Enquanto espera por seu embarque, mulher pára num pequeno aeroporto na América do Sul, onde os pilotos entregam encomendas de correio através de uma montanha perigosa e estranhamente cheia de neblina.
O filme evita pregações. O existencialismo está contido nas ações, nos olhares e no silêncio
Bonnie em alguns momentos do segundo ato, o roteiro força Bonnie a histerias ligeiras que destoam de sua evolução para uma "Mulher Hawksiana", algo que o próprio diretor admitiu ter sido fruto de atritos com Jean Arthur no set
Profissionalismo como bússola moral. Estoicismo perante a morte. Camaradagem (Irmandade). Insignificância humana Vs. Natureza.
É uma obra quase perfeita em sua representação da dignidade humana e das virtudes naturais. Beira a nota máxima por sua recusa em cair no niilismo. Perde apenas dois décimos por não elevar explicitamente a virtude moral à virtude teologal (a Graça), mantendo-se no plano de um humanismo heroico.
A partir de uma história estranha ouvida pelo Mestre Hawks, eis um filme sobre aviões e aviadores. Na verdade, um deleite de imagens e sons para os aficionados (ou não) pelo tema. A tradução literal do título original em inglês é 'apenas os anjos têm asas'. Porém, faltou o pronome condicional. Só que este é colocado, pelos espectadores, durante a sessão: 'se apenas os anjos têm asas, os homens não podem voar'. Certo? Errado, já que a aviação, além de ser o meio de transporte mais seguro do mundo, fascina e seduz desde os tempos de outrora. Ou, como disse em determinado momento da fita o personagem Kid, do amabilíssimo Thomas Mitchell, "eu tenho voado por 22 anos e até hoje não me faz nenhum sentido". Assim como o amor, a vida e a morte. Uma obra de diálogos deliciosos e subtramas apaixonantes nas várias esferas que produzem um prato cheio de emoções.
Pelos comentários acho que vi o filme errado, porque achei ela bem chata e insistente com um cara que claramente não queria nada com ela, me deu até uma vergonha alheia.
Mestre Hawks trabalha aqui com um tema que lhe é caro : amizade masculina em um ambiente de constante perigo, onde lealdade e sacrifício se fazem necessários. Tem também outro elemento constante na filmografia dele , presenças femininas fortes e bem delineadas (se bem que Jean perde protagonismo da metade em diante e Rita aparece tarde na história). Cary Grant está bem como protagonista num papel mais sério que de costume e as cenas de ação são boas (ainda que o uso de miniaturas seja perceptível).
O filme evita pregações. O existencialismo está contido nas ações, nos olhares e no silêncio
Bonnie em alguns momentos do segundo ato, o roteiro força Bonnie a histerias ligeiras que destoam de sua evolução para uma "Mulher Hawksiana", algo que o próprio diretor admitiu ter sido fruto de atritos com Jean Arthur no set
Profissionalismo como bússola moral. Estoicismo perante a morte. Camaradagem (Irmandade). Insignificância humana Vs. Natureza.
É uma obra quase perfeita em sua representação da dignidade humana e das virtudes naturais. Beira a nota máxima por sua recusa em cair no niilismo. Perde apenas dois décimos por não elevar explicitamente a virtude moral à virtude teologal (a Graça), mantendo-se no plano de um humanismo heroico.
A estética do "menos é mais"; a clareza da ação sobre a retórica das palavras.
Muito bom!
Cary Grant, no auge da sua beleza!
Rita Hayworth, que mulher bonita!
Gostei do elenco em si
A partir de uma história estranha ouvida pelo Mestre Hawks, eis um filme sobre aviões e aviadores. Na verdade, um deleite de imagens e sons para os aficionados (ou não) pelo tema. A tradução literal do título original em inglês é 'apenas os anjos têm asas'. Porém, faltou o pronome condicional. Só que este é colocado, pelos espectadores, durante a sessão: 'se apenas os anjos têm asas, os homens não podem voar'. Certo? Errado, já que a aviação, além de ser o meio de transporte mais seguro do mundo, fascina e seduz desde os tempos de outrora. Ou, como disse em determinado momento da fita o personagem Kid, do amabilíssimo Thomas Mitchell, "eu tenho voado por 22 anos e até hoje não me faz nenhum sentido". Assim como o amor, a vida e a morte. Uma obra de diálogos deliciosos e subtramas apaixonantes nas várias esferas que produzem um prato cheio de emoções.
Pelos comentários acho que vi o filme errado, porque achei ela bem chata e insistente com um cara que claramente não queria nada com ela, me deu até uma vergonha alheia.
Mestre Hawks trabalha aqui com um tema que lhe é caro : amizade masculina em um ambiente de constante perigo, onde lealdade e sacrifício se fazem necessários. Tem também outro elemento constante na filmografia dele , presenças femininas fortes e bem delineadas (se bem que Jean perde protagonismo da metade em diante e Rita aparece tarde na história). Cary Grant está bem como protagonista num papel mais sério que de costume e as cenas de ação são boas (ainda que o uso de miniaturas seja perceptível).