O ser humano como conhecemos vive há cerca de 300 mil anos — 2 a 3 milhões se considerarmos nossos ancestrais. Os dinossauros dominaram a Terra por 160 milhões de anos e ainda estão entre nós. Répteis, então, datam de muito antes (mais de 250 milhões de anos). O tardígrado, um animalzinho microscópico que sobrevive até no vácuo, está no mundo há 500 milhões de anos. E nós — que só existimos porque os dinossauros foram extintos — nos achamos o máximo da evolução. Este é um daqueles documentários que nos lembram de nossa pequenez e frivolidade.
No geral, estafante. Prossegui porque evito ao máximo abandonar as coisas no meio, mas, sinceramente, foi resistência. Alguns quase (QUASE) me ganharam, porém, caíram todos no problema geral: falta de conclusão.
— Os estranhos irmãos Hikizuri (2.5): Ok.
— A história do túnel misterioso (2,5): nada extraordinário. Apenas Ok.
— Balões no ar (3): interessante e perturbador, sem dúvida.
— Quatro x quatro paredes (2): Senti falta de... sentido. ¯\_(ツ)_/¯
— Esconderijo (2.5): bizarro , mas, novamente, nada extraordinário, a meu ver
— Intruso (2): mais um sem finalização. Parece o Piloto de algo maior...
— Cabelo longo no sótão (2): o fator surpresa... nada
— Mofo (3): Até aqui, o que mais se aproximou do que eu espero do termo "macabro". Porém, falta uma completude, uma sensação de ser uma história com começo, meio e fim.
— Visão na biblioteca (2,5): meio nhé...
— Cidade de túmulos (3): sabe-se para onde vai, mas, ao menos, teve começo, meio e fim.
— Camadas de terror (4): esse aqui chamou minha atenção. O termo "macabro", finalmente, fez sentido. Gostei da bizarrice.
— O que o mar trouxe (2): um daqueles que empolga pela premissa, mas é só um aperitivo... decepcionante...
— Foto de Tomie (2,5): idem
— Labirinto insuportável (2): a forma abrupta como finalizam é irritante...
— Implicante (3,5): mais um que dê fato me surpreendeu. Gostei como incomporaram a máxima de que crianças podem ser muito malvadas com uma desmistificação do amor sagrado e pueril.
—Beco (2,5): ----------
— Estátua sem cabeça (2): Basicamente, uma repetição de fragmentos de outros curtas, como "Balões no ar" e "Cabelo longo no sótão".
— Mulher que sussurra (3): não apenas macabro, como bizarro. Só que, na minha opinião fecal, a questão da obviedade na finalização ainda é um problema.
— Bichinho de estimação (1,5): Achei bem ruinzinho, sinceramente. Repetido, exagerado e bem distante do macabro — ao menos, no meu entendimento do termo.
— Rakka (3): conceito interessante, mas fiquei com uma sensação de "coisa inacabada"...
— Base (3): acho massa narrativas que brincam com fatos históricos, jogando-os em um ambiente de ficção científica. Mas, assim como "Rakka", senti falta de finalização da trama.
— Cozinhando com Bill (1): perda de tempo absurda... :/
— Deus (2,5): gostei do conceito de Deus brincando de "SimCity" e de "ZooTycoon". É uma narrativa clássica, mas que funcionou, a meu ver.
— Zigoto (3,5): a tensão me manteve vidrado. Lembrei do jogo "INSIDE". Pena que, assim como outros curtas, parece o Episódio Piloto de algo maior — que talvez nunca vejamos.
— Presidente rum (1): mais um horrível. Sem nuances, sem entrelinhas. A crítica seria boa se não fosse um curta tão bobo.
— ADAM, Episódio 2 (2): legal, mas falta uma narrativa aqui. Do jeito que foi apresentado, é apenas um teste de vídeo.
— ADAM, Episódio 3 (2): idem
— Gdansk (0,5): e pensar que a Netflix deu dinheiro para esse tipo de coisa entrar no catálogo...
— Kapture: (1,5): mais um da série "ótimo conceito, execução irritante".
Em resumo: "OATS Studios" precisa comer muito feijão com arroz para chegar aos pés de "Black Mirror" e "Love, Death and Robots". Decepcionante.
Fiquei triste por saber que é a última temporada, triste pela briga relacionada ao Karamo, triste pelo modo como esses anos foram encerrados... Agora, para mim, os dois primeiros episódios dessa 10ª temporada conseguiram resumir o que foi "Queer Eye".
O episódio das irmãs é tocante demais. O modo como os 5 desconstroem essa senhora tão machucada, tão sofrida — e, por isso mesmo, rancorosa — é de um senso de humanidade muito bonito. Além disso, foi muito simbólico, diante de tudo o que tem acontecido nos EUA (que, basicamente, tem destruído a própria história democrática), a terem levado para contar a trajetória de vida. Lindo episódio.
AGORA, o segundo episódio... Uau! Creio que dentro dessas 10 temporadas foi, a meu ver, a pessoa mais difícil que eles tiveram que lidar. E exatamente por eles terem toda a experiência das temporadas anteriores, conseguiram fazer essa mulher se redescobrir. Eu já passei por situações muito traumáticas e sei como é difícil retirar a armadura e reaprender a sorrir quando o mundo só te massacra. O que o Jeremiah fez (sem spoilers!) me quebrou muito. É a essência do "Queer Eye" em uma frase: "A gente não vai desistir de você!"
Se você tiver a oportunidade, sério, seja um Jeremiah na vida de alguém. Não é fácil, mas, às vezes, só de estar ao lado já ajuda muito.
Ufa. Foi... agridoce. Tão poucos episódios — dois que se destacaram para mim (um que está no mesmo patamar, o do professor da escola comunitária) — e uma ode à crença na humanidade. Que bom que, pelo menos, tiveram os depoimentos dos 5 ao final de cada episódio, resumindo o que foi essa experiência de 10 temporadas.
A temporada em si merecia umas 3 estrelas, mas acrescento mais uma pelo inegável legado.
Foi uma temporada que me pareceu terem focado mais no barraco do que nas provas. PORÉM, foi muito curioso e emocionante como também foi a temporada com mais transformação, conexão e empatia entre sogras e genros/noras. Nossa, o pedido de perdão da família Chagas (amarelo), a união entre mãe e filho (laranja) e o choro de libertação da família verde (sem muitos spoilers 😅) foram momentos que aqueceram o coração. Achei muito massa a ideia do episódio final, pois podemos ver na prática como o programa influenciou as vidas dessas famílias. Por fim, Fernandinha. Competência, emoção, improviso, entrega, humor, empatia. Incrível apresentadora.
É muito raro encontrar animes que abordem as nuances da sexualidade de forma tão serena, madura e empática. Eu chorei. Chorei porque aqui, na vida real, estou imerso em um ambiente de brutalidade em que eu, sendo um homem LGBTQIA+, muitas vezes preciso performar para sobreviver, apesar de toda a liberdade que já tenho aos 37 anos. "Senpai wa Otokonoko" é uma ode contra os estereótipos e um pedido, um clamor para que as pessoas simplesmente entendam que só queremos uma chance de felicidade. É triste, é lindo, é instrutivo, é engraçado. Este anime é mais um daqueles que calam a boca de quem insiste em dizer que "anime é coisa de criança". Não, não é. Animes, por vezes, são um abraço em almas que sorriem no teatro da vida enquanto nossos olhares berram de desespero. "Senpai wa otokonoko" foi um suspiro, um sussurro acalentador dizendo "Ei, levanta a cabeça, está tudo bem".
Respire. Está tudo bem. Apesar do que dizem, todos temos um lugar neste mundo. ❤️
Esteticamente, a temporada é linda. Variedade de estilos como sempre, animações estonteantes, uso de cores... Mas a narrativa — que é a base de tudo — isso caiu de qualidade de um modo tão vertiginoso como o avião de "Como Zeke entendeu a religião ". Sério, pensando aqui como escritor, as narrativas são bem ruinzinhas. Até vi potencial no afrofuturismo de "Os caras do 400" e no maravilhoso "Minicontatos imediatos" — sem contar o belíssimo "Spider Rose" e o diferente "Dispositivos inteligentes, donos idiotas".
Contudo, a meu ver, faltou aquela aprimorada que deixasse tudo "redondinho", ajustado. "A outra coisa grande", por exemplo, me pareceu bobo, sem objetivo, feito apenas para mostrarem como são tão f*das que conseguem fazer um gato em CGI parecer tão real. Mas, tirando essa parte estética... nada. :/
Essa temporada me deixou pelo menos uma reflexão referente ao surgimento da inteligência artificial VEO3: de nada adianta uma tecnologia capaz de feitos extraordinários se não tiver um bom roteiro para guiar essa tecnologia.
Na minha opinião fecal, infelizmente, faltou roteiro.
Sim, continua com seus clichês e a odiosa mania de ficar explicando obviedades, que é um dos principais motivos que me fizeram nunca ter tido a coragem de assistir à série original desde que a acompanhei na extinta TV Manchete. Contudo, aqui em "The Lost Canvas" encontrei uma série bem mais dinâmica, uma Atena de fato guerreira e, o mais maravilhoso de tudo, a força dos cavaleiros de ouro. Somado a isso o fato do Pégaso não ser sempre o super-herói salvador e saber dividir os holofotes foi um ganho que me cativou.
O grande Jô Soares sempre comentava como a comédia é um gênero delicado, arredio e até meio traiçoeiro. Uma vírgula fora do lugar, um frase fora do tempo e tudo pode ser destruído. A comédia exige perspicácia de quem a faz no sentido de conhecer muito bem o terreno onde pisa, ou seja, o público, os personagens que usará, o meio social e suas atualidades. Por tudo isso, “Pablo e Luisão”, para mim, é uma das melhores comédias que eu já vi nos meus 37 anos de vida.
E creio que o mais espetacular de tudo é a realidade trazida a cada final de episódio.
Ver Conceição, Luisão e Pablo, as pessoas homenageadas, conversando sobre o que foi abordado a cada episódio é de um sabor sem igual. E toda essa explosão de sensações culmina, obviamente, no fechar da série. Ali, naquele choro, naquele riso, naquela união, vemos o motivo de existir esta série: cumplicidade, amizade, perdão.
Infelizmente, não lembro quem mencionou que “há uma tristeza, uma melancolia por trás da comédia”. Creio que “Pablo e Luisão” não foge disso. Mesmo por baixo dos absurdos e das gargalhadas, há uma serenidade nessas histórias. A serenidade de uma família que teve seus momentos de queda, dúvida, raiva, mas soube seguir em frente,
Acima de tudo, creio, uma família que soube sorrir.
Ao término da série, lembro de ter ficado quieto escutando a música-tema, “Nóis é jeca mais é jóia”, de Xangai, e sorrir, feliz por ter tido a oportunidade de assistir a esta série. Atores maravilhosos, produção incrível, tiradas que te pegam desprevenido, Paulo Vieira acertou em cheio.
Eu estava com saudade das comédias. Estava com saudade de Ariano Suassuna, Luis Fernando Veríssimo. Jô Soares, Chico Anysio, Agildo Ribeiro, Dercy Gonçalves… E encontrei todos aqui.
Amo como "Black Mirror" sempre nos puxa para temas da atualidade e provoca reflexões. Nesta leva, o mergulho na Inteligência Artificial diz muito sobre os desafios (éticos e tecnológicos) que temos pela frente.
1) PESSOAS COMUNS (4,5): assustadoramente plausível. É só abrir o TikTok para ver o quanto isso aqui é possível;
2) BÊTE NOIRE (2,5): me surpreendeu, não posso negar isso. Porém, a solução narrativa, na minha opinião, estragou minha experiência. Foi demais para mim;
3) HOTEL REVERIE (5) UAU! Questões éticas, inteligência artificial, sexualidade, opressão de uma sociedade patriarcal, empoderamento feminino, tudo, tudo, tudo... Sério, o que foi isso? No final, eu estava vidrado, arrepiado. Incrível;
4) BRINQUEDO (5): CA-RA-LHO!!!! Desculpe o palavrão, mas não tenho nem palavras para expressar. Que imersão na singularidade. Impressionante! Impressionante!
5) EULOGY (5): melancolicamente lindo. A imersão nas fotos (imagine essa tecnologia?), a trama, o arco dramático, o amadurecimento do protagonista, o silêncio, a dor, fardo, lembranças, grito contido, fôlego suspenso... Que curta metragem LINDO!
6) USS CALISTER - INFINITY (3,5): no começo, fiquei bem confuso até lembrar no curta anterior. Diante disso, fluiu de boa. Contudo, apesar do final arrebatador, eu espera mais, confesso.
Sério que agora que os pais se tocaram que os filhos são assim? Precisou de uma série meia boca para que alguns se dissessem "em choque" por descobrirem que suas "crianças inocentes" não são tão inocentes? Que as escolas são um pequeno inferno? A internet é um berçário de loucos? E que esses mesmos pais, que estão com a cara enfiada no celular enquanto os filhos estão trancados no quarto, têm boa parcela de culpa?
Sinceramente... 😮💨
Narrativa sem profundidade, sem arco emocional, sem continuidade de tramas. Sim, o assunto é fundamental e as várias perspectivas sobre a adolescência e seu entorno são interessantes, mas fica a questão: um emaranhado de planos sequência compensa as falhas da trama? Esse é o ponto que me irritou.
Confesso que os planos sequência, ao invés de me encantar, me fizeram ter raiva, isso sim. Na minha opinião de m*rda, pura punhet*ção técnica para mascarar a falta de imersão.
Pensando aqui como escritor, seria uma falha absurda criar uma história com dezenas de personagens secundários que até servem para traduzir a ideia, mas não impulsionam o protagonista. Pelo contrário, roubam um tempo precioso que deveria ser dado a ele e à imersão psicológica — como aconteceu no 3º episódio.
Para mim, decepcionante.
E o final é uma coisa de "Ah, os jovens são assim hoje em dia, nossa, meu Deus, vamos conversar com os adolescentes..." Pergunto: os pais de hoje em dia estão dispostos a largarem a b*sta do Whatsapp para se deixarem de fato, sem espetáculos, à paternidade e à maternidade? Estão dispostos a terem um tempo de qualidade com os filhos e se dedicarem a isso sem correrem para publicar nas redes sociais? Estão dispostos a lembrar que eles também foram adolescentes?
Uau! UAU! A série se renovou. Fiquei impressionado. Depois de toda a confusão, o Jeremiah deu um gás, sei lá. Nossa, que temporada maravilhosa. Profunda, delicada, empática. E MUITO emocionante.
1. PAULA: "Foi muito divertido ser eu." Cara... 😭❤️
2. NICOLE: muito forte, muito lindo, muito empoderador. Que força é essa mulher. E o Jeremiah... Eu chorei. Sério, tô com os olhos cheios agora só de lembrar. Incrível. Ouso dizer que foi um dos melhores episódios de todas as temporadas.
3. PIFF: de fato, um desafio, pois ele me pareceu nem um pouco disposto. Achei um episódio bem mais ou menos.
4. CLYDE: apaixonante e dá aquele nó na garganta. A frase "Obrigado por fazer eu me sentir amado" é muito, muito simbólica quando penso em como muitos homens héteros vivem uma eternidade solidão.
5. KEVIN & ALEXIS: não gosto de casamentos, mas este episódio foi, no mínimo, fofo. Os cinco fizeram um trabalho impressionante.
6. JEN'YA: uma ode à força das mães solo. O Jeremiah chorando no ombro do Anthony e dizendo "Vocês já tão acostumados com isso?" me quebrou muito...
7. CHRIS: assim como o episódio do Piff, achei bem mais ou menos. Porém, foi massa ver a evolução dele. Só não entendi o Tan reclamando das roupas do cara ("não condizentes com a idade"), sendo que o Chris se veste praticamente como o Karamo. 🤷🏻
8. BILLY: o que menos gostei... Só isso mesmo. 😅
9. SARA: mais um episódio sobre a força das mães. Muito bonito a relação entre essas mulheres. É um enaltecimento à sororidade. ❤️
10. SEAN: cara, que episódio final encantador. Sutil, transformador e o olhar de gratidão do Sean para o Jonathan... Que presente para a alma!
Gostei mais do que da temporada anterior. A produção colocou mais jogos e isso elevou o nível das tretas. A ausência de "amorzinho" e o fato dos participantes estarem mais estratégicos (apesar de algumas burrices), conseguiu me prender. Não posso dizer que amei a pessoa que ganhou, mas fiquei satisfeito. Grande jogo, sem dúvida. Por fim, só tenho uma coisa a dizer:
#IncestoFeelings 😅😅😅😏🥵
Minha mente de escritor, confesso, foi looooooooonge.... Longe, longe, longe. 😅🤭 #EntendedoresEntenderāo
ADOREI esse documentário "Marlene, na verdade, eu te amo". Kkkkkk Bem melhor que o da Xuxa, muito mais dinâmico, o doc consegue prender. Creio que seja inegável. Porém, também é bem óbvio que a edição criou mais intriga do que já existia. Confesso também que a Xuxa me deu agonia episódio após episódio com essa narrativa de "Aí, eu estava cega pro que estava acontecendo" e "Nossa, eu não sabia disso, não sabia daquilo". Sinceramente, foi maçante. Acredito que, acima de tudo, o "Pra sempre Paquitas" serve principalmente como retrato de uma época muito peculiar da TV brasileira.
Escolher "Mob Psycho 100" para retomar minha jornada pelos animes, agora aos 36 anos de vida, foi algo que a princípio me pareceu perigoso. A história de um adolescente podia muito bem me afastar da trama. Ainda bem que não. Claro, creio que eu tenha a mente mais aberta por conviver muito com meus sobrinhos da mesma faixa etária do Mob, porém, acima disso, as minhas experiências de vida foram fundamentais para que eu compreendesse as camadas de "Mob Psycho 100". E por isso eu digo que anime f*da!
Vendo aqui pelo lado escritor, o amadurecimento dos personagens, a curva de aprendizagem, é impressionante. Esta última temporada, então, deixa isso muito claro. Em uma trama é bem difícil você dar atenção a tantos personagens e ainda mostrar, ao longo do tempo, a evolução de muitos deles. "Mob Psycho 100" fez isso. Outro ponto é a questão da serenidade viciante do protagonista, algo que, na minha opinião fecal, é o que dá o tom das três temporadas.
Kageyama Shigeo é um dos personagens mais humanos, complexos e apaixonantes que eu já vi em um anime. Acredito que nestes tempos de tanta brutalidade, violência, apatia, falação, ver alguém como o Mob é uma lição em muitos níveis. E não vou nem citar aqui a relação dele com o irmão e, especialmente, com o Reigen.
Meu Deus, o Reigen! O que dizer? Que evolução de personagem. Quantas camadas, quantas emoções, quanta complexidade. Uau!
Ok, ok, eu sei que há certos exageros aqui ou ali, mas no geral, o modo como o anime retratou essa fase tão delicada da adolescência me ganhou. Eu já vi um adolescente explodir e ver isso aqui, aos longos das temporadas, tão cadenciado, foi incrível. Principalmente, a mensagem de que "você pode ser quem você quiser" foi emocionante.
"Mob Psycho 100" não é perfeito, longe disso, mas, tem muito a nos dizer. Muito, muito feliz de ter tido a oportunidade de imergir aqui.
Olhando como escritor, o mais bonito nessa segunda temporada é ver o amadurecimento do protagonista. Que construção de personagem maravilhosa! E o melhor é que todos ao redor são "puxados" por essa curva de evolução e de fato evoluem junto com o Mob. Somado a isso, o lado humano da série nesta segunda fase é um destaque para mim. Os fatores sociais, as relações interpessoais, familiares, as questões da adolescência, tudo está ali, mesmo em meio a toda a balbúrdia e os exageros explosivos. Estou fascinado.
Beleza, ok, é impactante pelo contexto. Não nego isso. Mas esse documentário... Confesso que não sei explicar ao certo do que desgostei, porém, o tom melodramático, a ausência de depoimentos de autoridades que cuidam desse tipo de caso, psicólogos, psiquiatras, sociólogos, tudo isso me deu a impressão de estar diante de um programa meio oportunista. E o final deixa ainda mais claro isso, que correram para fazer o documentário mesmo antes da resolução das coisas. Começa com um cheiro de mistério que, ao longo dos dois episódios seguintes, desvanece.
Assim como as outras temporadas, temos aqui um mergulho naquilo que chamo de "Brasil real", "do chão". É raiz, é povo, cultura, simplicidade, diversidade, fé e acolhimento. As crônicas de encerramento de cada episódio são um pequeno tesouro. Esse é um programa que nos faz relembrar que, apesar de tudo, é muito bom ser brasileiro. ❤️
P.S: o episódio do Círio é de uma grandiosidade cultural incrível, incrível.
À princípio, confesso, julguei que seria uma grande besteira. Bom, eu não estava errado. Contudo, "Inachuu" me abraçou de uma forma que eu não esperava. Quando eu me flagrei próximo do final e com saudades do louco do Maeno, notei que o anime tinha me pegado. Claro que não é uma série para todos, ainda mais em tempos tão moralistas, porém, me diverti muito. É uma besteira, sim, mas uma besteira que tem algum conteúdo.
Gostei mais do que da série, apesar de ter torcido para a pessoa que ficou em segundo lugar. Acho que essa pessoa merecia mais diante do fato de que as outras duas pessoas finalistas já tinham vidas estabelecidas. Porém, é um jogo de sorte, né? Acho peculiar as pessoas reclamando que não gostaram "porque os jogos envolviam sorte e azar". Ué, a série não é sobre isso também? sem contar que, o mais legal daqui, foi a inserção dos aspectos de fato humanos: intrigas, conchavos, traições, estratégias.
Diferente da série, "Round 6: O Desafio" me pareceu bem mais impactante socialmente. A série é maravilhosa, claro, mas tem todo um lado melodramático no final, quase edificante para moldar a personalidade heroica do protagonista. Aqui, não. Aqui é a vida.
Gostei da tensão, mas não exatamente da narrativa. Com o passar da série, apesar da emoção que de fato senti, o desenrolar da história me pareceu forçado. É interessante porque sempre reclamo que a escola hollywoodiana de entretenimento tem a mania de finais edificantes e aí me deparo com isso aqui. Pelo percurso, eu esperava mais coragem para um final de fato retumbante. Na minha opinião de 💩, enfraqueceu tudo o que vi antes. Faltou arrematar o conceito da animalidade.
CIRCLE: — Um jogador é uma IA. CASSIE: — Tipo aquele povo azul do "Avatar"? 😂😂😂
E não, isso não é um spoiler. Calma. 👊🏻
Gostei da temporada e das mudanças que fizeram. Gostei mais ainda dessa surpresa tecnológica logo no começo. Foi interessante e assustadora. PORÉM, gostaria que tivesse durado mais #SóPeloCaos . Acho que, por hora foi apenas um aperitivo, um teste. O restante da temporada foi intenso, especialmente por causa de um jogador que decidiu, de fato, jogar. Essa pessoa foi uma cobra, na minha opinião fecal, mas muito eficiente nas estratégias. E AMEI a pessoa que ganhou. Eu já desconfiava, porém, na hora do anúncio, foi uma explosão de almofadas jogadas pro ar aqui em casa - quebramos um copo.
P.S: quero muito que façam uma temporada onde não vejamos os participantes e tenha uma IA lá no meio para que nós também embarquemos na surpresa. Contudo, sei que fazer isso vai fazer os tecnófobos e os teóricos da conspiração de plantão enlouquecerem. Mas seria MUITO massa. 😈🍷
Percebi que os 6 últimos episódios nada mais são do que variações do que foi apresentado nos 6 primeiros. A série foi inspiradora, ainda mais para um escritor como sou, ao ponto de me fazer pensar em possibilidades que nunca imaginei. PORÉM, esse fascínio foi se corroendo a medida que começaram as abordagens do tipo "nós vamos exigir que a indústria tenha mais ética", ou "no futuro todos terão acesso a isso".
Na minha opinião fecal, são posições que desconsideram fatores sociais, muito baseadas nas bolhas das classes altas. Quando penso, por exemplo, na maravilha da impressão de roupas em casa, é impossível para mim não olhar para a realidade da periferia aqui de São Luís e pensar: "cara, essas pessoas dificilmente vão ter acesso a isso."
Que TODOS são esses que essas pessoas estão defendendo? Óbvio que fiquei empolgado, instigado, maravilhado, e todos os adjetivos possíveis. Mas desconsiderar a realidade de desigualdade social me parece uma forma de colocar ainda mais tijolos no muro social que já existe. É só ver o que tem acontecido com a inteligência artificial: eu tenho acesso a tecnologias que 90% das pessoas não têm.
Os Dinossauros
4.0 23 Assista AgoraO ser humano como conhecemos vive há cerca de 300 mil anos — 2 a 3 milhões se considerarmos nossos ancestrais. Os dinossauros dominaram a Terra por 160 milhões de anos e ainda estão entre nós. Répteis, então, datam de muito antes (mais de 250 milhões de anos). O tardígrado, um animalzinho microscópico que sobrevive até no vácuo, está no mundo há 500 milhões de anos. E nós — que só existimos porque os dinossauros foram extintos — nos achamos o máximo da evolução. Este é um daqueles documentários que nos lembram de nossa pequenez e frivolidade.
Junji Ito: Histórias Macabras do Japão (1ª Temporada)
3.1 85No geral, estafante. Prossegui porque evito ao máximo abandonar as coisas no meio, mas, sinceramente, foi resistência. Alguns quase (QUASE) me ganharam, porém, caíram todos no problema geral: falta de conclusão.
— Os estranhos irmãos Hikizuri (2.5): Ok.
— A história do túnel misterioso (2,5): nada extraordinário. Apenas Ok.
— Balões no ar (3): interessante e perturbador, sem dúvida.
— Quatro x quatro paredes (2): Senti falta de... sentido. ¯\_(ツ)_/¯
— Esconderijo (2.5): bizarro , mas, novamente, nada extraordinário, a meu ver
— Intruso (2): mais um sem finalização. Parece o Piloto de algo maior...
— Cabelo longo no sótão (2): o fator surpresa... nada
— Mofo (3): Até aqui, o que mais se aproximou do que eu espero do termo "macabro". Porém, falta uma completude, uma sensação de ser uma história com começo, meio e fim.
— Visão na biblioteca (2,5): meio nhé...
— Cidade de túmulos (3): sabe-se para onde vai, mas, ao menos, teve começo, meio e fim.
— Camadas de terror (4): esse aqui chamou minha atenção. O termo "macabro", finalmente, fez sentido. Gostei da bizarrice.
— O que o mar trouxe (2): um daqueles que empolga pela premissa, mas é só um aperitivo... decepcionante...
— Foto de Tomie (2,5): idem
— Labirinto insuportável (2): a forma abrupta como finalizam é irritante...
— Implicante (3,5): mais um que dê fato me surpreendeu. Gostei como incomporaram a máxima de que crianças podem ser muito malvadas com uma desmistificação do amor sagrado e pueril.
—Beco (2,5): ----------
— Estátua sem cabeça (2): Basicamente, uma repetição de fragmentos de outros curtas, como "Balões no ar" e "Cabelo longo no sótão".
— Mulher que sussurra (3): não apenas macabro, como bizarro. Só que, na minha opinião fecal, a questão da obviedade na finalização ainda é um problema.
— Bichinho de estimação (1,5): Achei bem ruinzinho, sinceramente. Repetido, exagerado e bem distante do macabro — ao menos, no meu entendimento do termo.
Oats Studios (1ª Temporada)
3.1 34— Rakka (3): conceito interessante, mas fiquei com uma sensação de "coisa inacabada"...
— Base (3): acho massa narrativas que brincam com fatos históricos, jogando-os em um ambiente de ficção científica. Mas, assim como "Rakka", senti falta de finalização da trama.
— Cozinhando com Bill (1): perda de tempo absurda... :/
— Deus (2,5): gostei do conceito de Deus brincando de "SimCity" e de "ZooTycoon". É uma narrativa clássica, mas que funcionou, a meu ver.
— Zigoto (3,5): a tensão me manteve vidrado. Lembrei do jogo "INSIDE". Pena que, assim como outros curtas, parece o Episódio Piloto de algo maior — que talvez nunca vejamos.
— Presidente rum (1): mais um horrível. Sem nuances, sem entrelinhas. A crítica seria boa se não fosse um curta tão bobo.
— ADAM, Episódio 2 (2): legal, mas falta uma narrativa aqui. Do jeito que foi apresentado, é apenas um teste de vídeo.
— ADAM, Episódio 3 (2): idem
— Gdansk (0,5): e pensar que a Netflix deu dinheiro para esse tipo de coisa entrar no catálogo...
— Kapture: (1,5): mais um da série "ótimo conceito, execução irritante".
Em resumo: "OATS Studios" precisa comer muito feijão com arroz para chegar aos pés de "Black Mirror" e "Love, Death and Robots". Decepcionante.
Queer Eye: Mais Que um Makeover (10ª Temporada)
3.7 5Fiquei triste por saber que é a última temporada, triste pela briga relacionada ao Karamo, triste pelo modo como esses anos foram encerrados... Agora, para mim, os dois primeiros episódios dessa 10ª temporada conseguiram resumir o que foi "Queer Eye".
O episódio das irmãs é tocante demais. O modo como os 5 desconstroem essa senhora tão machucada, tão sofrida — e, por isso mesmo, rancorosa — é de um senso de humanidade muito bonito. Além disso, foi muito simbólico, diante de tudo o que tem acontecido nos EUA (que, basicamente, tem destruído a própria história democrática), a terem levado para contar a trajetória de vida. Lindo episódio.
AGORA, o segundo episódio... Uau! Creio que dentro dessas 10 temporadas foi, a meu ver, a pessoa mais difícil que eles tiveram que lidar. E exatamente por eles terem toda a experiência das temporadas anteriores, conseguiram fazer essa mulher se redescobrir. Eu já passei por situações muito traumáticas e sei como é difícil retirar a armadura e reaprender a sorrir quando o mundo só te massacra. O que o Jeremiah fez (sem spoilers!) me quebrou muito. É a essência do "Queer Eye" em uma frase: "A gente não vai desistir de você!"
Se você tiver a oportunidade, sério, seja um Jeremiah na vida de alguém. Não é fácil, mas, às vezes, só de estar ao lado já ajuda muito.
Ufa. Foi... agridoce. Tão poucos episódios — dois que se destacaram para mim (um que está no mesmo patamar, o do professor da escola comunitária) — e uma ode à crença na humanidade. Que bom que, pelo menos, tiveram os depoimentos dos 5 ao final de cada episódio, resumindo o que foi essa experiência de 10 temporadas.
A temporada em si merecia umas 3 estrelas, mas acrescento mais uma pelo inegável legado.
Vida longa aos ensinamentos de "Queer Eye".
Ilhados Com a Sogra (3ª Temporada)
3.3 15Foi uma temporada que me pareceu terem focado mais no barraco do que nas provas. PORÉM, foi muito curioso e emocionante como também foi a temporada com mais transformação, conexão e empatia entre sogras e genros/noras. Nossa, o pedido de perdão da família Chagas (amarelo), a união entre mãe e filho (laranja) e o choro de libertação da família verde (sem muitos spoilers 😅) foram momentos que aqueceram o coração. Achei muito massa a ideia do episódio final, pois podemos ver na prática como o programa influenciou as vidas dessas famílias. Por fim, Fernandinha. Competência, emoção, improviso, entrega, humor, empatia. Incrível apresentadora.
Senpai wa Otokonoko
4.1 3É muito raro encontrar animes que abordem as nuances da sexualidade de forma tão serena, madura e empática. Eu chorei. Chorei porque aqui, na vida real, estou imerso em um ambiente de brutalidade em que eu, sendo um homem LGBTQIA+, muitas vezes preciso performar para sobreviver, apesar de toda a liberdade que já tenho aos 37 anos. "Senpai wa Otokonoko" é uma ode contra os estereótipos e um pedido, um clamor para que as pessoas simplesmente entendam que só queremos uma chance de felicidade. É triste, é lindo, é instrutivo, é engraçado. Este anime é mais um daqueles que calam a boca de quem insiste em dizer que "anime é coisa de criança". Não, não é. Animes, por vezes, são um abraço em almas que sorriem no teatro da vida enquanto nossos olhares berram de desespero. "Senpai wa otokonoko" foi um suspiro, um sussurro acalentador dizendo "Ei, levanta a cabeça, está tudo bem".
Respire. Está tudo bem. Apesar do que dizem, todos temos um lugar neste mundo. ❤️
Love, Death & Robots (Volume 4)
3.2 108 Assista AgoraO que foi que aconteceu? 🤔😶😵
Esteticamente, a temporada é linda. Variedade de estilos como sempre, animações estonteantes, uso de cores... Mas a narrativa — que é a base de tudo — isso caiu de qualidade de um modo tão vertiginoso como o avião de "Como Zeke entendeu a religião ". Sério, pensando aqui como escritor, as narrativas são bem ruinzinhas. Até vi potencial no afrofuturismo de "Os caras do 400" e no maravilhoso "Minicontatos imediatos" — sem contar o belíssimo "Spider Rose" e o diferente "Dispositivos inteligentes, donos idiotas".
Contudo, a meu ver, faltou aquela aprimorada que deixasse tudo "redondinho", ajustado. "A outra coisa grande", por exemplo, me pareceu bobo, sem objetivo, feito apenas para mostrarem como são tão f*das que conseguem fazer um gato em CGI parecer tão real. Mas, tirando essa parte estética... nada. :/
Essa temporada me deixou pelo menos uma reflexão referente ao surgimento da inteligência artificial VEO3: de nada adianta uma tecnologia capaz de feitos extraordinários se não tiver um bom roteiro para guiar essa tecnologia.
Na minha opinião fecal, infelizmente, faltou roteiro.
Os Cavaleiros do Zodíaco: The Lost Canvas (2ª Temporada)
4.4 148 Assista AgoraSim, continua com seus clichês e a odiosa mania de ficar explicando obviedades, que é um dos principais motivos que me fizeram nunca ter tido a coragem de assistir à série original desde que a acompanhei na extinta TV Manchete. Contudo, aqui em "The Lost Canvas" encontrei uma série bem mais dinâmica, uma Atena de fato guerreira e, o mais maravilhoso de tudo, a força dos cavaleiros de ouro. Somado a isso o fato do Pégaso não ser sempre o super-herói salvador e saber dividir os holofotes foi um ganho que me cativou.
Pablo e Luisão
4.6 56O grande Jô Soares sempre comentava como a comédia é um gênero delicado, arredio e até meio traiçoeiro. Uma vírgula fora do lugar, um frase fora do tempo e tudo pode ser destruído. A comédia exige perspicácia de quem a faz no sentido de conhecer muito bem o terreno onde pisa, ou seja, o público, os personagens que usará, o meio social e suas atualidades. Por tudo isso, “Pablo e Luisão”, para mim, é uma das melhores comédias que eu já vi nos meus 37 anos de vida.
E creio que o mais espetacular de tudo é a realidade trazida a cada final de episódio.
Ver Conceição, Luisão e Pablo, as pessoas homenageadas, conversando sobre o que foi abordado a cada episódio é de um sabor sem igual. E toda essa explosão de sensações culmina, obviamente, no fechar da série. Ali, naquele choro, naquele riso, naquela união, vemos o motivo de existir esta série: cumplicidade, amizade, perdão.
Infelizmente, não lembro quem mencionou que “há uma tristeza, uma melancolia por trás da comédia”. Creio que “Pablo e Luisão” não foge disso. Mesmo por baixo dos absurdos e das gargalhadas, há uma serenidade nessas histórias. A serenidade de uma família que teve seus momentos de queda, dúvida, raiva, mas soube seguir em frente,
Acima de tudo, creio, uma família que soube sorrir.
Ao término da série, lembro de ter ficado quieto escutando a música-tema, “Nóis é jeca mais é jóia”, de Xangai, e sorrir, feliz por ter tido a oportunidade de assistir a esta série. Atores maravilhosos, produção incrível, tiradas que te pegam desprevenido, Paulo Vieira acertou em cheio.
Eu estava com saudade das comédias. Estava com saudade de Ariano Suassuna, Luis Fernando Veríssimo. Jô Soares, Chico Anysio, Agildo Ribeiro, Dercy Gonçalves… E encontrei todos aqui.
Black Mirror (7ª Temporada)
3.8 333 Assista AgoraAmo como "Black Mirror" sempre nos puxa para temas da atualidade e provoca reflexões. Nesta leva, o mergulho na Inteligência Artificial diz muito sobre os desafios (éticos e tecnológicos) que temos pela frente.
1) PESSOAS COMUNS (4,5): assustadoramente plausível. É só abrir o TikTok para ver o quanto isso aqui é possível;
2) BÊTE NOIRE (2,5): me surpreendeu, não posso negar isso. Porém, a solução narrativa, na minha opinião, estragou minha experiência. Foi demais para mim;
3) HOTEL REVERIE (5) UAU! Questões éticas, inteligência artificial, sexualidade, opressão de uma sociedade patriarcal, empoderamento feminino, tudo, tudo, tudo... Sério, o que foi isso? No final, eu estava vidrado, arrepiado. Incrível;
4) BRINQUEDO (5): CA-RA-LHO!!!! Desculpe o palavrão, mas não tenho nem palavras para expressar. Que imersão na singularidade. Impressionante! Impressionante!
5) EULOGY (5): melancolicamente lindo. A imersão nas fotos (imagine essa tecnologia?), a trama, o arco dramático, o amadurecimento do protagonista, o silêncio, a dor, fardo, lembranças, grito contido, fôlego suspenso... Que curta metragem LINDO!
6) USS CALISTER - INFINITY (3,5): no começo, fiquei bem confuso até lembrar no curta anterior. Diante disso, fluiu de boa. Contudo, apesar do final arrebatador, eu espera mais, confesso.
Adolescência
4.0 613 Assista AgoraSério que agora que os pais se tocaram que os filhos são assim? Precisou de uma série meia boca para que alguns se dissessem "em choque" por descobrirem que suas "crianças inocentes" não são tão inocentes? Que as escolas são um pequeno inferno? A internet é um berçário de loucos? E que esses mesmos pais, que estão com a cara enfiada no celular enquanto os filhos estão trancados no quarto, têm boa parcela de culpa?
Sinceramente... 😮💨
Narrativa sem profundidade, sem arco emocional, sem continuidade de tramas. Sim, o assunto é fundamental e as várias perspectivas sobre a adolescência e seu entorno são interessantes, mas fica a questão: um emaranhado de planos sequência compensa as falhas da trama? Esse é o ponto que me irritou.
Confesso que os planos sequência, ao invés de me encantar, me fizeram ter raiva, isso sim. Na minha opinião de m*rda, pura punhet*ção técnica para mascarar a falta de imersão.
Pensando aqui como escritor, seria uma falha absurda criar uma história com dezenas de personagens secundários que até servem para traduzir a ideia, mas não impulsionam o protagonista. Pelo contrário, roubam um tempo precioso que deveria ser dado a ele e à imersão psicológica — como aconteceu no 3º episódio.
Para mim, decepcionante.
E o final é uma coisa de "Ah, os jovens são assim hoje em dia, nossa, meu Deus, vamos conversar com os adolescentes..." Pergunto: os pais de hoje em dia estão dispostos a largarem a b*sta do Whatsapp para se deixarem de fato, sem espetáculos, à paternidade e à maternidade? Estão dispostos a terem um tempo de qualidade com os filhos e se dedicarem a isso sem correrem para publicar nas redes sociais? Estão dispostos a lembrar que eles também foram adolescentes?
Esse é o ponto.
Queer Eye: Mais Que um Makeover (9ª Temporada)
4.2 14Uau! UAU! A série se renovou. Fiquei impressionado. Depois de toda a confusão, o Jeremiah deu um gás, sei lá. Nossa, que temporada maravilhosa. Profunda, delicada, empática. E MUITO emocionante.
1. PAULA: "Foi muito divertido ser eu." Cara... 😭❤️
2. NICOLE: muito forte, muito lindo, muito empoderador. Que força é essa mulher. E o Jeremiah... Eu chorei. Sério, tô com os olhos cheios agora só de lembrar. Incrível. Ouso dizer que foi um dos melhores episódios de todas as temporadas.
3. PIFF: de fato, um desafio, pois ele me pareceu nem um pouco disposto. Achei um episódio bem mais ou menos.
4. CLYDE: apaixonante e dá aquele nó na garganta. A frase "Obrigado por fazer eu me sentir amado" é muito, muito simbólica quando penso em como muitos homens héteros vivem uma eternidade solidão.
5. KEVIN & ALEXIS: não gosto de casamentos, mas este episódio foi, no mínimo, fofo. Os cinco fizeram um trabalho impressionante.
6. JEN'YA: uma ode à força das mães solo. O Jeremiah chorando no ombro do Anthony e dizendo "Vocês já tão acostumados com isso?" me quebrou muito...
7. CHRIS: assim como o episódio do Piff, achei bem mais ou menos. Porém, foi massa ver a evolução dele. Só não entendi o Tan reclamando das roupas do cara ("não condizentes com a idade"), sendo que o Chris se veste praticamente como o Karamo. 🤷🏻
8. BILLY: o que menos gostei... Só isso mesmo. 😅
9. SARA: mais um episódio sobre a força das mães. Muito bonito a relação entre essas mulheres. É um enaltecimento à sororidade. ❤️
10. SEAN: cara, que episódio final encantador. Sutil, transformador e o olhar de gratidão do Sean para o Jonathan... Que presente para a alma!
The Circle: EUA (7ª Temporada)
3.7 13Gostei mais do que da temporada anterior. A produção colocou mais jogos e isso elevou o nível das tretas. A ausência de "amorzinho" e o fato dos participantes estarem mais estratégicos (apesar de algumas burrices), conseguiu me prender. Não posso dizer que amei a pessoa que ganhou, mas fiquei satisfeito. Grande jogo, sem dúvida. Por fim, só tenho uma coisa a dizer:
#IncestoFeelings 😅😅😅😏🥵
Minha mente de escritor, confesso, foi looooooooonge.... Longe, longe, longe. 😅🤭 #EntendedoresEntenderāo
Pra Sempre Paquitas
3.9 59ADOREI esse documentário "Marlene, na verdade, eu te amo". Kkkkkk Bem melhor que o da Xuxa, muito mais dinâmico, o doc consegue prender. Creio que seja inegável. Porém, também é bem óbvio que a edição criou mais intriga do que já existia. Confesso também que a Xuxa me deu agonia episódio após episódio com essa narrativa de "Aí, eu estava cega pro que estava acontecendo" e "Nossa, eu não sabia disso, não sabia daquilo". Sinceramente, foi maçante. Acredito que, acima de tudo, o "Pra sempre Paquitas" serve principalmente como retrato de uma época muito peculiar da TV brasileira.
Mob Psycho 100 (3ª Temporada)
4.3 33Escolher "Mob Psycho 100" para retomar minha jornada pelos animes, agora aos 36 anos de vida, foi algo que a princípio me pareceu perigoso. A história de um adolescente podia muito bem me afastar da trama. Ainda bem que não. Claro, creio que eu tenha a mente mais aberta por conviver muito com meus sobrinhos da mesma faixa etária do Mob, porém, acima disso, as minhas experiências de vida foram fundamentais para que eu compreendesse as camadas de "Mob Psycho 100". E por isso eu digo que anime f*da!
Vendo aqui pelo lado escritor, o amadurecimento dos personagens, a curva de aprendizagem, é impressionante. Esta última temporada, então, deixa isso muito claro. Em uma trama é bem difícil você dar atenção a tantos personagens e ainda mostrar, ao longo do tempo, a evolução de muitos deles. "Mob Psycho 100" fez isso. Outro ponto é a questão da serenidade viciante do protagonista, algo que, na minha opinião fecal, é o que dá o tom das três temporadas.
Kageyama Shigeo é um dos personagens mais humanos, complexos e apaixonantes que eu já vi em um anime. Acredito que nestes tempos de tanta brutalidade, violência, apatia, falação, ver alguém como o Mob é uma lição em muitos níveis. E não vou nem citar aqui a relação dele com o irmão e, especialmente, com o Reigen.
Meu Deus, o Reigen! O que dizer? Que evolução de personagem. Quantas camadas, quantas emoções, quanta complexidade. Uau!
Ok, ok, eu sei que há certos exageros aqui ou ali, mas no geral, o modo como o anime retratou essa fase tão delicada da adolescência me ganhou. Eu já vi um adolescente explodir e ver isso aqui, aos longos das temporadas, tão cadenciado, foi incrível. Principalmente, a mensagem de que "você pode ser quem você quiser" foi emocionante.
"Mob Psycho 100" não é perfeito, longe disso, mas, tem muito a nos dizer. Muito, muito feliz de ter tido a oportunidade de imergir aqui.
Mob Psycho 100 (2ª Temporada)
4.5 58Olhando como escritor, o mais bonito nessa segunda temporada é ver o amadurecimento do protagonista. Que construção de personagem maravilhosa! E o melhor é que todos ao redor são "puxados" por essa curva de evolução e de fato evoluem junto com o Mob. Somado a isso, o lado humano da série nesta segunda fase é um destaque para mim. Os fatores sociais, as relações interpessoais, familiares, as questões da adolescência, tudo está ali, mesmo em meio a toda a balbúrdia e os exageros explosivos. Estou fascinado.
Dançando para o Diabo
3.0 25Beleza, ok, é impactante pelo contexto. Não nego isso. Mas esse documentário... Confesso que não sei explicar ao certo do que desgostei, porém, o tom melodramático, a ausência de depoimentos de autoridades que cuidam desse tipo de caso, psicólogos, psiquiatras, sociólogos, tudo isso me deu a impressão de estar diante de um programa meio oportunista. E o final deixa ainda mais claro isso, que correram para fazer o documentário mesmo antes da resolução das coisas. Começa com um cheiro de mistério que, ao longo dos dois episódios seguintes, desvanece.
Avisa Lá Que Eu Vou (3ª Temporada)
4.6 2Assim como as outras temporadas, temos aqui um mergulho naquilo que chamo de "Brasil real", "do chão". É raiz, é povo, cultura, simplicidade, diversidade, fé e acolhimento. As crônicas de encerramento de cada episódio são um pequeno tesouro. Esse é um programa que nos faz relembrar que, apesar de tudo, é muito bom ser brasileiro. ❤️
P.S: o episódio do Círio é de uma grandiosidade cultural incrível, incrível.
Ike! Ina-chuu Takkyuubu
4.2 2À princípio, confesso, julguei que seria uma grande besteira. Bom, eu não estava errado. Contudo, "Inachuu" me abraçou de uma forma que eu não esperava. Quando eu me flagrei próximo do final e com saudades do louco do Maeno, notei que o anime tinha me pegado. Claro que não é uma série para todos, ainda mais em tempos tão moralistas, porém, me diverti muito. É uma besteira, sim, mas uma besteira que tem algum conteúdo.
Round 6: O Desafio (1ª Temporada)
3.1 104Gostei mais do que da série, apesar de ter torcido para a pessoa que ficou em segundo lugar. Acho que essa pessoa merecia mais diante do fato de que as outras duas pessoas finalistas já tinham vidas estabelecidas. Porém, é um jogo de sorte, né? Acho peculiar as pessoas reclamando que não gostaram "porque os jogos envolviam sorte e azar". Ué, a série não é sobre isso também? sem contar que, o mais legal daqui, foi a inserção dos aspectos de fato humanos: intrigas, conchavos, traições, estratégias.
Diferente da série, "Round 6: O Desafio" me pareceu bem mais impactante socialmente. A série é maravilhosa, claro, mas tem todo um lado melodramático no final, quase edificante para moldar a personalidade heroica do protagonista. Aqui, não. Aqui é a vida.
E a vida é f*da.
Léo Batista: A Voz Marcante
4.6 4Um documentário leve como Seu Léo Batista. Excelente.
Round 6 (1ª Temporada)
4.0 1,3K Assista AgoraGostei da tensão, mas não exatamente da narrativa. Com o passar da série, apesar da emoção que de fato senti, o desenrolar da história me pareceu forçado. É interessante porque sempre reclamo que a escola hollywoodiana de entretenimento tem a mania de finais edificantes e aí me deparo com isso aqui. Pelo percurso, eu esperava mais coragem para um final de fato retumbante. Na minha opinião de 💩, enfraqueceu tudo o que vi antes. Faltou arrematar o conceito da animalidade.
The Circle: EUA (6ª Temporada)
3.6 12O diálogo da temporada, definitivamente, foi:
CIRCLE: — Um jogador é uma IA.
CASSIE: — Tipo aquele povo azul do "Avatar"? 😂😂😂
E não, isso não é um spoiler. Calma. 👊🏻
Gostei da temporada e das mudanças que fizeram. Gostei mais ainda dessa surpresa tecnológica logo no começo. Foi interessante e assustadora. PORÉM, gostaria que tivesse durado mais #SóPeloCaos . Acho que, por hora foi apenas um aperitivo, um teste. O restante da temporada foi intenso, especialmente por causa de um jogador que decidiu, de fato, jogar. Essa pessoa foi uma cobra, na minha opinião fecal, mas muito eficiente nas estratégias. E AMEI a pessoa que ganhou. Eu já desconfiava, porém, na hora do anúncio, foi uma explosão de almofadas jogadas pro ar aqui em casa - quebramos um copo.
P.S: quero muito que façam uma temporada onde não vejamos os participantes e tenha uma IA lá no meio para que nós também embarquemos na surpresa. Contudo, sei que fazer isso vai fazer os tecnófobos e os teóricos da conspiração de plantão enlouquecerem. Mas seria MUITO massa. 😈🍷
O futuro
3.7 7 Assista AgoraPercebi que os 6 últimos episódios nada mais são do que variações do que foi apresentado nos 6 primeiros. A série foi inspiradora, ainda mais para um escritor como sou, ao ponto de me fazer pensar em possibilidades que nunca imaginei. PORÉM, esse fascínio foi se corroendo a medida que começaram as abordagens do tipo "nós vamos exigir que a indústria tenha mais ética", ou "no futuro todos terão acesso a isso".
Na minha opinião fecal, são posições que desconsideram fatores sociais, muito baseadas nas bolhas das classes altas. Quando penso, por exemplo, na maravilha da impressão de roupas em casa, é impossível para mim não olhar para a realidade da periferia aqui de São Luís e pensar: "cara, essas pessoas dificilmente vão ter acesso a isso."
Que TODOS são esses que essas pessoas estão defendendo? Óbvio que fiquei empolgado, instigado, maravilhado, e todos os adjetivos possíveis. Mas desconsiderar a realidade de desigualdade social me parece uma forma de colocar ainda mais tijolos no muro social que já existe. É só ver o que tem acontecido com a inteligência artificial: eu tenho acesso a tecnologias que 90% das pessoas não têm.
Que futuro tão maravilhoso é esse?