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Sassaricando conta a história de Aparício Varella (Paulo Autran), um homem de 60 anos, casado com a poderosa e tirana Teodora (Jandira Martini), herdeira da Tecelagem Abdalla. Quando Teodora morre, Aparício se transforma em um novo homem e passa a levar uma vida cheia de “sassaricos”, deixando de ser submisso à filha mimada, Fedora (Cristina Pereira). Aparício começa a namorar três amigas ao mesmo tempo: Rebeca (Tônia Carrero), Leonora (Irene Ravache) e Penélope (Eva Wilma). Rebeca – estilista de moda, viúva, grande paixão de Aparício no passado – tem dificuldade de manter seu padrão social com o trabalho. Leonora é uma atriz fracassada que sonha com o estrelato. Penélope é uma dona-de-casa, desquitada, que vai morar em São Paulo com o filho Beto (Marcos Frota), publicitário renomado.
- Outra trama de destaque em Sassaricando é a da espanhola Aldonza (Lolita Rodrigues), que, abandonada pelo marido Ricardo (Carlos Zara), batalha sozinha para criar os quatro filhos: Jorge Miguel (Edson Celulari), Tancinha (Cláudia Raia), Isabel (Angelina Muniz) e Juana (Denise Milfont). Junto com as filhas, Aldonza vende frutas na feira. Sua barraca faz o maior sucesso, especialmente quando Tancinha anuncia melões, balançando-os junto aos seios. Interpretada por Cláudia Raia, Tancinha foi um dos destaques da novela. Com sotaque paulistano exagerado, o bordão “me tô divididinha”, usado pela personagem quando ela expressava a dificuldade em escolher entre o publicitário Beto e o musculoso Apolo (Alexandre Frota), fez grande sucesso entre o público.
- Um núcleo importante de Sassaricando é a tresloucada família de Aparício, que o persegue e inferniza sua vida. Fedora, Fefê, vive entre tapas e beijos com seu marido Leonardo Raposo (Diogo Vilela), Leozinho, um assassino profissional que só mata as pessoas erradas. Lucrécia (Maria Alice Vergueiro) e Fabíola (Ileana Kwasinski), cunhadas de Aparício, querem desesperadamente a fortuna deixada pela falecida irmã e também atormentam o sessentão. Além disso, a própria Teodora Abdalla baixa do além para atazanar o viúvo.
- A personagem Camila (Maitê Proença) também merece destaque. Sobrinha de Aparício, ela é uma bem-sucedida fotógrafa que se envolve com Jorge Miguel, filho de Aldonza.
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Claudia Raia em uma performance formidável.
Bem divertida
Sílvio de Abreu no seu auge, com uma brilhante direção de Cecil Thiré - uma das melhores que já vi em novela, inclusive.
Os destaques foram muitos, então cito alguns: Eva Wilma, Tônia Carrero, Claudia Raia, Diogo Vilela, Jandira Martini, Lolita Rodrigues, Carlos Zara - num sotaque delicioso, Angelina Muniz, Maria Alice Vergueiro, Ileana Kwasinski - numa rara incursão na tv e Laerte Morrone. Mas os maiores, sem dúvida foram Irene Ravache com a aspirante a atriz Leonora, talvez a personagem mais desenvolvida durante toda a trama, Cristina Pereira com a irreverente Fedora Abdalla, Stella Freitas com a cômica Dinalda e Jorge Lafond com Bob Bacall - homenagem a Lauren Bacall e com um nítido crescimento devido ao sucesso da personagem.
De destaque negativo, temos Alexandre Frota numa personagem intragável e atuação a altura (impagável Irene Ravache fazendo casal com ele, tadinha) e Maitê Proença, canastríssima num papel que não exigia nada. A novela também sofreu com umas falhas de roteiro, uma barriguinha e umas passagens desnecessárias. Isso seria facilmente evitado se tivesse uns 161/167 capítulos totais, mas nada tão ruim que impossibilite a conferida.
Mais uma grande obra da década de 80 que pude apreciar pela primeira vez graças ao VIVA (que tem estado meio perdido com novelas dos anos 2000 de qualidade duvidosa). Espero ainda poder acompanhar Jogo da Vida - do próprio Sílvio, Plumas e Paetês, Hipertensão e tantas outras.
Estou adorando acompanhar a novela no canal Viva. Cheio de personagens cômicos e atores consagrados. Pena que não consigo acompanhar da forma que gostaria, dado ao péssimo horário exibição. O que é uma lástima.. Mais um clássico subestimado pela grade do canal VIVA que faz questão de seguir o péssimo exemplo de seu Grupo, e continua se reservando as rereprises de novelas até então recentes.. Vide a chatíssima do Maneco "Mulheres Apaixonadas", entre outras.
Quero destacar o primoroso trabalho de Lolita Rodrigues e sua sofrida, mãe zelosa e esposa abandonada Aldonza. Quando toca Estranha Loucura (na voz da Alcione) e Ricardo (Carlos Zara) demonstra-se cada vez mais arrependido de toda a burrada que fez, recorda-se de sua mulher e deseja viver aquilo que nunca quis como estar ao lado de sua família, criar os filhos, encarar uma dura realidade... para curtir sua vida e desfrutar dos prazeres dela, é algo maravilhoso de se experienciar. Vemos o sofrimento de Aldonza, seu amor pelos filhos e a devoção para com o marido, embora esse nunca merecesse. Como está sendo bom ver Sassaricando!