Inicialmente, Mrs. Harris vai a Paris parece somente um filme simples, feito para se entreter e agradar. O filme brinca com convenções do gênero, nos induz a pensar que já sabemos o desenvolvimento e o seu final, mas não - as expectativas são quebradas - de uma forma positiva, claro.
Entre o final do segundo ato ao início do terceiro ato,
vemos que o futuro amoroso e o destino do vestido verde
não são o que a gente pensava. Isso torna o filme um pouco menos doce, mas não menos brilhante. Aproxima ele do seu público, vemos mais camadas da protagonista cativante de Leslie Manville, chega a ser antropológico. E o encaixe do final é feito com êxito. Superou minhas expectativas.
O filme chama Women In Love, mas quem se destaca mesmo são os personagens masculinos, o que pra mim foi uma surpresa (positiva). Mulheres Apaixonadas aborda tantas camadas do amor, não só no sentimento, mas também na vivência, na ação. O amor e o desejo são opostos, complementares, ou depende? Aqui não falta espaço para abordagem do sentimento mais celebrado pelo ser humano. Uma frase de Grundun, personagem da Glenda Jackson, me chama atenção.
"Tente me amar um pouco mais e me querer um pouco menos"
O filme brilha também nos aspectos técnicos. A decupagem é tão incrível quanto a fotografia e a direção de arte, me chama atenção as cenas alternadas, os closes nos rostos, ao mesmo tempo que há espaço para apreciar as paisagens em planos ora médios, ora mais afastados. Vale a pena ser revisto.
Esse filme foi mal recebido injustamente, acredito que pelo tema da eutanásia ser um tabu, porque a identidade Almodovariana ainda está ali, ainda que com menos melodrama, mas é porque a temática do longa pede pra ser mais seca mesmo. Eu não esperava muito devido a reputação mediana que o filme tem dentro da filmografia do diretor, mas tive uma boa surpresa.
Eu não conheço o musical da Broadway, mas essa primeira parte do filme merece todos os elogios possíveis por tornar um entretenimento musical acessível pra tanta gente. Minha maior resistência à musicais é a cantoria excessiva, mas isso não acontece aqui, os momentos de silêncio e menos agitação equilibram tudo. Se a Ariana Grande ganhasse o Oscar, eu aplaudiria. O que a Glinda representa é detestável, mas ela torna a personagem até agradável de acompanhar. E os momentos de comédia são muito divertidos. Se coroassem Wicked como um dos musicais desse século, eu não acharia um absurdo. Grata surpresa!
Eu esperava uma bomba e fui surpreendido. O filme não pretende ser um clássico,mas é um ótimo entretenimento de terror slasher, diverte tanto quanto Premonição ou Lenda Urbana. Pra quem tem uma noção básica de tarô e astrologia, percebe que estudaram mas não tornaram as citações a esses assuntos difíceis de entender. É só você se permitir adentrar e curtir esse universo paralelo que a trama se propõe.
Justamente o final fez valer minhas 5/5 estrelas. Tem uma coisa bonita nela enfrentar e se expor para todas aquelas pessoas as quais ela queria que vissem só a forma mais bonita dela.
É um tipo de libertação e redenção após ser tão dura consigo mesma. Tanto é que
no final ela exprime uma expressão de paz, quando o rosto dela olha para o céu na sua menor forma. Lembra, inclusive, a Natalie Portman em Cisne Negro nesse sentido.
Achei válido demais o final. Para quem estuda atuação, sabe que o ator precisa acreditar que o desfecho dado para a sua personagem é o melhor resultado que ele poderia ter encontrado, e de alguma forma, sair vitorioso na história. A meu ver, cumpriu realmente isso.
Duas vítimas dos modelos a serem seguidos socialmente, cada um dentro da sua realidade. O filme, porém, não coloca os dois nesse mesmo espectro e a falta de interesse em desenvolver o Daniel dá margem para vilanizar ele, enquanto a outra parte sai isenta - sendo que ela também teve seus erros. Ele funciona mais como uma muleta para o desenvolvimento da Sara, sendo que ele quem move a maior parte da trama.
A ideia da película é interessante mas se arrasta demais, a introdução do Daniel é muito longa e fica por isso mesmo, e, poderiam ter aproveitado joias da música nacional para a trilha sonora.
Eu achei a história confusa, me peguei desconectado do filme em vários momentos. Os vícios Hollywoodianos estão em alta proporção que incomoda o limite do bom senso, o casal principal não envolve também. Não esperava que houvesse um filme tão ruim no catálogo do Michael Mann, que eu considero um diretor muito competente. A trilha sonora se salva.
Gostei como o filme mostra que o amor é muito mais construído e sentido no dia a dia durante a convivência com o próximo do que um supetão repentino. O final é muito satisfatório também.
Só não vou dar nota 10 pois eu quero ver mais vezes e sentir nas reassistidas que o filme cresce comigo, e, assim, aumentar a minha avaliação.
Mas assim, é incrível, viu? O mais chocante não é ver que ele soa atual hoje, 97 anos depois do lançamento. Arrisco dizer que ele vai ser bem atual daqui 100 e 200 anos também.
Além de todo o design de produção e roteiro, eu tô babando é na trilha sonora. Contribuiu muitooo para o envolvimento do filme. Fritz Lang, você é uma lenda!
O filme coloca o espectador como testemunha (ou cúmplice?) da atrocidade, questiona nossa humanidade e ao mesmo tempo escancara o sadismo do ser humano, por tornar a guerra algo tão contemplativo.
a judia(?) fugindo com as pedrinhas em efeito negativo, como um conto de infância pode representar tantas camadas, para uma criança uma simples história antes de dormir, para outra, uma possibilidade de sobrevivência,
fiquei passado.
Interessante a ideia e a execução, mas também é deveras assustador.
Sra. Harris vai a Paris
3.6 136Inicialmente, Mrs. Harris vai a Paris parece somente um filme simples, feito para se entreter e agradar. O filme brinca com convenções do gênero, nos induz a pensar que já sabemos o desenvolvimento e o seu final, mas não - as expectativas são quebradas - de uma forma positiva, claro.
Entre o final do segundo ato ao início do terceiro ato,
vemos que o futuro amoroso e o destino do vestido verde
Marty Supreme
3.6 380 Assista AgoraO Leonardo Dicaprio e o Steven Spielberg têm muito mais êxito em "Prenda-Me Se For Capaz".
Mulheres Apaixonadas
3.8 35O filme chama Women In Love, mas quem se destaca mesmo são os personagens masculinos, o que pra mim foi uma surpresa (positiva). Mulheres Apaixonadas aborda tantas camadas do amor, não só no sentimento, mas também na vivência, na ação. O amor e o desejo são opostos, complementares, ou depende? Aqui não falta espaço para abordagem do sentimento mais celebrado pelo ser humano. Uma frase de Grundun, personagem da Glenda Jackson, me chama atenção.
"Tente me amar um pouco mais e me querer um pouco menos"
O filme brilha também nos aspectos técnicos. A decupagem é tão incrível quanto a fotografia e a direção de arte, me chama atenção as cenas alternadas, os closes nos rostos, ao mesmo tempo que há espaço para apreciar as paisagens em planos ora médios, ora mais afastados. Vale a pena ser revisto.
O Quarto ao Lado
3.6 192 Assista AgoraEsse filme foi mal recebido injustamente, acredito que pelo tema da eutanásia ser um tabu, porque a identidade Almodovariana ainda está ali, ainda que com menos melodrama, mas é porque a temática do longa pede pra ser mais seca mesmo. Eu não esperava muito devido a reputação mediana que o filme tem dentro da filmografia do diretor, mas tive uma boa surpresa.
Wicked
3.9 526 Assista AgoraEu não conheço o musical da Broadway, mas essa primeira parte do filme merece todos os elogios possíveis por tornar um entretenimento musical acessível pra tanta gente. Minha maior resistência à musicais é a cantoria excessiva, mas isso não acontece aqui, os momentos de silêncio e menos agitação equilibram tudo.
Se a Ariana Grande ganhasse o Oscar, eu aplaudiria. O que a Glinda representa é detestável, mas ela torna a personagem até agradável de acompanhar. E os momentos de comédia são muito divertidos.
Se coroassem Wicked como um dos musicais desse século, eu não acharia um absurdo.
Grata surpresa!
O Tarô da Morte
2.3 221 Assista AgoraEu esperava uma bomba e fui surpreendido. O filme não pretende ser um clássico,mas é um ótimo entretenimento de terror slasher, diverte tanto quanto Premonição ou Lenda Urbana. Pra quem tem uma noção básica de tarô e astrologia, percebe que estudaram mas não tornaram as citações a esses assuntos difíceis de entender. É só você se permitir adentrar e curtir esse universo paralelo que a trama se propõe.
Thelma
3.7 70 Assista AgoraFaçam mais filmes divertidos com a terceira idade de protagonista, por favor!
Maria Callas
3.1 129 Assista AgoraDe tão poético fica pedante.
Alien: Romulus
3.7 769 Assista AgoraJá nasceu clássico.
A Substância
3.9 1,9K Assista AgoraJustamente o final fez valer minhas 5/5 estrelas. Tem uma coisa bonita nela enfrentar e se expor para todas aquelas pessoas as quais ela queria que vissem só a forma mais bonita dela.
É um tipo de libertação e redenção após ser tão dura consigo mesma. Tanto é que
no final ela exprime uma expressão de paz, quando o rosto dela olha para o céu na sua menor forma. Lembra, inclusive, a Natalie Portman em Cisne Negro nesse sentido.
Achei válido demais o final. Para quem estuda atuação, sabe que o ator precisa acreditar que o desfecho dado para a sua personagem é o melhor resultado que ele poderia ter encontrado, e de alguma forma, sair vitorioso na história. A meu ver, cumpriu realmente isso.
Deserto Particular
3.8 198 Assista AgoraDuas vítimas dos modelos a serem seguidos socialmente, cada um dentro da sua realidade. O filme, porém, não coloca os dois nesse mesmo espectro e a falta de interesse em desenvolver o Daniel dá margem para vilanizar ele, enquanto a outra parte sai isenta - sendo que ela também teve seus erros. Ele funciona mais como uma muleta para o desenvolvimento da Sara, sendo que ele quem move a maior parte da trama.
A ideia da película é interessante mas se arrasta demais, a introdução do Daniel é muito longa e fica por isso mesmo, e, poderiam ter aproveitado joias da música nacional para a trilha sonora.
Maligno
3.2 1,2KEu juro que tentei, mas é cabuloso demais pra mim ver a Clarice Falcão e o Predator juntos num mesmo filme.
Olha Quem Está Falando
3.1 388 Assista Agora12.000° avaliação! Uma ótima lembrança da Sessão da tarde!
Furiosa: Uma Saga Mad Max
3.7 701 Assista AgoraNunca ia imaginar que a melhor coisa desse filme seria o vilão canastrão do Chris Hemsworth com nariz italiano 😅
O Último dos Moicanos
3.8 403 Assista AgoraEu achei a história confusa, me peguei desconectado do filme em vários momentos. Os vícios Hollywoodianos estão em alta proporção que incomoda o limite do bom senso, o casal principal não envolve também.
Não esperava que houvesse um filme tão ruim no catálogo do Michael Mann, que eu considero um diretor muito competente. A trilha sonora se salva.
O Despertar de uma Paixão
3.9 553 Assista AgoraGostei como o filme mostra que o amor é muito mais construído e sentido no dia a dia durante a convivência com o próximo do que um supetão repentino. O final é muito satisfatório também.
Bohemian Rhapsody
4.1 2,2K Assista AgoraAs músicas fantásticas do Queen salvaram o filme, se não seria um 2.5/5, mas merecia ser um 5/5.
Metrópolis
4.4 658 Assista AgoraSó não vou dar nota 10 pois eu quero ver mais vezes e sentir nas reassistidas que o filme cresce comigo, e, assim, aumentar a minha avaliação.
Mas assim, é incrível, viu? O mais chocante não é ver que ele soa atual hoje, 97 anos depois do lançamento. Arrisco dizer que ele vai ser bem atual daqui 100 e 200 anos também.
Além de todo o design de produção e roteiro, eu tô babando é na trilha sonora. Contribuiu muitooo para o envolvimento do filme. Fritz Lang, você é uma lenda!
Operação França
3.9 273 Assista AgoraEsse filme é um compilado surpreendente de ASMRs.
Pobres Criaturas
4.1 1,3K Assista AgoraSe trocar a Emma Stone pelo David Brazil, o filme não muda nada...
Zona de Interesse
3.6 704 Assista AgoraO filme coloca o espectador como testemunha (ou cúmplice?) da atrocidade, questiona nossa humanidade e ao mesmo tempo escancara o sadismo do ser humano, por tornar a guerra algo tão contemplativo.
A cena que mais mexeu comigo foi
a judia(?) fugindo com as pedrinhas em efeito negativo, como um conto de infância pode representar tantas camadas, para uma criança uma simples história antes de dormir, para outra, uma possibilidade de sobrevivência,
Interessante a ideia e a execução, mas também é deveras assustador.
Saltburn
3.5 936Começa como Meninas Malvadas, evolui para Teorema do Pasolini e depois evolui de novo para Parasita. Incrível, viu.
Maestro
3.1 269O maestro perdeu o tom.
Anatomia de uma Queda
4.0 992 Assista AgoraNunca mais vou ouvir P.I.M.P. do 50 Cent da mesma forma. Introdução fodástica e um dos melhores filmes do ano, com toda a certeza.