28 de janeiro de 2000, com 226 capítulos, "Força de um Desejo" foi uma novela das seis marcada pelo capricho e grande elenco. No entanto, não é um folhetim muito lembrado pelo grande público e nunca tem seus personagens citados em homenagens televisivas sobre a história da teledramaturgia. A reprise de 2005, no "Vale a Pena Ver de Novo" já tinha provado que o 'esquecimento' é injusto e a reexibição no Canal Viva, iniciada em outubro de 2022 e encerrada nesta quinta-feira (13/07/2023), comprovou o fato.
Escrita por Gilberto Braga, Alcides Nogueira e Sérgio Marques (dirigida por Marcos Paulo e Mauro Mendonça Filho), a novela foi a terceira mais longa da Globo nos anos 90 ----- ficou atrás de "Barriga de Aluguel" (243) e "Quatro por Quatro" (233). Planejada para 179 capítulos, a história acabou esticada a pedido da emissora, o que resultou em reclamações de Gilberto e sua equipe na época. Porém, o esticamento não se deu em virtude do sucesso e, sim, por conta de planejamentos na grade do canal. A produção teve 26 pontos de média geral, índice considerado baixo na época. É até compreensível o certo afastamento do público porque a história tem uma energia pesada e algumas vezes parece as extintas minisséries que eram exibidas após as 23h. Não é um enredo leve e tem pouco humor.
Todavia, o conjunto da obra transborda qualidades. Os autores conseguiram criar personagens densos e um enredo que não caía no marasmo, mesmo em uma época onde a agilidade dos folhetins praticamente inexistia. Era comum toda novela ter longos meses de ritmo arrastado.
Além dos conflitos atrativos, a história tinha os maiores acertos de um bom roteiro: vilões bem construídos e um casal de mocinhos com química. Aliás, a junção de Gilberto com Alcides e Sergio teve grande importância neste quesito. Gilberto sempre foi expert na criação de personagens desprezíveis, mas falhava constantemente na parte dos protagonistas. Com a ajuda de Alcides e Sergio conseguiu construir seu melhor par de mocinhos na carreira: Ester Delamare (Malu Mader) e Inácio Sobral (Fábio Assunção).
Aliás, o enredo é um dos clichês mais conhecidos: pai e filho se envolvendo com a mesma mulher, ainda que na teledramaturgia o mais comum seja mãe e filha se apaixonando pelo mesmo homem. Ambientada no século XIX, Vale da Paraíba, Rio de Janeiro, a novela conta a história do amor vivido por Inácio e Ester. O rapaz é o filho predileto de um dos maiores fazendeiros da região e conhece a mulher de sua vida quando a encontra no salão mais famoso da Corte. A elegante proprietária do local é uma cortesã que provoca a admiração de todos os homens do lugar. Os dois se apaixonam perdidamente a ponto da personagem aceitar largar aquela vida para ser a esposa de Inácio.
Porém, os planos são arruinados quando o estudante recebe a notícia da morte de sua mãe, a baronesa Helena (Sônia Braga em uma breve participação), e volta para a fazenda para ajudar o pai nos negócios da produção de café. Ele acaba contando que está apaixonado, mas a conversa é ouvida pela sua avó, a perversa Idalina (Nathalia Timberg), que forja uma carta e envia para a tal pretendente mesmo sem saber a sua identidade. Afinal, o objetivo da vilã é casar o neto com a fútil Alice (Lavínia Vlasak), filha de Higino Ventura (Paulo Betti), rival e grande inimigo do Barão Henrique Sobral (Reginaldo Faria), o genro que sempre detestou. Vale ressaltar também todos os meandros que envolvem a patricinha, que engravida de Aberlado porque sempre soube que não eram irmãos e usa a criança para prender Inácio.
Os mocinhos acabam se separando e passam a se odiar a ponto de Ester iniciar uma procura para se vingar do rapaz, já que pensa que foi abandonada.
Enquanto planeja a vingança, acaba conhecendo Henrique, que se encontra de luto pela perda da esposa, a quem nunca perdoou pela única traição que originou Abelardo (Selton Mello), filho da falecida baronesa com Higino. Um se torna o apoio emocional do outro até que o barão se apaixona por Ester, que se casa com o poderoso fazendeiro, ainda que mais por admiração e amizade do que por amor. Obviamente, quando vai morar com o novo marido se depara com Inácio e tudo vem à tona, incluindo a armação que vitimou o amor de ambos. Os dois passam a ter que lidar com a dolorosa convivência diária e Ester precisando engolir a arrogância e o deboche de Idalina, que nem imagina que era a pessoa que afastou de seu neto.
Há ainda uma ótima trama protagonizada por Cláudia Abreu, que vive Olívia
, uma golpista que surge na cidade e depois todos descobrem que se trata de uma escrava branca fugida. O enredo é claramente inspirado no clássico "Escrava Isaura", novela de 1976, baseada no livro "A Escrava Isaura" e adaptada pelo mesmo Gilberto Braga em 1976.
O elenco ainda tem vários outros nomes que se destacam, como Júlia Feldens (Juliana), José de Abreu (em uma breve participação na pele do português Pereira), José Lewgoy (Felício), Cláudio Correa e Castro (Leopoldo), Nelson Dantas (Dr. Xavier), Antônio Grassi (Vitório), André Barros (Trajano), Dira Paes (Palmira), Luiz Magnelli (o barbeiro Gaspar), Rosita Tomaz Lopes (Fabíola), Alexandre Moreno (Cristóvão), Carlos Eduardo Dolabella (Comendador Queiroz), Nill Marcondes (Zelito), Otávio Augusto (Dr. Eurico), Yaçanã Martins (Socorro), Mário Lago (em uma luxuosa participação como Dr. Teodoro), Helena Fernandes (Clara), Delma Silva (Diva), Clemente Viscaíno (Inspetor Bustamante), entre outros. Vale uma menção especial ao talento de Denise Del Vecchio, que brilha na pele da desbocada Bárbara, esposa de Higino, que transborda burrice e falta de educação. A personagem ainda é a responsável pelo maior 'plot' do enredo porque é vista ao longo de toda história
como uma completa idiota e no final é revelado que foi a assassina de Henrique Sobral e responsável por todas as mortes suspeitas que ocorreram ao longo do folhetim ----- a produção tem um 'quem matou?'
"Força de um Desejo" é uma novela que esbanja capricho e merecia ser mais lembrada pelos telespectadores. Embora transborde qualidades, está na lista de produções injustiçadas, tanto na audiência quanto na memória do grande público. A reprise no Viva foi um presente para quem assistiu e esqueceu de muitos detalhes e para quem ainda não tinha prestigiado uma obra tão bem escrita, atuada e desenvolvida.
Infelizmente não consigo acompanhar, mas ontem eu vi o cap 51, simplesmente ótimo, ri alto de uma cena da Olivia conversando com um padre. Em geral notei que essa novela é muito bem produzida, requintada, bem dirigida, muito bem atuada, com um texto muito bom.
Assistindo no Viva. Em julho, volto para postar meu review kkkkk