Felizmente a série continua sendo boa e ainda consegue fazer dar boas risadas com as situações, principalmente nas cenas em que envolve o casal gay Mitchell Pritchett (Jesse Tyler Ferguson) e Cameron Tucker (Eric Stonestreet), os dois são excelentes em suas atuações, principalmente o último.
Infelizmente, acredito que será difícil manter a qualidade desta temporada na próxima, que também não foi tão boa assim, apesar de eu ter dado quatro estrelas para "Modern Family". Mais uma vez, o que acho interessante nessa série é a sintonia do elenco em cena e o fato de as interações funcionarem bem na história, mesmo após oito temporadas. Como sempre enfatizo em relação a séries longas, é preciso muito empenho, força de vontade e dedicação para manter a qualidade e a criatividade por mais de cinco temporadas, ainda que "Família Moderna" tenha episódios curtos, com pouco mais de vinte minutos.
Os personagens mais jovens (Manny, Luke, Haley, Alex, Lily e Joe) estão um tanto apagados, enquanto os casais adultos têm tido maior protagonismo frente a esse elenco mais novo. Realmente está difícil para os roteiristas manterem a criatividade em relação às piadas e às histórias que tornaram "Família Moderna" uma série de comédia no formato de sitcom e falso documentário (mockumentary) agradável de assistir.
Prefiro acreditar que a décima temporada será melhor, pois eles merecem um desfecho inesquecível. Apesar do desgaste inevitável causado pelo grande número de episódios, "Família Moderna" não decepciona e ainda consegue fazer o telespectador rir à beça. Destaco os seguintes episódios: "Lake Life" (T9.E1), "Winner Winner Turkey Dinner" (T9.E7), "Brushes with Celebrity" (T9.E8), "Dear Beloved Family" (T9.E12), "Written in the Stars" (T9.E14), "Wine Weekend" (T9.E16), "Daddy Issues" (T9.E18), "The Escape" (T9.E21) e "Clash of Swords" (T9.E22).
O Prof. Dr. Enéas Carneiro foi, de fato, uma pessoa à frente de seu tempo. Sua inteligência era excepcional, e poucas pessoas o acompanhavam e levavam a sério. Ele também foi injustamente interpretado e achincalhado pela mídia maquiavélica.
Mais uma vez, a Brasil Paralelo acerta na escolha do tema de sua produção: o documentário "Meu Nome é Enéas: Muito Além dos 15 Segundos" é imprescindível para que os brasileiros conheçam um pouco da história de um homem que fez história na política do país. Embora o filme tenha falhas, o conteúdo compilado nesse material documental é interessante. A escolha do título e do subtítulo, aliás, é significativa e merece elogios.
A história do Dr. Enéas Carneiro deve ser narrada e divulgada em todo o Brasil, para que todos tenham conhecimento desse homem de caráter e valores, muitas vezes julgados de maneira asquerosa. Infelizmente, muitas pessoas o menosprezaram ou não tiveram a oportunidade de conhecer um pouco de sua trajetória, tanto na medicina quanto na política.
Infelizmente, ele viveu apenas 68 anos, sem ter a oportunidade de conquistar muito mais em sua trajetória política. Fico imaginando como seria a vida desse homem no cenário atual do mundo, especificamente no Brasil. Seu raciocínio e sua inteligência continuariam sendo atacados? A militância dos movimentos de extrema esquerda usaria todas as armas à sua disposição para cancelá-lo e destruí-lo como ser humano?
Muitos dos temas que o Dr. Enéas defendia com veemência se tornaram pautas políticas de hoje. - a relevância estratégica do nióbio e das riquezas minerais; Na época, ele foi pioneiro ao denunciar que o Brasil exportava minérios brutos de altíssimo valor a "preço de banana", citando nominalmente o nióbio e as riquezas da Amazônia. Outros temas incluem as terras raras, a cobiça internacional e a "farsa" sobre a Amazônia, o declínio da qualidade educacional e da formação cultural (considerando que o conhecimento liberta o homem). Esses são alguns exemplos que começaram nos discursos incisivos do Dr. Enéas.
Não concordo com tudo o que ele defendia, e tenho considerações sobre alguns dos seus pontos de vista. No entanto, muitas de suas ideias e argumentos, expressos com excelência e de acordo com a norma culta da língua portuguesa, seriam compatíveis com o que a maioria dos brasileiros deseja hoje em dia.
É muito difícil para uma série com tantas temporadas conseguir manter o mesmo humor fresco das cinco primeiras, pelo menos. Ainda mantenho minha régua alta, com uma nota quatro. Toda a família ainda consegue arrancar boas gargalhadas dos espectadores.
As crianças Manny, Luke, Haley e Alex não são mais as mesmas. Elas parecem ter perdido toda a espontaneidade e a inocência da infância, embora Luke e Haley estejam sempre alguns passos atrás de Alex e Manny. Os dois vivem em um mundo de câmera lenta, paz e amor. Aliás, amor é algo que não falta a Haley.
Gosto bastante do personagem de Jay. O velho realmente fala a verdade e sabe das coisas, pois ele é o sustento da família e quem segura as pontas. Suas conversas com os familiares sempre têm o intuito de ensinar algo, e olha que ele também aprende, às vezes da maneira mais difícil, mas aprende.
Phil Dunphy continua com seu jeito descontraído e bonachão. Ele é um pai e marido de família que chora mais que sua mulher, Claire. Juntos, eles formam um casal atrapalhado e divertido, que às vezes comete algumas gafes com os filhos, mas sempre arruma tudo da melhor maneira possível.
O casal gay Mitchell e Cameron continua brilhando; realmente, o trabalho de Jesse Tyler Ferguson e Eric Stonestreet é excelente, principalmente o de Stonestreet. Toda vez que eles assumem a cena, não tem como não dar algumas gargalhadas. Os costumes de Cameron são estranhos, e suas mangas coloridas dobradas são sua marca registrada.
Tantos outros personagens têm sua parcela de culpa em toda a comédia e nas situações hilárias em que se metem. Infelizmente, para manter a qualidade das temporadas sempre em alto nível, é preciso que haja um esforço conjunto, pois, poucas andorinhas não conseguem fazer verão por muito tempo.
Ainda tenho três temporadas pela frente. Sei que a série "Família Moderna" terminou na décima primeira temporada, mas não será por isso que vou desistir. Vou seguir firme e forte para a próxima temporada e continuar assistindo até o final da série.
Episódios de destaque: A Tale of Three Cities (T8.E1), Weathering Heights (T8.E4), Halloween 4: The Revenge of Rod Skyhook (T8.E5), Thanksgiving Jamboree (T8.E7), The Alliance (T8.E8), Ringmaster Keifth (S8.E10), Do You Believe in Magic (T8.E12), Pig Moon Rising (T8.E17), Five Minutes (T8.E18), Frank's Wedding (T8.E19), Alone Time (T8.E21) e The Graduates (T8.E22).
É muito difícil ver séries que ficam muito tempo no ar, como "Família Moderna", se manterem estáveis depois de muitos episódios. Acredito que o sucesso dessa série, criada por Christopher Lloyd e Steven Levitan, se deve principalmente à sintonia entre os atores e ao fato de os episódios serem mais curtos, geralmente com pouco mais de vinte minutos — o que, para mim, é um tempo perfeito para esse tipo de obra audiovisual.
Nesta sétima temporada, que tem 22 episódios, destaco "The Closet Case" (E3), "Phil's Sexy, Sexy House" (E7), "Clean Out Your Junk Drawer" (E8), "White Christmas" (E9), "The Storm" (E14), "The Party" (E18) e os dois últimos episódios, "Crazy Train" e "Double Click".
Não sei se é só impressão minha, mas acredito que "Modern Family" chegou a um platô e está caminhando a passos curtos para uma queda de qualidade. Espero que não acelerem esse processo. Posso estar enganado; quero acreditar que estou, pois se trata de um mocumentário de humor familiar muito sagaz, com um roteiro afiado e bem-humorado. É uma pena que tudo isso tem um fim.
Mais uma temporada de Modern Family finalizada aos risos. E, mais uma vez, a série não perde a graça. A comédia está presente em todos os personagens, sem exceção. Além de fazer o espectador rir à beça, a sintonia e a interpretação dos atores são um diferencial que se destaca desde a primeira temporada. São talentos que não deixam a peteca cair. É interessante notar que cenas sem graça logo são esquecidas com a cena seguinte.
Os roteiristas dominam a arte da comédia e nos presenteiam com diálogos engraçados, cheios de sacadas rápidas e inteligentes. É uma série destemida, que atreve fazer piada com qualquer coisa. A militância parece ser ignorada aqui e o respeito é visto nas entrelinhas, sem nenhum problema.
Para esta sexta temporada, o episódio a ser destacado é "Connection Lost" (E16). A criatividade técnica do episódio é sensacional, assim como a interpretação hilária de Julie Bowen e Ty Burrell, que dão um show. O último episódio, "American Skyper" (E24), também se destaca pela criatividade, principalmente pelas palhaçadas e interações de Phil Dunphy por meio de uma tela suspensa em uma espécie de robô que desliza para lá e para cá.
Agora, é partir para a sétima temporada sem pestanejar.
Se você está procurando uma série para dar boas risadas e se divertir, "Família Moderna" é uma ótima opção. O entretenimento é garantido. As situações são engraçadas, os personagens são carismáticos e cada um tem o seu estilo de humor.
Mais uma vez a produção de "Modern Family" acerta nas tramas. Cada núcleo familiar tem suas características e suas piadas, e a interação entre eles é um verdadeiro festival de risadas. Cada núcleo dá o seu show de comédia.
Os episódios em destaque desta quinta temporada são: "The Late Show" (E5), cujo final é contagiante tanto em emoção quanto em alegria; "Under Pressure" (E12); "Las Vegas" (E18); "Australia" (E20); e os três últimos, que encerram a temporada.
O difícil é parar de assistir à série, ainda mais quando eles acertam até o tempo de cada episódio — vinte minutos é perfeito —, o que deveria se tornar uma regra, já que há séries em que cada episódio parece um longa-metragem.
Agora vou tirar os dedos das teclas e ir até a TV para dar o play no controle remoto e iniciar mais uma temporada dessa série de comédia viciante criada por Christopher Lloyd e Steven Levitan. Obrigado, senhores!
Assim como nas temporadas passadas, esta quarta temporada de "Família Moderna" consegue manter a qualidade das piadas e da trama com muito humor — e alguns momentos de emoção.
É uma sitcom composta por personagens engraçados, interpretados por um elenco de atores competentes na arte de fazer rir. Eles são de extrema importância para o conjunto da obra. Cada um com sua peculiaridade.
Não há um episódio em que não se ria espontaneamente diante das várias situações ou ações constrangedoras e engraçadas. "Família Moderna" é uma série de comédia imperdível, principalmente se você quer dar algumas gargalhadas.
O destaque desta segunda temporada de "The Pitt" são os episódios 14 e 15, em especial a season finale, cuja cena de parto é de uma adrenalina e emoção insanas. O nascimento de uma vida realmente emociona, é algo divino, um milagre de Deus. É uma verdadeira vitória humana.
O personagem de Noah Wyle está caindo em um poço lamacento, e se ele chegar lá, será difícil sair. Essa viagem de moto é realmente um tiro no escuro. O Dr. Michael "Robby" Robinavitch precisa urgentemente marcar uma consulta com um psiquiatra, pois seu estado psicológico já está comprometido. Caso não o faça, ele enfrentará sérios problemas pessoais e profissionais.
É impressionante o quanto a personagem Dra. Trinity Santos (Isa Briones) é insuportável. Seu comportamento é extremamente arrogante e infantil. Eu tento gostar dela, mesmo quando está com a Dra. Melissa King (Taylor Dearden) em um palco de karaokê. A jovem médica realmente precisa se colocar em seu lugar e descer vários degraus de onde ela pensa estar. Coitada.
É algo totalmente estranho, e acredito que seja constrangedor para os colegas de trabalho das personagens estrangeiras, que ficam fofocando em língua estrangeira. O hospital é cosmopolita em relação ao seu quadro de funcionários, o que torna o cenário delicado e exige uma administração atenta aos detalhes.
Dana Evans continua sendo uma personagem forte e Katherine LaNasa a interpreta com um talento incontestável. Acredito que seus traumas a estejam levando a um comportamento perigoso, tanto para ela mesma quanto para as pessoas ao seu redor. Sua mudança de atitude é um reflexo dos traumas acumulados em seu psicológico.
A série tem potencial para ser melhor e conta com um elenco capaz de fazê-la alcançar esse objetivo. No entanto, precisa se concentrar mais na trama médica, sem tentar agradar a todo o mundo. Reaja, Robby, e saia dessa sombra. Força, Dana.
Em entrevista ao programa "The Noite", com Danilo Gentili, Walter Mendes, físico que trabalhou "in Loco" no acidente real com o Césio-137, ocorrido na cidade em 1987, disse que a minissérie brasileira é muito fiel aos fatos e que representa 90% do que realmente foi o maior acidente radiológico da história.
O próprio césio-137 desperta uma enorme curiosidade no mundo todo, e o diretor e roteirista Fernando Coimbra consegue traduzir em imagens e atuações marcantes todo o clima de tensão e desespero diante de um vilão desconhecido pelo cidadão comum. Somente os técnicos tinham certeza do tamanho do problema trazido por esse acidente às pobres pessoas que manipularam o césio-137, pensando se tratar de algo totalmente inofensivo e que brilhava no escuro.
A manipulação do césio-137 é realmente impactante diante dos danos celulares que esse isótopo radioativo artificial provoca à saúde e ao corpo humano. Infelizmente, ele vitimou algumas pessoas e deixou centenas marcadas por seu efeito altamente radioativo e perigoso.
Trata-se de uma produção nacional de grande valia. É um docudrama tenso do início ao fim, produzido de maneira competente pelos profissionais envolvidos. A carga emocional acumulada durante a exibição é enorme, e o espectador se vê tomado por uma tensão que só aumenta.
Imagine, então, como deve ter sido para os envolvidos direta ou indiretamente com um acidente que tem a cara do Brasil: uma total falta de responsabilidade tanto do governo quanto dos donos da clínica em que a máquina equipada com césio-137 foi deixada abandonada.
De fato, os heróis desse acidente terrível ajudaram a minimizar o que poderia ter sido um desastre com consequências ainda mais devastadoras para a vida humana. O acidente deixou uma mancha radioativa marcada para sempre no mapa do Brasil e na pele daqueles que sobreviveram ao pesadelo dolorosamente palpável, sentido até hoje, tanto na alma quanto no corpo.
Por trás do enredo de The Madison há uma mensagem a ser explorada com certa urgência, principalmente no que se refere ao mundo contemporâneo, no qual o smartphone se tornou um "órgão" indispensável. Sua funcionalidade básica de ligar as pessoas tornou-se uma antítese, pois o objeto passou a distanciar ainda mais a comunicação interpessoal, de olho no olho.
Ao lado de Kurt Russell, Michelle Pfeiffer estrela a nova série do mesmo criador de "Yellowstone", Taylor Sheridan. Embora o roteiro deixe a desejar em alguns detalhes, o elenco é cativante, e a dinâmica da família ao mudar da cidade para o campo proporciona cenas engraçadas, além de lembranças e ensinamentos que realmente fazem o telespectador refletir e se emocionar.
Um aspecto técnico que arranca suspiros do espectador é a cinematografia dirigida por Christina Alexandra Voros, que também foi a diretora de fotografia das séries "Yellowstone" e "1883". É perceptível a referência visual ao inesquecível e belíssimo filme "Nada é para Sempre" (1992), dirigido por Robert Redford. A cinematografia idealizada pelo francês Philippe Rousselot rendeu à produção o Oscar de Melhor Fotografia.
Estou aguardando a segunda temporada de "The Madison" com o pensamento positivo de que os detalhes a serem melhorados elevarão ainda mais a qualidade dessa produção dramática, carregada de erros humanos que podem se tornar uma redenção do que realmente vale a pena nesta vida: o convívio real com pessoas importantes, com quem vale a pena estar presente de corpo e alma, vivendo sem a dependência de coisas fúteis.
Mais uma série médica repleta de casos interessantes. O drama aqui vai muito além dos pacientes. A série foca especialmente nos profissionais da saúde. Os limites físicos e mentais desses profissionais são testados até a exaustão. Eles lutam consigo mesmos para permanecerem firmes em seus propósitos, mesmo estando sob pressão constante e tendo de enfrentar o desconhecido diante da morte.
Eles precisam lidar também com questões essenciais de relacionamento profissional, além de questões éticas e políticas. Os conflitos são constantes e a administração desses problemas deve ocorrer ao mesmo tempo em que uma vida é salva ou perdida.
É interessante observar que nem sempre o que está aparente representa o real estado daqueles que tentam salvar vidas. Muitos carregam o trauma de "perder" uma vida para a morte. No entanto, muitas vezes as pessoas não entendem que o controle da vida não depende apenas delas. Nada nem ninguém está acima da ordem de Deus.
Os personagens Dr. Michael Robinavitch (Noah Wyle) e Dana Evans (Katherine LaNasa) sustentam a estrutura do hospital de Pittsburgh. O elenco mais jovem é responsável por momentos engraçados, mas também é capaz de surpreender e também decepcionar. No final, o que vale é o difícil aprendizado, que provavelmente deixará traumas que poderão vir à tona entre um caso e outro.
O primeiro episódio é muito interessante e dispara o hype, porém, ao longo dos próximos episódios os roteiristas perdem o fio da meada e Pluribus vai perdendo o poder de persuasão e a personagem de Rhea Seehorn vai se transformando em um ser tão estranho quanto às pessoas que se tornaram meros "bobos alegres".
Diferente dos sucessos de Breaking Bad e do spin-off Better Call Saul, Vince Gilligan não consegue fazer desta sua nova série algo tão atraente quanto as histórias por trás das outras duas criações citadas no início deste parágrafo.
A série tem uma premissa intrigante, no entanto, nesta primeira temporada, a história só patinou e não desenvolveu bem. Acredito no potencial de Pluribus pelos nomes envolvidos no projeto. Por enquanto nada me fez ficar boquiaberto com o que foi me mostrado, quem sabe na temporada seguinte isso tudo faça sentido e o rato finalmente saia da roda.
Gostei muito do que assisti ao longo desta temporada de estreia da ótima série baseada no romance "It", de Stephen King.
Andy Muschietti mais uma vez repete e engrossa o caldo do universo macabro que se instalou sob o chão de Derry pela persona do palhaço dançarino, Pennywise.
Bill Skarsgård pegou o bastão de Tim Curry e honrou, aliás, deu uma personalidade ainda mais aterrorizante à Coisa. A presença de Skarsgård na série é um show à parte e o momento mais aguardado por quem o assistiu e apreciou a sua estreia em 2017, no filme "It: A Coisa" e na sequência lançado em 2019, "It: Capítulo Dois".
O elenco infantil segura o rojão melhor que muito adulto em sua prepotência artística. A cronologia em que a história é narrada vai introduzir o espectador em um profundidade interessante quanto a origem do mal, materializado em uma espécie de Coisa transmórfica que além de se alimentar do medo alheio, possui prazer diabólico de devorar literalmente suas vítimas, em sua maioria crianças.
Destaque também para a direção de fotografia junto a outros departamentos como design de produção, direção de arte, maquiagem e figurino. Os profissionais que atuaram nos bastidores, são merecedores dos mesmos elogios daqueles que deram as caras frente às câmeras.
A mitologia de Pennywise se passa em ciclos de 27 anos, nesta primeira temporada, o ano é 1962, fase "contemporânea" da aparição de Pennywise e que antecede os acontecimentos do primeiro longa-metragem dirigido por Muschietti, lançado em 2017, cuja a história se passa em 1989. A segunda temporada retrocede 27 anos (1935) e a terceira temporada volta mais 27 anos, em 1908, para revelar a origem mais profunda do mal em Derry.
Agora é esperar o lançamento da temporada seguinte para ver mais uma aparição do imprevisível e temível "Pennywise, o Palhaço Dançarino", ou, simplesmente, "A Coisa" (It).
Eu tinha dado uma freada em "Seinfeld" devido a querer fazer o impossível: atualizar-me quanto às séries contemporâneas. Consegui finalizar algumas, outras com um número quase infinito de episódios e temporadas ainda estão estacionadas.
Assim, resolvi voltar em "Seinfeld" para matar a saudade desse sitcom icônico e que tanto me faz rir. O quarteto Jerry Seinfeld, Elaine Benes, George Costanza e em especial Cosmo Kramer é quase que uma sessão de terapia do riso dosada em sessões que duram pouco mais de vinte minutos.
Agora de partida para a próxima temporada, pretendo não deixar mais "Seinfeld" estacionado, uma vez que o ócio necessita de boas doses de risadas, nada melhor que a criação da dupla Larry David e Jerry Seinfeld. Obrigado e obrigado!
O ator Antônio Fagundes é um artista de excelência no que faz, um dos poucos que merecem elogios quanto ao talento artístico. Na pele do personagem Evandro Lins e Silva, Fagundes rouba a cena e engole àqueles que contracenam com o veterano.
Quanto à interpretação da Marjorie Estiano, ela até se esforça no papel, porém acredito que há uma certa caricatura à personagem, algo totalmente espalhafatoso, uma expressão corporal caricata, cheia de caras, bocas e uma risada que força a barra. Eu não tive a mesma impressão que muitos estão tendo daquela que um dia foi head da Vagabanda. Grande momento da história.
Confesso que não sabia quem era Ângela Diniz, aliás, sabia somente o básico, quase nada. Outra confissão a fazer é que mesmo assistindo "Ângela Diniz: Assassinada e Condenada", ainda permaneço com a mesma dúvida de antes.
Pelo que narrou a minissérie, percebe-se que Ângela Diniz tinha realmente uma vida intensa dedicada à libertinagem insana sem nenhum resquício de pudor ou, sequer, peso na consciência. Ela vivia essa tal liberdade como se não houvesse o amanhã. Dedicava-se de corpo e alma a ser uma amante empenhada na satisfação do prazer da carne, ato que em muitos casos tornavam-se vítimas o marido infiel, a esposa traída e ela própria. Triste.
Independente do caráter e de como Ângela Diniz encarava a sua vida, nada justifica a covardia cometida pelo assassino Doca Street e tudo justifica o protesto realizado pelas amigas da vítima em questão e também pelas mulheres que de alguma forma foram ou tiveram alguma conhecida vitimada pelo feminicídio. Felizmente o protesto fez com que outro julgamento acontecesse, assim a pena de dois anos passou a ser de quinze anos - ainda pouco para um criminoso como Raul Fernando do Amaral Street e tantos outros soltos por aí.
A minissérie tem um toque elegante em meio a uma história do qual já se sabe o desfecho asqueroso, repugnante e macabro. Há suas demasias ao que tange algumas interpretações, porém, quase é recompensada frente a qualidade técnica como fotografia, design de produção, figurino e trilha sonora.
A semelhança quanto à caracterização dos atores para se parecerem aos seus personagens é realmente um trabalho digno de mérito, o elogio se estende também a algumas interpretações, porém se vê em alguns momentos (e personagens) um demasiado excesso ao querer imitar alguma expressão ou um trejeito que acaba por dar ao personagem uma aparência caricata.
É difícil desvincular grande parte da produção audiovisual brasileira - principalmente séries - a um formato à novelesca e retratando sempre histórias que em nada inspiram ou agregam à vida do espectador. O mote central da minissérie envolve as amantes sexuais Sandrão, Elize e Suzane (o bagulho é louco, mano. É muita treta vish...). Em muitos casos se vê e se ouve uma linguagem embebido do que a de mais sórdido e que só ajuda o conteúdo a se enquadrar na gaveta do mais do mesmo.
A curiosidade matou o gato. Pois é, mais uma vez acreditei erroneamente desde o princípio que iria assistir em "Tremembé" algo que me surpreendesse. Mais uma vez deixei-me levar pelo hype, de novo a receita de mal gosto se repete em meio a corja transformada mais uma vez em estrela de cinema tupiniquim.
Cada personagem tem a sua própria trilha sonora manjada, com letras condizentes às características de cada um e que toca toda hora em meio ao tesão vida louca - neste quesito a produção não economizou, mostrou que a galera curte mesmo uma putaria bandida e bem sacana.
Realmente o que se vê na minissérie "Tremembé" é o espelho do que é o sistema carcerário, uma tremenda bagunça e antro de tudo o que há de nojento no ser humano. O desserviço que a mídia faz ao transformar assassinos, bandidos e corruptos em estrelas do horror só mostra que estamos muito longe da ordem, muito aquém do progresso.
Talvez a prática da leitura dos livros venha contribuir pelo menos o desenvolvimento cognitivo como aumentar o vocabulário e elevar a capacidade de raciocínio. Acredito que o que está ruim, pode ficar menos ruim ainda. Aos poucos venceremos o invencível. Eu acredito e como um brasileiro, a esperança é a última que morre.
Quando fiquei sabendo que Quentin Tarantino era o nome por trás da direção e da história dos dois episódios que encerram esta quinta temporada, fiquei empolgado para assistir o resultado do trabalho desse que é um dos fãs mais ilustres de "CSI: Investigação Criminal".
E o que se assiste no episódio duplo "Grave Danger" é uma trama carregada de mistério e muita tensão, um corrida contra o tempo para encontrar e salvar a vida do agente Nick Stokes (George Eads).
O empenho de Gil Grissom (William Petersen) e sua equipe de peritos criminais é visto com afinco e todos se dedicam de corpo e alma para salvar o amigo e colega de trabalho de ser morto em um caixão de vidro soterrado.
Cada tomada de Nick dentro da caixa é um desespero, a cena realmente apavora quem assiste. Nos dois episódios é visível as características de Tarantino aplicadas a quando cena, realmente vai ser difícil superar a qualidade vista nas duas partes intituladas "Grave Danger (1)" e "Grave Danger (2)".
Esta quinta temporada destaca-se não somente pela presença ilustre do icônico diretor, muitas coisas acontecem na vida particular dos personagens entre um atendimento e outro, sem falar na saída de Greg Sanders (Eric Szmanda) do laboratório para pegar no batente em pleno campo de provas.
Realmente essa temporada provou que "CSI" não estava de brincadeira em nenhum momento. Agora é partir para o próximo porque ainda tem muito chão para percorrer. Que Deus continue me dando tempo para chegar a temporada derradeira e além. Vida longa a Tarantino e a mim.
O diretor Andy Muschietti realmente criou uma nova identidade ao universo de Pennywise, porém ele fez isso com inteligência ao manter algumas características oriundas do filme original de 1990 ('It: Uma Obra-Prima do Medo', de Tommy Lee Wallace).
Já no primeiro episódio é possível ver uma referência cultural à Argentina, quem aqui viu uma cuia de mate estampada com o escudo do time de futebol argentino Club Atlético Independiente, timo do qual Muschietti é torcedor?
Agora é esperar pelo segundo episódio e todo o resto. Pelo que eu assisti de cara, "It: Bem-Vindos À Derry" tem todos os ingredientes para ser uma série agradável de terror sobrenatural.
Stephen King é mesmo o maior escritor contemporâneo, o velho é uma máquina de escrever histórias. O mais incrível é a quantidade de obras adaptadas para filmes e séries. Impressionante a fonte inesgotável de criatividade para contar histórias, não só de horror, diga-se de passagem. Vida longa ao "Mestre do Horror".
Mais uma temporada de "Arquivo X" que não decepciona. Esta quarta temporada contém episódios bem interessantes como os dois primeiros "Herrenvolk" e "Home". Destaca-se ainda "Musings of a Cigarette Smoking Man" (ep.7) e "Small Potatoes" (ep.20).
O lance entre Dana Scully e o falso Fox Mulder, que quase resulta num beijo entre eles, gera um climão entre ela e seu parceiro de profissão Fox Mulder. Acredito que em algum momento os dois vão cair na tentação e o beijo entre eles vai ser uma consequência inevitável.
O último episódio entrega um gancho previsível para a temporada seguinte. No entanto, a química entre os dois agentes tem muito a ser explorado e acredito que a quitna temporada vai permanecer com os casos X's a todo vapor, enquanto Scully continua seu ceticismo e seu ateísmo seguindo em linha bamba.
Enfim, terminei de assistir a série "Dr. House". Finais sempre deixam aquele sentimento de saudade, principalmente quando se escrevem personagens memoráveis como foi aqui o caso do Dr. Gregory House, impecavelmente interpretado pelo ótimo ator Hugh Laurie.
Confesso que o episódio final ficou estranho por conta do House sair vivo de um prédio tomado e ardendo em chamas, isso que o personagem aparece em meio ao fogo como se fosse um fênix, no mínimo estranho.
A cena em que House conversa com seus "demônios" é surreal e o final com ele e seu único amigo (Dr. James Wilson) montando em seus motos para pegar a estrada ao som de "Enjoy Yourself" (Louis Prima) é no mínimo poético e lembra a dupla Billy (Dennis Hopper) e Wyatt (Peter Fonda) do clássico sessentista "Sem Destino".
Alguns episódios desta última temporada acertam em cheio na questão emocional e outros aliviam a tensão com pitadas de humor sarcástico do personagem-título. São muitos os episódios a se destacar. No geral, "Dr. House" é uma série ótima que envolve muito além da medicina, o quesito fator humano e sua psique também se fazem presentes em tudo que se vê aqui.
Parabéns ao doutor e toda sua equipe, pois juntos entregaram um trabalho de qualidade acima da média.
Chaves, Chapolin e Chespirito foram programas que desde pequeno conquistaram muitas pessoas através da televisão, principalmente por meio do canal de Silvio Santos (SBT). Dessa maneira, todos os personagens e programas criados por Roberto Gómez Bolaños são um gatilho imenso à memórias afetivas, principalmente nas pessoas que estão perto dos quarenta anos ou mais.
Ao deixar de lado todo o sentimento de admiração, carinho e nostalgia, "Chespirito: Sem Querer Querendo" é uma minissérie de drama que nasce com a intenção de ser biográfica, porém existem na trama situações duvidosas que contradiz ao que se sabe através dos próprios atores e das pessoas que se dedicam ao universo criado pelo pequeno Shakespeare (Chespirito).
Roberto Gómez Fernández é o filho mais novo de Roberto G. Bolaños e Graciela Fernández e também o criador e roteirista da minissérie sobre o seu pai. Essa simples informação já coloca em dúvida a imparcialidade dos fatos, em especial aos atores Florinda Meza e Carlos Villagrán, ambos têm um relacionamento nada fácil em relação ao primogênito de Bolaños.
Enfim, discutir sobre o quanto essa complexa relação entre eles influenciou a história contada em "Chespirito: Sem Querer Querendo" é efêmera, pois a obra de Roberto Bolaños é de um valor imenso e isenta dos atos pessoais não só do seu idealizador, mas também de todos os atores por trás dos personagens.
Infelizmente, cada personagem é interpretado por pessoas, assim sendo, você e eu sabemos o quanto o ser humano está suscetível a cometer erros, dessa maneira é sensato ter o mínimo de empatia e saber respeitar, apesar das falhas.
Não é difícil dar aos personagens Margarita Ruíz (Dona Florinda, interpretado no original por Florinda Meza) e Juan Lecanda (Quico, papel realizado no original por Carlos Villagrán) a alcunha de vilões, o roteiro assim o faz com tamanha dramatização digna de novela mexicana. O resultado é visível nos comentários publicados nas redes sociais, pessoas que antes gostavam dos personagens e dos seus intérpretes, passaram a criticá-los de maneira sórdidas com base no que assistiram na minissérie.
Polêmicas à parte, "Chespirito: Sem Querer Querendo" mostrou-se bom em várias coisas, apesar de achar caricato a interpretação dos atores quanto aos trejeitos dos personagens de Chaves, isso era de se esperar, fora dos personagens eles até que mandam bem na dramatização. A escolha do elenco está compatível à característica física dos atores e personagens reais, há exceções.
O figurino e a maquiagem ajudaram bastante na aproximação aos personagens reais, assim como o design e a direção de produção que contribuíram à imaginação do espectador quanto a recriar todo um universo intimamente ligado à infância e que até hoje ainda desperta curiosidades e admiração diante da simplicidade vista em todos os sentidos.
Os episódios de destaque vão para "Ninguém Têm Paciência Comigo" (EP.4) e "Em Cima do Muro" (EP.7), cada um carrega uma carga emocional perene e toca em pontos cruciais tanto de bastidores como a viagem inspiracional para desenvolver os personagens quanto às tensões que cercaram o derradeiro episódio emocionante de Chaves em Acapulco.
Apesar de tudo, o título que nomeia o último episódio de "Chespirito: Sem Querer Querendo" faz jus à dedicação e ao amor empenhado pelo gênio Roberto Gómez Bolaños à criação de seus personagens e textos; sem nenhuma malícia e muito menos maldade, Chespirito debruçou-se por meio da simplicidade a escrever situações corriqueiras em meio a diálogos atemporais e que fazem crianças, jovens e adultos rirem à beça. No fim das contas, o sacrifício em fazer você rir, "Valeu a Pena".
Esta minissérie sobre a atriz Shirley MacLaine é uma adaptação do seu livro autobiográfico: "Minhas Vidas" (título brasileiro para 'Out on a Limb' de 1983).
Aliás, o mesmo livro foi presenteado pelo comunicador Silvio Santos ao estilista e apresentador Clodovil Hernandes, logo após o falecimento de sua mãe, Izabel Sánchez Hernandes.
Os mistérios que envolvem a trama principal e as histórias esporádicas (aleatórias) são filmadas sob uma fotografia que caracteriza toda a tensão obscura em torno dos casos e seus seres de outra dimensão.
Mais uma vez vale destacar a sintonia entre o casal de protagonistas Fox Mulder e Dana Scully, ambos são interpretados por excelentes atores e juntos proporcionam momentos inesquecíveis nesta série de grande importância inspiracional para tantos filmes do gênero.
Como toda série longa, até aqui (3ª temporada) é normal assistir episódios excelentes e outros nem tanto assim. Ao meu ver, "Arquivo X" possui em sua maioria episódios de destaque e capazes de fisgar o espectador, principalmente quanto à trama principal, pois a presença de personagens enigmáticos como Canceroso (William B. Davis), Sr. X (Steven Williams) e o Caçador de Recompensas Alienígena (Brian Thompson) proporcionam à trama uma atmosfera de conspiração, ao mesmo tempo que envolve o telespectador ao jogo de perseguição sob a sombra do mistério.
Realmente, "Arquivo X" é uma série inspirada em outros grandes clássicos de suspense e sci-fi como por exemplo "Kolchak e os Demônios da Noite" (1974) e "Twin Peaks" (1990), além se ser também uma própria fonte de inspiração para séries e filmes.
Agora é parar de escrever e ir diante da tevê para dar início à quarta temporada, pois muito ainda me espera lá fora.
Família Moderna (9ª Temporada)
4.1 78 Assista Agorawww. leiaeassista. com. br
Felizmente a série continua sendo boa e ainda consegue fazer dar boas risadas com as situações, principalmente nas cenas em que envolve o casal gay Mitchell Pritchett (Jesse Tyler Ferguson) e Cameron Tucker (Eric Stonestreet), os dois são excelentes em suas atuações, principalmente o último.
Infelizmente, acredito que será difícil manter a qualidade desta temporada na próxima, que também não foi tão boa assim, apesar de eu ter dado quatro estrelas para "Modern Family". Mais uma vez, o que acho interessante nessa série é a sintonia do elenco em cena e o fato de as interações funcionarem bem na história, mesmo após oito temporadas. Como sempre enfatizo em relação a séries longas, é preciso muito empenho, força de vontade e dedicação para manter a qualidade e a criatividade por mais de cinco temporadas, ainda que "Família Moderna" tenha episódios curtos, com pouco mais de vinte minutos.
Os personagens mais jovens (Manny, Luke, Haley, Alex, Lily e Joe) estão um tanto apagados, enquanto os casais adultos têm tido maior protagonismo frente a esse elenco mais novo. Realmente está difícil para os roteiristas manterem a criatividade em relação às piadas e às histórias que tornaram "Família Moderna" uma série de comédia no formato de sitcom e falso documentário (mockumentary) agradável de assistir.
Prefiro acreditar que a décima temporada será melhor, pois eles merecem um desfecho inesquecível. Apesar do desgaste inevitável causado pelo grande número de episódios, "Família Moderna" não decepciona e ainda consegue fazer o telespectador rir à beça. Destaco os seguintes episódios: "Lake Life" (T9.E1), "Winner Winner Turkey Dinner" (T9.E7), "Brushes with Celebrity" (T9.E8), "Dear Beloved Family" (T9.E12), "Written in the Stars" (T9.E14), "Wine Weekend" (T9.E16), "Daddy Issues" (T9.E18), "The Escape" (T9.E21) e "Clash of Swords" (T9.E22).
Meu nome é Enéas: Muito além dos 15 segundos
3.9 7www. leiaeassista. com. br
O Prof. Dr. Enéas Carneiro foi, de fato, uma pessoa à frente de seu tempo. Sua inteligência era excepcional, e poucas pessoas o acompanhavam e levavam a sério. Ele também foi injustamente interpretado e achincalhado pela mídia maquiavélica.
Mais uma vez, a Brasil Paralelo acerta na escolha do tema de sua produção: o documentário "Meu Nome é Enéas: Muito Além dos 15 Segundos" é imprescindível para que os brasileiros conheçam um pouco da história de um homem que fez história na política do país. Embora o filme tenha falhas, o conteúdo compilado nesse material documental é interessante. A escolha do título e do subtítulo, aliás, é significativa e merece elogios.
A história do Dr. Enéas Carneiro deve ser narrada e divulgada em todo o Brasil, para que todos tenham conhecimento desse homem de caráter e valores, muitas vezes julgados de maneira asquerosa. Infelizmente, muitas pessoas o menosprezaram ou não tiveram a oportunidade de conhecer um pouco de sua trajetória, tanto na medicina quanto na política.
Infelizmente, ele viveu apenas 68 anos, sem ter a oportunidade de conquistar muito mais em sua trajetória política. Fico imaginando como seria a vida desse homem no cenário atual do mundo, especificamente no Brasil. Seu raciocínio e sua inteligência continuariam sendo atacados? A militância dos movimentos de extrema esquerda usaria todas as armas à sua disposição para cancelá-lo e destruí-lo como ser humano?
Muitos dos temas que o Dr. Enéas defendia com veemência se tornaram pautas políticas de hoje. - a relevância estratégica do nióbio e das riquezas minerais; Na época, ele foi pioneiro ao denunciar que o Brasil exportava minérios brutos de altíssimo valor a "preço de banana", citando nominalmente o nióbio e as riquezas da Amazônia. Outros temas incluem as terras raras, a cobiça internacional e a "farsa" sobre a Amazônia, o declínio da qualidade educacional e da formação cultural (considerando que o conhecimento liberta o homem). Esses são alguns exemplos que começaram nos discursos incisivos do Dr. Enéas.
Não concordo com tudo o que ele defendia, e tenho considerações sobre alguns dos seus pontos de vista. No entanto, muitas de suas ideias e argumentos, expressos com excelência e de acordo com a norma culta da língua portuguesa, seriam compatíveis com o que a maioria dos brasileiros deseja hoje em dia.
Família Moderna (8ª Temporada)
4.2 101 Assista Agorawww. leiaeassista. com. br
É muito difícil para uma série com tantas temporadas conseguir manter o mesmo humor fresco das cinco primeiras, pelo menos. Ainda mantenho minha régua alta, com uma nota quatro. Toda a família ainda consegue arrancar boas gargalhadas dos espectadores.
As crianças Manny, Luke, Haley e Alex não são mais as mesmas. Elas parecem ter perdido toda a espontaneidade e a inocência da infância, embora Luke e Haley estejam sempre alguns passos atrás de Alex e Manny. Os dois vivem em um mundo de câmera lenta, paz e amor. Aliás, amor é algo que não falta a Haley.
Gosto bastante do personagem de Jay. O velho realmente fala a verdade e sabe das coisas, pois ele é o sustento da família e quem segura as pontas. Suas conversas com os familiares sempre têm o intuito de ensinar algo, e olha que ele também aprende, às vezes da maneira mais difícil, mas aprende.
Phil Dunphy continua com seu jeito descontraído e bonachão. Ele é um pai e marido de família que chora mais que sua mulher, Claire. Juntos, eles formam um casal atrapalhado e divertido, que às vezes comete algumas gafes com os filhos, mas sempre arruma tudo da melhor maneira possível.
O casal gay Mitchell e Cameron continua brilhando; realmente, o trabalho de Jesse Tyler Ferguson e Eric Stonestreet é excelente, principalmente o de Stonestreet. Toda vez que eles assumem a cena, não tem como não dar algumas gargalhadas. Os costumes de Cameron são estranhos, e suas mangas coloridas dobradas são sua marca registrada.
Tantos outros personagens têm sua parcela de culpa em toda a comédia e nas situações hilárias em que se metem. Infelizmente, para manter a qualidade das temporadas sempre em alto nível, é preciso que haja um esforço conjunto, pois, poucas andorinhas não conseguem fazer verão por muito tempo.
Ainda tenho três temporadas pela frente. Sei que a série "Família Moderna" terminou na décima primeira temporada, mas não será por isso que vou desistir. Vou seguir firme e forte para a próxima temporada e continuar assistindo até o final da série.
Episódios de destaque: A Tale of Three Cities (T8.E1), Weathering Heights (T8.E4), Halloween 4: The Revenge of Rod Skyhook (T8.E5), Thanksgiving Jamboree (T8.E7), The Alliance (T8.E8), Ringmaster Keifth (S8.E10), Do You Believe in Magic (T8.E12), Pig Moon Rising (T8.E17), Five Minutes (T8.E18), Frank's Wedding (T8.E19), Alone Time (T8.E21) e The Graduates (T8.E22).
Família Moderna (7ª Temporada)
4.3 113 Assista Agorawww. leiaeassista. com. br
É muito difícil ver séries que ficam muito tempo no ar, como "Família Moderna", se manterem estáveis depois de muitos episódios. Acredito que o sucesso dessa série, criada por Christopher Lloyd e Steven Levitan, se deve principalmente à sintonia entre os atores e ao fato de os episódios serem mais curtos, geralmente com pouco mais de vinte minutos — o que, para mim, é um tempo perfeito para esse tipo de obra audiovisual.
Nesta sétima temporada, que tem 22 episódios, destaco "The Closet Case" (E3), "Phil's Sexy, Sexy House" (E7), "Clean Out Your Junk Drawer" (E8), "White Christmas" (E9), "The Storm" (E14), "The Party" (E18) e os dois últimos episódios, "Crazy Train" e "Double Click".
Não sei se é só impressão minha, mas acredito que "Modern Family" chegou a um platô e está caminhando a passos curtos para uma queda de qualidade. Espero que não acelerem esse processo. Posso estar enganado; quero acreditar que estou, pois se trata de um mocumentário de humor familiar muito sagaz, com um roteiro afiado e bem-humorado. É uma pena que tudo isso tem um fim.
Família Moderna (6ª Temporada)
4.4 165 Assista Agorawww. leiaeassista. com. br
Mais uma temporada de Modern Family finalizada aos risos. E, mais uma vez, a série não perde a graça. A comédia está presente em todos os personagens, sem exceção. Além de fazer o espectador rir à beça, a sintonia e a interpretação dos atores são um diferencial que se destaca desde a primeira temporada. São talentos que não deixam a peteca cair. É interessante notar que cenas sem graça logo são esquecidas com a cena seguinte.
Os roteiristas dominam a arte da comédia e nos presenteiam com diálogos engraçados, cheios de sacadas rápidas e inteligentes. É uma série destemida, que atreve fazer piada com qualquer coisa. A militância parece ser ignorada aqui e o respeito é visto nas entrelinhas, sem nenhum problema.
Para esta sexta temporada, o episódio a ser destacado é "Connection Lost" (E16). A criatividade técnica do episódio é sensacional, assim como a interpretação hilária de Julie Bowen e Ty Burrell, que dão um show. O último episódio, "American Skyper" (E24), também se destaca pela criatividade, principalmente pelas palhaçadas e interações de Phil Dunphy por meio de uma tela suspensa em uma espécie de robô que desliza para lá e para cá.
Agora, é partir para a sétima temporada sem pestanejar.
Família Moderna (5ª Temporada)
4.5 201 Assista Agorawww. leiaeassista. com. br
Se você está procurando uma série para dar boas risadas e se divertir, "Família Moderna" é uma ótima opção. O entretenimento é garantido. As situações são engraçadas, os personagens são carismáticos e cada um tem o seu estilo de humor.
Mais uma vez a produção de "Modern Family" acerta nas tramas. Cada núcleo familiar tem suas características e suas piadas, e a interação entre eles é um verdadeiro festival de risadas. Cada núcleo dá o seu show de comédia.
Os episódios em destaque desta quinta temporada são: "The Late Show" (E5), cujo final é contagiante tanto em emoção quanto em alegria; "Under Pressure" (E12); "Las Vegas" (E18); "Australia" (E20); e os três últimos, que encerram a temporada.
O difícil é parar de assistir à série, ainda mais quando eles acertam até o tempo de cada episódio — vinte minutos é perfeito —, o que deveria se tornar uma regra, já que há séries em que cada episódio parece um longa-metragem.
Agora vou tirar os dedos das teclas e ir até a TV para dar o play no controle remoto e iniciar mais uma temporada dessa série de comédia viciante criada por Christopher Lloyd e Steven Levitan. Obrigado, senhores!
Família Moderna (4ª Temporada)
4.5 232 Assista Agorawww. leiaeassista. com. br
Assim como nas temporadas passadas, esta quarta temporada de "Família Moderna" consegue manter a qualidade das piadas e da trama com muito humor — e alguns momentos de emoção.
É uma sitcom composta por personagens engraçados, interpretados por um elenco de atores competentes na arte de fazer rir. Eles são de extrema importância para o conjunto da obra. Cada um com sua peculiaridade.
Não há um episódio em que não se ria espontaneamente diante das várias situações ou ações constrangedoras e engraçadas. "Família Moderna" é uma série de comédia imperdível, principalmente se você quer dar algumas gargalhadas.
The Pitt (2ª Temporada)
4.3 82 Assista Agorawww. leiaeassista. com. br
O destaque desta segunda temporada de "The Pitt" são os episódios 14 e 15, em especial a season finale, cuja cena de parto é de uma adrenalina e emoção insanas. O nascimento de uma vida realmente emociona, é algo divino, um milagre de Deus. É uma verdadeira vitória humana.
O personagem de Noah Wyle está caindo em um poço lamacento, e se ele chegar lá, será difícil sair. Essa viagem de moto é realmente um tiro no escuro. O Dr. Michael "Robby" Robinavitch precisa urgentemente marcar uma consulta com um psiquiatra, pois seu estado psicológico já está comprometido. Caso não o faça, ele enfrentará sérios problemas pessoais e profissionais.
É impressionante o quanto a personagem Dra. Trinity Santos (Isa Briones) é insuportável. Seu comportamento é extremamente arrogante e infantil. Eu tento gostar dela, mesmo quando está com a Dra. Melissa King (Taylor Dearden) em um palco de karaokê. A jovem médica realmente precisa se colocar em seu lugar e descer vários degraus de onde ela pensa estar. Coitada.
É algo totalmente estranho, e acredito que seja constrangedor para os colegas de trabalho das personagens estrangeiras, que ficam fofocando em língua estrangeira. O hospital é cosmopolita em relação ao seu quadro de funcionários, o que torna o cenário delicado e exige uma administração atenta aos detalhes.
Dana Evans continua sendo uma personagem forte e Katherine LaNasa a interpreta com um talento incontestável. Acredito que seus traumas a estejam levando a um comportamento perigoso, tanto para ela mesma quanto para as pessoas ao seu redor. Sua mudança de atitude é um reflexo dos traumas acumulados em seu psicológico.
A série tem potencial para ser melhor e conta com um elenco capaz de fazê-la alcançar esse objetivo. No entanto, precisa se concentrar mais na trama médica, sem tentar agradar a todo o mundo. Reaja, Robby, e saia dessa sombra. Força, Dana.
Emergência Radioativa
3.9 222 Assista Agorawww. leiaeassista. com. br
Em entrevista ao programa "The Noite", com Danilo Gentili, Walter Mendes, físico que trabalhou "in Loco" no acidente real com o Césio-137, ocorrido na cidade em 1987, disse que a minissérie brasileira é muito fiel aos fatos e que representa 90% do que realmente foi o maior acidente radiológico da história.
O próprio césio-137 desperta uma enorme curiosidade no mundo todo, e o diretor e roteirista Fernando Coimbra consegue traduzir em imagens e atuações marcantes todo o clima de tensão e desespero diante de um vilão desconhecido pelo cidadão comum. Somente os técnicos tinham certeza do tamanho do problema trazido por esse acidente às pobres pessoas que manipularam o césio-137, pensando se tratar de algo totalmente inofensivo e que brilhava no escuro.
A manipulação do césio-137 é realmente impactante diante dos danos celulares que esse isótopo radioativo artificial provoca à saúde e ao corpo humano. Infelizmente, ele vitimou algumas pessoas e deixou centenas marcadas por seu efeito altamente radioativo e perigoso.
Trata-se de uma produção nacional de grande valia. É um docudrama tenso do início ao fim, produzido de maneira competente pelos profissionais envolvidos. A carga emocional acumulada durante a exibição é enorme, e o espectador se vê tomado por uma tensão que só aumenta.
Imagine, então, como deve ter sido para os envolvidos direta ou indiretamente com um acidente que tem a cara do Brasil: uma total falta de responsabilidade tanto do governo quanto dos donos da clínica em que a máquina equipada com césio-137 foi deixada abandonada.
De fato, os heróis desse acidente terrível ajudaram a minimizar o que poderia ter sido um desastre com consequências ainda mais devastadoras para a vida humana. O acidente deixou uma mancha radioativa marcada para sempre no mapa do Brasil e na pele daqueles que sobreviveram ao pesadelo dolorosamente palpável, sentido até hoje, tanto na alma quanto no corpo.
Madison (1ª Temporada)
3.7 16 Assista Agorawww. leiaeassista. com. br
Por trás do enredo de The Madison há uma mensagem a ser explorada com certa urgência, principalmente no que se refere ao mundo contemporâneo, no qual o smartphone se tornou um "órgão" indispensável. Sua funcionalidade básica de ligar as pessoas tornou-se uma antítese, pois o objeto passou a distanciar ainda mais a comunicação interpessoal, de olho no olho.
Ao lado de Kurt Russell, Michelle Pfeiffer estrela a nova série do mesmo criador de "Yellowstone", Taylor Sheridan. Embora o roteiro deixe a desejar em alguns detalhes, o elenco é cativante, e a dinâmica da família ao mudar da cidade para o campo proporciona cenas engraçadas, além de lembranças e ensinamentos que realmente fazem o telespectador refletir e se emocionar.
Um aspecto técnico que arranca suspiros do espectador é a cinematografia dirigida por Christina Alexandra Voros, que também foi a diretora de fotografia das séries "Yellowstone" e "1883". É perceptível a referência visual ao inesquecível e belíssimo filme "Nada é para Sempre" (1992), dirigido por Robert Redford. A cinematografia idealizada pelo francês Philippe Rousselot rendeu à produção o Oscar de Melhor Fotografia.
Estou aguardando a segunda temporada de "The Madison" com o pensamento positivo de que os detalhes a serem melhorados elevarão ainda mais a qualidade dessa produção dramática, carregada de erros humanos que podem se tornar uma redenção do que realmente vale a pena nesta vida: o convívio real com pessoas importantes, com quem vale a pena estar presente de corpo e alma, vivendo sem a dependência de coisas fúteis.
The Pitt (1ª Temporada)
4.5 151 Assista Agorawww. leiaeassista. com. br
Mais uma série médica repleta de casos interessantes. O drama aqui vai muito além dos pacientes. A série foca especialmente nos profissionais da saúde. Os limites físicos e mentais desses profissionais são testados até a exaustão. Eles lutam consigo mesmos para permanecerem firmes em seus propósitos, mesmo estando sob pressão constante e tendo de enfrentar o desconhecido diante da morte.
Eles precisam lidar também com questões essenciais de relacionamento profissional, além de questões éticas e políticas. Os conflitos são constantes e a administração desses problemas deve ocorrer ao mesmo tempo em que uma vida é salva ou perdida.
É interessante observar que nem sempre o que está aparente representa o real estado daqueles que tentam salvar vidas. Muitos carregam o trauma de "perder" uma vida para a morte. No entanto, muitas vezes as pessoas não entendem que o controle da vida não depende apenas delas. Nada nem ninguém está acima da ordem de Deus.
Os personagens Dr. Michael Robinavitch (Noah Wyle) e Dana Evans (Katherine LaNasa) sustentam a estrutura do hospital de Pittsburgh. O elenco mais jovem é responsável por momentos engraçados, mas também é capaz de surpreender e também decepcionar. No final, o que vale é o difícil aprendizado, que provavelmente deixará traumas que poderão vir à tona entre um caso e outro.
Vale O Escrito - A Guerra do Jogo do Bicho
4.5 142 Assista AgoraBrasil, o país do Carnaval.
Pluribus (1ª Temporada)
4.0 358 Assista Agorawww. leiaeassista. com. br
O primeiro episódio é muito interessante e dispara o hype, porém, ao longo dos próximos episódios os roteiristas perdem o fio da meada e Pluribus vai perdendo o poder de persuasão e a personagem de Rhea Seehorn vai se transformando em um ser tão estranho quanto às pessoas que se tornaram meros "bobos alegres".
Diferente dos sucessos de Breaking Bad e do spin-off Better Call Saul, Vince Gilligan não consegue fazer desta sua nova série algo tão atraente quanto as histórias por trás das outras duas criações citadas no início deste parágrafo.
A série tem uma premissa intrigante, no entanto, nesta primeira temporada, a história só patinou e não desenvolveu bem. Acredito no potencial de Pluribus pelos nomes envolvidos no projeto. Por enquanto nada me fez ficar boquiaberto com o que foi me mostrado, quem sabe na temporada seguinte isso tudo faça sentido e o rato finalmente saia da roda.
It: Bem-Vindos a Derry (1ª Temporada)
4.1 373 Assista Agorawww. leiaeassista. com. br
Gostei muito do que assisti ao longo desta temporada de estreia da ótima série baseada no romance "It", de Stephen King.
Andy Muschietti mais uma vez repete e engrossa o caldo do universo macabro que se instalou sob o chão de Derry pela persona do palhaço dançarino, Pennywise.
Bill Skarsgård pegou o bastão de Tim Curry e honrou, aliás, deu uma personalidade ainda mais aterrorizante à Coisa. A presença de Skarsgård na série é um show à parte e o momento mais aguardado por quem o assistiu e apreciou a sua estreia em 2017, no filme "It: A Coisa" e na sequência lançado em 2019, "It: Capítulo Dois".
O elenco infantil segura o rojão melhor que muito adulto em sua prepotência artística.
A cronologia em que a história é narrada vai introduzir o espectador em um profundidade interessante quanto a origem do mal, materializado em uma espécie de Coisa transmórfica que além de se alimentar do medo alheio, possui prazer diabólico de devorar literalmente suas vítimas, em sua maioria crianças.
Destaque também para a direção de fotografia junto a outros departamentos como design de produção, direção de arte, maquiagem e figurino. Os profissionais que atuaram nos bastidores, são merecedores dos mesmos elogios daqueles que deram as caras frente às câmeras.
A mitologia de Pennywise se passa em ciclos de 27 anos, nesta primeira temporada, o ano é 1962, fase "contemporânea" da aparição de Pennywise e que antecede os acontecimentos do primeiro longa-metragem dirigido por Muschietti, lançado em 2017, cuja a história se passa em 1989. A segunda temporada retrocede 27 anos (1935) e a terceira temporada volta mais 27 anos, em 1908, para revelar a origem mais profunda do mal em Derry.
Agora é esperar o lançamento da temporada seguinte para ver mais uma aparição do imprevisível e temível "Pennywise, o Palhaço Dançarino", ou, simplesmente, "A Coisa" (It).
Seinfeld (4ª Temporada)
4.5 91 Assista Agorawww. leiaeassista. com. br
Eu tinha dado uma freada em "Seinfeld" devido a querer fazer o impossível: atualizar-me quanto às séries contemporâneas. Consegui finalizar algumas, outras com um número quase infinito de episódios e temporadas ainda estão estacionadas.
Assim, resolvi voltar em "Seinfeld" para matar a saudade desse sitcom icônico e que tanto me faz rir. O quarteto Jerry Seinfeld, Elaine Benes, George Costanza e em especial Cosmo Kramer é quase que uma sessão de terapia do riso dosada em sessões que duram pouco mais de vinte minutos.
Agora de partida para a próxima temporada, pretendo não deixar mais "Seinfeld" estacionado, uma vez que o ócio necessita de boas doses de risadas, nada melhor que a criação da dupla Larry David e Jerry Seinfeld. Obrigado e obrigado!
Ângela Diniz: Assassinada e Condenada
4.0 68 Assista Agorawww. leiaeassista. com. br
O ator Antônio Fagundes é um artista de excelência no que faz, um dos poucos que merecem elogios quanto ao talento artístico. Na pele do personagem Evandro Lins e Silva, Fagundes rouba a cena e engole àqueles que contracenam com o veterano.
Quanto à interpretação da Marjorie Estiano, ela até se esforça no papel, porém acredito que há uma certa caricatura à personagem, algo totalmente espalhafatoso, uma expressão corporal caricata, cheia de caras, bocas e uma risada que força a barra. Eu não tive a mesma impressão que muitos estão tendo daquela que um dia foi head da Vagabanda. Grande momento da história.
Confesso que não sabia quem era Ângela Diniz, aliás, sabia somente o básico, quase nada. Outra confissão a fazer é que mesmo assistindo "Ângela Diniz: Assassinada e Condenada", ainda permaneço com a mesma dúvida de antes.
Pelo que narrou a minissérie, percebe-se que Ângela Diniz tinha realmente uma vida intensa dedicada à libertinagem insana sem nenhum resquício de pudor ou, sequer, peso na consciência. Ela vivia essa tal liberdade como se não houvesse o amanhã. Dedicava-se de corpo e alma a ser uma amante empenhada na satisfação do prazer da carne, ato que em muitos casos tornavam-se vítimas o marido infiel, a esposa traída e ela própria. Triste.
Independente do caráter e de como Ângela Diniz encarava a sua vida, nada justifica a covardia cometida pelo assassino Doca Street e tudo justifica o protesto realizado pelas amigas da vítima em questão e também pelas mulheres que de alguma forma foram ou tiveram alguma conhecida vitimada pelo feminicídio. Felizmente o protesto fez com que outro julgamento acontecesse, assim a pena de dois anos passou a ser de quinze anos - ainda pouco para um criminoso como Raul Fernando do Amaral Street e tantos outros soltos por aí.
A minissérie tem um toque elegante em meio a uma história do qual já se sabe o desfecho asqueroso, repugnante e macabro. Há suas demasias ao que tange algumas interpretações, porém, quase é recompensada frente a qualidade técnica como fotografia, design de produção, figurino e trilha sonora.
Tremembé (1ª Temporada)
3.3 232 Assista AgoraA semelhança quanto à caracterização dos atores para se parecerem aos seus personagens é realmente um trabalho digno de mérito, o elogio se estende também a algumas interpretações, porém se vê em alguns momentos (e personagens) um demasiado excesso ao querer imitar alguma expressão ou um trejeito que acaba por dar ao personagem uma aparência caricata.
É difícil desvincular grande parte da produção audiovisual brasileira - principalmente séries - a um formato à novelesca e retratando sempre histórias que em nada inspiram ou agregam à vida do espectador. O mote central da minissérie envolve as amantes sexuais Sandrão, Elize e Suzane (o bagulho é louco, mano. É muita treta vish...). Em muitos casos se vê e se ouve uma linguagem embebido do que a de mais sórdido e que só ajuda o conteúdo a se enquadrar na gaveta do mais do mesmo.
A curiosidade matou o gato. Pois é, mais uma vez acreditei erroneamente desde o princípio que iria assistir em "Tremembé" algo que me surpreendesse. Mais uma vez deixei-me levar pelo hype, de novo a receita de mal gosto se repete em meio a corja transformada mais uma vez em estrela de cinema tupiniquim.
Cada personagem tem a sua própria trilha sonora manjada, com letras condizentes às características de cada um e que toca toda hora em meio ao tesão vida louca - neste quesito a produção não economizou, mostrou que a galera curte mesmo uma putaria bandida e bem sacana.
Realmente o que se vê na minissérie "Tremembé" é o espelho do que é o sistema carcerário, uma tremenda bagunça e antro de tudo o que há de nojento no ser humano. O desserviço que a mídia faz ao transformar assassinos, bandidos e corruptos em estrelas do horror só mostra que estamos muito longe da ordem, muito aquém do progresso.
Talvez a prática da leitura dos livros venha contribuir pelo menos o desenvolvimento cognitivo como aumentar o vocabulário e elevar a capacidade de raciocínio. Acredito que o que está ruim, pode ficar menos ruim ainda. Aos poucos venceremos o invencível. Eu acredito e como um brasileiro, a esperança é a última que morre.
CSI: Investigação Criminal (5ª Temporada)
4.4 31 Assista Agorawww. leiaeassista. com. br
Quando fiquei sabendo que Quentin Tarantino era o nome por trás da direção e da história dos dois episódios que encerram esta quinta temporada, fiquei empolgado para assistir o resultado do trabalho desse que é um dos fãs mais ilustres de "CSI: Investigação Criminal".
E o que se assiste no episódio duplo "Grave Danger" é uma trama carregada de mistério e muita tensão, um corrida contra o tempo para encontrar e salvar a vida do agente Nick Stokes (George Eads).
O empenho de Gil Grissom (William Petersen) e sua equipe de peritos criminais é visto com afinco e todos se dedicam de corpo e alma para salvar o amigo e colega de trabalho de ser morto em um caixão de vidro soterrado.
Cada tomada de Nick dentro da caixa é um desespero, a cena realmente apavora quem assiste. Nos dois episódios é visível as características de Tarantino aplicadas a quando cena, realmente vai ser difícil superar a qualidade vista nas duas partes intituladas "Grave Danger (1)" e "Grave Danger (2)".
Esta quinta temporada destaca-se não somente pela presença ilustre do icônico diretor, muitas coisas acontecem na vida particular dos personagens entre um atendimento e outro, sem falar na saída de Greg Sanders (Eric Szmanda) do laboratório para pegar no batente em pleno campo de provas.
Realmente essa temporada provou que "CSI" não estava de brincadeira em nenhum momento. Agora é partir para o próximo porque ainda tem muito chão para percorrer. Que Deus continue me dando tempo para chegar a temporada derradeira e além. Vida longa a Tarantino e a mim.
It: Bem-Vindos a Derry (1ª Temporada)
4.1 373 Assista Agorawww. leiaeassista. com. br
O diretor Andy Muschietti realmente criou uma nova identidade ao universo de Pennywise, porém ele fez isso com inteligência ao manter algumas características oriundas do filme original de 1990 ('It: Uma Obra-Prima do Medo', de Tommy Lee Wallace).
Já no primeiro episódio é possível ver uma referência cultural à Argentina, quem aqui viu uma cuia de mate estampada com o escudo do time de futebol argentino Club Atlético Independiente, timo do qual Muschietti é torcedor?
Agora é esperar pelo segundo episódio e todo o resto. Pelo que eu assisti de cara, "It: Bem-Vindos À Derry" tem todos os ingredientes para ser uma série agradável de terror sobrenatural.
Stephen King é mesmo o maior escritor contemporâneo, o velho é uma máquina de escrever histórias. O mais incrível é a quantidade de obras adaptadas para filmes e séries. Impressionante a fonte inesgotável de criatividade para contar histórias, não só de horror, diga-se de passagem. Vida longa ao "Mestre do Horror".
Arquivo X (4ª Temporada)
4.5 95 Assista AgoraMais uma temporada de "Arquivo X" que não decepciona. Esta quarta temporada contém episódios bem interessantes como os dois primeiros "Herrenvolk" e "Home". Destaca-se ainda "Musings of a Cigarette Smoking Man" (ep.7) e "Small Potatoes" (ep.20).
O lance entre Dana Scully e o falso Fox Mulder, que quase resulta num beijo entre eles, gera um climão entre ela e seu parceiro de profissão Fox Mulder. Acredito que em algum momento os dois vão cair na tentação e o beijo entre eles vai ser uma consequência inevitável.
O último episódio entrega um gancho previsível para a temporada seguinte. No entanto, a química entre os dois agentes tem muito a ser explorado e acredito que a quitna temporada vai permanecer com os casos X's a todo vapor, enquanto Scully continua seu ceticismo e seu ateísmo seguindo em linha bamba.
Dr. House (8ª Temporada)
4.4 442 Assista AgoraEnfim, terminei de assistir a série "Dr. House". Finais sempre deixam aquele sentimento de saudade, principalmente quando se escrevem personagens memoráveis como foi aqui o caso do Dr. Gregory House, impecavelmente interpretado pelo ótimo ator Hugh Laurie.
Confesso que o episódio final ficou estranho por conta do House sair vivo de um prédio tomado e ardendo em chamas, isso que o personagem aparece em meio ao fogo como se fosse um fênix, no mínimo estranho.
A cena em que House conversa com seus "demônios" é surreal e o final com ele e seu único amigo (Dr. James Wilson) montando em seus motos para pegar a estrada ao som de "Enjoy Yourself" (Louis Prima) é no mínimo poético e lembra a dupla Billy (Dennis Hopper) e Wyatt (Peter Fonda) do clássico sessentista "Sem Destino".
Alguns episódios desta última temporada acertam em cheio na questão emocional e outros aliviam a tensão com pitadas de humor sarcástico do personagem-título. São muitos os episódios a se destacar. No geral, "Dr. House" é uma série ótima que envolve muito além da medicina, o quesito fator humano e sua psique também se fazem presentes em tudo que se vê aqui.
Parabéns ao doutor e toda sua equipe, pois juntos entregaram um trabalho de qualidade acima da média.
Chespirito: Sem Querer Querendo
3.5 111 Assista Agorawww. leiaeassista. com. br
Chaves, Chapolin e Chespirito foram programas que desde pequeno conquistaram muitas pessoas através da televisão, principalmente por meio do canal de Silvio Santos (SBT). Dessa maneira, todos os personagens e programas criados por Roberto Gómez Bolaños são um gatilho imenso à memórias afetivas, principalmente nas pessoas que estão perto dos quarenta anos ou mais.
Ao deixar de lado todo o sentimento de admiração, carinho e nostalgia, "Chespirito: Sem Querer Querendo" é uma minissérie de drama que nasce com a intenção de ser biográfica, porém existem na trama situações duvidosas que contradiz ao que se sabe através dos próprios atores e das pessoas que se dedicam ao universo criado pelo pequeno Shakespeare (Chespirito).
Roberto Gómez Fernández é o filho mais novo de Roberto G. Bolaños e Graciela Fernández e também o criador e roteirista da minissérie sobre o seu pai. Essa simples informação já coloca em dúvida a imparcialidade dos fatos, em especial aos atores Florinda Meza e Carlos Villagrán, ambos têm um relacionamento nada fácil em relação ao primogênito de Bolaños.
Enfim, discutir sobre o quanto essa complexa relação entre eles influenciou a história contada em "Chespirito: Sem Querer Querendo" é efêmera, pois a obra de Roberto Bolaños é de um valor imenso e isenta dos atos pessoais não só do seu idealizador, mas também de todos os atores por trás dos personagens.
Infelizmente, cada personagem é interpretado por pessoas, assim sendo, você e eu sabemos o quanto o ser humano está suscetível a cometer erros, dessa maneira é sensato ter o mínimo de empatia e saber respeitar, apesar das falhas.
Não é difícil dar aos personagens Margarita Ruíz (Dona Florinda, interpretado no original por Florinda Meza) e Juan Lecanda (Quico, papel realizado no original por Carlos Villagrán) a alcunha de vilões, o roteiro assim o faz com tamanha dramatização digna de novela mexicana. O resultado é visível nos comentários publicados nas redes sociais, pessoas que antes gostavam dos personagens e dos seus intérpretes, passaram a criticá-los de maneira sórdidas com base no que assistiram na minissérie.
Polêmicas à parte, "Chespirito: Sem Querer Querendo" mostrou-se bom em várias coisas, apesar de achar caricato a interpretação dos atores quanto aos trejeitos dos personagens de Chaves, isso era de se esperar, fora dos personagens eles até que mandam bem na dramatização. A escolha do elenco está compatível à característica física dos atores e personagens reais, há exceções.
O figurino e a maquiagem ajudaram bastante na aproximação aos personagens reais, assim como o design e a direção de produção que contribuíram à imaginação do espectador quanto a recriar todo um universo intimamente ligado à infância e que até hoje ainda desperta curiosidades e admiração diante da simplicidade vista em todos os sentidos.
Os episódios de destaque vão para "Ninguém Têm Paciência Comigo" (EP.4) e "Em Cima do Muro" (EP.7), cada um carrega uma carga emocional perene e toca em pontos cruciais tanto de bastidores como a viagem inspiracional para desenvolver os personagens quanto às tensões que cercaram o derradeiro episódio emocionante de Chaves em Acapulco.
Apesar de tudo, o título que nomeia o último episódio de "Chespirito: Sem Querer Querendo" faz jus à dedicação e ao amor empenhado pelo gênio Roberto Gómez Bolaños à criação de seus personagens e textos; sem nenhuma malícia e muito menos maldade, Chespirito debruçou-se por meio da simplicidade a escrever situações corriqueiras em meio a diálogos atemporais e que fazem crianças, jovens e adultos rirem à beça. No fim das contas, o sacrifício em fazer você rir, "Valeu a Pena".
Minhas Vidas
3.9 13Esta minissérie sobre a atriz Shirley MacLaine é uma adaptação do seu livro autobiográfico: "Minhas Vidas" (título brasileiro para 'Out on a Limb' de 1983).
Aliás, o mesmo livro foi presenteado pelo comunicador Silvio Santos ao estilista e apresentador Clodovil Hernandes, logo após o falecimento de sua mãe, Izabel Sánchez Hernandes.
Arquivo X (3ª Temporada)
4.4 119 Assista AgoraOs mistérios que envolvem a trama principal e as histórias esporádicas (aleatórias) são filmadas sob uma fotografia que caracteriza toda a tensão obscura em torno dos casos e seus seres de outra dimensão.
Mais uma vez vale destacar a sintonia entre o casal de protagonistas Fox Mulder e Dana Scully, ambos são interpretados por excelentes atores e juntos proporcionam momentos inesquecíveis nesta série de grande importância inspiracional para tantos filmes do gênero.
Como toda série longa, até aqui (3ª temporada) é normal assistir episódios excelentes e outros nem tanto assim. Ao meu ver, "Arquivo X" possui em sua maioria episódios de destaque e capazes de fisgar o espectador, principalmente quanto à trama principal, pois a presença de personagens enigmáticos como Canceroso (William B. Davis), Sr. X (Steven Williams) e o Caçador de Recompensas Alienígena (Brian Thompson) proporcionam à trama uma atmosfera de conspiração, ao mesmo tempo que envolve o telespectador ao jogo de perseguição sob a sombra do mistério.
Realmente, "Arquivo X" é uma série inspirada em outros grandes clássicos de suspense e sci-fi como por exemplo "Kolchak e os Demônios da Noite" (1974) e "Twin Peaks" (1990), além se ser também uma própria fonte de inspiração para séries e filmes.
Agora é parar de escrever e ir diante da tevê para dar início à quarta temporada, pois muito ainda me espera lá fora.