Definitivamente Wagner Moura não tem sorte com filmes apocalíticos ambientados nos EUA...depois do pavoroso "Guerra Civil", "A Ultima Casa" nos apresenta uma peculiar combinação de Pandemia+ Convivência Familiar sem Internet + Sobrevivencialismo + Piratas do Caribe, com um dos desfechos mais ridículos que assisti ultimamente.
Apesar dos tradicionais (e terríveis) furos de roteiro, consegue gerar um sentimento de aflição muito maior do que se houvesse sido em uma montanha (onde o cérebro vê como mais seguro porque tecnicamente "está no chão"), mas é idem muito exagerado em colocar todos os piores acontecimentos dentro de uma panela só e idem
Começam os anos 50; se antes o crime é pelo dinheiro e pelo poder, "Mortalmente Perigosa" mostra o crime como um fetiche sexual, Laurie quer um homem "com culhões", que a salve de uma vida tediosa e que encontra em Bart o bobalhão com coragem perfeito, que tem "a arma que não machuca ninguém". Muito bons movimentos de câmera e excelente a perseguição final.
A ideia do roteiro parece ser que Ulisses, tendo passado pelos horrores do Vietnã, ficou anestesiado para o mundo, tamanha a complacência com que resolve uma situação tão grave, nessa grande interpretação do gigante (literalmente) Peter Fonda.
Mais um belo exemplo de "Excelente premissa, muito boa produção e terrível roteiro", chegou em um momento em que aparentemente o roteirista não tinha a mínima ideia de como acabar a estória.
Tour de force de Alec Guiness e a ultra fleuma de Dennis Price como o ardiloso Mazzini, em uma excelente trama sobre vingança; é irregular ao se deter tempo demais em alguns personagens e descartar outros rapidamente, mas idem é excelente o jogo de gato e rato entre ele e Sibella; a postura de Mazzini a minutos da execução é um deleite, e a leitura do poema do carrasco é de gargalhar com tamanha falta de deslocamento do mesmo.
Um bom filme, apesar de bastante irregular na sua narrativa e em algumas situações, 1- o escroto Frank Hallet (Martin Sheen) deixa o ambiente tenso desde o primeiro segundo que aparece; 2- chocante para os olhos da década de 2020 ver uma adolescente nua em tela (a própria Foster tinha apenas 14 anos), idem como os adolescentes eram muito mais independentes que hoje (e isso não é da estória, em vários filmes da época eles são assim); 3- nada supera o charme da tecnologia dos anos 70, já haviam vários recursos, mas quase todos demandam atividade humana ostensiva; 4- Golas olímpicas são maravilhosas; 5-
Jornada de um homem simples que se vê dentro das ondas de poder (religião, sexo, política, imprensa, dinheiro) das quais tenta se isolar, mas não consegue, nesse perfeito cenário das forças que regem um o mundo na forma de uma história de devoção. Leonardo Villar excelente.
Maravilhosa Havilland, em uma personagem que deixando a aura de mulher martirizada, dá o troco com uma classe absoluta. Eu no meu cotidiano nunca falo palavrões, mas quando
Mesmo que tenha boas sequencias de batalhas, o filme é um sua proposta bastante contemplativo, nessa corajosa empreitada de Eastwood em mostrar o lado do inimigo (e que surpreendentemente não coloca os japoneses falando inglês, já que o público americano detesta filmes legendados). A guerra é um inferno.
Praticamente uma reformulação de "Nanook, o Esquimó": sai o gelo, vem o pântano, sai o esquimó, entra uma espécie de Huckleberry Finn na pele de um moleque chato e sem graça (em Nanook tem também uma raposinha que é capturada que me corta o coração até hoje e no filme daqui, um pobre guaxinim que é mantido preso amarrado pelo pescoço); a diferença aqui é a chegada do progresso (vista como algo positivo na história) e o deslumbre do garoto nisso.
PS- a encenação dos envolvidos é simplesmente terrível e amadora.
O Sr Scott já fez porcarias históricas, mas quando acerta,,,excelente filme, com uma excelente produção, atuações, edição magnífica, e se a história já foi vista n vezes no Cinema, aqui ela nos prende a atenção como se fosse a primeira vez; interessante em mostrar que em quanto o cara está "grandão", ninguém questiona os prazeres do dinheiro, mas basta o cara começar a ter problemas, que vem um monte de gente (que até então estava se beneficiando) com moralidades.
Uma das primeiras grandes produções dos anos 40 a apresentar auras da década seguinte, nessa obra que foi claramente inspiradora de "Cisne Negro" do Aronowsky; Anton Walbrook como um Mefistófeles requintado e dominador está ótimo. A sequencia que mostra o ballet principal é arrebatadora.
Mike Nichols sempre foi muito bom em contar sobre bastidores, nessa história que retrata bem, "Os EUA são excelentes em vencer guerras, mas absolutamente terríveis em administrar as suas vitórias"; o humanismo do poder para os americanos (e infelizmente para quase todo o mundo) é apenas um bom lobby.
De início você tem a certeza que está assistindo uma vasta coleção de clichês do gênero faroeste, mas ai percebe que estão justamente brincando com esses clichês, nessa verdadeira homenagem as matinês da época, e as piadas a beira da morte que influenciaram até Indiana Jones. Leve, despretencioso, é claro que tem o incomodo massacre de indígenas, mas eram coisas da época.
Durante grande parte da História (e infelizmente ainda nos atinge em 2026) a vida das mulheres só diferia pelo conforto: tanto nobres como plebéias era infelizes, pois viviam sob uma sociedade absolutamente dominada por homens que ditavam o rumo que as vidas delas deveriam tomar; digno de nota seja o "trisal" formado (mais de 200 anos antes da concepção da ideia). Fiennes absoluto como sempre e tem uma cena onde Knightley está magnífica,
Se me dissessem que havia sido produzido pela Globo Filmes, eu acreditaria piamente, tamanha a pieguice beirando a filme da Xuxa ou do Renato Aragão, com fases prontas de Ensino Médio (e olhe lá) e uma menina de 6 anos que filosofa e faz tudo sozinha (eu sou pai e uma criança de 6 anos JAMAIS vai ser assim); licença poética? Talvez, mas de poesia ruim e irritante.
A estória consegue lembrar muitos os envoltos de "Gilda" (também estrelado por Hayworth), uma mulher que casa por interesse financeiro e que se apaixona por um homem mais jovem e mais belo (aqui, Welles), ambos os filmes em reviravoltas, porém em "A Dama de Shanghai" tudo é menos sórdido, a guerra se foi e os interesses são em aproveitar a vida. Welles ainda um bom ator (e diretor melhor ainda) e uma Hayworth comedida, mas sempre fatale.
Uma opinião imparcial minha fica difícil, já que a Copa do Mundo de Rugby é, depois da Copa do Mundo de Futebol, o evento que eu acompanho com mais entusiasmo, mas aqui temos (claro que bastante romanceado, ok), o quanto Mandela, que mesmo que não tenha sido um grande governante, foi um dos maiores estadistas do Século XX, que visualizou que a vingança colocaria em ruínas todo o projeto de uma nação. Muito bem dirigido por Eastwood, então no auge da sua direção.
Veículo perfeito para a talentosa Saoirse Ronan, mas a estória é quase como ver um álbum de fotografia de terceiros, pode até ser bonito, mas não tem graça nenhuma, porque você não tem convivência com os fotografados, que é o que acontece aqui, os personagens não lhe cativam. A Direção de Arte e Figurinos porém, são excelentes.
"Cabeça vazia, oficina do Diabo", poderia ser o plotline deste filme, onde nobres desocupados que não fazem absolutamente nada o dia inteiro, com lacaios que os ajudam até a se vestir, vivem de fofocas, jantares e bailes; a produção, fotografia, figurino e direção de arte é tão perfeita que por vezes você esquece da estória para se atentar aos detalhes do cenário; Anya Taylor Joy e Mia Goth belíssimas e adoráveis.
Ao mesmo tempo que é realista (e corajoso para a época), é também bastante piegas na sua abordagem do tratamento freudiano (moda irresistível na primeira metade do século XX, hoje já em desuso) e da figura do "homem salvador resgatando a mulher doida varrida"; eu lido com pessoas com transtornos mentais e muitos dos retratos ali são bem conectados a realidade.
A Última Casa
2.6 402 Assista AgoraDefinitivamente Wagner Moura não tem sorte com filmes apocalíticos ambientados nos EUA...depois do pavoroso "Guerra Civil", "A Ultima Casa" nos apresenta uma peculiar combinação de Pandemia+ Convivência Familiar sem Internet + Sobrevivencialismo + Piratas do Caribe, com um dos desfechos mais ridículos que assisti ultimamente.
A Queda
3.2 824 Assista AgoraApesar dos tradicionais (e terríveis) furos de roteiro, consegue gerar um sentimento de aflição muito maior do que se houvesse sido em uma montanha (onde o cérebro vê como mais seguro porque tecnicamente "está no chão"), mas é idem muito exagerado em colocar todos os piores acontecimentos dentro de uma panela só e idem
o absoluto pavoroso plot twist sem lógica alguma e o celular com a melhor bateria do Universo)
Mortalmente Perigosa
4.1 44 Assista AgoraComeçam os anos 50; se antes o crime é pelo dinheiro e pelo poder, "Mortalmente Perigosa" mostra o crime como um fetiche sexual, Laurie quer um homem "com culhões", que a salve de uma vida tediosa e que encontra em Bart o bobalhão com coragem perfeito, que tem "a arma que não machuca ninguém". Muito bons movimentos de câmera e excelente a perseguição final.
O Ouro de Ulisses
3.4 15 Assista AgoraA ideia do roteiro parece ser que Ulisses, tendo passado pelos horrores do Vietnã, ficou anestesiado para o mundo, tamanha a complacência com que resolve uma situação tão grave, nessa grande interpretação do gigante (literalmente) Peter Fonda.
Paraíso
3.2 187 Assista AgoraMais um belo exemplo de "Excelente premissa, muito boa produção e terrível roteiro", chegou em um momento em que aparentemente o roteirista não tinha a mínima ideia de como acabar a estória.
As Oito Vítimas
4.1 40 Assista AgoraTour de force de Alec Guiness e a ultra fleuma de Dennis Price como o ardiloso Mazzini, em uma excelente trama sobre vingança; é irregular ao se deter tempo demais em alguns personagens e descartar outros rapidamente, mas idem é excelente o jogo de gato e rato entre ele e Sibella; a postura de Mazzini a minutos da execução é um deleite, e a leitura do poema do carrasco é de gargalhar com tamanha falta de deslocamento do mesmo.
A Menina do Outro Lado da Rua
3.7 192Um bom filme, apesar de bastante irregular na sua narrativa e em algumas situações,
1- o escroto Frank Hallet (Martin Sheen) deixa o ambiente tenso desde o primeiro segundo que aparece;
2- chocante para os olhos da década de 2020 ver uma adolescente nua em tela (a própria Foster tinha apenas 14 anos), idem como os adolescentes eram muito mais independentes que hoje (e isso não é da estória, em vários filmes da época eles são assim);
3- nada supera o charme da tecnologia dos anos 70, já haviam vários recursos, mas quase todos demandam atividade humana ostensiva;
4- Golas olímpicas são maravilhosas;
5-
a última cena é um alívio
Devoradores de Estrelas
4.0 813 Assista AgoraComo alguém pode ter estragado uma produção tão caprichada, com um plot tão bom, entregando um filme tão tolo, infantilóide e absolutamente piegas.
Que pena.
O Pagador de Promessas
4.3 402 Assista AgoraJornada de um homem simples que se vê dentro das ondas de poder (religião, sexo, política, imprensa, dinheiro) das quais tenta se isolar, mas não consegue, nesse perfeito cenário das forças que regem um o mundo na forma de uma história de devoção. Leonardo Villar excelente.
Tarde Demais
4.2 93 Assista AgoraMaravilhosa Havilland, em uma personagem que deixando a aura de mulher martirizada, dá o troco com uma classe absoluta. Eu no meu cotidiano nunca falo palavrões, mas quando
Morris reaparece na maior cara de pau do mundo, eu falei, "VTNC seu FDP"!
Final revigorante.
Cartas de Iwo Jima
4.0 310 Assista AgoraMesmo que tenha boas sequencias de batalhas, o filme é um sua proposta bastante contemplativo, nessa corajosa empreitada de Eastwood em mostrar o lado do inimigo (e que surpreendentemente não coloca os japoneses falando inglês, já que o público americano detesta filmes legendados).
A guerra é um inferno.
A História de Louisiana
3.1 12Praticamente uma reformulação de "Nanook, o Esquimó": sai o gelo, vem o pântano, sai o esquimó, entra uma espécie de Huckleberry Finn na pele de um moleque chato e sem graça (em Nanook tem também uma raposinha que é capturada que me corta o coração até hoje e no filme daqui, um pobre guaxinim que é mantido preso amarrado pelo pescoço); a diferença aqui é a chegada do progresso (vista como algo positivo na história) e o deslumbre do garoto nisso.
PS- a encenação dos envolvidos é simplesmente terrível e amadora.
O Gângster
4.0 475 Assista AgoraO Sr Scott já fez porcarias históricas, mas quando acerta,,,excelente filme, com uma excelente produção, atuações, edição magnífica, e se a história já foi vista n vezes no Cinema, aqui ela nos prende a atenção como se fosse a primeira vez; interessante em mostrar que em quanto o cara está "grandão", ninguém questiona os prazeres do dinheiro, mas basta o cara começar a ter problemas, que vem um monte de gente (que até então estava se beneficiando) com moralidades.
Os Sapatinhos Vermelhos
4.3 181 Assista AgoraUma das primeiras grandes produções dos anos 40 a apresentar auras da década seguinte, nessa obra que foi claramente inspiradora de "Cisne Negro" do Aronowsky; Anton Walbrook como um Mefistófeles requintado e dominador está ótimo. A sequencia que mostra o ballet principal é arrebatadora.
Jogos do Poder
3.2 113 Assista AgoraMike Nichols sempre foi muito bom em contar sobre bastidores, nessa história que retrata bem, "Os EUA são excelentes em vencer guerras, mas absolutamente terríveis em administrar as suas vitórias"; o humanismo do poder para os americanos (e infelizmente para quase todo o mundo) é apenas um bom lobby.
O Valente Treme-Treme
3.5 31De início você tem a certeza que está assistindo uma vasta coleção de clichês do gênero faroeste, mas ai percebe que estão justamente brincando com esses clichês, nessa verdadeira homenagem as matinês da época, e as piadas a beira da morte que influenciaram até Indiana Jones. Leve, despretencioso, é claro que tem o incomodo massacre de indígenas, mas eram coisas da época.
A Duquesa
3.8 680 Assista AgoraDurante grande parte da História (e infelizmente ainda nos atinge em 2026) a vida das mulheres só diferia pelo conforto: tanto nobres como plebéias era infelizes, pois viviam sob uma sociedade absolutamente dominada por homens que ditavam o rumo que as vidas delas deveriam tomar; digno de nota seja o "trisal" formado (mais de 200 anos antes da concepção da ideia). Fiennes absoluto como sempre e tem uma cena onde Knightley está magnífica,
, no encontro final entre ela e Charles Grey, com todo o sofrimento contido na cena
Indomável Sonhadora
3.8 1,2K Assista AgoraSe me dissessem que havia sido produzido pela Globo Filmes, eu acreditaria piamente, tamanha a pieguice beirando a filme da Xuxa ou do Renato Aragão, com fases prontas de Ensino Médio (e olhe lá) e uma menina de 6 anos que filosofa e faz tudo sozinha (eu sou pai e uma criança de 6 anos JAMAIS vai ser assim); licença poética? Talvez, mas de poesia ruim e irritante.
A Dama de Shanghai
3.9 115 Assista AgoraA estória consegue lembrar muitos os envoltos de "Gilda" (também estrelado por Hayworth), uma mulher que casa por interesse financeiro e que se apaixona por um homem mais jovem e mais belo (aqui, Welles), ambos os filmes em reviravoltas, porém em "A Dama de Shanghai" tudo é menos sórdido, a guerra se foi e os interesses são em aproveitar a vida. Welles ainda um bom ator (e diretor melhor ainda) e uma Hayworth comedida, mas sempre fatale.
Invictus
3.8 809 Assista AgoraUma opinião imparcial minha fica difícil, já que a Copa do Mundo de Rugby é, depois da Copa do Mundo de Futebol, o evento que eu acompanho com mais entusiasmo, mas aqui temos (claro que bastante romanceado, ok), o quanto Mandela, que mesmo que não tenha sido um grande governante, foi um dos maiores estadistas do Século XX, que visualizou que a vingança colocaria em ruínas todo o projeto de uma nação. Muito bem dirigido por Eastwood, então no auge da sua direção.
Brooklin
3.8 1,1K Assista AgoraVeículo perfeito para a talentosa Saoirse Ronan, mas a estória é quase como ver um álbum de fotografia de terceiros, pode até ser bonito, mas não tem graça nenhuma, porque você não tem convivência com os fotografados, que é o que acontece aqui, os personagens não lhe cativam. A Direção de Arte e Figurinos porém, são excelentes.
Emma.
3.4 294 Assista Agora"Cabeça vazia, oficina do Diabo", poderia ser o plotline deste filme, onde nobres desocupados que não fazem absolutamente nada o dia inteiro, com lacaios que os ajudam até a se vestir, vivem de fofocas, jantares e bailes; a produção, fotografia, figurino e direção de arte é tão perfeita que por vezes você esquece da estória para se atentar aos detalhes do cenário; Anya Taylor Joy e Mia Goth belíssimas e adoráveis.
A Cova da Serpente
4.0 45Ao mesmo tempo que é realista (e corajoso para a época), é também bastante piegas na sua abordagem do tratamento freudiano (moda irresistível na primeira metade do século XX, hoje já em desuso) e da figura do "homem salvador resgatando a mulher doida varrida"; eu lido com pessoas com transtornos mentais e muitos dos retratos ali são bem conectados a realidade.
A Minha Versão do Amor
3.6 164 Assista AgoraNão sei se foi intenção do livro/roteiro, mas o certo é que quando acaba a estória
você não sente pena alguma do Barney