Sensacional, fiquei vidrado durante todo o filme. Ele ilustra bem toda essa paranoia atual onde ninguém mais sabe exatamente a linha que separa a realidade da fantasia, e a opinião de um fato.
Devo ser um dos poucos que discorda que o Ari Aster "perdeu a mão". Tanto Beau is Afraid quanto Eddington são ótimos filmes. Hereditário segue sendo o melhor dele, mas é bacana saber que ele está disposto a ser aventurar em outros gêneros. O rumo imprevisível que a filmografia dele tem tomado é no mínimo fascinante.
Jamais verei a sombra de uma árvore refletida numa parede da mesma forma. Esse filme basicamente reconfigurou a química do meu cérebro. Lindo, lindo, lindo.
Sensacional. É preciso estômago para enfrentar a sequência de cenas, seja aquelas que possuem confronto direto ou, talvez pior ainda, aquelas onde a tensão apenas paira no ar. Dois momentos que me marcaram pela excelência dos diálogos e atuações ao longo de vários minutos:
Tenho muita dificuldade de lidar com o envelhecimento, inclusive esse assunto costumava ser corriqueiro na terapia. Então assistir Vortex acabou sendo uma experiência aterrorizante para mim, mas ao mesmo recompensadora porque de fato é um filme excelente. A escolha de repartir as câmeras, o trabalho técnico para os "encontros" entre as câmeras, a escolha dos ângulos de filmagem... é perceptível a qualidade técnica desse longa, sem falar nas atuações que são estupendas. Acho que o mais chocante do filme é o realismo que ele retrata o Alzheimer, muito diferente de filmes comerciais e convencionais como Still Alice, por exemplo. Em Still Alice o roteiro e edição geram uma certa empatia e afeto pela personagem acometida, enquanto que em Vortex a gente só sente horror pela crueza, por parecer tão real e uma possibilidade de futuro (casos de Alzheimer estão crescendo no mundo em números absolutos e proporção). Além disso, o filme também assusta por nos mostrar que, por mais felizes que sejamos em vida, muito provavelmente iremos embora desse mundo após um período de muita debilidade física e mental da proximidade do fim da vida (para casos de morte natural).
o tom six disse que o filme não saiu ainda porque nenhuma distribuidora aceitou lançá-lo. eu nunca assisti centopeia humana e nem tenho interesse, mas a sinopse e o trailer de onania club me deixaram com muita vontade de conferir que insanidade esse roteiro guarda, afinal. apesar do baixo orçamento e atuações caricatas, esse filme envolve o fascínio por violência e sofrimento que existe na nossa sociedade, algo que, como um bom fã do haneke me atrai muito (de modo algum estou equiparando os diretores). além disso, o john waters colocou esse filme como um dos dez melhores que ele assistiu em 2021, então tenho a expectativa que, mesmo possivelmente sendo um lixo, é um filme que não passará despercebido por quem assisti-lo num longo prazo. espero que seja lançado ou vaze um dia (zero culpa).
A atuação do Charles Boyer nesse filme é de outro mundo, sugou toda a minha atenção. O que são os movimentos de sobrancelha e as mudanças abruptas de humor desse homem? Incrível.
A cena em que o fugitivo branco coloca barro no rosto para não ser reconhecido ao passar pelo vilarejo à noite simplesmente não faz sentido, mesmo de um ponto de vista de discussão de raça.
A cena em que a Catherine sem querer entra na ala masculina do manicômio é icônica. O surto dela seguido pela exaltação dos internos é um show de cinema.
Edição é o grande forte do filme, impecável. Porém a história tem coincidências um pouco forçadas para encaixar o roteiro. E além disso, o clímax não me prendeu:
achei que seria algo envolvendo a bomba e um drama interno no avião, e no fim foi sobre o avião da pista sendo desatolado... O Carrero absurdamente coadjuvante e tempo demais dedicado a dramas que não acrescentaram nada na história, como o divórcio do Mel.
Há tempos que não me sentia tão cativado por um filme. Li alguns comentários sobre o filme ser maçante e me surpreendi porque fiquei imerso na história desde o início, e agora me questiono porquê. Mas acredito que um conjunto de coisas: as cenas longas e silenciosas; os diálogos aparentemente rasos mas que constroem uma narrativa sólida; a ingenuidade e singularidade da personalidade do Figowitz,
seja na maneira sensível de como ele conversa com a vaca, tem contato com a natureza ou cozinha; a amizade dele com o King Liu, estando sempre um pelo outro até o fim, num acordo implícito e não verbalizado...
1. pouco antes de serem descobertos roubando, a sequência se inicia com o gato tomando leite, o mesmo gato que foge da casa e leva aos oficiais a descobrirem que a vaca estava sendo ordenhada; e 2. quando o Figowitz, após a fuga, reencontra a vaca, dessa vez cercada. Primeiro, um alimento restrito a uma elite sendo acessível mesmo a animais de estimação, mas considerado um crime quando consumido por outros humanos. Segundo, a criação de uma barreira extra para a acesso de desfavorecidos a um bem de poucos. Alguns dos muitos simbolismos do filme. Sigo me questionando se o bebê no cesto do bar também representa algo.
tomar os pensamentos da Nicoline aconteceu meio de supetão, sem falar que os diálogos entre os dois passavam longe de serem desconcertantes e intensos como almejavam.
A cena final… caramba que coisa linda! Fiquei completamente imerso no cinema contemplando o telão. Vale a pena acompanhar todos os tormentos da personagem principal durante o filme apenas para que aquela cena faça sentido.
Não que o Globo de Ouro seja um grande parâmetro, mas esse filme ser considerado o melhor roteiro da temporada é uma piada. A história é bastante óbvia e um pouco caricata.
Particularmente a cena da mãe saindo com o Buddy daquele mercado durante o protesto "escoltados" pelo vilãozinho do filme (um personagem muito mal construído, por sinal) e o que acontece em seguida ao encontrar o pai e irmão do Buddy, me deixou bastante desconfortável tamanha artificialidade.
Eles Vão Te Matar
3.1 275 Assista AgoraGostei tanto dessa besteira camp. Adoro de filmes que levam o conceito ao máximo.
Foi Apenas um Acidente
3.8 204 Assista AgoraPalma de Ouro merecidíssima. As duas últimas cenas nunca sairão da minha memória.
Eddington
3.2 119Sensacional, fiquei vidrado durante todo o filme. Ele ilustra bem toda essa paranoia atual onde ninguém mais sabe exatamente a linha que separa a realidade da fantasia, e a opinião de um fato.
Devo ser um dos poucos que discorda que o Ari Aster "perdeu a mão". Tanto Beau is Afraid quanto Eddington são ótimos filmes. Hereditário segue sendo o melhor dele, mas é bacana saber que ele está disposto a ser aventurar em outros gêneros. O rumo imprevisível que a filmografia dele tem tomado é no mínimo fascinante.
Sirāt
3.4 200 Assista AgoraNão sei como explicar mas eu sinto que entendi esse filme.
Dias Perfeitos
4.2 632 Assista AgoraJamais verei a sombra de uma árvore refletida numa parede da mesma forma. Esse filme basicamente reconfigurou a química do meu cérebro. Lindo, lindo, lindo.
Invasão Zumbi
4.0 2,1K Assista AgoraExtremamente melodramático a ponto de ser irritante.
Pecadores
4.0 1,3K Assista AgoraA cena do Sammie performando e a história da música negra antes e depois do blues sendo recontada é uma das coisas mais lindas que já assisti.
A Garota da Agulha
4.0 299 Assista AgoraUma das histórias mais desprovidas de humanidade que já assisti em um filme. Nunca vou esquecer.
A Substância
3.9 1,9K Assista Agorastay natty, kids
Armadilha
2.7 881 Assista AgoraUm filme de serial killer em que
ninguém morre.
As Bestas
4.0 88Sensacional. É preciso estômago para enfrentar a sequência de cenas, seja aquelas que possuem confronto direto ou, talvez pior ainda, aquelas onde a tensão apenas paira no ar. Dois momentos que me marcaram pela excelência dos diálogos e atuações ao longo de vários minutos:
a cena onde o Antoine tenta conseguir uma trégua com os irmãos no bar, e a cena em que mãe e filha discutem na cozinha.
Todos Nós Desconhecidos
3.8 261 Assista AgoraOs roteiristas desse filme perderam a mão na tristeza, hein. Que porrada.
Zona de Interesse
3.6 704 Assista AgoraO frio na espinha que eu senti na última cena, simplesmente genial. Um dos melhores trabalhos de som que eu já vi em um filme.
Vortex
4.0 79Tenho muita dificuldade de lidar com o envelhecimento, inclusive esse assunto costumava ser corriqueiro na terapia. Então assistir Vortex acabou sendo uma experiência aterrorizante para mim, mas ao mesmo recompensadora porque de fato é um filme excelente. A escolha de repartir as câmeras, o trabalho técnico para os "encontros" entre as câmeras, a escolha dos ângulos de filmagem... é perceptível a qualidade técnica desse longa, sem falar nas atuações que são estupendas. Acho que o mais chocante do filme é o realismo que ele retrata o Alzheimer, muito diferente de filmes comerciais e convencionais como Still Alice, por exemplo. Em Still Alice o roteiro e edição geram uma certa empatia e afeto pela personagem acometida, enquanto que em Vortex a gente só sente horror pela crueza, por parecer tão real e uma possibilidade de futuro (casos de Alzheimer estão crescendo no mundo em números absolutos e proporção). Além disso, o filme também assusta por nos mostrar que, por mais felizes que sejamos em vida, muito provavelmente iremos embora desse mundo após um período de muita debilidade física e mental da proximidade do fim da vida (para casos de morte natural).
The Onania Club
21o tom six disse que o filme não saiu ainda porque nenhuma distribuidora aceitou lançá-lo. eu nunca assisti centopeia humana e nem tenho interesse, mas a sinopse e o trailer de onania club me deixaram com muita vontade de conferir que insanidade esse roteiro guarda, afinal. apesar do baixo orçamento e atuações caricatas, esse filme envolve o fascínio por violência e sofrimento que existe na nossa sociedade, algo que, como um bom fã do haneke me atrai muito (de modo algum estou equiparando os diretores). além disso, o john waters colocou esse filme como um dos dez melhores que ele assistiu em 2021, então tenho a expectativa que, mesmo possivelmente sendo um lixo, é um filme que não passará despercebido por quem assisti-lo num longo prazo. espero que seja lançado ou vaze um dia (zero culpa).
À Meia Luz
4.1 108 Assista AgoraA atuação do Charles Boyer nesse filme é de outro mundo, sugou toda a minha atenção. O que são os movimentos de sobrancelha e as mudanças abruptas de humor desse homem? Incrível.
Acorrentados
3.8 56 Assista AgoraÉ um filme bacana e a atuação dos atores principais é convincente, mas não acredito que tenha envelhecido muito bem.
A cena em que o fugitivo branco coloca barro no rosto para não ser reconhecido ao passar pelo vilarejo à noite simplesmente não faz sentido, mesmo de um ponto de vista de discussão de raça.
De Repente, No Último Verão
4.1 101 Assista AgoraUm filme com Elizabeth Taylor, Katharine Hepburn e Montgomery Clift é a receita certa para um espetáculo de atuações.
A cena em que a Catherine sem querer entra na ala masculina do manicômio é icônica. O surto dela seguido pela exaltação dos internos é um show de cinema.
Aeroporto
3.4 50 Assista AgoraEdição é o grande forte do filme, impecável. Porém a história tem coincidências um pouco forçadas para encaixar o roteiro. E além disso, o clímax não me prendeu:
achei que seria algo envolvendo a bomba e um drama interno no avião, e no fim foi sobre o avião da pista sendo desatolado... O Carrero absurdamente coadjuvante e tempo demais dedicado a dramas que não acrescentaram nada na história, como o divórcio do Mel.
First Cow: A Primeira Vaca da América
3.8 137 Assista AgoraHá tempos que não me sentia tão cativado por um filme. Li alguns comentários sobre o filme ser maçante e me surpreendi porque fiquei imerso na história desde o início, e agora me questiono porquê. Mas acredito que um conjunto de coisas: as cenas longas e silenciosas; os diálogos aparentemente rasos mas que constroem uma narrativa sólida; a ingenuidade e singularidade da personalidade do Figowitz,
seja na maneira sensível de como ele conversa com a vaca, tem contato com a natureza ou cozinha; a amizade dele com o King Liu, estando sempre um pelo outro até o fim, num acordo implícito e não verbalizado...
Duas cenas me marcaram:
1. pouco antes de serem descobertos roubando, a sequência se inicia com o gato tomando leite, o mesmo gato que foge da casa e leva aos oficiais a descobrirem que a vaca estava sendo ordenhada; e 2. quando o Figowitz, após a fuga, reencontra a vaca, dessa vez cercada. Primeiro, um alimento restrito a uma elite sendo acessível mesmo a animais de estimação, mas considerado um crime quando consumido por outros humanos. Segundo, a criação de uma barreira extra para a acesso de desfavorecidos a um bem de poucos. Alguns dos muitos simbolismos do filme. Sigo me questionando se o bebê no cesto do bar também representa algo.
Instinto
2.7 67 Assista AgoraA ideia do filme é interessante mas mal executada. Eu sinto que as narrativas
(o abuso pela mãe, os hábitos sexuais peculiares da nicoline e a tensão sexual entre ela e o idris)
tomar os pensamentos da Nicoline aconteceu meio de supetão, sem falar que os diálogos entre os dois passavam longe de serem desconcertantes e intensos como almejavam.
Asas
3.9 9A cena final… caramba que coisa linda! Fiquei completamente imerso no cinema contemplando o telão. Vale a pena acompanhar todos os tormentos da personagem principal durante o filme apenas para que aquela cena faça sentido.
A Filha Perdida
3.6 583Filme importante para o controle de natalidade.
Belfast
3.5 305Não que o Globo de Ouro seja um grande parâmetro, mas esse filme ser considerado o melhor roteiro da temporada é uma piada. A história é bastante óbvia e um pouco caricata.
Particularmente a cena da mãe saindo com o Buddy daquele mercado durante o protesto "escoltados" pelo vilãozinho do filme (um personagem muito mal construído, por sinal) e o que acontece em seguida ao encontrar o pai e irmão do Buddy, me deixou bastante desconfortável tamanha artificialidade.