A direção musical e atuações (a preparação de elenco), chamam bastante a atenção. A canção: A noite vai chegar (Lady Zu) em uma cena de beijo ardente abre e garante a assinatura da direção musical bela e afinadíssima, altamente conectada com o roteiro e com as cenas. Um ponto alto do longa... Caio Macedo, o Gabriel da trama, consegue imprimir atuações muito fortes e categóricas. Ele é ao mesmo tempo angelical e ardente, frágil e tenaz... Em alguma medida a atuação dele, seu modo de interagir com a câmera, sustenta o filme... O enredo dá conta de diferentes momentos na vida de Gaybriel, como professor, como amante intenso e como amigo de um pequeno grupo de habitues da Glória, da vida e cena noturna do bairro. Do ponto de vista do roteiro e da direção, a vida de Gaybriel no bairro da Glória, parece ser retratada e construída sem alguns cuidados para tornar o enredo verossimilhante. Na temporada de vivências intensas na vida de Gaybriel, tudo se passa como se ele ocupasse o lugar de representação de um ideal. O ideal de amor livre e sem qualquer limitação, marcado por uma entrega forte e visceral, por conexões, demandas, dependências e carências, de igual intensidade. Gaybriel não passa fome, conecta-se a qualquer pessoa em um movimento de abertura ao universal, que convence muito pouco. Fiquei com a impressão de que roteiro, direção e preparação de elenco estivessem muito saturados por essa percepção de liberdade e abertura radical. Digo saturados, pois há uma tentativa de conectar Gaybriel a vivências intensas, repetidamente encenadas em todas as conexões LGBTs possíveis. Do contrário teriam delimitado nas vivências de Gabriel os elementos de ancoragem e fixação no quais o desejo se acopla. O desejo por conexão, mesmo quando vivido intensamente, talvez seja muito menos flutuante, muito menos completamente aberto e indistinguível, do que o filme tente fazer parecer. Gaybriel não passa fome... Mas talvez passe muito frio... Já que na expressão do desejo (e na visão do roteiro e direção) Gaybriel esteja totalmente [des]coberto de razão.
O caráter político da narrativa, ao trazer como pano de fundo a situação dos direitos humanos e dos presos políticos no Irã, sustenta o filme; a relevância reside nesse fato.
Desde o ponto de vista da experiência cinematográfica, da experiência de quem assiste, há a sensação de que se sabe a intenção do diretor e que o resultado das cenas poderia ser melhor. As cenas que poderiam ser instigantes são mornas; aquelas que deveriam ser incômodas ficam muito mais na intenção que nos efeitos reais.
Permanece, é claro, o argumento principal, o mote do filme: que tanto os torturadores (o braço armado do regime) quanto os rebeldes (os presos políticos) são vítimas de um sistema político que destroi a todos, mesmo que nas diferentes posições.
Penso que Jafar Panahi poderia ter feito cenas muito mais bem cuidadas, que estivessem à altura da questão que ele aborda.
O desfecho parecia um tanto óbvio, e as cenas finais foram pouquíssimo criativas. Isso não retira o peso político da obra, apenas reflete os limites que a abordagem de tais questões têm para aqueles que estão imersos nelas.
A passagem para o sobrenatural é um grande empobrecimento, o roteiro sofre com a simplificação e pobreza de sustentação, o fantástico parece um certo passe de mágica. A experiência não é um erro total pois a direção de arte, os enquadramentos e os cuidados estéticos arrefecem a sensação de perda total. O cuidado estético com cada cena, ainda salva o filme
Quer fazer passar ações e situações absolutamente improváveis, na maior parte dos casos impossíveis...
Mostra aquela gratuidade rasa de filmes que acham que histórias se constroem assim... Sem sustentação nenhuma, verossimilhança zero.
Talvez as cenas finais que colocam em questão o espírito e os limites da vingança, um momento curtíssimo e an passant no filme, estrelado por Michael Stuhlbarg... Seja o mínimo aproveitável
A masculinidade tem a ver com uma crueza agreste. A afetividade masculina tem lugar, ideal, na vivência com uma mulher. Quando longe do encontro com o feminino, onde existe, onde se expressa a afetividade masculina?
A busca por companhia de uma mulher pode levar um homem a viver completamente imerso em parceira e em conflito com outros homens?
Ter uma mulher, ou colocar-se na posição de reconquistá-la, de enfrentar os inimigos, os obstáculos e os impendimentos de tê-la junto a si, pode levar os homens a viver em torno de homens, fazendo "coisas de homem" ? Qual papel do vínculo afetivo e amoroso da masculinidade no encontro com o feminino?
Oeste Outra Vez parece nos fornecer algumas sugestões: O laço com a mulher é sem dúvida um vínculo afetivo, mas sobretudo, um lugar moral ligado ao papel e a honra masculina. Um encaixe e um enquadramento social, funcional... A afetividade masculina ganha lugar na sociabilidade masculina. Em tons profundamente agrestes, a sociabilidade masculina é quase sempre alcoolica, agressiva, tosca, permeada por disputas, por distâncias... Longe do seu lugar de direito a afetividade masculina percorre um trajeto árido. Ferido pela separação e sem espaço para acolhimento e afeto, lugares do encontro com o feminino, o homem parece um ser errante, alijado de seu funcionamento social. Envolto pelo abandono, frágil e tosco, longe do completamento com o feminino, resta ao abandonado entregar-se a sociabilidade violenta, e talvez por isso, um tanto forte e categórica, que homens têm entre si. Talvez sempre haja uma linguagem não dita entre eles, um código que se ativa quando estão reunidos, fazendo "coisas de homem".
Pareceu que os esteriótipos e o tom caricato prejudicaram muito as atuações. A superficialidade é embalada pela ideia de que as vivências LGBTs são essencialmente espalhafatosas e superficiais. Poucas cenas são interessantes, eu destacaria o trecho final da viagem de ônibus e alguns momentos da competição
Reparem como esta série está sendo recebida... Parece que ela se estrutura em esteriótipos a respeito de uma geração de adolescentes que lidam mal com a internet.
Faz um grupo de pessoas que observam a questão, reforçarem esteriótipos. Compreensões de que a forte conexão digital dos adolescentes estaria produzindo sujeitos à margem da sociedade, "psicopatizados" e incapazes de tecer relações significativas no "mundo real".
Parece existir uma espécie de "psicologização rasa" na percepção de fenômenos sociais, que ao encontrarem uma série como esta, podem produzir confirmações simplórias. Reparem que a figura da psicóloga, na série, opera como o mecanismo de extração da "verdade psíquica" que se esconde nas mentes de adolescentes redpills e incels.
Ou seja, no lugar de trazer mais nuances à questão abordada, a série, parece muito mais, devolver uma versão ficcional simplória da visão que o senso comum já tem sobre a adolescência.
O começo é sofrível galera... (tosco e caricato) Contudo, Benito Skinner e Daniel Longino encontram o tom rapidamente. Acabam por entregar algo leve, despretensioso e Nostálgico... Fiquei com a sensação de que é assim que se faz um Besteirol... Quando você percebe, já assistiu à série completa, sem nem mesmo se dar conta O que acham?
O Convite
3.9 321 Assista AgoraUau !!!
Ruas da Glória
2.5 33 Assista AgoraA direção musical e atuações (a preparação de elenco), chamam bastante a atenção. A canção: A noite vai chegar (Lady Zu) em uma cena de beijo ardente abre e garante a assinatura da direção musical bela e afinadíssima, altamente conectada com o roteiro e com as cenas. Um ponto alto do longa... Caio Macedo, o Gabriel da trama, consegue imprimir atuações muito fortes e categóricas. Ele é ao mesmo tempo angelical e ardente, frágil e tenaz... Em alguma medida a atuação dele, seu modo de interagir com a câmera, sustenta o filme... O enredo dá conta de diferentes momentos na vida de Gaybriel, como professor, como amante intenso e como amigo de um pequeno grupo de habitues da Glória, da vida e cena noturna do bairro. Do ponto de vista do roteiro e da direção, a vida de Gaybriel no bairro da Glória, parece ser retratada e construída sem alguns cuidados para tornar o enredo verossimilhante. Na temporada de vivências intensas na vida de Gaybriel, tudo se passa como se ele ocupasse o lugar de representação de um ideal. O ideal de amor livre e sem qualquer limitação, marcado por uma entrega forte e visceral, por conexões, demandas, dependências e carências, de igual intensidade. Gaybriel não passa fome, conecta-se a qualquer pessoa em um movimento de abertura ao universal, que convence muito pouco. Fiquei com a impressão de que roteiro, direção e preparação de elenco estivessem muito saturados por essa percepção de liberdade e abertura radical. Digo saturados, pois há uma tentativa de conectar Gaybriel a vivências intensas, repetidamente encenadas em todas as conexões LGBTs possíveis. Do contrário teriam delimitado nas vivências de Gabriel os elementos de ancoragem e fixação no quais o desejo se acopla. O desejo por conexão, mesmo quando vivido intensamente, talvez seja muito menos flutuante, muito menos completamente aberto e indistinguível, do que o filme tente fazer parecer. Gaybriel não passa fome... Mas talvez passe muito frio... Já que na expressão do desejo (e na visão do roteiro e direção) Gaybriel esteja totalmente [des]coberto de razão.
Dia D
3.0 541 Assista AgoraSeria um bom filme se o ET dissesse no pronunciamento da TV:
ET, Telefone, Minha Casa...
Foi Apenas um Acidente
3.8 204 Assista AgoraO caráter político da narrativa, ao trazer como pano de fundo a situação dos direitos humanos e dos presos políticos no Irã, sustenta o filme; a relevância reside nesse fato.
Desde o ponto de vista da experiência cinematográfica, da experiência de quem assiste, há a sensação de que se sabe a intenção do diretor e que o resultado das cenas poderia ser melhor. As cenas que poderiam ser instigantes são mornas; aquelas que deveriam ser incômodas ficam muito mais na intenção que nos efeitos reais.
Permanece, é claro, o argumento principal, o mote do filme: que tanto os torturadores (o braço armado do regime) quanto os rebeldes (os presos políticos) são vítimas de um sistema político que destroi a todos, mesmo que nas diferentes posições.
Penso que Jafar Panahi poderia ter feito cenas muito mais bem cuidadas, que estivessem à altura da questão que ele aborda.
O desfecho parecia um tanto óbvio, e as cenas finais foram pouquíssimo criativas. Isso não retira o peso político da obra, apenas reflete os limites que a abordagem de tais questões têm para aqueles que estão imersos nelas.
O Aroma da Pitanga
1Deu até... Tremedeira nas pernas!
Eu nem acredito
O Morro dos Ventos Uivantes
2.9 308 Assista AgoraA beleza salvará o Mundo!!!
Divino Amor
3.3 244Quem nasce sem nome, cresce sem medo!
O Telefone Preto 2
3.0 312 Assista AgoraA passagem para o sobrenatural é um grande empobrecimento, o roteiro sofre com a simplificação e pobreza de sustentação, o fantástico parece um certo passe de mágica. A experiência não é um erro total pois a direção de arte, os enquadramentos e os cuidados estéticos arrefecem a sensação de perda total. O cuidado estético com cada cena, ainda salva o filme
Os Enforcados
3.7 74 Assista AgoraIrandhir Santos e Leandra leal é um encontro lendário...
Um filmaço!!!
Operação Vingança
3.2 98 Assista AgoraNão convence... A trama é demasiado forçada
Quer fazer passar ações e situações absolutamente improváveis, na maior parte dos casos impossíveis...
Mostra aquela gratuidade rasa de filmes que acham que histórias se constroem assim...
Sem sustentação nenhuma, verossimilhança zero.
Talvez as cenas finais que colocam em questão o espírito e os limites da vingança, um momento curtíssimo e an passant no filme, estrelado por Michael Stuhlbarg... Seja o mínimo aproveitável
Oeste Outra Vez
3.7 106 Assista AgoraA masculinidade tem a ver com uma crueza agreste.
A afetividade masculina tem lugar, ideal, na vivência com uma mulher.
Quando longe do encontro com o feminino, onde existe, onde se expressa a afetividade masculina?
A busca por companhia de uma mulher pode levar um homem a viver completamente imerso em parceira e em conflito com outros homens?
Ter uma mulher, ou colocar-se na posição de reconquistá-la, de enfrentar os inimigos, os obstáculos e os impendimentos de tê-la junto a si, pode levar os homens a viver em torno de homens, fazendo "coisas de homem" ?
Qual papel do vínculo afetivo e amoroso da masculinidade no encontro com o feminino?
Oeste Outra Vez parece nos fornecer algumas sugestões:
O laço com a mulher é sem dúvida um vínculo afetivo, mas sobretudo, um lugar moral ligado ao papel e a honra masculina. Um encaixe e um enquadramento social, funcional...
A afetividade masculina ganha lugar na sociabilidade masculina. Em tons profundamente agrestes, a sociabilidade masculina é quase sempre alcoolica, agressiva, tosca, permeada por disputas, por distâncias...
Longe do seu lugar de direito a afetividade masculina percorre um trajeto árido.
Ferido pela separação e sem espaço para acolhimento e afeto, lugares do encontro com o feminino, o homem parece um ser errante, alijado de seu funcionamento social.
Envolto pelo abandono, frágil e tosco, longe do completamento com o feminino, resta ao abandonado entregar-se a sociabilidade violenta, e talvez por isso, um tanto forte e categórica, que homens têm entre si.
Talvez sempre haja uma linguagem não dita entre eles, um código que se ativa quando estão reunidos, fazendo "coisas de homem".
Pecadores
4.0 1,3K Assista AgoraEnquanto o filme retrata a história de personagens no contexto de segregação racial, segue muito bem!
A virada para o fantástico, no entanto, é pouquíssimo cuidadosa, me pareceu gratuita e sem cuidados.
Realmente muito difícil curtir o filme quando os elementos fantásticos surgem naquele clube de blues.
A construção das personagens é bem interessante e parece sucumbir à necessidade da chegada do fantástico aterrorizante.
O fantástico, aterrorizante ou não, só faz sentido dentro de um encadeamento de elementos de sustentação que lhe confiram verossimilhança.
O filme simplesmente se perde quando aqueles seres aparecem...
Os Camarões Brilhantes
3.3 19 Assista AgoraPareceu que os esteriótipos e o tom caricato prejudicaram muito as atuações.
A superficialidade é embalada pela ideia de que as vivências LGBTs são essencialmente espalhafatosas e superficiais.
Poucas cenas são interessantes, eu destacaria o trecho final da viagem de ônibus e alguns momentos da competição
Adolescência
4.0 615 Assista AgoraReparem como esta série está sendo recebida...
Parece que ela se estrutura em esteriótipos a respeito de uma geração de adolescentes que lidam mal com a internet.
Faz um grupo de pessoas que observam a questão, reforçarem esteriótipos. Compreensões de que a forte conexão digital dos adolescentes estaria produzindo sujeitos à margem da sociedade, "psicopatizados" e incapazes de tecer relações significativas no "mundo real".
Parece existir uma espécie de "psicologização rasa" na percepção de fenômenos sociais, que ao encontrarem uma série como esta, podem produzir confirmações simplórias.
Reparem que a figura da psicóloga, na série, opera como o mecanismo de extração da "verdade psíquica" que se esconde nas mentes de adolescentes redpills e incels.
Ou seja, no lugar de trazer mais nuances à questão abordada, a série, parece muito mais, devolver uma versão ficcional simplória da visão que o senso comum já tem sobre a adolescência.
Muito Esforçado (1ª Temporada)
3.8 80 Assista AgoraO começo é sofrível galera... (tosco e caricato)
Contudo, Benito Skinner e Daniel Longino encontram o tom rapidamente.
Acabam por entregar algo leve, despretensioso e Nostálgico...
Fiquei com a sensação de que é assim que se faz um Besteirol...
Quando você percebe, já assistiu à série completa, sem nem mesmo se dar conta
O que acham?
A Meia-Irmã Feia
3.8 466 Assista AgoraÉ assim que se faz um conto de Fadas...
Homem com H
4.2 533 Assista AgoraGrande Jesuíta! Bravo!!!
Você Não Estará Só
3.6 140Brilhante!!!
Manhãs de Setembro (1ª Temporada)
4.3 165Uma Belíssima Surpresa!!!
Um Contratempo
4.2 2,0KIsso é que é Mistério...
Dor e Glória
4.2 624Mal posso esperar !!!
A Favorita
3.9 1,2K Assista AgoraUau! Lanthimos se renovando em grande estilo !!!
Canastra Suja
3.8 123Uau!!! Que filme!
Minha Prima Raquel
3.0 102Esse é um remake de: "Eu te matarei, querida" de 1952 ??????