A emoção, sentimento, afeto que esse filme transmite é simplesmente uma obra-prima. Marco Nanini simplesmente fenomenal, em destaque, mas todes es atores são fantásticos. O roteiro é incrível, prende do início ao fim e a metalinguagem é deliciosa, numa comédia que deixa a gente encantado com cinema brasileiro. Buscar nossa brasilidade em Alagoas em contraste com o Rio de Janeiro também é uma poderosa estética do filme que faz a história virar um mito que transpassa nossa história e nos envolve de novo numa trama temporal. Lisbela e o prisioneiro é um filme recomendado em todas as suas instâncias mas, principalmente, que nos leva para uma catarse de nossa existência branda e esquecida, relembrada em cada frame que nos afeta.
[/spoiler] Como pode? Baron sequestra Jack, depois Jack vai salvar Peregrine, e ele não mata Jack? Tipo, o que?? Sangue dos etérios não é invisível. A narração das coisas é muito mal contada. Baron vira Jack para enganar os outros e morre de uma maneira ridícula. Jack tenta acertar vária vezes com a besta em Baron numas cenas que parecem mais uma encher o saco. Deu vontade de rever os filmes do Tim Burton para saber se eles são tão ruins e fracos assim. Ainda ganhou um pouco de estrela pois as histórias de terror cômico ainda é uma forma criativa e interessante de fazer cinema. Mesmo assim peca muito em subestimar a inteligência do espectador com um roteiro tão pobre e mal feito [spoiler]
Para que serve a utopia: Para nos fazer andar. Para que serve a barbárie: para matar nossos sonhos. A memória é uma ferramenta importante para nossa energia de luta e para lembrar da libertação que só poderia ser conquistada em conjunto, se organizando. Este filme é mais que um documentário, é um chamado ancestral para a liberdade e desgarrar das ditaduras que vivemos hoje. Sim, esquecemos, que estamos presas e presos numa ditadora pior e truculenta, nas redes sociais e aceitando a vida como ela é pois, para os sistema, o show deve continuar apesar de tudo. É um filme que nos lembra que a gente tem aceitado a barbárie de mãos beijadas e esquecemos do desejo de lutar.
Uma animação fantástica, que coloca nossa imaginação para ultrapassar os limites. O encantamento que hayao em castelo animado coloca-nos em frente a nossos desejos mais profundos. A linda vivência que sophie tem com sua versão mais velha. Lidar com os feitiços que outros personagens têm, é uma afronta à ilusão conformada da realidade em que pensamos estar submersos. Sua errância para outras terras traz nosso espírito para imaginar que não, a vida não é assim, pois ela pode ser de tantas formas que temo que sair de nosso lugar.
Um filme de uma estética corajosa e inspiradora. Que atuação do Lázaro, ele leva para outro patamar a personagem. Amor e ódio sobre assistir, com a personagem e com a história de João. Revolução é uma das palavras que fica, para um país desigual e injusto, vivendo um risco ao nascer, umas pessoa que nasceu para atuar em espetáculos. É alvo de todo tipo de repressão, mas sua alma é maior que qualquer autoritarismo.
Narrativa complexa e bem montada. Um filme com elementos bem anunciados em seus pormenores. Um roteiro inteligente que destrincha a realidade de forma visceral. O filme é um dos melhores do ano por subverter em estética e narrativa que, por ser um tema comum, poderia ter caído numa repetição cômoda mas, pelo contrário, entrega uma obra de arte.
Detalhe para a atuação da protagonista que não entregou muito.
A arte é necessária como oxigênio e como o alimento que mata a fome. Mais que isso, sobretudo, redundantemente, La belle vert faz jus ao necessário. Apenas na arte podemos deleitar nas utopias tão necessárias quanto a arte. É na utopia que desvelamos para além da realidade. A importância disto é que, se não o fizéssemos, a realidade ganharia de nossos sonhos, e estaríamos fadados a acreditar que a vida é do jeito que é e não há nada a se fazer. Mais que a arte, mais que cinema, La Belle Vert ri da nossa cara como seres humanos que não aprenderam a se relacionar entre si e com a Terra. É uma comédia tão inteligente que consegue nos fazer rir ao mesmo tempo que debocha de nossa vida esdrúxula. Ainda acreditamos em dinheiro, ainda acreditamos em chefes, ainda acreditamos em hierarquias e posses. Filme belíssimo, com uma estética francesa peculiar, com uma inteligência humorística de alto nível, e com a utopia necessária para nos tirar da zona de conforte de uma vida medíocre e egoísta.
Eu só queria poder dar uma nota para a tradução do título, que tradução preguiçosa e infeliz, é ridículo esses títulos em português que passam longe de conseguir nomear uma obra tão gigante. Nota para a tradução: Vergonhosa.
O cotidiano da família faz a gente imergir na história e sentimento de cada um, é um enredo histórico muito real e muito amenizado comparado com o que acontece Brasil a dentro, com indígenas, quilombolas e pessoas que vivem em ruralidades. Muito cativante, ótima direção e exploração dos conflitos.
A reviravolta do filme foi que não prometeu nada, mas entregou tudo. A genialidade da direção é incrível, que filme bem feito, completo. Atuações impecáveis. Roteiro muito bem montado.
Incrível como o diálogo do capitão com o capitalista é icônico, dois bêbados soltando frases de seus ideias, levando os a se conectar com a desi gualdade ao redr. Os vômitos que lembra Pasolini. A força bruta da terceira parte que traz a tona toda a mazela dos ricões que não sabem fazer nada.
Uma estrada de quebrar um romance ocidental hollywoodiano, fazendo penetrar na melancolia insegura, mas ao mesmo tempo determinada de Fern, que consegue bancar seu desejo de ser uma moradora do mundo. Deixa claro que não é sem teto, mas sem casa. Leva consigo o brasão de pessoas amadas que dão força e encontra ajuda nos conflitos do caminhos. Porém, a melancolia do filme parece proposital, mas não tão cativante, os diálogos poderiam ser mais aprofundados e mais conectados, às vezes parece que os cortes foram feitos aleatoriamente, colocando diálogos e situações sem elipses que sustentem a argumentação. Mesmo assim, um filme que nos faz atravessar o mundo do nômades, sem generalizar, mas nos apresentando.
Ser a voz de uma família: entre pesos e amores. Filme muito emocionante, mas com um roteiro que foi preguiçoso em alguns momentos. Claro que este parâmetro só é possível se comparado à outras obras magníficas que conseguem amarrar o enredo sem forçar, como é o caso de abre los ojos, Matrix, Titanic, Um dia, entre outros clássicos. Mas o que CODA forçou? p
Precisamente quando ela escolhe o coral por conta de um menino e, de repente, eles formam um dueto. Torna-se muito previsível que eles ficarão juntos. Assim como é muito previsível que ela conseguiria a audiência. Desta maneira, o roteiro é muito preguiçoso. Mas o filme ganha tamanho pelo trabalho com a afetividade familiar, a saudade, a responsabilidade, o peso da família e a leveza afetiva. O modo que o professor, que parecia tão duro, mas se identifica com a personagem em suas dificuldades de relacionamento por conta do diferente. O dilema é muito real em váios âmbitos da vida, a pressão por dinheiro e status social muitas vezes é um imedimento de seguir caminhos e desejos próprios. E sim, Ruby tem razão: "Se eu não fizer agora, nunca vai ser uma boa hora para se fazer.
Simplesmente Fantástico. Obra de um gênio que faz uma crítica ferrenha com uma pegada de surrealismo, provocando e quebrando padrões, nos tirando do lugar de conforto e de almejo de Status social. É incrível cada peculiaridade estética e política do filme que, nestes dois âmbitos, entrega o que propõe fortemente. Todas as refências que aparecem participam de nossa história, mas a ideia de Pan que Jodorownki tem subverte o que achamos ser o certo eticamente na sociedade. É de fato uma quebra. Um filme para quem já está ligado que é um dever ético quebrarmos o antropocentrismo gerado na nossa constituição social e que devemos nos quebrar sempre para não ficarmos presos à mestres, nem ao materia.
A genialidade desse filme está fora dos parâmetros terrestres de arte. Os diálogos interconectados, o roteiro que sempre nos coloca num dilema ético. Uma sensibilidade sobre as relações com uma mistura de neurose social, numa organização construída nas bases de violência, as pessoas ficam perdidas, entrecruzadas entre a violência e o amor. Onde se busca um e o outro? A partir dessas bases, é impossível não ter violência, pois se não há de sucumbir. O mistérios das relações é: perante a isso, como posso buscar uma afecção e casar com essa estrutura. A redenção só pode ser feita se for livrado dos valores morais sociais e de rebanho, ser errante no mundo é uma das melhores estratégias para se livrar da violência intrínseca e se ligar mais com a natureza transcendente. Se não fosse por Bastardos Inglórios, essa seria a obra prima de Tarantino.
Para fazer uma digressão temporal, esse é um filme que eu diria ter a cara de um Bergman Persona, mais do que um Bergman sonata de outono ou gritos e sussurros. É um Bergman mais cômico, satírico, debochado. Um gênio que usa das metáforas para falar das vicissitudes, de como lidamos com a vida e como nos enganamos em nossa perspectiva da morte. É uma jornada fantástica, surreal, uma passagem onírica que nos leva a aprofundar nossa relação com nossa própria constituição humana. Pareceu mais uma conversa comigo, do que uma experiência audiovisual. É um filme incrível. Mas como todo Bergman, precisa de uma preparação cinematográfica, não é um filme comum de sessão da tarde, mas que também revela uma humanidade de outra preparação onde se esteja pronta para ver o filme mesmo sem conhecer cinema, mesmo sem ter visto filme algum, mas que já tenha uma experiência transcendental própria sobre nossa finitude.
15 anos que esse documentário denuncia o holocausto na Terra, e nós estamos piores. Um amigo meu concordava com Sartre dizendo "o inferno são os outros". Sim, a espécie humana é a pior coisa que existe na Terra. Apenas ela causa dor por entretenimento. Apenas ela separa famílias para obter lucro. Apenas o ser humano, em sua arrogância extrema, acha que é dono do mundo, que pode usar as coisas e os seres vivos como se tudo existisse para ele. Antropocentrismo, ganância e predicativo egocêntrico. O ser humano acha que é alguma coisa nesse planetinha. A exploração não tem espécie, cor, gênero, etinia... NADA! A exploração é somente um gozo deplorável pelo poder. Apenas o ser humano é assim na terra. O mais terráqueo dos terráqueos, o mais dominador, o mais racional e ignorante, o mais fraco e tecnológico, o dominador insensível a sua própria existência animal. Sim, mas há uma lei implacável no Universo e portanto para a Terra: toda ação tem uma reação. Se não pararmos com nossos hábitos cruéis e ignorantes, e sim, que são tão humanos como nos tornamos violentos e desprezíveis para a existência da e na Terra, a própria natureza há de reorganizar o ciclo inestimável e incorruptível da vida. E assim o ser humano verá que ele nada mais é do que um simples, mísero e comum TERRESTRE!
MEU DEUS DO CÉU! É um pecado inenarrável escrever qualquer coisa sobre esse documentário, especialmente sobre Sebastião. Traduzir o sentimento que é essa obra prima dos documentários somente um ser celeste de outros cosmos ou caos poderia realizar. O que tenho a dizer com um simples olhar de um ser humano miserável e com todo receio de maltratar tal peça, é que os afetos que percorreram meu corpo durante o filme ainda estão reverberando, eles me atravessam agora pujantemente, numa mistura de raiva e tristeza, mas uma alegria que é homenagem a terra. Uma vontade enorme de ir a galapagos e a viver numa sociedade poligamica. Quero muito plantar arvores e fazer renascer mais e mais florestas. Quero muito, como Sebastião, dizer, homenagear o planeta de alguma forma, e ao mesmo tempo pedir perdão por nossa violência! Obrigado Planeta, obrigado Wim wenders, obrigado Sebastião Salgado!
O jeito irreverente de Spike Lee beira o Surrealismo.
A menira política que ele trata seus filmes é admiravelmente inteligente, rebuscado, fazendo sátiras e dramatizando a história, principal e particularmente a dos Estados Unidos.
As cenas iniciais são fortes. São cenas de luta e resistência. Cenas que marcam nossa trajetória como humanidade. Que mesmo com todas as atrocidades, diferenças, mortes e desigualdades, ainda continuamos com a exploração. Continuamos renegando nossos irmãos. Renegando a paz, que é iminente, toda vida foi. Porém a ganância e a sede de poder é eminentemente a ouro de todo do ser humano.
O enredo é bem elaborado, os plot twists são sutis. Spike Lee não nos dá o filme de mãos beijadas. Porém, alguns erros preguiçosos fazem dessa obra não ser um "masterpiece".
Destaco principalmente duas: Um dos integrantes daqueles que desarmam as bombas é morto por pisar em uma das minas numa fuga. Porém essa mina estava na entrada da rota para exploração, onde o guia turístico levou os Bloods. Fico pensando: como havia minas ali se o próprio guia os havia levado até lá? Será que por ser um guia turístico ele não estaria respaldado e assegurado que, pelo menos ali por perto, não haveria perigo?
Segundo: O militar vietnamita ataca Paul com uma faca, mesmo que ele esteja segurando uma metralhadora. começando assim um tiroteio sem precedentes, a não ser por uma reprodução barata de filme de ação, forçando uma brecha para que pessoas fossem salvas (por hora)
Tirando essas e mais algumas cenas absurdas, o filme é muito bom, Spike Lee consegue ser um gênio num modo peculiar de contar história. Lembra um pouco Tarantino que tira da realidade para fazer uma ficção criativa que expurga dos mais primitivos sentimentos até a mais engajada reflexão sobre luta política humanitária.
Ela ganha no gamão mais que você: Para mim, essa frase define a genialidade do diretor de "Entre facas e segredos" (Rian Johnson, 2019). Um filme cheio de reviravoltas que prende a atenção não apenas pelo incrível enredo, mas por sua forma irreverente de contar história, e pela direção fantástica de câmera. A montagem do filme é posta de forma que a temporalidade é quebrada a todo instante. Não há uma rigidez cronológica nos acontecimentos, mas eles são encaixados na hora certa, na medida certa, de maneira que nossa percepção vai montando aos poucos o quebra cabeça e ao mesmo tempo nos deixa à vontade para percorrer o processo de maneira fluida e prazerosa. Na confissão de Marta, o filme está sempre voltando para os acontecimentos que, assim como na fala dela, vão sendo acrescentados, mas sem enganar o espectador uma só vez. O filme não pode mentir, assim como Marta, e assim como esta, ele vai fragmentando a realidade escondendo alguns fatos que podem se encaixar no final, mas nunca distorcendo-os ou forçando a narrativa para que não custe ficar pobre. Os acontecimentos ocasionais são uma maneira rebuscada de falar da vida e sua imprevisibilidade, onde cada escolha muda totalmente o contexto do presente, do futuro e, quiçá, do passado. Ora, a escolha de se matar fora precipitada quando se analisa racional temporalmente. Mas que outra escolha ele poderia tomar? Como poderia saber que alguém havia trocado os remédios, como poderia saber de qualquer futuro, seja ele qual for, mesmo sabendo o que se escolhe, nunca a consequência é, ipis literis, o que se espera que seja. E que ganância é arrancada de nossos corações, não só a dos filhos, mas de nós mesmos, espectadores, que, com a ajuda catalisadora da expurgação que só a arte é capaz de proporcionar, vislumbramos a nossa frente. O que faríamos se descobríssemos que nossa expecatativa, de ganhar muito dinheiro por exemplo, fosse cortada? E aliás, depois de ter conspurcado toda essa ganância na cara de um dos membros, como lidar com umorgulho todo quebrado? E como é doloroso ver a humanidade precisando ser quebrada na nossa frente quando todos os gananciosos veem o jogo virar e a alma condenada se dando bem... É um filme transcendental, que passa pelos sentidos de maneira além humana, que termina assim como eu assisti, por acaso, peguei uma faca aleatória na minha infinita lista de filmes, e quando fui esfaquear, encontrei algo deslumbrante. Preciso de uma nova caneca!
Engraçado como recebi tantas refer6encias negativas deste filme. Eu amei. é um filme incrível. óbvio que tem algumas cenas que matam, tipo aquela do de niro chutanto o cara na calçada. Cena mal feita. Mas a história do filme e atuaçao no geral sao muito bons. Não concordo que deveria ser menor, preencheu bem as 3 horas e pouco. e concordo demais que seja a despedida de uma era, de grandes atores e diretor de máfia. Fechamento de um ciclo para que venha tantos outros tão bons e melhores assim espero.
Eu nunca fui petista!! Desde quando Lula entrou, nunca tomei partido. Sempre critiquei várias políticas do PT como o mais médicos. Porém eu criticava não porque o governo estava muito ruim. Mas porque é nossa função cidadã criticar os erros e não ter uma religião partidária, sempre pensando em ser pró democracia. Além disso, o Brasil estava crescendo tanto, com tantas uni federais, com pessoal saindo da miséria, podendo estudar e trabalhar, pré-sal, Brasil lindo sendo referência mundial que, quando as nuances do golpe fora injetada, quando começaram a armar o palco contra o PT numa jogatina anti democrática e na contra mão da constituição, eu tive que vestir a camisa do PT, não para virar Ptista, mas para reforçar meu democratismo. Petra faz um trabalho genial, principalmente porque ela reitera, com PT ou não, a democracia é um mito, assim como seus messias. Na hora em que a oligarquia se cansa de um estado de direitos, ela faz qualquer coisa, sem pé nem cabeça, para colocar os fantoches que quer. E numa cara de pau, dá os agrados para os heróis criados pela mídia, dá vida as notícias fake news, e como nunca estruturaram nossa educação, alienam milhões de brasileiros que acham que há um presidente de verdade no executivo. É um filme brilhante que nos dá uma tristeza profunda regada a impotência, e uma raiva gigante da elite perversa. O que me dói na ignorância dos meus, é que, depois de tudo que fora destruído, depois de um filme escrachado desses, ainda, nesta presente data, estão falando dos personagens do Big Brother como pauta principal de discussão. Nunca tive um sentimento tão saudosista em relação a intelectualidade.
Eu tenho isso de melhor filme! Aos 15 anos eu tive uma revolução existencial, uma epifania sobre a vida quando li o mundo de sofia e assisti a Vanilla Sky. Esses dois viraram meu livro e meu filme preferidos até agora. Depois dos 30 anos parece que estou reconhecendo outra significativa revolução. Meu livro preferido agora é Cem anos de solidão, meu músico preferido é Belchior, meu poeta, Fernando pessoa, e meu melhor filme virou Capitão Fantástico. Em disparado esse é o filme da minha vida. Vanilla sky continua sendo também, mas agora como coadjuvante. Mas não é melhor, claro. Melhor nesse sentido é quando se está apaixonado, que faz muito sentido. Obviamente que em termos cinematográficos é horrível escalonar filmes em melhores e piores, essa comparação é contraproducente para a arte. Mas ninguém pode mandar nas paixões. A lindeza que é esse filme, a crítica raivosa que eu coaduno, estou apaixonado por Leslie, por rell, por Ben, por toda essa família, que puxou meu espírito criativo e potencial para olhar o mundo. É assim que quero olhar. Poder ao povo! Desobedeça a autoridade!! Melhor capitão do que os da marvel...
Ben Affleck é muito ruim. Qualquer atriz/ator desse filme atua melhor que ele. Mas felizmente ele não estraga o filme. É uma obra prima, muito bem dirigido. A trilha sonora coloca o espectador na temporalidade sentimental dos personagens e no processo da trama. Os personagens são muito densos e nada simples. O envolvimento com eles é inevitável. Grande filme que mescla emoções e nos dá o benefício da dúvida. Fantástico, mas se for muito petulante, incrível.
Galera pelo amor dos meus filhinhos, tá muito boa velho!! Crítica social muito profunda, ainda com um roteiro romantizado. Perdeu a vibe sombria, também acho uma pena, mas de outra forma está muito inteligente e os episódios pega na veia de nossas relações mais profundas. Eu só vou dar 5 estrelas porque não tem como dar 12.
Lisbela e o Prisioneiro
3.8 1,3KCatarse afetiva em cada cena
A emoção, sentimento, afeto que esse filme transmite é simplesmente uma obra-prima. Marco Nanini simplesmente fenomenal, em destaque, mas todes es atores são fantásticos. O roteiro é incrível, prende do início ao fim e a metalinguagem é deliciosa, numa comédia que deixa a gente encantado com cinema brasileiro. Buscar nossa brasilidade em Alagoas em contraste com o Rio de Janeiro também é uma poderosa estética do filme que faz a história virar um mito que transpassa nossa história e nos envolve de novo numa trama temporal. Lisbela e o prisioneiro é um filme recomendado em todas as suas instâncias mas, principalmente, que nos leva para uma catarse de nossa existência branda e esquecida, relembrada em cada frame que nos afeta.
O Lar das Crianças Peculiares
3.3 1,5K Assista AgoraUma história mal contada
Belíssimos efeitos especiais, mas uma história muito mal contada, péssima direção e péssimo roteiro.
[/spoiler]
Como pode? Baron sequestra Jack, depois Jack vai salvar Peregrine, e ele não mata Jack? Tipo, o que?? Sangue dos etérios não é invisível. A narração das coisas é muito mal contada. Baron vira Jack para enganar os outros e morre de uma maneira ridícula. Jack tenta acertar vária vezes com a besta em Baron numas cenas que parecem mais uma encher o saco. Deu vontade de rever os filmes do Tim Burton para saber se eles são tão ruins e fracos assim. Ainda ganhou um pouco de estrela pois as histórias de terror cômico ainda é uma forma criativa e interessante de fazer cinema. Mesmo assim peca muito em subestimar a inteligência do espectador com um roteiro tão pobre e mal feito
[spoiler]
Utopia e Barbárie
4.4 87 Assista AgoraPara que serve a utopia: Para nos fazer andar. Para que serve a barbárie: para matar nossos sonhos. A memória é uma ferramenta importante para nossa energia de luta e para lembrar da libertação que só poderia ser conquistada em conjunto, se organizando. Este filme é mais que um documentário, é um chamado ancestral para a liberdade e desgarrar das ditaduras que vivemos hoje. Sim, esquecemos, que estamos presas e presos numa ditadora pior e truculenta, nas redes sociais e aceitando a vida como ela é pois, para os sistema, o show deve continuar apesar de tudo. É um filme que nos lembra que a gente tem aceitado a barbárie de mãos beijadas e esquecemos do desejo de lutar.
O Castelo Animado
4.4 1,3K Assista AgoraUma animação fantástica, que coloca nossa imaginação para ultrapassar os limites. O encantamento que hayao em castelo animado coloca-nos em frente a nossos desejos mais profundos. A linda vivência que sophie tem com sua versão mais velha. Lidar com os feitiços que outros personagens têm, é uma afronta à ilusão conformada da realidade em que pensamos estar submersos. Sua errância para outras terras traz nosso espírito para imaginar que não, a vida não é assim, pois ela pode ser de tantas formas que temo que sair de nosso lugar.
Madame Satã
3.9 432 Assista AgoraUm filme de uma estética corajosa e inspiradora. Que atuação do Lázaro, ele leva para outro patamar a personagem. Amor e ódio sobre assistir, com a personagem e com a história de João. Revolução é uma das palavras que fica, para um país desigual e injusto, vivendo um risco ao nascer, umas pessoa que nasceu para atuar em espetáculos. É alvo de todo tipo de repressão, mas sua alma é maior que qualquer autoritarismo.
Anatomia de uma Queda
4.0 974 Assista AgoraNarrativa complexa e bem montada. Um filme com elementos bem anunciados em seus pormenores. Um roteiro inteligente que destrincha a realidade de forma visceral. O filme é um dos melhores do ano por subverter em estética e narrativa que, por ser um tema comum, poderia ter caído numa repetição cômoda mas, pelo contrário, entrega uma obra de arte.
Detalhe para a atuação da protagonista que não entregou muito.
Turista Espacial
4.3 240A arte é necessária como oxigênio e como o alimento que mata a fome. Mais que isso, sobretudo, redundantemente, La belle vert faz jus ao necessário. Apenas na arte podemos deleitar nas utopias tão necessárias quanto a arte. É na utopia que desvelamos para além da realidade. A importância disto é que, se não o fizéssemos, a realidade ganharia de nossos sonhos, e estaríamos fadados a acreditar que a vida é do jeito que é e não há nada a se fazer. Mais que a arte, mais que cinema, La Belle Vert ri da nossa cara como seres humanos que não aprenderam a se relacionar entre si e com a Terra. É uma comédia tão inteligente que consegue nos fazer rir ao mesmo tempo que debocha de nossa vida esdrúxula. Ainda acreditamos em dinheiro, ainda acreditamos em chefes, ainda acreditamos em hierarquias e posses. Filme belíssimo, com uma estética francesa peculiar, com uma inteligência humorística de alto nível, e com a utopia necessária para nos tirar da zona de conforte de uma vida medíocre e egoísta.
Eu só queria poder dar uma nota para a tradução do título, que tradução preguiçosa e infeliz, é ridículo esses títulos em português que passam longe de conseguir nomear uma obra tão gigante. Nota para a tradução: Vergonhosa.
Alcarràs
3.7 29 Assista AgoraUma ficção que parece um documentário.
O cotidiano da família faz a gente imergir na história e sentimento de cada um, é um enredo histórico muito real e muito amenizado comparado com o que acontece Brasil a dentro, com indígenas, quilombolas e pessoas que vivem em ruralidades. Muito cativante, ótima direção e exploração dos conflitos.
Triângulo da Tristeza
3.6 776 Assista AgoraA reviravolta do filme foi que não prometeu nada, mas entregou tudo. A genialidade da direção é incrível, que filme bem feito, completo. Atuações impecáveis. Roteiro muito bem montado.
Incrível como o diálogo do capitão com o capitalista é icônico, dois bêbados soltando frases de seus ideias, levando os a se conectar com a desi gualdade ao redr. Os vômitos que lembra Pasolini. A força bruta da terceira parte que traz a tona toda a mazela dos ricões que não sabem fazer nada.
Filmaço, que filme!!
[/spoiler]
[spoiler]
Nomadland
3.9 910 Assista AgoraUma estrada de quebrar um romance ocidental hollywoodiano, fazendo penetrar na melancolia insegura, mas ao mesmo tempo determinada de Fern, que consegue bancar seu desejo de ser uma moradora do mundo. Deixa claro que não é sem teto, mas sem casa. Leva consigo o brasão de pessoas amadas que dão força e encontra ajuda nos conflitos do caminhos. Porém, a melancolia do filme parece proposital, mas não tão cativante, os diálogos poderiam ser mais aprofundados e mais conectados, às vezes parece que os cortes foram feitos aleatoriamente, colocando diálogos e situações sem elipses que sustentem a argumentação. Mesmo assim, um filme que nos faz atravessar o mundo do nômades, sem generalizar, mas nos apresentando.
No Ritmo do Coração
4.1 770 Assista AgoraSer a voz de uma família: entre pesos e amores. Filme muito emocionante, mas com um roteiro que foi preguiçoso em alguns momentos. Claro que este parâmetro só é possível se comparado à outras obras magníficas que conseguem amarrar o enredo sem forçar, como é o caso de abre los ojos, Matrix, Titanic, Um dia, entre outros clássicos. Mas o que CODA forçou? p
Precisamente quando ela escolhe o coral por conta de um menino e, de repente, eles formam um dueto. Torna-se muito previsível que eles ficarão juntos. Assim como é muito previsível que ela conseguiria a audiência. Desta maneira, o roteiro é muito preguiçoso. Mas o filme ganha tamanho pelo trabalho com a afetividade familiar, a saudade, a responsabilidade, o peso da família e a leveza afetiva. O modo que o professor, que parecia tão duro, mas se identifica com a personagem em suas dificuldades de relacionamento por conta do diferente. O dilema é muito real em váios âmbitos da vida, a pressão por dinheiro e status social muitas vezes é um imedimento de seguir caminhos e desejos próprios. E sim, Ruby tem razão: "Se eu não fizer agora, nunca vai ser uma boa hora para se fazer.
A Montanha Sagrada
4.3 481 Assista AgoraSimplesmente Fantástico. Obra de um gênio que faz uma crítica ferrenha com uma pegada de surrealismo, provocando e quebrando padrões, nos tirando do lugar de conforto e de almejo de Status social. É incrível cada peculiaridade estética e política do filme que, nestes dois âmbitos, entrega o que propõe fortemente. Todas as refências que aparecem participam de nossa história, mas a ideia de Pan que Jodorownki tem subverte o que achamos ser o certo eticamente na sociedade. É de fato uma quebra. Um filme para quem já está ligado que é um dever ético quebrarmos o antropocentrismo gerado na nossa constituição social e que devemos nos quebrar sempre para não ficarmos presos à mestres, nem ao materia.
Pulp Fiction: Tempo de Violência
4.4 3,8K Assista AgoraA genialidade desse filme está fora dos parâmetros terrestres de arte. Os diálogos interconectados, o roteiro que sempre nos coloca num dilema ético. Uma sensibilidade sobre as relações com uma mistura de neurose social, numa organização construída nas bases de violência, as pessoas ficam perdidas, entrecruzadas entre a violência e o amor. Onde se busca um e o outro? A partir dessas bases, é impossível não ter violência, pois se não há de sucumbir. O mistérios das relações é: perante a isso, como posso buscar uma afecção e casar com essa estrutura. A redenção só pode ser feita se for livrado dos valores morais sociais e de rebanho, ser errante no mundo é uma das melhores estratégias para se livrar da violência intrínseca e se ligar mais com a natureza transcendente. Se não fosse por Bastardos Inglórios, essa seria a obra prima de Tarantino.
O Sétimo Selo
4.4 1,0K Assista AgoraPara fazer uma digressão temporal, esse é um filme que eu diria ter a cara de um Bergman Persona, mais do que um Bergman sonata de outono ou gritos e sussurros. É um Bergman mais cômico, satírico, debochado. Um gênio que usa das metáforas para falar das vicissitudes, de como lidamos com a vida e como nos enganamos em nossa perspectiva da morte. É uma jornada fantástica, surreal, uma passagem onírica que nos leva a aprofundar nossa relação com nossa própria constituição humana. Pareceu mais uma conversa comigo, do que uma experiência audiovisual. É um filme incrível. Mas como todo Bergman, precisa de uma preparação cinematográfica, não é um filme comum de sessão da tarde, mas que também revela uma humanidade de outra preparação onde se esteja pronta para ver o filme mesmo sem conhecer cinema, mesmo sem ter visto filme algum, mas que já tenha uma experiência transcendental própria sobre nossa finitude.
Terráqueos
4.5 45015 anos que esse documentário denuncia o holocausto na Terra, e nós estamos piores. Um amigo meu concordava com Sartre dizendo "o inferno são os outros". Sim, a espécie humana é a pior coisa que existe na Terra. Apenas ela causa dor por entretenimento. Apenas ela separa famílias para obter lucro. Apenas o ser humano, em sua arrogância extrema, acha que é dono do mundo, que pode usar as coisas e os seres vivos como se tudo existisse para ele. Antropocentrismo, ganância e predicativo egocêntrico. O ser humano acha que é alguma coisa nesse planetinha. A exploração não tem espécie, cor, gênero, etinia... NADA! A exploração é somente um gozo deplorável pelo poder. Apenas o ser humano é assim na terra. O mais terráqueo dos terráqueos, o mais dominador, o mais racional e ignorante, o mais fraco e tecnológico, o dominador insensível a sua própria existência animal. Sim, mas há uma lei implacável no Universo e portanto para a Terra: toda ação tem uma reação. Se não pararmos com nossos hábitos cruéis e ignorantes, e sim, que são tão humanos como nos tornamos violentos e desprezíveis para a existência da e na Terra, a própria natureza há de reorganizar o ciclo inestimável e incorruptível da vida. E assim o ser humano verá que ele nada mais é do que um simples, mísero e comum TERRESTRE!
O Sal da Terra
4.6 456 Assista AgoraMEU DEUS DO CÉU! É um pecado inenarrável escrever qualquer coisa sobre esse documentário, especialmente sobre Sebastião. Traduzir o sentimento que é essa obra prima dos documentários somente um ser celeste de outros cosmos ou caos poderia realizar. O que tenho a dizer com um simples olhar de um ser humano miserável e com todo receio de maltratar tal peça, é que os afetos que percorreram meu corpo durante o filme ainda estão reverberando, eles me atravessam agora pujantemente, numa mistura de raiva e tristeza, mas uma alegria que é homenagem a terra. Uma vontade enorme de ir a galapagos e a viver numa sociedade poligamica. Quero muito plantar arvores e fazer renascer mais e mais florestas. Quero muito, como Sebastião, dizer, homenagear o planeta de alguma forma, e ao mesmo tempo pedir perdão por nossa violência! Obrigado Planeta, obrigado Wim wenders, obrigado Sebastião Salgado!
Destacamento Blood
3.8 446 Assista AgoraO jeito irreverente de Spike Lee beira o Surrealismo.
A menira política que ele trata seus filmes é admiravelmente inteligente, rebuscado, fazendo sátiras e dramatizando a história, principal e particularmente a dos Estados Unidos.
As cenas iniciais são fortes. São cenas de luta e resistência. Cenas que marcam nossa trajetória como humanidade. Que mesmo com todas as atrocidades, diferenças, mortes e desigualdades, ainda continuamos com a exploração. Continuamos renegando nossos irmãos. Renegando a paz, que é iminente, toda vida foi. Porém a ganância e a sede de poder é eminentemente a ouro de todo do ser humano.
O enredo é bem elaborado, os plot twists são sutis. Spike Lee não nos dá o filme de mãos beijadas. Porém, alguns erros preguiçosos fazem dessa obra não ser um "masterpiece".
Destaco principalmente duas: Um dos integrantes daqueles que desarmam as bombas é morto por pisar em uma das minas numa fuga. Porém essa mina estava na entrada da rota para exploração, onde o guia turístico levou os Bloods. Fico pensando: como havia minas ali se o próprio guia os havia levado até lá? Será que por ser um guia turístico ele não estaria respaldado e assegurado que, pelo menos ali por perto, não haveria perigo?
Segundo: O militar vietnamita ataca Paul com uma faca, mesmo que ele esteja segurando uma metralhadora. começando assim um tiroteio sem precedentes, a não ser por uma reprodução barata de filme de ação, forçando uma brecha para que pessoas fossem salvas (por hora)
Tirando essas e mais algumas cenas absurdas, o filme é muito bom, Spike Lee consegue ser um gênio num modo peculiar de contar história. Lembra um pouco Tarantino que tira da realidade para fazer uma ficção criativa que expurga dos mais primitivos sentimentos até a mais engajada reflexão sobre luta política humanitária.
Entre Facas e Segredos
4.0 1,5K Assista AgoraEla ganha no gamão mais que você: Para mim, essa frase define a genialidade do diretor de "Entre facas e segredos" (Rian Johnson, 2019). Um filme cheio de reviravoltas que prende a atenção não apenas pelo incrível enredo, mas por sua forma irreverente de contar história, e pela direção fantástica de câmera.
A montagem do filme é posta de forma que a temporalidade é quebrada a todo instante. Não há uma rigidez cronológica nos acontecimentos, mas eles são encaixados na hora certa, na medida certa, de maneira que nossa percepção vai montando aos poucos o quebra cabeça e ao mesmo tempo nos deixa à vontade para percorrer o processo de maneira fluida e prazerosa. Na confissão de Marta, o filme está sempre voltando para os acontecimentos que, assim como na fala dela, vão sendo acrescentados, mas sem enganar o espectador uma só vez. O filme não pode mentir, assim como Marta, e assim como esta, ele vai fragmentando a realidade escondendo alguns fatos que podem se encaixar no final, mas nunca distorcendo-os ou forçando a narrativa para que não custe ficar pobre.
Os acontecimentos ocasionais são uma maneira rebuscada de falar da vida e sua imprevisibilidade, onde cada escolha muda totalmente o contexto do presente, do futuro e, quiçá, do passado. Ora, a escolha de se matar fora precipitada quando se analisa racional temporalmente. Mas que outra escolha ele poderia tomar? Como poderia saber que alguém havia trocado os remédios, como poderia saber de qualquer futuro, seja ele qual for, mesmo sabendo o que se escolhe, nunca a consequência é, ipis literis, o que se espera que seja.
E que ganância é arrancada de nossos corações, não só a dos filhos, mas de nós mesmos, espectadores, que, com a ajuda catalisadora da expurgação que só a arte é capaz de proporcionar, vislumbramos a nossa frente. O que faríamos se descobríssemos que nossa expecatativa, de ganhar muito dinheiro por exemplo, fosse cortada? E aliás, depois de ter conspurcado toda essa ganância na cara de um dos membros, como lidar com umorgulho todo quebrado? E como é doloroso ver a humanidade precisando ser quebrada na nossa frente quando todos os gananciosos veem o jogo virar e a alma condenada se dando bem...
É um filme transcendental, que passa pelos sentidos de maneira além humana, que termina assim como eu assisti, por acaso, peguei uma faca aleatória na minha infinita lista de filmes, e quando fui esfaquear, encontrei algo deslumbrante. Preciso de uma nova caneca!
Assunto de Família
4.2 406 Assista AgoraVou hackear o Filmow e colocar 15 estrelas para esse filme, porque não tem condições não...
O Irlandês
4.0 1,5K Assista AgoraEngraçado como recebi tantas refer6encias negativas deste filme. Eu amei. é um filme incrível. óbvio que tem algumas cenas que matam, tipo aquela do de niro chutanto o cara na calçada. Cena mal feita. Mas a história do filme e atuaçao no geral sao muito bons. Não concordo que deveria ser menor, preencheu bem as 3 horas e pouco. e concordo demais que seja a despedida de uma era, de grandes atores e diretor de máfia. Fechamento de um ciclo para que venha tantos outros tão bons e melhores assim espero.
Democracia em Vertigem
4.1 1,3KEu nunca fui petista!! Desde quando Lula entrou, nunca tomei partido. Sempre critiquei várias políticas do PT como o mais médicos. Porém eu criticava não porque o governo estava muito ruim. Mas porque é nossa função cidadã criticar os erros e não ter uma religião partidária, sempre pensando em ser pró democracia. Além disso, o Brasil estava crescendo tanto, com tantas uni federais, com pessoal saindo da miséria, podendo estudar e trabalhar, pré-sal, Brasil lindo sendo referência mundial que, quando as nuances do golpe fora injetada, quando começaram a armar o palco contra o PT numa jogatina anti democrática e na contra mão da constituição, eu tive que vestir a camisa do PT, não para virar Ptista, mas para reforçar meu democratismo. Petra faz um trabalho genial, principalmente porque ela reitera, com PT ou não, a democracia é um mito, assim como seus messias. Na hora em que a oligarquia se cansa de um estado de direitos, ela faz qualquer coisa, sem pé nem cabeça, para colocar os fantoches que quer. E numa cara de pau, dá os agrados para os heróis criados pela mídia, dá vida as notícias fake news, e como nunca estruturaram nossa educação, alienam milhões de brasileiros que acham que há um presidente de verdade no executivo. É um filme brilhante que nos dá uma tristeza profunda regada a impotência, e uma raiva gigante da elite perversa. O que me dói na ignorância dos meus, é que, depois de tudo que fora destruído, depois de um filme escrachado desses, ainda, nesta presente data, estão falando dos personagens do Big Brother como pauta principal de discussão. Nunca tive um sentimento tão saudosista em relação a intelectualidade.
Capitão Fantástico
4.4 2,7K Assista AgoraEu tenho isso de melhor filme! Aos 15 anos eu tive uma revolução existencial, uma epifania sobre a vida quando li o mundo de sofia e assisti a Vanilla Sky. Esses dois viraram meu livro e meu filme preferidos até agora. Depois dos 30 anos parece que estou reconhecendo outra significativa revolução. Meu livro preferido agora
é Cem anos de solidão, meu músico preferido é Belchior, meu poeta, Fernando pessoa, e meu melhor filme virou Capitão Fantástico. Em disparado esse é o filme da minha vida. Vanilla sky continua sendo também, mas agora como coadjuvante. Mas não é melhor, claro. Melhor nesse sentido é quando se está apaixonado, que faz muito sentido. Obviamente que em termos cinematográficos é horrível escalonar filmes em melhores e piores, essa comparação é contraproducente para a arte. Mas ninguém pode mandar nas paixões. A lindeza que é esse filme, a crítica raivosa que eu coaduno, estou apaixonado por Leslie, por rell, por Ben, por toda essa família, que puxou meu espírito criativo e potencial para olhar o mundo. É assim que quero olhar. Poder ao povo! Desobedeça a autoridade!! Melhor capitão do que os da marvel...
Garota Exemplar
4.2 5,0K Assista AgoraBen Affleck é muito ruim. Qualquer atriz/ator desse filme atua melhor que ele. Mas felizmente ele não estraga o filme. É uma obra prima, muito bem dirigido. A trilha sonora coloca o espectador na temporalidade sentimental dos personagens e no processo da trama. Os personagens são muito densos e nada simples. O envolvimento com eles é inevitável. Grande filme que mescla emoções e nos dá o benefício da dúvida. Fantástico, mas se for muito petulante, incrível.
Black Mirror (5ª Temporada)
3.2 962 Assista AgoraGalera pelo amor dos meus filhinhos, tá muito boa velho!! Crítica social muito profunda, ainda com um roteiro romantizado. Perdeu a vibe sombria, também acho uma pena, mas de outra forma está muito inteligente e os episódios pega na veia de nossas relações mais profundas. Eu só vou dar 5 estrelas porque não tem como dar 12.