O título em português entrega toda história kkk. Quando eu descobri o filme, achei que seria apenas um drama de ensino médio, não sabia o teor de suspense que teria. O roteiro é simples, um pouco repetitivo às vezes, principalmente pelas falas da Heigh, a qual parece estar em cena pela sua beleza e frases de efeito. Interessante também a amizade entre um jock e um nerd, na qual ocorre uma inversão de uma expectativa tradicional de que o jogador popular seria um tipo de vilão, enquanto o nerd seria o bonzinho inocente. Gostei do final, é algo que falta nos filmes de hoje: uma moralidade mais categórica, ou seja, quem é mal realmente é mal e vai ser punido no final. É uma visão que superficialmente pode parecer inocente e até juvenil, mas é um tipo de expectativa que falta para fortalecer nossos valores mais basais, como esperança e justiça. A frase final da Leigh foi muito boa, pois resumiu o filme: "Odeio Rock'n'Rol". Talvez o filme tenha sido a uma crítica à glamourização midiática da geração pós-guerra, que é exemplificada por um de seus ídolos, James Dean, o qual é reverenciado por seu espírito livre, apesar de ser improdutivo a qualquer ordem social. Ou eu estou procurando demais em um filme da sessão da tarde da década de 1970.
Obra de arte ímpar. Cativa desde as primeiras cenas e é utiliza de antropomorfismo muito bem construído. Imagino o protagonista como alguém aprendendo, aos poucos, a se abrir às outras pessoas, e isso chegou até um ponto em que se mostrou totalmente devoto ao seu mentor, a garça. A relação entre os dois é o foco da trama, em um entremeio de abandono e abdicações, a qual almeja encontrar sentido em situações adversas. E em relação ao grupo, cada um possuía uma relação anterior com outra comunidade mais natural, e, mesmo assim, os quatro encontraram-se e criaram um vínculo improvável. E essa ligação extrapola os limites do antropomorfismo, uma vez que o afeto compartilhado surgiu de uma inocência e confiança coletiva entre indivíduos distintos, mostrando que houve uma superação da natureza humana, apesar de ser lembrada corriqueiramente.
Como um cara tem a ideia de um filme assim? É fantástico a construção de um universo que une uma distopia não-tão-tecnológica, como se o Homem tivesse voltado para a Idade do Bronze. É claro que a ideia mais inovadora foi a dos automóveis, que são um meio de subsistência e de cultura, sendo o ponto mais cômico, o guitarrista acompanhando toda ação. Por um momento é só engraçado, mas começa a fazer sentido pensando no contexto. A música sempre fez parte de rituais e festivais, mas pensaríamos que eles usariam apenas tambores como é o esteriótipo de uma sociedade tribal. O uso da guitarra deixa claro que eles mantêm ainda traços de uma cultura antiga (da nossa cultura atual) num contexto tribal.
É um marco para uma geração de homens, Bruce Willis, em seu personagem caricato e carismático, consegue envolver firmemente o telespectador, em meio a piadas e dores no momento certo. Sua masculinidade não é aquele ideal quase religioso, mas torna-se mais palpável pela expressão de medo em situações coerentes pelo protagonista, e sua capacidade de enfrentá-las assertivamente. Tem os momentos também em que o John fala com pôsteres de mulheres, que deixa a cena mais cômica e o personagem mais popular, ou do fato dele se manter descalço pelo filme todo, o que pensei que seria algo irrelevante, mas acabou tendo uma função no roteiro. É um filme fácil de assistir, tem suspense e ação, quando quiser deitar e relaxar, essa é uma boa opção.
As filmagens trouxeram um certo suspense em uma partida de tênis, o que não achei que seria possível e consegue integrar perfeitamente a trilha sonora techno às cenas, sendo bem contextualizadas, afinal de contas, o filme todo é um "ping" e "pong", um vai e volta, o que se reflete na dinâmica do triângulo amoroso. Eu particularmente acho interessante aquelas cenas estáticas que encobrem todo cenário, enquanto o diálogo se desenvolve, como na cena do beijo, traz uma naturalidade aos acontecimentos. Além disso, não estava esperando as cenas em primeira pessoa durante a partida, o efeito ficou legal! Não obstante, sobre o que não deu certo foi o roteiro: em muitos momentos ficou muito superficial, e, em piores casos até infantil, como na cena da sauna, na qual o cara ficou tentando tirar vantagem, foi tão realista quanto os diálogos de "Suits", haha! Essa pobreza de diálogo tornou um processo mais difícil de assimilar os personagens, de se identificar com eles e de gostar, a um ponto em que o argumento sem imaginação usado é "A vida é assim, acinzentada, e as pessoas fazem coisas boas e ruins", e mesmo para o possível protagonista, o Patrick, fica complicado de se importar com o rumo da vida de cada um. Apesar desse ponto negativo do roteiro, é uma maneira interessante como retomam assuntos passados, como a Tashi sendo uma "destruidora de lares" ou quando ela "explode" ao ganhar uma partida, uma técnica que deve ser feito na medida certa para não ser confundida com falta de imaginação para outras técnicas de roteiro, e acredito que isso foi bem feito justamente por eles retomares não apenas o diálogo, mas também conceitos visuais, como o chiclete e o tique da raquete, que contextualizam a cena e explicam um pouco da personalidade de cada um. No geral, é um bom filme, poderia ser mais curto, poderiam cortar algumas cenas, como a da traição, que foi incoerente, uma vez que deu a entender que o Art sabia, mas no final ocorreu outra traição e ele não sabia. Ou cortar cenas em que os dois ficam hipnotizados pela Tashi, chega uma hora que fica repetitivo. O final não foi adequado, pois foi incoerente: o nível de antipatia em que os rapazes se encontravam era desproporcional ou, no mínimo, pouco explorado. A reação de alegria da Tashi com a vitória do Art não fica bem claro, uma vez que é exposto que ela o odeia, ou pelo menos, estão em um relacionamento por causa do tênis e porque o Art é completamente subordinado a ela, mas essas duas coisas mudam, uma vez que o Art decide, por conta própria, se aposentar dos jogos. Apesar de tudo, fico contente com a reconciliação dos amigos e compartilho do pensamento que a moça é uma "destruidora de lares", haha.
É um bom filme, tem uma trilha sonora agradável, a qual consegue dar um sentido melancólico às cenas e um grande suspense é adicionado pelas pausas entre as cenas e pela aproximação da câmera. A história, simples, cativa o telespectador, com personagens não tão bem explorados (como aquele amigo idealista do Nick). Como uma releitura do passado de alguém, consegue abordar o sofrimento e o desejo de forma adequada.
Não é um dos melhores de Marco Berger. O uso de uma mesma metáfora ao decorrer do filme pode ser uma ótima estratégia de demonstrar um desenvolvimento coerente da história e aquele bom sentimento de "Aha! eles falaram isso no começo!", mas no caso desse filme, tornou-se enjoativo ouvir repetidamente o lance de astronautas, foguetes e espaço sideral. Isso reflete um roteiro mal escrito, além de que, em nenhum momento é possível denotar algum traço de personalidade dois personagens além da tensão sexual que se torna mais óbvia a cada cena. No final, você não sabe por que deveria estar torcendo para os dois ficarem juntos além de transarem. Isso é um dos bons pontos do filme: Marco Berger sabe mexer com homoerotismo e aquela questão de "será que ele é?" de uma forma suave e gostosa de acompanhar, assim como todos filmes dele, que é uma temática repetitiva, mas que é sempre bom revisitar. No geral, é melhor assistir "Plano B" de novo, é o padrão-ouro do tema explorado no filme.
É engraçado e tem uma ótima trilha sonora (até que Madonna não é tão ruim assim)! É consciente de não se levar a sério demais, apesar de ter algumas cenas longas e cansativas.
Insuperável!!! Fotografia, trilha sonora e enredo bem feitos e memoráveis. O sentimento de nostalgia é inescapável, como de praxe para os filmes do Shunji Iwai. Revejo sempre que posso, é uma carga emocional muito forte!
Em pontos positivos, conseguiu construir um universo bem desenvolvido, o que marcou o gênero junto com O Poderoso Chefão (apesar de não estar no mesmo nível), além de ser uma daquelas obras que tratam da tragicidade intrínseca da masculinidade, o que, paradoxalmente, torna-a mais atraente. Em pontos negativos, o roteiro ficou caricato, sem deixar uma possibilidade de verossimilhança, os personagens não tinham profundidade, restringindo-se a arquétipos, duração extremamente alongada, podendo ser entediante em alguns momentos e houveram algumas escolhas ruins de direção (como a narração desnecessária da Karen, esposa do Henry).
É um filme cômico. Acho que um padre tentando invocar o demônio não é um plot saturado e me rendeu boas risadas ao ver o senhor fazer pequenas maldades como arranhar carros e roubar moedas de moradores de rua. O fato de que tudo parecia uma loucura deixou a obra mais interessante, ainda mais sabendo que a cada cena um evento improvável acontece. Não é para se levar muito a sério, o personagem do Jose Maria é cativante, e o final foi desanimador.
Insuperável. Após anos com esse filme em meus pensamentos, finalmente decidi assistir. O preparo da refeição, no princípio considerei monótono, mas percebi que se trata de uma cena extremamente bonita e essencial para metaforizar a dinâmica familiar. Na mesa, apesar de estarem todos reunidos, tem uma "trava" presente que impede que falem o que pensem, como se o diálogo precisasse ser preparado, assado e dourado antes de ser exposto. Essa forma de se expressarem, apesar de parecer fria, revela uma separação entre a vida pessoal e a familiar, na qual o amor é expresso por meio de comida e grandes revelações. A trama é envolvente, diálogo bem construído, trilha sonora harmoniosa, atuação bem sensível, um filme para guardar na memória.
Um filme para homens. Deixa claro que a masculinidade contemporânea se encontra em crise, a qual foi suprimida por um estilo de vida seguro e altamente vigiado e por ideologias que tentam emascular o homem moderno, o que é exemplificado pelos grupos de terapia para homens. No meio dessa ausência, a válvula de escape se encontra na violência - essencial para a identidade masculina - desenfreada. Isso em 1999, após 25 anos o cenário se encontra bem pior, visto que é difícil encontrar obras como essa para inspirar homens a viverem de forma mais condizente com sua natureza.
Uma lenta construção de suspense se inicia na metade do filme e consegue envolver o telespectador de forma que a cada toque do piano pode acelerar uma batida do coração. Apesar de não possuir nenhuma cena violenta explícita, é simplesmente aterrorizante e o jeito que o sexo é tratado no filme pode ser paradoxalmente brusco e sutil, revelando grandes críticas sobre o casamento, monogamia e a crença no amor perfeito.
Normalmente eu evito esses filmes cujas histórias não tem um final definitivo, que tentam simular a vida real nessas experiências sem resolução... mas esse foi um ponto fora da curva, o pouco romance nem foi um problema pra mim desta vez, já que o desenvolvimento do Leo foi um projeto mais interessante de se ver desenrolar. Para mim, é um daqueles filmes raros de se encontrar, que guardamos no coração e reassistimos de vez em quando para dar uma renovada no espírito, uma nova perspectiva da vida.
Uma grande produção, seja pelo elenco ou pelos cenários, o "formato" em si do filme é algo bonito, que me agrada. Apesar disso, é uma história bem antiga e saturada de um deslocado que nunca vai se encaixar. Acredito que o plot twist do final - a dicotomia entre o que o Olliver sentia e o que ele demonstrava - não surtiu tanto efeito porque o enredo nunca abriu brechas para o expectador sentir empatia (ou pena) pelo protagonista, suas ações sempre tiveram intenções egoístas e isso já deixava claro o rumo que a história iria tomar. Além disso, por mais contraditório que pareça, o relacionamento entre Olliver e Felix não foi bem explorado, o roteiro jogou na cara do espectador que tinha uma relação de controle e submissão, deu mastigado (como a cena do karaoke), mas não houveram cenas suficientes entre os dois para evidenciar esse conflito de forma natural e verossímil. Acredito que não eram necessários 127 minutos para essa história, muitas cenas irrelevantes no desenvolvimento da trama, mas no geral, não é um filme ruim.
Músicas agradáveis de se escutar (apesar de eu ter pegado dublado kkk), atuação bem caricata, mas isso está de acordo com o enredo e com o estilo do filme. Ainda assim, a versão do Johnny Deep é a que me causa nostalgia, talvez esta seja para as nova gerações...
Insuperável. A trilha sonora, as fotografias e o roteiro são marcantes. A falta de linearidade ao contar a história reforça o onirismo retratado, muito belo e melancólico.
Gong Li demonstra claramente aquele nó na garganta de estar presa em si mesma. É uma obra contextualizada, mas que pode ser sentida por pessoas em diversos lugares e cenários sociais.
Extermínio 2
3.4 745 Assista AgoraBem melhor que o primeiro. Roteiro bem construído e dilemas morais mais complexos. O suspense foi manuseado com maestria.
Extermínio
3.7 1,1K Assista AgoraO roteiro no geral é ruim, apesar da icônica frase "Mulheres são o futuro".
Christine, O Carro Assassino
3.3 704 Assista AgoraO título em português entrega toda história kkk. Quando eu descobri o filme, achei que seria apenas um drama de ensino médio, não sabia o teor de suspense que teria. O roteiro é simples, um pouco repetitivo às vezes, principalmente pelas falas da Heigh, a qual parece estar em cena pela sua beleza e frases de efeito. Interessante também a amizade entre um jock e um nerd, na qual ocorre uma inversão de uma expectativa tradicional de que o jogador popular seria um tipo de vilão, enquanto o nerd seria o bonzinho inocente. Gostei do final, é algo que falta nos filmes de hoje: uma moralidade mais categórica, ou seja, quem é mal realmente é mal e vai ser punido no final. É uma visão que superficialmente pode parecer inocente e até juvenil, mas é um tipo de expectativa que falta para fortalecer nossos valores mais basais, como esperança e justiça. A frase final da Leigh foi muito boa, pois resumiu o filme: "Odeio Rock'n'Rol". Talvez o filme tenha sido a uma crítica à glamourização midiática da geração pós-guerra, que é exemplificada por um de seus ídolos, James Dean, o qual é reverenciado por seu espírito livre, apesar de ser improdutivo a qualquer ordem social. Ou eu estou procurando demais em um filme da sessão da tarde da década de 1970.
Flow
4.2 576Obra de arte ímpar. Cativa desde as primeiras cenas e é utiliza de antropomorfismo muito bem construído. Imagino o protagonista como alguém aprendendo, aos poucos, a se abrir às outras pessoas, e isso chegou até um ponto em que se mostrou totalmente devoto ao seu mentor, a garça. A relação entre os dois é o foco da trama, em um entremeio de abandono e abdicações, a qual almeja encontrar sentido em situações adversas. E em relação ao grupo, cada um possuía uma relação anterior com outra comunidade mais natural, e, mesmo assim, os quatro encontraram-se e criaram um vínculo improvável. E essa ligação extrapola os limites do antropomorfismo, uma vez que o afeto compartilhado surgiu de uma inocência e confiança coletiva entre indivíduos distintos, mostrando que houve uma superação da natureza humana, apesar de ser lembrada corriqueiramente.
Mad Max: Estrada da Fúria
4.2 4,7K Assista AgoraComo um cara tem a ideia de um filme assim? É fantástico a construção de um universo que une uma distopia não-tão-tecnológica, como se o Homem tivesse voltado para a Idade do Bronze. É claro que a ideia mais inovadora foi a dos automóveis, que são um meio de subsistência e de cultura, sendo o ponto mais cômico, o guitarrista acompanhando toda ação. Por um momento é só engraçado, mas começa a fazer sentido pensando no contexto. A música sempre fez parte de rituais e festivais, mas pensaríamos que eles usariam apenas tambores como é o esteriótipo de uma sociedade tribal. O uso da guitarra deixa claro que eles mantêm ainda traços de uma cultura antiga (da nossa cultura atual) num contexto tribal.
Scott Pilgrim Contra o Mundo
3.9 3,2KComédia, ação e rock, tá bom demais.
Duro de Matar
3.8 767 Assista AgoraÉ um marco para uma geração de homens, Bruce Willis, em seu personagem caricato e carismático, consegue envolver firmemente o telespectador, em meio a piadas e dores no momento certo. Sua masculinidade não é aquele ideal quase religioso, mas torna-se mais palpável pela expressão de medo em situações coerentes pelo protagonista, e sua capacidade de enfrentá-las assertivamente. Tem os momentos também em que o John fala com pôsteres de mulheres, que deixa a cena mais cômica e o personagem mais popular, ou do fato dele se manter descalço pelo filme todo, o que pensei que seria algo irrelevante, mas acabou tendo uma função no roteiro. É um filme fácil de assistir, tem suspense e ação, quando quiser deitar e relaxar, essa é uma boa opção.
Rivais
3.6 575 Assista AgoraAs filmagens trouxeram um certo suspense em uma partida de tênis, o que não achei que seria possível e consegue integrar perfeitamente a trilha sonora techno às cenas, sendo bem contextualizadas, afinal de contas, o filme todo é um "ping" e "pong", um vai e volta, o que se reflete na dinâmica do triângulo amoroso. Eu particularmente acho interessante aquelas cenas estáticas que encobrem todo cenário, enquanto o diálogo se desenvolve, como na cena do beijo, traz uma naturalidade aos acontecimentos. Além disso, não estava esperando as cenas em primeira pessoa durante a partida, o efeito ficou legal! Não obstante, sobre o que não deu certo foi o roteiro: em muitos momentos ficou muito superficial, e, em piores casos até infantil, como na cena da sauna, na qual o cara ficou tentando tirar vantagem, foi tão realista quanto os diálogos de "Suits", haha! Essa pobreza de diálogo tornou um processo mais difícil de assimilar os personagens, de se identificar com eles e de gostar, a um ponto em que o argumento sem imaginação usado é "A vida é assim, acinzentada, e as pessoas fazem coisas boas e ruins", e mesmo para o possível protagonista, o Patrick, fica complicado de se importar com o rumo da vida de cada um. Apesar desse ponto negativo do roteiro, é uma maneira interessante como retomam assuntos passados, como a Tashi sendo uma "destruidora de lares" ou quando ela "explode" ao ganhar uma partida, uma técnica que deve ser feito na medida certa para não ser confundida com falta de imaginação para outras técnicas de roteiro, e acredito que isso foi bem feito justamente por eles retomares não apenas o diálogo, mas também conceitos visuais, como o chiclete e o tique da raquete, que contextualizam a cena e explicam um pouco da personalidade de cada um. No geral, é um bom filme, poderia ser mais curto, poderiam cortar algumas cenas, como a da traição, que foi incoerente, uma vez que deu a entender que o Art sabia, mas no final ocorreu outra traição e ele não sabia. Ou cortar cenas em que os dois ficam hipnotizados pela Tashi, chega uma hora que fica repetitivo. O final não foi adequado, pois foi incoerente: o nível de antipatia em que os rapazes se encontravam era desproporcional ou, no mínimo, pouco explorado. A reação de alegria da Tashi com a vitória do Art não fica bem claro, uma vez que é exposto que ela o odeia, ou pelo menos, estão em um relacionamento por causa do tênis e porque o Art é completamente subordinado a ela, mas essas duas coisas mudam, uma vez que o Art decide, por conta própria, se aposentar dos jogos. Apesar de tudo, fico contente com a reconciliação dos amigos e compartilho do pensamento que a moça é uma "destruidora de lares", haha.
[spoiler][/spoiler]
Moffie
3.5 33É um bom filme, tem uma trilha sonora agradável, a qual consegue dar um sentido melancólico às cenas e um grande suspense é adicionado pelas pausas entre as cenas e pela aproximação da câmera. A história, simples, cativa o telespectador, com personagens não tão bem explorados (como aquele amigo idealista do Nick). Como uma releitura do passado de alguém, consegue abordar o sofrimento e o desejo de forma adequada.
Os Amantes Astronautas
3.4 23Não é um dos melhores de Marco Berger. O uso de uma mesma metáfora ao decorrer do filme pode ser uma ótima estratégia de demonstrar um desenvolvimento coerente da história e aquele bom sentimento de "Aha! eles falaram isso no começo!", mas no caso desse filme, tornou-se enjoativo ouvir repetidamente o lance de astronautas, foguetes e espaço sideral. Isso reflete um roteiro mal escrito, além de que, em nenhum momento é possível denotar algum traço de personalidade dois personagens além da tensão sexual que se torna mais óbvia a cada cena. No final, você não sabe por que deveria estar torcendo para os dois ficarem juntos além de transarem. Isso é um dos bons pontos do filme: Marco Berger sabe mexer com homoerotismo e aquela questão de "será que ele é?" de uma forma suave e gostosa de acompanhar, assim como todos filmes dele, que é uma temática repetitiva, mas que é sempre bom revisitar. No geral, é melhor assistir "Plano B" de novo, é o padrão-ouro do tema explorado no filme.
Deadpool & Wolverine
3.7 922 Assista AgoraÉ engraçado e tem uma ótima trilha sonora (até que Madonna não é tão ruim assim)! É consciente de não se levar a sério demais, apesar de ter algumas cenas longas e cansativas.
Love Letter
3.7 20Insuperável!!! Fotografia, trilha sonora e enredo bem feitos e memoráveis. O sentimento de nostalgia é inescapável, como de praxe para os filmes do Shunji Iwai. Revejo sempre que posso, é uma carga emocional muito forte!
Os Bons Companheiros
4.4 1,2K Assista AgoraEm pontos positivos, conseguiu construir um universo bem desenvolvido, o que marcou o gênero junto com O Poderoso Chefão (apesar de não estar no mesmo nível), além de ser uma daquelas obras que tratam da tragicidade intrínseca da masculinidade, o que, paradoxalmente, torna-a mais atraente. Em pontos negativos, o roteiro ficou caricato, sem deixar uma possibilidade de verossimilhança, os personagens não tinham profundidade, restringindo-se a arquétipos, duração extremamente alongada, podendo ser entediante em alguns momentos e houveram algumas escolhas ruins de direção (como a narração desnecessária da Karen, esposa do Henry).
O Dia da Besta
3.8 193É um filme cômico. Acho que um padre tentando invocar o demônio não é um plot saturado e me rendeu boas risadas ao ver o senhor fazer pequenas maldades como arranhar carros e roubar moedas de moradores de rua. O fato de que tudo parecia uma loucura deixou a obra mais interessante, ainda mais sabendo que a cada cena um evento improvável acontece. Não é para se levar muito a sério, o personagem do Jose Maria é cativante, e o final foi desanimador.
[spoiler][/spoiler]
Comer Beber Viver
3.9 38Insuperável. Após anos com esse filme em meus pensamentos, finalmente decidi assistir. O preparo da refeição, no princípio considerei monótono, mas percebi que se trata de uma cena extremamente bonita e essencial para metaforizar a dinâmica familiar. Na mesa, apesar de estarem todos reunidos, tem uma "trava" presente que impede que falem o que pensem, como se o diálogo precisasse ser preparado, assado e dourado antes de ser exposto. Essa forma de se expressarem, apesar de parecer fria, revela uma separação entre a vida pessoal e a familiar, na qual o amor é expresso por meio de comida e grandes revelações. A trama é envolvente, diálogo bem construído, trilha sonora harmoniosa, atuação bem sensível, um filme para guardar na memória.
Clube da Luta
4.5 4,9K Assista AgoraUm filme para homens. Deixa claro que a masculinidade contemporânea se encontra em crise, a qual foi suprimida por um estilo de vida seguro e altamente vigiado e por ideologias que tentam emascular o homem moderno, o que é exemplificado pelos grupos de terapia para homens. No meio dessa ausência, a válvula de escape se encontra na violência - essencial para a identidade masculina - desenfreada. Isso em 1999, após 25 anos o cenário se encontra bem pior, visto que é difícil encontrar obras como essa para inspirar homens a viverem de forma mais condizente com sua natureza.
De Olhos Bem Fechados
3.8 1,6K Assista AgoraUma lenta construção de suspense se inicia na metade do filme e consegue envolver o telespectador de forma que a cada toque do piano pode acelerar uma batida do coração. Apesar de não possuir nenhuma cena violenta explícita, é simplesmente aterrorizante e o jeito que o sexo é tratado no filme pode ser paradoxalmente brusco e sutil, revelando grandes críticas sobre o casamento, monogamia e a crença no amor perfeito.
O Quarto de Léo
3.4 53Normalmente eu evito esses filmes cujas histórias não tem um final definitivo, que tentam simular a vida real nessas experiências sem resolução... mas esse foi um ponto fora da curva, o pouco romance nem foi um problema pra mim desta vez, já que o desenvolvimento do Leo foi um projeto mais interessante de se ver desenrolar. Para mim, é um daqueles filmes raros de se encontrar, que guardamos no coração e reassistimos de vez em quando para dar uma renovada no espírito, uma nova perspectiva da vida.
Saltburn
3.5 931Uma grande produção, seja pelo elenco ou pelos cenários, o "formato" em si do filme é algo bonito, que me agrada. Apesar disso, é uma história bem antiga e saturada de um deslocado que nunca vai se encaixar. Acredito que o plot twist do final - a dicotomia entre o que o Olliver sentia e o que ele demonstrava - não surtiu tanto efeito porque o enredo nunca abriu brechas para o expectador sentir empatia (ou pena) pelo protagonista, suas ações sempre tiveram intenções egoístas e isso já deixava claro o rumo que a história iria tomar. Além disso, por mais contraditório que pareça, o relacionamento entre Olliver e Felix não foi bem explorado, o roteiro jogou na cara do espectador que tinha uma relação de controle e submissão, deu mastigado (como a cena do karaoke), mas não houveram cenas suficientes entre os dois para evidenciar esse conflito de forma natural e verossímil. Acredito que não eram necessários 127 minutos para essa história, muitas cenas irrelevantes no desenvolvimento da trama, mas no geral, não é um filme ruim.
[spoiler][/spoiler]
Wonka
3.4 456 Assista AgoraMúsicas agradáveis de se escutar (apesar de eu ter pegado dublado kkk), atuação bem caricata, mas isso está de acordo com o enredo e com o estilo do filme. Ainda assim, a versão do Johnny Deep é a que me causa nostalgia, talvez esta seja para as nova gerações...
Tudo Sobre Lily Chou-Chou
4.1 66 Assista AgoraInsuperável. A trilha sonora, as fotografias e o roteiro são marcantes. A falta de linearidade ao contar a história reforça o onirismo retratado, muito belo e melancólico.
Lanternas Vermelhas
4.3 206Gong Li demonstra claramente aquele nó na garganta de estar presa em si mesma. É uma obra contextualizada, mas que pode ser sentida por pessoas em diversos lugares e cenários sociais.
Garage Olimpo
3.5 18Crueldade sistematizada, essência da humanidade.