Roué Giulio Marengo ( Mastroianni ), um arquiteto romano infeliz no casamento, conhece Francesca (Nastassja Kinski), uma jovem e bonita florentina por quem fica atraído. Logo, no entanto, ele descobre que a moça pode ser sua filha. Roué decide manter as mãos bem longe da moça, mas não consegue se afastar completamente dela.
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Elas são fáceis pois estão com T.
A busca, simultânea, por um amante e a figura do pai ausente
"A verdade às vezes é o veneno que mata o amor."
É impossível analisar este filme sem louvar a partitura de Morricone. Ela dita o tom melancólico, sensual e trágico da obra, elevando cenas ordinárias a um patamar operístico
Mastroianni não atua; ele habita a tela com seu cansaço elegante. Sua capacidade de transmitir culpa e luxúria apenas com o olhar é magistral
A Direção de Arte e Fotografia
Incesto. A Agonia do Envelhecimento. A Ambiguidade Moral.
O segundo ato sofre de uma letargia que, embora intencional para mostrar a paralisia do protagonista, pode alienar
A desarmonia profunda entre a forma artística agradável e o conteúdo moral destrutivo.
Incesto tratado não como abominação, mas como tempero dramático e erótico.
O diretor induz o público a desejar o pecado junto com o protagonista.
15/07/2026
passou o tempo legal
Como ser o que se é?
Vivendo. A meu ver, o filme é uma homenagem à vontade de viver, como um contraponto à dor e à frustração da vida cotidiana, mas com o toque melancólico que o cinema italiano consegue fornecer. A vida tem que ser engraçada, mas toda história, não importa quão maravilhosa seja, deve terminar no momento mais bonito, “completamente acabado”, como diz a jovem e enérgica Francesca ao maduro e tolo Giulio, com sua crise de meia-idade e uma dúvida terrível na cabeça.
Por favor, sr. Morricone, faça meus olhos lacrimejarem mais uma vez enquanto assisto ao desfecho triste nas ruas úmidas e noturnas de Florença.
Encontrei este fabuloso filme italiano meio que por acaso na UNITV (que tem me surpreendido muito nas minhas buscas de filmes antigos) quando deu uma olhadela no enredo e elenco entrei na sessão sem pestanejar. E que filme lindo! Humano! Fala na solidão de um homem de meia idade (Marcello Mastroiani) cujo sofre num casamento desgastado e infeliz. Tudo na vida dele vai mudando quando conhece uma bela jovem (Nastassja Kinski) num lugar inesperado ao qual vai tendo um romance com a jovem e de forma casual descobre que pode ser o pai da garota. É linda a química entre Mastroiani e Kinski, comumente, as cenas dois dos em momentos mais íntimos conquanto nos belos diálogos.
O final é triste a não concretização do relacionamento por suspeitarem serem pai e filha.
Conto urbano erótico que serviu de veículo para o estrelato de Nastassja Kinski, filha do ator alemão Klaus Kinski, então com 27 anos - no ano seguinte ganharia o Globo de Ouro pelo cult “Tess” (1979, de Roman Polanski). Ela faz par romântico com o veterano astro italiano Marcello Mastroianni, que tinha uma incrível presença de cena.
É uma história de amor impossível centralizada na relação amorosa, de fascínio e dor, de um arquiteto de meia-idade, em crise no casamento, com uma menina, que pode ser sua filha (com quem nunca mais teve contato).
A temática era forte para a época, trazia a dúvida sobre o incesto, e explorava a relação, malvista pela sociedade, de garotas com homens mais velhos (a personagem de Nastassja tem 37 anos a menos que o arquiteto, ela convive com uma amiga de quarto, e ambas têm taras por homens de meia-idade, por exemplo, no apartamento delas há pôsteres de Albert Einstein e Ernest Hemingway). As poucas sequências de sexo são sutis, românticas e bem fotografadas.
Caminham em consonância a trilha sonora sentimental de Ennio Morricone, a proeminente atuação de Mastroianni (o maior ator do cinema italiano, parceiro de longa data de Federico Fellini e indicado a três Oscars de ator) e a correta direção de Alberto Lattuada - que começou no Neorrealismo e depois fez comédias como “Guendalina” (1957) e “A mandrágora” (1965).
Coprodução Itália e França, saiu numa época onde o erotismo picante era muito explorado no cinema, despertando a curiosidade das pessoas, depois de “Emmanuelle” (1974), “A história de 'O'” (1975), “O império dos sentidos” (1976) e “Paixão selvagem” (ou “Je t'aime moi non plus”, com sua canção famosa, de 1976). Em DVD pela Obras-primas do Cinema.
POR FELIPE BRIDA - Blog Cinema na Web