O ultimo episódio fecha de forma certeira e competente uma série que começa não sendo coesa, e sem intuito, mas o ultimo episódio fecha revelador e competente, demonstra caminho e sela esse universo rico em histórias e personagens. Ah e claro o traço da animação é lindo !!
Muito boa ! No hiato deixado por "Stranger Things", mas aqui usando um ìcone ja visto em outras obras de terror, apostando também em um elenco jovem carismatico, a série funciona como um "prequel" digno da história de "It - Pennywise". Eles não distorcem o que Stephen King, escreveu lá atrás, se debruçam sobre o que ja foi feito e coloca uma outra perspectiva, no material rico de livro e fimes. Filme que em muitos momentos dosa no "gore" e violencia, aqui não tendo meio termo desde o primeiro capitulo. Elenco jovem e carismático, aliado a uma direção segura e em uma produção que reconstitui a época perfeitamente. Època turbulenta cheia de tensões e medos de uma geração atormentada e paranóica, prato cheio para o "palhaço dançarino". O "fanservice" é bem feito para os fãs das obras de king, mas que não serve de muleta de roteiro, pois a série acaba sendo instigante por si só. Aguardo a mesma qualidade nas próximas temporadas que contarão outras histórias canonicas da "aprazivel" Derry.
O filme que melhor faz jus a icônica primeira família da Marvel, e faz isso de forma enxuta sem malabarismos ou recontar histórias que o fã já conhece, e se o faz é de forma rápida e enxuta, constrói bem a química entre os personagens sem exagero sem estereótipos passados. Claro "não inventa a roda", como também não se desvincula da tal "formula Marvel", mas é prazeroso assistir, bem cuidado, atores ótimos muito bem escalados. Julia Garner como "Shalla Bal" foi um achado, E Vanessa Kirby constrói bem sua Sue Richards no dilema entre ser heroína e mãe. Elenco ótimo, efeitos quase perfeitos(Até que enfim um GALACTUS !!), nos fazem esperar por mais nessa nova saga Marvel. Um filme redondinho que se redime á respeito do que foi feito antes, e que nos deixa ansiosos pelo papel desses personagens no que ainda esta por vir.
Sai do cinema com essa visão : é o superman que precisavamos. Houve o momento do superman de Cavill\Snyder do qual gosto muito, mas hoje parece ser necessario e condizente esse mais "humano" e ao mesmo tempo mais preocupado com seu aspecto alien de Gunn e Corenswet. Ele tem esse tom menos sisudo e próximo nessa construção de Gunn, do que foi o de Reeve. O filme todo remonta ao primeiro Superman seja no simples resgate da iconica trilha, seja no tom mais leve e cartunesco, calcado na fotografia colorida. A quimica entre Lois ( a lindissima Rachel Brosnahan) e Clark é evidente e bem construido. Ela é perpiscaz e combativa mesmo com Clark, questionando seus metodos e resoluções. Nicholas Hoult faz de seu Lex Luthor mais sinistro assustador mas sem deixar de ser caricato e na medida do possivel engraçado nessa megalomania invejosa. Os novos personagens exigiam um pouco mais de tempo de tela principalemente Mulher - Gavião, mas não compromete nessa primeira aparição deles, vamos ver como se saem na segunda temporada de "Pacificador. O filme abraça esse tom mais aventuresco e consegue trazer de forma contundente os mesmos questionamentos que sempre permeiam o personagem . James Gunn imprime emoção sem ser piegas da mesma forma que em seus "guardiões". Vamos ver como as peças colocadas aqui se encaixam nesse relutante Universo DC, mas visto como peça solta é divertido respeitoso, homenageando o superman classico, mas apontando um futuro
Competente ficção\Thriller sobre Ovinis do meio dos anos 90. Apoiado em boas atuações (Patrick Wilson, D.B Sweeney e o ótimo e saudoso Craig Sheffer) e também na sobriedade no tratamento do fato, baseado em acontecimentos reais. Os efeitos são bem competentes, não soam datados, mantendo a coesão da história. Bom filme sobre assunto se mantendo atual e misterioso pelos fatos ainda não serem totalmente conclusivos.
Vi esse filme no fim de semana, e ele falou comigo de diversas maneiras. Nâo é só um filme de vampiros competente. È um atestado de ancestralidade, cultura e musica negra. Demonstrando os percalços de minorias marginalizadas desde sempre, em todo mundo. Ryan Coogler conseguiu fundir generos, sendo competente em todos eles . Referenciando fatos e trazendo mensagens oportunas para nosso atual momento, revestidas de um filme de terror competente. Ryan Coogler deu o nome aqui.
È 8 ou 80, vai de um extremo ao outro muito rapido. Pode ser imbecil e nonsense, mas também meigo, bobo e doloroso. Gostei dos personagens, e da construção unica de cada um deles. Espero no minimo mesmo nível na segunda temporada. Estava orfão de anime, encontrei esse, mas já to orfão de novo.
Bizarro, claustrofobico, um thriller psicologico do mesmo diretor de "Oddity", esse menos polido, mais confuso . E isso nem é um problema, não ha necessidade do "didatismo", o que o filme não explica é o que instiga. Há a trilha sonora marcante, objetos importantes e descontextualizados e as construções de "jumpscares" competentes. Bom filme de um diretor promissor do genero.
O filme usa o original como referencia e há cenas que se assemelham, mas podia muito bem ser outro filme, ter outro nome. O original é ousado, tenso, sombrio. O que me parece um pouco diluido nesse. Hà a tensão e a atuação de Macvoy é ótima, ele segura o filme de forma competente e insana. Assista os dois e tire suas próprias conclusões. Gostei muito dessa versão, mas o original é mais instigante e sem amarras.
È, "Deadpool & Wolverine" prometeu e cumpriu em demasia. "Fanservice" bom e bem feito, mas o filme ao meu ver, não se sustenta apenas nisso, é divertido, bem construido. Você enxerga os motivos de toda essa jornada do herói.. e esse termo soa batido e clichê e acho que de forma inteligente o filme brinca com isso.Tratando de forma que você consegue enxergar os intuitos e as motivações. Você ve os porques desses dois "outsiders" marginalizados, em histórias maiores se unirem pra um bem maior e comum. Você entende a roupa suja lavada, os dedos nas caras e os momentos em que Logan consegue dar a Wade o choque de realidade, o colocando em seu lugar..sem tagarelar, quieto ruminando toda sua pequenez no grande quadro que é o Universo\MCU. Acho isso muito bem feito, seja pelas falas bem construidas e pelas atuações sólidas desses dois atores que se conhecem como atores/amigos e pela compreensão de seus personagens e do momento deles, nessa grande e enferrujada engrenagem do MCU. "Jesus da Marvel", divisor de aguas dentro do que ja foi feito até agora, não sei,o tempo dirá. Mas traz o frescor necessário, num hesitante momento dos vistos "filmes de herói", Emma Corrin também traz isso, o que não gera surpresa dado sua competencia em outras séries cuja sua carga dramatica ja tinha sido testada. Falar algo mais pode estragar a experiencia de cada um ao assistir no filme, mas é coeso com o que foi feito até agora , tanto na franquia do "merc with a mouth", quanto o inserido no contexto geral. Òtimo, divertido, verborragico e violento. E isso como elogio.
Impecavel como animação, bonita esteticamente, e muito respeitosa com a animação dos anos 90 e com o vasto material que vem da aclamada HQ. Vc como fã antigo ou apenas um admirador de belas histórias se sente encantado com a riqueza das histórias desse arco e com a profundidade e complexidade de cada personagem apresentado. Torço pra algo parecido quando vier os filmes. Porque em questão de animação essa respeita tanto o legado do que foi feito nos anos 90..quanto lança um futuro promissor pra que a de vir á frente. Perfeita !!!
Uma "dramédia" afiada, bem escrita no humor, na construção de seus personagens e na forma crítica que discute como a cultura afro-anericana é trabalhada e principalmente consumida pelos estadunidenses.Onde fica clara a predileção, por consumirem apenas um pequeno aspecto dessa cultura. Apenas quando ela é pausterizada, colocada de forma servil, e estereotipada. E a luta de "Monk" é demonstrar esse outro aspecto, mas suas ações em prol disso são minimizadas e colocadas em lugar comum. Òtima atuação de Jefrey Wright que consegue colocar todos os aspectos de uma dificil e ironica personalidade, cansada de se curvar ao que o mercantilismo midiatico á respeito da cultura afro procura. E também se desdobrando no cuidado com uma retalhada e disfuncional familia, cercada de segredos e ressentimentos. Filme competente e agil nos assuntos abordados. E que nos faz pensar o quanto representatividade é importante, pra não ficarmos presos em uma superficie bem rasa ao tratar de etnia e cultura, que por muito tempo é estereotipada e negligenciada. Filmaço.
Muito bonito, "bittersweet", algo próximo do real, do romance real, sem se prender a cliches, é a vida real, com escolhas reais. Tratado com maturidade, sutileza e alguma melancolia. Gostei, porque parece algo próximo da gente, experiencias parecidas com as nossas, vividas, vivenciadas, em menor ou maior grau.
È dificil entender o que o fã da Marvel espera dos filmes após os eventos de "Guerra Infinita" e "Ultimato". O que viria depois seriam esses filmes pra meio que preparar o publico pra coisas maiores que viessem depois, em conjunto com as series do serviço de stream. E acho que esse cumpre seu papel. divertido rapido, uma história de encontros e reencontros forçados onde cada protagonista tem sua importancia, seu momento e dentro disso constrói uma qumica legitima onde cada uma demonstra seu talento e carisma. Brie Larson, aqui consegue essa construção mais afinada de sua Capitã/ Carol com suas agruras e fardos a serem carregados, na sua falta, seja com suas obrigações como heroína humana e falha ou seja como uma membro ausente de uma familia falha. Seus momentos com Monica (Teynoah Parris, perfeita) trazem essa culpa e o não saber como agir. Gosto muito de Iman Vilani como Ms. Marvel o olhar infantil e de idolatria pra sua heroína e idolo. O deslumbre dela em estar em contato com Carol e Fury são bem divertidos.Mas que é bem aquele ditado : nunca conheça seus heróis. Apesar de todo "Hate" acho que o filme se sustenta sobre a concentração desse trío, que pra mim funciona muito bem nos momentos comicos e nonsense, assim como onde ha a necessidade de um certo drama. Me divertiu, acho que da pra fazer melhor, assim com em outras produções da Marvel mas não é terra arrasada. È um caminho a ser pavimentado, pra coisas maiores que vem por aí.
Ahsoka conseguiu, assim como "o Mandaloriano" antes, ser mais competente, inspirado emocional e divertido do que essa ultima enfadonha trilogia de "Star Wars" no cinema. Motivos..acho que são os mesmos : personagens mais ricos e cativantes, história solida que busca o novo, mas referencia com maestria o que ja foi feito. Seja na trilogia antiga de George Lucas, ou nas animações de onde os personagens vieram. E aqui algo mais positivo é perceber a força desses persoangens que talvez pra velha guarda de fã seja colocado em segundo plano, mas que tem sua força e profundidade não devendo nada a mitologia e personagens antigos e cânones a mais tempo. O elenco ta perfeito Rosario Dawson é Ahsoka, na ferocidade das batalhas, na calma e tranqulidade ao falar, na sabedoria auspiciosa, de uma Jedi remanescente, uma Ronin. A novata Natasha Liu Bordizzo, perfeita também na rebelde e geniosa Sabine um contraponto a Ahsoka que enxerga em sua relação com ela, os mesmo desafios e dilemas em sua relação com seu antigo mestre Anakin. A série consegue ser nostalgica, abraçando fãs antigos, soa como um agradecimento aos fãs das animações que por muitos (inclusive eu) foram deixadas de lado e soa original e unica demonstrando o caminho a ser seguido no futuro. Referenciando e homenageando o passado, mas sem deixar de criar novas histórias com personagens profundos e carismaticos. Ray Stevenson (Baylan Skoll) esta orgulhoso, la de uma galaxia, bem bem distante.
Acho que o maior mérito do filme é tratar de assuntos tão sérios e atuais com leveza, sarcasmo e muita comédia, boa comédia aliás. Isso tem a ver com a dupla que escreve o roteiro (Noah Baumbach e a tbm diretora Greta Gerwig) numa escrita rapida, cheia de situações e referencias, misturando critica social com tiradas ótimas, que faz que qualquer menção preguiçosa a um panfletrarismo e a um "lacre" seja rechaçada com uma piada boa e o carisma do talentoso elenco. O filme diverte, é imersivo e fantasioso, lembra "Toy Story," "Show de Truman", mas se apoia em sua própria história e no elenco afiado e talentoso que transmite a fantasia e ao mesmo a veracidade permitida num filme que trata de algo como "uma crise existencial em bonecos" . Há a critica ao consumismo, ao patriarcado, ao "men's world". Há o clichê premeditado de situações, onde talvez o masculino se sinta ofendido, por ver suas proprias atitudes enraizadas, perpetradas. Mas o que fica, e o que realmente importa são as mensagens de aceitação, de reconhecer a si mesmo, da importancia de ser vc, sem a necessidade de uma objetificação e de se afirmar através dos outros. O filme mesmo sendo leve e divertido nos faz pensar e nos identificar como seres unicos e importantes, dentro da nossa própria "barbielândia".
Um retrato bem contundente do meio da década de 90, com seus estilos, cultura pop efervescente, musica e também escândalos. Quando a internet ainda engatinhava a revelação da fita de Pamela cai como uma bomba na carreira em ascensão da modelo/atriz que já queria alçar voos maiores do que "Baywatch". Já pra Tommy foi uma publicidade negativa pra já fadada ao fim, carreira com seu Motleycrue, o ostracismo era questão de tempo. A qualidade da atuação de Lilly james como Pam, é bem nítida e rica, acredito que foi desafiador, fisica e emocionalmente e ela tem desempenho louvável, transmitindo com exatidão toda amargura, magoa e tristeza de ver algo intimo levado a publico da maneira mais nojenta e covarde. Conseguiu uma atuação soberba ao encarar esse "Man's world" com sensatez e inteligência coisa que Tommy Lee não tinha nem de longe. Stan também perfeito. A série joga luz sobre vários aspectos da história e a situa de forma muito competente, dando voz a Pamela e a sua luta de se manter integra em um momento onde ela era apenas vista como um objeto. A visão da série da voz e redenção a essa mulher que sempre foi tratada como objeto de desejo, mas que antes de tudo era uma mulher linda, talentosa doce e carinhosa.
O fechamento perfeito dessa trilogia, desse arco muito bem construído por James Gunn. Um grupo de heróis quase obscuro da Marvel, que com carisma de personagens e elenco, e com histórias simples e bem amarradas encantou o publico, aqui fechando com chave de ouro nesse terceiro filme. Emocional e emocionante, aqui percebemos toda uma linha de construção do personagem Rocket, os "porques" de ele ser e agir assim, pistas e diálogos colocados nos dois primeiros filmes, soam tão verdadeiros e significativos aqui , que nos fazem querer rever aqueles dois ótimos filmes. Outra personagem que teve uma construção muito rica foi Nebula, há um cuidado, todo um tom de Karen Gillan num trabalho primoroso. O filme salta aos olhos na beleza, na trilha sonora sempre um show a parte e na interação da equipe, aqui mais experiente, mas não menos maluca. Essas histórias contadas com esmero por James Gunn nos deixara saudades e só tenho q desejar toda sorte do mundo a ele nessa sua nova fase profissional. Quanto aos guardiões fica minha vontade de como Rocket voar com eles mais uma vez " No céu azul, belo e infinito."
Talvez esse filme fale com pessoas de forma diferente, a história foge do linear comum, remonta de uma maneira ao mesmo tempo simples e continua, mas também funciona como memorias escolhidas, pinceladas de Sophie sobre seu convívio com seu pai Calum em uma férias qdo ela ainda era uma pré adolescente. E tinha no jovem pai afoito com a necessidade de agradar uma visão não completa do relacionamento que eles tinham ou que ela gostaria que tivessem. O modo que é construído nos faz presenciar a delicadeza dessa relação pai e filha permeada de situações tocantes e bem singelas. Com outras carregadas de melancolismo e contemplação triste. Difícil distinguir o sentimento predominante em todo o filme, mas ele deixa claro que é importante valorizar o que temos. Os momentos com as pessoas que nos são importantes e perceber as pequenas nuances e sinais de que nem tudo é o que parece.
O filme é provocador, ferino, instigante. com um humor negro, e corrosivo, permeado de sátiras e de momentos bem vergonha alheia. Há critica social, as vezes rebuscadas e simples outras carregadas de significados bem colocados. Lutas de classes, questionamentos sobre direitos iguais (Alô Caio Castro !) o filme por mais de suas 2hs expõe feridas que incomodam, questionam o momento, jogando luz para questões que deviam estar no passado. Parece que nenhuma fala, nenhuma cena filmada pelo excelente diretor Ruben Östlund, é em vão. E o elenco prima pela entrega. O filme de forma até meio caricatural critica o "way of life" dos mais abastados, fazendo graça e piada de suas inabilidades, quando o dinheiro já não é tão importante. Ótimo filme que dentro do que se propõe inova e questiona, não de maneira sisuda e piegas, mas sim com bom humor, mas tbm de maneira aguda, amarga e provocativa.
Acho que colocar a série apenas no nicho de melhor adaptação de jogos para séries é muito pouco, quando na verdade ela tem excelência em ambientação pós apocalipse e nesse gênero de zumbis, e mesmo quando na verdade pelo menos até agora eles não foram o principal mal a ser combatido. E a série por mais de um episódio deixava claro que o mal do homem é o próprio homem . O jogo é excelente, e a reconstituição de passagens dele é um deleite para os fãs, mas a série demonstrou sua força e riqueza ao se distanciar dele, ao se colocar sobre novas e/outras histórias. No aspecto da humanidade dos personagens, nas suas personalidades, algo que o jogo apenas acena, mas aqui há uma construção rica, muito bem feita principalmente pelo acerto do elenco principal e seus dois atores principais, que primam pela química entrega e atuações totalmente emocionais. Uma primeira temperada madura, visceral, que cumpre o prometido, respeita o que foi feitos nos jogos e expande a visão pra outra mídia de forma rica e inclusiva sob vários aspectos.
Acho que a inovação, a personalidade, e a criatividade do filme ta na ousadia e na inovação de trazer um drama comum, familiar revestido numa caótica epopéia de ficção cientifica misturando as acrobacias das artes marciais e a nonsense de desenhos animados. Porque se você dissecar o filme sem todas essas alegorias trata-se de um drama familiar que poderia apenas soar mais do mesmo, batido e piegas, mas com a rapidez e inventividade do roteiro ele se torna atraente, instigante, vívido. Muito se apoiando no primor de atuações de seu elenco principal. Muito aqui concentrado no trio principal do núcleo familiar. E claro a Jamie Lee Curtis, despida de qualquer vaidade, mas em uma atuação que há muito não se via dela. O filme pode afastar aquele não aberto a essa questão de multiverso e na história que ás vezes não soa tão linear. Mas mais uma vez, visto apenas como história, é sobre recomeçar, valorizar e curtir o caminho e sobre aquela velha e simples pergunta : e se?
Achei um bom filme dentro da já consolidada carreira de Shyamalan. Talvez um pouco abaixo de "Fragmentado", mas muito melhor do que "old". Aqui ele cria um ambiente claustrofóbico, inquietante e urgente. Ambienta perfeitamente a sensação de urgência e de limite com uma musica forte e pulsante carregada de suspense. Ele pega uma história que parece girar em torno de negacionismo, algum fervor religioso, misturando até com crimes motivados por intolerância, mas a premissa maior é fé e até onde vc iria ao amar uma pessoa ou sua família, onde esse limite acabaria. Gostei de Leonard e a atuação de Dave Bautista da uma credibilidade, que você compra as razões e circunstancias de forma quase instantânea. Um bom Thriller sobrenatural com alguns significados e atitudes bem próximas do nosso cotidiano, sejam elas metafóricas ou literais.
Olhos de Wakanda
3.3 16O ultimo episódio fecha de forma certeira e competente uma série que começa não sendo coesa, e sem intuito, mas o ultimo episódio fecha revelador e competente, demonstra caminho e sela esse universo rico em histórias e personagens. Ah e claro o traço da animação é lindo !!
It: Bem-Vindos a Derry (1ª Temporada)
4.1 364 Assista AgoraMuito boa ! No hiato deixado por "Stranger Things", mas aqui usando um ìcone ja visto em outras obras de terror, apostando também em um elenco jovem carismatico, a série funciona como um "prequel" digno da história de "It - Pennywise". Eles não distorcem o que Stephen King, escreveu lá atrás, se debruçam sobre o que ja foi feito e coloca uma outra perspectiva, no material rico de livro e fimes. Filme que em muitos momentos dosa no "gore" e violencia, aqui não tendo meio termo desde o primeiro capitulo. Elenco jovem e carismático, aliado a uma direção segura e em uma produção que reconstitui a época perfeitamente. Època turbulenta cheia de tensões e medos de uma geração atormentada e paranóica, prato cheio para o "palhaço dançarino". O "fanservice" é bem feito para os fãs das obras de king, mas que não serve de muleta de roteiro, pois a série acaba sendo instigante por si só. Aguardo a mesma qualidade nas próximas temporadas que contarão outras histórias canonicas da "aprazivel" Derry.
Quarteto Fantástico: Primeiros Passos
3.4 545 Assista AgoraO filme que melhor faz jus a icônica primeira família da Marvel, e faz isso de forma enxuta sem malabarismos ou recontar histórias que o fã já conhece, e se o faz é de forma rápida e enxuta, constrói bem a química entre os personagens sem exagero sem estereótipos passados. Claro "não inventa a roda", como também não se desvincula da tal "formula Marvel", mas é prazeroso assistir, bem cuidado, atores ótimos muito bem escalados. Julia Garner como "Shalla Bal" foi um achado, E Vanessa Kirby constrói bem sua Sue Richards no dilema entre ser heroína e mãe. Elenco ótimo, efeitos quase perfeitos(Até que enfim um GALACTUS !!), nos fazem esperar por mais nessa nova saga Marvel. Um filme redondinho que se redime á respeito do que foi feito antes, e que nos deixa ansiosos pelo papel desses personagens no que ainda esta por vir.
Superman
3.6 918 Assista AgoraSai do cinema com essa visão : é o superman que precisavamos. Houve o momento do superman de Cavill\Snyder do qual gosto muito, mas hoje parece ser necessario e condizente esse mais "humano" e ao mesmo tempo mais preocupado com seu aspecto alien de Gunn e Corenswet. Ele tem esse tom menos sisudo e próximo nessa construção de Gunn, do que foi o de Reeve. O filme todo remonta ao primeiro Superman seja no simples resgate da iconica trilha, seja no tom mais leve e cartunesco, calcado na fotografia colorida.
A quimica entre Lois ( a lindissima Rachel Brosnahan) e Clark é evidente e bem construido. Ela é perpiscaz e combativa mesmo com Clark, questionando seus metodos e resoluções. Nicholas Hoult faz de seu Lex Luthor mais sinistro assustador mas sem deixar de ser caricato e na medida do possivel engraçado nessa megalomania invejosa.
Os novos personagens exigiam um pouco mais de tempo de tela principalemente Mulher - Gavião, mas não compromete nessa primeira aparição deles, vamos ver como se saem na segunda temporada de "Pacificador.
O filme abraça esse tom mais aventuresco e consegue trazer de forma contundente os mesmos questionamentos que sempre permeiam o personagem . James Gunn imprime emoção sem ser piegas da mesma forma que em seus "guardiões". Vamos ver como as peças colocadas aqui se encaixam nesse relutante Universo DC, mas visto como peça solta é divertido respeitoso, homenageando o superman classico, mas apontando um futuro
vide a participação da Supergirl no finalzinho.
Torço e creio por um universo compratilhado solido da DC, tendo esse ótimo filme como sua pedra fundamental.
Fogo no Céu
3.6 315Competente ficção\Thriller sobre Ovinis do meio dos anos 90. Apoiado em boas atuações (Patrick Wilson, D.B Sweeney e o ótimo e saudoso Craig Sheffer) e também na sobriedade no tratamento do fato, baseado em acontecimentos reais. Os efeitos são bem competentes, não soam datados, mantendo a coesão da história. Bom filme sobre assunto se mantendo atual e misterioso pelos fatos ainda não serem totalmente conclusivos.
Pecadores
4.0 1,2K Assista AgoraVi esse filme no fim de semana, e ele falou comigo de diversas maneiras. Nâo é só um filme de vampiros competente. È um atestado de ancestralidade, cultura e musica negra. Demonstrando os percalços de minorias marginalizadas desde sempre, em todo mundo. Ryan Coogler conseguiu fundir generos, sendo competente em todos eles . Referenciando fatos e trazendo mensagens oportunas para nosso atual momento, revestidas de um filme de terror competente.
Ryan Coogler deu o nome aqui.
Dandadan (1ª Temporada)
4.2 82 Assista AgoraÈ 8 ou 80, vai de um extremo ao outro muito rapido. Pode ser imbecil e nonsense, mas também meigo, bobo e doloroso. Gostei dos personagens, e da construção unica de cada um deles. Espero no minimo mesmo nível na segunda temporada. Estava orfão de anime, encontrei esse, mas já to orfão de novo.
O Alerta
2.9 100 Assista AgoraBizarro, claustrofobico, um thriller psicologico do mesmo diretor de "Oddity", esse menos polido, mais confuso . E isso nem é um problema, não ha necessidade do "didatismo", o que o filme não explica é o que instiga. Há a trilha sonora marcante, objetos importantes e descontextualizados e as construções de "jumpscares" competentes. Bom filme de um diretor promissor do genero.
Não Fale o Mal
3.3 623O filme usa o original como referencia e há cenas que se assemelham, mas podia muito bem ser outro filme, ter outro nome. O original é ousado, tenso, sombrio. O que me parece um pouco diluido nesse. Hà a tensão e a atuação de Macvoy é ótima, ele segura o filme de forma competente e insana.
Assista os dois e tire suas próprias conclusões. Gostei muito dessa versão, mas o original é mais instigante e sem amarras.
Deadpool & Wolverine
3.7 923 Assista AgoraÈ, "Deadpool & Wolverine" prometeu e cumpriu em demasia. "Fanservice" bom e bem feito, mas o filme ao meu ver, não se sustenta apenas nisso, é divertido, bem construido. Você enxerga os motivos de toda essa jornada do herói.. e esse termo soa batido e clichê e acho que de forma inteligente o filme brinca com isso.Tratando de forma que você consegue enxergar os intuitos e as motivações. Você ve os porques desses dois "outsiders" marginalizados, em histórias maiores se unirem pra um bem maior e comum. Você entende a roupa suja lavada, os dedos nas caras e os momentos em que Logan consegue dar a Wade o choque de realidade, o colocando em seu lugar..sem tagarelar, quieto ruminando toda sua pequenez no grande quadro que é o Universo\MCU.
Acho isso muito bem feito, seja pelas falas bem construidas e pelas atuações sólidas desses dois atores que se conhecem como atores/amigos e pela compreensão de seus personagens e do momento deles, nessa grande e enferrujada engrenagem do MCU.
"Jesus da Marvel", divisor de aguas dentro do que ja foi feito até agora, não sei,o tempo dirá. Mas traz o frescor necessário, num hesitante momento dos vistos "filmes de herói",
Emma Corrin também traz isso, o que não gera surpresa dado sua competencia em outras séries cuja sua carga dramatica ja tinha sido testada.
Falar algo mais pode estragar a experiencia de cada um ao assistir no filme, mas é coeso com o que foi feito até agora , tanto na franquia do "merc with a mouth", quanto o inserido no contexto geral.
Òtimo, divertido, verborragico e violento. E isso como elogio.
X-Men '97 (1ª Temporada)
4.5 259 Assista AgoraImpecavel como animação, bonita esteticamente, e muito respeitosa com a animação dos anos 90 e com o vasto material que vem da aclamada HQ. Vc como fã antigo ou apenas um admirador de belas histórias se sente encantado com a riqueza das histórias desse arco e com a profundidade e complexidade de cada personagem apresentado. Torço pra algo parecido quando vier os filmes. Porque em questão de animação essa respeita tanto o legado do que foi feito nos anos 90..quanto lança um futuro promissor pra que a de vir á frente. Perfeita !!!
Ficção Americana
3.8 423 Assista AgoraUma "dramédia" afiada, bem escrita no humor, na construção de seus personagens e na forma crítica que discute como a cultura afro-anericana é trabalhada e principalmente consumida pelos estadunidenses.Onde fica clara a predileção, por consumirem apenas um pequeno aspecto dessa cultura. Apenas quando ela é pausterizada, colocada de forma servil, e estereotipada. E a luta de "Monk" é demonstrar esse outro aspecto, mas suas ações em prol disso são minimizadas e colocadas em lugar comum. Òtima atuação de Jefrey Wright que consegue colocar todos os aspectos de uma dificil e ironica personalidade, cansada de se curvar ao que o mercantilismo midiatico á respeito da cultura afro procura. E também se desdobrando no cuidado com uma retalhada e disfuncional familia, cercada de segredos e ressentimentos. Filme competente e agil nos assuntos abordados. E que nos faz pensar o quanto representatividade é importante, pra não ficarmos presos em uma superficie bem rasa ao tratar de etnia e cultura, que por muito tempo é estereotipada e negligenciada. Filmaço.
Vidas Passadas
4.1 941 Assista AgoraMuito bonito, "bittersweet", algo próximo do real, do romance real, sem se prender a cliches, é a vida real, com escolhas reais. Tratado com maturidade, sutileza e alguma melancolia. Gostei, porque parece algo próximo da gente, experiencias parecidas com as nossas, vividas, vivenciadas, em menor ou maior grau.
E nem precisava ter referenciado "Brilho eterno de uma mente sem lembrança" e tocado Leonard Cohen..mas qdo o fez, me ganhou mais e mais.
.Tocante e singelo, filmaço.
O Corvo
2.4 300 Assista AgoraO visual do Bill Skarsgård..
As Marvels
2.7 459È dificil entender o que o fã da Marvel espera dos filmes após os eventos de "Guerra Infinita" e "Ultimato". O que viria depois seriam esses filmes pra meio que preparar o publico pra coisas maiores que viessem depois, em conjunto com as series do serviço de stream. E acho que esse cumpre seu papel. divertido rapido, uma história de encontros e reencontros forçados onde cada protagonista tem sua importancia, seu momento e dentro disso constrói uma qumica legitima onde cada uma demonstra seu talento e carisma.
Brie Larson, aqui consegue essa construção mais afinada de sua Capitã/ Carol com suas agruras e fardos a serem carregados, na sua falta, seja com suas obrigações como heroína humana e falha ou seja como uma membro ausente de uma familia falha. Seus momentos com Monica (Teynoah Parris, perfeita) trazem essa culpa e o não saber como agir. Gosto muito de Iman Vilani como Ms. Marvel o olhar infantil e de idolatria pra sua heroína e idolo. O deslumbre dela em estar em contato com Carol e Fury são bem divertidos.Mas que é bem aquele ditado : nunca conheça seus heróis. Apesar de todo "Hate" acho que o filme se sustenta sobre a concentração desse trío, que pra mim funciona muito bem nos momentos comicos e nonsense, assim como onde ha a necessidade de um certo drama. Me divertiu, acho que da pra fazer melhor, assim com em outras produções da Marvel mas não é terra arrasada. È um caminho a ser pavimentado, pra coisas maiores que vem por aí.
Star Wars: Ahsoka (1ª Temporada)
3.9 148 Assista AgoraAhsoka conseguiu, assim como "o Mandaloriano" antes, ser mais competente, inspirado emocional e divertido do que essa ultima enfadonha trilogia de "Star Wars" no cinema. Motivos..acho que são os mesmos : personagens mais ricos e cativantes, história solida que busca o novo, mas referencia com maestria o que ja foi feito. Seja na trilogia antiga de George Lucas, ou nas animações de onde os personagens vieram. E aqui algo mais positivo é perceber a força desses persoangens que talvez pra velha guarda de fã seja colocado em segundo plano, mas que tem sua força e profundidade não devendo nada a mitologia e personagens antigos e cânones a mais tempo. O elenco ta perfeito Rosario Dawson é Ahsoka, na ferocidade das batalhas, na calma e tranqulidade ao falar, na sabedoria auspiciosa, de uma Jedi remanescente, uma Ronin. A novata Natasha Liu Bordizzo, perfeita também na rebelde e geniosa Sabine um contraponto a Ahsoka que enxerga em sua relação com ela, os mesmo desafios e dilemas em sua relação com seu antigo mestre Anakin. A série consegue ser nostalgica, abraçando fãs antigos, soa como um agradecimento aos fãs das animações que por muitos (inclusive eu) foram deixadas de lado e soa original e unica demonstrando o caminho a ser seguido no futuro. Referenciando e homenageando o passado, mas sem deixar de criar novas histórias com personagens profundos e carismaticos.
Ray Stevenson (Baylan Skoll) esta orgulhoso, la de uma galaxia, bem bem distante.
Barbie
3.8 1,7K Assista AgoraAcho que o maior mérito do filme é tratar de assuntos tão sérios e atuais com leveza, sarcasmo e muita comédia, boa comédia aliás. Isso tem a ver com a dupla que escreve o roteiro (Noah Baumbach e a tbm diretora Greta Gerwig) numa escrita rapida, cheia de situações e referencias, misturando critica social com tiradas ótimas, que faz que qualquer menção preguiçosa a um panfletrarismo e a um "lacre" seja rechaçada com uma piada boa e o carisma do talentoso elenco. O filme diverte, é imersivo e fantasioso, lembra "Toy Story," "Show de Truman", mas se apoia em sua própria história e no elenco afiado e talentoso que transmite a fantasia e ao mesmo a veracidade permitida num filme que trata de algo como "uma crise existencial em bonecos" . Há a critica ao consumismo, ao patriarcado, ao "men's world". Há o clichê premeditado de situações, onde talvez o masculino se sinta ofendido, por ver suas proprias atitudes enraizadas, perpetradas. Mas o que fica, e o que realmente importa são as mensagens de aceitação, de reconhecer a si mesmo, da importancia de ser vc, sem a necessidade de uma objetificação e de se afirmar através dos outros. O filme mesmo sendo leve e divertido nos faz pensar e nos identificar como seres unicos e importantes, dentro da nossa própria "barbielândia".
Pam & Tommy
3.8 80Um retrato bem contundente do meio da década de 90, com seus estilos, cultura pop efervescente, musica e também escândalos. Quando a internet ainda engatinhava a revelação da fita de Pamela cai como uma bomba na carreira em ascensão da modelo/atriz que já queria alçar voos maiores do que "Baywatch". Já pra Tommy foi uma publicidade negativa pra já fadada ao fim, carreira com seu Motleycrue, o ostracismo era questão de tempo. A qualidade da atuação de Lilly james como Pam, é bem nítida e rica, acredito que foi desafiador, fisica e emocionalmente e ela tem desempenho louvável, transmitindo com exatidão toda amargura, magoa e tristeza de ver algo intimo levado a publico da maneira mais nojenta e covarde. Conseguiu uma atuação soberba ao encarar esse "Man's world" com sensatez e inteligência coisa que Tommy Lee não tinha nem de longe. Stan também perfeito. A série joga luz sobre vários aspectos da história e a situa de forma muito competente, dando voz a Pamela e a sua luta de se manter integra em um momento onde ela era apenas vista como um objeto. A visão da série da voz e redenção a essa mulher que sempre foi tratada como objeto de desejo, mas que antes de tudo era uma mulher linda, talentosa doce e carinhosa.
Guardiões da Galáxia: Vol. 3
4.2 847 Assista AgoraO fechamento perfeito dessa trilogia, desse arco muito bem construído por James Gunn. Um grupo de heróis quase obscuro da Marvel, que com carisma de personagens e elenco, e com histórias simples e bem amarradas encantou o publico, aqui fechando com chave de ouro nesse terceiro filme. Emocional e emocionante, aqui percebemos toda uma linha de construção do personagem Rocket, os "porques" de ele ser e agir assim, pistas e diálogos colocados nos dois primeiros filmes, soam tão verdadeiros e significativos aqui , que nos fazem querer rever aqueles dois ótimos filmes. Outra personagem que teve uma construção muito rica foi Nebula, há um cuidado, todo um tom de Karen Gillan num trabalho primoroso. O filme salta aos olhos na beleza, na trilha sonora sempre um show a parte e na interação da equipe, aqui mais experiente, mas não menos maluca. Essas histórias contadas com esmero por James Gunn nos deixara saudades e só tenho q desejar toda sorte do mundo a ele nessa sua nova fase profissional. Quanto aos guardiões fica minha vontade de como Rocket voar com eles mais uma vez " No céu azul, belo e infinito."
Aftersun
4.0 791Talvez esse filme fale com pessoas de forma diferente, a história foge do linear comum, remonta de uma maneira ao mesmo tempo simples e continua, mas também funciona como memorias escolhidas, pinceladas de Sophie sobre seu convívio com seu pai Calum em uma férias qdo ela ainda era uma pré adolescente. E tinha no jovem pai afoito com a necessidade de agradar uma visão não completa do relacionamento que eles tinham ou que ela gostaria que tivessem. O modo que é construído nos faz presenciar a delicadeza dessa relação pai e filha permeada de situações tocantes e bem singelas. Com outras carregadas de melancolismo e contemplação triste. Difícil distinguir o sentimento predominante em todo o filme, mas ele deixa claro que é importante valorizar o que temos. Os momentos com as pessoas que nos são importantes e perceber as pequenas nuances e sinais de que nem tudo é o que parece.
Temos tbm nesse filme uma das versões mais tristes de "Losing my religion" do REM, que já me é triste por si só.
Triângulo da Tristeza
3.6 776 Assista AgoraO filme é provocador, ferino, instigante. com um humor negro, e corrosivo, permeado de sátiras e de momentos bem vergonha alheia. Há critica social, as vezes rebuscadas e simples outras carregadas de significados bem colocados. Lutas de classes, questionamentos sobre direitos iguais (Alô Caio Castro !) o filme por mais de suas 2hs expõe feridas que incomodam, questionam o momento, jogando luz para questões que deviam estar no passado. Parece que nenhuma fala, nenhuma cena filmada pelo excelente diretor Ruben Östlund, é em vão. E o elenco prima pela entrega. O filme de forma até meio caricatural critica o "way of life" dos mais abastados, fazendo graça e piada de suas inabilidades, quando o dinheiro já não é tão importante. Ótimo filme que dentro do que se propõe inova e questiona, não de maneira sisuda e piegas, mas sim com bom humor, mas tbm de maneira aguda, amarga e provocativa.
The Last of Us (1ª Temporada)
4.4 1,2K Assista AgoraAcho que colocar a série apenas no nicho de melhor adaptação de jogos para séries é muito pouco, quando na verdade ela tem excelência em ambientação pós apocalipse e nesse gênero de zumbis, e mesmo quando na verdade pelo menos até agora eles não foram o principal mal a ser combatido. E a série por mais de um episódio deixava claro que o mal do homem é o próprio homem . O jogo é excelente, e a reconstituição de passagens dele é um deleite para os fãs, mas a série demonstrou sua força e riqueza ao se distanciar dele, ao se colocar sobre novas e/outras histórias. No aspecto da humanidade dos personagens, nas suas personalidades, algo que o jogo apenas acena, mas aqui há uma construção rica, muito bem feita principalmente pelo acerto do elenco principal e seus dois atores principais, que primam pela química entrega e atuações totalmente emocionais. Uma primeira temperada madura, visceral, que cumpre o prometido, respeita o que foi feitos nos jogos e expande a visão pra outra mídia de forma rica e inclusiva sob vários aspectos.
Tudo em Todo O Lugar ao Mesmo Tempo
4.0 2,1K Assista AgoraAcho que a inovação, a personalidade, e a criatividade do filme ta na ousadia e na inovação de trazer um drama comum, familiar revestido numa caótica epopéia de ficção cientifica misturando as acrobacias das artes marciais e a nonsense de desenhos animados. Porque se você dissecar o filme sem todas essas alegorias trata-se de um drama familiar que poderia apenas soar mais do mesmo, batido e piegas, mas com a rapidez e inventividade do roteiro ele se torna atraente, instigante, vívido. Muito se apoiando no primor de atuações de seu elenco principal. Muito aqui concentrado no trio principal do núcleo familiar. E claro a Jamie Lee Curtis, despida de qualquer vaidade, mas em uma atuação que há muito não se via dela. O filme pode afastar aquele não aberto a essa questão de multiverso e na história que ás vezes não soa tão linear. Mas mais uma vez, visto apenas como história, é sobre recomeçar, valorizar e curtir o caminho e sobre aquela velha e simples pergunta : e se?
Batem à Porta
3.1 671 Assista AgoraAchei um bom filme dentro da já consolidada carreira de Shyamalan. Talvez um pouco abaixo de "Fragmentado", mas muito melhor do que "old". Aqui ele cria um ambiente claustrofóbico, inquietante e urgente. Ambienta perfeitamente a sensação de urgência e de limite com uma musica forte e pulsante carregada de suspense. Ele pega uma história que parece girar em torno de negacionismo, algum fervor religioso, misturando até com crimes motivados por intolerância, mas a premissa maior é fé e até onde vc iria ao amar uma pessoa ou sua família, onde esse limite acabaria. Gostei de Leonard e a atuação de Dave Bautista da uma credibilidade, que você compra as razões e circunstancias de forma quase instantânea. Um bom Thriller sobrenatural com alguns significados e atitudes bem próximas do nosso cotidiano, sejam elas metafóricas ou literais.