Eu esperava mais, devido a alguns comentários e a críticas que li antes de ir ao cinema. Tanto a rave quanto a guerra foram panos de fundo, sendo que deveriam ser os pontos principais do filme. É um road movie focado apenas em paisagens do deserto, mas que pouco desenvolve a jornada pessoal dos personagens, principalmente a do pai que busca sua filha desaparecida.
A guerra parece ser um mero detalhe para justificar as explosões que ocorrem no ato final.
Uma guerra sem contexto geopolítico, sem desdobramentos.... enfim. A cultura das raves também acaba sendo estereotipada, sendo que poderia ter abordado a relação entre as pessoas e a música de uma forma mais humanizada, que desse sentido à viagem feita pelo deserto. No geral, muito potencial totalmente desperdiçado.
É um filme longo, mas não é arrastado. Engraçado em muitos momentos, dosando bem os momentos de tensão e drama. Conforme se encaminha para o final, você começa a se questionar: essa mulher é realmente uma alienígena? E, de repente, me senti uma conspiracionista doidinha tal qual o personagem principal xD
Você já parou para pensar em como seria o planeta caso todos os seres humanos fossem simultaneamente extintos? Como as demais espécies se adaptariam a partir disso? Será que, depois de milhões de anos, surgiriam novos homo sapiens, ou seríamos apenas mais um capítulo no livro da História, tal qual os dinossauros? Gostei do filme por me proporcionar essas perguntas...
A série é boa, mas acaba caminhando para lugar nenhum. São muitas informações novas que estão prestes a se conectar, mas fica sempre no "quase", o que fica um pouco cansativo. Mesmo assim, estou curiosa pelo que está por vir... Espero que seja bem desenvolvida, pois o potencial é enorme.
Uma cena específica começou a ser compartilhada recentemente por conta dos arquivos Epstein e assim cheguei a este filme. Eu esperava mais, achei o filme muito longo e com um ritmo lento. Ainda assim, é interessante para pensar sobre como as pessoas se tornam insaciáveis quando se trata de poder.
Um bom filme, porém eu removeria alguns minutos, pois acabou se tornando maçante em dado momento. Como muitas pessoas estavam rasgando elogios, fiquei muito ansiosa para assisti-lo e minhas expectativas não foram tão correspondidas. De qualquer forma, achei ótimo esse filme ter "furado a bolha" (fui ao cinema e os ingressos estavam esgotados!), por se tratar de um terror com temática feminista e ter sido dirigido por uma mulher, que ganhou bastante visibilidade através desse trabalho. Concordo com as críticas aos últimos minutos, achei exagerado, mas entendo que a intenção foi deixar explícito como podemos nos tornar bizarros em busca da beleza (vide vários artistas que ficaram esquisitíssimos após tantos procedimentos, ozempic, etc.)
Eu estava muito empolgada para assistir a esse filme, mas acabei ficando receosa com tantos comentários extremamente negativos. Para matar a curiosidade, dei uma chance e confesso que achei sensacional. É um ensaio sobre a loucura e todos os aspectos socioeconômicos em torno disso, com certeza eu daria uma avaliação sobre esse filme caso fosse professora de Psicologia hahahah. Acredito que a decepção de grande parte do público tem a ver com a expectativa de uma obra sanguinária, recheada de ação e explosões, mas a loucura de Coringa é encarada a partir de outro viés. Considerando o primeiro filme, já era de se esperar um filme mais "arrastado" e que foca em te fazer pensar. Eu havia ficado bastante apreensiva quando soube que se tratava de um musical, mas até mesmo as músicas fizeram completo sentido, para mim, ao longo da narrativa. Inclusive, a trilha sonora é muito boa! Não posso deixar de mencionar a atuação impecável, mais uma vez, de Joaquin Phoenix! Em relação à Gaga, não vejo motivo para críticas, acho que ela entregou o correspondente ao papel, tendo em vista que a Arlequina também foi construída de uma forma diferente da tradicional.
Realmente, ficou a sensação de que o elenco foi desperdiçado. Infelizmente, essa temporada final não fez jus às anteriores, e eu creio que um grande fator foi a pequena quantidade de episódios. Teria sido muito melhor manter o formato de 8-10 episódios de 40 minutos, pois 3 episódios de 1h foi pouco para responder todas as questões que ficaram em aberto nas temporadas anteriores: quem é Doum, como ele se tornou essa pessoa, qual a relação entre os vilões de cada temporada e como tudo começou... Deu para entender o principal, mas eu esperava mais investigações sobre o orfanato e um pouco mais da história desses três irmãos maléficos. Como já comentaram, a estupidez da Verônica estava mais irritante que o normal!
Eu não acreditei quando ela confiou no Jerônimo logo de cara e até ficou com ele... Além de ter colocado a vida da Ângela em risco em uma situação que já estava dando indícios de ser armação.
Mas também vejo isso como consequência da pressa em finalizar tudo, tornando alguns acontecimentos extremamente forçados. Por conta disso, a mensagem final também ficou descontextualizada. Faltou, mais uma vez, conectar as três temporadas, que tratam de misoginia de formas diferentes, aí faria mais sentido o discurso de
Era para ser uma distração durante meu almoço, mas essa série me conquistou de uma forma que eu acabei maratonando, ainda com um pouco de cautela porque eu não queria que acabasse... Em todos os episódios, os figurinos, penteados e a trilha sonora eram magníficos. Além disso, é incrível como a série consegue ir a extremos, seja tratando de conflitos pessoais até as piadas que arrancam verdadeiras e inesperadas gargalhadas (especialmente com a Kelli). Como nada é perfeito, preciso concordar com quem já apontou alguns furos...
Particularmente, achei a mudança da Tiffany bem corrida e mal desenvolvida, até porque ela menciona alguns incômodos em dado da momento e acaba ficando por isso mesmo. Mas, no geral, ela acaba sendo a personagem com menos desenvolvimento em todas as temporadas (por exemplo, quando ela decidiu "fugir" e ir para um hotel, foi outra ocasião que senti jogada no enredo),
porém eu entendo que precisaria de mais temporadas ou talvez episódios maiores para elaborar melhor certas questões. Enfim, o que com certeza mais me incomodou foi o fato de
o desfecho ideal para todas elas envolver um par romântico. Para mim, quem mais se encaminhou para isso foi a Molly, e o casamento dela foi coerente com o rumo que as coisas estavam tomando. A Kelli ter engravidado fugiu bastante à construção da personagem, mas ainda consegui relevar. Porém, o menos coerente foi a Issa ter voltado com o Lawrence, pois creio que o melhor desfecho para ela seria aprender a ficar sozinha! Ao longo de toda a série ela sofreu por algum homem e, quando tudo estava começando a melhorar, aparecia outro casinho ou paixonite. Quando o Nathan apareceu no aniversário dela para se desculpar, foi o maior exemplo de que um homem não pode ver uma mulher bem, feliz e seguindo em frente, que aí ele precisa dar um jeito de fazer a vida dela girar ao redor dele novamente rs. Nesse sentido, ter voltado com o Lawrence foi menos pior, mas, ainda assim, desnecessário e sem sentido com a evolução que a Issa vinha demonstrando...
Apesar dos pesares, desenvolvi um carinho enorme pela série e pela Issa Rae <3
Sinceramente, não é tudo isso... As cenas nojentas e o plot final podem chocar quem está acostumado a outros estilos de filmes, mas quem, assim como eu, esperava muito mais, vai acabar se frustrando. Acho que se reduzisse em meia hora daria para aumentar algumas estrelas na avaliação, pois eu realmente cheguei ao final pensando "então é isso? e demorou esse tempo todo?"
A primeira tem a ver com o fato de como algumas pessoas escolhem focar tanto no trabalho a fim de criar uma grande distração para o cotidiano. Me lembrei de amigos que, aos 20 e poucos, já passaram a agir como constantemente presos ao trabalho (alguns conseguem até freelas nos dias de folga) sem haver uma real necessidade. Afinal, como a própria Donna parece perceber: essa necessidade existe realmente? Seja em um mundo prestes a explodir ou em nosso dia a dia "normal", o trabalho de fato tem essa importância toda, ou estamos frequentemente cansados e nos profissionalizando para não pensarmos em nossas relações, em nós mesmos e ao nosso redor? De qualquer forma, cada um busca a reclusão egocêntrica à sua maneira: se não for o trabalho, restam as práticas comercializadas como autoconhecimento. As viagens, a meditação, yoga, ingestão de psicoativos... tudo que possa proporcionar uma conexão consigo mesmo. Daí surgem personagens como a amiga de Carol que sempre a ligava para falar sobre o que ELA fez, para onde ELA viajou, o que ELA aprendeu, quem ELA conheceu... Um excesso de si alcançado para mostrar ao outro: veja, te falta tudo isso e eu já consegui. Eu sou interessante, mas e você? O melhor episódio, para mim, é aquele em que Carol consegue encontrar a onda perfeita. O clichê de que "a onda estava o tempo todo ali, quem mudou fui eu" é clichê justamente porque é uma verdade. Enquanto se busca a perfeição, ela já pode estar diante de nossos olhos há muito tempo.
Há muitas coisas mais para comentar... quem sabe quando eu reassistir xD
Para mim, não passa de um filme feito para a Netflix estar com uma produção indicada ao Oscar novamente. Daí vem os diálogos com frases de efeito, o elenco muito bem escalado e o roteiro que poderia ter muito mais potencial.
a crítica ao capitalismo colorido que, por meio de propagandas, vende a si mesmo como a melhor alternativa existente. Entretanto, assim que esse ideal vendido é alcançado, o palco de ilusões estrategicamente criadas é desmoronado. O sonho, na verdade, é o pesadelo. É claro que para as crianças contemporâneas isso nem será percebido hahah mas o filme é feito, em grande parte, para o público nostálgico que assistiu ao primeiro filme na Sessão da Tarde.
Sinceramente, quem está criticando tanto criou expectativas demais, o que é problema do espectador e não do filme em si. Ele é bom para pensar sobre algumas coisas, rir e relembrar as personagens.
Esse filme desperta tantas coisas que se torna até difícil comentar sobre ele. Além disso, nitidamente traz muitas referências (que, graças a uma boa alma, estão pontuadas em comentários abaixo hahah). Peele consegue entrelaçar críticas a diversos segmentos com maestria e muita facilidade. Há a questão racial, a preocupação — acima da própria vida — com registrar algo e, claro, o ponto principal: o ato de domar seres, seja de qualquer espécie, para o entretenimento. Sobre este último ponto, entendo que a crítica recai sobre a maneira como isso é feito, não a prática em si. Uma pequena família, em uma região mais afastada e que trabalha com isso há gerações tratando os cavalos com afeto, como é o caso de OJ, obviamente será esmagada pela lógica moderna de desumanização e lucro acima de tudo.
Ricky logo notou isso e tratou de criar o parque para a apreciação dos alienígenas, percebendo uma questão-chave que leva ao sucesso e ao dinheiro: a espetacularização do horror e, consequentemente, do sofrimento. Ao mencionar o surto que o macaco teve anos atrás, é possível perceber certa satisfação em sua fala, pois foi isso que perpetuou o sucesso do show de TV — afinal, foi justamente aquele episódio que se tornou o mais reproduzido e, se não me engano, chegou a ser regravado. Ao provocar o alienígena para que o mesmo aparecesse sempre no mesmo local e horário, ele aplicou a mesma lógica de monetizar a violência. A lógica de OJ, apesar de também ser pautada no lucro (tendo em vista que seu grande objetivo é o de faturar com imagens inéditas), ainda parte de um local de busca por compreensão do outro, que é o alienígena. Assim como faz com os cavalos, ele observa, entende os gatilhos... Aliás, a questão do olhar também é um elemento principal do filme, tanto no sentido literal de não poder olhar para o alien, como no sentido metafórico de enxergar para além de si mesmo. Isso fica evidente quando Emerald relembra uma situação em que o pai não olhou para ela, mas OJ, sim.
Quem assistiu a Um Lugar Silencioso e Bird Box e amou, mas detestou Não! Não Olhe!... Por favor, repense hahah. Para concluir, a única coisa que eu lamento é não ter assistido a essa obra-prima no cinema!
O grande problema de Sex Education, para mim, foi desde sempre ter colocado o Otis como protagonista... Ele é chato, fim de história. É mimado, egoísta e trata quem o ama de uma forma horrorosa em muitas vezes, tanto é que não fui capaz de shippá-lo com a Maeve em momento algum: definição perfeita de "ela é muita areia para o caminhãozinho dele". As tramas dos outros personagens, entretanto, foram a melhor coisa de acompanhar! O amadurecimento de Eric, Adam, Maeve, Aimee, Ruby e até mesmo a mãe do Otis foi algo lindo e muito gostoso de acompanhar ao longo dessa última temporada. Uma season finale digna da qualidade da série, com questões mais adultas mostradas de forma crua... A transição da adolescência para a juventude e a redescoberta de si mesmo se mostrou em diversos espaços: na igreja, universidade, maternidade. Não duvido que será minha comfort series para momentos de reflexão futuramente xD
A única coisa que me incomodou mesmo e achei completamente desnecessária foi a busca de Jackson pelo pai biológico. Por favor, galerinha, esse plot já existe em TODAS as séries com famílias LGTBQIA+. Superem!
Mas é claro que quem não tem a mínima noção sobre a realidade, ou ao menos uma unidade de neurônio funcionando, vai reclamar que o filme tem "lacração feminista". Greta Gerwig pensou nas adolescentes e jovens que iriam assistir e se identificar com absolutamente cada detalhe.
Creio que o fato de ter assistido no cinema melhorou a experiência, especialmente por conta da duração e, obviamente, do impacto de ver a explosão em uma tela enorme — o ponto alto e aguardado do filme. O maior fator positivo, em termos de recepção, tem a ver com o fato de que muitas pessoas passaram a buscar a perspectiva de quem sofreu com a bomba, já que isso não é abordado em momento algum do filme e é algo passível de muitas críticas, que chegaram a ser feitas. Ainda assim, achei interessante acompanhar o processo de recrutamento dos cientistas e suas famílias, a criação de praticamente uma nova cidade para prosseguir com a criação da bomba e os testes... Sem falar nos conflitos políticos.
Há muito tempo queria assistir e em um domingo despretensioso cumpri essa missão. É o tipo de animação que adoro, pois trata de conflitos existencialistas de forma leve ao decorrer da história. Já nos minutos finais,
a cena em que o Sr. Raposo admira o lobo é fantástica! Ele gostaria tanto de almejar a liberdade de um "animal selvagem" que tentava convencer a si mesmo de que, na verdade, morria de medo de lobos. Ele sabia a todo instante que ter uma família implicava na renúncia de sua liberdade e o filme conduz essa trama de uma maneira muito boa, sendo possível entender tanto a perspectiva do Sr. Raposo como a de sua esposa e seu filho.
o cenário monocromático, os personagens suando e a luz amarelada criam um desconforto enorme. Tem como objetivo ser nojento e repulsivo e realmente isso ocorre em alguns momentos (para mim, não ironicamente são os momentos com as pessoas "normais", nos levando a reparar que os mais desajustados são aqueles que se encaixam em certos padrões). Apesar de não ser algo tão inovador, o filme traz questões interessantes: de fato nos atraímos por quem gostamos ou por sua aparência? Quem define o que é (a)normal e com base em quais parâmetros? E por que, enquanto sociedade, simplesmente compramos essa ideia sem questioná-la?
Decaiu um pouquinho, mas não chegou a ficar ruim. Acho que o problema foi tentar experimentar muita coisa numa temporada só. Toda hora um personagem cantava uma musiquinha e isso ficou chato pra caramba. O episódio de natal é notavelmente o pior, foi uma mistureba de Brasil com Egito que não ficou legal. O Nick animado ter encontrado o Nick real foi legal, mas ficou faltando algo... Acho que a temporada não foi construída pra isso. O ponto alto foi o episódio sobre Otelo e a transição do amor para o ódio e vice-versa. De resto, mais do mesmo.
Criaturas da Mente
4.1 9Sou fã do Sidarta!
Sirāt
3.4 171 Assista AgoraEu esperava mais, devido a alguns comentários e a críticas que li antes de ir ao cinema. Tanto a rave quanto a guerra foram panos de fundo, sendo que deveriam ser os pontos principais do filme. É um road movie focado apenas em paisagens do deserto, mas que pouco desenvolve a jornada pessoal dos personagens, principalmente a do pai que busca sua filha desaparecida.
A guerra parece ser um mero detalhe para justificar as explosões que ocorrem no ato final.
Bugonia
3.6 431 Assista AgoraÉ um filme longo, mas não é arrastado. Engraçado em muitos momentos, dosando bem os momentos de tensão e drama. Conforme se encaminha para o final, você começa a se questionar: essa mulher é realmente uma alienígena? E, de repente, me senti uma conspiracionista doidinha tal qual o personagem principal xD
Você já parou para pensar em como seria o planeta caso todos os seres humanos fossem simultaneamente extintos? Como as demais espécies se adaptariam a partir disso? Será que, depois de milhões de anos, surgiriam novos homo sapiens, ou seríamos apenas mais um capítulo no livro da História, tal qual os dinossauros? Gostei do filme por me proporcionar essas perguntas...
Ruptura (2ª Temporada)
4.1 346 Assista AgoraA série é boa, mas acaba caminhando para lugar nenhum. São muitas informações novas que estão prestes a se conectar, mas fica sempre no "quase", o que fica um pouco cansativo. Mesmo assim, estou curiosa pelo que está por vir... Espero que seja bem desenvolvida, pois o potencial é enorme.
Narciso Negro
4.0 84 Assista AgoraGostei muito da fotografia.
De Olhos Bem Fechados
3.8 1,6K Assista AgoraUma cena específica começou a ser compartilhada recentemente por conta dos arquivos Epstein e assim cheguei a este filme. Eu esperava mais, achei o filme muito longo e com um ritmo lento. Ainda assim, é interessante para pensar sobre como as pessoas se tornam insaciáveis quando se trata de poder.
A Substância
3.9 1,9K Assista AgoraUm bom filme, porém eu removeria alguns minutos, pois acabou se tornando maçante em dado momento. Como muitas pessoas estavam rasgando elogios, fiquei muito ansiosa para assisti-lo e minhas expectativas não foram tão correspondidas. De qualquer forma, achei ótimo esse filme ter "furado a bolha" (fui ao cinema e os ingressos estavam esgotados!), por se tratar de um terror com temática feminista e ter sido dirigido por uma mulher, que ganhou bastante visibilidade através desse trabalho.
Concordo com as críticas aos últimos minutos, achei exagerado, mas entendo que a intenção foi deixar explícito como podemos nos tornar bizarros em busca da beleza (vide vários artistas que ficaram esquisitíssimos após tantos procedimentos, ozempic, etc.)
Coringa: Delírio a Dois
2.5 924 Assista AgoraEu estava muito empolgada para assistir a esse filme, mas acabei ficando receosa com tantos comentários extremamente negativos. Para matar a curiosidade, dei uma chance e confesso que achei sensacional.
É um ensaio sobre a loucura e todos os aspectos socioeconômicos em torno disso, com certeza eu daria uma avaliação sobre esse filme caso fosse professora de Psicologia hahahah. Acredito que a decepção de grande parte do público tem a ver com a expectativa de uma obra sanguinária, recheada de ação e explosões, mas a loucura de Coringa é encarada a partir de outro viés. Considerando o primeiro filme, já era de se esperar um filme mais "arrastado" e que foca em te fazer pensar.
Eu havia ficado bastante apreensiva quando soube que se tratava de um musical, mas até mesmo as músicas fizeram completo sentido, para mim, ao longo da narrativa. Inclusive, a trilha sonora é muito boa! Não posso deixar de mencionar a atuação impecável, mais uma vez, de Joaquin Phoenix! Em relação à Gaga, não vejo motivo para críticas, acho que ela entregou o correspondente ao papel, tendo em vista que a Arlequina também foi construída de uma forma diferente da tradicional.
Bom Dia, Verônica (3ª Temporada)
2.8 202 Assista AgoraRealmente, ficou a sensação de que o elenco foi desperdiçado. Infelizmente, essa temporada final não fez jus às anteriores, e eu creio que um grande fator foi a pequena quantidade de episódios. Teria sido muito melhor manter o formato de 8-10 episódios de 40 minutos, pois 3 episódios de 1h foi pouco para responder todas as questões que ficaram em aberto nas temporadas anteriores: quem é Doum, como ele se tornou essa pessoa, qual a relação entre os vilões de cada temporada e como tudo começou... Deu para entender o principal, mas eu esperava mais investigações sobre o orfanato e um pouco mais da história desses três irmãos maléficos. Como já comentaram, a estupidez da Verônica estava mais irritante que o normal!
Eu não acreditei quando ela confiou no Jerônimo logo de cara e até ficou com ele... Além de ter colocado a vida da Ângela em risco em uma situação que já estava dando indícios de ser armação.
guerrilha feminista
Insecure (5ª Temporada)
4.3 55Era para ser uma distração durante meu almoço, mas essa série me conquistou de uma forma que eu acabei maratonando, ainda com um pouco de cautela porque eu não queria que acabasse... Em todos os episódios, os figurinos, penteados e a trilha sonora eram magníficos. Além disso, é incrível como a série consegue ir a extremos, seja tratando de conflitos pessoais até as piadas que arrancam verdadeiras e inesperadas gargalhadas (especialmente com a Kelli).
Como nada é perfeito, preciso concordar com quem já apontou alguns furos...
Particularmente, achei a mudança da Tiffany bem corrida e mal desenvolvida, até porque ela menciona alguns incômodos em dado da momento e acaba ficando por isso mesmo. Mas, no geral, ela acaba sendo a personagem com menos desenvolvimento em todas as temporadas (por exemplo, quando ela decidiu "fugir" e ir para um hotel, foi outra ocasião que senti jogada no enredo),
Enfim, o que com certeza mais me incomodou foi o fato de
o desfecho ideal para todas elas envolver um par romântico. Para mim, quem mais se encaminhou para isso foi a Molly, e o casamento dela foi coerente com o rumo que as coisas estavam tomando. A Kelli ter engravidado fugiu bastante à construção da personagem, mas ainda consegui relevar. Porém, o menos coerente foi a Issa ter voltado com o Lawrence, pois creio que o melhor desfecho para ela seria aprender a ficar sozinha! Ao longo de toda a série ela sofreu por algum homem e, quando tudo estava começando a melhorar, aparecia outro casinho ou paixonite. Quando o Nathan apareceu no aniversário dela para se desculpar, foi o maior exemplo de que um homem não pode ver uma mulher bem, feliz e seguindo em frente, que aí ele precisa dar um jeito de fazer a vida dela girar ao redor dele novamente rs. Nesse sentido, ter voltado com o Lawrence foi menos pior, mas, ainda assim, desnecessário e sem sentido com a evolução que a Issa vinha demonstrando...
Apesar dos pesares, desenvolvi um carinho enorme pela série e pela Issa Rae <3
Saltburn
3.5 931Sinceramente, não é tudo isso... As cenas nojentas e o plot final podem chocar quem está acostumado a outros estilos de filmes, mas quem, assim como eu, esperava muito mais, vai acabar se frustrando. Acho que se reduzisse em meia hora daria para aumentar algumas estrelas na avaliação, pois eu realmente cheguei ao final pensando "então é isso? e demorou esse tempo todo?"
Carol e o Fim do Mundo
3.8 59Quanta coisa cabe em poucos e curtos episódios...
A primeira tem a ver com o fato de como algumas pessoas escolhem focar tanto no trabalho a fim de criar uma grande distração para o cotidiano. Me lembrei de amigos que, aos 20 e poucos, já passaram a agir como constantemente presos ao trabalho (alguns conseguem até freelas nos dias de folga) sem haver uma real necessidade. Afinal, como a própria Donna parece perceber: essa necessidade existe realmente? Seja em um mundo prestes a explodir ou em nosso dia a dia "normal", o trabalho de fato tem essa importância toda, ou estamos frequentemente cansados e nos profissionalizando para não pensarmos em nossas relações, em nós mesmos e ao nosso redor?
De qualquer forma, cada um busca a reclusão egocêntrica à sua maneira: se não for o trabalho, restam as práticas comercializadas como autoconhecimento. As viagens, a meditação, yoga, ingestão de psicoativos... tudo que possa proporcionar uma conexão consigo mesmo. Daí surgem personagens como a amiga de Carol que sempre a ligava para falar sobre o que ELA fez, para onde ELA viajou, o que ELA aprendeu, quem ELA conheceu... Um excesso de si alcançado para mostrar ao outro: veja, te falta tudo isso e eu já consegui. Eu sou interessante, mas e você?
O melhor episódio, para mim, é aquele em que Carol consegue encontrar a onda perfeita. O clichê de que "a onda estava o tempo todo ali, quem mudou fui eu" é clichê justamente porque é uma verdade. Enquanto se busca a perfeição, ela já pode estar diante de nossos olhos há muito tempo.
Há muitas coisas mais para comentar... quem sabe quando eu reassistir xD
O Mundo Depois de Nós
3.2 990 Assista AgoraPara mim, não passa de um filme feito para a Netflix estar com uma produção indicada ao Oscar novamente. Daí vem os diálogos com frases de efeito, o elenco muito bem escalado e o roteiro que poderia ter muito mais potencial.
A Fuga das Galinhas: A Ameaça dos Nuggets
3.4 247 Assista AgoraEu esperava um roteiro parecido com o do primeiro filme e é justamente isso o que acontece, mas com uma atualização muito boa:
a crítica ao capitalismo colorido que, por meio de propagandas, vende a si mesmo como a melhor alternativa existente. Entretanto, assim que esse ideal vendido é alcançado, o palco de ilusões estrategicamente criadas é desmoronado. O sonho, na verdade, é o pesadelo.
É claro que para as crianças contemporâneas isso nem será percebido hahah mas o filme é feito, em grande parte, para o público nostálgico que assistiu ao primeiro filme na Sessão da Tarde.
Sinceramente, quem está criticando tanto criou expectativas demais, o que é problema do espectador e não do filme em si. Ele é bom para pensar sobre algumas coisas, rir e relembrar as personagens.
Não! Não Olhe!
3.5 1,4K Assista AgoraEsse filme desperta tantas coisas que se torna até difícil comentar sobre ele. Além disso, nitidamente traz muitas referências (que, graças a uma boa alma, estão pontuadas em comentários abaixo hahah).
Peele consegue entrelaçar críticas a diversos segmentos com maestria e muita facilidade. Há a questão racial, a preocupação — acima da própria vida — com registrar algo e, claro, o ponto principal: o ato de domar seres, seja de qualquer espécie, para o entretenimento. Sobre este último ponto, entendo que a crítica recai sobre a maneira como isso é feito, não a prática em si. Uma pequena família, em uma região mais afastada e que trabalha com isso há gerações tratando os cavalos com afeto, como é o caso de OJ, obviamente será esmagada pela lógica moderna de desumanização e lucro acima de tudo.
Ricky logo notou isso e tratou de criar o parque para a apreciação dos alienígenas, percebendo uma questão-chave que leva ao sucesso e ao dinheiro: a espetacularização do horror e, consequentemente, do sofrimento. Ao mencionar o surto que o macaco teve anos atrás, é possível perceber certa satisfação em sua fala, pois foi isso que perpetuou o sucesso do show de TV — afinal, foi justamente aquele episódio que se tornou o mais reproduzido e, se não me engano, chegou a ser regravado.
Ao provocar o alienígena para que o mesmo aparecesse sempre no mesmo local e horário, ele aplicou a mesma lógica de monetizar a violência. A lógica de OJ, apesar de também ser pautada no lucro (tendo em vista que seu grande objetivo é o de faturar com imagens inéditas), ainda parte de um local de busca por compreensão do outro, que é o alienígena. Assim como faz com os cavalos, ele observa, entende os gatilhos...
Aliás, a questão do olhar também é um elemento principal do filme, tanto no sentido literal de não poder olhar para o alien, como no sentido metafórico de enxergar para além de si mesmo. Isso fica evidente quando Emerald relembra uma situação em que o pai não olhou para ela, mas OJ, sim.
Quem assistiu a Um Lugar Silencioso e Bird Box e amou, mas detestou Não! Não Olhe!... Por favor, repense hahah.
Para concluir, a única coisa que eu lamento é não ter assistido a essa obra-prima no cinema!
As Fabulosas Aventuras dos Freak Brothers (1ª Temporada)
2.2 3Começou muito bem mas acabou desandando... Não consegui terminar.
Sex Education (4ª Temporada)
3.5 248O grande problema de Sex Education, para mim, foi desde sempre ter colocado o Otis como protagonista... Ele é chato, fim de história. É mimado, egoísta e trata quem o ama de uma forma horrorosa em muitas vezes, tanto é que não fui capaz de shippá-lo com a Maeve em momento algum: definição perfeita de "ela é muita areia para o caminhãozinho dele".
As tramas dos outros personagens, entretanto, foram a melhor coisa de acompanhar! O amadurecimento de Eric, Adam, Maeve, Aimee, Ruby e até mesmo a mãe do Otis foi algo lindo e muito gostoso de acompanhar ao longo dessa última temporada. Uma season finale digna da qualidade da série, com questões mais adultas mostradas de forma crua... A transição da adolescência para a juventude e a redescoberta de si mesmo se mostrou em diversos espaços: na igreja, universidade, maternidade. Não duvido que será minha comfort series para momentos de reflexão futuramente xD
A única coisa que me incomodou mesmo e achei completamente desnecessária foi a busca de Jackson pelo pai biológico. Por favor, galerinha, esse plot já existe em TODAS as séries com famílias LGTBQIA+. Superem!
Barbie
3.8 1,7K Assista AgoraMas é claro que quem não tem a mínima noção sobre a realidade, ou ao menos uma unidade de neurônio funcionando, vai reclamar que o filme tem "lacração feminista". Greta Gerwig pensou nas adolescentes e jovens que iriam assistir e se identificar com absolutamente cada detalhe.
Oppenheimer
4.0 1,2KCreio que o fato de ter assistido no cinema melhorou a experiência, especialmente por conta da duração e, obviamente, do impacto de ver a explosão em uma tela enorme — o ponto alto e aguardado do filme. O maior fator positivo, em termos de recepção, tem a ver com o fato de que muitas pessoas passaram a buscar a perspectiva de quem sofreu com a bomba, já que isso não é abordado em momento algum do filme e é algo passível de muitas críticas, que chegaram a ser feitas.
Ainda assim, achei interessante acompanhar o processo de recrutamento dos cientistas e suas famílias, a criação de praticamente uma nova cidade para prosseguir com a criação da bomba e os testes... Sem falar nos conflitos políticos.
Soul
4.3 1,4KAqui a Disney mostrou que SABE o que faz!
O Fantástico Sr. Raposo
4.2 961 Assista AgoraHá muito tempo queria assistir e em um domingo despretensioso cumpri essa missão.
É o tipo de animação que adoro, pois trata de conflitos existencialistas de forma leve ao decorrer da história. Já nos minutos finais,
a cena em que o Sr. Raposo admira o lobo é fantástica! Ele gostaria tanto de almejar a liberdade de um "animal selvagem" que tentava convencer a si mesmo de que, na verdade, morria de medo de lobos. Ele sabia a todo instante que ter uma família implicava na renúncia de sua liberdade e o filme conduz essa trama de uma maneira muito boa, sendo possível entender tanto a perspectiva do Sr. Raposo como a de sua esposa e seu filho.
Peles
3.4 593 Assista AgoraO filme é todo construído a partir de um incômodo. Logo na cena inicial,
antes mesmo de saber que a senhora está nua,
Apesar de não ser algo tão inovador, o filme traz questões interessantes: de fato nos atraímos por quem gostamos ou por sua aparência? Quem define o que é (a)normal e com base em quais parâmetros? E por que, enquanto sociedade, simplesmente compramos essa ideia sem questioná-la?
The L Word: Geração Q (3ª Temporada)
2.9 23Sabe aquele ditado "nada tão ruim que não possa piorar"? Pois bem, pode piorar e MUITO...
Big Mouth (5ª Temporada)
3.8 36 Assista AgoraDecaiu um pouquinho, mas não chegou a ficar ruim. Acho que o problema foi tentar experimentar muita coisa numa temporada só.
Toda hora um personagem cantava uma musiquinha e isso ficou chato pra caramba. O episódio de natal é notavelmente o pior, foi uma mistureba de Brasil com Egito que não ficou legal.
O Nick animado ter encontrado o Nick real foi legal, mas ficou faltando algo... Acho que a temporada não foi construída pra isso.
O ponto alto foi o episódio sobre Otelo e a transição do amor para o ódio e vice-versa. De resto, mais do mesmo.