Superestimado demais. O filme apela para um lado emocional que não é tão fácil de comprar, pois a construção é bem clichê e o que aposta de diferente, que é o lado espiritual, também não combina com o tom da narrativa, sem contar que o desfecho é um pouco decepcionante. Um Olhar de Paraíso, mas está bem longe de passar de um filme razoável.
Dois anos após ter dirigido A Bela da Tarde, Luis Buñuel dirige Via Láctea, um filme que diferentemente do primeiro citado, trabalha mais a questão da religião, realizando várias críticas ao cristianismo, logo isso pode incomodar os cristãos mais fervorosos. Dividido em partes, onde cada uma se mostra como uma esquete, sem muitas das vezes uma parte depender da outra, apenas mantendo como ligação principal o tema e os dois protagonistas, o longa tem alguns bons momentos, muito por causa do roteiro, mas no geral deixa um pouco desejar e isso influencia totalmente no resultado final, não deixando o mesmo passar apenas de um filme razoável.
Após Capricórnio Um, Outland é a segunda obra de mais relevância no início de carreira do diretor Peter Hyams, que futuramente também viria a ser conhecido pelo envolvimento na série Amazin Stories e também ter dirigido o longa Acima de Qualquer Suspeita.
Outland é uma ficção oitentista, que tem seus méritos no quesito ambientação, pois consegue passar a todo instante aquela sensação de algo futurista, distante da terra. O roteiro é simples, pois é uma história que envolve “bandido x polícia”, mas com pitadas de ficção científica. É claro que a presença de Sean Connery no elenco agrega ainda mais a obra e sem dúvidas é um dos pontos altos do filme.
Enfim, Outland é um filme não tão lembrado da década de oitenta, mas que tem seus méritos e quem dúvidas agradará qualquer espécie de espectador, ainda mais se o mesmo for fã de ficção/ação.
O Silêncio do Lago, dirigido por George Sluizer, que também foi diretor da refilmagem hollywoodiana de mesmo nome, é um filme que consegue marcar qualquer espectador. O seu clima morno e o desenrolar arrastado pode não ser um atrativo para quem espera algo mais frenético, mas é totalmente fundamental para construir uma trama que mesmo lenta, consegue prender, até chegar ao clímax, que possui um desfecho não convencional e que certamente jamais sairá da cabeça de quem assiste.
É uma pena uma ideia tão boa não ter sido aproveita da forma correta. O Culto é mais um daqueles filmes que poderiam ter ido bem mais além de onde alcançou, isso apenas com um refino melhor do roteiro e talvez um pouco mais de investimento. Quem sabe num futuro em alguma refilmagem as coisas saem diferentes.
Mistérios da Carne é uma pérola escondida dentro do início dos anos 2000. A estética não envelheceu muito bem, já que o filme parece ter sido rodado na década anterior, mas isso não influencia no resultado, já que o longa ganha muito com seu roteiro e personagens bem desenvolvidos. Por falar em roteiro, esse sem dúvidas é o ponto alto. O mesmo levanta questionamentos sobre abuso infantil, fazendo analogias com outras temáticas. Todo o elenco está bastante funcional, principalmente Joseph Gordon-Levitt ainda bastante novo, até então só tinha como destaque em sua carreira 10 Coisas Que Odeio em Você. Enfim, Mistérios da Carne é um filme que olhando rápido para sinopse, capa e elenco, pode passar despercebido, mas que no final das contas entrega um ótimo conteúdo e que funciona ainda mais caso o espectador não conheça nada sobre.
Infelizmente Todo Mundo em Pânico segue um formato que hoje em dia não funciona mais. O certo sucesso que teve ali nos capítulos iniciais, é difícil de replicar atualmente, com isso pouca coisa se salva e esse novo filme nem como nostalgia serve. Provavelmente a melhor das opções é deixar essa franquia para trás.
Jake Gyllenhaal devia está devendo boletos. Como que um ator desse calibre para em um projeto desse? Enfim, Matador de Aluguel é um filme fraco, que tem como destaque maior, algumas lutas, mas que ainda assim deixam a desejar e o roteiro é um fiapo, mas que se estende por longas duas horas.
Ao lado de O Cão Andaluz, produzido em 1929, juntamente com Salvador Dali, A Bela da Tarde é provavelmente o filme mais conhecido dentro da carreira do diretor Lis Buñuel. Aqui é mais uma grande obra, rica em análise sobre os perfis humanos perante a certas situações não tão discutidas assim, mas em casa de observações, certamente leva a questionamentos e idealizações.
A personagem principal, interpretada por Catherine Deneuve, pode não ser muito agradável, mas todo o seu perfil é fundamental para combinar com a proposta do roteiro, criado assim uma situação bem orgânica. A direção de Luis Buñuel é primorosa e consegue construir cada cena de uma forma ímpar. Muitas das perguntas levantadas pelo roteiro, que também teve mãos do diretor, são apenas jogadas para o espectador, deixando para que o mesmo tire suas próprias conclusões.
Em resumo, A Bela da Tarde é um ótimo filme, que tem seus muitos méritos e se mostra uma obra fundamental para quem quer conhecer mais do cinema francês e também da filmografia de Buñuel.
Elogiar essa combinação de produção da Hammer, com Christopher Lee e Peter Cushing no elenco é como chover no molhado. Impossível o resultado sair errado. Os Ritos Satânicos de Drácula pode não ser um dos melhores filmes que abordam esse personagem tão icônico na cultura pop, mas que ainda assim é bastante funcional. Dirigido por Alan Gibson, que também dirigiu Drácula no Mundo da Minissaia, tem essas duas obras como as mais relevantes de sua filmografia e que posteriormente também iria contribuir para série Casa do Terror, também produzida pela Hammer. Enfim, aqui é um filme simples, gótico na medida certa, com alguns exageros de certos personagens, mas que no geral tem um resultado bastante satisfatório, ainda mais se levar em conta que o mesmo não foi produzido com tantos recursos assim.
O filme em si tem até alguns momentos bacanas, mas no geral o saldo acaba sendo negativo. Faltou um refino maior principalmente no roteiro e nos efeitos, ainda mais se tratando de uma produção do universo DC, o resultado final deixa a desejar. Um ponto bacana do filme e foge da protagonista, é a apresentação do personagem Lobo, já que o mesmo caiu como uma luva para o Jason Momoa. Já um dos pontos mais baixos sem dúvidas é o vilão. O mesmo falta imponência e uma construção maior dos seus motivos.
O que Denzel Washington faz aqui é surreal. Certamente uma das melhores atuações da sua carreira, sem contar que Malcolm X também é um dos melhores filmes dirigidos por Spike Lee. A relação do roteiro com a história da vida real é de grande fidelidade, abordando temas que são pertinentes até nos dias de hoje.
Diferentemente de outras obras do Kurosawa, Rashomon não passa dos 90 minutos, mas mesmo assim mantém todas as qualidades de qualquer obra do diretor. Sempre com tudo muito bem filmado, em ótimas fotografias e ângulos, com um roteiro ímpar que levanta reflexões sobre a natureza do ser humano. Rashomon é um filme que vai além da duração da película, já que os pensamentos sobre permanecem durante dias após o consumo da obra.
Uma boa opção para quem quer curtir aqueles slashers oitentista, mas quer fugir dos mais óbvios. Dirigido por Tony Maylam, que não tem grandes coisas relevantes em sua carreira, o destaque maior fica por conta mesmo de Chamas da Morte. O filme aqui apresenta todos os clichês desse subgênero do terror, os únicos pesares ficam por conta do ritmo da primeira metade, já que as mortes demoram a engrenar e a falta de uma trilha sonora mais marcante, mas no geral é um bom filme.
Poético, filosófico, metafórico e até mesmo transcendental. Todas essas palavras definem Sonhos, uma antologia dirigida por Akira Kurosawa. Com uma fotografia belíssima, onde cada cena geraria um quadro e diálogos concisos e reflexivos, essa belíssima obra é sem dúvidas um espetáculo em todas as camadas. Cada conto narrado tem seu mérito, claro que alguns se destacam mais que o outro, mas no geral todos são no mínimo ótimos.
Ran possui como tema central do roteiro, algo bem simples, mas que ao mesmo tempo trabalha ideias tão do cotidiano, sendo facilmente comparadas para qualquer época que seja projetada. Vingança, compaixão, amor, arrependimento e por aí vai, esses são os sentimentos que regam o roteiro que também teve participação do diretor, se inspirando em grande parte nas obras do Shakespeare. Sobre os aspectos técnicos, é o visual Kurosawa, totalmente único em seus longas, com destaque total para a fotografia e a utilização de cores.
Os Sete Samurais possui uma fotografia exuberante e altamente enriquecida devido ao preto e branco. Todo o roteiro e os personagens são apresentados e desenvolvidos sem nenhuma pressa, fazendo jus aos seus quase 210 minutos. Akira Kurosawa tem todo o cuidado com cada detalhe, deixando passar nada despercebido. A primeira parte mais morna é fundamental para o espectador conhecer cada personagem e até mesmo criar vínculo com os mesmos. Já na segunda metade as coisas são dinâmicas, culminando em ótimas batalhas.
Os aspectos técnicos são excelentes, de fato uma ótima direção de Akira Kurosawa, mas para a história que o filme se propõe a contar, os 180 minutos são um exagero, mesmo tudo sendo desenrolado em um ritmo lento. Provavelmente não é a porta de entrada ideal para conhecer o diretor, mas no geral Kagemusha é uma obra que possui seus méritos.
Na década de 80, inúmeros filmes de slashers foram lançados, todos querendo surfar na onda de Sexta-Feira 13, Halloween e afins, mas uma grande parte não conquistou o lugar ao sol e A Beira do Machado é um mais um deles. No geral o filme até tenta, mas falta bastante coisa, principalmente por conta da direção de José Ramón Larraz, que tem aqui a obra mais significante dentro de sua carreira, também falta um assassino imponente e marcante, tudo isso somado, não deixa A Beira do Machado passar de um filme no máximo razoável.
Dirigido por Samuel Fuller, praticamente o último trabalho relevante na filmografia do cineasta, Cão Branco é um filme que tem como foco do roteiro o racismo, mas tudo é trabalhado de um olhar não tão tradicional e mesmo assim consegue levantar questões pertinentes dentro da sociedade até hoje. Um dos grandes méritos é que tudo foi produzido com poucos recursos, mas nada disso influencia no resultado dessa grande obra escondida no início da década de 80.
Seven: Os Sete Crimes Capitais
4.3 2,8K Assista AgoraSimplesmente perfeito. Uma aula de cinema em todos os quesitos. Totalmente obrigatório para qualquer pessoa que se diz amante do cinema.
***** (Excelente)
Um Olhar do Paraíso
3.7 2,7K Assista AgoraSuperestimado demais. O filme apela para um lado emocional que não é tão fácil de comprar, pois a construção é bem clichê e o que aposta de diferente, que é o lado espiritual, também não combina com o tom da narrativa, sem contar que o desfecho é um pouco decepcionante. Um Olhar de Paraíso, mas está bem longe de passar de um filme razoável.
** (Regular)
Via Láctea ou O Estranho Caminho de São Tiago
3.8 30 Assista AgoraDois anos após ter dirigido A Bela da Tarde, Luis Buñuel dirige Via Láctea, um filme que diferentemente do primeiro citado, trabalha mais a questão da religião, realizando várias críticas ao cristianismo, logo isso pode incomodar os cristãos mais fervorosos. Dividido em partes, onde cada uma se mostra como uma esquete, sem muitas das vezes uma parte depender da outra, apenas mantendo como ligação principal o tema e os dois protagonistas, o longa tem alguns bons momentos, muito por causa do roteiro, mas no geral deixa um pouco desejar e isso influencia totalmente no resultado final, não deixando o mesmo passar apenas de um filme razoável.
** (Regular)
Outland: Comando Titânio
3.2 25Após Capricórnio Um, Outland é a segunda obra de mais relevância no início de carreira do diretor Peter Hyams, que futuramente também viria a ser conhecido pelo envolvimento na série Amazin Stories e também ter dirigido o longa Acima de Qualquer Suspeita.
Outland é uma ficção oitentista, que tem seus méritos no quesito ambientação, pois consegue passar a todo instante aquela sensação de algo futurista, distante da terra. O roteiro é simples, pois é uma história que envolve “bandido x polícia”, mas com pitadas de ficção científica. É claro que a presença de Sean Connery no elenco agrega ainda mais a obra e sem dúvidas é um dos pontos altos do filme.
Enfim, Outland é um filme não tão lembrado da década de oitenta, mas que tem seus méritos e quem dúvidas agradará qualquer espécie de espectador, ainda mais se o mesmo for fã de ficção/ação.
*** (Bom)
O Silêncio do Lago
3.7 224O Silêncio do Lago, dirigido por George Sluizer, que também foi diretor da refilmagem hollywoodiana de mesmo nome, é um filme que consegue marcar qualquer espectador. O seu clima morno e o desenrolar arrastado pode não ser um atrativo para quem espera algo mais frenético, mas é totalmente fundamental para construir uma trama que mesmo lenta, consegue prender, até chegar ao clímax, que possui um desfecho não convencional e que certamente jamais sairá da cabeça de quem assiste.
**** (Ótimo)
O Culto
3.2 216É uma pena uma ideia tão boa não ter sido aproveita da forma correta. O Culto é mais um daqueles filmes que poderiam ter ido bem mais além de onde alcançou, isso apenas com um refino melhor do roteiro e talvez um pouco mais de investimento. Quem sabe num futuro em alguma refilmagem as coisas saem diferentes.
** (Regular)
Mistérios da Carne
4.1 1,0K Assista AgoraMistérios da Carne é uma pérola escondida dentro do início dos anos 2000. A estética não envelheceu muito bem, já que o filme parece ter sido rodado na década anterior, mas isso não influencia no resultado, já que o longa ganha muito com seu roteiro e personagens bem desenvolvidos. Por falar em roteiro, esse sem dúvidas é o ponto alto. O mesmo levanta questionamentos sobre abuso infantil, fazendo analogias com outras temáticas. Todo o elenco está bastante funcional, principalmente Joseph Gordon-Levitt ainda bastante novo, até então só tinha como destaque em sua carreira 10 Coisas Que Odeio em Você. Enfim, Mistérios da Carne é um filme que olhando rápido para sinopse, capa e elenco, pode passar despercebido, mas que no final das contas entrega um ótimo conteúdo e que funciona ainda mais caso o espectador não conheça nada sobre.
**** (Ótimo)
Todo Mundo em Pânico
2.6 358 Assista AgoraInfelizmente Todo Mundo em Pânico segue um formato que hoje em dia não funciona mais. O certo sucesso que teve ali nos capítulos iniciais, é difícil de replicar atualmente, com isso pouca coisa se salva e esse novo filme nem como nostalgia serve. Provavelmente a melhor das opções é deixar essa franquia para trás.
* (Ruim)
Matador de Aluguel
3.1 349 Assista AgoraJake Gyllenhaal devia está devendo boletos. Como que um ator desse calibre para em um projeto desse? Enfim, Matador de Aluguel é um filme fraco, que tem como destaque maior, algumas lutas, mas que ainda assim deixam a desejar e o roteiro é um fiapo, mas que se estende por longas duas horas.
* (Ruim)
A Bela da Tarde
4.0 359 Assista AgoraAo lado de O Cão Andaluz, produzido em 1929, juntamente com Salvador Dali, A Bela da Tarde é provavelmente o filme mais conhecido dentro da carreira do diretor Lis Buñuel. Aqui é mais uma grande obra, rica em análise sobre os perfis humanos perante a certas situações não tão discutidas assim, mas em casa de observações, certamente leva a questionamentos e idealizações.
A personagem principal, interpretada por Catherine Deneuve, pode não ser muito agradável, mas todo o seu perfil é fundamental para combinar com a proposta do roteiro, criado assim uma situação bem orgânica. A direção de Luis Buñuel é primorosa e consegue construir cada cena de uma forma ímpar. Muitas das perguntas levantadas pelo roteiro, que também teve mãos do diretor, são apenas jogadas para o espectador, deixando para que o mesmo tire suas próprias conclusões.
Em resumo, A Bela da Tarde é um ótimo filme, que tem seus muitos méritos e se mostra uma obra fundamental para quem quer conhecer mais do cinema francês e também da filmografia de Buñuel.
**** (Ótimo)
Os Ritos Satânicos de Drácula
3.3 48 Assista AgoraElogiar essa combinação de produção da Hammer, com Christopher Lee e Peter Cushing no elenco é como chover no molhado. Impossível o resultado sair errado. Os Ritos Satânicos de Drácula pode não ser um dos melhores filmes que abordam esse personagem tão icônico na cultura pop, mas que ainda assim é bastante funcional. Dirigido por Alan Gibson, que também dirigiu Drácula no Mundo da Minissaia, tem essas duas obras como as mais relevantes de sua filmografia e que posteriormente também iria contribuir para série Casa do Terror, também produzida pela Hammer. Enfim, aqui é um filme simples, gótico na medida certa, com alguns exageros de certos personagens, mas que no geral tem um resultado bastante satisfatório, ainda mais se levar em conta que o mesmo não foi produzido com tantos recursos assim.
*** (Bom)
1303: O Apartamento do Mal
1.2 265 Assista AgoraNem se melhorasse 100% ficaria bom. Nada, literalmente nada se salva. Ruim do início ao fim.
* (Ruim)
Supergirl
2.8 260 Assista AgoraO filme em si tem até alguns momentos bacanas, mas no geral o saldo acaba sendo negativo. Faltou um refino maior principalmente no roteiro e nos efeitos, ainda mais se tratando de uma produção do universo DC, o resultado final deixa a desejar. Um ponto bacana do filme e foge da protagonista, é a apresentação do personagem Lobo, já que o mesmo caiu como uma luva para o Jason Momoa. Já um dos pontos mais baixos sem dúvidas é o vilão. O mesmo falta imponência e uma construção maior dos seus motivos.
** (Regular)
Liga da Justiça Sem Limites (1ª Temporada)
4.2 59Sensacional!
Malcolm X
4.1 287 Assista AgoraO que Denzel Washington faz aqui é surreal. Certamente uma das melhores atuações da sua carreira, sem contar que Malcolm X também é um dos melhores filmes dirigidos por Spike Lee. A relação do roteiro com a história da vida real é de grande fidelidade, abordando temas que são pertinentes até nos dias de hoje.
***** (Excelente)
Rashomon
4.4 314 Assista AgoraDiferentemente de outras obras do Kurosawa, Rashomon não passa dos 90 minutos, mas mesmo assim mantém todas as qualidades de qualquer obra do diretor. Sempre com tudo muito bem filmado, em ótimas fotografias e ângulos, com um roteiro ímpar que levanta reflexões sobre a natureza do ser humano. Rashomon é um filme que vai além da duração da película, já que os pensamentos sobre permanecem durante dias após o consumo da obra.
**** (Ótimo)
Bethany: A Amiga Imaginária
2.0 20 Assista AgoraA vontade de “desver” prevalece após Bethany, A Amiga Imaginária. Esse não fica ruim nem se melhorar. Uma verdadeira bomba.
* (Ruim)
Chamas da Morte
3.2 229Uma boa opção para quem quer curtir aqueles slashers oitentista, mas quer fugir dos mais óbvios. Dirigido por Tony Maylam, que não tem grandes coisas relevantes em sua carreira, o destaque maior fica por conta mesmo de Chamas da Morte. O filme aqui apresenta todos os clichês desse subgênero do terror, os únicos pesares ficam por conta do ritmo da primeira metade, já que as mortes demoram a engrenar e a falta de uma trilha sonora mais marcante, mas no geral é um bom filme.
*** (Bom)
Sonhos
4.4 391Poético, filosófico, metafórico e até mesmo transcendental. Todas essas palavras definem Sonhos, uma antologia dirigida por Akira Kurosawa. Com uma fotografia belíssima, onde cada cena geraria um quadro e diálogos concisos e reflexivos, essa belíssima obra é sem dúvidas um espetáculo em todas as camadas. Cada conto narrado tem seu mérito, claro que alguns se destacam mais que o outro, mas no geral todos são no mínimo ótimos.
***** (Excelente)
Ran
4.5 294 Assista AgoraRan possui como tema central do roteiro, algo bem simples, mas que ao mesmo tempo trabalha ideias tão do cotidiano, sendo facilmente comparadas para qualquer época que seja projetada. Vingança, compaixão, amor, arrependimento e por aí vai, esses são os sentimentos que regam o roteiro que também teve participação do diretor, se inspirando em grande parte nas obras do Shakespeare. Sobre os aspectos técnicos, é o visual Kurosawa, totalmente único em seus longas, com destaque total para a fotografia e a utilização de cores.
**** (Ótimo)
Os Sete Samurais
4.5 423 Assista AgoraOs Sete Samurais possui uma fotografia exuberante e altamente enriquecida devido ao preto e branco. Todo o roteiro e os personagens são apresentados e desenvolvidos sem nenhuma pressa, fazendo jus aos seus quase 210 minutos. Akira Kurosawa tem todo o cuidado com cada detalhe, deixando passar nada despercebido. A primeira parte mais morna é fundamental para o espectador conhecer cada personagem e até mesmo criar vínculo com os mesmos. Já na segunda metade as coisas são dinâmicas, culminando em ótimas batalhas.
**** (Ótimo)
Kagemusha, a Sombra do Samurai
4.2 103 Assista AgoraOs aspectos técnicos são excelentes, de fato uma ótima direção de Akira Kurosawa, mas para a história que o filme se propõe a contar, os 180 minutos são um exagero, mesmo tudo sendo desenrolado em um ritmo lento. Provavelmente não é a porta de entrada ideal para conhecer o diretor, mas no geral Kagemusha é uma obra que possui seus méritos.
*** (Bom)
A Beira do Machado
2.7 42Na década de 80, inúmeros filmes de slashers foram lançados, todos querendo surfar na onda de Sexta-Feira 13, Halloween e afins, mas uma grande parte não conquistou o lugar ao sol e A Beira do Machado é um mais um deles. No geral o filme até tenta, mas falta bastante coisa, principalmente por conta da direção de José Ramón Larraz, que tem aqui a obra mais significante dentro de sua carreira, também falta um assassino imponente e marcante, tudo isso somado, não deixa A Beira do Machado passar de um filme no máximo razoável.
** (Regular)
Cão Branco
3.7 196Dirigido por Samuel Fuller, praticamente o último trabalho relevante na filmografia do cineasta, Cão Branco é um filme que tem como foco do roteiro o racismo, mas tudo é trabalhado de um olhar não tão tradicional e mesmo assim consegue levantar questões pertinentes dentro da sociedade até hoje. Um dos grandes méritos é que tudo foi produzido com poucos recursos, mas nada disso influencia no resultado dessa grande obra escondida no início da década de 80.
**** (Ótimo)