Já li, ouvi e vi muita coisa perturbadora, e esse acontecimento é um dos mais macabros. Antes de assistir ao documentário, ouvi um episódio de um podcast sobre esse caso e fiquei extremamente enojado com tudo. Uma sucessão de absurdos e desumanidade.
Não que precise de um filme, mas "Obsessão" prova que homens, além de não saberem expressar sentimentos de forma minimamente saudável, são medrosos e burros.
"Hamnet" é Emocionalmente forte e possui uma abordagem muito sensível sobre o amor, a perda e o luto. Chloé Zhao mais uma vez mostra porque é uma das melhores diretoras do nosso tempo, enquanto que Jessie Buckley se entrega de alma aberta no papel de Agnes - e mais do que justifica seu amplo favoritismo ao Oscar.
O final do filme é de encher os olhos. Fiquei completamente rendido.
Esse é o tipo de filme que vai te deixar com o corpo pesado, com uma grande dor de cabeça. A história se desenvolve de uma maneira crua, mostrando dois protagonistas marcados pela mesma violência mas com formas diferentes de assimilar o mundo: enquanto um aceita as coisas como elas são e pouco se importa consigo mesmo, o outro busca respostas sobre episódios traumáticos de sua infância. Um tenta camuflar a dor, o outro tenta preencher as lacunas em suas memórias. E ambos se encontram num caminho tortuoso de inocências roubadas.
Grande destaque para Joseph Gordon-Levitt, de que abraça o niilismo do seu personagem numa performance assustadora e de encher os olhos.
Esse filme trabalha a temática da solidão e do amor na terceira idade, mas vai além do que se espera de algo relacionado a um drama amoroso: ao trazer dois protagonistas idosos, o roteiro também aborda com sutileza as mudanças sociais do Irã e como esses personagens foram afetados, mostrando como a geração deles e a atual entende e enfrenta as políticas opressoras do seu país.
É um filme muito bonito com várias mensagens que moram nos detalhes.
O filme não é perfeito, mas está longe de ser ruim. "Ah, mas parece que foi feito somente para agradar os fãs". Eu também fiquei com essa impressão. Dito isso: qual o problema?
Jaafar Jackson é incrível. Imagina o tamanho da responsabilidade: primeiro papel da carreira é logo interpretando o tio que foi uma lenda da indústria musical. É um peso que ele não parece sentir.
Estava evitando esse filme porque sabia que o Nolan iria dar um nó na minha cabeça que somente ele saberia fazer. E por alguma sorte do destino nunca peguei nenhuma cena ou detalhe da trama (qualquer coisa sobre esse filme já é um grande spoiler), porque quanto menos você sabe sobre "Memento", melhor a experiência.
Que obra extraordinária! Aqui, o tempo e as memórias se fragmentam na percepção de realidade de um indivíduo. Para além da vingança, trata sobre a forma como escolhemos nos enganar, como nos protegemos da dor, pois as vezes o caminho mais fácil é o da negação de si e do mundo.
O que me deixou mais apreensivo foi o nível estratosférico de pretensão desse filme. É um enredo que dá mil voltas para jogar o óbvio na sua cara, algo que você já tinha decifrado com muita facilidade com 20 minutos de trama. Tenho raiva de suspense que subestima a inteligência do espectador.
O Agente Secreto é uma celebração das memórias e a forma como elas possuem esse poder de serem passadas por diferentes gerações. Acredito que de todos os filmes que vi do Kleber Mendonça Filho, esse talvez seja a sua obra mais diferente: o diretor opta por uma narrativa não-linear e explora muito bem o suspense investigativo (com toques perfeitos da nossa brasilidade). É um filme com ritmo mais lento, então não esperem algo frenético estilo "Bacurau", mas sim algo próximo de "Som ao Redor". Mas, honestamente, para mim isso não é demérito: é o texto pedindo paciência ao espectador, pois há muitas camadas importantes que ele quer mostrar.
Acho que não seria novidade pontuar que nosso país possui, ainda, um problema com sua História. Muitos setores da sociedade (em especial políticos da extrema-direita) se negam a lembrar de momentos em que brasileiros foram perseguidos e tiveram seus direitos cessados em sua própria terra. Mas "O Agente Secreto" nos mostra que o ato de esquecer significar dar poder aos algozes e deixa-los perpetuando um mecanismo de violências.
A figura de Armando nada contra essa maré. Ele é uma espécie de símbolo. Sua história se entrelaça com o passado ao procurar algum registro de sua mãe, e vai até o presente quando é resgatada por Flávia ao ouvir aquelas fitas. E nesse ponto temos destaque para a oralidade, que desempenha um papel central em como Flavia e sua amiga passam a entender Armando. Flávia ouve as próprias palavras dele. E embora aquilo fosse somente um trabalho, ela se interessa pelo seu personagem o suficiente para continuar se debruçando no material até chegar ao filho dele.
Por falar em Fernando, é importante mencionar como ele já criança estava começando a esquecer da mãe e, depois de adulto, não tinha mais a imagem nítida do pai. O trabalho de restauração feito por Flávia o possibilita, agora, ter essas imagens em sua mente. As memórias o encontraram.
Com muita paciência, sensibilidade e um toque certeiro de drama e suspense, "O Agente Secreto" nos entrega mais uma imagem do que é o Brasil, o que é "ser brasileiro" e a importância de nunca esquecer nossa História.
Uma obra forte e muito intensa sobre o que é a maternidade sem uma rede de apoio adequada. Linda é o exemplo de mãe cansada, que até pode ter algumas pessoas por perto, mas elas nunca serão capazes de entender a metade do que ela sente. A protagonista carrega um vazio enorme, um desespero que a faz querer procurar qualquer coisa para fugir daquela realidade sufocante. Nesse sentido, a direção de Mary Bronstein puxa para o lado mais frio e cru, com cenas que invocam uma claustrofobia assustadora que nos mostra o turbilhão de pensamentos de Linda.
Aqui temos uma produção que foi feliz em todos os aspectos que se propôs: entregou um ótimo drama, boas reviravoltas e uma trama investigativa de qualidade. O elenco está super afiado e a sintonia entre eles é muito boa (curti demais ver a Dakota Fanning e a Sarah Snook juntas). O roteiro é organizado nas informações e sabe passar os segredos daquelas personagens sem fazer uma grande confusão cronológica. E aqui acredito que entra um pouco o aspecto investigativo, porque explicaram o que foi necessário explicar, mas sem se tornar repetitiva ou muito expositiva.
Mas acho que o grande acerto da série foi apresentar essa temática de como as mulheres se veem sozinhas quando são mães, mesmo estando casadas. Nós as sobrecarregamos com tarefas e julgamentos, e isso independente se elas querem ou não ter filhos: se querem, dizem que elas precisam se dedicar 100% ao lar, e se não querem dizem que elas estão erradas. A Jenny entra na vida da Marissa como aquela pessoa que entende o sofrimento da amiga e estende a mão, independente da visão que outras pessoas vão ter disso. É interessante ver como essa rede de apoio é construída. Já escrevi isso em outro comentário, mas é bastante comum ver mulheres relatando que se veem abandonadas por seus "parceiros" quando o filho nasce, até porque a sociedade dá um lugar bastante privilegiado para o homem não arcar com suas responsabilidades. O peter é o melhor exemplo disso: ele fez tudo aquilo sem medo algum porque, na cabeça dele, estava "tudo certo". Além dos claros traços de psicopatia do cara, há aí uma validação externa de que "você pode tudo", "o mundo é seu". Então ele começa a dominar, controlando todos ao seu redor como marionetes. Mais uma vez: há questões internas no indivíduo, mas também há um coletivo dizendo que tudo bem ele fazer o que quiser.
Para a mulher? Nah. Ela não pode. O mundo não dá escolhas para elas. Infelizmente.
Então, sim, eu gostei muito da série. Na verdade, deveria ter dado atenção antes, mas pelo menos essa temporada de premiações dá um alerta pra gente e mostra coisas boas que valem a pena.
Considerando que eu não esperava absolutamente nada dessa temporada de ST, consegui me divertir bastante e, melhor ainda, curtir o final. Sinceramente pensei que seria tão desastroso quanto o final de GOT, mas felizmente andou bem longe disso.
Foi previsível? Muito. Inclusive, aqui é bom destacar a fala da Max: "Conforto e felicidade? Mais clichê impossível", ao que o Will responde "Bem, é verdade sobre o conforto e a felicidade, mas a felicidade pode ser encontrada em muitos lugares". O final da série foi exatamente isso: algo confortável e feliz para (quase) todos os personagens, apesar de achar que, nesse ponto, o roteiro foi muito expositivo e não precisa pontuar esse final na fala dela para "se defender". Mas tudo bem.
Eu compreendo quem gostaria de algo mais impactante, com personagens principais morrendo e etc, mas... depois de tanto sofrimento? Eeerr... Pra mim, não dá. E além disso, sou um adepto dos finais felizes, então confesso que gostei dos rumos de cada um. Com relação à teoria do Will: é algo que faz sentido, mas será que a Kali ainda teria forças para fazer aquilo? Porque ainda se passa um tempo até o que acontece com ela e o momento em que todos voltam para a cidade. "Ah, mas mostrou a On"... podíamos estar vendo somente uma imagem do que o Will gostaria que fosse verdade.
Mas supondo que o Will esteja certo: também faz sentido ela não voltar, pois saberia que colocaria todos a sua volta em perigo. Mas também concordo que de todos ali ela que merecia o final mais feliz possível.
Mas outras questões ficaram abertas: e aquelas mulheres que receberam o sangue da Kali? É certo que a Kay queria a Onze para continuar os experimentos, mas será que esse tempo todo as transfusões da Kali não fizeram nenhum efeito? Não lembro realmente disso ter sido explicado na segunda parte. Eu até acho que o núcleo dos experimentos da Kay começou bem desenvolvido, mas foi perdendo força da metade até o final. E daí foi só uma série de decisões estupidas por parte do exército.
Outra coisa: quem era aquele cara que o mini Henry achou? E como ele tinha aquela maleta com um pedaço do que parecia ter vindo do "abismo"?
Bom, convenhamos que poderia ter sido pior. No fim, pra mim, o que vale é a jornada. E apesar de sentir que Stranger Things deveria ter sido finalizada antes pelo bem de sua história que foi exaustivamente alongada, é preciso dizer que vou sentir falta. Foram quase dez anos acompanhando essa série que moldou um nome na cultura pop (quer as pessoas gostem ou não) e nos entregou algumas cenas e personagens memoráveis. Quando eu coloco na balança, os acertos se sobressaem frente aos erros.
Um comentário abaixo aponta que a Lauryn provavelmente participava, e isso faz sentido. Se as mensagens descreviam coisas que se passavam somente na sala de aula, como a mãe iria saber? E quando o policial chega na casa delas e diz que descobriu tudo, também achei estranho, porque ambas nem ao menos procuraram ficar em silêncio ou pediram um advogado, especialmente a mãe que só revelou "é, foi eu sim". Achei essa parte do doc bem estranha.
Ah, outra coisa: e aquela foto que foi tirada do Owen quando ele estava com a família? Como aquela mulher teve acesso? Não sei se acabei perdendo algum diálogo nessa parte que envolve a prima do cara como suspeita, mas será que aquela foto foi postada nas redes sociais e aquela mulher foi lá, pegou e mandou pra ele?
Se a Lauryn estava ou não envolvida, disso não temos como saber. São apenas pensamentos que levantamos. Mas o fato é que o documentário mostra uma dependência emocional bastante perigosa entre ambas, e bem doentia por parte da mãe. Como alguém diz "se m4t3" para a própria filha e ainda acha que está protegendo ela?! Aquela mulher vive em um mundo pararelo. Completamente bizarro.
Instinto Materno
3.5 63Já li, ouvi e vi muita coisa perturbadora, e esse acontecimento é um dos mais macabros. Antes de assistir ao documentário, ouvi um episódio de um podcast sobre esse caso e fiquei extremamente enojado com tudo. Uma sucessão de absurdos e desumanidade.
Obsessão
3.9 933 Assista AgoraNão que precise de um filme, mas "Obsessão" prova que homens, além de não saberem expressar sentimentos de forma minimamente saudável, são medrosos e burros.
Bear teve o que mereceu
Hamnet: A Vida Antes de Hamlet
4.1 486 Assista Agora"Hamnet" é Emocionalmente forte e possui uma abordagem muito sensível sobre o amor, a perda e o luto. Chloé Zhao mais uma vez mostra porque é uma das melhores diretoras do nosso tempo, enquanto que Jessie Buckley se entrega de alma aberta no papel de Agnes - e mais do que justifica seu amplo favoritismo ao Oscar.
O final do filme é de encher os olhos. Fiquei completamente rendido.
Mistérios da Carne
4.1 1,0K Assista AgoraEsse é o tipo de filme que vai te deixar com o corpo pesado, com uma grande dor de cabeça. A história se desenvolve de uma maneira crua, mostrando dois protagonistas marcados pela mesma violência mas com formas diferentes de assimilar o mundo: enquanto um aceita as coisas como elas são e pouco se importa consigo mesmo, o outro busca respostas sobre episódios traumáticos de sua infância. Um tenta camuflar a dor, o outro tenta preencher as lacunas em suas memórias. E ambos se encontram num caminho tortuoso de inocências roubadas.
Grande destaque para Joseph Gordon-Levitt, de que abraça o niilismo do seu personagem numa performance assustadora e de encher os olhos.
Nada nessa obra é fácil de digerir.
Meu Bolo Favorito
4.1 52 Assista AgoraEsse filme trabalha a temática da solidão e do amor na terceira idade, mas vai além do que se espera de algo relacionado a um drama amoroso: ao trazer dois protagonistas idosos, o roteiro também aborda com sutileza as mudanças sociais do Irã e como esses personagens foram afetados, mostrando como a geração deles e a atual entende e enfrenta as políticas opressoras do seu país.
É um filme muito bonito com várias mensagens que moram nos detalhes.
Broken
4.1 85 Assista AgoraFaltou pouco para desbloquear um novo trauma cinematográfico. Há muita beleza escondida nos filmes pouco conhecidos.
Casamento Sangrento: A Viúva
3.2 198 Assista AgoraTão divertido quanto o primeiro.
Exploraram um pouco mais da história, o que foi legal. O humor continuou no mesmo nível. E gostei da introdução da irmã dela.
Pensei que uma sequência não faria bem para o primeiro filme, mas me enganei. Se houver um terceiro, poderiam mostrar como foi que tudo isso começou.
Michael
3.7 534 Assista AgoraNão se guie por críticos.
O filme não é perfeito, mas está longe de ser ruim. "Ah, mas parece que foi feito somente para agradar os fãs". Eu também fiquei com essa impressão. Dito isso: qual o problema?
Jaafar Jackson é incrível. Imagina o tamanho da responsabilidade: primeiro papel da carreira é logo interpretando o tio que foi uma lenda da indústria musical. É um peso que ele não parece sentir.
Mortal Kombat 2
3.2 344 Assista AgoraJohnny Cage e seus incríveis amigos 🥰
Gente esse filme é extremamente divertido, bem melhor que o primeiro (o que também não era muito difícil).
KITANA ME ENSINA A BATER LEQUE!
Amnésia
4.1 2,2K Assista AgoraEstava evitando esse filme porque sabia que o Nolan iria dar um nó na minha cabeça que somente ele saberia fazer. E por alguma sorte do destino nunca peguei nenhuma cena ou detalhe da trama (qualquer coisa sobre esse filme já é um grande spoiler), porque quanto menos você sabe sobre "Memento", melhor a experiência.
Que obra extraordinária! Aqui, o tempo e as memórias se fragmentam na percepção de realidade de um indivíduo. Para além da vingança, trata sobre a forma como escolhemos nos enganar, como nos protegemos da dor, pois as vezes o caminho mais fácil é o da negação de si e do mundo.
Prova Final
3.2 436 Assista AgoraO puro suco do terror dos anos 90! Que negócio divertido. Não me perdoo por não ter visto essa pérola antes.
(E não precisa tocar "Stay Young" nos créditos finais, eu já estava encantado pela bizarrice adolescente).
Fratura
3.3 961O que me deixou mais apreensivo foi o nível estratosférico de pretensão desse filme. É um enredo que dá mil voltas para jogar o óbvio na sua cara, algo que você já tinha decifrado com muita facilidade com 20 minutos de trama. Tenho raiva de suspense que subestima a inteligência do espectador.
A Última Casa
2.6 384 Assista AgoraAcho que nada poderia ter me preparado para ver o Wagner Moura ameaçando um monstro com uma faca.
O filme é ruim. E o final é o crème de la crème! Sensacional! Palmas para a coragem dos envolvidos nessa produção de tirar o fôlego.
Big Brother Brasil (26ª Temporada)
4.0 19Agora sim a Juliette pode descansar depois de vencer cinco edições seguidas!
E pra quem não gostou, só digo uma coisa: OLHA ELAAAAAAAAAAAAAA.
O Agente Secreto
3.9 1,1K Assista AgoraO Agente Secreto é uma celebração das memórias e a forma como elas possuem esse poder de serem passadas por diferentes gerações. Acredito que de todos os filmes que vi do Kleber Mendonça Filho, esse talvez seja a sua obra mais diferente: o diretor opta por uma narrativa não-linear e explora muito bem o suspense investigativo (com toques perfeitos da nossa brasilidade). É um filme com ritmo mais lento, então não esperem algo frenético estilo "Bacurau", mas sim algo próximo de "Som ao Redor". Mas, honestamente, para mim isso não é demérito: é o texto pedindo paciência ao espectador, pois há muitas camadas importantes que ele quer mostrar.
Acho que não seria novidade pontuar que nosso país possui, ainda, um problema com sua História. Muitos setores da sociedade (em especial políticos da extrema-direita) se negam a lembrar de momentos em que brasileiros foram perseguidos e tiveram seus direitos cessados em sua própria terra. Mas "O Agente Secreto" nos mostra que o ato de esquecer significar dar poder aos algozes e deixa-los perpetuando um mecanismo de violências.
A figura de Armando nada contra essa maré. Ele é uma espécie de símbolo. Sua história se entrelaça com o passado ao procurar algum registro de sua mãe, e vai até o presente quando é resgatada por Flávia ao ouvir aquelas fitas. E nesse ponto temos destaque para a oralidade, que desempenha um papel central em como Flavia e sua amiga passam a entender Armando. Flávia ouve as próprias palavras dele. E embora aquilo fosse somente um trabalho, ela se interessa pelo seu personagem o suficiente para continuar se debruçando no material até chegar ao filho dele.
Por falar em Fernando, é importante mencionar como ele já criança estava começando a esquecer da mãe e, depois de adulto, não tinha mais a imagem nítida do pai. O trabalho de restauração feito por Flávia o possibilita, agora, ter essas imagens em sua mente. As memórias o encontraram.
Com muita paciência, sensibilidade e um toque certeiro de drama e suspense, "O Agente Secreto" nos entrega mais uma imagem do que é o Brasil, o que é "ser brasileiro" e a importância de nunca esquecer nossa História.
Se Eu Tivesse Pernas, Eu Te Chutaria
3.6 205 Assista AgoraUma obra forte e muito intensa sobre o que é a maternidade sem uma rede de apoio adequada. Linda é o exemplo de mãe cansada, que até pode ter algumas pessoas por perto, mas elas nunca serão capazes de entender a metade do que ela sente. A protagonista carrega um vazio enorme, um desespero que a faz querer procurar qualquer coisa para fugir daquela realidade sufocante. Nesse sentido, a direção de Mary Bronstein puxa para o lado mais frio e cru, com cenas que invocam uma claustrofobia assustadora que nos mostra o turbilhão de pensamentos de Linda.
Tudo Culpa Dela
4.1 322 Assista AgoraAqui temos uma produção que foi feliz em todos os aspectos que se propôs: entregou um ótimo drama, boas reviravoltas e uma trama investigativa de qualidade. O elenco está super afiado e a sintonia entre eles é muito boa (curti demais ver a Dakota Fanning e a Sarah Snook juntas). O roteiro é organizado nas informações e sabe passar os segredos daquelas personagens sem fazer uma grande confusão cronológica. E aqui acredito que entra um pouco o aspecto investigativo, porque explicaram o que foi necessário explicar, mas sem se tornar repetitiva ou muito expositiva.
Mas acho que o grande acerto da série foi apresentar essa temática de como as mulheres se veem sozinhas quando são mães, mesmo estando casadas. Nós as sobrecarregamos com tarefas e julgamentos, e isso independente se elas querem ou não ter filhos: se querem, dizem que elas precisam se dedicar 100% ao lar, e se não querem dizem que elas estão erradas. A Jenny entra na vida da Marissa como aquela pessoa que entende o sofrimento da amiga e estende a mão, independente da visão que outras pessoas vão ter disso. É interessante ver como essa rede de apoio é construída. Já escrevi isso em outro comentário, mas é bastante comum ver mulheres relatando que se veem abandonadas por seus "parceiros" quando o filho nasce, até porque a sociedade dá um lugar bastante privilegiado para o homem não arcar com suas responsabilidades. O peter é o melhor exemplo disso: ele fez tudo aquilo sem medo algum porque, na cabeça dele, estava "tudo certo". Além dos claros traços de psicopatia do cara, há aí uma validação externa de que "você pode tudo", "o mundo é seu". Então ele começa a dominar, controlando todos ao seu redor como marionetes. Mais uma vez: há questões internas no indivíduo, mas também há um coletivo dizendo que tudo bem ele fazer o que quiser.
Para a mulher? Nah. Ela não pode. O mundo não dá escolhas para elas. Infelizmente.
Então, sim, eu gostei muito da série. Na verdade, deveria ter dado atenção antes, mas pelo menos essa temporada de premiações dá um alerta pra gente e mostra coisas boas que valem a pena.
Stranger Things (5ª Temporada)
3.5 517 Assista AgoraConsiderando que eu não esperava absolutamente nada dessa temporada de ST, consegui me divertir bastante e, melhor ainda, curtir o final. Sinceramente pensei que seria tão desastroso quanto o final de GOT, mas felizmente andou bem longe disso.
Foi previsível? Muito. Inclusive, aqui é bom destacar a fala da Max: "Conforto e felicidade? Mais clichê impossível", ao que o Will responde "Bem, é verdade sobre o conforto e a felicidade, mas a felicidade pode ser encontrada em muitos lugares". O final da série foi exatamente isso: algo confortável e feliz para (quase) todos os personagens, apesar de achar que, nesse ponto, o roteiro foi muito expositivo e não precisa pontuar esse final na fala dela para "se defender". Mas tudo bem.
Eu compreendo quem gostaria de algo mais impactante, com personagens principais morrendo e etc, mas... depois de tanto sofrimento? Eeerr... Pra mim, não dá. E além disso, sou um adepto dos finais felizes, então confesso que gostei dos rumos de cada um. Com relação à teoria do Will: é algo que faz sentido, mas será que a Kali ainda teria forças para fazer aquilo? Porque ainda se passa um tempo até o que acontece com ela e o momento em que todos voltam para a cidade. "Ah, mas mostrou a On"... podíamos estar vendo somente uma imagem do que o Will gostaria que fosse verdade.
Mas supondo que o Will esteja certo: também faz sentido ela não voltar, pois saberia que colocaria todos a sua volta em perigo. Mas também concordo que de todos ali ela que merecia o final mais feliz possível.
Mas outras questões ficaram abertas: e aquelas mulheres que receberam o sangue da Kali? É certo que a Kay queria a Onze para continuar os experimentos, mas será que esse tempo todo as transfusões da Kali não fizeram nenhum efeito? Não lembro realmente disso ter sido explicado na segunda parte. Eu até acho que o núcleo dos experimentos da Kay começou bem desenvolvido, mas foi perdendo força da metade até o final. E daí foi só uma série de decisões estupidas por parte do exército.
Outra coisa: quem era aquele cara que o mini Henry achou? E como ele tinha aquela maleta com um pedaço do que parecia ter vindo do "abismo"?
Bom, convenhamos que poderia ter sido pior. No fim, pra mim, o que vale é a jornada. E apesar de sentir que Stranger Things deveria ter sido finalizada antes pelo bem de sua história que foi exaustivamente alongada, é preciso dizer que vou sentir falta. Foram quase dez anos acompanhando essa série que moldou um nome na cultura pop (quer as pessoas gostem ou não) e nos entregou algumas cenas e personagens memoráveis. Quando eu coloco na balança, os acertos se sobressaem frente aos erros.
E, pra mim, tá bom.
Como Treinar o seu Dragão
4.1 293 Assista AgoraContinua emocionante e lindo igual a animação. <3
Os Estranhos: Capítulo 2
2.2 110 Assista Agoraconseguiu a proeza de ser pior que o primeiro. Como isso aconteceu? Eu não faço a mínima ideia. E nem quero saber.
Eu Sei O Que Vocês Fizeram no Verão Passado
2.4 338 Assista AgoraCredo.
Anônimo 2
3.1 174 Assista AgoraVibe bem diferente do primeiro filme, mas ainda assim bem bacana de assistir.
Número Desconhecido: Catfishing na Escola
3.3 142 Assista AgoraOk, isso me deixou meio tonto. Não sei bem o que pensar além de "angustiante" e "nojento".
Um comentário abaixo aponta que a Lauryn provavelmente participava, e isso faz sentido. Se as mensagens descreviam coisas que se passavam somente na sala de aula, como a mãe iria saber? E quando o policial chega na casa delas e diz que descobriu tudo, também achei estranho, porque ambas nem ao menos procuraram ficar em silêncio ou pediram um advogado, especialmente a mãe que só revelou "é, foi eu sim". Achei essa parte do doc bem estranha.
Ah, outra coisa: e aquela foto que foi tirada do Owen quando ele estava com a família? Como aquela mulher teve acesso? Não sei se acabei perdendo algum diálogo nessa parte que envolve a prima do cara como suspeita, mas será que aquela foto foi postada nas redes sociais e aquela mulher foi lá, pegou e mandou pra ele?
Se a Lauryn estava ou não envolvida, disso não temos como saber. São apenas pensamentos que levantamos. Mas o fato é que o documentário mostra uma dependência emocional bastante perigosa entre ambas, e bem doentia por parte da mãe. Como alguém diz "se m4t3" para a própria filha e ainda acha que está protegendo ela?! Aquela mulher vive em um mundo pararelo. Completamente bizarro.
Demon Slayer: Kimetsu no Yaiba - Castelo Infinito
4.2 119 Assista AgoraMundinho Akaza BR