Aqui e acolá, Michael Bay consegue bons momentos de adrenalina e ação incessantes, o problema é o tesão dele pelo macho alfa branco americano, o modo como deturpa a própria ação americana (no caso ali, eles é que são invasores), além de uns momentos piegas de doer "Desculpe EUA, o Islã e o Profeta não são isso" ou então pior "Para que tenham medo de Deus e dos EUA", fora as 450 imagens com luz de por do sol. Impressionante como Bay é completamente descarado em fazer filmes para o americano tradicional.
Em certa momento eu fiquei pensando, "que tristeza um menino de 16 anos sofrer tanto", nesse verdadeiro Inferno de Dante, que infelizmente retrata uma realidade cotidiana. Uma frase duríssima, dita por Seydou, já na Líbia "mas você sabe que eles não atendem negros" (referindo-se ao hospital). Que triste.
Envelheceu mal, em uma história que acabou virando mais um fetiche, "freira nos cafundós do mundo se apaixona pelo macho alfa local", além do já tradicional estereótipo dos indianos (culminando com Jean Simmons como nativa); salva-se pelo Technicolor e a boa ambientação,
Se os homens sofrem regimes ditatoriais, multiplica-se por 10 para ter o que sofrem as mulheres, nesse retrato de um local que há milênios não encontra nunca a sua paz, seja a interior, seja a provocada por invasores.
A perturbadora trilha musical (e olha que adoro musica eletronica) já deixa a audiência enervada, preparando para essa intensa história pré/pós apocalíptica, culminando em tensão total. As analogias ao que vem acontecendo ao mundo nos ultimos 3 anos estão em toda a parte.
Direção estonteante de Hitchcock, e Bergman perfeita, em uma história que consegue o seu suspense com pequenos detalhes, sem gritos, sem levantamento de vozes, tudo sucinto, além é claro, do sofrimento amoroso do casal protagonista, relegando a paixão por um ideal maior (pode parecer piegas, mas no filme funciona)
Das recentes direções de Scott, esta é uma das melhores, embora o filme seja um pouco prolixo; engraçado como Plummer ficou estereotipado como milionário (e geralmente malvado), eu não lembro de ter assistido um único filme onde ele era pobre e aqui como John Paul Getty consegue convencer muito bem, idem o clima da Itália dos anos 70, perdida em meio ao caos da máfia e político.
Eu trabalhava em video-locadora nos anos 90 e os primeiros VHS de Ultimate Fighting (hoje MMA) foram uma verdadeira febre...do Coleman eu lembro, do Kerr não...não é um filme que você vai se lembrar pra sempre, mas é um bom "contador de estória" sobre o período, apresentando um Dwayne Johnson monstruoso (no sentido de massa muscular).
A ex-esposa do Kerr não deve ter gostado da obra, é retratada como absolute bitch
Fantástica versão (quiçá a melhor de todas), lúgubre como bem pede um cenário vitoriano, onde mesmo os ricos são envoltos em uma tristeza sombria. Eu amo Dickens.
Embora seja mais uma história rousseauniana (o selvagem contra o civilizatório), a animação consegue ter uma boa identidade, e é claro, do seu primor técnico; já deve ser nostálgico para quem nasceu nos anos 2000
Bastante interessante, mostrando um sistema que deveria praticar a justiça, fazendo o contrário; mas, como aqui no Brasil (e creio que em muita parte do mundo), a população vai apoiar o governante.
Com boas soluções visuais, é apesar disso, muito piegas e beira ao desagradável ( a música negra usada como exemplo de decadência dos EUA), e as cortes celestiais são uma espécie de Kafka, mas se fossem de Walt Disney.
Arquétipo perfeito do cinema noir: uma trama de crimes e traições; o detetive; a femme fatale, o jornalista, sombras e muito, muito cigarro. Muito interessante da forma que é contato, em uma estória que em nenhum momento quer pregar moral, apenas contá-la.
Versão muito superior a insossa versão de 1994, agora utilizando de narrativa não linear além de um desfecho repleto de metalinguagem, fora a brilhante direção de Greta Gerwig.
Não estou pedindo por decapitações ou gente sendo queimada vida, mas 'tá louco, como as animações da Pixar estão ficando insuportavelmente piegas, onde tudo descamba à mesmice de sempre, e pena, porque era um bom plot.
Saem os coloridos e canções da Walt Disney e entram as sombras e a miséria de um família empobrecida e em parte cruel, onde a fome e o desejo de nobreza falam mais alto, e onde a única pessoa que passa (quase) incólume é a protagonista; interessante nesta versão é que os simbolismos sexuais (que obviamente seriam banidos na famosa animação e na enfadonha versão live-action, ambas da Disney), são muito mais latentes com Cocteau; ao fim, Bela (que deseja mais a versão masculinizada da Fera do que sua versão sociável, porém fraca), se rende à necessidade: o desejo sexual sendo reprimido pelo conforto e posição social.
Não chega a ser um desastre completo, mas é repleto de furos de roteiro (um dos piores é um toca-fitas antiquíssimo funcionando sem energia elétrica), além de uma patética equipe "super-especializada" de controle sanitário do governo que agem como completos amadores, e uma câmera com a melhor bateria da História.
Disney no seu pior de pieguice e obviedade. Apenas uma (sim, uma) coisa legal nesses 110 minutos desperdiçados da minha vida: a homenagem a "O iluminado" do Kubrick.
O roteiro não é dos melhores, com algumas situações forçadas que chegam ao embaraço, mas a cinematografia, com Welles usando genialmente de sombras, ângulos e close-ups, são um deleite.
Tecnicamente interessante, mas definitivamente não é para mim, é para a outra geração; eu gosto bastante de animações, mas essa não me animou nem um pouco, talvez pelo tema e canções alheios a minha idade. Perdão.
Assisti na magnífica restauração em 4K, em mais um excelente trabalho de Hector Babenco, para mim o melhor retratista do Brasil entre 1975-1981, com atuações memoráveis de Farias, Gonçalves, Pereio,,,uma época de um Brasil extremamente pobre, corrupto e violento (e ainda dizem que os militares mantinham a ordem,,,)
13 Horas - Os Soldados Secretos de Benghazi
3.5 323Aqui e acolá, Michael Bay consegue bons momentos de adrenalina e ação incessantes, o problema é o tesão dele pelo macho alfa branco americano, o modo como deturpa a própria ação americana (no caso ali, eles é que são invasores), além de uns momentos piegas de doer "Desculpe EUA, o Islã e o Profeta não são isso" ou então pior "Para que tenham medo de Deus e dos EUA", fora as 450 imagens com luz de por do sol. Impressionante como Bay é completamente descarado em fazer filmes para o americano tradicional.
Eu, Capitão
3.9 85 Assista AgoraEm certa momento eu fiquei pensando, "que tristeza um menino de 16 anos sofrer tanto", nesse verdadeiro Inferno de Dante, que infelizmente retrata uma realidade cotidiana. Uma frase duríssima, dita por Seydou, já na Líbia "mas você sabe que eles não atendem negros" (referindo-se ao hospital). Que triste.
Narciso Negro
4.0 86 Assista AgoraEnvelheceu mal, em uma história que acabou virando mais um fetiche, "freira nos cafundós do mundo se apaixona pelo macho alfa local", além do já tradicional estereótipo dos indianos (culminando com Jean Simmons como nativa); salva-se pelo Technicolor e a boa ambientação,
e pela assustadora aparição final da irmã Ruth
A Ganha-Pão
4.4 274 Assista AgoraSe os homens sofrem regimes ditatoriais, multiplica-se por 10 para ter o que sofrem as mulheres, nesse retrato de um local que há milênios não encontra nunca a sua paz, seja a interior, seja a provocada por invasores.
Sirāt
3.4 187 Assista AgoraA perturbadora trilha musical (e olha que adoro musica eletronica) já deixa a audiência enervada, preparando para essa intensa história pré/pós apocalíptica, culminando em tensão total.
As analogias ao que vem acontecendo ao mundo nos ultimos 3 anos estão em toda a parte.
Interlúdio
4.0 287 Assista AgoraDireção estonteante de Hitchcock, e Bergman perfeita, em uma história que consegue o seu suspense com pequenos detalhes, sem gritos, sem levantamento de vozes, tudo sucinto, além é claro, do sofrimento amoroso do casal protagonista, relegando a paixão por um ideal maior (pode parecer piegas, mas no filme funciona)
Todo o Dinheiro do Mundo
3.3 235 Assista AgoraDas recentes direções de Scott, esta é uma das melhores, embora o filme seja um pouco prolixo; engraçado como Plummer ficou estereotipado como milionário (e geralmente malvado), eu não lembro de ter assistido um único filme onde ele era pobre e aqui como John Paul Getty consegue convencer muito bem, idem o clima da Itália dos anos 70, perdida em meio ao caos da máfia e político.
Coração de Lutador: The Smashing Machine
3.0 139 Assista AgoraEu trabalhava em video-locadora nos anos 90 e os primeiros VHS de Ultimate Fighting (hoje MMA) foram uma verdadeira febre...do Coleman eu lembro, do Kerr não...não é um filme que você vai se lembrar pra sempre, mas é um bom "contador de estória" sobre o período, apresentando um Dwayne Johnson monstruoso (no sentido de massa muscular).
A ex-esposa do Kerr não deve ter gostado da obra, é retratada como absolute bitch
Grandes Esperanças
3.9 42 Assista AgoraFantástica versão (quiçá a melhor de todas), lúgubre como bem pede um cenário vitoriano, onde mesmo os ricos são envoltos em uma tristeza sombria. Eu amo Dickens.
Como Treinar o seu Dragão
4.2 2,4K Assista AgoraEmbora seja mais uma história rousseauniana (o selvagem contra o civilizatório), a animação consegue ter uma boa identidade, e é claro, do seu primor técnico; já deve ser nostálgico para quem nasceu nos anos 2000
O Caso Richard Jewell
3.6 250 Assista AgoraO poder da mídia em santificar e demonizar, eis o tema, isso em uma era antes da internet massificada. Paul Walter Hauser muito bem.
Alabama: Presos do Sistema
3.7 31Bastante interessante, mostrando um sistema que deveria praticar a justiça, fazendo o contrário; mas, como aqui no Brasil (e creio que em muita parte do mundo), a população vai apoiar o governante.
PS- poderia ter uns 20, 25 minutos a menos
Nut Nasceu Burro, Não Aprendeu Nada, Esqueceu A Metade
2.8 67Genialmente ruim, uma sucessão de gags completamente non sense, mas que ainda me fazem rir
Neste Mundo e no Outro
4.0 42 Assista AgoraCom boas soluções visuais, é apesar disso, muito piegas e beira ao desagradável ( a música negra usada como exemplo de decadência dos EUA), e as cortes celestiais são uma espécie de Kafka, mas se fossem de Walt Disney.
o plot twist, mesmo que tenha sido retirado diretamente de "O Gabinete do Dr Caligari", coloca toda a história com os pés na terra novamente
Marty Supreme
3.6 360 Assista AgoraUma produção tão caprichada para um filme tão chato...ao menos é interessante porque é um dos poucos filmes que você torce contra o protagonista
aquela passada de mão na cabeça do Marty na cena final é ridícula
Os Assassinos
3.8 67 Assista AgoraArquétipo perfeito do cinema noir: uma trama de crimes e traições; o detetive; a femme fatale, o jornalista, sombras e muito, muito cigarro. Muito interessante da forma que é contato, em uma estória que em nenhum momento quer pregar moral, apenas contá-la.
Adoráveis Mulheres
4.0 994 Assista AgoraVersão muito superior a insossa versão de 1994, agora utilizando de narrativa não linear além de um desfecho repleto de metalinguagem, fora a brilhante direção de Greta Gerwig.
Elio
3.3 133Não estou pedindo por decapitações ou gente sendo queimada vida, mas 'tá louco, como as animações da Pixar estão ficando insuportavelmente piegas, onde tudo descamba à mesmice de sempre, e pena, porque era um bom plot.
A Bela e a Fera
4.0 82 Assista AgoraSaem os coloridos e canções da Walt Disney e entram as sombras e a miséria de um família empobrecida e em parte cruel, onde a fome e o desejo de nobreza falam mais alto, e onde a única pessoa que passa (quase) incólume é a protagonista; interessante nesta versão é que os simbolismos sexuais (que obviamente seriam banidos na famosa animação e na enfadonha versão live-action, ambas da Disney), são muito mais latentes com Cocteau; ao fim, Bela (que deseja mais a versão masculinizada da Fera do que sua versão sociável, porém fraca), se rende à necessidade: o desejo sexual sendo reprimido pelo conforto e posição social.
Quarentena
2.7 834 Assista AgoraNão chega a ser um desastre completo, mas é repleto de furos de roteiro (um dos piores é um toca-fitas antiquíssimo funcionando sem energia elétrica), além de uma patética equipe "super-especializada" de controle sanitário do governo que agem como completos amadores, e uma câmera com a melhor bateria da História.
Zootopia 2
3.7 171Disney no seu pior de pieguice e obviedade. Apenas uma (sim, uma) coisa legal nesses 110 minutos desperdiçados da minha vida: a homenagem a "O iluminado" do Kubrick.
O Estranho
3.8 126 Assista AgoraO roteiro não é dos melhores, com algumas situações forçadas que chegam ao embaraço, mas a cinematografia, com Welles usando genialmente de sombras, ângulos e close-ups, são um deleite.
Guerreiras do K-Pop
3.7 214 Assista AgoraTecnicamente interessante, mas definitivamente não é para mim, é para a outra geração; eu gosto bastante de animações, mas essa não me animou nem um pouco, talvez pelo tema e canções alheios a minha idade. Perdão.
Lúcio Flávio, o Passageiro da Agonia
3.7 122Assisti na magnífica restauração em 4K, em mais um excelente trabalho de Hector Babenco, para mim o melhor retratista do Brasil entre 1975-1981, com atuações memoráveis de Farias, Gonçalves, Pereio,,,uma época de um Brasil extremamente pobre, corrupto e violento (e ainda dizem que os militares mantinham a ordem,,,)