Um resgate histórico mas tb uma reflexão necessária, que a série não aprofunda. Não seria sua função a de um novo capitão do mato? Ele atira em quem lhe acusou disso. E será que ele se redime pela sua ação final? na minha opinião, não. A ver como uma possível sequencia vai tratar dessa encruzilhada essencial.
Gostei da abordagem sobre o que vai dando errado no funcionamento do casal protagonista, suas fantasias e expectativas não comunicadas, o que vai se perdendo e empobrecendo na relação. Algumas partes são muito verborrágicas, declaradamente em homenagem a Annie Hall, filme típico de Woody Allen, mas cuja protagonista, Diane Keaton, é mencionada numa dedicatória final. Interessante, provoca uma reflexão no espectador sobre seus relacionamentos, excitante em outros momentos, logo utiliza dessa curiosidade sobre o comportamento livre e sem pudor dos vizinhos para evidenciar o quão emperrada está a libido do casal anfitrião. A diretora/atriz é verdadeira e convincente, Penélope Cruz está bela e insinuante, parece a adulta na sala, os homens não estão mal. Fiquei com a impressão que a história ficaria melhor no teatro mas, pra mim, funcionou.
Credo que sinopse ruim... IA errando o genero da protagonista (isso está bem comum aqui no Fil mow, shame on you). A série é bem bobinha. Uma das atuações do Jung Hae-In mais inexpressivas (que saudade de Something in the rain), a promotora vai bem quando não está fazendo aquela vozinha infantil, irritante. A parte da violência é exagerada, não acrescenta nada, é inverossímil, 30 contra 1, facada e talz e o sujeito tá lindo (lindo! ) no dia seguinte. Vai bem no romance mas no final cansa, mais pancadaria, mais desencontro e um último capítulo desnecessário.
Na esteira do sucesso da peça, montagem e direção da Bia Lessa, esse texto fabuloso, praticamente indizível, é magistralmente interpretado por Caio Blat. A Luiza Arraes cria e se esbalda na violenta e performática Diadorim. O eternamente galã Rodrigo Lombardi se despe de sua bela estampa e dá vida a um Joca Ramiro, líder carismático. O Hermógenes, personagem do Eduardo Sterblitch, tem tiradas fenomenais e assusta com sua violência e crueldade. Não funcionou pra mim o Zé Bebelo do Luis Miranda, lamento, pois este ator pra mim está muito marcado pelos personagens cômicos. Mesmo assim, há boas cenas com ele. Transpor a obra prima de Guimarães Rosa pra uma atualidade em meio a favelas e facções, confesso, me causava arrepios e evitei ver muito tempo. Mas a força do texto, das palavras e boas interpretações fizeram desse filme uma boa surpresa e honrou o esforço.
Poucos atores são tão convincentes ao fazer um personagem principal irritante, caricato, daqueles que merecem ser escorraçados... este é um caso emblemático. Mas de tão boa atuação, bom texto, boa trama, a gente se irmana à jornada de dor e fracasso de Dong Man e se encanta com a figura frágil e trágica da Eun-A, seguindo com eles, com solidariedade, cumplicidade, afeto... A série tem qualidades e curiosidades que encantam pois resolve fazer quase uma "meta-linguagem" da indústria do audiovisual coreano, essa indústria de sucesso que intriga o resto do mundo. Há muitos personagens e histórias boas, do irmão poeta-soldador, do colega de quarto que passa a ter sucesso e a desprezar o personagem principal, encontros e desencontros, sem maniqueísmo. E ainda tem o relógio das emoções. ah gente!
Mesmo sendo esse tema um pouco clichê, acho que o filme traz boas inspirações a partir da experiência da protagonista, a de conectar-se com seu próprio desejo.
muito interessante, a célula do amor não voltou, mesmo com aquela disputa romântica, algumas conclusões importantes acontecendo. Mesmo assim, ela continuo exilada em outra dimensão e eu achei aquilo a chave pra Yumi (sim, porque isso é sempre um problema das mulheres) finalmente tomar posse de seu potencial e realizar o seu sonho de ter sucesso como escritora. Gostei muito, mesmo que romanticamente
agradável surpresa do aleatório da Netflix, que ultimamente só tinha me decepcionado. Série muito interessante, uma gama de personagens misteriosos, melancólicos, desesperados. A violência entra como motivação, o jogo que achei que seria uma cópia de Round 6, revelou-se mais histórico, mais político e estratégico. Claro que 6 episódios não são suficientes, claro que precisa de uma nova temporada. Que seja rápida!
Foi um dos primeiros doramas que assisti e minha lembrança era de ter gostado muito. Revi agora e aumentei minha cotação, realmente é muito bem feito, as questões continuam atuais, tanto as relativas à manipulação da opinião pública, quanto à situação das mulheres em posição de poder, suas escolhas e seus dilemas. A química do casal principal é muito boa, apesar de achar que a gente merecia um pouco menos de desavenças e drama.
Muito tocante, muito triste, muito corajoso o filme. Quem vai proteger uma menina assim, no limite do que é humano, gerações de abusos normalizados, educação e religião coniventes... o olhar feminino da diretora, as escolhas éticas do filme, a brutal violência sem que nenhuma cena explícita venha fetichizar os atos, as mulheres submetidas, o poder do Estado tão absurdamente distante e limitado, o que resta?
De novo... nada a ver essa sinopse. É uma boa série, um tanto arrastada, como tem sido costumeiro em todas que tenho vejo atualmente, mas são bons atores, tem uma boa trama e um final bem acertadinho, que compensa.
bom, filosófico, boas atuações. primoroso em seus enquadramentos, mas é lento, muito lento, difícil de aguentar. me vi acelerando algumas cenas de caminhadas (lentas), contemplação, silêncios. Depois de 16 capítulos a gente já sabe que nada vai acontecer, pode acelerar. Gostei da reflexão sobre o vazio que os sentimentos de ódio e vingança tendem a deixar.
Acho que tem algo errado com as sinopses aí do filmow. Essa aqui é das piores. Falando da série, é consistente, interessante no quesito aplicativo, frustrações com as relações reais e a fuga para um mundo idealizado que, apesar de tudo, também frustra e decepciona. Ponto para o apaixonamento demonstrado pelo colega, aquilo dos doramas, vai se revelando nos detalhes e nas coincidências, até que a curiosidade em saber mais forma o laço. Gostei bastante.
Um bom filme. Pra mim restou um gosto de podia ter sido melhor desenvolvido. Vamos falar de gêneros de filme. Os que gostam de ação reclamam que foi pouco, que foi rápido... os que gostam de filmes filosóficos, com uma causa, com alma, ficaram com um gosto de 'apresentou a idéia da luta antiracista mas não aprofundou'... e os que gostam de musicais, receberam um chá que retiraram logo o sachê... uma amostra, muito boa por sinal. É filme de terror? Um pouco, mas gasta muito aquela 'lei' de que
Acho que esse foi o dilema do roteirista, vou fazer um filme de quê. Se perdeu. E nem vem dizer que a boa atuação do Michael B. Jordan salva tudo, pra mim não merece o Oscar que parece que lhe será dado.
Porque não dei 5 estrelas logo? Tem a ver com o estilo das obras dos irmãos Cohen, produtores desta série, na qual o traço inegável da dupla, que percorre todas as temporadas, expõe a violência em estado bruto de tal maneira que chega a ser risível, embora não esvaziada de horror. Eu não aprecio esta marca, por achar que contribui para a banalização e a desumanização presente em tantos eventos violentos da vida real. Mas tenho que admitir que são roteiros estupendos. Essa 5a temporada ainda aborda a misoginia, o machismo e a violência embutida na concepção religiosa do papel da mulher. E é primorosa nisso. Os personagens, mesmo os nauseantes e desprezíveis, como a sogra, em sua arrogância bilionária, revelam possibilidades de esperança, se afetam, demonstram aquilo tão belo que chamam sororidade. Eu me apaixonei pela personagem principal, a atriz desempenhou maravilhosamente aquela "McGyver" inquebrantável, sob a aparência frágil. Os flash backs entram elucidando pontos da trama, aos poucos compondo o mosaico do tempo presente. Tudo caminha para aquele acerto de contas que faz a alegria dos seguidores de qualquer novela. E tem algo mais, algo muito assustador e enigmático, o personagem do "comedor de pecados", um homem que vem cobrar uma dívida. Olha...
Vou destoar de alguns comentários que li aqui, vou concordar com algumas críticas que li antes de assistir. É um filme em que o cinema se aproxima do teatro, vemos ali ele se sustentando nos diálogos, mais do que nas imagens. O ritmo não me pareceu lento, é recheado de citações e conteúdo que as vezes nos escapam porque requer um conhecimento enciclopédico tanto de musicais da broadway, quanto da cultura americana em geral. Há um pano de fundo de um país engajado em muitas guerras, um cansaço. Mas há uma orgia de palavras, um artista que se fez, que alcançou a glória pelas letras mas que sucumbe. E um desejo enorme de ser amado, de beleza. O filme é o Ethan Hawke, os demais cumprem bem o seu papel na dança com ele.
Elenco irregular. Uns muito bons, como a enfermeira Mayflower, assustadora ou a dupla de fugitivas. Detestei o irmão italiano Gaetano. Do Chris Rock já não gosto mesmo, até reconhecendo que ele foi acima da média nessa série. Mas acho que a temporada não fez jus à qualidade das demais. Verei a 5a.
Essa avareza da HBO com episódios de 30 minutos, liberados semanalmente, visando a que vc mantenha a assinatura... já deu né. Achei muito bem feita, a história é interessante mas não resolve nada, não evolui nada. dava pra ser 3 episódios de 1 hora, essa temporada...
Kokuho me atraiu como uma forma de lançar luz sobre o famoso e tradicional teatro Kabuki. Saber mais sobre como culturalmente eles apreciam aquelas encenações, o rigor na caracterização e os dogmas/tabus que cercam a atuação, especialmente a dos 'onagatas', atores especialistas em papéis femininos. Foi muito ilustrativo, esclarecedor, tem cenas de kabuki lindíssimas (a final, especialmente e a última da dupla, fenomenal) e, mais do que simplesmente o teatro, a vida dedicada a ele, sua repetição e a busca rigorosa pela perfeição dão muitas pistas do que está no cerne da cultura desse país intrigante, ainda nos dias de hoje. Como dramaturgia, o filme também é bom, apesar de longo. Rivalidade, tradição, inveja, redenção. O protagonista, na minha opinião, restou um pouco impassível, tanto no sucesso quanto no fracasso, não me passou muita sinceridade.
Ainda estou assistindo mas estou dando boas gargalhadas, eu que sou bem rabugenta com séries cômicas. O mais engraçado, sem dúvida, é o chefe do núcleos de heróis esportivos, quando ele toma uma bala alucinógena e resolve perseguir os gangsters, toca o terror. Depois, noutro capítulo, ele tentando preservar o carro do chefe que ele havia roubado pra servir de isca na operação, foi hilário. Dizem que piora, espero que não. Park bo gum meio burrão e estúpido tá diferente mas sempre fofo.
Homens da Lei: Bass Reeves
3.7 18 Assista AgoraUm resgate histórico mas tb uma reflexão necessária, que a série não aprofunda. Não seria sua função a de um novo capitão do mato? Ele atira em quem lhe acusou disso. E será que ele se redime pela sua ação final? na minha opinião, não. A ver como uma possível sequencia vai tratar dessa encruzilhada essencial.
O Convite
3.9 332 Assista AgoraGostei da abordagem sobre o que vai dando errado no funcionamento do casal protagonista, suas fantasias e expectativas não comunicadas, o que vai se perdendo e empobrecendo na relação. Algumas partes são muito verborrágicas, declaradamente em homenagem a Annie Hall, filme típico de Woody Allen, mas cuja protagonista, Diane Keaton, é mencionada numa dedicatória final. Interessante, provoca uma reflexão no espectador sobre seus relacionamentos, excitante em outros momentos, logo utiliza dessa curiosidade sobre o comportamento livre e sem pudor dos vizinhos para evidenciar o quão emperrada está a libido do casal anfitrião. A diretora/atriz é verdadeira e convincente, Penélope Cruz está bela e insinuante, parece a adulta na sala, os homens não estão mal. Fiquei com a impressão que a história ficaria melhor no teatro mas, pra mim, funcionou.
Um Grude de Amor
4.0 12 Assista AgoraCredo que sinopse ruim... IA errando o genero da protagonista (isso está bem comum aqui no Fil mow, shame on you). A série é bem bobinha. Uma das atuações do Jung Hae-In mais inexpressivas (que saudade de Something in the rain), a promotora vai bem quando não está fazendo aquela vozinha infantil, irritante. A parte da violência é exagerada, não acrescenta nada, é inverossímil, 30 contra 1, facada e talz e o sujeito tá lindo (lindo! ) no dia seguinte. Vai bem no romance mas no final cansa, mais pancadaria, mais desencontro e um último capítulo desnecessário.
Grande Sertão
3.0 39 Assista AgoraNa esteira do sucesso da peça, montagem e direção da Bia Lessa, esse texto fabuloso, praticamente indizível, é magistralmente interpretado por Caio Blat. A Luiza Arraes cria e se esbalda na violenta e performática Diadorim. O eternamente galã Rodrigo Lombardi se despe de sua bela estampa e dá vida a um Joca Ramiro, líder carismático. O Hermógenes, personagem do Eduardo Sterblitch, tem tiradas fenomenais e assusta com sua violência e crueldade. Não funcionou pra mim o Zé Bebelo do Luis Miranda, lamento, pois este ator pra mim está muito marcado pelos personagens cômicos. Mesmo assim, há boas cenas com ele. Transpor a obra prima de Guimarães Rosa pra uma atualidade em meio a favelas e facções, confesso, me causava arrepios e evitei ver muito tempo. Mas a força do texto, das palavras e boas interpretações fizeram desse filme uma boa surpresa e honrou o esforço.
A Gente Tenta
4.2 9 Assista AgoraPoucos atores são tão convincentes ao fazer um personagem principal irritante, caricato, daqueles que merecem ser escorraçados... este é um caso emblemático. Mas de tão boa atuação, bom texto, boa trama, a gente se irmana à jornada de dor e fracasso de Dong Man e se encanta com a figura frágil e trágica da Eun-A, seguindo com eles, com solidariedade, cumplicidade, afeto...
A série tem qualidades e curiosidades que encantam pois resolve fazer quase uma "meta-linguagem" da indústria do audiovisual coreano, essa indústria de sucesso que intriga o resto do mundo. Há muitos personagens e histórias boas, do irmão poeta-soldador, do colega de quarto que passa a ter sucesso e a desprezar o personagem principal, encontros e desencontros, sem maniqueísmo. E ainda tem o relógio das emoções. ah gente!
Meu Nome é Agneta
3.9 61 Assista AgoraMesmo sendo esse tema um pouco clichê, acho que o filme traz boas inspirações a partir da experiência da protagonista, a de conectar-se com seu próprio desejo.
Yumi's Cells (2ª Temporada)
4.2 24muito interessante, a célula do amor não voltou, mesmo com aquela disputa romântica, algumas conclusões importantes acontecendo. Mesmo assim, ela continuo exilada em outra dimensão e eu achei aquilo a chave pra Yumi (sim, porque isso é sempre um problema das mulheres) finalmente tomar posse de seu potencial e realizar o seu sonho de ter sucesso como escritora. Gostei muito, mesmo que romanticamente
estivesse torcendo pelo Wang, após ele amadurecer e vencer seu orgulho...
Até O Último Samurai (1ª Temporada)
3.9 33 Assista Agoraagradável surpresa do aleatório da Netflix, que ultimamente só tinha me decepcionado. Série muito interessante, uma gama de personagens misteriosos, melancólicos, desesperados. A violência entra como motivação, o jogo que achei que seria uma cópia de Round 6, revelou-se mais histórico, mais político e estratégico. Claro que 6 episódios não são suficientes, claro que precisa de uma nova temporada. Que seja rápida!
Gary
3.3 11machulência chata pra danar...
A Casa dos Espíritos
4.2 25Excelente, foi mais fundo nas questões sociais, da luta de classes. Excelente produção, cenografia, interpretações.
Search: WWW
4.2 18Foi um dos primeiros doramas que assisti e minha lembrança era de ter gostado muito. Revi agora e aumentei minha cotação, realmente é muito bem feito, as questões continuam atuais, tanto as relativas à manipulação da opinião pública, quanto à situação das mulheres em posição de poder, suas escolhas e seus dilemas. A química do casal principal é muito boa, apesar de achar que a gente merecia um pouco menos de desavenças e drama.
Manas
4.2 153 Assista AgoraMuito tocante, muito triste, muito corajoso o filme. Quem vai proteger uma menina assim, no limite do que é humano, gerações de abusos normalizados, educação e religião coniventes... o olhar feminino da diretora, as escolhas éticas do filme, a brutal violência sem que nenhuma cena explícita venha fetichizar os atos, as mulheres submetidas, o poder do Estado tão absurdamente distante e limitado, o que resta?
Yumi's Cells (3ª Temporada)
3.9 7A proposta é inovadora, uma espécie de Divertida Mente com cenas em live action. O penúltimo episódio é o melhor de todos, muito divertido,
quando entram em ação as células da safadeza...
Termina com gostinho de quero mais, sera que terá continuidade?
Na Sua Melhor Fase
4.2 4 Assista AgoraDe novo... nada a ver essa sinopse.
É uma boa série, um tanto arrastada, como tem sido costumeiro em todas que tenho vejo atualmente, mas são bons atores, tem uma boa trama e um final bem acertadinho, que compensa.
Call It Love
3.9 10 Assista Agorabom, filosófico, boas atuações. primoroso em seus enquadramentos, mas é lento, muito lento, difícil de aguentar. me vi acelerando algumas cenas de caminhadas (lentas), contemplação, silêncios. Depois de 16 capítulos a gente já sabe que nada vai acontecer, pode acelerar. Gostei da reflexão sobre o vazio que os sentimentos de ódio e vingança tendem a deixar.
Namorado por Assinatura
3.5 16 Assista AgoraAcho que tem algo errado com as sinopses aí do filmow. Essa aqui é das piores. Falando da série, é consistente, interessante no quesito aplicativo, frustrações com as relações reais e a fuga para um mundo idealizado que, apesar de tudo, também frustra e decepciona. Ponto para o apaixonamento demonstrado pelo colega, aquilo dos doramas, vai se revelando nos detalhes e nas coincidências, até que a curiosidade em saber mais forma o laço. Gostei bastante.
Pecadores
4.0 1,3K Assista AgoraUm bom filme. Pra mim restou um gosto de podia ter sido melhor desenvolvido. Vamos falar de gêneros de filme. Os que gostam de ação reclamam que foi pouco, que foi rápido... os que gostam de filmes filosóficos, com uma causa, com alma, ficaram com um gosto de 'apresentou a idéia da luta antiracista mas não aprofundou'... e os que gostam de musicais, receberam um chá que retiraram logo o sachê... uma amostra, muito boa por sinal. É filme de terror? Um pouco, mas gasta muito aquela 'lei' de que
vampiros só entram quando convidados
Acho que esse foi o dilema do roteirista, vou fazer um filme de quê. Se perdeu. E nem vem dizer que a boa atuação do Michael B. Jordan salva tudo, pra mim não merece o Oscar que parece que lhe será dado.
Fargo (5ª Temporada)
4.1 69 Assista AgoraPorque não dei 5 estrelas logo? Tem a ver com o estilo das obras dos irmãos Cohen, produtores desta série, na qual o traço inegável da dupla, que percorre todas as temporadas, expõe a violência em estado bruto de tal maneira que chega a ser risível, embora não esvaziada de horror. Eu não aprecio esta marca, por achar que contribui para a banalização e a desumanização presente em tantos eventos violentos da vida real. Mas tenho que admitir que são roteiros estupendos. Essa 5a temporada ainda aborda a misoginia, o machismo e a violência embutida na concepção religiosa do papel da mulher. E é primorosa nisso. Os personagens, mesmo os nauseantes e desprezíveis, como a sogra, em sua arrogância bilionária, revelam possibilidades de esperança, se afetam, demonstram aquilo tão belo que chamam sororidade. Eu me apaixonei pela personagem principal, a atriz desempenhou maravilhosamente aquela "McGyver" inquebrantável, sob a aparência frágil. Os flash backs entram elucidando pontos da trama, aos poucos compondo o mosaico do tempo presente. Tudo caminha para aquele acerto de contas que faz a alegria dos seguidores de qualquer novela. E tem algo mais, algo muito assustador e enigmático, o personagem do "comedor de pecados", um homem que vem cobrar uma dívida. Olha...
Blue Moon: Música e Solidão
3.0 92 Assista AgoraVou destoar de alguns comentários que li aqui, vou concordar com algumas críticas que li antes de assistir. É um filme em que o cinema se aproxima do teatro, vemos ali ele se sustentando nos diálogos, mais do que nas imagens. O ritmo não me pareceu lento, é recheado de citações e conteúdo que as vezes nos escapam porque requer um conhecimento enciclopédico tanto de musicais da broadway, quanto da cultura americana em geral. Há um pano de fundo de um país engajado em muitas guerras, um cansaço. Mas há uma orgia de palavras, um artista que se fez, que alcançou a glória pelas letras mas que sucumbe. E um desejo enorme de ser amado, de beleza. O filme é o Ethan Hawke, os demais cumprem bem o seu papel na dança com ele.
Fargo (4ª Temporada)
3.6 93 Assista AgoraElenco irregular. Uns muito bons, como a enfermeira Mayflower, assustadora ou a dupla de fugitivas. Detestei o irmão italiano Gaetano. Do Chris Rock já não gosto mesmo, até reconhecendo que ele foi acima da média nessa série. Mas acho que a temporada não fez jus à qualidade das demais. Verei a 5a.
O Cavaleiro dos Sete Reinos (1ª Temporada)
4.2 196 Assista AgoraEssa avareza da HBO com episódios de 30 minutos, liberados semanalmente, visando a que vc mantenha a assinatura... já deu né. Achei muito bem feita, a história é interessante mas não resolve nada, não evolui nada. dava pra ser 3 episódios de 1 hora, essa temporada...
Os Cantores
3.5 44 Assista AgoraMuito bom! Bem executado, sintético, com beleza e amargura na dimensão certa.
Kokuho: O Preço da Perfeição
3.6 33 Assista AgoraKokuho me atraiu como uma forma de lançar luz sobre o famoso e tradicional teatro Kabuki. Saber mais sobre como culturalmente eles apreciam aquelas encenações, o rigor na caracterização e os dogmas/tabus que cercam a atuação, especialmente a dos 'onagatas', atores especialistas em papéis femininos. Foi muito ilustrativo, esclarecedor, tem cenas de kabuki lindíssimas (a final, especialmente e a última da dupla, fenomenal) e, mais do que simplesmente o teatro, a vida dedicada a ele, sua repetição e a busca rigorosa pela perfeição dão muitas pistas do que está no cerne da cultura desse país intrigante, ainda nos dias de hoje. Como dramaturgia, o filme também é bom, apesar de longo. Rivalidade, tradição, inveja, redenção. O protagonista, na minha opinião, restou um pouco impassível, tanto no sucesso quanto no fracasso, não me passou muita sinceridade.
Um Bom Garoto
3.8 14Ainda estou assistindo mas estou dando boas gargalhadas, eu que sou bem rabugenta com séries cômicas. O mais engraçado, sem dúvida, é o chefe do núcleos de heróis esportivos, quando ele toma uma bala alucinógena e resolve perseguir os gangsters, toca o terror. Depois, noutro capítulo, ele tentando preservar o carro do chefe que ele havia roubado pra servir de isca na operação, foi hilário. Dizem que piora, espero que não. Park bo gum meio burrão e estúpido tá diferente mas sempre fofo.