Incrível a forma de como o tempo nos transforma em uma espécie de "coveiro ou guardião" do que já fomos né? E o mais curioso é que por muitas das vezes nossos atos mais marcantes foram em momentos onde nós menos assimilamos o peso de certas atitudes... Esse doc mostra de forma real e até dura como de fato Ozzy foi o maior de todos os tempos, um artista que viveu por 3, e que pagou de forma digna sua conta após todo o banquete do sucesso, da idade e dos feitos que sua vida lhe serviu e retirou da mesa. Sabe as vezes vejo discussões sobre quem foi maior, que os números de Taylor Swift ou Justin Bieber ja são maiores do que os de outros ícones, e eu penso, essa discussão na real nem tem a ver com números... Existe um preço muito grande a ser pago quando se dooa a própria vida para a música, para a criação do mito, em troca de uma CARREIRA, e Ozzy como tantos outros foi um dos primeiros a vestir essa responsabilidade e se por a frente na criação de um gênero , quase como uma figura paterna, não só de uma vertente mas de tantos milhares de ouvintes que encontraram nele o consolo por serem quem são... O depoimento do Billy Corgan fala exatamente sobre isso e precisamos dar mais um parabéns a edição e direção que escolheram guardar esse depoimento para o final para coroar o que de fato nós estávamos sentido assistindo a esse doc. Lá se vai mais um dos únicos, e com o tempo vão sobrando mais dos mesmos, obrigado Ozzy.
Em um país que onde a obra mais falada dos últimos meses é sobre assassinos com tom novelesco, não é de se admirar que o "O Filho de Mil Homens" tem ganhado pouco destaque, poucos reviews, porém uma crescente incrível no boca a boca. E eu entrei aqui sem nem ter visto trailer, ou lido alguma sinopse, apenas com dois nomes em mente, que de fato ja se consolidaram na história do cinema nacional como 2 profissionais referência que são Rodrigo Santoro e Daniel Rezende... E no momento que a obra iniciou, e o primeiro take começa, tudo se acalmou, uma vibe de silêncio, calmaria, o diretor de fato nos convida a desacelerar e nos ensina o que é assistir uma poesia, o aspecto mudado, deixou tudo ainda mais lúdico e com um tom de conto. Santoro despido de qualquer charme ou beleza , essa mesma beleza que no início da sua carreira foi seu principal trunfo, aqui se esvai, e o que fica são as rachaduras da idade, que contrastam perfeitamente com as rochas da praia, e os grãos de areia. Camilo por sua vez retrata exatamente o frescor do novo, com suas diversas atitudes que por muitas vezes não é entendida nem por ele mesmo, mas ao mesmo tempo carrega uma doçura de quem sabe que erra, mas não vê problemas e confessar e seguir em frente. Isaura e Antonino fazem uma "dupla" perfeita retratando todas as dificuldades não ditas de não serem capazes de se tornarem um "par perfeito" e da pra perceber como toda postura engessada de ambos vai se rachando pouco a pouco, e os murros que vida lhes deu, viram carícias sutis no novo núcleo familiar de ambos. Não posso deixar também de elogiar a atuação de Juliana Caldas como Francisca, que em certo momento do filme entrega um monólogo que machuca e por um instante nos coloca no lugar dela, e de sua condição. Mas caminhando para o final eu fiquei com uma impressão sobre a obra, que beira o bíblico, com diversos signos, diálogos e até "milagres" e eu gostaria de saber se alguém de vocês também sentiram isso, se sim bora conversar aqui ! No mais, "O Filho de Mil Homens", fala muito não sobre o que ja fizemos, erros, acertos e etc, acho que é mais sobre o que iremos fazer com o que fizeram de nós sabe, sobre como um abraço desarma ao mesmo tempo que nos blinda, e como só depende de nós quebrar essa concorrente de maldade, criando elos verdadeiros...
Uma passagem no documentário me chamou muito a atenção quando Eddie diz: "O Talento é importante, mas a sensibilidade é maior." e observando a carreira dele como um todo, como isso faz sentido, Eddie consegue ser múltiplo não porque imita bem, mas por que consegue de fato se por no lugar da pessoa, consegue ter a sensibilidade de um professor tímido, ao mesmo tempo que representa de forma odiosa uma pessoa tóxica em um relacionamento, isso é para poucos, a maquiagem e todo resto por mais importante que fossem , eram só um plus á toda personalidade que ele criava em cada personagem. Sobre a Genialidade e as portas abertas, não há dúvidas de que Eddie mudou toda a indústria, e que deu á luz o espaço do que pra mim é um dos maiores atores de todos os tempos que é Denzel Washington . O doc vale muito a pena, e ouvir o Eddie é uma lição á parte , de negócios, de perdas, ganhos, de vida !
Com um roteiro que parece que foi escrito mês passado, de tanta semelhança com a realidade e os tempos atuais, e com atuações potentes "Uma batalha após a outra" além de ser o único filme do PTA que eu de fato gostei, também com folga se firma entre os melhores do ano, se não, o melhor! Existe uma frase do poeta Sergio Vaz que fala " Briga tem hora para acabar, agora Luta é para uma vida inteira" e nada poderia ficar tão bem quanto esse filme, a ideia do tesão de lutar contra o sistema, o empoderamento que o pertencimento causa, e como tudo é tão mais cinematográfico e intenso quando se vive "fora da lei", e do nada, por um bem maior e próprio tudo precisa ser desfeito, uma vez vi em uma entrevista que artista de palco por muita das vezes recorrem a drogas mais forte em prol de emular o efeito da adrenalina que é se apresentar, e por isso os finais mais tristes, e o que dizer de Perfidia ,se não, a mesma paixão... Dicaprio mais uma vez acerta em cheio, e demonstra todo seu poder de atuação com uma veia mais cômica que retrata o zelador de uma história de um outro tempo , de um outro ele, que agora ja adormecido, só deixou traumas e crises, e como isso nunca de fato passa. O casting ainda com Chase Infiniti e Benicio Del Toro que diversifica mais uma vez e nos dá outra lição, demonstrando o senso de intimidade e confiança das outras culturas quando reunidas, se de um lado eles querem só brancos, do outro, estaremos todos os outros. E impossível ignorar a atuação de Sean Penn, que é o real retrato do que é esse outro lado, o que vomita certezas mas vive na dúvida, que invadiu, se apropriou , e agora finge ser dono, que vê maldição na maior benção da vida, o simbolismo de todo esse personagem até o final, é um espetáculo por si só. São tantos signos, tantos takes, tantas camadas, ja assisti duas vezes e acho que irei para a terceira, sempre a mais para aprender sobre nosso tempo, nossas vidas, e nossa luta.
Após quase duas semana de ter visto o filme, eu parei, refleti e entendi que pra quem acompanha essa Dupla JN desde os primórdios e se sente parte da parada , " A própria carne" é tipo aqueles trabalhos de escola, que faz parte do grupo com tarefa mais simples, sabe que sempre dá pra ficar melhor isso é fato, mas o que foi feito, foi feito com tanto carinho, com tanta dedicação que a entrega vale mais que a nota em si. Ver a dupla no inicio com os RPG "cinematográficos", passando pela parceria com Ian em "Sociedade da Virtude", chegando até "França e o Labirinto" onde Percy aparece e rouba a cena ou melhor o áudio, até se reencontrarem aqui em "A própria carne." Para alguns um filme de terror, para mim, é a memória do Joel no The last of us 1 que passa por todos esses anos, chega até a série , passa por "França" e chega aqui . O valor afetivo e referencial justifica qualquer nota ou crítica ...
As vezes eu fico pasmo só de pensar que todo esse rolê de "interpretação de texto, intenções, senso do ridículo, noção dos atos" veio a mudar apenas nos dias últimos 15 á 20 anos, o povo, a cultura, os veículos não tinham noção nenhuma do que de fato isso foi uma tragédia anunciada, que acabou virando um quase que um reality show, onde a audiência e o sensacionalismo custaram uma vida, e quase mais de uma... Não que isso tenha mudado drasticamente, digo até pelo próprio sucesso de "Tremembé", mas vejo que nós ainda temos esperança em vencer pela educação o que está coberto de ignorância... Sendo mais direto ao doc em si, eu gostei da recriação toda através de registros reais de passo á passo, além de ambas as visões de TV x ESTADO e como um influencia no outro, e nós somos apenas peças nesse jogo de interesses... Fica á sensação de amargo na boca sobre "isso poderia ter sido evitado", mas como disse no inicio da minha critica, a ignorância aliada a má interpretação ainda irá custar muitas vidas...
Má eu tava esperando tanto disso aqui, desde o hype pela atuação do The Rock, até a comparação com The Wrestler do Aronofsky, mas não, muito barulho para algo que pra mim soou comum. Eu não entendi muito bem o que o filme se propôs a fazer, se era mostrar o contra ponto entre o cara ser gente boa e super doce com as pessoas, mas ter que arrebentar um outro no ringue em troca de dinheiro, ou se era sobre a luta contra os analgésicos que o tornam viciado, ou se era de um relacionamento tóxico que pode acabar com uma carreira, ou da falta de vontade em continuar lutando mesmo ja não vendo prazer naquilo, sei lá, ficou um pouco confuso pra mim... A atuação do Rock é boa sim, mas acho que isso se deve mais ao trabalho de maquiagem do que a própria atuação, pq os trejeitos, a forma de gesticular, ainda é o Rock, o que cria esse "vale da estranheza" é a maquiagem, não o ator . No mais acho que é isso, um filme morno, que não me inspirou a querer saber nem mais sobre o esporte, nem sobre o atleta.
Não posso negar, assistir o cinema de Del Toro é uma experiência diferente e após tantas obras, pra mim, virou quase que familiar. A leveza com que a câmera passeia , os blockings, o design de produção, os detalhes de cada cenário, tudo isso é de fato uma poesia por si só, e Del Toro consegue criar sempre essa atmosfera lúdica de conto de fadas com horror. Maaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaas, não posso negar que me bateu um cansaço, e mesmo com a discussão sobre o que é um ser vivo, ou o que é estar vivo de fato, ou os delírios de grandeza do protagonista em contra ponto a visão ignorante do aprendizado que ele mesmo sendo um "professor" ignora completamente, serem pontos interessantes do filme, junto a figura da própria criatura que é um chamariz por si só, senti que depois de um certo tempo, tudo desacelera, e ai certos diálogos começam a ficar maçantes e tão lentos que beiram uma canção de ninar, tudo sai do mistério e vai para melancolia, e ai ja não se trata mais do fantástico, e sim de um "Daddy issues" que vira uma DR gigante. Tipo eu gostei, mas achei que nesse Del Toro iria vooooar mais alto ainda , mas ele ficou na verdade , mas perto do chão.
Dos milhares de tipos de violências que o ser humano é capaz de cometer, acredito que a mais brutal é a TORPE, é aquela violência oca, que não há propósito em si, e que a falta de respostas, é uma resposta por si só. Claramente o caso de Susan e Ajike não tem a ver com baderna, importunação ou descumprimento de lei, isso foi RACISMO, e quase sempre o racista usa o "medo" como justificativa para atentar contra a vida do próximo. Esse documentário é de utilidade pública para os diversos países que flertam com a possibilidade da legalização de armas sem consentimento entenderem que não é só uma questão cultural, não é só uma questão de proteção, e sim, um poder no qual o ser humano nunca estará pronto para compreender, armas são os objetos mais malditos de todos os tempos, e o puxar do gatilho é a certificação do quão covarde alguém pode ser. Quando algo assim acontece, todos nós perdemos, a honra se esvai na covardia do ato, a familia se quebra, e o trauma se torna uma cicatriz que nunca se cura. Meu coração se despedaçou com a cena do pai com os filhos, e eu achei uma decisão acertadíssima da direção não cortar, e mostrar de fato o efeito que uma tragédia dessas pode causar. O ato de uma pessoa branca vitimar uma pessoa negra atrás de uma porta, é uma metáfora por si só, a falta de oportunidade , a porta que nem se quer se abre, o pré julgamento embasado no medo de perda de posse, isso por si só é um retrato visceral de como nossa sociedade se comporta e na maioria das vezes julga mais do que lamenta...
Como é lindo encontrar obras como essa, que se bastam em si mesmas, não prometem continuações, com poucos cenários, poucos atores, mas com um roteiro fenomenal e uma premissa que machuca mas emociona. Eu tinha uma memória muito defasada de sessão da tarde sobre esse filme, até confundindo com "Patch Adams" por causa do Robin Willians, mas nada, absolutamente NADA, me preparou para o BAQUE que foi assistir esse filme. Além do medo da morte, existe um outro medo pouco falado, mas que nos assombra tanto quanto, que é o de estar preso dentro do próprio corpo sem poder controlar nada, a perca de autonomia que vai desde as tarefas mais simples, até as mais complexas, medo esse que no filme faz ponte com o Mito da Caverna de Platão, sobre o poder de experimentar o que é a liberdade, mas por tempo limitado, de viver uma seca, ou experimentar da água para logo depois morrer de sede, afinal somos resultados das experiências que tivemos ou das que não tivemos? São tantos questionamentos e tudo isso sendo representado pelo MAIOR ATOR DE TODOS OS TEMPOS (Na minha opinião) que é DE NIRO, o que ele fez aqui pessoal? Como? Como uma pessoa liga e desliga todos esses semblantes, os movimentos, e a falta deles... uma interpretação que me deixou de queixo caído, lágrimas nos olhos, e la no fundo aqueceu meu senso de certeza de cultuar os artistas certos... Uma pérola dos anos 90, que envelheceu bem demais, e que se mostra necessária como utilidade pública. Obrigado Robin e Robert , quando perguntarem o que foi os anos 90 ao que diz respeito a filmes e a grandeza deles, Tempo de Despertar é a resposta!
Assim, não é nem de longe a melhor obra do Stefão Rei, mas também não é esse desastre todo que o povo ta falando aqui nos comentários. Após a premissa ser explicada no inicio do filme, o que por si só já te vende um cunho social e até metafórico do que estamos prestes a acompanhar, achei que o filme não se propôs a se aprofundar em tudo que poderia ser construído pra além do trama. Porém ao invés disso o diretor decide afundar todo esse potencial e uma carga de drama excessiva que por horas pesa, e que ao final se perde em uma troca de discursos lindos que não nos leva a absolutamente nada. Claro temos algo aqui pra se trabalhar, os estereótipos que ja são marca registrada do Stefão, as perspectivas, os porques de estarem ali, e as motivações caso vençam, mas no final tudo isso vai pro nada, e o filme que ameaça o tempo todo a pular da primeira para as demais camadas, só molha a ponta dos pés e decide ficar na primeira e mais superficial mesmo, e por mais que tenhamos aquele final, acredito que foi mais pra criar discussão do que para elaborar tudo que foi assistido. É bom, mas é fraco.
Revendo a animação depois de anos, achei um subtexto dentro filme que não sei se é brisa minha, ou filosofei demais, mas entendi que Madagascar trata-se de arquétipos que vão desde a equipe desajeitada até o racial! Pela minha visão entendi, que Alex é o cara branco, hétero, cis que vive rodeado de privilégios e nunca se deu conta de quanto tudo ao seu redor é conveniente e por isso não consegue entender Marty que por sua vez é uma zebra, Preta com listras brancas, o que o caracteriza como Negro e que sente a necessidade de reafirmar sua identidade, sua raiz e encontra na "natureza" seu propósito de redescobrimento de uma vida onde ele não seja só o coadjuvante de Alex e sim o protagonismo da própria história. Ainda contamos com Glória que também faz parte das minorias representando pessoas gordas e pretas e que ciente do seu lugar nessa sociedade é o nosso ponto mais sóbrio do grupo, ela é a mais madura, e serve como o alicerce principal desse grupo. E claro Melman que segue o tipo do que não consegue se encaixar em nada, é estranho, hipocondríaco, sempre sente que há algo de errado, e como uma girafa, sempre se sente desconfortável , independente da situação. Essa desconstrução de Alex dentro do filme, demonstrou nada mais nada menos, que o processo de consciência de classe que todos nós devemos experiência e entender, a que nível aquilo te afeta, que o instinto não é a consciência, e que podemos de fato mudar o curso e o costume da nossa origem se tivermos as pessoas certas ao nosso lado. Ter Chris Rock, Jada, Cedric the Entertainer no elenco acredito que não foi uma escolha qualquer, e de fato reforça a teoria de que esse filme por mais infantil que seja é uma grande aula LITERAL da importância que é termos consciência de classe .
Sabe aquele ditado de estar em cima do muro? Entre arriscar sabendo que pode perder tudo em busca do magnifico , ou jogar no seguro mas não surpreender e só ficar no superficial? Então infelizmente Justin Tipping, escolheu a segunda opção, e HIM acaba infelizmente sendo uma obra com potencial desperdiçado, vai pro terror, passa pelo horror psicológico, depois chega no body horror, raspa nos signos biblicos e como se não bastasse ainda flerta com uma pitada de Mad Max , quem assistiu acho que pegou a referência. Mas não aprofunda nada, talvez seja a pressão de ter um diretor que é referência no gênero como produtor do filme? Ou a responsa de dar um papel dramático para um dos maiores nomes da comédia? Não sei, eu sai do filme com esse sentimento de que poderia ter sido um dos melhores do ano, mas ou por falta de coragem ou excesso de pretensão acabou ficando no quase, INFELIZMENTE.
A indescritível e rara sensação de poder apreciar a criatividade e a inventividade através de um outro ponto de vista, para uma obra tão importante e tão eternizada no nosso repertório cultural, após a surpresa que foi Malévola eu até achei que a Disney pudesse seguir essa linha da reinvenção porém não, foi só o primeiro mesmo... Agora aqui, nossa, são tantas camadas, o lado machista quase nunca citado mas sempre presente nos contos de fadas, os signos visuais que declaram o não dito da forma mais visceral possível, e o quão doloroso pode ser simplesmente se encaixar em um padrão... Uma aula de cinema, narrativa, com um roteiro impecável, e uma sensação de frescor ao ver essa obra readaptada, e uma parada no final do filme que senti...
Filme com vibe de série da Marvel, todo furado e sem justificativa alguma para existir, Reed super inteligente mas um puta de um bunda mole que precisa ser ensinado a ser parceiro, marido, pai e líder, Coisa com menos personalidade que o Groot, Johnny Storm com problemas de aceitação, só a Sue que de fato valeu o filme e de longe é a melhor coisa do longa. Má gente, os caras levaram uma mulher de 9 MESES pro espaço pra uma batalha, depois disso todo resto foi por água a baixo!
Vi o Denzel na capa, o Spike Lee na direção, o Asapp Rocky participando, tinha tudo pra ser incrível, mas não deu bom não. Diálogos mal escritos, cortes sem sentido, edição truncada, uma trama que quer abordar mil assuntos diferentes mas não envolve, era pra ser extraordinário, mas no fim, parece um filme de tv dos anos 90, é uma pena.
Melhor Terror do ano? Me desculpe quem morreu de amores por ele, mas achei ele beeeeem água com açúcar, onde se vende como um terror psicológico, e no final, sabendo que não vai conseguir suprir a expectativa, descamba para um suspense com fábula que nem se preocupa em se justificar, e só segue até a conclusão que é boa, mas desastrosa. Calma, eu gostei do filme, mas ele nem de longe é o melhor do ano até o momento, filmes como esse e "Faça ela voltar" são praticamente primos distantes de " Hereditário ou Corra!" mas a diferença principal é que, nesses dois exemplos que citei acima, as obras tem texturas, camadas, e um significado que está para além de só a maldade ou a fantasia, sinto que eles beiram o conceito mas não abraçam completamente, e ai no final das contas temos uma obra que emula a sensação de um pós terror incrível mas se perde na falta de força do segundo e terceiro ato. "Sinner's" ainda permanece sendo a melhor obra desse ano, por diversos motivos, mas o mais importante deles é conseguir alinhar fato histórico, apropriação cultural, racismo e como isso tudo junto cria o REAL TERROR.
Após quase 10 anos eu decidi sentar e reviver essa experiência que é "Incêndios", mais estudado tanto sobre cinema quanto sobre politica e seus fatos, mais maduro, mais ciente da gravidade do que estava para acontecer. E dessa vez Villeneuve de fato, acabou comigo! A gente nunca para pra refletir tudo que nossos pais, avós e antepassados, ja viveram para que nós pudéssemos viver nossa vida com nossos privilégios e regalias, nunca nem se quer conseguimos imaginar tudo que o tempo é capaz de fazer, com as opiniões, com as crenças e as diferenças. Por mais que muitos comentários falam sobre o filme ser arrastado, eu acredito que nada aqui é de graça, ou desperdiçado, tudo de fato leva o tempo que precisa levar, afinal estamos acompanhando a história de uma vida, ainda mais sobre a nossa protagonista que sabe na pele o poder que só o tempo tem. O carma, os signos em acessórios, as marcas, os incêndios que sinalizam tudo aquilo que hoje é ruína, um dia foi sinônimo de diferença, luta, guerra e morte. E por mais que plot desse filme seja um dos mais pesados do cinema, ainda sim ao final da obra ele foi só mais um ponto de ouro dentro dos outros milhares de acertos que esse filme tem. E no final, na busca da nossa origem o que fica? Nós homens quase sempre evitamos conversas difíceis, resgates a memórias, tendemos achar que tudo sempre é pra frente, e o que passou , passou, mas será que passou mesmo? Os estágios de luto, desde a notícia, a negação ao compreender o que ocorreu, tudo isso e muito bem retratado por Villeneuve, e o diretor tem isso, de mostrar mesmo, da forma mais crua e árdua, o fato é o fato quer você goste ou não, e o que importa não é o que fizeram com a gente, mas sim, o que nós iremos fazer com o que fizeram com a gente. Um relato do que o machismo junto a religião e a intolerância podem causar na história de quem é refém disso , e erra até no momento que está tentando acertar. Que aula de cinema, que estudo de comportamento, Villeneuve aqui mostra que além de entender sobre cinema, ele entende de pessoas ... Filmes como esse são utilidade pública, para entendermos o que é e o que ja foi essa guerra, e para onde ela levou todos aqueles que sofreram seja de forma macro ou micro. E o titulo "Incêndios" se justifica, seja na intensidade crua de como a verdade acontece, na forma como saber de algo nos inflama por dentro, e nas ruínas que ficam após tudo estar consumado.
Eu ainda não sei identificar qual será o nome desse novo gênero que vem surgindo aí, com filmes que misturam, o gore, com horror corporal, com comédia e uma camada metafórica que envolve moral e outros costumes dentro do grotesco, onde o LITERALMENTE de fato é algo que talvez seja a próxima ou até a última barreira a ser quebrada. E por mais que existam clichês, e até uma certa previsibilidade do que vai acontecer, "Juntos" se destaca por outros motivos, entre eles está o equilibrio entre mesclar , terror, suspense, body horror, comédia, e principalmente um drama dentro da história que por mais que também siga a receita de bolo dos filmes de terror, ainda sim tem seus diferenciais como duas cenas de jump scare que de fato foram muito bem feitas e na medida certa. Pra além disso, e todo gore bem humorado que o filme carrega, existe de fato algumas camadas ali, e quem nunca viveu um relacionamento assim, que só falta a pessoa querer morar dentro de você de tanta dependência? Mas por outro lado quem também, ja não viveu uma história que sabe que poderia ter sido melhor ou menos trágica caso não fosse tão cabeça dura ? O equilíbrio do casal entre o mundo real e o ideal, as cores fortes pelo lado do músico e as opacas pelo lado da professora, ela ensina pra todos ao seu redor, até pro "companheiro" e ela tá exausta disso. Ja ele vive em uma promessa de algo que já passou, só que não consegue "desgrudar" daquilo que não é mais, pra viver o presente e o futuro. De fato depois que você digere tudo que viu, começa a notar um certo frescor inventivo ainda mais sabendo que o primeiro longa do diretor! Enfim, vale a assistida, mas além disso, vale a observação sobre o que "aquela cena de gore tá querendo dizer" ai o filme ganha demais, e claro a cereja do bolo, que foi a música do final que me causou sentimentos mistos de comédia com ironia haha.
Mesmo usando a mesma fórmula de seu antecessor, Apocalipse nos Trópicos, trata de um assuntos que foi se crescendo bem em baixo dos nosso nariz, só que nunca achamos que de fato poderia ser tão prejudicial... A narração de Petra, sempre clínica e discreta me deu a sensação, de estar em meio a multidão de loucos, com apenas uma pessoa no pé do meu ouvido contando e apontando detalhe por detalhe dessa multidão, e me fazendo refletir sobre cada signo. A fotografia é um caso a parte dentro do filme, que grita na nossa cara tudo que está para além do que é dito, quem manda e desmanda, quem obedece mas parece que manda, e quem precisa jogar o jogo, se sujar, só para parecer mais limpo aos olhos das massas. Filmes como esse são de utilidade pública , e precisam ser feitos de tempo em tempo, pois o Brasileiro tem memória curta, se isso não for sempre revisitado, quase que como um manual para lidar com certos tipos de pessoas sabe, o povo esquece e tudo volta...
Edição péssima, takes tortos, mal filmados, atuações sofríveis, história mira em dar lição de moral e cai pra um relacionamento abusivo pai x mãe/filho, maquiagem porca, ambientação fake, meu deus que bomba que foi isso!
Depois de quase 10 anos que vi esse filme, decidi re assistir, e como foi bom, fotografia, composição de cenários, enquadramentos, interpretações de cena, pra duas a três camadas, Nolan brilha demais e de fato aqui temos o melhor dele, maaaaaaaaaas. Pra mim o filme termina no inicio do 3º ato, tudo que está depois dali, é mais uma visão otimista que atrapalha a real mensagem do filme, pra uns é bom, pra mim , tira o brilho de tudo que havia sido construído.
Venderam como um filme de ação mas no final trata-se de uma gigantesca sessão de terapia, onde cada integrante precisa lidar com seus traumas , perdas, e principalmente a falta de aceitação. O filme iniciar exatamente em o que parece ser uma cena de suic%&# me tirou todo o ar de frescor que a Marvel vendeu ao mostrar esse outro lado, sem contar com a falta de ânimo da Florence , meu deus do céu , essa sabe fazer o papel de alguém na deprê. E se ja tava difícil encarar com essa falta de ânimo, tentar empurrar aquele Walker, naaaaaas ai que num virou mesmo, desde a série, esse personagem ta fadado ao fracasso e a antipatia pra sempre, nossa que verme. No mais , acho que tinha tudo pra ser algo leve, descompromissado e até com tom de chacota, mas pesaram a mão pro lado de depressão, onde uma bad sinistra toma conta de nova york, e ai todo mundo vira sombra, cara não entendi nada desse vilão aqui. Um filme esquecível, episódico e que vai ter uma continuação desnecessária.
Ozzy Osbourne: No Escape from Now
4.3 9 Assista AgoraIncrível a forma de como o tempo nos transforma em uma espécie de "coveiro ou guardião" do que já fomos né?
E o mais curioso é que por muitas das vezes nossos atos mais marcantes foram em momentos onde nós menos assimilamos o peso de certas atitudes...
Esse doc mostra de forma real e até dura como de fato Ozzy foi o maior de todos os tempos, um artista que viveu por 3, e que pagou de forma digna sua conta após todo o banquete do sucesso, da idade e dos feitos que sua vida lhe serviu e retirou da mesa.
Sabe as vezes vejo discussões sobre quem foi maior, que os números de Taylor Swift ou Justin Bieber ja são maiores do que os de outros ícones, e eu penso, essa discussão na real nem tem a ver com números...
Existe um preço muito grande a ser pago quando se dooa a própria vida para a música, para a criação do mito, em troca de uma CARREIRA, e Ozzy como tantos outros foi um dos primeiros a vestir essa responsabilidade e se por a frente na criação de um gênero , quase como uma figura paterna, não só de uma vertente mas de tantos milhares de ouvintes que encontraram nele o consolo por serem quem são...
O depoimento do Billy Corgan fala exatamente sobre isso e precisamos dar mais um parabéns a edição e direção que escolheram guardar esse depoimento para o final para coroar o que de fato nós estávamos sentido assistindo a esse doc.
Lá se vai mais um dos únicos, e com o tempo vão sobrando mais dos mesmos, obrigado Ozzy.
O Filho de Mil Homens
4.1 175 Assista AgoraEm um país que onde a obra mais falada dos últimos meses é sobre assassinos com tom novelesco, não é de se admirar que o "O Filho de Mil Homens" tem ganhado pouco destaque, poucos reviews, porém uma crescente incrível no boca a boca.
E eu entrei aqui sem nem ter visto trailer, ou lido alguma sinopse, apenas com dois nomes em mente, que de fato ja se consolidaram na história do cinema nacional como 2 profissionais referência que são Rodrigo Santoro e Daniel Rezende...
E no momento que a obra iniciou, e o primeiro take começa, tudo se acalmou, uma vibe de silêncio, calmaria, o diretor de fato nos convida a desacelerar e nos ensina o que é assistir uma poesia, o aspecto mudado, deixou tudo ainda mais lúdico e com um tom de conto.
Santoro despido de qualquer charme ou beleza , essa mesma beleza que no início da sua carreira foi seu principal trunfo, aqui se esvai, e o que fica são as rachaduras da idade, que contrastam perfeitamente com as rochas da praia, e os grãos de areia.
Camilo por sua vez retrata exatamente o frescor do novo, com suas diversas atitudes que por muitas vezes não é entendida nem por ele mesmo, mas ao mesmo tempo carrega uma doçura de quem sabe que erra, mas não vê problemas e confessar e seguir em frente.
Isaura e Antonino fazem uma "dupla" perfeita retratando todas as dificuldades não ditas de não serem capazes de se tornarem um "par perfeito" e da pra perceber como toda postura engessada de ambos vai se rachando pouco a pouco, e os murros que vida lhes deu, viram carícias sutis no novo núcleo familiar de ambos.
Não posso deixar também de elogiar a atuação de Juliana Caldas como Francisca, que em certo momento do filme entrega um monólogo que machuca e por um instante nos coloca no lugar dela, e de sua condição.
Mas caminhando para o final eu fiquei com uma impressão sobre a obra, que beira o bíblico, com diversos signos, diálogos e até "milagres" e eu gostaria de saber se alguém de vocês também sentiram isso, se sim bora conversar aqui !
No mais, "O Filho de Mil Homens", fala muito não sobre o que ja fizemos, erros, acertos e etc, acho que é mais sobre o que iremos fazer com o que fizeram de nós sabe, sobre como um abraço desarma ao mesmo tempo que nos blinda, e como só depende de nós quebrar essa concorrente de maldade, criando elos verdadeiros...
Eu, Eddie
3.5 25 Assista AgoraUma passagem no documentário me chamou muito a atenção quando Eddie diz: "O Talento é importante, mas a sensibilidade é maior." e observando a carreira dele como um todo, como isso faz sentido, Eddie consegue ser múltiplo não porque imita bem, mas por que consegue de fato se por no lugar da pessoa, consegue ter a sensibilidade de um professor tímido, ao mesmo tempo que representa de forma odiosa uma pessoa tóxica em um relacionamento, isso é para poucos, a maquiagem e todo resto por mais importante que fossem , eram só um plus á toda personalidade que ele criava em cada personagem.
Sobre a Genialidade e as portas abertas, não há dúvidas de que Eddie mudou toda a indústria, e que deu á luz o espaço do que pra mim é um dos maiores atores de todos os tempos que é Denzel Washington .
O doc vale muito a pena, e ouvir o Eddie é uma lição á parte , de negócios, de perdas, ganhos, de vida !
Uma Batalha Após a Outra
3.7 652 Assista AgoraCom um roteiro que parece que foi escrito mês passado, de tanta semelhança com a realidade e os tempos atuais, e com atuações potentes "Uma batalha após a outra" além de ser o único filme do PTA que eu de fato gostei, também com folga se firma entre os melhores do ano, se não, o melhor!
Existe uma frase do poeta Sergio Vaz que fala " Briga tem hora para acabar, agora Luta é para uma vida inteira" e nada poderia ficar tão bem quanto esse filme, a ideia do tesão de lutar contra o sistema, o empoderamento que o pertencimento causa, e como tudo é tão mais cinematográfico e intenso quando se vive "fora da lei", e do nada, por um bem maior e próprio tudo precisa ser desfeito, uma vez vi em uma entrevista que artista de palco por muita das vezes recorrem a drogas mais forte em prol de emular o efeito da adrenalina que é se apresentar, e por isso os finais mais tristes, e o que dizer de Perfidia ,se não, a mesma paixão...
Dicaprio mais uma vez acerta em cheio, e demonstra todo seu poder de atuação com uma veia mais cômica que retrata o zelador de uma história de um outro tempo , de um outro ele, que agora ja adormecido, só deixou traumas e crises, e como isso nunca de fato passa.
O casting ainda com Chase Infiniti e Benicio Del Toro que diversifica mais uma vez e nos dá outra lição, demonstrando o senso de intimidade e confiança das outras culturas quando reunidas, se de um lado eles querem só brancos, do outro, estaremos todos os outros.
E impossível ignorar a atuação de Sean Penn, que é o real retrato do que é esse outro lado, o que vomita certezas mas vive na dúvida, que invadiu, se apropriou , e agora finge ser dono, que vê maldição na maior benção da vida, o simbolismo de todo esse personagem até o final, é um espetáculo por si só.
São tantos signos, tantos takes, tantas camadas, ja assisti duas vezes e acho que irei para a terceira, sempre a mais para aprender sobre nosso tempo, nossas vidas, e nossa luta.
A Própria Carne
3.0 48 Assista AgoraApós quase duas semana de ter visto o filme, eu parei, refleti e entendi que pra quem acompanha essa Dupla JN desde os primórdios e se sente parte da parada , " A própria carne" é tipo aqueles trabalhos de escola, que faz parte do grupo com tarefa mais simples, sabe que sempre dá pra ficar melhor isso é fato, mas o que foi feito, foi feito com tanto carinho, com tanta dedicação que a entrega vale mais que a nota em si.
Ver a dupla no inicio com os RPG "cinematográficos", passando pela parceria com Ian em "Sociedade da Virtude", chegando até "França e o Labirinto" onde Percy aparece e rouba a cena ou melhor o áudio, até se reencontrarem aqui em "A própria carne."
Para alguns um filme de terror, para mim, é a memória do Joel no The last of us 1 que passa por todos esses anos, chega até a série , passa por "França" e chega aqui .
O valor afetivo e referencial justifica qualquer nota ou crítica ...
Caso Eloá: Refém ao Vivo
3.5 105 Assista AgoraAs vezes eu fico pasmo só de pensar que todo esse rolê de "interpretação de texto, intenções, senso do ridículo, noção dos atos" veio a mudar apenas nos dias últimos 15 á 20 anos, o povo, a cultura, os veículos não tinham noção nenhuma do que de fato isso foi uma tragédia anunciada, que acabou virando um quase que um reality show, onde a audiência e o sensacionalismo custaram uma vida, e quase mais de uma...
Não que isso tenha mudado drasticamente, digo até pelo próprio sucesso de "Tremembé", mas vejo que nós ainda temos esperança em vencer pela educação o que está coberto de ignorância...
Sendo mais direto ao doc em si, eu gostei da recriação toda através de registros reais de passo á passo, além de ambas as visões de TV x ESTADO e como um influencia no outro, e nós somos apenas peças nesse jogo de interesses...
Fica á sensação de amargo na boca sobre "isso poderia ter sido evitado", mas como disse no inicio da minha critica, a ignorância aliada a má interpretação ainda irá custar muitas vidas...
Coração de Lutador: The Smashing Machine
3.0 133 Assista AgoraMá eu tava esperando tanto disso aqui, desde o hype pela atuação do The Rock, até a comparação com The Wrestler do Aronofsky, mas não, muito barulho para algo que pra mim soou comum.
Eu não entendi muito bem o que o filme se propôs a fazer, se era mostrar o contra ponto entre o cara ser gente boa e super doce com as pessoas, mas ter que arrebentar um outro no ringue em troca de dinheiro, ou se era sobre a luta contra os analgésicos que o tornam viciado, ou se era de um relacionamento tóxico que pode acabar com uma carreira, ou da falta de vontade em continuar lutando mesmo ja não vendo prazer naquilo, sei lá, ficou um pouco confuso pra mim...
A atuação do Rock é boa sim, mas acho que isso se deve mais ao trabalho de maquiagem do que a própria atuação, pq os trejeitos, a forma de gesticular, ainda é o Rock, o que cria esse "vale da estranheza" é a maquiagem, não o ator .
No mais acho que é isso, um filme morno, que não me inspirou a querer saber nem mais sobre o esporte, nem sobre o atleta.
Frankenstein
3.7 596 Assista AgoraNão posso negar, assistir o cinema de Del Toro é uma experiência diferente e após tantas obras, pra mim, virou quase que familiar.
A leveza com que a câmera passeia , os blockings, o design de produção, os detalhes de cada cenário, tudo isso é de fato uma poesia por si só, e Del Toro consegue criar sempre essa atmosfera lúdica de conto de fadas com horror.
Maaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaas, não posso negar que me bateu um cansaço, e mesmo com a discussão sobre o que é um ser vivo, ou o que é estar vivo de fato, ou os delírios de grandeza do protagonista em contra ponto a visão ignorante do aprendizado que ele mesmo sendo um "professor" ignora completamente, serem pontos interessantes do filme, junto a figura da própria criatura que é um chamariz por si só, senti que depois de um certo tempo, tudo desacelera, e ai certos diálogos começam a ficar maçantes e tão lentos que beiram uma canção de ninar, tudo sai do mistério e vai para melancolia, e ai ja não se trata mais do fantástico, e sim de um "Daddy issues" que vira uma DR gigante.
Tipo eu gostei, mas achei que nesse Del Toro iria vooooar mais alto ainda , mas ele ficou na verdade , mas perto do chão.
A Vizinha Perfeita
3.5 208 Assista AgoraDos milhares de tipos de violências que o ser humano é capaz de cometer, acredito que a mais brutal é a TORPE, é aquela violência oca, que não há propósito em si, e que a falta de respostas, é uma resposta por si só.
Claramente o caso de Susan e Ajike não tem a ver com baderna, importunação ou descumprimento de lei, isso foi RACISMO, e quase sempre o racista usa o "medo" como justificativa para atentar contra a vida do próximo.
Esse documentário é de utilidade pública para os diversos países que flertam com a possibilidade da legalização de armas sem consentimento entenderem que não é só uma questão cultural, não é só uma questão de proteção, e sim, um poder no qual o ser humano nunca estará pronto para compreender, armas são os objetos mais malditos de todos os tempos, e o puxar do gatilho é a certificação do quão covarde alguém pode ser.
Quando algo assim acontece, todos nós perdemos, a honra se esvai na covardia do ato, a familia se quebra, e o trauma se torna uma cicatriz que nunca se cura.
Meu coração se despedaçou com a cena do pai com os filhos, e eu achei uma decisão acertadíssima da direção não cortar, e mostrar de fato o efeito que uma tragédia dessas pode causar.
O ato de uma pessoa branca vitimar uma pessoa negra atrás de uma porta, é uma metáfora por si só, a falta de oportunidade , a porta que nem se quer se abre, o pré julgamento embasado no medo de perda de posse, isso por si só é um retrato visceral de como nossa sociedade se comporta e na maioria das vezes julga mais do que lamenta...
Tempo de Despertar
4.3 658 Assista AgoraComo é lindo encontrar obras como essa, que se bastam em si mesmas, não prometem continuações, com poucos cenários, poucos atores, mas com um roteiro fenomenal e uma premissa que machuca mas emociona.
Eu tinha uma memória muito defasada de sessão da tarde sobre esse filme, até confundindo com "Patch Adams" por causa do Robin Willians, mas nada, absolutamente NADA, me preparou para o BAQUE que foi assistir esse filme.
Além do medo da morte, existe um outro medo pouco falado, mas que nos assombra tanto quanto, que é o de estar preso dentro do próprio corpo sem poder controlar nada, a perca de autonomia que vai desde as tarefas mais simples, até as mais complexas, medo esse que no filme faz ponte com o Mito da Caverna de Platão, sobre o poder de experimentar o que é a liberdade, mas por tempo limitado, de viver uma seca, ou experimentar da água para logo depois morrer de sede, afinal somos resultados das experiências que tivemos ou das que não tivemos?
São tantos questionamentos e tudo isso sendo representado pelo MAIOR ATOR DE TODOS OS TEMPOS (Na minha opinião) que é DE NIRO, o que ele fez aqui pessoal?
Como? Como uma pessoa liga e desliga todos esses semblantes, os movimentos, e a falta deles... uma interpretação que me deixou de queixo caído, lágrimas nos olhos, e la no fundo aqueceu meu senso de certeza de cultuar os artistas certos...
Uma pérola dos anos 90, que envelheceu bem demais, e que se mostra necessária como utilidade pública.
Obrigado Robin e Robert , quando perguntarem o que foi os anos 90 ao que diz respeito a filmes e a grandeza deles, Tempo de Despertar é a resposta!
A Longa Marcha: Caminhe ou Morra
3.3 340 Assista AgoraAssim, não é nem de longe a melhor obra do Stefão Rei, mas também não é esse desastre todo que o povo ta falando aqui nos comentários.
Após a premissa ser explicada no inicio do filme, o que por si só já te vende um cunho social e até metafórico do que estamos prestes a acompanhar, achei que o filme não se propôs a se aprofundar em tudo que poderia ser construído pra além do trama.
Porém ao invés disso o diretor decide afundar todo esse potencial e uma carga de drama excessiva que por horas pesa, e que ao final se perde em uma troca de discursos lindos que não nos leva a absolutamente nada.
Claro temos algo aqui pra se trabalhar, os estereótipos que ja são marca registrada do Stefão, as perspectivas, os porques de estarem ali, e as motivações caso vençam, mas no final tudo isso vai pro nada, e o filme que ameaça o tempo todo a pular da primeira para as demais camadas, só molha a ponta dos pés e decide ficar na primeira e mais superficial mesmo, e por mais que tenhamos aquele final, acredito que foi mais pra criar discussão do que para elaborar tudo que foi assistido.
É bom, mas é fraco.
Madagascar
3.7 928 Assista AgoraRevendo a animação depois de anos, achei um subtexto dentro filme que não sei se é brisa minha, ou filosofei demais, mas entendi que Madagascar trata-se de arquétipos que vão desde a equipe desajeitada até o racial!
Pela minha visão entendi, que Alex é o cara branco, hétero, cis que vive rodeado de privilégios e nunca se deu conta de quanto tudo ao seu redor é conveniente e por isso não consegue entender Marty que por sua vez é uma zebra, Preta com listras brancas, o que o caracteriza como Negro e que sente a necessidade de reafirmar sua identidade, sua raiz e encontra na "natureza" seu propósito de redescobrimento de uma vida onde ele não seja só o coadjuvante de Alex e sim o protagonismo da própria história.
Ainda contamos com Glória que também faz parte das minorias representando pessoas gordas e pretas e que ciente do seu lugar nessa sociedade é o nosso ponto mais sóbrio do grupo, ela é a mais madura, e serve como o alicerce principal desse grupo.
E claro Melman que segue o tipo do que não consegue se encaixar em nada, é estranho, hipocondríaco, sempre sente que há algo de errado, e como uma girafa, sempre se sente desconfortável , independente da situação.
Essa desconstrução de Alex dentro do filme, demonstrou nada mais nada menos, que o processo de consciência de classe que todos nós devemos experiência e entender, a que nível aquilo te afeta, que o instinto não é a consciência, e que podemos de fato mudar o curso e o costume da nossa origem se tivermos as pessoas certas ao nosso lado.
Ter Chris Rock, Jada, Cedric the Entertainer no elenco acredito que não foi uma escolha qualquer, e de fato reforça a teoria de que esse filme por mais infantil que seja é uma grande aula LITERAL da importância que é termos consciência de classe .
GOAT
2.4 74Sabe aquele ditado de estar em cima do muro?
Entre arriscar sabendo que pode perder tudo em busca do magnifico , ou jogar no seguro mas não surpreender e só ficar no superficial?
Então infelizmente Justin Tipping, escolheu a segunda opção, e HIM acaba infelizmente sendo uma obra com potencial desperdiçado, vai pro terror, passa pelo horror psicológico, depois chega no body horror, raspa nos signos biblicos e como se não bastasse ainda flerta com uma pitada de Mad Max , quem assistiu acho que pegou a referência.
Mas não aprofunda nada, talvez seja a pressão de ter um diretor que é referência no gênero como produtor do filme?
Ou a responsa de dar um papel dramático para um dos maiores nomes da comédia?
Não sei, eu sai do filme com esse sentimento de que poderia ter sido um dos melhores do ano, mas ou por falta de coragem ou excesso de pretensão acabou ficando no quase, INFELIZMENTE.
A Meia-Irmã Feia
3.8 427 Assista AgoraA indescritível e rara sensação de poder apreciar a criatividade e a inventividade através de um outro ponto de vista, para uma obra tão importante e tão eternizada no nosso repertório cultural, após a surpresa que foi Malévola eu até achei que a Disney pudesse seguir essa linha da reinvenção porém não, foi só o primeiro mesmo...
Agora aqui, nossa, são tantas camadas, o lado machista quase nunca citado mas sempre presente nos contos de fadas, os signos visuais que declaram o não dito da forma mais visceral possível, e o quão doloroso pode ser simplesmente se encaixar em um padrão...
Uma aula de cinema, narrativa, com um roteiro impecável, e uma sensação de frescor ao ver essa obra readaptada, e uma parada no final do filme que senti...
No final saímos do conto de Cinderella para o de Froozen
Quarteto Fantástico: Primeiros Passos
3.4 544 Assista AgoraFilme com vibe de série da Marvel, todo furado e sem justificativa alguma para existir, Reed super inteligente mas um puta de um bunda mole que precisa ser ensinado a ser parceiro, marido, pai e líder, Coisa com menos personalidade que o Groot, Johnny Storm com problemas de aceitação, só a Sue que de fato valeu o filme e de longe é a melhor coisa do longa.
Má gente, os caras levaram uma mulher de 9 MESES pro espaço pra uma batalha, depois disso todo resto foi por água a baixo!
Luta de Classes
2.8 69 Assista AgoraVi o Denzel na capa, o Spike Lee na direção, o Asapp Rocky participando, tinha tudo pra ser incrível, mas não deu bom não.
Diálogos mal escritos, cortes sem sentido, edição truncada, uma trama que quer abordar mil assuntos diferentes mas não envolve, era pra ser extraordinário, mas no fim, parece um filme de tv dos anos 90, é uma pena.
A Hora do Mal
3.7 1,0K Assista AgoraMelhor Terror do ano?
Me desculpe quem morreu de amores por ele, mas achei ele beeeeem água com açúcar, onde se vende como um terror psicológico, e no final, sabendo que não vai conseguir suprir a expectativa, descamba para um suspense com fábula que nem se preocupa em se justificar, e só segue até a conclusão que é boa, mas desastrosa.
Calma, eu gostei do filme, mas ele nem de longe é o melhor do ano até o momento, filmes como esse e "Faça ela voltar" são praticamente primos distantes de " Hereditário ou Corra!" mas a diferença principal é que, nesses dois exemplos que citei acima, as obras tem texturas, camadas, e um significado que está para além de só a maldade ou a fantasia, sinto que eles beiram o conceito mas não abraçam completamente, e ai no final das contas temos uma obra que emula a sensação de um pós terror incrível mas se perde na falta de força do segundo e terceiro ato.
"Sinner's" ainda permanece sendo a melhor obra desse ano, por diversos motivos, mas o mais importante deles é conseguir alinhar fato histórico, apropriação cultural, racismo e como isso tudo junto cria o REAL TERROR.
Incêndios
4.5 2,0K Assista AgoraApós quase 10 anos eu decidi sentar e reviver essa experiência que é "Incêndios", mais estudado tanto sobre cinema quanto sobre politica e seus fatos, mais maduro, mais ciente da gravidade do que estava para acontecer.
E dessa vez Villeneuve de fato, acabou comigo!
A gente nunca para pra refletir tudo que nossos pais, avós e antepassados, ja viveram para que nós pudéssemos viver nossa vida com nossos privilégios e regalias, nunca nem se quer conseguimos imaginar tudo que o tempo é capaz de fazer, com as opiniões, com as crenças e as diferenças.
Por mais que muitos comentários falam sobre o filme ser arrastado, eu acredito que nada aqui é de graça, ou desperdiçado, tudo de fato leva o tempo que precisa levar, afinal estamos acompanhando a história de uma vida, ainda mais sobre a nossa protagonista que sabe na pele o poder que só o tempo tem.
O carma, os signos em acessórios, as marcas, os incêndios que sinalizam tudo aquilo que hoje é ruína, um dia foi sinônimo de diferença, luta, guerra e morte.
E por mais que plot desse filme seja um dos mais pesados do cinema, ainda sim ao final da obra ele foi só mais um ponto de ouro dentro dos outros milhares de acertos que esse filme tem.
E no final, na busca da nossa origem o que fica?
Nós homens quase sempre evitamos conversas difíceis, resgates a memórias, tendemos achar que tudo sempre é pra frente, e o que passou , passou, mas será que passou mesmo?
Os estágios de luto, desde a notícia, a negação ao compreender o que ocorreu, tudo isso e muito bem retratado por Villeneuve, e o diretor tem isso, de mostrar mesmo, da forma mais crua e árdua, o fato é o fato quer você goste ou não, e o que importa não é o que fizeram com a gente, mas sim, o que nós iremos fazer com o que fizeram com a gente.
Um relato do que o machismo junto a religião e a intolerância podem causar na história de quem é refém disso , e erra até no momento que está tentando acertar.
Que aula de cinema, que estudo de comportamento, Villeneuve aqui mostra que além de entender sobre cinema, ele entende de pessoas ...
Filmes como esse são utilidade pública, para entendermos o que é e o que ja foi essa guerra, e para onde ela levou todos aqueles que sofreram seja de forma macro ou micro.
E o titulo "Incêndios" se justifica, seja na intensidade crua de como a verdade acontece, na forma como saber de algo nos inflama por dentro, e nas ruínas que ficam após tudo estar consumado.
Juntos
3.3 389Eu ainda não sei identificar qual será o nome desse novo gênero que vem surgindo aí, com filmes que misturam, o gore, com horror corporal, com comédia e uma camada metafórica que envolve moral e outros costumes dentro do grotesco, onde o LITERALMENTE de fato é algo que talvez seja a próxima ou até a última barreira a ser quebrada.
E por mais que existam clichês, e até uma certa previsibilidade do que vai acontecer, "Juntos" se destaca por outros motivos, entre eles está o equilibrio entre mesclar , terror, suspense, body horror, comédia, e principalmente um drama dentro da história que por mais que também siga a receita de bolo dos filmes de terror, ainda sim tem seus diferenciais como duas cenas de jump scare que de fato foram muito bem feitas e na medida certa.
Pra além disso, e todo gore bem humorado que o filme carrega, existe de fato algumas camadas ali, e quem nunca viveu um relacionamento assim, que só falta a pessoa querer morar dentro de você de tanta dependência?
Mas por outro lado quem também, ja não viveu uma história que sabe que poderia ter sido melhor ou menos trágica caso não fosse tão cabeça dura ?
O equilíbrio do casal entre o mundo real e o ideal, as cores fortes pelo lado do músico e as opacas pelo lado da professora, ela ensina pra todos ao seu redor, até pro "companheiro" e ela tá exausta disso.
Ja ele vive em uma promessa de algo que já passou, só que não consegue "desgrudar" daquilo que não é mais, pra viver o presente e o futuro.
De fato depois que você digere tudo que viu, começa a notar um certo frescor inventivo ainda mais sabendo que o primeiro longa do diretor!
Enfim, vale a assistida, mas além disso, vale a observação sobre o que "aquela cena de gore tá querendo dizer" ai o filme ganha demais, e claro a cereja do bolo, que foi a música do final que me causou sentimentos mistos de comédia com ironia haha.
Apocalipse nos Trópicos
3.8 188Mesmo usando a mesma fórmula de seu antecessor, Apocalipse nos Trópicos, trata de um assuntos que foi se crescendo bem em baixo dos nosso nariz, só que nunca achamos que de fato poderia ser tão prejudicial...
A narração de Petra, sempre clínica e discreta me deu a sensação, de estar em meio a multidão de loucos, com apenas uma pessoa no pé do meu ouvido contando e apontando detalhe por detalhe dessa multidão, e me fazendo refletir sobre cada signo.
A fotografia é um caso a parte dentro do filme, que grita na nossa cara tudo que está para além do que é dito, quem manda e desmanda, quem obedece mas parece que manda, e quem precisa jogar o jogo, se sujar, só para parecer mais limpo aos olhos das massas.
Filmes como esse são de utilidade pública , e precisam ser feitos de tempo em tempo, pois o Brasileiro tem memória curta, se isso não for sempre revisitado, quase que como um manual para lidar com certos tipos de pessoas sabe, o povo esquece e tudo volta...
Extermínio: A Evolução
3.1 558 Assista AgoraEdição péssima, takes tortos, mal filmados, atuações sofríveis, história mira em dar lição de moral e cai pra um relacionamento abusivo pai x mãe/filho, maquiagem porca, ambientação fake, meu deus que bomba que foi isso!
Interestelar
4.4 5,8K Assista AgoraDepois de quase 10 anos que vi esse filme, decidi re assistir, e como foi bom, fotografia, composição de cenários, enquadramentos, interpretações de cena, pra duas a três camadas, Nolan brilha demais e de fato aqui temos o melhor dele, maaaaaaaaaas.
Pra mim o filme termina no inicio do 3º ato, tudo que está depois dali, é mais uma visão otimista que atrapalha a real mensagem do filme, pra uns é bom, pra mim , tira o brilho de tudo que havia sido construído.
A Casa dos 1000 Corpos
3.2 431 Assista AgoraDe verdade, uma das piores coisas que ja assisti na vida, meia estrela é muito.
Thunderbolts*
3.4 453 Assista AgoraVenderam como um filme de ação mas no final trata-se de uma gigantesca sessão de terapia, onde cada integrante precisa lidar com seus traumas , perdas, e principalmente a falta de aceitação.
O filme iniciar exatamente em o que parece ser uma cena de suic%&# me tirou todo o ar de frescor que a Marvel vendeu ao mostrar esse outro lado, sem contar com a falta de ânimo da Florence , meu deus do céu , essa sabe fazer o papel de alguém na deprê.
E se ja tava difícil encarar com essa falta de ânimo, tentar empurrar aquele Walker, naaaaaas ai que num virou mesmo, desde a série, esse personagem ta fadado ao fracasso e a antipatia pra sempre, nossa que verme.
No mais , acho que tinha tudo pra ser algo leve, descompromissado e até com tom de chacota, mas pesaram a mão pro lado de depressão, onde uma bad sinistra toma conta de nova york, e ai todo mundo vira sombra, cara não entendi nada desse vilão aqui.
Um filme esquecível, episódico e que vai ter uma continuação desnecessária.