Minha primeira experiência no cinema esse ano e já posso dizer que foi uma ótima escolha, é sempre bom quando a Marvel entrega um filme tão divertido assim. Gostei que o Homem-Aranha está mais maduro, embora ainda continue engraçado e carismático, agora ele carrega o peso do luto e da solidão. Sua nova dinâmica com a MJ foi uma das coisas que mais gostei, realmente torci pra que desse tudo certo e eles ficassem juntos. Outro acerto foi na introdução de uma nova personagem, que é usada nesse filme como antagonista e a forma como seus poderes são apresentados, foi bem interessante, quero ver mais dela no futuro. Tem algum deslize ou outro do roteiro no que diz respeito aos poderes de certos personagens, alguns são nerfados quando o roteiro precisa ou ficam fortes demais quando é conveniente (isso não é novidade em filmes do tipo, mas quando é melhor trabalhado, pode passar despercebido mais facilmente).
Não sou muito fã quando uma sequência praticamente recria toda a dinâmica do anterior, com pequenas mudanças ali e aqui, mas que acabam resultando na mesma coisa. E é o que acontece aqui em "Casamento Sangrento: A Viúva (2026)", mesmo tendo me divertido e me deixado entretido o tempo todo, não é muito diferente do que eu já tinha visto no primeiro filme. Teria sido mais interessante se a irmã fosse a noiva que entrou numa família satanista maluca sem saber, nisso a protagonista Grace entraria em cena pra ajudar ela de alguma forma. Mas eu gostei dos novos personagens, eles são bem estabelecidos no roteiro, cada um com suas peculiaridades e características, rendem bons momentos. Só achei que forçaram muito a barra pra salvar as mocinhas (não que no outro filme não tivesse isso), mas aqui elas desviam de balas e se recuperam de ferimentos numa facilidade impressionante.
P.S: Mais um filme em que ouço "Total Eclipse of The Heart" em uma cena, se eu não amasse tanto essa música, já estaria de saco cheio.
Eu estava com saudades de me divertir tanto assim assistindo a um filme. "Mestres do Universo (2026)" é despretensioso e não se leva a sério, o que gera momentos cômicos que funcionam. Até mesmo no vilão, que foge da mesmice que a maioria dos filmes de heróis vinham entregando, ele tem personalidade e é engraçado. É tudo muito colorido e cheio de vida, apesar que abusaram demais do uso de tela verde e nem sempre fica muito natural (a sequência de perseguição de naves é um exemplo disso), mas é um ponto negativo que dá pra passar despercebido. Gostei muito de como trataram a personalidade do protagonista, ele é fácil de gostar e se identificar (embora, às vezes, beira ao infantil, mas não me incomodou), fora que o ator é muito carismático também.
"Os Estranhos: Capítulo 3 (2026)" dá continuidade ao mesmo equívoco de seu antecessor: desenvolver o passado dos assassinos. Essa era a graça deles, não saber quem estava por trás das máscaras, nem suas motivações, isso deixava as coisas mais aterrorizantes, porque poderia ser qualquer um e poderia acontecer com qualquer pessoa, era tudo muito vago (e funcionava assim). Mas agora é tudo explicado nos mínimos detalhes e de forma bastante caricata, o que é pior ainda. O roteiro faz de tudo pra proteger a protagonista, até reconheço uma tentativa de subversão (em fazer a vítima tentar se colocar no lugar do assassino) e isso seria interessante se fosse bem trabalhado, o que não é o caso. Também me irrita os personagens que aparecem só pra morrer e não acrescentam em nada, mas é porque claramente não tinham estória o suficiente e precisavam enrolar pra dar a duração de um longa.
Não lembrava muito da história do primeiro filme, mas de uma coisa tenho certeza, não fiquei entediado assistindo ele igual fiquei com esse aqui. "O Diabo Veste Prada 2 (2026)" tem o mesmo problema de algumas sequências que estão sendo feitas atualmente, ele não tem necessidade de existir, apenas se sustenta na nostalgia dos fãs. O roteiro é fraco, carece de um fio condutor que dê vontade de continuar assistindo, ele só apresenta situações e pequenos problemas pros personagens resolverem (e nem sequer chega a dar senso de urgência ou gravidade). Embora tenha um elenco muito bom e os personagens tenham boas tiradinhas vez ou outra (que me fizeram dar algumas risadas), não tenho muito o que elogiar, tentei acompanhar e me envolver com a estória, mas aquele monte de situações apressadas e pouco instigantes, me impediram.
"Obsessão (2026)" conseguiu a proeza de me causar desconforto mesmo sem nada chocante acontecendo em tela (ou pelo menos, durante boa parte, apenas no final que tem um pouco mais de gore). Isso se deve à direção, que estende certas situações num nível acima (quando você sente que a cena deveria acabar, mas ela continua) e às atuações, principalmente da dupla protagonista. Claro que a Inde Navarrette se destaca, seu papel é o que faz o longa ser o que ele é, às vezes ela é caricata demais, mas como o próprio filme não é 100% realista e usa de toques de humor, não destoa. Enquanto Michael Johnston é o completo oposto, sendo mais contido e introspectivo (exceto quando ele não está surtado ou morrendo de medo), dito isso, seu personagem me irritou profundamente, parabéns ao ator e ao roteiro.
A imagem de uma das criaturas desse filme (que até então, eu acreditava ser a da própria bruxa), me intrigou bastante, por ser bizarra e até um pouco cômica, queria ver como isso seria integrado no filme. E acabou que fiquei um pouco decepcionado, porque é algo que tem pouca relevância e a figura da bruxa é só mais uma mulher genérica que qualquer outro filme já fez igual. Mas enfim, decepções à parte, o roteiro me agradou pela forma com que vai desenrolando a estória aos poucos. Sempre tem algum novo desdobramento e isso manteve o meu interesse ligado, é um ritmo lento na medida certa. Também achei que pesaram demais a mão nos jump scares, muitos deles são gratuitos e sem grande impacto, mas pelo menos compensaram na boa atmosfera de terror e nas cenas de tensão.
Quero começar essa review dizendo que estou me sentindo velho, agora que os anos 2000 começaram a ser usados como referência nostálgica nos filmes. Mas enfim, "Y2K: O Bug do Milênio (2024)" se beneficia por não se levar a sério, gosto de quando o próprio filme tem consciência de seus absurdos. O problema é que em momento algum conseguiu me divertir, só achei bobo e sem graça, com personagens forçados (principalmente o amigo do protagonista, que o filme quer me fazer acreditar que é um poço de carisma) e situações repetitivas (como a do casal principal, já perdi a conta de quantas vezes vi esse mesmo drama adolescente). O que me agradou foram as referências e a estética da época, que foi bem representada, agora quanto à história, realmente não poderia me importar menos (e olha que eu tentei).
O que me fez gostar de "Velhos Bandidos (2026)" vai muito além de sua premissa. É um filme que presta homenagem a grandes nomes da atuação brasileira, mesmo que em participações curtas, ainda é uma maneira de reconhecer quem merece. O roteiro discute sobre etarismo e a finitude da vida, mas sem perder a leveza e o bom humor, é um filme muito delicioso de se assistir. E isso se deve ao carisma e a química dos atores, eu consegui sentir que eles estavam se divertindo fazendo aquilo. Tem muita coisa absurda e que exige uma suspenção de descrença, mas é a proposta do filme desde o início, então não tive problema em me desprender da verossimilhança. Mais uma vez, fiquei impressionado com o quanto a Fernanda Montenegro é uma força da natureza em tudo o que toca e o que se propõe a fazer, ela é a alma e o grande destaque do filme.
Resolvi assistir sem saber nada da estória, não vi nem um trailer sequer, apenas um leve burburinho em torno. Engraçado que o título fala de uma múmia e pela cena de abertura, até parece que esse será o foco, mas conforme vai se desenrolando, mais lembra um filme de possessão e exorcismo do que qualquer outra coisa. O gore foi o que mais me chamou atenção, não esperava que teria tanto, até mesmo nas morte off screen, tem uma dose generosa de aflição. O roteiro é mais do mesmo, lembra um monte de outros filmes (principalmente os com temática que mencionei acima), mas tem uma mitologia interessante e que é bem estabelecida, só achei que se prolonga demais, o que deixou minha experiência cansativa.
Eu gostei muito de como essa nova versão usou o original ao seu favor, achei criativo. Ele tem consciência da existência do anterior e usa isso na própria narrativa, já que o assassino aqui usa como base de inspiração pra cometer seus crimes. Nisso tem outra coisa que achei interessante, que foi intercalar entre a investigação da protagonista e o assassino indo atrás das vítimas, como um clássico slasher. O terceiro ato já é mais fraco, embora eu não ache que ele comprometa o filme, mas é aí que eu senti o roteiro dando umas derrapadas, ainda mais quando precisava proteger certos personagens. Também acho que poderia ter tipo um pouco mais de gore, já que o original era tão conhecido por isso, nesse daqui ficou devendo.
Ultimamente eu ando meio desligado do audiovisual, então eu procurava por um filme ágil e que tivesse uma premissa instigante, pra me dar vontade de continuar assistindo. E "Drop: Ameaça Anônima (2025)" cumpriu bem esse papel. Eu estava curioso pra saber como as coisas iam se desenrolar e, por se passar quase todo em uma única ambientação, deixou tudo ainda mais centrado e dinâmico. O terceiro ato não me agradou muito, porque foi quando senti o roteiro protegendo demais a protagonista e criando situações difíceis de comprar. Não que o início também não tenha suas forçações de barra, como o vilão conseguindo manipular qualquer ação da protagonista, mas essa onipresença é mais fácil de comprar do que quando o filme vira pro lado do gênero de ação e da necessidade de um final feliz.
"À Paisana (2025)" tem um roteiro com boas intenções, fala sobre se descobrir enquanto indivíduo, aceitação, repressão, a dor de um amor que não pode existir... são temas que muitas pessoas podem se identificar, mas eu senti que o filme não trabalhou isso da melhor forma. Por mais que tivesse algo interessante acontecendo em tela, a montagem fazia quebras no ritmo, com cenas de flashback filmadas com estética VHS, que tiraram a minha imersão, ainda mais pra algo que deveria ter um peso dramático maior. A premissa tinha um potencial que parecia promissor, com toda aquela questão dos encontros falsos esquematizados por policiais (acredito que seja algo fictício criado pelo filme, porque se realmente acontecia isso, é muito lamentável), o que gera momentos tensos que funcionam, até poderia ser mais explorado.
Depois de ver esse filme sendo tão criticado e com uma média geral tão baixa, fui esperando uma bomba muito grande, mas ainda bem que não foi isso o que eu recebi. Reconheço que o filme tem momentos que me frustraram, como a abertura inicial (que não trouxe novidade, diferente de outras da franquia) e a revelação dos Ghostfaces, que foi bem decepcionante, assim como suas motivações (não parecem críveis e fortes o bastante pra sustentar suas ações). Mas no geral, é uma sequência mediana que entrega o que já esperamos da franquia e com os personagens que já têm nossa simpatia, com ênfase na Sidney (que está mais forte e preparada do que nunca, gostei muito de como o roteiro trabalhou a inteligência dela) e a Gale. O Ghostface também se mostrou muito presente, com golpes brutais (talvez seja o mais violento da franquia junto com o quinto) e algumas novidades tecnológicas em seus atos (a revelação de um deles já na metade do filme foi outra surpresa agradável, compensou a falta de novidade na abertura).
Pra quem achou que esse filme seguiria a mesma linha do original (como eu), pode se surpreender. O ponto de partida é o mesmo, mas os desdobramentos são completamente diferentes. Até mesmo na personalidade do protagonista Billy, que deixa de ser um serial killer pra virar uma espécie de justiceiro (às vezes o filme até força a barra na maldade das vítimas pra justificar que a gente pode torcer pra um assassino, o maior exemplo disso é o evento secreto dos nazistas). Mas tem uma dinâmica interessante entre o Billy e o interesse amoroso dele, que muitas vezes me lembrou uma comédia romântica e no terceiro ato, a disputa entre um serial killer "do bem" e um "do mal", foi algo que eu ainda não tinha visto. É um filme bem humorado, com boas tiradinhas visuais e com um gore exagerado na medida. Não é tão sombrio como o filme dos anos 80, muito por conta da quantidade de comédia, mas acho válido toda vez que inovam em uma nova adaptação, é bom seguir por um caminho diferente.
A premissa desse filme já me prendeu logo nos primeiros minutos, toda aquela tensão dos encontros proibidos do casal e as tensões nos ensaios do teatro, foram bem conduzidas pela direção e, com ajuda de uma fotografia marcante, despertou meu interesse. Isso se manteve durante todo o filme, até mesmo no terceiro ato, que tem uma virada brusca de tom, deixando o drama e o romance erótico de lado pra focar em um thriller, o que me agradou, mas ao mesmo tempo, foi responsável por entregar situações pouco críveis. Inclusive, os diálogos, de modo geral, poderiam ter sido melhor escritos, muitas vezes não pareciam naturais e isso comprometia as atuações dos atores. As cenas de apresentações de teatro foram bonitas, reconheço o valor artístico, mas não é pra mim, fiquei entediado e torcendo pra que acabassem logo, preferia ver mais do casal.
"Hamnet: A Vida Antes de Hamlet (2025)" é um filme tocante, acredito que pra quem esteja passando ou passou por um momento de luto, vai bater diferente do que foi pra mim. E por mais que eu tenha sido tocado e tivesse empatia pelos personagens, principalmente pela dor da Agnes, não chegou a me emocionar, às vezes eu lembrava que estava assistindo a um filme. É um problema que tenho com alguns longas do Oscar que tem cara de filme de Oscar, me desconecta, porque parece que foi pensado em agradar os críticos de premiações. Sinto isso até mesmo na atuação da Jessie Buckley, que foi muito elogiada nessa temporada, mas não me tocou pelos mesmos motivos, parece que já tinha o Oscar em mente. Gostaria de destacar a fotografia e o figurino, que acompanham as emoções dos personagens e vão ficando mais frios conforme a tristeza deles se estabelece.
A premissa desse filme é bem chamativa, até pelos pôsters e o título, já dá pra ter uma noção do que se trata (e do quão aflitivo pode ser). Mas assistindo ao filme, eu esperava um pouco mais de body horror e de gore. Os efeitos são bons e causam certa aflição (principalmente no desfecho e na cena das pernas na caverna), então justamente por isso, eu esperava que tivesse mais, porque tem potencial e são as cenas que mais se destacam. A mitologia por trás não é muito explicada, o que não acho que seja um ponto negativo, é bom deixar um pouco de mistério pro público. O desenvolvimento poderia ser melhor, não fiquei cansado enquanto assistia, mas tem muita enrolação até chegar nos finalmentes, o que pode desanimar alguns.
"Os Caras Malvados 2 (2025)" é um filme caótico, parece uma animação feita pra um tipo de crianças que gosta dessa ação frenética e de situações exageradas. Não é muito o meu estilo, mas ainda assim, eu me diverti, tem momentos engraçados que me trouxeram uma risada genuína e os personagens são carismáticos (coisa que eu já havia elogiado no primeiro). O roteiro é simples, mas tem seus méritos, gosto de como continua a estória do anterior e traz a questão dos vilões tentando se reintegrar na sociedade e a dualidade entre seguir o caminho certo ou não. Agora se for para comparar entre os trabalhos que a DreamWorks já entregou, acho esse filme bem fraco, mas também pode ser um pouco de saudosismo da minha parte, de achar que aquelas animações da minha infância eram melhores.
Eu esperava mais do plot twist desse filme, porque quando ele finalmente acontece, não me surpreendeu. Talvez por eu já ter sacado quem estava por trás de tudo, por mais que eu não soubesse as suas motivações exatas, chegou um ponto que tava muito óbvio. Não li o livro, então não sei até que ponto foi fiel ou não, mas o próprio roteiro se entrega por bater na mesma tecla de quem está sendo malvado demais e bonzinho demais (a duração longa também não ajuda nisso). Mas felizmente, eu fiquei envolvido o tempo tempo, tem uma construção de suspense interessante e o filme é conduzido de uma forma que dá vontade de saber o que está acontecendo. O trio formado por Brandon Sklenar, Sydney Sweeney e Amanda Seyfried (principalmente ela) roubam a cena e entregam bons momentos, nisso sobra o Michele Morrone (da trilogia de 365 Dias), que quase não aparece, o que foi a melhor decisão possível, esse cara é um desastre na atuação, melhor continuar como modelo.
P.S: A trilha musical é bem pop, com direito à Taylor Swift, Lana Del Rey, Reneé Rapp, entre outras.
"As Aventuras de um Anjo (1985)" não apresenta nada que eu já não tenha visto em um filme. O que não digo como algo negativo, porque o básico também funciona e foi o caso. Aqui o diferencial está no lado fantástico dentro do ambiente escolar, porque tudo está envolvido na motivação de um anjo ajudar um adolescente (o que rende efeitos especiais bem datados, mas acho um charme da época). Tem um plot twist que me pegou desprevenido, talvez nem seja uma reviravolta tão surpreendente pra maioria, mas pra mim foi. No mais, me diverti com o filme e gostei dos personagens, a trilha musical é bem clássica dos anos 80 e a clara referência à "Juventude Transviada (1955)" me ganhou.
"Diferenças Irreconciliáveis (1984)" tem uma narrativa muito interessante. Ele se passa no presente e por meio dos depoimentos de pai, mãe e filha no tribunal, somos apresentados aos flashbacks de como tudo se desenrolou. Esse recurso foi ótimo pra me manter engajado, porque tive várias sensações diferentes enquanto assistia. Comecei simpatizando e torcendo pelo casal, ficando feliz com as conquistas deles e depois quando tudo começa a desmoronar, fiquei com muita raiva do pai Albert, por ter arruinado tudo. Mas o roteiro é tão bem construído, que não tem um único culpado nessa história, a mãe Lucy também errou em alguns pontos, então eu terminei com muita pena da filha Casey (foi muito tocante aquele monólogo dela no fim, sobre a forma como era tratada, Drew Barrymore deu um show). Achei muito bonita a última cena, ela deixa no subtexto um certo perdão e como as coisas vão se desenrolar, e é uma lição bonita, no fim das contas, o perdão costuma ser a melhor saída.
"Um Hóspede do Barulho (1987)" é uma comédia aconchegante, que me tirou um sorriso do rosto várias vezes. É um tipo de humor simples, praticamente infantil e as situações não têm um peso drástico ou um senso de perigo (embora eu estivesse preocupado com o Harry durante o filme todo), mas é algo que funciona dentro dessa proposta. Tem uma crítica muito pertinente sobre essa cultura estadunidense de caçar e matar animais, tanto que a evolução do protagonista envolve essa temática, o que muito me agradou. Queria mais momentos do Harry com a família, achei que gastaram tempo demais nas fugas e perseguições, o que tirou tempo de tela das dinâmicas que eles poderiam ter tido juntos.
"Uma Questão de Escolha (1988)" tem aquela clássica atmosfera de comédia dos anos 80 que eu tanto amo, só isso já é o suficiente pra me agradar. Me diverti em vários momentos, tem um humor simples, mas ainda consegue ser efetivo. Queria dar uma nota maior, mas o desfecho não me agradou por vários motivos. O protagonista começa o filme dizendo que não ama sua noiva e que não a conhece direito, pra no final contradizer todo esse discurso, apenas porque o roteiro precisava que terminasse daquele jeito. No fim das contas, foi um final ruim para todos os três personagens, sem contar que tem uma mensagem muito machista por trás (mas entendo que na época isso não era tão discutido como é hoje em dia).
Homem-Aranha: Um Novo Dia
4.0 387Minha primeira experiência no cinema esse ano e já posso dizer que foi uma ótima escolha, é sempre bom quando a Marvel entrega um filme tão divertido assim. Gostei que o Homem-Aranha está mais maduro, embora ainda continue engraçado e carismático, agora ele carrega o peso do luto e da solidão. Sua nova dinâmica com a MJ foi uma das coisas que mais gostei, realmente torci pra que desse tudo certo e eles ficassem juntos. Outro acerto foi na introdução de uma nova personagem, que é usada nesse filme como antagonista e a forma como seus poderes são apresentados, foi bem interessante, quero ver mais dela no futuro. Tem algum deslize ou outro do roteiro no que diz respeito aos poderes de certos personagens, alguns são nerfados quando o roteiro precisa ou ficam fortes demais quando é conveniente (isso não é novidade em filmes do tipo, mas quando é melhor trabalhado, pode passar despercebido mais facilmente).
Assisti no dia 08/09/26
Casamento Sangrento: A Viúva
3.2 198 Assista AgoraNão sou muito fã quando uma sequência praticamente recria toda a dinâmica do anterior, com pequenas mudanças ali e aqui, mas que acabam resultando na mesma coisa. E é o que acontece aqui em "Casamento Sangrento: A Viúva (2026)", mesmo tendo me divertido e me deixado entretido o tempo todo, não é muito diferente do que eu já tinha visto no primeiro filme. Teria sido mais interessante se a irmã fosse a noiva que entrou numa família satanista maluca sem saber, nisso a protagonista Grace entraria em cena pra ajudar ela de alguma forma. Mas eu gostei dos novos personagens, eles são bem estabelecidos no roteiro, cada um com suas peculiaridades e características, rendem bons momentos. Só achei que forçaram muito a barra pra salvar as mocinhas (não que no outro filme não tivesse isso), mas aqui elas desviam de balas e se recuperam de ferimentos numa facilidade impressionante.
P.S: Mais um filme em que ouço "Total Eclipse of The Heart" em uma cena, se eu não amasse tanto essa música, já estaria de saco cheio.
Assisti no dia 02/09/26
Mestres do Universo
3.2 457 Assista AgoraEu estava com saudades de me divertir tanto assim assistindo a um filme. "Mestres do Universo (2026)" é despretensioso e não se leva a sério, o que gera momentos cômicos que funcionam. Até mesmo no vilão, que foge da mesmice que a maioria dos filmes de heróis vinham entregando, ele tem personalidade e é engraçado. É tudo muito colorido e cheio de vida, apesar que abusaram demais do uso de tela verde e nem sempre fica muito natural (a sequência de perseguição de naves é um exemplo disso), mas é um ponto negativo que dá pra passar despercebido. Gostei muito de como trataram a personalidade do protagonista, ele é fácil de gostar e se identificar (embora, às vezes, beira ao infantil, mas não me incomodou), fora que o ator é muito carismático também.
Assisti no dia 01/09/26
Os Estranhos: Capítulo Final
1.8 74 Assista Agora"Os Estranhos: Capítulo 3 (2026)" dá continuidade ao mesmo equívoco de seu antecessor: desenvolver o passado dos assassinos. Essa era a graça deles, não saber quem estava por trás das máscaras, nem suas motivações, isso deixava as coisas mais aterrorizantes, porque poderia ser qualquer um e poderia acontecer com qualquer pessoa, era tudo muito vago (e funcionava assim). Mas agora é tudo explicado nos mínimos detalhes e de forma bastante caricata, o que é pior ainda. O roteiro faz de tudo pra proteger a protagonista, até reconheço uma tentativa de subversão (em fazer a vítima tentar se colocar no lugar do assassino) e isso seria interessante se fosse bem trabalhado, o que não é o caso. Também me irrita os personagens que aparecem só pra morrer e não acrescentam em nada, mas é porque claramente não tinham estória o suficiente e precisavam enrolar pra dar a duração de um longa.
Assisti no dia 03/08/26
O Diabo Veste Prada 2
3.3 427 Assista AgoraNão lembrava muito da história do primeiro filme, mas de uma coisa tenho certeza, não fiquei entediado assistindo ele igual fiquei com esse aqui. "O Diabo Veste Prada 2 (2026)" tem o mesmo problema de algumas sequências que estão sendo feitas atualmente, ele não tem necessidade de existir, apenas se sustenta na nostalgia dos fãs. O roteiro é fraco, carece de um fio condutor que dê vontade de continuar assistindo, ele só apresenta situações e pequenos problemas pros personagens resolverem (e nem sequer chega a dar senso de urgência ou gravidade). Embora tenha um elenco muito bom e os personagens tenham boas tiradinhas vez ou outra (que me fizeram dar algumas risadas), não tenho muito o que elogiar, tentei acompanhar e me envolver com a estória, mas aquele monte de situações apressadas e pouco instigantes, me impediram.
Assisti no dia 02/08/26
Obsessão
3.9 931 Assista Agora"Obsessão (2026)" conseguiu a proeza de me causar desconforto mesmo sem nada chocante acontecendo em tela (ou pelo menos, durante boa parte, apenas no final que tem um pouco mais de gore). Isso se deve à direção, que estende certas situações num nível acima (quando você sente que a cena deveria acabar, mas ela continua) e às atuações, principalmente da dupla protagonista. Claro que a Inde Navarrette se destaca, seu papel é o que faz o longa ser o que ele é, às vezes ela é caricata demais, mas como o próprio filme não é 100% realista e usa de toques de humor, não destoa. Enquanto Michael Johnston é o completo oposto, sendo mais contido e introspectivo (exceto quando ele não está surtado ou morrendo de medo), dito isso, seu personagem me irritou profundamente, parabéns ao ator e ao roteiro.
Assisti no dia 01/08/26
Hokum: O Pesadelo da Bruxa
3.0 214 Assista AgoraA imagem de uma das criaturas desse filme (que até então, eu acreditava ser a da própria bruxa), me intrigou bastante, por ser bizarra e até um pouco cômica, queria ver como isso seria integrado no filme. E acabou que fiquei um pouco decepcionado, porque é algo que tem pouca relevância e a figura da bruxa é só mais uma mulher genérica que qualquer outro filme já fez igual. Mas enfim, decepções à parte, o roteiro me agradou pela forma com que vai desenrolando a estória aos poucos. Sempre tem algum novo desdobramento e isso manteve o meu interesse ligado, é um ritmo lento na medida certa. Também achei que pesaram demais a mão nos jump scares, muitos deles são gratuitos e sem grande impacto, mas pelo menos compensaram na boa atmosfera de terror e nas cenas de tensão.
Assisti no dia 20/06/26
Y2K: O Bug do Milênio
2.2 68 Assista AgoraQuero começar essa review dizendo que estou me sentindo velho, agora que os anos 2000 começaram a ser usados como referência nostálgica nos filmes. Mas enfim, "Y2K: O Bug do Milênio (2024)" se beneficia por não se levar a sério, gosto de quando o próprio filme tem consciência de seus absurdos. O problema é que em momento algum conseguiu me divertir, só achei bobo e sem graça, com personagens forçados (principalmente o amigo do protagonista, que o filme quer me fazer acreditar que é um poço de carisma) e situações repetitivas (como a do casal principal, já perdi a conta de quantas vezes vi esse mesmo drama adolescente). O que me agradou foram as referências e a estética da época, que foi bem representada, agora quanto à história, realmente não poderia me importar menos (e olha que eu tentei).
Assisti no dia 02/06/26
Velhos Bandidos
3.0 88 Assista AgoraO que me fez gostar de "Velhos Bandidos (2026)" vai muito além de sua premissa. É um filme que presta homenagem a grandes nomes da atuação brasileira, mesmo que em participações curtas, ainda é uma maneira de reconhecer quem merece. O roteiro discute sobre etarismo e a finitude da vida, mas sem perder a leveza e o bom humor, é um filme muito delicioso de se assistir. E isso se deve ao carisma e a química dos atores, eu consegui sentir que eles estavam se divertindo fazendo aquilo. Tem muita coisa absurda e que exige uma suspenção de descrença, mas é a proposta do filme desde o início, então não tive problema em me desprender da verossimilhança. Mais uma vez, fiquei impressionado com o quanto a Fernanda Montenegro é uma força da natureza em tudo o que toca e o que se propõe a fazer, ela é a alma e o grande destaque do filme.
Assisti no dia 01/06/26
Maldição da Múmia
3.0 337Resolvi assistir sem saber nada da estória, não vi nem um trailer sequer, apenas um leve burburinho em torno. Engraçado que o título fala de uma múmia e pela cena de abertura, até parece que esse será o foco, mas conforme vai se desenrolando, mais lembra um filme de possessão e exorcismo do que qualquer outra coisa. O gore foi o que mais me chamou atenção, não esperava que teria tanto, até mesmo nas morte off screen, tem uma dose generosa de aflição. O roteiro é mais do mesmo, lembra um monte de outros filmes (principalmente os com temática que mencionei acima), mas tem uma mitologia interessante e que é bem estabelecida, só achei que se prolonga demais, o que deixou minha experiência cansativa.
Assisti no dia 30/05/26
Faces of Death
2.8 72Eu gostei muito de como essa nova versão usou o original ao seu favor, achei criativo. Ele tem consciência da existência do anterior e usa isso na própria narrativa, já que o assassino aqui usa como base de inspiração pra cometer seus crimes. Nisso tem outra coisa que achei interessante, que foi intercalar entre a investigação da protagonista e o assassino indo atrás das vítimas, como um clássico slasher. O terceiro ato já é mais fraco, embora eu não ache que ele comprometa o filme, mas é aí que eu senti o roteiro dando umas derrapadas, ainda mais quando precisava proteger certos personagens. Também acho que poderia ter tipo um pouco mais de gore, já que o original era tão conhecido por isso, nesse daqui ficou devendo.
Assisti no dia 24/05/26
Drop: Ameaça Anônima
3.0 247Ultimamente eu ando meio desligado do audiovisual, então eu procurava por um filme ágil e que tivesse uma premissa instigante, pra me dar vontade de continuar assistindo. E "Drop: Ameaça Anônima (2025)" cumpriu bem esse papel. Eu estava curioso pra saber como as coisas iam se desenrolar e, por se passar quase todo em uma única ambientação, deixou tudo ainda mais centrado e dinâmico. O terceiro ato não me agradou muito, porque foi quando senti o roteiro protegendo demais a protagonista e criando situações difíceis de comprar. Não que o início também não tenha suas forçações de barra, como o vilão conseguindo manipular qualquer ação da protagonista, mas essa onipresença é mais fácil de comprar do que quando o filme vira pro lado do gênero de ação e da necessidade de um final feliz.
Assisti no dia 01/05/26
À Paisana
3.5 41 Assista Agora"À Paisana (2025)" tem um roteiro com boas intenções, fala sobre se descobrir enquanto indivíduo, aceitação, repressão, a dor de um amor que não pode existir... são temas que muitas pessoas podem se identificar, mas eu senti que o filme não trabalhou isso da melhor forma. Por mais que tivesse algo interessante acontecendo em tela, a montagem fazia quebras no ritmo, com cenas de flashback filmadas com estética VHS, que tiraram a minha imersão, ainda mais pra algo que deveria ter um peso dramático maior. A premissa tinha um potencial que parecia promissor, com toda aquela questão dos encontros falsos esquematizados por policiais (acredito que seja algo fictício criado pelo filme, porque se realmente acontecia isso, é muito lamentável), o que gera momentos tensos que funcionam, até poderia ser mais explorado.
Assisti no dia 27/04/26
Pânico 7
2.6 430 Assista AgoraDepois de ver esse filme sendo tão criticado e com uma média geral tão baixa, fui esperando uma bomba muito grande, mas ainda bem que não foi isso o que eu recebi. Reconheço que o filme tem momentos que me frustraram, como a abertura inicial (que não trouxe novidade, diferente de outras da franquia) e a revelação dos Ghostfaces, que foi bem decepcionante, assim como suas motivações (não parecem críveis e fortes o bastante pra sustentar suas ações). Mas no geral, é uma sequência mediana que entrega o que já esperamos da franquia e com os personagens que já têm nossa simpatia, com ênfase na Sidney (que está mais forte e preparada do que nunca, gostei muito de como o roteiro trabalhou a inteligência dela) e a Gale. O Ghostface também se mostrou muito presente, com golpes brutais (talvez seja o mais violento da franquia junto com o quinto) e algumas novidades tecnológicas em seus atos (a revelação de um deles já na metade do filme foi outra surpresa agradável, compensou a falta de novidade na abertura).
Assisti no dia 12/04/26
Natal Sangrento
2.7 57 Assista AgoraPra quem achou que esse filme seguiria a mesma linha do original (como eu), pode se surpreender. O ponto de partida é o mesmo, mas os desdobramentos são completamente diferentes. Até mesmo na personalidade do protagonista Billy, que deixa de ser um serial killer pra virar uma espécie de justiceiro (às vezes o filme até força a barra na maldade das vítimas pra justificar que a gente pode torcer pra um assassino, o maior exemplo disso é o evento secreto dos nazistas). Mas tem uma dinâmica interessante entre o Billy e o interesse amoroso dele, que muitas vezes me lembrou uma comédia romântica e no terceiro ato, a disputa entre um serial killer "do bem" e um "do mal", foi algo que eu ainda não tinha visto. É um filme bem humorado, com boas tiradinhas visuais e com um gore exagerado na medida. Não é tão sombrio como o filme dos anos 80, muito por conta da quantidade de comédia, mas acho válido toda vez que inovam em uma nova adaptação, é bom seguir por um caminho diferente.
Assisti no dia 03/04/26
Ato Noturno
3.1 18A premissa desse filme já me prendeu logo nos primeiros minutos, toda aquela tensão dos encontros proibidos do casal e as tensões nos ensaios do teatro, foram bem conduzidas pela direção e, com ajuda de uma fotografia marcante, despertou meu interesse. Isso se manteve durante todo o filme, até mesmo no terceiro ato, que tem uma virada brusca de tom, deixando o drama e o romance erótico de lado pra focar em um thriller, o que me agradou, mas ao mesmo tempo, foi responsável por entregar situações pouco críveis. Inclusive, os diálogos, de modo geral, poderiam ter sido melhor escritos, muitas vezes não pareciam naturais e isso comprometia as atuações dos atores. As cenas de apresentações de teatro foram bonitas, reconheço o valor artístico, mas não é pra mim, fiquei entediado e torcendo pra que acabassem logo, preferia ver mais do casal.
Assisti no dia 23/03/26
Hamnet: A Vida Antes de Hamlet
4.1 485 Assista Agora"Hamnet: A Vida Antes de Hamlet (2025)" é um filme tocante, acredito que pra quem esteja passando ou passou por um momento de luto, vai bater diferente do que foi pra mim. E por mais que eu tenha sido tocado e tivesse empatia pelos personagens, principalmente pela dor da Agnes, não chegou a me emocionar, às vezes eu lembrava que estava assistindo a um filme. É um problema que tenho com alguns longas do Oscar que tem cara de filme de Oscar, me desconecta, porque parece que foi pensado em agradar os críticos de premiações. Sinto isso até mesmo na atuação da Jessie Buckley, que foi muito elogiada nessa temporada, mas não me tocou pelos mesmos motivos, parece que já tinha o Oscar em mente. Gostaria de destacar a fotografia e o figurino, que acompanham as emoções dos personagens e vão ficando mais frios conforme a tristeza deles se estabelece.
Assisti no dia 15/03/26
Juntos
3.2 417 Assista AgoraA premissa desse filme é bem chamativa, até pelos pôsters e o título, já dá pra ter uma noção do que se trata (e do quão aflitivo pode ser). Mas assistindo ao filme, eu esperava um pouco mais de body horror e de gore. Os efeitos são bons e causam certa aflição (principalmente no desfecho e na cena das pernas na caverna), então justamente por isso, eu esperava que tivesse mais, porque tem potencial e são as cenas que mais se destacam. A mitologia por trás não é muito explicada, o que não acho que seja um ponto negativo, é bom deixar um pouco de mistério pro público. O desenvolvimento poderia ser melhor, não fiquei cansado enquanto assistia, mas tem muita enrolação até chegar nos finalmentes, o que pode desanimar alguns.
Assisti no dia 08/03/26
Os Caras Malvados 2
3.5 37 Assista Agora"Os Caras Malvados 2 (2025)" é um filme caótico, parece uma animação feita pra um tipo de crianças que gosta dessa ação frenética e de situações exageradas. Não é muito o meu estilo, mas ainda assim, eu me diverti, tem momentos engraçados que me trouxeram uma risada genuína e os personagens são carismáticos (coisa que eu já havia elogiado no primeiro). O roteiro é simples, mas tem seus méritos, gosto de como continua a estória do anterior e traz a questão dos vilões tentando se reintegrar na sociedade e a dualidade entre seguir o caminho certo ou não. Agora se for para comparar entre os trabalhos que a DreamWorks já entregou, acho esse filme bem fraco, mas também pode ser um pouco de saudosismo da minha parte, de achar que aquelas animações da minha infância eram melhores.
Assisti no dia 02/03/26
A Empregada
3.4 667 Assista AgoraEu esperava mais do plot twist desse filme, porque quando ele finalmente acontece, não me surpreendeu. Talvez por eu já ter sacado quem estava por trás de tudo, por mais que eu não soubesse as suas motivações exatas, chegou um ponto que tava muito óbvio. Não li o livro, então não sei até que ponto foi fiel ou não, mas o próprio roteiro se entrega por bater na mesma tecla de quem está sendo malvado demais e bonzinho demais (a duração longa também não ajuda nisso). Mas felizmente, eu fiquei envolvido o tempo tempo, tem uma construção de suspense interessante e o filme é conduzido de uma forma que dá vontade de saber o que está acontecendo. O trio formado por Brandon Sklenar, Sydney Sweeney e Amanda Seyfried (principalmente ela) roubam a cena e entregam bons momentos, nisso sobra o Michele Morrone (da trilogia de 365 Dias), que quase não aparece, o que foi a melhor decisão possível, esse cara é um desastre na atuação, melhor continuar como modelo.
P.S: A trilha musical é bem pop, com direito à Taylor Swift, Lana Del Rey, Reneé Rapp, entre outras.
Assisti no dia 01/03/26
As Aventuras de um Anjo
3.5 8 Assista Agora"As Aventuras de um Anjo (1985)" não apresenta nada que eu já não tenha visto em um filme. O que não digo como algo negativo, porque o básico também funciona e foi o caso. Aqui o diferencial está no lado fantástico dentro do ambiente escolar, porque tudo está envolvido na motivação de um anjo ajudar um adolescente (o que rende efeitos especiais bem datados, mas acho um charme da época). Tem um plot twist que me pegou desprevenido, talvez nem seja uma reviravolta tão surpreendente pra maioria, mas pra mim foi. No mais, me diverti com o filme e gostei dos personagens, a trilha musical é bem clássica dos anos 80 e a clara referência à "Juventude Transviada (1955)" me ganhou.
Assisti no dia 22/02/26
Diferenças Irreconciliáveis
3.2 12"Diferenças Irreconciliáveis (1984)" tem uma narrativa muito interessante. Ele se passa no presente e por meio dos depoimentos de pai, mãe e filha no tribunal, somos apresentados aos flashbacks de como tudo se desenrolou. Esse recurso foi ótimo pra me manter engajado, porque tive várias sensações diferentes enquanto assistia. Comecei simpatizando e torcendo pelo casal, ficando feliz com as conquistas deles e depois quando tudo começa a desmoronar, fiquei com muita raiva do pai Albert, por ter arruinado tudo. Mas o roteiro é tão bem construído, que não tem um único culpado nessa história, a mãe Lucy também errou em alguns pontos, então eu terminei com muita pena da filha Casey (foi muito tocante aquele monólogo dela no fim, sobre a forma como era tratada, Drew Barrymore deu um show). Achei muito bonita a última cena, ela deixa no subtexto um certo perdão e como as coisas vão se desenrolar, e é uma lição bonita, no fim das contas, o perdão costuma ser a melhor saída.
Assisti no dia 17/02/26
Um Hóspede do Barulho
2.5 91"Um Hóspede do Barulho (1987)" é uma comédia aconchegante, que me tirou um sorriso do rosto várias vezes. É um tipo de humor simples, praticamente infantil e as situações não têm um peso drástico ou um senso de perigo (embora eu estivesse preocupado com o Harry durante o filme todo), mas é algo que funciona dentro dessa proposta. Tem uma crítica muito pertinente sobre essa cultura estadunidense de caçar e matar animais, tanto que a evolução do protagonista envolve essa temática, o que muito me agradou. Queria mais momentos do Harry com a família, achei que gastaram tempo demais nas fugas e perseguições, o que tirou tempo de tela das dinâmicas que eles poderiam ter tido juntos.
Assisti no dia 12/02/26
Uma Questão de Escolha
3.3 20"Uma Questão de Escolha (1988)" tem aquela clássica atmosfera de comédia dos anos 80 que eu tanto amo, só isso já é o suficiente pra me agradar. Me diverti em vários momentos, tem um humor simples, mas ainda consegue ser efetivo. Queria dar uma nota maior, mas o desfecho não me agradou por vários motivos. O protagonista começa o filme dizendo que não ama sua noiva e que não a conhece direito, pra no final contradizer todo esse discurso, apenas porque o roteiro precisava que terminasse daquele jeito. No fim das contas, foi um final ruim para todos os três personagens, sem contar que tem uma mensagem muito machista por trás (mas entendo que na época isso não era tão discutido como é hoje em dia).
Assisti no dia 03/02/26