Temporada que mais corre riscos dentro do formato procedural até aqui, o que funciona bem no drama mas nem tanto na comédia. Por isso, acaba soando mais irregular, mesmo que mantenha a maturidade melodramática de sua antecessora. Bom ano!
Noah Hawley entende a franquia como poucos e subverte sua ameaça. O paralelo com Peter Pan serve a uma jornada de "criaturas fantásticas" se emancipando do abuso corporativista, enquanto os humanos cínicos viram mártires do capital. Boa demais!
É uma temporada de riscos e de ilusões. Um tema que percorre a maioria dos episódios desde o começo e que a forma reflete muito bem. Uma série cômica que sabe o momento de amadurecer e jamais larga o compromisso com o impacto da imagem.
Os arcos cheios de contradição e nuance que a temporada constrói até a metade vão embora na reta final. Como sua série-mãe, acaba se rendendo a caricaturas e subterfúgios pra convergir com a lore, sem uma ideia condutora por trás.
Milagre e maldição se confundem na última luta da civilização contra um novo mundo de barbárie e horror. O palco? Um santuário idílico que não sobrevive à corrupção daqueles que perdem a esperança. Essa temporada é obra-prima!
Superior à primeira por adicionar um sex appeal não só na estética mas também na forma como a irreverência entre os personagens se desenrola. Muita coisa dos gialli italianos e dos thrillers de Brian De Palma mesclados às romcoms americanas.
É uma temporada que vai encontrando, aos poucos, o equilíbrio narrativo entre os casos criminais, a relação irreverente da dupla principal e suas vidas particulares. O resultado é uma série carismática e muito bem filmada pra um procedural.
É uma temporada um pouquinho perdida em suas tantas tramas e em toda a construção do background de seu universo. Dito isso, é impossível não se encantar ou se divertir com a bizarrice colorida e, até certo ponto, lúdica do Universo Fallout.
Como se Frank Darabont juntasse seu melodrama com a crueza palpável dos zumbis de George A. Romero pra compor o retrato mais imersivo desse tipo de narrativa. O primeiro episódio já é das grandes obras-primas do horror televisivo.
Das poucas séries atuais que abordam assuntos sérios e cotidianos sem apelar pro cinismo revoltado. Os fundamentos aqui são o afeto torto, os arrependimentos, a adaptação, o aprendizado. Hilária e especialmente tocante!
Começa muito mal e vai se recuperando aos poucos. A temporada tem o pior e o melhor episódio da série, então não é a mais consistente, mas funciona bem melhor quando abandona o cinismo misantrópico e foca no melodrama dos personagens.
É o bloqueio criativo de Charlie Brooker escancarado em tela, além de demonstrar a total absorção cínica e hipócrita da série pela Netflix. Varia do mau gosto à apatia, e até a ideia do Red Mirror soa deslocada e mal aproveitada. Terrível!
Retoma a abordagem lúdica que alavancou a quarta temporada e o cinismo inteligente da temporada inicial, mas fracassa ao tentar transformar a tecnofobia de Charlie Brooker em uma matinê adolescente no episódio final. Irregular, mas inusitada.
A misantropia e os gimmicks da série já começam a soar mais frágeis e menos inventivos. A temporada acerta nos episódios em que se entrega mais ao lúdico, mas seus assuntos variados não convergem a uma unidade tão sólida quanto antes.
Um ano que se beneficia de sua variedade de gêneros e tons ao mesmo tempo que concentra seu foco na realidade virtual e nas mídias sociais. Quebra um pouquinho a misantropia exacerbada, mas ainda se rende a algumas ideias repetitivas.
Começa com um ótimo episódio, mas vai se perdendo. O principal problema aqui é valorizar mais os conceitos e os twists do que a encenação. Algumas ideias acabam na concepção e não alçam voos maiores nas discussões que parecem almejar.
O momento mais incisivo da série! O primeiro ano é incomparável na forma como Charlie Brooker equilibra o humor mórbido, valor de choque e abordagem conceitual nesse horror tecnológico que escancara as contradições do capitalismo tardio.
Estética é tudo! Em especial quando a ideia se baseia em puro proselitismo religioso e emulação de filmes alheios pra jogar fora toda sua obra por puro rancor e reproduzi-la a partir da lógica imatura de um nerdola reacionário. Que nojo disso...
O segundo ano esmiuça de forma visceral os vícios desses personagens e esfrega na cara deles com o duplo escrito por Lexi. Cada um lida com seu próprio Inferno, seu próprio abismo, de seu jeito. Da resignação espiritual ao orgulho cego.
Sam Levinson usa de toda a sua afetação formal pra compor o retrato de uma geração assombrada pelo excesso de informações. O coming-of-age definitivo da A24, psicodélico, quase um videoclipe do fluxo de pensamento de uma mente hiperestimulada.
Vince Gilligan não se interessa por respostas simples ou um ritmo estimulante aqui. Tudo parte da experiência subjetiva de sua baita protagonista, que, como nós, fica perdida em impasses pessoais e morais em seu "novo normal". Interessantíssima!
Mesmo com um finale mais fraquinho, esse primeiro ano compõe um horror gráfico e grotesco a partir do digital que, unido a uma boa dose de melodrama familiar, torna Derry um organismo que evoca perigo e afeto em igual medida.
A temporada vai crescendo conforme a insanidade desse universo vai sendo estabelecida e as brincadeiras com a estrutura dos games se tornam constantes. O humor mórbido, a violência gráfica e o radicalismo político se equilibram muito bem.
Tudo de pior que a série já havia oferecido retorna aqui em um nível ainda maior. Os Irmãos Duffer assumem, através da (ausência de) narrativa, uma completa falta de ideias e o desinteresse de fechar bem essa história. Um vácuo de imaginação!
Castle (4ª Temporada)
4.5 50Temporada que mais corre riscos dentro do formato procedural até aqui, o que funciona bem no drama mas nem tanto na comédia. Por isso, acaba soando mais irregular, mesmo que mantenha a maturidade melodramática de sua antecessora. Bom ano!
Alien: Earth (1ª Temporada)
3.2 278 Assista AgoraNoah Hawley entende a franquia como poucos e subverte sua ameaça. O paralelo com Peter Pan serve a uma jornada de "criaturas fantásticas" se emancipando do abuso corporativista, enquanto os humanos cínicos viram mártires do capital. Boa demais!
Castle (3ª Temporada)
4.5 54É uma temporada de riscos e de ilusões. Um tema que percorre a maioria dos episódios desde o começo e que a forma reflete muito bem. Uma série cômica que sabe o momento de amadurecer e jamais larga o compromisso com o impacto da imagem.
A Casa do Dragão (3ª Temporada)
3.7 158 Assista AgoraOs arcos cheios de contradição e nuance que a temporada constrói até a metade vão embora na reta final. Como sua série-mãe, acaba se rendendo a caricaturas e subterfúgios pra convergir com a lore, sem uma ideia condutora por trás.
The Walking Dead (2ª Temporada)
4.2 2,3K Assista AgoraMilagre e maldição se confundem na última luta da civilização contra um novo mundo de barbárie e horror. O palco? Um santuário idílico que não sobrevive à corrupção daqueles que perdem a esperança. Essa temporada é obra-prima!
Castle (2ª Temporada)
4.4 49Superior à primeira por adicionar um sex appeal não só na estética mas também na forma como a irreverência entre os personagens se desenrola. Muita coisa dos gialli italianos e dos thrillers de Brian De Palma mesclados às romcoms americanas.
Castle (1ª Temporada)
4.3 92É uma temporada que vai encontrando, aos poucos, o equilíbrio narrativo entre os casos criminais, a relação irreverente da dupla principal e suas vidas particulares. O resultado é uma série carismática e muito bem filmada pra um procedural.
Fallout (2ª Temporada)
3.6 111 Assista AgoraÉ uma temporada um pouquinho perdida em suas tantas tramas e em toda a construção do background de seu universo. Dito isso, é impossível não se encantar ou se divertir com a bizarrice colorida e, até certo ponto, lúdica do Universo Fallout.
The Walking Dead (1ª Temporada)
4.3 2,3K Assista AgoraComo se Frank Darabont juntasse seu melodrama com a crueza palpável dos zumbis de George A. Romero pra compor o retrato mais imersivo desse tipo de narrativa. O primeiro episódio já é das grandes obras-primas do horror televisivo.
Margô Está em Apuros (1ª Temporada)
3.7 56 Assista AgoraDas poucas séries atuais que abordam assuntos sérios e cotidianos sem apelar pro cinismo revoltado. Os fundamentos aqui são o afeto torto, os arrependimentos, a adaptação, o aprendizado. Hilária e especialmente tocante!
Black Mirror (7ª Temporada)
3.8 335 Assista AgoraComeça muito mal e vai se recuperando aos poucos. A temporada tem o pior e o melhor episódio da série, então não é a mais consistente, mas funciona bem melhor quando abandona o cinismo misantrópico e foca no melodrama dos personagens.
Black Mirror (6ª Temporada)
3.3 623 Assista AgoraÉ o bloqueio criativo de Charlie Brooker escancarado em tela, além de demonstrar a total absorção cínica e hipócrita da série pela Netflix. Varia do mau gosto à apatia, e até a ideia do Red Mirror soa deslocada e mal aproveitada. Terrível!
Black Mirror (5ª Temporada)
3.2 963 Assista AgoraRetoma a abordagem lúdica que alavancou a quarta temporada e o cinismo inteligente da temporada inicial, mas fracassa ao tentar transformar a tecnofobia de Charlie Brooker em uma matinê adolescente no episódio final. Irregular, mas inusitada.
Black Mirror (4ª Temporada)
3.8 1,3K Assista AgoraA misantropia e os gimmicks da série já começam a soar mais frágeis e menos inventivos. A temporada acerta nos episódios em que se entrega mais ao lúdico, mas seus assuntos variados não convergem a uma unidade tão sólida quanto antes.
Black Mirror (3ª Temporada)
4.5 1,3K Assista AgoraUm ano que se beneficia de sua variedade de gêneros e tons ao mesmo tempo que concentra seu foco na realidade virtual e nas mídias sociais. Quebra um pouquinho a misantropia exacerbada, mas ainda se rende a algumas ideias repetitivas.
Black Mirror (2ª Temporada)
4.4 765 Assista AgoraComeça com um ótimo episódio, mas vai se perdendo. O principal problema aqui é valorizar mais os conceitos e os twists do que a encenação. Algumas ideias acabam na concepção e não alçam voos maiores nas discussões que parecem almejar.
Black Mirror (1ª Temporada)
4.4 1,3K Assista AgoraO momento mais incisivo da série! O primeiro ano é incomparável na forma como Charlie Brooker equilibra o humor mórbido, valor de choque e abordagem conceitual nesse horror tecnológico que escancara as contradições do capitalismo tardio.
Euphoria (3ª Temporada)
2.9 196 Assista AgoraEstética é tudo! Em especial quando a ideia se baseia em puro proselitismo religioso e emulação de filmes alheios pra jogar fora toda sua obra por puro rancor e reproduzi-la a partir da lógica imatura de um nerdola reacionário. Que nojo disso...
Euphoria (2ª Temporada)
4.0 557O segundo ano esmiuça de forma visceral os vícios desses personagens e esfrega na cara deles com o duplo escrito por Lexi. Cada um lida com seu próprio Inferno, seu próprio abismo, de seu jeito. Da resignação espiritual ao orgulho cego.
Euphoria (1ª Temporada)
4.3 916Sam Levinson usa de toda a sua afetação formal pra compor o retrato de uma geração assombrada pelo excesso de informações. O coming-of-age definitivo da A24, psicodélico, quase um videoclipe do fluxo de pensamento de uma mente hiperestimulada.
Pluribus (1ª Temporada)
4.0 359 Assista AgoraVince Gilligan não se interessa por respostas simples ou um ritmo estimulante aqui. Tudo parte da experiência subjetiva de sua baita protagonista, que, como nós, fica perdida em impasses pessoais e morais em seu "novo normal". Interessantíssima!
It: Bem-Vindos a Derry (1ª Temporada)
4.1 373 Assista AgoraMesmo com um finale mais fraquinho, esse primeiro ano compõe um horror gráfico e grotesco a partir do digital que, unido a uma boa dose de melodrama familiar, torna Derry um organismo que evoca perigo e afeto em igual medida.
Fallout (1ª Temporada)
4.1 347 Assista AgoraA temporada vai crescendo conforme a insanidade desse universo vai sendo estabelecida e as brincadeiras com a estrutura dos games se tornam constantes. O humor mórbido, a violência gráfica e o radicalismo político se equilibram muito bem.
Stranger Things (5ª Temporada)
3.5 517 Assista AgoraTudo de pior que a série já havia oferecido retorna aqui em um nível ainda maior. Os Irmãos Duffer assumem, através da (ausência de) narrativa, uma completa falta de ideias e o desinteresse de fechar bem essa história. Um vácuo de imaginação!