Produção brasileira eficiente e bem feita! Consegue recontar a historia com saudosismo (sem exageros) para as gerações que acompanharam o título de 1970 e fazer as gerações mais novas conhecerem mais de perto os detalhes do tricampeonato mundial brasileiro, nas figuras do Pelé, Jairzinho, Tostão, Rivellino, Carlos Alberto e outros. Contudo, quem rouba a cena mesmo é Rodrigo Santoro, com uma atuação sensacional de João Saldanha. Ele eleva o nível da produção.
Por fim: não existe futebol sem política. O futebol É político. Desde antes de 1930, o futebol é usado como chamariz, vitrine ou distração de governos nacionalistas e fascistas mundo afora. Manifestações políticas foram intensificadas por meio do futebol. Direitos foram conquistados por meio da repercussão do futebol. Times (como Corinthians, Vasco e Botafogo e respectivas direções) sofreram represálias por manifestarem-se politicamente em períodos antidemocráticos (enquanto outros foram alavancados). Gostar de futebol não significa ignorar a história e o contexto social da época.
Confesso que não estava esperando um mini documentário desses mostrando tantos detalhes dos bastidores já por agora (inclusive os brasões das casas e a sala comunal), pois achei que fariam suspense até estar mais próximo do lançamento da série, em dezembro.
Em poucos minutos, é possível perceber como levaram o nível de produção artística para outro patamar. É perceptível o investimento ($$) e o elevado nível dos profissionais. Adorei terem explicado que a série terá muita inspiração na natureza, por si só, pois realmente senti um cuidado maior em ser tudo natural, uma coisa meio magia da floresta, com muitos tecidos naturais e cuidado na reprodução dos animais místicos.
Nós, fãs, podemos ficar despreocupados, pois creio que a HBO não irá deixar nada a desejar.
Assistir Hamlet, um filme que fala muito sobre luto, vida, morte e o papel da arte, no mesmo dia em que terminei de ler "A Morte de Ivan Ilitch" com certeza teve um significado a mais para mim.
Não, Marty Reisman não engravidou a amiga de infância nem deixou um olho roxo no marido dela, não teve um affair com uma estrela de cinema mais velha, não despencou de andar de um hotel dentro de uma banheira, não teve um arquirrival japonês específico no tênis de mesa, nem metade das pirotecnias que o filme insere para deixar tudo mais caótico.
Apesar dessa estratégia de roteiro original (pouquíssimo realista) ser criativa e um pouco cansativa, passa a mensagem necessária: às vezes, tudo que você precisa é ter uma autoestima masculina delirante.
"Elio" é fofo, divertido, e uma bela homenagem ao "Cosmos" de Carl Sagan. O universo e toda a aventura construída lembra (e talvez tenha tido uma certa inspiração) nos filmes de Spielberg, o que traz um ar de nostalgia. Se essa animação tivesse sido lançada nos anos 80/90 certamente teria sido um marco, mas na era atual, o público é mais exigente e menos impressionável.
Os personagens são interessantes, mas acredito que o universo desenvolvido é muito amplo e tem potencial para ser mais explorado. Espero que tenha uma continuação bem inspirada que faça jus ao trabalho do primeiro filme.
Gosto mais da ideia do que da execução em si. Porém, é um bom filme.
É divertido ver o narcisismo de Lourenço, que gasta uma grana com a compra de objetos inúteis, como uma prótese de perna de um homem que faleceu e, ao mesmo tempo, se nega a gastar dinheiro para resolver problemas que lhe trariam mais resultado, como o fatídico ralo.
Apesar do estilo de edição e algumas piadas terem ficado datadas, a história permanece atual.
Gostei muito de como esse filme aborda identidade e autoestima, especialmente a autoestima masculina, tema que ainda é tabu para muitos homens.
Matar a sua antiga versão rejeitada e criar uma nova personalidade pode até funcionar no início, com "Guy Moretz" conquistando uma suposta carreira bem-sucedida de corretor e algumas mulheres, assim como a liberdade e o alívio de não ser notado na rua. Contudo, a liberdade de ser "normal" ou até "bem visto" tem um preço a se pagar quando você não tem mais nada internamente para acrescentar.
A frase final do filme... "você não mudou nada" e a mulher desconhecida olhando para ele (com um véu preto, simbolizando o que poderia ter vivido) revelam a covardia e o arrependimento de quem nunca teve coragem de viver de verdade.
Bom curta da diretora e roteirista Victoria Warmerdam, dos Países Baixos. Apesar dela só ter dirigido curtas até o momento, já a considero talentosa e com visão crítica para a tecnologia e seus impactos.
"I'm Not a Robot", apesar de simples, consegue traçar linhas de discussão interessantes sobre o que nos faz, de fato, sermos humanos, e até questões filosóficas (nossa vontade é nossa ou é fruto da vontade dos outros? existe destino ou determinismo nas nossas ações?)
Na parte técnica, achei muito bem elaborado o plano sequência da Lara tentando entrar em contato com o namorado via celular. A angústia de buscar o local mais adequado e livre de pessoas pra expressar o pensamento mais doido que já veio à sua cabeça, enquanto é várias vezes interrompida.
É artístico, contemplativo e traz uma esfera de suspense interessante.
Como alguns já disseram, gostaria de ter gostado mais do que de fato gostei, mas todas as minhas experiências com Godard foram parecidas: o filme tem mais pretensão do que execução, e o problema não é a época e tampouco uma alta complexidade do roteiro.
Há ficções científicas antigas melhores, como 2001: Uma Odisseia no Espaço (1968), Blade Runner (1982) e Brazil: o Filme (1985). Contudo, vale pela presença de Anna Karina, por algumas frases intrigantes e por misturar Sci-fi com nouvelle vague.
Eu amo musicais, mas esse filme é o exemplo perfeito para explicar porque as pessoas, no geral, odeiam musicais. Senti tanta vergonha alheia que quase parei de assistir no meio. Não consegue ser bom ou cativante em nada que propõe, nem nos arranjos musicais, nem na história, que é uma cópia mal feita do anterior, sem frescor nenhum. É isso que os jovens atuais chamam de "cringe"?
Mini série de 3 episódios, com 1 hora cada, que poderia facilmente ser um documentário único de 90 minutos.
Esperava que aprofundasse mais sobre o vazamento de dados, as medidas tomadas e as consequências legais e financeiras do vazamento para a empresa e os consumidores (eles citam que alguns usuários processaram a plataforma, mas não dão detalhes. Além disso, há relatos de pessoas que foram chantageadas por terceiros, o que nem foi citado).
Assim, para quem gosta de negócios, setor financeiro, segurança da informação, entre outros, infelizmente o foco não é esse. Apenas o 2º episódio foca mais no incidente de segurança, enquanto o 1º introduz a empresa e alguns clientes afetados e o 3º foca em algumas consequências e no casal protagonista (Sam e Nia).
Swiney: "We must work. We must make money. But more than that, Bella, we must experience everything. Not just the good, but degradation, horror, sadness. This makes us whole, Bella, makes us people of substance. Not flighty, untouched children. Then we can know the world. And when we know the world, the world is ours."
Tinha receio desse filme se render a uma visão fetichista vazia da personagem principal ou ter uma direção meio Lars Von Trier. Felizmente, quem dirigiu é o ótimo Yorgos Lanthimos, que aqui mostra o quanto amadureceu desde Dente Canino. Isso é CINEMA!
A busca incessante da liberdade feminina, a autodescoberta, o toque despolido, o empirismo intrínseco da personagem. Tudo deve ser experienciado, nada dito deve ser tomado como verdade absoluta. Se o mundo está disponível pra ser descoberto, por que não vivenciá-lo? Ao não possuir amarras pré-concebidas pela sociedade, Bella aluga um triplex na cabeça dos personagens masculinos em todas as esferas, ao acreditarem que pertencimento tem a ver com posse.
Nenhuma cena é incessantemente longa, desnecessária ou piegas. Tudo se encaixa e se conecta pra representar a jornada de crescimento pessoal de Bella. Para além das diversas camadas que o filme trás, é divertidíssimo. Uma experiência sensorial para ser vista no cinema e refletida por dias, para além do óbvio e do dito.
Sob o título "Sobre Meu Pai" no Prime Video, é uma história divertida e liberada para assistir com a família. Eu, no caso, assisti com meus avós, que riram bastante. A comédia não inova, mas De Niro está tranquilo e confiante.
Acho que nunca assisti um filme de natal tão ruim. Quando vou assistir um filme como esse, é claro que já espero um clichê natalino, final feliz e pouca inventividade, mas ainda assim esse filme conseguiu ser pior e menos inspirado do que eu imaginava. Roteiro extremamente preguiçoso, não vale nem pelo retorno da Lindsay, que está péssima aqui.
É legal ver as primeiras inspirações do Miyazaki e como ele evoluiu de lá até as maravilhosas histórias da Ghibli. Se reparar, alguns elementos marcantes dele estão presentes desde esse curta de 1972: a personagem feminina protagonista, a representação da natureza, os espaços de silêncio e a busca por valores universais, como independência e família.
A série demora a pega no ritmo e, quando pega, cortam no climax, quase como que tirando doce da boca da criança.
Acho que nem todo mundo vai gostar, mas é uma série divertida, com fotografia impecável e uma pegada retrofuturista que irá agradar quem curte essa pegada comédia, constrangimento, nonsense e filosofia misturados.
Os dois últimos episódios são nota 5 enquanto os demais episódios são nota 3,5.
"This Is the life you've been given. And that's another life and you don't get that one. So do something with this."
Tirando a duração arrastada (filme pareceu ter 3 horas), o terceiro ato é bom e surpreende. Seria ainda melhor se tivesse focado mais no suspense investigativo e menos no drama.
Sabe a sensação de sentar numa mesa de bar e ouvir alguém falar com entusiasmo e brilho nos olhos sobre o que mais ama e entende? Aquele assunto que você não entende quase nada, mas se empolga por ver a felicidade da outra pessoa ao falar sobre isso?
Adoro as nuances de episódios como esse. Nesse episódio, ficamos sabendo o que aconteceu com o irmão do Joel, seu gosto por café, a inocência de Ellie em não saber quase nada sobre o mundo antes dela (de ravioli a trocadilhos antigos) ao mesmo tempo que vemos ela usando uma arma pela primeira vez (achei que demoraria mais tempo pra isso acontecer). Nisso, percebemos o quanto Joel gostaria de preservar a inocência de Ellie ao deixá-la longe de armas e outras coisas que, como ele mesmo diz, não é justo que uma menina de 14 anos precise vivenciar, mas a coragem de Ellie em salvá-lo prova a Joel algo que ele infelizmente precisa confrontar: a preservação que ele tenta ter com Ellie, como uma espécie de redenção do que aconteceu com a sua filha, não é mais importante do que a própria autodefesa pra sobreviver nesse mundo.
Brasil 70: A Saga do Tri
3.8 67 Assista AgoraProdução brasileira eficiente e bem feita! Consegue recontar a historia com saudosismo (sem exageros) para as gerações que acompanharam o título de 1970 e fazer as gerações mais novas conhecerem mais de perto os detalhes do tricampeonato mundial brasileiro, nas figuras do Pelé, Jairzinho, Tostão, Rivellino, Carlos Alberto e outros. Contudo, quem rouba a cena mesmo é Rodrigo Santoro, com uma atuação sensacional de João Saldanha. Ele eleva o nível da produção.
Por fim: não existe futebol sem política. O futebol É político. Desde antes de 1930, o futebol é usado como chamariz, vitrine ou distração de governos nacionalistas e fascistas mundo afora. Manifestações políticas foram intensificadas por meio do futebol. Direitos foram conquistados por meio da repercussão do futebol. Times (como Corinthians, Vasco e Botafogo e respectivas direções) sofreram represálias por manifestarem-se politicamente em períodos antidemocráticos (enquanto outros foram alavancados). Gostar de futebol não significa ignorar a história e o contexto social da época.
À Procura de Harry: A Arte por Trás da Magia
3.7 3 Assista AgoraConfesso que não estava esperando um mini documentário desses mostrando tantos detalhes dos bastidores já por agora (inclusive os brasões das casas e a sala comunal), pois achei que fariam suspense até estar mais próximo do lançamento da série, em dezembro.
Em poucos minutos, é possível perceber como levaram o nível de produção artística para outro patamar. É perceptível o investimento ($$) e o elevado nível dos profissionais. Adorei terem explicado que a série terá muita inspiração na natureza, por si só, pois realmente senti um cuidado maior em ser tudo natural, uma coisa meio magia da floresta, com muitos tecidos naturais e cuidado na reprodução dos animais místicos.
Nós, fãs, podemos ficar despreocupados, pois creio que a HBO não irá deixar nada a desejar.
Hamnet: A Vida Antes de Hamlet
4.1 486 Assista AgoraAssistir Hamlet, um filme que fala muito sobre luto, vida, morte e o papel da arte, no mesmo dia em que terminei de ler "A Morte de Ivan Ilitch" com certeza teve um significado a mais para mim.
Marty Supreme
3.6 379 Assista AgoraPra quem for assistir: não vá esperando um filme de biografia, já que uns 80% do filme e dos personagens é inventado:
Não, Marty Reisman não engravidou a amiga de infância nem deixou um olho roxo no marido dela, não teve um affair com uma estrela de cinema mais velha, não despencou de andar de um hotel dentro de uma banheira, não teve um arquirrival japonês específico no tênis de mesa, nem metade das pirotecnias que o filme insere para deixar tudo mais caótico.
Apesar dessa estratégia de roteiro original (pouquíssimo realista) ser criativa e um pouco cansativa, passa a mensagem necessária: às vezes, tudo que você precisa é ter uma autoestima masculina delirante.
O Clube do Crime das Quintas-Feiras
3.3 125 Assista AgoraChatinho. Demorei 3 ou 4 dias pra terminar de assistir.
Edifício Master
4.3 402 Assista Agora"Como são admiráveis as pessoas que nós não conhecemos bem."
Millôr Fernandes
Elio
3.3 140"Elio" é fofo, divertido, e uma bela homenagem ao "Cosmos" de Carl Sagan. O universo e toda a aventura construída lembra (e talvez tenha tido uma certa inspiração) nos filmes de Spielberg, o que traz um ar de nostalgia. Se essa animação tivesse sido lançada nos anos 80/90 certamente teria sido um marco, mas na era atual, o público é mais exigente e menos impressionável.
Os personagens são interessantes, mas acredito que o universo desenvolvido é muito amplo e tem potencial para ser mais explorado. Espero que tenha uma continuação bem inspirada que faça jus ao trabalho do primeiro filme.
O Cheiro do Ralo
3.7 1,1K Assista AgoraGosto mais da ideia do que da execução em si. Porém, é um bom filme.
É divertido ver o narcisismo de Lourenço, que gasta uma grana com a compra de objetos inúteis, como uma prótese de perna de um homem que faleceu e, ao mesmo tempo, se nega a gastar dinheiro para resolver problemas que lhe trariam mais resultado, como o fatídico ralo.
Apesar do estilo de edição e algumas piadas terem ficado datadas, a história permanece atual.
Um Homem Diferente
3.5 171 Assista AgoraGostei muito de como esse filme aborda identidade e autoestima, especialmente a autoestima masculina, tema que ainda é tabu para muitos homens.
Matar a sua antiga versão rejeitada e criar uma nova personalidade pode até funcionar no início, com "Guy Moretz" conquistando uma suposta carreira bem-sucedida de corretor e algumas mulheres, assim como a liberdade e o alívio de não ser notado na rua. Contudo, a liberdade de ser "normal" ou até "bem visto" tem um preço a se pagar quando você não tem mais nada internamente para acrescentar.
A frase final do filme... "você não mudou nada" e a mulher desconhecida olhando para ele (com um véu preto, simbolizando o que poderia ter vivido) revelam a covardia e o arrependimento de quem nunca teve coragem de viver de verdade.
I’m Not a Robot
3.4 40Bom curta da diretora e roteirista Victoria Warmerdam, dos Países Baixos. Apesar dela só ter dirigido curtas até o momento, já a considero talentosa e com visão crítica para a tecnologia e seus impactos.
"I'm Not a Robot", apesar de simples, consegue traçar linhas de discussão interessantes sobre o que nos faz, de fato, sermos humanos, e até questões filosóficas (nossa vontade é nossa ou é fruto da vontade dos outros? existe destino ou determinismo nas nossas ações?)
Na parte técnica, achei muito bem elaborado o plano sequência da Lara tentando entrar em contato com o namorado via celular. A angústia de buscar o local mais adequado e livre de pessoas pra expressar o pensamento mais doido que já veio à sua cabeça, enquanto é várias vezes interrompida.
Alphaville
3.9 185É artístico, contemplativo e traz uma esfera de suspense interessante.
Como alguns já disseram, gostaria de ter gostado mais do que de fato gostei, mas todas as minhas experiências com Godard foram parecidas: o filme tem mais pretensão do que execução, e o problema não é a época e tampouco uma alta complexidade do roteiro.
Há ficções científicas antigas melhores, como 2001: Uma Odisseia no Espaço (1968), Blade Runner (1982) e Brazil: o Filme (1985). Contudo, vale pela presença de Anna Karina, por algumas frases intrigantes e por misturar Sci-fi com nouvelle vague.
Meninas Malvadas
3.0 254 Assista AgoraEu amo musicais, mas esse filme é o exemplo perfeito para explicar porque as pessoas, no geral, odeiam musicais. Senti tanta vergonha alheia que quase parei de assistir no meio. Não consegue ser bom ou cativante em nada que propõe, nem nos arranjos musicais, nem na história, que é uma cópia mal feita do anterior, sem frescor nenhum.
É isso que os jovens atuais chamam de "cringe"?
Ashley Madison: Sexo, Mentiras e Escândalo
3.1 24 Assista AgoraMini série de 3 episódios, com 1 hora cada, que poderia facilmente ser um documentário único de 90 minutos.
Esperava que aprofundasse mais sobre o vazamento de dados, as medidas tomadas e as consequências legais e financeiras do vazamento para a empresa e os consumidores (eles citam que alguns usuários processaram a plataforma, mas não dão detalhes. Além disso, há relatos de pessoas que foram chantageadas por terceiros, o que nem foi citado).
Assim, para quem gosta de negócios, setor financeiro, segurança da informação, entre outros, infelizmente o foco não é esse. Apenas o 2º episódio foca mais no incidente de segurança, enquanto o 1º introduz a empresa e alguns clientes afetados e o 3º foca em algumas consequências e no casal protagonista (Sam e Nia).
Pobres Criaturas
4.1 1,3K Assista AgoraSwiney: "We must work. We must make money. But more than that, Bella, we must experience everything. Not just the good, but degradation, horror, sadness. This makes us whole, Bella, makes us people of substance. Not flighty, untouched children. Then we can know the world. And when we know the world, the world is ours."
Pobres Criaturas
4.1 1,3K Assista AgoraTinha receio desse filme se render a uma visão fetichista vazia da personagem principal ou ter uma direção meio Lars Von Trier. Felizmente, quem dirigiu é o ótimo Yorgos Lanthimos, que aqui mostra o quanto amadureceu desde Dente Canino. Isso é CINEMA!
A busca incessante da liberdade feminina, a autodescoberta, o toque despolido, o empirismo intrínseco da personagem. Tudo deve ser experienciado, nada dito deve ser tomado como verdade absoluta. Se o mundo está disponível pra ser descoberto, por que não vivenciá-lo? Ao não possuir amarras pré-concebidas pela sociedade, Bella aluga um triplex na cabeça dos personagens masculinos em todas as esferas, ao acreditarem que pertencimento tem a ver com posse.
Nenhuma cena é incessantemente longa, desnecessária ou piegas. Tudo se encaixa e se conecta pra representar a jornada de crescimento pessoal de Bella. Para além das diversas camadas que o filme trás, é divertidíssimo. Uma experiência sensorial para ser vista no cinema e refletida por dias, para além do óbvio e do dito.
Meu Pai É Um Perigo
3.0 39 Assista AgoraSob o título "Sobre Meu Pai" no Prime Video, é uma história divertida e liberada para assistir com a família. Eu, no caso, assisti com meus avós, que riram bastante. A comédia não inova, mas De Niro está tranquilo e confiante.
Uma Quedinha de Natal
2.7 235Acho que nunca assisti um filme de natal tão ruim.
Quando vou assistir um filme como esse, é claro que já espero um clichê natalino, final feliz e pouca inventividade, mas ainda assim esse filme conseguiu ser pior e menos inspirado do que eu imaginava. Roteiro extremamente preguiçoso, não vale nem pelo retorno da Lindsay, que está péssima aqui.
O Sol de Yuki
3.2 21 Assista AgoraÉ legal ver as primeiras inspirações do Miyazaki e como ele evoluiu de lá até as maravilhosas histórias da Ghibli. Se reparar, alguns elementos marcantes dele estão presentes desde esse curta de 1972: a personagem feminina protagonista, a representação da natureza, os espaços de silêncio e a busca por valores universais, como independência e família.
Yamada-kun to Lv999 no Koi wo Suru
4.1 7 Assista AgoraMuito fofo! Me surpreendeu. Gostei bastante da Akane e do Yamada
Ruptura (1ª Temporada)
4.5 876 Assista AgoraA série demora a pega no ritmo e, quando pega, cortam no climax, quase como que tirando doce da boca da criança.
Acho que nem todo mundo vai gostar, mas é uma série divertida, com fotografia impecável e uma pegada retrofuturista que irá agradar quem curte essa pegada comédia, constrangimento, nonsense e filosofia misturados.
Os dois últimos episódios são nota 5 enquanto os demais episódios são nota 3,5.
"This Is the life you've been given. And that's another life and you don't get that one. So do something with this."
O Pálido Olho Azul
3.3 293 Assista AgoraTirando a duração arrastada (filme pareceu ter 3 horas), o terceiro ato é bom e surpreende. Seria ainda melhor se tivesse focado mais no suspense investigativo e menos no drama.
Vulcões: A Tragédia de Katia e Maurice Krafft
3.9 69 Assista AgoraSabe a sensação de sentar numa mesa de bar e ouvir alguém falar com entusiasmo e brilho nos olhos sobre o que mais ama e entende? Aquele assunto que você não entende quase nada, mas se empolga por ver a felicidade da outra pessoa ao falar sobre isso?
É essa a sensação nos 90 minutos desse doc.
The Last of Us (1ª Temporada)
4.4 1,2K Assista Agora1x04:
Adoro as nuances de episódios como esse. Nesse episódio, ficamos sabendo o que aconteceu com o irmão do Joel, seu gosto por café, a inocência de Ellie em não saber quase nada sobre o mundo antes dela (de ravioli a trocadilhos antigos) ao mesmo tempo que vemos ela usando uma arma pela primeira vez (achei que demoraria mais tempo pra isso acontecer). Nisso, percebemos o quanto Joel gostaria de preservar a inocência de Ellie ao deixá-la longe de armas e outras coisas que, como ele mesmo diz, não é justo que uma menina de 14 anos precise vivenciar, mas a coragem de Ellie em salvá-lo prova a Joel algo que ele infelizmente precisa confrontar: a preservação que ele tenta ter com Ellie, como uma espécie de redenção do que aconteceu com a sua filha, não é mais importante do que a própria autodefesa pra sobreviver nesse mundo.
Mundo Estranho
3.0 143 Assista AgoraTão esquecível que assisti há umas 3 semanas e até esqueci de adicionar aqui.
Ainda bem que essa bomba não é da Pixar, só da Disney mesmo.