Depois de ver esse filme sendo tão criticado e com uma média geral tão baixa, fui esperando uma bomba muito grande, mas ainda bem que não foi isso o que eu recebi. Reconheço que o filme tem momentos que me frustraram, como a abertura inicial (que não trouxe novidade, diferente de outras da franquia) e a revelação dos Ghostfaces, que foi bem decepcionante, assim como suas motivações (não parecem críveis e fortes o bastante pra sustentar suas ações). Mas no geral, é uma sequência mediana que entrega o que já esperamos da franquia e com os personagens que já têm nossa simpatia, com ênfase na Sidney (que está mais forte e preparada do que nunca, gostei muito de como o roteiro trabalhou a inteligência dela) e a Gale. O Ghostface também se mostrou muito presente, com golpes brutais (talvez seja o mais violento da franquia junto com o quinto) e algumas novidades tecnológicas em seus atos (a revelação de um deles já na metade do filme foi outra surpresa agradável, compensou a falta de novidade na abertura).
Pra quem achou que esse filme seguiria a mesma linha do original (como eu), pode se surpreender. O ponto de partida é o mesmo, mas os desdobramentos são completamente diferentes. Até mesmo na personalidade do protagonista Billy, que deixa de ser um serial killer pra virar uma espécie de justiceiro (às vezes o filme até força a barra na maldade das vítimas pra justificar que a gente pode torcer pra um assassino, o maior exemplo disso é o evento secreto dos nazistas). Mas tem uma dinâmica interessante entre o Billy e o interesse amoroso dele, que muitas vezes me lembrou uma comédia romântica e no terceiro ato, a disputa entre um serial killer "do bem" e um "do mal", foi algo que eu ainda não tinha visto. É um filme bem humorado, com boas tiradinhas visuais e com um gore exagerado na medida. Não é tão sombrio como o filme dos anos 80, muito por conta da quantidade de comédia, mas acho válido toda vez que inovam em uma nova adaptação, é bom seguir por um caminho diferente.
A premissa desse filme já me prendeu logo nos primeiros minutos, toda aquela tensão dos encontros proibidos do casal e as tensões nos ensaios do teatro, foram bem conduzidas pela direção e, com ajuda de uma fotografia marcante, despertou meu interesse. Isso se manteve durante todo o filme, até mesmo no terceiro ato, que tem uma virada brusca de tom, deixando o drama e o romance erótico de lado pra focar em um thriller, o que me agradou, mas ao mesmo tempo, foi responsável por entregar situações pouco críveis. Inclusive, os diálogos, de modo geral, poderiam ter sido melhor escritos, muitas vezes não pareciam naturais e isso comprometia as atuações dos atores. As cenas de apresentações de teatro foram bonitas, reconheço o valor artístico, mas não é pra mim, fiquei entediado e torcendo pra que acabassem logo, preferia ver mais do casal.
"Hamnet: A Vida Antes de Hamlet (2025)" é um filme tocante, acredito que pra quem esteja passando ou passou por um momento de luto, vai bater diferente do que foi pra mim. E por mais que eu tenha sido tocado e tivesse empatia pelos personagens, principalmente pela dor da Agnes, não chegou a me emocionar, às vezes eu lembrava que estava assistindo a um filme. É um problema que tenho com alguns longas do Oscar que tem cara de filme de Oscar, me desconecta, porque parece que foi pensado em agradar os críticos de premiações. Sinto isso até mesmo na atuação da Jessie Buckley, que foi muito elogiada nessa temporada, mas não me tocou pelos mesmos motivos, parece que já tinha o Oscar em mente. Gostaria de destacar a fotografia e o figurino, que acompanham as emoções dos personagens e vão ficando mais frios conforme a tristeza deles se estabelece.
A premissa desse filme é bem chamativa, até pelos pôsters e o título, já dá pra ter uma noção do que se trata (e do quão aflitivo pode ser). Mas assistindo ao filme, eu esperava um pouco mais de body horror e de gore. Os efeitos são bons e causam certa aflição (principalmente no desfecho e na cena das pernas na caverna), então justamente por isso, eu esperava que tivesse mais, porque tem potencial e são as cenas que mais se destacam. A mitologia por trás não é muito explicada, o que não acho que seja um ponto negativo, é bom deixar um pouco de mistério pro público. O desenvolvimento poderia ser melhor, não fiquei cansado enquanto assistia, mas tem muita enrolação até chegar nos finalmentes, o que pode desanimar alguns.
"Os Caras Malvados 2 (2025)" é um filme caótico, parece uma animação feita pra um tipo de crianças que gosta dessa ação frenética e de situações exageradas. Não é muito o meu estilo, mas ainda assim, eu me diverti, tem momentos engraçados que me trouxeram uma risada genuína e os personagens são carismáticos (coisa que eu já havia elogiado no primeiro). O roteiro é simples, mas tem seus méritos, gosto de como continua a estória do anterior e traz a questão dos vilões tentando se reintegrar na sociedade e a dualidade entre seguir o caminho certo ou não. Agora se for para comparar entre os trabalhos que a DreamWorks já entregou, acho esse filme bem fraco, mas também pode ser um pouco de saudosismo da minha parte, de achar que aquelas animações da minha infância eram melhores.
Eu esperava mais do plot twist desse filme, porque quando ele finalmente acontece, não me surpreendeu. Talvez por eu já ter sacado quem estava por trás de tudo, por mais que eu não soubesse as suas motivações exatas, chegou um ponto que tava muito óbvio. Não li o livro, então não sei até que ponto foi fiel ou não, mas o próprio roteiro se entrega por bater na mesma tecla de quem está sendo malvado demais e bonzinho demais (a duração longa também não ajuda nisso). Mas felizmente, eu fiquei envolvido o tempo tempo, tem uma construção de suspense interessante e o filme é conduzido de uma forma que dá vontade de saber o que está acontecendo. O trio formado por Brandon Sklenar, Sydney Sweeney e Amanda Seyfried (principalmente ela) roubam a cena e entregam bons momentos, nisso sobra o Michele Morrone (da trilogia de 365 Dias), que quase não aparece, o que foi a melhor decisão possível, esse cara é um desastre na atuação, melhor continuar como modelo.
P.S: A trilha musical é bem pop, com direito à Taylor Swift, Lana Del Rey, Reneé Rapp, entre outras.
"As Aventuras de um Anjo (1985)" não apresenta nada que eu já não tenha visto em um filme. O que não digo como algo negativo, porque o básico também funciona e foi o caso. Aqui o diferencial está no lado fantástico dentro do ambiente escolar, porque tudo está envolvido na motivação de um anjo ajudar um adolescente (o que rende efeitos especiais bem datados, mas acho um charme da época). Tem um plot twist que me pegou desprevenido, talvez nem seja uma reviravolta tão surpreendente pra maioria, mas pra mim foi. No mais, me diverti com o filme e gostei dos personagens, a trilha musical é bem clássica dos anos 80 e a clara referência à "Juventude Transviada (1955)" me ganhou.
"Diferenças Irreconciliáveis (1984)" tem uma narrativa muito interessante. Ele se passa no presente e por meio dos depoimentos de pai, mãe e filha no tribunal, somos apresentados aos flashbacks de como tudo se desenrolou. Esse recurso foi ótimo pra me manter engajado, porque tive várias sensações diferentes enquanto assistia. Comecei simpatizando e torcendo pelo casal, ficando feliz com as conquistas deles e depois quando tudo começa a desmoronar, fiquei com muita raiva do pai Albert, por ter arruinado tudo. Mas o roteiro é tão bem construído, que não tem um único culpado nessa história, a mãe Lucy também errou em alguns pontos, então eu terminei com muita pena da filha Casey (foi muito tocante aquele monólogo dela no fim, sobre a forma como era tratada, Drew Barrymore deu um show). Achei muito bonita a última cena, ela deixa no subtexto um certo perdão e como as coisas vão se desenrolar, e é uma lição bonita, no fim das contas, o perdão costuma ser a melhor saída.
"Um Hóspede do Barulho (1987)" é uma comédia aconchegante, que me tirou um sorriso do rosto várias vezes. É um tipo de humor simples, praticamente infantil e as situações não têm um peso drástico ou um senso de perigo (embora eu estivesse preocupado com o Harry durante o filme todo), mas é algo que funciona dentro dessa proposta. Tem uma crítica muito pertinente sobre essa cultura estadunidense de caçar e matar animais, tanto que a evolução do protagonista envolve essa temática, o que muito me agradou. Queria mais momentos do Harry com a família, achei que gastaram tempo demais nas fugas e perseguições, o que tirou tempo de tela das dinâmicas que eles poderiam ter tido juntos.
"Uma Questão de Escolha (1988)" tem aquela clássica atmosfera de comédia dos anos 80 que eu tanto amo, só isso já é o suficiente pra me agradar. Me diverti em vários momentos, tem um humor simples, mas ainda consegue ser efetivo. Queria dar uma nota maior, mas o desfecho não me agradou por vários motivos. O protagonista começa o filme dizendo que não ama sua noiva e que não a conhece direito, pra no final contradizer todo esse discurso, apenas porque o roteiro precisava que terminasse daquele jeito. No fim das contas, foi um final ruim para todos os três personagens, sem contar que tem uma mensagem muito machista por trás (mas entendo que na época isso não era tão discutido como é hoje em dia).
Esse filme não funcionou pra mim, tive boa vontade no início, mas depois, cada vez mais, eu fui me distanciando emocionalmente dele. Talvez funcione melhor para um certo público específico, porque eu não consegui me conectar com nenhum daqueles dilemas e nem com os personagens. Mas é curioso, porque tem outro filme com temática parecida, "Boa Sorte, Leo Grande (2022)", que também aborda uma mulher com vida sexual incompleta e reprimida, mas que me agradou muito mais. Aqui eu achei tudo muito frio e distante, os personagens não cativam e essa relação de adultério não me convenceu, simplesmente pela falta de química entre Nicole Kidman e Harris Dickinson. Não acho que seja culpa dos atores, ainda mais a Nicole, que está muito bem no papel, só acho que não ornou, nem mesmo nas cenas intensas eu consegui ver verdade naquela relação.
Eu não esperava gostar tanto desse filme, por mais que eu já soubesse o quanto ele estava sendo aclamado e sempre bem posicionado entre os melhores do ano passado, não tinha muito o meu apelo. Acredito que por não ter uma temática que me atraia e pelo último trabalho que vi do diretor ("Licorice Pizza (2021)"), não ter me agradado. Eu fiquei imerso logo nos minutos iniciais, que têm um ritmo frenético e com cenas de perseguições muito bem filmadas (parecia que eu estava vendo um programa policial), ainda com a presença da Teyana Taylor que rouba a cena com uma personagem pouco gostável, porém muito humana. O segundo ato é um pouco mais lento, mas não achei que o filme perde o fôlego, como eu já estava interessado por aquele desenrolar de eventos, continuei investido. O terceiro ato traz de volta o ritmo acelerado típico de um filme de ação e foi eficiente em me deixar tenso enquanto assistia, a sequência da estrada foi o maior exemplo disso. Leonardo DiCaprio está muito bem no papel, por mais que ele não esteja o tempo todo em tela, seu personagem é marcante e me fez rir e me compadecer por ele. Só acho que o roteiro peca na forma como ele protege os personagens, criando situações difíceis de acreditar que eles escapariam.
Acho a Emma Stone uma das melhores atrizes da nossa geração, não à toa eu considero ela uma das minhas favoritas. E a sua entrega aqui em "Bugonia (2025)" é nítida, não digo apenas pelo empenho em apresentar um visual excêntrico, mas muito na dualidade de sua personagem. Eu tinha uma teoria desde o início sobre o que estava acontecendo e eu comprei tudo o que ela falava (talvez pode ter sido inocência da minha parte, mas fato é que ela convence no que precisa), também gostei muito dos embates com o personagem do Jesse Plemons, os dois são a alma do filme. O roteiro é intrigante, uma vez que você compra a bizarrice dele, é fácil se deixar levar pelos diálogos, principalmente pra tentar entender quem ali está falando a verdade. Tem cenas desconfortáveis, outras que me fizeram rir de constrangimento pelo absurdo e outras que me fizeram refletir (até cheguei a teorizar sobre um paralelo que o filme faz sobre diferenças de classes sociais). O desfecho não foi bem o que eu esperava, o que não é algo necessariamente ruim, mas ainda estou tentando digerir e pensando se gostei ou não.
Depois de tanto tempo almejando assistir esse filme, finalmente consegui. Foi uma experiência bastante imersiva, não só pela excelente construção de mundo nos anos 70, mas pelos personagens que somos apresentados, eu tive afeição e tive raiva daquelas pessoas, queria justiça por tudo aquilo. E já adiantando para o desfecho do filme, não foi um final justo como eu esperava, o que pode ser frustrante, mas a vida é assim, nem sempre as coisas são justas ou como a gente espera. O roteiro é muito bem elaborado, ele vai entregando as informações aos poucos e é dividido em três capítulos, o que foi mais um fator que me fez gerar curiosidade. Tem uma quebra no ritmo do filme, que pode parecer deslocada, mas isso tem uma importância narrativa, só acho que pela forma abrupta como ela acontece, faz muitos estranharem como foi o meu caso. O terceiro ato é bastante ágil, praticamente vira um filme de ação com toques de thriller (que me deixou muito angustiado), porém não chega a destoar do drama dos primeiros atos, eles se conectam como uma unidade. Se for para comparar com "Ainda Estou Aqui (2024)", "O Agente Secreto (2025)" não é tão imediato e não tem a mesma carga dramática, mas ele tem os próprios méritos que o fazem um filme tão bom e tão singular.
Eu fiquei muito simpatizado pelo protagonista desse filme, pelo simples fato da personalidade tímida dele ter me ganhado, então foi muito fácil sentir pena dele por tudo o que ele se submetia. Só que depois eu comecei a entender, que ele gostava daquilo (talvez não de tudo, já que ele queria colocar alguns limites, mas enfim, não era humilhante pra ele quanto era pra mim que estava assistindo). Essa cultura de BDSM realmente não é algo que eu entendo, mas o filme é eficiente em nos contextualizar, sem necessariamente, mostrar como algo negativo. Enquanto público, confesso que julguei muito, até porque, não é algo que vejo fazer sentido, mas enfim, as pessoas são livres pra fazer o que elas quiserem. Por fim, gostaria de destacar as atuações, o casal principal manda muito bem. Eu estava achando o papel do Alexander Skarsgård fácil demais, porque ele estava interpretando alguém apático e sem emoções, mas conforme ele vai crescendo e mostrando outros lados, comecei a apreciar sua performance.
Pra dar sorte no Globo de Ouro, resolvi assistir a esse filme protagonizado por dois atores, que são mais do que orgulho pro nosso país: Wagner Moura e Fernanda Torres. Ambos dão um show nesse filme, o timing cômico deles é muito bom, sem ficar parecendo que estão forçando um momento engraçado. O roteiro também ajuda, porque ele é muito bem escrito, toda aquela parte deles com dúvida do significado de "ficção" e com vergonha de perguntar, é tão real e relacionável. O filme todo tem uma metalinguagem interessante, eles escrevendo o roteiro desse curta caseiro na maior inocência e inexperiência no assunto, apenas pra conseguir algo que deveria ser básico, é genial. As gravações amadoras são impagáveis, ver bons atores tendo que atuar mal é uma coisa muito divertida. Só achei que o filme é muito longo, parece que ele não sabe a hora de terminar, por isso não dou uma nota maior, porque no fim eu já estava um pouco cansado.
Esse filme foi bem mais melancólico do que eu esperava. Pela condição que a personagem da Lupita se encontra, já era de se imaginar, mas eu fui pego de surpresa por tudo isso. É muito simbólica toda a jornada dela em meio a um mundo sendo atacado e ela tendo uma motivação tão pequena, mas que pra ela, significa tanta coisa: simplesmente comer uma pizza. E o personagem do Joseph Quinn funciona, porque ele decide ajudar ela e sem nenhum tipo de interesse amoroso, é por pura empatia e humanidade, isso é muito bonito de se ver em tela. E essa dupla é tão boa, que eu nem cheguei a sentir falta de cenas tensas envolvendo as criaturas, na verdade, eu nem liguei muito pra elas, meu investimento no filme já era outro. Mas ainda assim, tiveram alguns momentos que me deixaram tenso, só não foi o grande destaque, ele se sobressai pelo lado emocional.
Acho o sucesso de "Guerreiras do K-Pop (2025)" muito justificável. Souberam surfar na onda de um estilo musical que está em alta e ainda utilizando vários elementos da cultura oriental, que também é algo que tem muitos admiradores. No meu caso, como não sou um grande entusiasta desses tópicos que citei, a minha experiência foi neutra. Achei o filme mediano, com um roteiro que aproveita o elemento musical para justificar tantas performances e que fazem sentido para a narrativa. Não morri de amores pela estória ou pelas personagens, mas fiquei entretido o tempo todo, o que já me deixa no lucro. No mais, achei o estilo da animação muito bonita, me lembrou o de "Gato de Botas 2: O Último Pedido (2022)".
As comédias dos anos 80 costumam ser tão agradáveis de assistir, talvez pela conexão que tenho com essa década, é sempre algo que busco quando quero algo confortável. E "Manequim (1987)" cumpriu esse papel, se saiu muito melhor do que eu esperava. É um tipo de estória que eu já vi antes, de um amor impossível entre um humano e alguém fora dos padrões, mas ainda assim, consegue ter a sua personalidade, porque aqui se trata de uma manequim. O protagonista é um personagem muito gostável, ele já começa fazendo amizade com um homem gay, o que era a última coisa que eu esperava de uma produção daquela época, ainda mais tratando a relação deles de forma tão legal como foi. E o romance principal é fofo, além de render situações cômicas, que beiram ao infantil, mas funciona dentro da proposta... torci por eles o tempo todo.
P.S: "Nothing's Gonna Stop Us Now" do Starship tocando no final foi a melhor escolha possível, amo essa música.
É louvável a coragem dos realizadores em mudar completamente o gênero dessa sequência. Enquanto o primeiro fez sucesso como um terror com elementos de comédia, esse aqui é um filme de ação com comédia... interessante esse novo caminho, mas eu esperava que tivesse um pouco de personalidade. "M3GAN (2022)" nunca foi um longa lembrado por ser assustador, mas pelo menos, tinha um pouco de gore e alguns momentos tensos. Aqui, o que fizeram são cenas de ação sem violência, que lembram o padrão Marvel onde ninguém sangra ou se machuca. A dinâmica da personagem-título com a tia e sobrinha é legal, agora que ela vira uma espécie de anti-heróina e tem um novo arco, além de se adaptar em novos visuais. A mitologia do filme é muito complexa pro que ele se propõe, talvez por envolver muita tecnologia, fica confuso saber quais são as limitações daqueles personagens, parece que não tem muita regra, eles conseguem fazer, literalmente, de tudo.
O grande êxito de "Quarteto Fantástico: Primeiros Passos (2025)" está na sua estética diferenciada. A ambientação nos anos 60, o uso da tecnologia da época e os figurinos ajudam a criar uma identidade própria pro filme, o que o afasta de tantas outras produções atuais de super-heróis, que já estão mais do que batidas. O roteiro é muito simples e não tem nada revolucionário, mas souberam trabalhar no básico (o que, vindo da Marvel atual, já é um baita elogio). Não perderam tempo para explicar a origem dos poderes do quarteto, isso logo é mencionado na introdução, o que eu achei um acerto, já que podemos pular para a parte que realmente interessa. Tem um senso de urgência que eu consegui comprar, toda essa questão da proteção da cidade e do filho do casal foi bem estabelecida. É um filme bonito visualmente, tanto quando eles vão para o espaço e conhecem o vilão, quanto no visual retrô. Mas o visual da surfista prateada já não me agradou, achei digital demais e alguns efeitos visuais também não foram bem trabalhados (como quando o Reed Richards precisa se esticar, parecia que eu estava vendo um videogame).
"Ruas da Glória (2024)" tem uma premissa praticamente igual a de "Baby (2025)" e ambos vão para um caminho muito repetitivo. O foco é, mais uma vez, na relação de um casal homoafetivo que já se mostra problemático e abusivo logo cedo e aí somos obrigados a aturar isso durante 103 minutos. Quando o roteiro se direciona ao protagonista tentando encontrar seu companheiro, o que me pareceu a versão gay de "Ainda Estou Aqui (2024)" (sei que está longe de ser a intenção, mas foi uma piada que fiz pra mim mesmo enquanto assistia) e também ressoa no ótimo "Deserto Particular (2021)", o filme fica mais interessante e eu quase não vi o tempo passar. As atuações do casal principal são excelentes, a entrega dos dois é verdadeira e eu senti a mudança em suas atitudes conforme o filme passava. Mas assim, acho que já deu de estórias de gays vivendo relacionamentos conturbados e tóxicos, tem outros tipos de problemáticas que também podem ser exploradas.
"Às vezes nós precisamos enfrentar as coisas que nos assustam, é assim que crescemos"
Esse filme é muito nostálgico pra mim, já perdi a conta de quantas vezes eu o assisti durante a infância. O fato da Barbie ser uma vilã aqui foi sempre muito marcante, depois eu vi a estória original que esse filme se baseia. Tem uma mensagem bonita pras crianças, no fim das contas.
Pânico 7
2.7 372 Assista AgoraDepois de ver esse filme sendo tão criticado e com uma média geral tão baixa, fui esperando uma bomba muito grande, mas ainda bem que não foi isso o que eu recebi. Reconheço que o filme tem momentos que me frustraram, como a abertura inicial (que não trouxe novidade, diferente de outras da franquia) e a revelação dos Ghostfaces, que foi bem decepcionante, assim como suas motivações (não parecem críveis e fortes o bastante pra sustentar suas ações). Mas no geral, é uma sequência mediana que entrega o que já esperamos da franquia e com os personagens que já têm nossa simpatia, com ênfase na Sidney (que está mais forte e preparada do que nunca, gostei muito de como o roteiro trabalhou a inteligência dela) e a Gale. O Ghostface também se mostrou muito presente, com golpes brutais (talvez seja o mais violento da franquia junto com o quinto) e algumas novidades tecnológicas em seus atos (a revelação de um deles já na metade do filme foi outra surpresa agradável, compensou a falta de novidade na abertura).
Assisti no dia 12/04/26
Natal Sangrento
2.7 54 Assista AgoraPra quem achou que esse filme seguiria a mesma linha do original (como eu), pode se surpreender. O ponto de partida é o mesmo, mas os desdobramentos são completamente diferentes. Até mesmo na personalidade do protagonista Billy, que deixa de ser um serial killer pra virar uma espécie de justiceiro (às vezes o filme até força a barra na maldade das vítimas pra justificar que a gente pode torcer pra um assassino, o maior exemplo disso é o evento secreto dos nazistas). Mas tem uma dinâmica interessante entre o Billy e o interesse amoroso dele, que muitas vezes me lembrou uma comédia romântica e no terceiro ato, a disputa entre um serial killer "do bem" e um "do mal", foi algo que eu ainda não tinha visto. É um filme bem humorado, com boas tiradinhas visuais e com um gore exagerado na medida. Não é tão sombrio como o filme dos anos 80, muito por conta da quantidade de comédia, mas acho válido toda vez que inovam em uma nova adaptação, é bom seguir por um caminho diferente.
Assisti no dia 03/04/26
Ato Noturno
3.1 14 Assista AgoraA premissa desse filme já me prendeu logo nos primeiros minutos, toda aquela tensão dos encontros proibidos do casal e as tensões nos ensaios do teatro, foram bem conduzidas pela direção e, com ajuda de uma fotografia marcante, despertou meu interesse. Isso se manteve durante todo o filme, até mesmo no terceiro ato, que tem uma virada brusca de tom, deixando o drama e o romance erótico de lado pra focar em um thriller, o que me agradou, mas ao mesmo tempo, foi responsável por entregar situações pouco críveis. Inclusive, os diálogos, de modo geral, poderiam ter sido melhor escritos, muitas vezes não pareciam naturais e isso comprometia as atuações dos atores. As cenas de apresentações de teatro foram bonitas, reconheço o valor artístico, mas não é pra mim, fiquei entediado e torcendo pra que acabassem logo, preferia ver mais do casal.
Assisti no dia 23/03/26
Hamnet: A Vida Antes de Hamlet
4.2 420 Assista Agora"Hamnet: A Vida Antes de Hamlet (2025)" é um filme tocante, acredito que pra quem esteja passando ou passou por um momento de luto, vai bater diferente do que foi pra mim. E por mais que eu tenha sido tocado e tivesse empatia pelos personagens, principalmente pela dor da Agnes, não chegou a me emocionar, às vezes eu lembrava que estava assistindo a um filme. É um problema que tenho com alguns longas do Oscar que tem cara de filme de Oscar, me desconecta, porque parece que foi pensado em agradar os críticos de premiações. Sinto isso até mesmo na atuação da Jessie Buckley, que foi muito elogiada nessa temporada, mas não me tocou pelos mesmos motivos, parece que já tinha o Oscar em mente. Gostaria de destacar a fotografia e o figurino, que acompanham as emoções dos personagens e vão ficando mais frios conforme a tristeza deles se estabelece.
Assisti no dia 15/03/26
Juntos
3.3 391 Assista AgoraA premissa desse filme é bem chamativa, até pelos pôsters e o título, já dá pra ter uma noção do que se trata (e do quão aflitivo pode ser). Mas assistindo ao filme, eu esperava um pouco mais de body horror e de gore. Os efeitos são bons e causam certa aflição (principalmente no desfecho e na cena das pernas na caverna), então justamente por isso, eu esperava que tivesse mais, porque tem potencial e são as cenas que mais se destacam. A mitologia por trás não é muito explicada, o que não acho que seja um ponto negativo, é bom deixar um pouco de mistério pro público. O desenvolvimento poderia ser melhor, não fiquei cansado enquanto assistia, mas tem muita enrolação até chegar nos finalmentes, o que pode desanimar alguns.
Assisti no dia 08/03/26
Os Caras Malvados 2
3.5 36 Assista Agora"Os Caras Malvados 2 (2025)" é um filme caótico, parece uma animação feita pra um tipo de crianças que gosta dessa ação frenética e de situações exageradas. Não é muito o meu estilo, mas ainda assim, eu me diverti, tem momentos engraçados que me trouxeram uma risada genuína e os personagens são carismáticos (coisa que eu já havia elogiado no primeiro). O roteiro é simples, mas tem seus méritos, gosto de como continua a estória do anterior e traz a questão dos vilões tentando se reintegrar na sociedade e a dualidade entre seguir o caminho certo ou não. Agora se for para comparar entre os trabalhos que a DreamWorks já entregou, acho esse filme bem fraco, mas também pode ser um pouco de saudosismo da minha parte, de achar que aquelas animações da minha infância eram melhores.
Assisti no dia 02/03/26
A Empregada
3.4 556 Assista AgoraEu esperava mais do plot twist desse filme, porque quando ele finalmente acontece, não me surpreendeu. Talvez por eu já ter sacado quem estava por trás de tudo, por mais que eu não soubesse as suas motivações exatas, chegou um ponto que tava muito óbvio. Não li o livro, então não sei até que ponto foi fiel ou não, mas o próprio roteiro se entrega por bater na mesma tecla de quem está sendo malvado demais e bonzinho demais (a duração longa também não ajuda nisso). Mas felizmente, eu fiquei envolvido o tempo tempo, tem uma construção de suspense interessante e o filme é conduzido de uma forma que dá vontade de saber o que está acontecendo. O trio formado por Brandon Sklenar, Sydney Sweeney e Amanda Seyfried (principalmente ela) roubam a cena e entregam bons momentos, nisso sobra o Michele Morrone (da trilogia de 365 Dias), que quase não aparece, o que foi a melhor decisão possível, esse cara é um desastre na atuação, melhor continuar como modelo.
P.S: A trilha musical é bem pop, com direito à Taylor Swift, Lana Del Rey, Reneé Rapp, entre outras.
Assisti no dia 01/03/26
As Aventuras de um Anjo
3.5 8"As Aventuras de um Anjo (1985)" não apresenta nada que eu já não tenha visto em um filme. O que não digo como algo negativo, porque o básico também funciona e foi o caso. Aqui o diferencial está no lado fantástico dentro do ambiente escolar, porque tudo está envolvido na motivação de um anjo ajudar um adolescente (o que rende efeitos especiais bem datados, mas acho um charme da época). Tem um plot twist que me pegou desprevenido, talvez nem seja uma reviravolta tão surpreendente pra maioria, mas pra mim foi. No mais, me diverti com o filme e gostei dos personagens, a trilha musical é bem clássica dos anos 80 e a clara referência à "Juventude Transviada (1955)" me ganhou.
Assisti no dia 22/02/26
Diferenças Irreconciliáveis
3.2 12"Diferenças Irreconciliáveis (1984)" tem uma narrativa muito interessante. Ele se passa no presente e por meio dos depoimentos de pai, mãe e filha no tribunal, somos apresentados aos flashbacks de como tudo se desenrolou. Esse recurso foi ótimo pra me manter engajado, porque tive várias sensações diferentes enquanto assistia. Comecei simpatizando e torcendo pelo casal, ficando feliz com as conquistas deles e depois quando tudo começa a desmoronar, fiquei com muita raiva do pai Albert, por ter arruinado tudo. Mas o roteiro é tão bem construído, que não tem um único culpado nessa história, a mãe Lucy também errou em alguns pontos, então eu terminei com muita pena da filha Casey (foi muito tocante aquele monólogo dela no fim, sobre a forma como era tratada, Drew Barrymore deu um show). Achei muito bonita a última cena, ela deixa no subtexto um certo perdão e como as coisas vão se desenrolar, e é uma lição bonita, no fim das contas, o perdão costuma ser a melhor saída.
Assisti no dia 17/02/26
Um Hóspede do Barulho
2.5 91 Assista Agora"Um Hóspede do Barulho (1987)" é uma comédia aconchegante, que me tirou um sorriso do rosto várias vezes. É um tipo de humor simples, praticamente infantil e as situações não têm um peso drástico ou um senso de perigo (embora eu estivesse preocupado com o Harry durante o filme todo), mas é algo que funciona dentro dessa proposta. Tem uma crítica muito pertinente sobre essa cultura estadunidense de caçar e matar animais, tanto que a evolução do protagonista envolve essa temática, o que muito me agradou. Queria mais momentos do Harry com a família, achei que gastaram tempo demais nas fugas e perseguições, o que tirou tempo de tela das dinâmicas que eles poderiam ter tido juntos.
Assisti no dia 12/02/26
Uma Questão de Escolha
3.3 20"Uma Questão de Escolha (1988)" tem aquela clássica atmosfera de comédia dos anos 80 que eu tanto amo, só isso já é o suficiente pra me agradar. Me diverti em vários momentos, tem um humor simples, mas ainda consegue ser efetivo. Queria dar uma nota maior, mas o desfecho não me agradou por vários motivos. O protagonista começa o filme dizendo que não ama sua noiva e que não a conhece direito, pra no final contradizer todo esse discurso, apenas porque o roteiro precisava que terminasse daquele jeito. No fim das contas, foi um final ruim para todos os três personagens, sem contar que tem uma mensagem muito machista por trás (mas entendo que na época isso não era tão discutido como é hoje em dia).
Assisti no dia 03/02/26
Babygirl
2.7 493 Assista AgoraEsse filme não funcionou pra mim, tive boa vontade no início, mas depois, cada vez mais, eu fui me distanciando emocionalmente dele. Talvez funcione melhor para um certo público específico, porque eu não consegui me conectar com nenhum daqueles dilemas e nem com os personagens. Mas é curioso, porque tem outro filme com temática parecida, "Boa Sorte, Leo Grande (2022)", que também aborda uma mulher com vida sexual incompleta e reprimida, mas que me agradou muito mais. Aqui eu achei tudo muito frio e distante, os personagens não cativam e essa relação de adultério não me convenceu, simplesmente pela falta de química entre Nicole Kidman e Harris Dickinson. Não acho que seja culpa dos atores, ainda mais a Nicole, que está muito bem no papel, só acho que não ornou, nem mesmo nas cenas intensas eu consegui ver verdade naquela relação.
Assisti no dia 01/02/26
Uma Batalha Após a Outra
3.7 659 Assista AgoraEu não esperava gostar tanto desse filme, por mais que eu já soubesse o quanto ele estava sendo aclamado e sempre bem posicionado entre os melhores do ano passado, não tinha muito o meu apelo. Acredito que por não ter uma temática que me atraia e pelo último trabalho que vi do diretor ("Licorice Pizza (2021)"), não ter me agradado. Eu fiquei imerso logo nos minutos iniciais, que têm um ritmo frenético e com cenas de perseguições muito bem filmadas (parecia que eu estava vendo um programa policial), ainda com a presença da Teyana Taylor que rouba a cena com uma personagem pouco gostável, porém muito humana. O segundo ato é um pouco mais lento, mas não achei que o filme perde o fôlego, como eu já estava interessado por aquele desenrolar de eventos, continuei investido. O terceiro ato traz de volta o ritmo acelerado típico de um filme de ação e foi eficiente em me deixar tenso enquanto assistia, a sequência da estrada foi o maior exemplo disso. Leonardo DiCaprio está muito bem no papel, por mais que ele não esteja o tempo todo em tela, seu personagem é marcante e me fez rir e me compadecer por ele. Só acho que o roteiro peca na forma como ele protege os personagens, criando situações difíceis de acreditar que eles escapariam.
Assisti no dia 24/01/26
Bugonia
3.6 434 Assista AgoraAcho a Emma Stone uma das melhores atrizes da nossa geração, não à toa eu considero ela uma das minhas favoritas. E a sua entrega aqui em "Bugonia (2025)" é nítida, não digo apenas pelo empenho em apresentar um visual excêntrico, mas muito na dualidade de sua personagem. Eu tinha uma teoria desde o início sobre o que estava acontecendo e eu comprei tudo o que ela falava (talvez pode ter sido inocência da minha parte, mas fato é que ela convence no que precisa), também gostei muito dos embates com o personagem do Jesse Plemons, os dois são a alma do filme. O roteiro é intrigante, uma vez que você compra a bizarrice dele, é fácil se deixar levar pelos diálogos, principalmente pra tentar entender quem ali está falando a verdade. Tem cenas desconfortáveis, outras que me fizeram rir de constrangimento pelo absurdo e outras que me fizeram refletir (até cheguei a teorizar sobre um paralelo que o filme faz sobre diferenças de classes sociais). O desfecho não foi bem o que eu esperava, o que não é algo necessariamente ruim, mas ainda estou tentando digerir e pensando se gostei ou não.
Assisti no dia 24/01/26
O Agente Secreto
3.9 1,0K Assista AgoraDepois de tanto tempo almejando assistir esse filme, finalmente consegui. Foi uma experiência bastante imersiva, não só pela excelente construção de mundo nos anos 70, mas pelos personagens que somos apresentados, eu tive afeição e tive raiva daquelas pessoas, queria justiça por tudo aquilo. E já adiantando para o desfecho do filme, não foi um final justo como eu esperava, o que pode ser frustrante, mas a vida é assim, nem sempre as coisas são justas ou como a gente espera. O roteiro é muito bem elaborado, ele vai entregando as informações aos poucos e é dividido em três capítulos, o que foi mais um fator que me fez gerar curiosidade. Tem uma quebra no ritmo do filme, que pode parecer deslocada, mas isso tem uma importância narrativa, só acho que pela forma abrupta como ela acontece, faz muitos estranharem como foi o meu caso. O terceiro ato é bastante ágil, praticamente vira um filme de ação com toques de thriller (que me deixou muito angustiado), porém não chega a destoar do drama dos primeiros atos, eles se conectam como uma unidade. Se for para comparar com "Ainda Estou Aqui (2024)", "O Agente Secreto (2025)" não é tão imediato e não tem a mesma carga dramática, mas ele tem os próprios méritos que o fazem um filme tão bom e tão singular.
Assisti no dia 22/01/26
Pillion
3.2 66Eu fiquei muito simpatizado pelo protagonista desse filme, pelo simples fato da personalidade tímida dele ter me ganhado, então foi muito fácil sentir pena dele por tudo o que ele se submetia. Só que depois eu comecei a entender, que ele gostava daquilo (talvez não de tudo, já que ele queria colocar alguns limites, mas enfim, não era humilhante pra ele quanto era pra mim que estava assistindo). Essa cultura de BDSM realmente não é algo que eu entendo, mas o filme é eficiente em nos contextualizar, sem necessariamente, mostrar como algo negativo. Enquanto público, confesso que julguei muito, até porque, não é algo que vejo fazer sentido, mas enfim, as pessoas são livres pra fazer o que elas quiserem. Por fim, gostaria de destacar as atuações, o casal principal manda muito bem. Eu estava achando o papel do Alexander Skarsgård fácil demais, porque ele estava interpretando alguém apático e sem emoções, mas conforme ele vai crescendo e mostrando outros lados, comecei a apreciar sua performance.
Assisti no dia 13/01/26
Saneamento Básico, O Filme
3.7 835 Assista AgoraPra dar sorte no Globo de Ouro, resolvi assistir a esse filme protagonizado por dois atores, que são mais do que orgulho pro nosso país: Wagner Moura e Fernanda Torres. Ambos dão um show nesse filme, o timing cômico deles é muito bom, sem ficar parecendo que estão forçando um momento engraçado. O roteiro também ajuda, porque ele é muito bem escrito, toda aquela parte deles com dúvida do significado de "ficção" e com vergonha de perguntar, é tão real e relacionável. O filme todo tem uma metalinguagem interessante, eles escrevendo o roteiro desse curta caseiro na maior inocência e inexperiência no assunto, apenas pra conseguir algo que deveria ser básico, é genial. As gravações amadoras são impagáveis, ver bons atores tendo que atuar mal é uma coisa muito divertida. Só achei que o filme é muito longo, parece que ele não sabe a hora de terminar, por isso não dou uma nota maior, porque no fim eu já estava um pouco cansado.
Assisti no dia 11/01/26
Um Lugar Silencioso: Dia Um
3.3 804Esse filme foi bem mais melancólico do que eu esperava. Pela condição que a personagem da Lupita se encontra, já era de se imaginar, mas eu fui pego de surpresa por tudo isso. É muito simbólica toda a jornada dela em meio a um mundo sendo atacado e ela tendo uma motivação tão pequena, mas que pra ela, significa tanta coisa: simplesmente comer uma pizza. E o personagem do Joseph Quinn funciona, porque ele decide ajudar ela e sem nenhum tipo de interesse amoroso, é por pura empatia e humanidade, isso é muito bonito de se ver em tela. E essa dupla é tão boa, que eu nem cheguei a sentir falta de cenas tensas envolvendo as criaturas, na verdade, eu nem liguei muito pra elas, meu investimento no filme já era outro. Mas ainda assim, tiveram alguns momentos que me deixaram tenso, só não foi o grande destaque, ele se sobressai pelo lado emocional.
Assisti no dia 10/01/26
Guerreiras do K-Pop
3.7 214 Assista AgoraAcho o sucesso de "Guerreiras do K-Pop (2025)" muito justificável. Souberam surfar na onda de um estilo musical que está em alta e ainda utilizando vários elementos da cultura oriental, que também é algo que tem muitos admiradores. No meu caso, como não sou um grande entusiasta desses tópicos que citei, a minha experiência foi neutra. Achei o filme mediano, com um roteiro que aproveita o elemento musical para justificar tantas performances e que fazem sentido para a narrativa. Não morri de amores pela estória ou pelas personagens, mas fiquei entretido o tempo todo, o que já me deixa no lucro. No mais, achei o estilo da animação muito bonita, me lembrou o de "Gato de Botas 2: O Último Pedido (2022)".
Assisti no dia 04/01/26
Manequim
3.1 142 Assista AgoraAs comédias dos anos 80 costumam ser tão agradáveis de assistir, talvez pela conexão que tenho com essa década, é sempre algo que busco quando quero algo confortável. E "Manequim (1987)" cumpriu esse papel, se saiu muito melhor do que eu esperava. É um tipo de estória que eu já vi antes, de um amor impossível entre um humano e alguém fora dos padrões, mas ainda assim, consegue ter a sua personalidade, porque aqui se trata de uma manequim. O protagonista é um personagem muito gostável, ele já começa fazendo amizade com um homem gay, o que era a última coisa que eu esperava de uma produção daquela época, ainda mais tratando a relação deles de forma tão legal como foi. E o romance principal é fofo, além de render situações cômicas, que beiram ao infantil, mas funciona dentro da proposta... torci por eles o tempo todo.
P.S: "Nothing's Gonna Stop Us Now" do Starship tocando no final foi a melhor escolha possível, amo essa música.
Assisti no dia 03/01/26
M3GAN 2.0
2.7 223 Assista AgoraÉ louvável a coragem dos realizadores em mudar completamente o gênero dessa sequência. Enquanto o primeiro fez sucesso como um terror com elementos de comédia, esse aqui é um filme de ação com comédia... interessante esse novo caminho, mas eu esperava que tivesse um pouco de personalidade. "M3GAN (2022)" nunca foi um longa lembrado por ser assustador, mas pelo menos, tinha um pouco de gore e alguns momentos tensos. Aqui, o que fizeram são cenas de ação sem violência, que lembram o padrão Marvel onde ninguém sangra ou se machuca. A dinâmica da personagem-título com a tia e sobrinha é legal, agora que ela vira uma espécie de anti-heróina e tem um novo arco, além de se adaptar em novos visuais. A mitologia do filme é muito complexa pro que ele se propõe, talvez por envolver muita tecnologia, fica confuso saber quais são as limitações daqueles personagens, parece que não tem muita regra, eles conseguem fazer, literalmente, de tudo.
Assisti no dia 02/01/26
Quarteto Fantástico: Primeiros Passos
3.4 545 Assista AgoraO grande êxito de "Quarteto Fantástico: Primeiros Passos (2025)" está na sua estética diferenciada. A ambientação nos anos 60, o uso da tecnologia da época e os figurinos ajudam a criar uma identidade própria pro filme, o que o afasta de tantas outras produções atuais de super-heróis, que já estão mais do que batidas. O roteiro é muito simples e não tem nada revolucionário, mas souberam trabalhar no básico (o que, vindo da Marvel atual, já é um baita elogio). Não perderam tempo para explicar a origem dos poderes do quarteto, isso logo é mencionado na introdução, o que eu achei um acerto, já que podemos pular para a parte que realmente interessa. Tem um senso de urgência que eu consegui comprar, toda essa questão da proteção da cidade e do filho do casal foi bem estabelecida. É um filme bonito visualmente, tanto quando eles vão para o espaço e conhecem o vilão, quanto no visual retrô. Mas o visual da surfista prateada já não me agradou, achei digital demais e alguns efeitos visuais também não foram bem trabalhados (como quando o Reed Richards precisa se esticar, parecia que eu estava vendo um videogame).
Assisti no dia 01/01/26
Ruas da Glória
2.6 10"Ruas da Glória (2024)" tem uma premissa praticamente igual a de "Baby (2025)" e ambos vão para um caminho muito repetitivo. O foco é, mais uma vez, na relação de um casal homoafetivo que já se mostra problemático e abusivo logo cedo e aí somos obrigados a aturar isso durante 103 minutos. Quando o roteiro se direciona ao protagonista tentando encontrar seu companheiro, o que me pareceu a versão gay de "Ainda Estou Aqui (2024)" (sei que está longe de ser a intenção, mas foi uma piada que fiz pra mim mesmo enquanto assistia) e também ressoa no ótimo "Deserto Particular (2021)", o filme fica mais interessante e eu quase não vi o tempo passar. As atuações do casal principal são excelentes, a entrega dos dois é verdadeira e eu senti a mudança em suas atitudes conforme o filme passava. Mas assim, acho que já deu de estórias de gays vivendo relacionamentos conturbados e tóxicos, tem outros tipos de problemáticas que também podem ser exploradas.
Assisti no dia 27/12/25
Barbie em A Canção de Natal
3.4 43 Assista Agora"Às vezes nós precisamos enfrentar as coisas que nos assustam, é assim que crescemos"
Esse filme é muito nostálgico pra mim, já perdi a conta de quantas vezes eu o assisti durante a infância. O fato da Barbie ser uma vilã aqui foi sempre muito marcante, depois eu vi a estória original que esse filme se baseia. Tem uma mensagem bonita pras crianças, no fim das contas.
Reassisti no dia 25/12/25