Gostei da abordagem sobre o que vai dando errado no funcionamento do casal protagonista, suas fantasias e expectativas não comunicadas, o que vai se perdendo e empobrecendo na relação. Algumas partes são muito verborrágicas, declaradamente em homenagem a Annie Hall, filme típico de Woody Allen, mas cuja protagonista, Diane Keaton, é mencionada numa dedicatória final. Interessante, provoca uma reflexão no espectador sobre seus relacionamentos, excitante em outros momentos, logo utiliza dessa curiosidade sobre o comportamento livre e sem pudor dos vizinhos para evidenciar o quão emperrada está a libido do casal anfitrião. A diretora/atriz é verdadeira e convincente, Penélope Cruz está bela e insinuante, parece a adulta na sala, os homens não estão mal. Fiquei com a impressão que a história ficaria melhor no teatro mas, pra mim, funcionou.
Na esteira do sucesso da peça, montagem e direção da Bia Lessa, esse texto fabuloso, praticamente indizível, é magistralmente interpretado por Caio Blat. A Luiza Arraes cria e se esbalda na violenta e performática Diadorim. O eternamente galã Rodrigo Lombardi se despe de sua bela estampa e dá vida a um Joca Ramiro, líder carismático. O Hermógenes, personagem do Eduardo Sterblitch, tem tiradas fenomenais e assusta com sua violência e crueldade. Não funcionou pra mim o Zé Bebelo do Luis Miranda, lamento, pois este ator pra mim está muito marcado pelos personagens cômicos. Mesmo assim, há boas cenas com ele. Transpor a obra prima de Guimarães Rosa pra uma atualidade em meio a favelas e facções, confesso, me causava arrepios e evitei ver muito tempo. Mas a força do texto, das palavras e boas interpretações fizeram desse filme uma boa surpresa e honrou o esforço.
Mesmo sendo esse tema um pouco clichê, acho que o filme traz boas inspirações a partir da experiência da protagonista, a de conectar-se com seu próprio desejo.
Muito tocante, muito triste, muito corajoso o filme. Quem vai proteger uma menina assim, no limite do que é humano, gerações de abusos normalizados, educação e religião coniventes... o olhar feminino da diretora, as escolhas éticas do filme, a brutal violência sem que nenhuma cena explícita venha fetichizar os atos, as mulheres submetidas, o poder do Estado tão absurdamente distante e limitado, o que resta?
Um bom filme. Pra mim restou um gosto de podia ter sido melhor desenvolvido. Vamos falar de gêneros de filme. Os que gostam de ação reclamam que foi pouco, que foi rápido... os que gostam de filmes filosóficos, com uma causa, com alma, ficaram com um gosto de 'apresentou a idéia da luta antiracista mas não aprofundou'... e os que gostam de musicais, receberam um chá que retiraram logo o sachê... uma amostra, muito boa por sinal. É filme de terror? Um pouco, mas gasta muito aquela 'lei' de que
Acho que esse foi o dilema do roteirista, vou fazer um filme de quê. Se perdeu. E nem vem dizer que a boa atuação do Michael B. Jordan salva tudo, pra mim não merece o Oscar que parece que lhe será dado.
Vou destoar de alguns comentários que li aqui, vou concordar com algumas críticas que li antes de assistir. É um filme em que o cinema se aproxima do teatro, vemos ali ele se sustentando nos diálogos, mais do que nas imagens. O ritmo não me pareceu lento, é recheado de citações e conteúdo que as vezes nos escapam porque requer um conhecimento enciclopédico tanto de musicais da broadway, quanto da cultura americana em geral. Há um pano de fundo de um país engajado em muitas guerras, um cansaço. Mas há uma orgia de palavras, um artista que se fez, que alcançou a glória pelas letras mas que sucumbe. E um desejo enorme de ser amado, de beleza. O filme é o Ethan Hawke, os demais cumprem bem o seu papel na dança com ele.
Kokuho me atraiu como uma forma de lançar luz sobre o famoso e tradicional teatro Kabuki. Saber mais sobre como culturalmente eles apreciam aquelas encenações, o rigor na caracterização e os dogmas/tabus que cercam a atuação, especialmente a dos 'onagatas', atores especialistas em papéis femininos. Foi muito ilustrativo, esclarecedor, tem cenas de kabuki lindíssimas (a final, especialmente e a última da dupla, fenomenal) e, mais do que simplesmente o teatro, a vida dedicada a ele, sua repetição e a busca rigorosa pela perfeição dão muitas pistas do que está no cerne da cultura desse país intrigante, ainda nos dias de hoje. Como dramaturgia, o filme também é bom, apesar de longo. Rivalidade, tradição, inveja, redenção. O protagonista, na minha opinião, restou um pouco impassível, tanto no sucesso quanto no fracasso, não me passou muita sinceridade.
Um filme irritante, com som caótico, atuações frenéticas, um azar coletivo crônico, gente que só se dá bem, outras que se dão mal mas vc sabe que em algum momento vão se dar bem, telegrafado, sem ritmo, muita canalhice, narcisismo, mulheres se deixando usar, um desperdício de interpretação (boa, tá) do TC, mas pra ganhar prêmio tem escolher melhor seus roteiros, vai. Me erra! Odiei.
gostei muito! gente diferente se aproximando e se afetando, tendo como pano de fundo um apocalipse, buscado, vivido, perto de qualquer um de nós. Poucos filmes me causaram sustos e perplexidade como este. (desconsidero aquele ataque colonial do diretor, sinceramente...)
Assino embaixo do comentário que me precede, do Lucas, em tudo e especialmente em relação ao modo sarcástico, cínico e confuso de tratar os "extremos" entre revolucionários e supremacistas brancos. Mas tenho que pontuar o desconforto e indignação que senti ao retratarem a personagem Perfydia, negra e irada revolucionária, com aquele tom hipersexualizado, reforçando estereótipos. bola fora, na minha opinião. A personagem Willa é tratada com muito mais integridade e respeito. A cena da perseguição a ela no deserto é antológica.
muito bem escrito, dirigido, excelentes atuações, gostei de ver os atores e atrizes da TV mandando bem na telona. Tem um humor ácido sutil, tem reviravoltas que vão desconstruindo o caráter dos personagens, todos muito emblemáticos. Tem uma crítica muito pertinente ao sistema capitalista e ao processo de exclusão e competição ao qual as pessoas se veem impulsionadas a assumir. Isso tudo com muito capricho técnico, cores, fotografia. Peca um pouco no ritmo, mas no conjunto, se revela uma obra exótica, inquietante e sarcástica.
que filme horroroso, eticamente falando. ele nem consegue se definir como um filme que critica o senso comum massificado, o politicamente correto. Porque
o personagem do Garfield se mostra assediador mesmo, capaz de estupro mesmo na cena do apartamento da professora vivida por Julia Roberts
mas nem assim. Quando é que o uso da condição de 99,99% das vítimas de estupro dos casos REAIS pode ser relativizado com um micronésimo de casos de pessoas que querem tirar vantagem do assedio que sofreram ou não sofreram (e nesse ínfimo caso isso nem importa). O filme merece todo o desprezo e o esquecimento que o aguarda.
Ritmo e conteúdo, um excelente mosaico de personagens relevantes, um heroi meio atônito, meio cansado, vilões asquerosos porque muito reais, principalmente naquela época, página infeliz da nossa história. faltou algo ou sobrou, sei lá, ali no final, mas eu não vejo outra maneira de realizar, inclusive porque aquilo que sobra no filme do Kleber Mendonça vale muito a ida ao cinema. Vai vir muito premio ainda.
Um filme de capítulos, não cronológicos, não geográficos apenas, não individuais. O que fazer quando uma mãe que você nunca entendeu dá a você e seu/sua irmão/ã uma missão aparentemente impossível, encontrar um irmão desconhecido e um pai que você achava que havia morrido. E isso envolto num pacote de mistério e autopunição pós morten . Nesse ponto, as personagens não parecem ter escolhas. Um país não identificado, mas existente naquele oriente médio que é real. Uma mulher que canta. Você vai embarcar nessa jornada e sair dela atônito, embrutecido, alucinado, enobrecido.
Clichê, previsível, não achei os protagonistas convincentes nos seus desempenhos como maestros. As mulheres atuam melhor. uma distração, afinal, é sempre bom ouvir boa música e admirar Paris.
Um filme que mostra o confronto entre os papeis de provedor, trabalhador, operário com o desejo de ficar perto de quem se ama. Com uma linguagem econômica, visual, acompanhamos a vida do protagonista, suas contradições, seu papel de agente/espectador de uma realidade injusta, desafiadora, encantadora. Aparece também o confronto entre o poder destruidor do homem frente a uma natureza pujante, aparentemente frágil mas que também devolve destruição e morte. As armadilhas do destino, o papel das pessoas que passam mas deixam marcas, aquilo que ele gostaria de reter. Achei belo e triste, mas valioso porque é profundamente humano.
Vi de novo! Daria novamente 5 estrelas. Dessa vez fiquei muito ligada na trilha sonora, aquilo de diegética e não diegética, ah, é perfeita! As passagens do tempo, ou do dia, como quando ela vê o dia passar, pensando na proposta que recusou... Tudo na iluminação. Perfeito!
Vi na época, no cinema mas, adolescente que era, não compreendi sua profundidade, os dilemas e as culpas. Assisti agora, 2025, levada pela tristeza da perda do grande diretor Robert Redford. Excelente construção de personagens, de ritmo e de tensão, a necessidade da sociedade normalizar a tragédia, encaixar o jovem protagonista, em profundo sofrimento gerado, especialmente, pela falta de sinceridade nas relações familiares. Excelente abordagem.
Excelente. Há muito tempo não via um filme grande, imenso, como esse. Tem parentesco com outros grandes filmes existenciais, como Melancholia, Árvore da Vida, O show de Truman. Mas produz sua marca única, seus atos, as pistas, as metáforas, as pequenas e grandes perdas. Pra mim, quase sem retoque. Excelente.
Vício, trauma, infância marcada, tudo se soma no desastre que se tornou a vida da personagem principal. Até começar sua jornada de reconstrução, o caos que a envolve deixa a gente de antemão preparada para a tragédia. Mas seu caminho bem particular e sem grandes testemunhos passa por retomar suas raízes, seu contato com o isolamento das ilhas onde nasceu, e, a parte mais linda pra mim, sua dança com o fluxo dos elementos, como metáfora das suas impossibilidades. Surpreendente e sensível.
O Convite
3.9 332 Assista AgoraGostei da abordagem sobre o que vai dando errado no funcionamento do casal protagonista, suas fantasias e expectativas não comunicadas, o que vai se perdendo e empobrecendo na relação. Algumas partes são muito verborrágicas, declaradamente em homenagem a Annie Hall, filme típico de Woody Allen, mas cuja protagonista, Diane Keaton, é mencionada numa dedicatória final. Interessante, provoca uma reflexão no espectador sobre seus relacionamentos, excitante em outros momentos, logo utiliza dessa curiosidade sobre o comportamento livre e sem pudor dos vizinhos para evidenciar o quão emperrada está a libido do casal anfitrião. A diretora/atriz é verdadeira e convincente, Penélope Cruz está bela e insinuante, parece a adulta na sala, os homens não estão mal. Fiquei com a impressão que a história ficaria melhor no teatro mas, pra mim, funcionou.
Grande Sertão
3.0 39 Assista AgoraNa esteira do sucesso da peça, montagem e direção da Bia Lessa, esse texto fabuloso, praticamente indizível, é magistralmente interpretado por Caio Blat. A Luiza Arraes cria e se esbalda na violenta e performática Diadorim. O eternamente galã Rodrigo Lombardi se despe de sua bela estampa e dá vida a um Joca Ramiro, líder carismático. O Hermógenes, personagem do Eduardo Sterblitch, tem tiradas fenomenais e assusta com sua violência e crueldade. Não funcionou pra mim o Zé Bebelo do Luis Miranda, lamento, pois este ator pra mim está muito marcado pelos personagens cômicos. Mesmo assim, há boas cenas com ele. Transpor a obra prima de Guimarães Rosa pra uma atualidade em meio a favelas e facções, confesso, me causava arrepios e evitei ver muito tempo. Mas a força do texto, das palavras e boas interpretações fizeram desse filme uma boa surpresa e honrou o esforço.
Meu Nome é Agneta
3.9 61 Assista AgoraMesmo sendo esse tema um pouco clichê, acho que o filme traz boas inspirações a partir da experiência da protagonista, a de conectar-se com seu próprio desejo.
Gary
3.3 11machulência chata pra danar...
Manas
4.2 153 Assista AgoraMuito tocante, muito triste, muito corajoso o filme. Quem vai proteger uma menina assim, no limite do que é humano, gerações de abusos normalizados, educação e religião coniventes... o olhar feminino da diretora, as escolhas éticas do filme, a brutal violência sem que nenhuma cena explícita venha fetichizar os atos, as mulheres submetidas, o poder do Estado tão absurdamente distante e limitado, o que resta?
Pecadores
4.0 1,3K Assista AgoraUm bom filme. Pra mim restou um gosto de podia ter sido melhor desenvolvido. Vamos falar de gêneros de filme. Os que gostam de ação reclamam que foi pouco, que foi rápido... os que gostam de filmes filosóficos, com uma causa, com alma, ficaram com um gosto de 'apresentou a idéia da luta antiracista mas não aprofundou'... e os que gostam de musicais, receberam um chá que retiraram logo o sachê... uma amostra, muito boa por sinal. É filme de terror? Um pouco, mas gasta muito aquela 'lei' de que
vampiros só entram quando convidados
Acho que esse foi o dilema do roteirista, vou fazer um filme de quê. Se perdeu. E nem vem dizer que a boa atuação do Michael B. Jordan salva tudo, pra mim não merece o Oscar que parece que lhe será dado.
Blue Moon: Música e Solidão
3.0 92 Assista AgoraVou destoar de alguns comentários que li aqui, vou concordar com algumas críticas que li antes de assistir. É um filme em que o cinema se aproxima do teatro, vemos ali ele se sustentando nos diálogos, mais do que nas imagens. O ritmo não me pareceu lento, é recheado de citações e conteúdo que as vezes nos escapam porque requer um conhecimento enciclopédico tanto de musicais da broadway, quanto da cultura americana em geral. Há um pano de fundo de um país engajado em muitas guerras, um cansaço. Mas há uma orgia de palavras, um artista que se fez, que alcançou a glória pelas letras mas que sucumbe. E um desejo enorme de ser amado, de beleza. O filme é o Ethan Hawke, os demais cumprem bem o seu papel na dança com ele.
Kokuho: O Preço da Perfeição
3.6 33 Assista AgoraKokuho me atraiu como uma forma de lançar luz sobre o famoso e tradicional teatro Kabuki. Saber mais sobre como culturalmente eles apreciam aquelas encenações, o rigor na caracterização e os dogmas/tabus que cercam a atuação, especialmente a dos 'onagatas', atores especialistas em papéis femininos. Foi muito ilustrativo, esclarecedor, tem cenas de kabuki lindíssimas (a final, especialmente e a última da dupla, fenomenal) e, mais do que simplesmente o teatro, a vida dedicada a ele, sua repetição e a busca rigorosa pela perfeição dão muitas pistas do que está no cerne da cultura desse país intrigante, ainda nos dias de hoje. Como dramaturgia, o filme também é bom, apesar de longo. Rivalidade, tradição, inveja, redenção. O protagonista, na minha opinião, restou um pouco impassível, tanto no sucesso quanto no fracasso, não me passou muita sinceridade.
Marty Supreme
3.6 379 Assista AgoraUm filme irritante, com som caótico, atuações frenéticas, um azar coletivo crônico, gente que só se dá bem, outras que se dão mal mas vc sabe que em algum momento vão se dar bem, telegrafado, sem ritmo, muita canalhice, narcisismo, mulheres se deixando usar, um desperdício de interpretação (boa, tá) do TC, mas pra ganhar prêmio tem escolher melhor seus roteiros, vai. Me erra! Odiei.
Sirāt
3.4 200 Assista Agoragostei muito! gente diferente se aproximando e se afetando, tendo como pano de fundo um apocalipse, buscado, vivido, perto de qualquer um de nós. Poucos filmes me causaram sustos e perplexidade como este. (desconsidero aquele ataque colonial do diretor, sinceramente...)
Uma Batalha Após a Outra
3.7 687 Assista AgoraAssino embaixo do comentário que me precede, do Lucas, em tudo e especialmente em relação ao modo sarcástico, cínico e confuso de tratar os "extremos" entre revolucionários e supremacistas brancos. Mas tenho que pontuar o desconforto e indignação que senti ao retratarem a personagem Perfydia, negra e irada revolucionária, com aquele tom hipersexualizado, reforçando estereótipos. bola fora, na minha opinião.
A personagem Willa é tratada com muito mais integridade e respeito. A cena da perseguição a ela no deserto é antológica.
A Única Saída
3.7 159 Assista Agoramuito bem escrito, dirigido, excelentes atuações, gostei de ver os atores e atrizes da TV mandando bem na telona. Tem um humor ácido sutil, tem reviravoltas que vão desconstruindo o caráter dos personagens, todos muito emblemáticos. Tem uma crítica muito pertinente ao sistema capitalista e ao processo de exclusão e competição ao qual as pessoas se veem impulsionadas a assumir. Isso tudo com muito capricho técnico, cores, fotografia. Peca um pouco no ritmo, mas no conjunto, se revela uma obra exótica, inquietante e sarcástica.
Depois da Caçada
2.9 124 Assista Agoraque filme horroroso, eticamente falando. ele nem consegue se definir como um filme que critica o senso comum massificado, o politicamente correto. Porque
o personagem do Garfield se mostra assediador mesmo, capaz de estupro mesmo na cena do apartamento da professora vivida por Julia Roberts
O Agente Secreto
3.9 1,1K Assista AgoraRitmo e conteúdo, um excelente mosaico de personagens relevantes, um heroi meio atônito, meio cansado, vilões asquerosos porque muito reais, principalmente naquela época, página infeliz da nossa história. faltou algo ou sobrou, sei lá, ali no final, mas eu não vejo outra maneira de realizar, inclusive porque aquilo que sobra no filme do Kleber Mendonça vale muito a ida ao cinema. Vai vir muito premio ainda.
Diários de Motocicleta
3.9 833"muita injustiça, né?" diz o Che ao amigo. Uma viagem transformadora, o princípio de tudo. E a música, ao final, soberba.
Incêndios
4.5 2,0K Assista AgoraUm filme de capítulos, não cronológicos, não geográficos apenas, não individuais. O que fazer quando uma mãe que você nunca entendeu dá a você e seu/sua irmão/ã uma missão aparentemente impossível, encontrar um irmão desconhecido e um pai que você achava que havia morrido. E isso envolto num pacote de mistério e autopunição pós morten . Nesse ponto, as personagens não parecem ter escolhas. Um país não identificado, mas existente naquele oriente médio que é real. Uma mulher que canta. Você vai embarcar nessa jornada e sair dela atônito, embrutecido, alucinado, enobrecido.
Maestro(s)
3.4 6 Assista AgoraClichê, previsível, não achei os protagonistas convincentes nos seus desempenhos como maestros. As mulheres atuam melhor.
uma distração, afinal, é sempre bom ouvir boa música e admirar Paris.
Sonhos de Trem
3.7 363 Assista AgoraUm filme que mostra o confronto entre os papeis de provedor, trabalhador, operário com o desejo de ficar perto de quem se ama. Com uma linguagem econômica, visual, acompanhamos a vida do protagonista, suas contradições, seu papel de agente/espectador de uma realidade injusta, desafiadora, encantadora. Aparece também o confronto entre o poder destruidor do homem frente a uma natureza pujante, aparentemente frágil mas que também devolve destruição e morte. As armadilhas do destino, o papel das pessoas que passam mas deixam marcas, aquilo que ele gostaria de reter. Achei belo e triste, mas valioso porque é profundamente humano.
Orgulho e Preconceito
4.2 2,8K Assista AgoraVi de novo! Daria novamente 5 estrelas. Dessa vez fiquei muito ligada na trilha sonora, aquilo de diegética e não diegética, ah, é perfeita! As passagens do tempo, ou do dia, como quando ela vê o dia passar, pensando na proposta que recusou... Tudo na iluminação. Perfeito!
Gente Como a Gente
3.8 151Vi na época, no cinema mas, adolescente que era, não compreendi sua profundidade, os dilemas e as culpas. Assisti agora, 2025, levada pela tristeza da perda do grande diretor Robert Redford. Excelente construção de personagens, de ritmo e de tensão, a necessidade da sociedade normalizar a tragédia, encaixar o jovem protagonista, em profundo sofrimento gerado, especialmente, pela falta de sinceridade nas relações familiares. Excelente abordagem.
Amores Materialistas
3.1 405 Assista AgoraBom. Um pouco raso.
A Vida de Chuck
3.7 159 Assista AgoraExcelente. Há muito tempo não via um filme grande, imenso, como esse. Tem parentesco com outros grandes filmes existenciais, como Melancholia, Árvore da Vida, O show de Truman. Mas produz sua marca única, seus atos, as pistas, as metáforas, as pequenas e grandes perdas. Pra mim, quase sem retoque. Excelente.
O Chef Italiano
2.6 7 Assista Agoraclichê, nenhuma química, várias pontas de trama sem resolução, uma paisagem e uma arquitetura não salvam nenhum filme.
De Volta ao Mar
3.4 64 Assista AgoraVício, trauma, infância marcada, tudo se soma no desastre que se tornou a vida da personagem principal. Até começar sua jornada de reconstrução, o caos que a envolve deixa a gente de antemão preparada para a tragédia. Mas seu caminho bem particular e sem grandes testemunhos passa por retomar suas raízes, seu contato com o isolamento das ilhas onde nasceu, e, a parte mais linda pra mim, sua dança com o fluxo dos elementos, como metáfora das suas impossibilidades. Surpreendente e sensível.