liberdade não é negociável! filme estonteante! não tem uma curva tão ascendente, é discreto, de uma radicalidade miltoniana. tereza já sabe quem é, ou acha que sabe, mas quando percebe que ia perder as poucas brechas livres que tinha na vida, aí se resolve. e se resolve com tempo, com calma, com dúvidas, com apostas, com risco. o maior risco da narrativa é o que a floresta, os bichos, o vento, e, principalmente, o rio, risca em sua vida, em seus olhos, na palma de sua mão. lindo e emocionante.
a série te engana. até o 4 episódio parece uma coisa, depois vira outra. sensível, potente, honesta, delicada. aqui o exagero da personagem principal possui um motivo narrativo que leva o espectador a acolhe-la. é uma sére menos cínina (no sentido senso comum da palavra) sobre pessoas machucadas tentando fazer melhor, cuidar melhor, se cuidar melhor e aceitar cuidado do outro. e, nesse gesto, nos distancia e nos questiona acerca de nossos pré-julgamentos, principalmente acerca de gênero e cultura.
Democracia em vertigem parte 2, capenga e xoxa, com pouca pesquisa, muita pressa e um equívoco basilar: querer falar do crescimento da religião evangélica. O documentário na verdade resume a religião à figura do Silas Malafaia, com pouquissimas intervenções outras, soltas, como o anuncio da interferência da autointitulada família da igreja estadunidense. Isso faz com que fique evidente que se trata de uma continuação dos desdobramentos políticos de 2016, mas de forma mais maniqueista e desinteressante, uma vez que as cenas mostradas já foram exaustivamente veiculadas na mídia. E dessa vez, a narração em off não fez sentido algum, pois a diretora não se implicou na narrativa. A religiosidade apenas ilustra as sequencias políticas. São metáforas pouco aprofundadas.
essa mulher é genial, sou cadelinha dela declarado. que temporada primorosa!!! dois grandes arcos narrativos que vão no limite metalinguistico de pesnar o exercício de atuação, cinema, etc, que nada mais é que fingir tão bem, mentir até encontrar a verdade na mentira. pra mim, essa temporada é isso! brinca com arquetipos e filosofa sobre a função do entretenimento e da arte audiovisual, sem ser complexo ou pedante, divertindo do início ao fim.
finalmente um herói desimportante, mas saboroso (como perfeitamente colocado pelo colega aqui embaixo)
muito bom vê-lo apanhar no discurso e na vida até conseguir construir seu próprio discurso. é um bom exercício filosófico (e político). um respiro vê-lo menos super, mais homem, e menos homem, mais humano. A cena da entrevista com Lois, um ápice narrativo. ah, e o final melodramático com Lex, então. um primor. boas histórias precisam se bem escritas (uma obviedade que precisa ser dita ultimamente).
"Qualquer novela", Comédia MTV, entre 2010 e 2011. Fora Camila Pitanga tirando leite de pedra pra adicionar nuances à personagem, é um festival de clichés, um mosaico de plots já conhecidos. Que agonia ouvir a maravilhosa Teresa Cristina cantando "O que é, o que é" praquela família mequetrefe pseudo-suburbana... os personagens podiam ter qualquer nome, porque o que importa mesmo é a ação, a surpresa, o choque; não dá tempo de criar qualquer conexão, não há detalhes. A avaliação vai por ter conseguido entender (e replicar e vender) a linguagem miliante de internet e por Camila Pitanga. Acredito que uma novela pode muito, muito mais que essa superficialidade repetida; tem sim seus maniqueísmos desgastados, mas o ritmo, o fato de lidar com um tempo mais lento, permite aprofundar relações entre personagens, criar um caminho para eles num desdobramento que interesse para além do choque, do discurso, do imapcto fácil pelo qual "beleza fatal" (sobre)vive. Há espaço pra esse tipo, só não é pra mim e não reinventa roda nenhuma, alimentando tanto quanto um ultraprocessado.
nossa, uma gay branca se apaixona pela juventude de outra gay branca, enquanto desfrutam da vida mansa e boa, de patrão, em um país colonizado. E quando essa mais velha se frustra com as novinhas colonizadoras, pega uma gay mexicana esteriotipada, bonita, mas sem dente, pra se aliviar. mas tem viagens psicodélicas. e uma hora elas encontram uma outra branca apropriadora, digo, pesquisadora, que mora nos confins da selva (afinal não é tudo selva nesses países?) pra fornecer ayahuasca pra satisfazer seus egos, sem nenhuma consideração com seu sentido tradicional. tá, existe um contexto histórico pro livro (não li), mas o filme é de 2024. Alô, alô, norte global!
Que filme lindo, leve, solto... Ruby é um deslumbre à parte! O que são aqueles looks belíssimos?! Muito tocante, retratando com tamanha sensibilidade as questões de mulheres negras se tornando o que querem e lidando com as frustrações de não terem sido o que queriam ser.
bonito. fotografia impecável. traz a delicadeza de uma infância curiosa. e traz o tempo dessa infância também. mas é muito lento. por escolha, tenta trazer alguns recortes da mãe que a filha espelha, mas não me pareceram suficientes pra entrar nesse planeta dela. a menina, mesmo na lentidão, no silêncio, atravessa as cenas com uma presença interessante. destaque para todo o segmento de Regina, que também rouba a cena.
roteiro e direção esquisitíssimos... meio que mataram o magnetismo de Mia pra mim. Um filme com o nome da protagonista no título deveria se dedicar mais a contar a história dela, aqui faz o contrário: foge disso, deixa tudo no ar, e no fim fiquei com a sensação que, o pouco que soube dela, não me interessava.
Importante a representação evangélica com recorte de classe e raça, pois ela quase nunca é feita a partir desses signos estéticos da elite branca. Um retrato importante da aliança fascista com a religião nesses tempos bolsonaristas e de influencers conservadorxs
pior da franquia, pois tem zero linha de investigação e comentário social, mas aprofunda as relações afetivas entre as personagens e nos faz nos importar com elas... Me diverti. Espero que o 7 seja realmente corajoso ou bem escrito.
trazer uma terceira ponta - do nazismo - a uma história já com tantas pontas deixou o filme cansativo. é lindo, lindo, lindo! amo a história, mas as voltas do roteiro me afastaram emocionalmente. o simples às vezes cativa mais... achei que fosse ser um filme mais livre das amarras hollywoodianas :'(
bando de fdp, difícil eleger a pior pessoa... amei o cinismo com isso de que as novas gerações nos salvariam: Albie e Portia são tão tão tão patéticos rsrs, e foram pintados como os "críticos" do mundinho ryco que habitam. Ela começa parecendo estar sendo usada, sem saber o que tá fazendo da vida, querendo aventura - quando tem, embarca como se nada mais importasse, e ainda por cima demonstra zero ética de trabalho, inclusive abandonando Tanya (com quem se identifica completamente em certa altura, no quesito pessoas vazias); Albie é deprimente, fez de tudo para investir no seu personagem homem salvador de mulheres oprimidas, inclusive gastando 50 mil euros e colocando a relação com a mãe pra jogo. Esdrúxulo, tão tóxico quanto o pai e o avô. Pior de tudo foi o fato de que o avô falou uma das piores coisas de toda temporada e Albie e Bert estavam tão imersos em suas próprias narrativas redentoras, ou seja, tão colados na lógica machista que tanto "criticam", que nem se ligaram no cara falando que a Mia é como sua neta, mas que lhe dá tesão. Nojento. Sinceramente. Que se fodam. Série maravilhosa, vai no ponto de xovens militantes privilegiados e suas narrativas narcisistas - ou seja, se você não reconhece os lugares de privilégio que ocupa na sociedade e não os contesta de fato, só tá fantasiando porcamente a repetição opressora e vazia das gerações anteriores a sua. Choque de realidade amarga.
Dona Noca rainha mostrando que com filho conservador intransigência é estratégia de proteção. Não dá pra ter relação com todo mundo. Até porque esse tipo Jerônimo não constrói relação nenhuma, ainda mais horizontal; só entra onde pode exercer poder, típico bolsonazi. Arco perfeito! Adorei esse enredo da avó com as netas. Marieta é incrível!
O Último Azul
3.7 209 Assista Agoraliberdade não é negociável!
filme estonteante! não tem uma curva tão ascendente, é discreto, de uma radicalidade miltoniana. tereza já sabe quem é, ou acha que sabe, mas quando percebe que ia perder as poucas brechas livres que tinha na vida, aí se resolve. e se resolve com tempo, com calma, com dúvidas, com apostas, com risco.
o maior risco da narrativa é o que a floresta, os bichos, o vento, e, principalmente, o rio, risca em sua vida, em seus olhos, na palma de sua mão.
lindo e emocionante.
Too Much (1ª Temporada)
3.4 25 Assista Agoraa série te engana. até o 4 episódio parece uma coisa, depois vira outra. sensível, potente, honesta, delicada. aqui o exagero da personagem principal possui um motivo narrativo que leva o espectador a acolhe-la. é uma sére menos cínina (no sentido senso comum da palavra) sobre pessoas machucadas tentando fazer melhor, cuidar melhor, se cuidar melhor e aceitar cuidado do outro. e, nesse gesto, nos distancia e nos questiona acerca de nossos pré-julgamentos, principalmente acerca de gênero e cultura.
Apocalipse nos Trópicos
3.8 188Democracia em vertigem parte 2, capenga e xoxa, com pouca pesquisa, muita pressa e um equívoco basilar: querer falar do crescimento da religião evangélica. O documentário na verdade resume a religião à figura do Silas Malafaia, com pouquissimas intervenções outras, soltas, como o anuncio da interferência da autointitulada família da igreja estadunidense. Isso faz com que fique evidente que se trata de uma continuação dos desdobramentos políticos de 2016, mas de forma mais maniqueista e desinteressante, uma vez que as cenas mostradas já foram exaustivamente veiculadas na mídia. E dessa vez, a narração em off não fez sentido algum, pois a diretora não se implicou na narrativa. A religiosidade apenas ilustra as sequencias políticas. São metáforas pouco aprofundadas.
Poker Face (2ª Temporada)
3.6 6essa mulher é genial, sou cadelinha dela declarado. que temporada primorosa!!! dois grandes arcos narrativos que vão no limite metalinguistico de pesnar o exercício de atuação, cinema, etc, que nada mais é que fingir tão bem, mentir até encontrar a verdade na mentira. pra mim, essa temporada é isso! brinca com arquetipos e filosofa sobre a função do entretenimento e da arte audiovisual, sem ser complexo ou pedante, divertindo do início ao fim.
Superman
3.6 916 Assista Agorafinalmente um herói desimportante, mas saboroso (como perfeitamente colocado pelo colega aqui embaixo)
muito bom vê-lo apanhar no discurso e na vida até conseguir construir seu próprio discurso. é um bom exercício filosófico (e político). um respiro vê-lo menos super, mais homem, e menos homem, mais humano. A cena da entrevista com Lois, um ápice narrativo. ah, e o final melodramático com Lex, então. um primor. boas histórias precisam se bem escritas (uma obviedade que precisa ser dita ultimamente).
Adolescência
4.0 610"Travessia" tá diferente rs
Beleza Fatal (1ª Temporada)
4.0 138"Qualquer novela", Comédia MTV, entre 2010 e 2011. Fora Camila Pitanga tirando leite de pedra pra adicionar nuances à personagem, é um festival de clichés, um mosaico de plots já conhecidos. Que agonia ouvir a maravilhosa Teresa Cristina cantando "O que é, o que é" praquela família mequetrefe pseudo-suburbana... os personagens podiam ter qualquer nome, porque o que importa mesmo é a ação, a surpresa, o choque; não dá tempo de criar qualquer conexão, não há detalhes. A avaliação vai por ter conseguido entender (e replicar e vender) a linguagem miliante de internet e por Camila Pitanga. Acredito que uma novela pode muito, muito mais que essa superficialidade repetida; tem sim seus maniqueísmos desgastados, mas o ritmo, o fato de lidar com um tempo mais lento, permite aprofundar relações entre personagens, criar um caminho para eles num desdobramento que interesse para além do choque, do discurso, do imapcto fácil pelo qual "beleza fatal" (sobre)vive. Há espaço pra esse tipo, só não é pra mim e não reinventa roda nenhuma, alimentando tanto quanto um ultraprocessado.
Queer
3.1 187 Assista Agoranossa, uma gay branca se apaixona pela juventude de outra gay branca, enquanto desfrutam da vida mansa e boa, de patrão, em um país colonizado. E quando essa mais velha se frustra com as novinhas colonizadoras, pega uma gay mexicana esteriotipada, bonita, mas sem dente, pra se aliviar. mas tem viagens psicodélicas. e uma hora elas encontram uma outra branca apropriadora, digo, pesquisadora, que mora nos confins da selva (afinal não é tudo selva nesses países?) pra fornecer ayahuasca pra satisfazer seus egos, sem nenhuma consideração com seu sentido tradicional. tá, existe um contexto histórico pro livro (não li), mas o filme é de 2024. Alô, alô, norte global!
Larissa: O Outro Lado de Anitta
2.8 41o que mais me choca é não ser nem um pouco sobre música (mentira, nã me choca)
Alma's Rainbow
3.3 1Que filme lindo, leve, solto... Ruby é um deslumbre à parte! O que são aqueles looks belíssimos?! Muito tocante, retratando com tamanha sensibilidade as questões de mulheres negras se tornando o que querem e lidando com as frustrações de não terem sido o que queriam ser.
Janet Planet
2.9 10 Assista Agorabonito. fotografia impecável. traz a delicadeza de uma infância curiosa. e traz o tempo dessa infância também. mas é muito lento. por escolha, tenta trazer alguns recortes da mãe que a filha espelha, mas não me pareceram suficientes pra entrar nesse planeta dela. a menina, mesmo na lentidão, no silêncio, atravessa as cenas com uma presença interessante. destaque para todo o segmento de Regina, que também rouba a cena.
MaXXXine
3.1 668 Assista Agoraroteiro e direção esquisitíssimos... meio que mataram o magnetismo de Mia pra mim. Um filme com o nome da protagonista no título deveria se dedicar mais a contar a história dela, aqui faz o contrário: foge disso, deixa tudo no ar, e no fim fiquei com a sensação que, o pouco que soube dela, não me interessava.
Barbie
3.8 1,7K Assista Agoraroteiro inteligente, propaganda sagaz
Medusa
3.4 64 Assista AgoraImportante a representação evangélica com recorte de classe e raça, pois ela quase nunca é feita a partir desses signos estéticos da elite branca. Um retrato importante da aliança fascista com a religião nesses tempos bolsonaristas e de influencers conservadorxs
Enxame
3.8 101 Assista AgoraDeem todos os prêmios para Dominique Fishback!!!
Poker Face (1ª Temporada)
4.0 35 Assista AgoraQUE SABOR... obrigado Natasha Lyonne <3
Pânico VI
3.5 852 Assista Agorapior da franquia, pois tem zero linha de investigação e comentário social, mas aprofunda as relações afetivas entre as personagens e nos faz nos importar com elas... Me diverti. Espero que o 7 seja realmente corajoso ou bem escrito.
Pinóquio por Guillermo del Toro
4.2 553trazer uma terceira ponta - do nazismo - a uma história já com tantas pontas deixou o filme cansativo. é lindo, lindo, lindo! amo a história, mas as voltas do roteiro me afastaram emocionalmente. o simples às vezes cativa mais... achei que fosse ser um filme mais livre das amarras hollywoodianas :'(
The White Lotus (2ª Temporada)
4.2 401 Assista Agorabando de fdp, difícil eleger a pior pessoa... amei o cinismo com isso de que as novas gerações nos salvariam: Albie e Portia são tão tão tão patéticos rsrs, e foram pintados como os "críticos" do mundinho ryco que habitam. Ela começa parecendo estar sendo usada, sem saber o que tá fazendo da vida, querendo aventura - quando tem, embarca como se nada mais importasse, e ainda por cima demonstra zero ética de trabalho, inclusive abandonando Tanya (com quem se identifica completamente em certa altura, no quesito pessoas vazias); Albie é deprimente, fez de tudo para investir no seu personagem homem salvador de mulheres oprimidas, inclusive gastando 50 mil euros e colocando a relação com a mãe pra jogo. Esdrúxulo, tão tóxico quanto o pai e o avô. Pior de tudo foi o fato de que o avô falou uma das piores coisas de toda temporada e Albie e Bert estavam tão imersos em suas próprias narrativas redentoras, ou seja, tão colados na lógica machista que tanto "criticam", que nem se ligaram no cara falando que a Mia é como sua neta, mas que lhe dá tesão. Nojento. Sinceramente. Que se fodam. Série maravilhosa, vai no ponto de xovens militantes privilegiados e suas narrativas narcisistas - ou seja, se você não reconhece os lugares de privilégio que ocupa na sociedade e não os contesta de fato, só tá fantasiando porcamente a repetição opressora e vazia das gerações anteriores a sua. Choque de realidade amarga.
Marte Um
4.1 337 Assista Agoraque venha o Oscar <3
Atlanta (3ª Temporada)
4.4 86Série do ano, hein! <3
Um Lugar ao Sol
3.1 41deitei pra novela! o último capítulo foi tudo :') sempre foi sobre Ravi e Christian
Um Lugar ao Sol
3.1 41se o **** morrer, eu retiro tudo que disse sobre essa novela e digo mais: pode enterrar! tô tenso
Um Lugar ao Sol
3.1 41Dona Noca rainha mostrando que com filho conservador intransigência é estratégia de proteção. Não dá pra ter relação com todo mundo. Até porque esse tipo Jerônimo não constrói relação nenhuma, ainda mais horizontal; só entra onde pode exercer poder, típico bolsonazi. Arco perfeito! Adorei esse enredo da avó com as netas. Marieta é incrível!