O espectador fica tão confuso quanto a assombração, até que ela finalmente descobre o porquê de estar presa ali. O final é estúpido e cruel, já que a fantasma poderia ter empurrado o assassino por conta própria ou distraído ele com alguns truques de levitação, mas Soderbergh achou mais sensato matar o chato do Tyler em uma cena sem noção. Eu gostei bastante, apesar de alguns problemas.
Não costumo assistir e nem sou um grande fã do cinema de horror, mas vez ou outra gosto de contemplar os clássicos. Bom filme, com personagens insuportáveis típicos do gênero, uma fotografia que além de linda é muito eficiente, e uma ambientação assustadora. Totalmente compreensível o status cult. Gostei, mas não pretendo ver os demais filmes da saga
Surpreendentemente, gostei bem mais de Dominion que do anterior, mas isso não quer dizer que o filme é bom. Começo promissor, mas tudo desanda e, mais uma vez, eles abraçam a espetacularização que esconde a fragilidade do roteiro, o que é ainda pior quando tentam transmitir complexidade abordando vários temas de uma vez mas sem desenvolver um só que seja.
O arco do personagem a gente conhece bem até demais, mas o roteiro traz bastante coisas novas da cultura e política da India. As atuações são boas, os personagens são bem construídos, as coreografias nem se fala e algumas cenas são muito belas, mas o que realmente brilha é a direção estreante do Dev Patel. Artista.
O grande problema da produção está na escolha, ao meu ver, equivocada de comunicar a história a partir de três perspectivas diferentes - nenhuma delas da protagonista. No final, a Condessa tem um desenvolvimento ainda mais pobre que dos homens com os quais ela se relaciona ao longo do filme.
Ava Gardner belíssima e desempenha muito bem o papel. Bogart também está muito bom, assim como o restante do elenco. Tudo muito eficaz e belo, mas falta algo. Uma revisão no roteiro seria suficiente.
Vale mais pelo protagonismo de Garbo e Boyer, que têm uma boa química em cena. A história que a produção se propõe a contar é rica e interessante, mas ficou tão diluída nesse roteiro fraco que o filme exige esforço do espectador para prestar atenção em tudo.
Ação não é dos meus gêneros preferidos, mas eu tento assistir aos clássicos ou aos filmes mais elogiados para diversificar um pouco. Eu gostei muito do primeiro filme, o que me incentivou a assistir à essa sequência, mas confesso que achei um pouco entediante.
Não gostei tanto na primeira vez que assisti, mas consegui apreciar mais o filme agora. A única coisa que piorou foi a minha impressão do protagonista, que achei um tonto. Orson Welles está ótimo, grande destaque da produção com seu vilão corrupto.
Bela fotografia em preto e branco e o suspense é bem conduzido, o diretor e o elenco conseguem transmitir bem a aflição dos personagens. Infelizmente, o texto não é dos melhores e algumas situações são difíceis de acreditar.
Barbra Streisand foi convencida a ser a co-estrela do Gene Hackman nessa comédia nada notável, mas não sem antes garantir um super salário que aumentaria ainda mais o rombo aos cofres do estúdio.
O ator constrói o protagonista conforme o roteiro fraco permite e entrega uma atuação muito superior ao nível da produção. O primeiro ato é super divertido, mas para algo que é central na história, o affair deveria ser melhor desenvolvido. Aliás, nem dá pra torcer pelo Dupler, ao final do filme nem me importava se o cara terminava feliz ou miserável.
O filme é inconsistente no tom e a direção é medíocre, mas vale a pena para quem gosta dos atores.
Não é sempre que encontro um filme antigo que apresenta um grupo de mulheres em que a maioria delas tem a chance de brilhar. Mais do que isso, Stage Door apresenta duas das estrelas mais brilhantes dos anos 30 compartilhando a tela.
Adoro uma boa e velha história sobre o showbiz, e a Classic Hollywood foi ótima em produzi-las. É tudo sobre o lado amargo desse sonho glamoroso,
e o filme inclui uma cena misteriosa, mas bela, de desilusão e tristeza - que logo se revelou uma cena de suicídio.
No final do filme, havia esquecido todas as piadas que me fizeram rir alto durante a primeira meia hora de sessão. Realmente muda o tom, mas de uma forma consistente e significativa.
Poderia ser mais longo, porque passa muito rápido e falta um pouco no desenvolvimento do personagem, mas é um filme notável.
Muito representativo das comédias de alta qualidade da década de 30, mas com uma história que não funcionaria no cinema atual. Isso não quer dizer, entretanto, que o filme envelheceu mal. Na verdade, a produção é divertida e encantadora, não deixa pontas soltas e desenvolve muito bem todas as tramas.
Mas o filme é feito mesmo pelas interpretações. Janet Gaynor foi gigante, sempre competente e emocionante. Este viria a ser um de seus últimos trabalhos como atriz, depois de se desencantar com a indústria e se decepcionar com os papéis que recebia. Douglas Fairbanks Jr. e Paulette Goddard formam um dos casais mais belos que já vi, e conduzem o romance muito bem. Minnie Dupree, uma grande dama do cinema, é uma graça, pena que só atuou em duas produções no cinema. Billie Burke e Roland Young estão ótimos também, claro.
Apesar do texto e das atuações, tudo só funciona por conta da direção, que conduz muito bem todas as cenas, acertando o tom e impressionando do início ao fim. Aliás, algumas cenas tem ótimas sacadas e os efeitos práticos são muito bons. produz cenas hilárias. Ah, terminei o filme com um baita sorriso. Lindo, lindo e lindo.
Eu não sou um grande fã de filmes sobre boxe, mas o tema rende boas produções, como é o caso de The Harder They Fall. Boa conclusão para a carreira do Bogart, que morreria de forma prematura pouco depois, infelizmente.
Todo o elenco apresenta boas atuações, até mesmo o inexperiente Mike Lane. Não é bem um filme sobre o boxe, mas sobre a corrupção e a ganância que corrompe o sentido real do esporte. História cruel, com um final amargo e um bom desenvolvimento, mas que poderia ter um ritmo melhor.
Roteiro muito distante da realidade do tema, e a trilha sonora aprofunda ainda mais essa distância. O filme tem um primeiro ato bom, mas entre uma cena e outra tudo desanda. A temporalidade não é bem trabalhada e nem a jornada geográfica dos personagens, sem falar nos recursos que utiliza para desenvolver a história que são poucos críveis. A figura da jornalista e do delegado, por exemplo.
"(...) Avaeté. Os brancos usam muito a palavra e cada vez sabem menos". Faltou uma aproximação com a cultura retratada por parte dos idealizadores e uma representação mais fidedigna das instituições brasileiras.
Eu gostaria mais do filme se tivesse um desenvolvimento mais polido. Os personagens são caricaturas de uma família disfuncional, e a narrativa só funciona por conta do bom trabalho do elenco. De fato, o filme é envolvente e desperta sentimentos no espectador, mas a complexidade do tema não é bem explorada e a produção acaba como apenas mais um trabalho na filmografia dos envolvidos.
Lembra o francês À bout de souffle em praticamente todos as cenas, mas também se distingue em da produção na mesma medida. Primeiro grande sucesso comercial do Scorsese, o filme é muito próximo da realidade do diretor e retrata aquele universo de forma bem particular. Falta dimensão aos personagens e profundidade às tramas, mas acredito que a intenção do diretor seja, justamente, apresentar a história de uma forma mais dinâmica, como vivida pelos personagens. Sem tempo pra apresentações e análises, o espectador precisa aceitar a proposta. Tive certa dificuldade, mas vou repetir a sessão eventualmente.
Vale mais pela ambientação doida dos anos 70, com os grandes concertos, e pelas performances da Barbra. Ou seja, cansa muito rápido - e o problema começa no roteiro.
Eu entendi melhor a protagonista da Judy Garland e da Janet Gaynor, pois foram bem desenvolvidas (e olha que o primeiro filme tem menos de 2h).
O Kristofferson entrega uma boa atuação, mas o personagem não convence muito. Na verdade, nem o James Mason, da versão anterior, me agradou. Fredric March interpretou o papel com perfeição em 1937 (inclusive, eu diria que é a melhor atuação de todas as versões de ASIB).
Apesar da boa direção, o filme ignora completamente partes importantes do caminho dos personagens, a dinâmica da indústria, e foca no melodrama e em alguns momentos-chave do roteiro original. O romance é chatissimo e representado de um jeito meio preguiçoso, sem mostrar os conflitos de cada parte do casal, só as repercussões da cena anterior.
Eu acho que prefiro a versão de 1937 justamente porque, apesar de mais doce, não é meloso igual aqui. Não sei se faz sentido. Tudo parece mais sóbrio, embora idealizado.
Também não sou um grande fã da versão com a Judy Garland, que é extremamente longo e ainda tem aquelas passagens ruins com narração off.
A verdade é que a história é meio ultrapassada e não desperta muita afeição. Distante demais do espectador.
Ainda preciso assistir à versão mais recente, mas não espero muito
A carreira da Elizabeth Taylor não sobreviveu ao fim da Era de Ouro e, ao fim dos anos 60, ela passaria a atuar em projetos diferentes. Aqui, ela investe em sua única película do gênero terror, baseado em uma peça teatral de qualidade razoável, de acordo com a recepção na época.
Longe de ser meu tipo de filme favorito, eu só assisti por conta da atriz, que faz o que pode com o texto, que, convenhamos, não é dos melhores.
Embora fique muito aquém de outros projetos da filmografia da Elizabeth Taylor, o filme tem alguns méritos. Apesar de não ser lá muito inspirada, a direção é competente e trabalha bem com a estética gótica.
Pra mim, o ponto alto do filme foi ver a Elizabeth Taylor esfaqueando a rival. Que onda.
Conduzir um roteiro que envolve tantos personagens e histórias não deve ser tarefa fácil. PTA entregou aqui um trabalho que vai ser lembrado por muito tempo. O roteiro original é muito intrigante, com momentos chave bem distribuídos ao longo das três horas de duração, e dá muita margem pra interpretação. Ao mesmo tempo, o argumento parece ser bem delimitado pelo diretor, que não mastiga e entrega nada pro espectador. Inclusive, eu sei o que ele quis dizer, mas há vários detalhes ao longo do caminho que não ficaram claros pra mim. O segredo está nos símbolos. Pra acompanhar, refletir e, se gostar, assistir de novo e de novo.
Ah, o Tom Cruise "roubou" a indicação do Jason Robards, que estava bem melhor no papel dele.
Presença
2.8 269 Assista AgoraO espectador fica tão confuso quanto a assombração, até que ela finalmente descobre o porquê de estar presa ali. O final é estúpido e cruel, já que a fantasma poderia ter empurrado o assassino por conta própria ou distraído ele com alguns truques de levitação, mas Soderbergh achou mais sensato matar o chato do Tyler em uma cena sem noção. Eu gostei bastante, apesar de alguns problemas.
O Massacre da Serra Elétrica
3.7 1,1KNão costumo assistir e nem sou um grande fã do cinema de horror, mas vez ou outra gosto de contemplar os clássicos. Bom filme, com personagens insuportáveis típicos do gênero, uma fotografia que além de linda é muito eficiente, e uma ambientação assustadora. Totalmente compreensível o status cult. Gostei, mas não pretendo ver os demais filmes da saga
(apesar da minha leve curiosidade em conhecer a origem dessa família macabra).
Jurassic World: Domínio
2.8 602 Assista AgoraSurpreendentemente, gostei bem mais de Dominion que do anterior, mas isso não quer dizer que o filme é bom. Começo promissor, mas tudo desanda e, mais uma vez, eles abraçam a espetacularização que esconde a fragilidade do roteiro, o que é ainda pior quando tentam transmitir complexidade abordando vários temas de uma vez mas sem desenvolver um só que seja.
Orgulho e Esperança
4.3 294 Assista AgoraSe tem um tema que me faz choramingar é a solidariedade, especialmente no contexto da luta de classes. Produção muito bela e valiosa.
Fúria Primitiva
3.6 270 Assista AgoraO arco do personagem a gente conhece bem até demais, mas o roteiro traz bastante coisas novas da cultura e política da India. As atuações são boas, os personagens são bem construídos, as coreografias nem se fala e algumas cenas são muito belas, mas o que realmente brilha é a direção estreante do Dev Patel. Artista.
A Condessa Descalça
3.6 47 Assista AgoraO grande problema da produção está na escolha, ao meu ver, equivocada de comunicar a história a partir de três perspectivas diferentes - nenhuma delas da protagonista. No final, a Condessa tem um desenvolvimento ainda mais pobre que dos homens com os quais ela se relaciona ao longo do filme.
Ava Gardner belíssima e desempenha muito bem o papel. Bogart também está muito bom, assim como o restante do elenco. Tudo muito eficaz e belo, mas falta algo. Uma revisão no roteiro seria suficiente.
Maria Valewska
3.7 8Vale mais pelo protagonismo de Garbo e Boyer, que têm uma boa química em cena. A história que a produção se propõe a contar é rica e interessante, mas ficou tão diluída nesse roteiro fraco que o filme exige esforço do espectador para prestar atenção em tudo.
Duro de Matar 2
3.5 275 Assista AgoraAção não é dos meus gêneros preferidos, mas eu tento assistir aos clássicos ou aos filmes mais elogiados para diversificar um pouco. Eu gostei muito do primeiro filme, o que me incentivou a assistir à essa sequência, mas confesso que achei um pouco entediante.
A Marca da Maldade
4.1 229 Assista AgoraNão gostei tanto na primeira vez que assisti, mas consegui apreciar mais o filme agora. A única coisa que piorou foi a minha impressão do protagonista, que achei um tonto. Orson Welles está ótimo, grande destaque da produção com seu vilão corrupto.
Morituri
3.6 15 Assista AgoraBela fotografia em preto e branco e o suspense é bem conduzido, o diretor e o elenco conseguem transmitir bem a aflição dos personagens. Infelizmente, o texto não é dos melhores e algumas situações são difíceis de acreditar.
Dias Perfeitos
4.2 598 Assista AgoraJá me marcou para sempre.
Carmen
2.8 6 Assista AgoraDesandou assim que eles desembarcaram em Los Angeles.
Uma pena, essa ideia de releitura tinha potencial e renderia um bom filme nas mãos de um diretor mais experiente, mas faltou foco.
First Cow: A Primeira Vaca da América
3.8 136 Assista AgoraDo que adianta o cara ficar em cima da árvore pra avisar caso alguém apareça se o imbecil ignora o sinal?
Tudo em Família
2.5 4 Assista AgoraBarbra Streisand foi convencida a ser a co-estrela do Gene Hackman nessa comédia nada notável, mas não sem antes garantir um super salário que aumentaria ainda mais o rombo aos cofres do estúdio.
O ator constrói o protagonista conforme o roteiro fraco permite e entrega uma atuação muito superior ao nível da produção. O primeiro ato é super divertido, mas para algo que é central na história, o affair deveria ser melhor desenvolvido. Aliás, nem dá pra torcer pelo Dupler, ao final do filme nem me importava se o cara terminava feliz ou miserável.
O filme é inconsistente no tom e a direção é medíocre, mas vale a pena para quem gosta dos atores.
No Teatro da Vida
3.8 13Não é sempre que encontro um filme antigo que apresenta um grupo de mulheres em que a maioria delas tem a chance de brilhar. Mais do que isso, Stage Door apresenta duas das estrelas mais brilhantes dos anos 30 compartilhando a tela.
Adoro uma boa e velha história sobre o showbiz, e a Classic Hollywood foi ótima em produzi-las. É tudo sobre o lado amargo desse sonho glamoroso,
e o filme inclui uma cena misteriosa, mas bela, de desilusão e tristeza - que logo se revelou uma cena de suicídio.
No final do filme, havia esquecido todas as piadas que me fizeram rir alto durante a primeira meia hora de sessão. Realmente muda o tom, mas de uma forma consistente e significativa.
Poderia ser mais longo, porque passa muito rápido e falta um pouco no desenvolvimento do personagem, mas é um filme notável.
Jovem no Coração
3.9 4Muito representativo das comédias de alta qualidade da década de 30, mas com uma história que não funcionaria no cinema atual. Isso não quer dizer, entretanto, que o filme envelheceu mal. Na verdade, a produção é divertida e encantadora, não deixa pontas soltas e desenvolve muito bem todas as tramas.
Mas o filme é feito mesmo pelas interpretações. Janet Gaynor foi gigante, sempre competente e emocionante. Este viria a ser um de seus últimos trabalhos como atriz, depois de se desencantar com a indústria e se decepcionar com os papéis que recebia. Douglas Fairbanks Jr. e Paulette Goddard formam um dos casais mais belos que já vi, e conduzem o romance muito bem. Minnie Dupree, uma grande dama do cinema, é uma graça, pena que só atuou em duas produções no cinema. Billie Burke e Roland Young estão ótimos também, claro.
Apesar do texto e das atuações, tudo só funciona por conta da direção, que conduz muito bem todas as cenas, acertando o tom e impressionando do início ao fim. Aliás, algumas cenas tem ótimas sacadas e os efeitos práticos são muito bons. produz cenas hilárias. Ah, terminei o filme com um baita sorriso. Lindo, lindo e lindo.
Ponto Final: Match Point
3.9 1,4K Assista AgoraBom filme, mas se a vontade do Woody Allen era deixar o protagonista sair impune, ele bem que poderia ter trabalhado melhor o roteiro.
A Trágica Farsa
3.9 20 Assista AgoraEu não sou um grande fã de filmes sobre boxe, mas o tema rende boas produções, como é o caso de The Harder They Fall. Boa conclusão para a carreira do Bogart, que morreria de forma prematura pouco depois, infelizmente.
Todo o elenco apresenta boas atuações, até mesmo o inexperiente Mike Lane. Não é bem um filme sobre o boxe, mas sobre a corrupção e a ganância que corrompe o sentido real do esporte. História cruel, com um final amargo e um bom desenvolvimento, mas que poderia ter um ritmo melhor.
Avaeté - Semente da Vingança
3.1 9Roteiro muito distante da realidade do tema, e a trilha sonora aprofunda ainda mais essa distância. O filme tem um primeiro ato bom, mas entre uma cena e outra tudo desanda. A temporalidade não é bem trabalhada e nem a jornada geográfica dos personagens, sem falar nos recursos que utiliza para desenvolver a história que são poucos críveis. A figura da jornalista e do delegado, por exemplo.
"(...) Avaeté. Os brancos usam muito a palavra e cada vez sabem menos". Faltou uma aproximação com a cultura retratada por parte dos idealizadores e uma representação mais fidedigna das instituições brasileiras.
Margot e o Casamento
2.9 228 Assista AgoraEu gostaria mais do filme se tivesse um desenvolvimento mais polido. Os personagens são caricaturas de uma família disfuncional, e a narrativa só funciona por conta do bom trabalho do elenco. De fato, o filme é envolvente e desperta sentimentos no espectador, mas a complexidade do tema não é bem explorada e a produção acaba como apenas mais um trabalho na filmografia dos envolvidos.
Caminhos Perigosos
3.6 267 Assista AgoraLembra o francês À bout de souffle em praticamente todos as cenas, mas também se distingue em da produção na mesma medida. Primeiro grande sucesso comercial do Scorsese, o filme é muito próximo da realidade do diretor e retrata aquele universo de forma bem particular. Falta dimensão aos personagens e profundidade às tramas, mas acredito que a intenção do diretor seja, justamente, apresentar a história de uma forma mais dinâmica, como vivida pelos personagens. Sem tempo pra apresentações e análises, o espectador precisa aceitar a proposta. Tive certa dificuldade, mas vou repetir a sessão eventualmente.
Nasce Uma Estrela
3.4 87 Assista AgoraVale mais pela ambientação doida dos anos 70, com os grandes concertos, e pelas performances da Barbra. Ou seja, cansa muito rápido - e o problema começa no roteiro.
Eu entendi melhor a protagonista da Judy Garland e da Janet Gaynor, pois foram bem desenvolvidas (e olha que o primeiro filme tem menos de 2h).
O Kristofferson entrega uma boa atuação, mas o personagem não convence muito. Na verdade, nem o James Mason, da versão anterior, me agradou. Fredric March interpretou o papel com perfeição em 1937 (inclusive, eu diria que é a melhor atuação de todas as versões de ASIB).
Apesar da boa direção, o filme ignora completamente partes importantes do caminho dos personagens, a dinâmica da indústria, e foca no melodrama e em alguns momentos-chave do roteiro original. O romance é chatissimo e representado de um jeito meio preguiçoso, sem mostrar os conflitos de cada parte do casal, só as repercussões da cena anterior.
Eu acho que prefiro a versão de 1937 justamente porque, apesar de mais doce, não é meloso igual aqui. Não sei se faz sentido. Tudo parece mais sóbrio, embora idealizado.
Também não sou um grande fã da versão com a Judy Garland, que é extremamente longo e ainda tem aquelas passagens ruins com narração off.
A verdade é que a história é meio ultrapassada e não desperta muita afeição. Distante demais do espectador.
Ainda preciso assistir à versão mais recente, mas não espero muito
Vigília nas Sombras
3.6 20 Assista AgoraA carreira da Elizabeth Taylor não sobreviveu ao fim da Era de Ouro e, ao fim dos anos 60, ela passaria a atuar em projetos diferentes. Aqui, ela investe em sua única película do gênero terror, baseado em uma peça teatral de qualidade razoável, de acordo com a recepção na época.
Longe de ser meu tipo de filme favorito, eu só assisti por conta da atriz, que faz o que pode com o texto, que, convenhamos, não é dos melhores.
Embora fique muito aquém de outros projetos da filmografia da Elizabeth Taylor, o filme tem alguns méritos. Apesar de não ser lá muito inspirada, a direção é competente e trabalha bem com a estética gótica.
Pra mim, o ponto alto do filme foi ver a Elizabeth Taylor esfaqueando a rival. Que onda.
Magnólia
4.1 1,4K Assista AgoraConduzir um roteiro que envolve tantos personagens e histórias não deve ser tarefa fácil. PTA entregou aqui um trabalho que vai ser lembrado por muito tempo. O roteiro original é muito intrigante, com momentos chave bem distribuídos ao longo das três horas de duração, e dá muita margem pra interpretação. Ao mesmo tempo, o argumento parece ser bem delimitado pelo diretor, que não mastiga e entrega nada pro espectador. Inclusive, eu sei o que ele quis dizer, mas há vários detalhes ao longo do caminho que não ficaram claros pra mim. O segredo está nos símbolos. Pra acompanhar, refletir e, se gostar, assistir de novo e de novo.
Ah, o Tom Cruise "roubou" a indicação do Jason Robards, que estava bem melhor no papel dele.