Depois de cinco filmes com Tinker Bell no centro, acho que a melhor decisão da franquia foi justamente tirar um pouco o foco dela. E quem ganha esse espaço é Fawn, que já estava presente nos filmes anteriores, mas aqui finalmente recebe uma história que é realmente dela. A Disney coloca a fada dos animais diante de uma criatura que todos enxergam como uma ameaça, enquanto ela insiste em olhar além da aparência e entender o animal. E essa mudança funciona muito bem. Fawn tem uma personalidade própria: é impulsiva, curiosa, apaixonada pelos animais e não consegue simplesmente abandonar uma criatura que acredita estar precisando de ajuda. Em vez de repetir o arco de Tinker Bell, o filme constrói um conflito que combina diretamente com quem Fawn é. Também gosto de como o filme trabalha com duas formas diferentes de enxergar o desconhecido. De um lado, temos Fawn, que tenta compreender o monstro; do outro, as Fadas Escoteiras, lideradas por Nyx, que enxergam primeiro o perigo e só depois tentam entender o que está acontecendo. E o mais interessante é que a criatura, Gruff, não é simplesmente um “monstro bonzinho”. A relação entre ele e Fawn vai sendo construída aos poucos, e isso dá ao filme uma carga emocional maior do que eu esperava de uma franquia tão voltada ao público infantil. Depois de Fadas e Piratas, que para mim continua sendo o mais divertido, esse é provavelmente o mais interessante em termos de desenvolvimento de personagem. A troca de protagonista também evita aquela sensação de que a Disney estava apenas repetindo a fórmula de Tinker Bell pela sexta vez. É uma maneira muito boa de encerrar a franquia: No fim, O Monstro da Terra do Nunca acaba sendo quase uma despedida de Tinker Bell sem precisar transformar isso em despedida. A franquia começou criando um universo para Tinker Bell e termina mostrando que esse universo já consegue existir sem depender dela o tempo inteiro.
Aqui, finalmente, a franquia parece entender que não precisa ficar presa à fórmula dos filmes anteriores. Fadas e Piratas pega tudo o que foi construído nos filmes anteriores e coloca esse universo em uma aventura muito mais divertida: pó mágico, talentos trocados, piratas, Skull Rock e, de quebra, um jovem James Hook que um dia será o Capitão Gancho. E a grande responsável por isso é Zarina. Ela é uma personagem muito mais interessante do que simplesmente uma “vilã”: uma fada ambiciosa, curiosa e obcecada pelas possibilidades do pó mágico, que acaba sendo incompreendida por Pixie Hollow. Sua história funciona justamente porque ela não quer destruir o mundo — ela quer experimentar e descobrir coisas novas, e o problema é que ninguém sabe muito bem o que fazer com alguém que não aceita ficar dentro das regras. A troca dos talentos das fadas também é uma ótima ideia, porque obriga personagens que já conhecemos a sair completamente de suas zonas de conforto. E, pela primeira vez, a conexão com Peter Pan parece realmente orgânica, em vez de ser apenas uma referência para lembrar que tudo aquilo acontece no mesmo universo. É também o filme em que a franquia fica mais próxima de uma aventura de verdade. Tem ritmo, tem perigo, tem humor e tem uma mitologia que começa a se conectar diretamente com aquilo que já conhecemos de Peter Pan. Não é perfeito — os piratas poderiam ser mais ameaçadores e algumas soluções continuam bem convenientes — mas, comparado aos anteriores, é quase como se alguém tivesse aberto uma janela em Pixie Hollow.
Esse é um daqueles casos em que a Disney pega uma ideia muito simples e consegue expandir bastante a mitologia de Pixie Hollow. Depois de apresentar o mundo das fadas, explorar o contato com os humanos e construir toda a lógica dos talentos, o filme finalmente revela um novo território dentro desse próprio universo: o Bosque do Inverno, proibido para as fadas das outras estações. E a grande descoberta previsível—
— funciona melhor do que poderia parecer e explica algo sobre a própria origem das fadas e cria uma ligação interessante entre os dois mundos. O filme também aproveita isso para desenvolver uma história paralela envolvendo uma relação entre a Rainha Clarion que humaniza a personagem. O primeiro filme criou Pixie Hollow; os seguintes foram ampliando seus limites; e aqui a Disney mostra que esse universo tem praticamente um outro lado inteiro escondido atrás de uma fronteira que ainda esconde segredos e aventuras.
Aqui a franquia faz uma escolha interessante: em vez de continuar expandindo Pixie Hollow, ela coloca esse mundo em contato direto com o mundo humano. É a primeira vez que vemos as fadas realmente interagindo com uma criança, e a relação entre Tinker Bell e Lizzy é, para mim, o grande acerto do filme. A Disney também aproveita para mostrar que esse universo mágico existe escondido bem ao lado do nosso — algo que combina muito com a própria mitologia de Peter Pan. O filme também dá mais espaço para as outras fadas, principalmente Vidia, que acaba tendo um papel muito mais interessante do que simplesmente ser a rival da Tinker Bell. E a história do pai de Lizzy, que tenta explicar tudo racionalmente enquanto a filha acredita nas fadas, funciona melhor do que eu esperava. Por outro lado, é talvez o filme mais infantil dos três primeiros. A trama é relativamente simples e algumas situações são bem convenientes para fazer a história chegar onde precisa
Se o primeiro filme precisava construir as bases de Pixie Hollow, o segundo finalmente começa a mostrar o que esse universo consegue fazer. A história expande a mitologia com a Pedra da Lua, a Árvore do Pó Mágico e toda a tradição ligada ao Festival do Outono, além de levar Tinker Bell para além do Refúgio das Fadas. E acho interessante que o maior problema do filme seja justamente a própria Tinker Bell. Ela é talentosa, criativa e bem-intencionada, mas também é extremamente teimosa e explosiva — e dessa vez suas decisões realmente têm consequências. Quando ela quebra a Pedra da Lua e coloca Pixie Hollow em risco, não existe simplesmente uma lição fofinha que resolve tudo: ela precisa sair em uma jornada para tentar consertar a própria besteira. Ainda é uma história bastante simples e a moral sobre amizade e aprender a reconhecer os próprios erros é bem óbvia. Mas funciona melhor do que o primeiro como aventura. O filme começa a transformar aquele universo que foi apresentado no anterior em algo maior, com novas paisagens, novos elementos mágicos e uma aventura que vai além de Pixie Hollow.
É provavelmente o mais simples dos filmes de Tinker Bell, mas também o mais importante para a franquia. O filme praticamente precisa construir do zero toda uma mitologia que antes não existia dessa forma: Pixie Hollow, os diferentes talentos das fadas, a relação delas com a natureza, o pó mágico, as estações e toda a organização desse pequeno universo. E, nesse sentido, ele faz um trabalho muito bom. A própria Disney apresenta o filme como a entrada nesse mundo secreto e como a origem da história de Tinker Bell. É difícil cobrar desse filme a mesma aventura dos seguintes. Ele precisava primeiro criar as regras, os personagens e a identidade de Pixie Hollow — e é justamente essa base que permite que os outros possam expandir.
Peter Pan: De Volta à Terra do Nunca é uma continuação que tinha tudo para ser mais interessante do que realmente é. A ideia de revisitar a Terra do Nunca pela filha de Wendy é boa, mas o filme parece muito mais preocupado em repetir elementos do original do que em contar uma história que tenha personalidade própria. Peter continua carismático, mas aqui já começa a parecer uma versão infantilizada de si mesmo. É bonitinho, tem alguns momentos divertidos, mas passa aquela sensação de filme feito para manter a marca viva — e não porque alguém tinha realmente uma boa história para contar.
As pessoas veem o nome Montenegro e esperam densidade dramática, aqui temos um besteirol com reviravoltas previsíveis e muita cafonice. Divertido e piegas como uma comédia de assalto, mas as pessoas vem pra esse filme esperando demais, ou seja, aqui a frustração é muito subjetiva e talvez até maldosa com esse tipo de filme brasileiro, pois o filme não prometeu demais, e entrega literalmente o que promete desde o título: velhos fofos e bandidos!
Claramente inferior ao primeiro, mas a naturalidade e empenho ao criar a obra 20 anos depois é encantador e muito charmoso. As participações especiais, a moda, e a trilha sonoro melhoram um roteiro claramente fraco.
Peter Pan continua sendo um dos clássicos mais mágicos da Disney. A Terra do Nunca é encantadora, a trilha é inesquecível e o Capitão Gancho continua sendo um dos vilões mais divertidos do estúdio. Mas, revendo hoje... Logo no começo, a Wendy praticamente deixa de ser tratada como criança e passa a ser empurrada para um papel quase maternal. A mensagem é: "Você já está grandinha demais para sonhar. Hora de cuidar dos meninos." É uma adultização que hoje causa bastante estranhamento. Aí ela chega à Terra do Nunca... e descobre que o trabalho continua. Em vez de viver aventuras, acaba cozinhando, contando histórias, separando briga de criança e servindo de "mãe" para os Meninos Perdidos. Ela foi para um mundo mágico e ganhou um estágio de cuidadora. O ciúme das outras personagens femininas também é irritante. Basta a Wendy aparecer e parece que todas entram automaticamente em uma competição pela atenção de um menino que, ironicamente, diz que não quer crescer nem se apaixonar. E ainda tem representações culturais que envelheceram muito mal e hoje são amplamente criticadas por recorrerem a estereótipos ofensivos. É um daqueles casos em que vale reconhecer o contexto histórico sem fingir que essas escolhas ainda são aceitáveis. Mesmo assim, Peter Pan continua sendo um clássico porque fala de algo universal: o medo de crescer. A Terra do Nunca representa a infância eterna, enquanto a Wendy percebe que amadurecer não significa abandonar a imaginação. É um filme cheio de magia, humor e aventura. Mas também é um ótimo exemplo de como uma obra pode continuar encantadora e, ao mesmo tempo, revelar valores de outra época quando revisitada com os olhos de hoje.
Alice no País das Maravilhas é um dos filmes mais criativos da Disney. A animação é linda, os personagens são inesquecíveis e praticamente cada cena virou um ícone da cultura pop. O mais engraçado é que a Alice passa o filme inteiro sendo a única pessoa minimamente sensata... e justamente por isso parece a mais perdida de todas. Se você procurar uma narrativa tradicional, com começo, meio e fim bem amarrados, vai sair frustrado. Mas esse nunca foi o objetivo. Alice no País das Maravilhas é uma viagem pelo absurdo, pela lógica dos sonhos e pelo nonsense. E talvez seja justamente por não fazer sentido que ele continue fascinando gerações. Às vezes, o melhor jeito de contar uma história é abandonar completamente a ideia de que ela precisa fazer sentido, exatamente como um desaniversário!
Pinóquio é um clássico absoluto da Disney. A animação é impecável, a trilha é histórica e algumas cenas continuam impressionantes até hoje. Dito isso... o roteiro faz questão de traumatizar uma criança a cada quinze minutos. O Gepeto literalmente adota um boneco de madeira que nasce com a maturidade de um comentário de internet. Cinco minutos de vida e o garoto já está cabulando aula, entrando em esquema de exploração infantil e fazendo amizade com qualquer sujeito que ofereça uma promessa boa demais para ser verdade. O Grilo Falante tenta dar conselhos o filme inteiro. O Pinóquio escuta? Claro que não. O cargo de consciência dele é praticamente um estágio não remunerado. Aí vem a Ilha dos Prazeres, onde a lógica é a seguinte: "Você matou aula, fumou charuto e quebrou umas coisas? Parabéns, agora você é um jumento." É um nível de punição que faria até uma diretora da escola do tempo da palmatória pedir calma. E talvez aqui tenha sido a inspiração do icônico e - questionável - chapéu de burro! E o mais curioso é que tudo isso funciona. Porque Pinóquio nunca quis ser uma aventura fofinha; ele é um conto moral disfarçado de desenho infantil. Cada escolha errada tem consequência, cada atalho cobra um preço e crescer significa aprender a assumir responsabilidades. Se você analisar com a cabeça de hoje, muita coisa parece exagerada. Mas é justamente esse exagero que faz o filme permanecer na memória. Poucos clássicos da Disney conseguem ser tão bonitos, tão sombrios e tão corajosos ao mesmo tempo.
Cinderela 3: Uma Volta no Tempo é a prova de que alguém na Disney perguntou: "E se a continuação fosse completamente maluca?" E, essa foi exatamente a decisão certa. A Fada Madrinha perde a varinha para a Lady Tremaine. O feitiço é desfeito. O príncipe esquece a Cinderela. A madrasta literalmente altera a linha do tempo. Parece roteiro escrito depois de três cafés e uma maratona de novelas. E, estranhamente... funciona. A Cinderela, que no primeiro filme era muito mais reativa, finalmente corre atrás do próprio destino. O príncipe, que antes parecia apaixonado por um sapato, ganha personalidade e decide enfrentar a própria família para ficar com quem ama. E a Lady Tremaine finalmente vira uma vilã à altura da fama que sempre teve. O melhor de tudo é que o filme abraça o absurdo sem pedir desculpas. Não tenta parecer realista, nem sofisticado. Só pega um conto de fadas, coloca viagem no tempo, magia, lavagem cerebral e uma perseguição digna de aventura e fala: "Confia." É completamente exagerado? Sim. A premissa é ridícula se você parar para pensar cinco minutos? Também. mas é totalmente atual e brinca com essa ideia de multiverso Talvez seja justamente por isso que seja, de longe,o melhor filme da trilogia. Enquanto o primeiro clássico absoluto é visto com carinho pelo peso histórico, o segundo parece um bônus de DVD, o terceiro tem coragem de mexer na história original, dar evolução aos personagens e ainda entregar um final que consegue ser emocionante sem perder o espírito do clássico. Às vezes, tudo o que um conto de fadas precisa é de uma madrasta com acesso à varinha mágica e zero supervisão.
Cinderela 2: Os Sonhos se Realizam é praticamente a prova de que a Disney pegou três ideias que sobraram na gaveta e falou: "Costura aí e lança em DVD." O primeiro segmento passa a mensagem de que a Cinderela pode ser ela mesma no palácio... desde que convença absolutamente todo mundo em cinco minutos. O segundo é estrelado pelo ratinho Jac, que realiza o sonho de virar humano por aproximadamente três minutos, só para descobrir que ser rato era menos trabalhoso. Uma jornada de autoconhecimento digna de quem trocou seis por meia dúzia. E então chega o terceiro, a história da Anastásia é tão boa que faz você pensar: "Pera... por que isso não era o filme inteiro?" De repente, a personagem mais interessante não é a princesa, nem o príncipe, mas justamente a irmã que o clássico transformou em piada. É um filme completamente irregular? Sim. Parece uma coletânea de episódios de série animada? Também. Mas, curiosamente, funciona. Porque a redenção da Anastásia acaba sendo uma das melhores continuações que a Disney já fez para um personagem secundário, e endossado em Cinderela 3. Grizella talvez merecesse algo assim, também mas focado em sua vilania.
A Cinderela é songa monga o filme inteiro? Sim. E daí? Ela passa anos sendo explorada e parece aceitar tudo calada quando poderia ter tentado fugir, procurar trabalho ou simplesmente dar um basta muito antes? Sim. E daí? Ela espera um milagre, uma fada madrinha e um príncipe praticamente resolverem sua vida? Também. E daí? E o príncipe? Se apaixona depois de uma dança e decide vasculhar o reino inteiro por causa de uma mulher que trocou duas palavras. Sim, e daí?
Mas sabe o que é engraçado? Nada disso faz o filme ser ruim. Pelo contrário: ele funciona porque é um conto de fadas, não um manual de sobrevivência. A graça está justamente nesse romantismo exagerado, na fantasia e na esperança de que, por uma noite, a sorte finalmente sorria para quem só conheceu sofrimento. Se a gente analisar com a lógica de 2026, o roteiro desmorona. Se assistir como o conto clássico que ele é, continua sendo um dos filmes mais encantadores da Disney.
Com esse longa dividido em duas histórias, a Disney estava apontando para o fim das intermináveis sequências musicais irregulares qeu tiveram durante o tempo da crise do estúdio no périodo da guerra, era um bom sinal que voltaria para os longas únicos, baseados em histórias consistentes, literárias e fabulescas. Aqui temos duas narrativas medianas, mas não tão bem desenvolvidas como o que já tinha tido com outros títulos como Branca de Neve, Pinóquio, Bambi, Dumbo e o que configuraria o próximo grande sucesso do estúdio: Cinderela. É um filme menor, curioso e que aponta para um futuro promissor, é um elo de transição, que só a história vista de um ponto de vista futuro é capaz de vislumbrar.
Embora tenha valor histórico por representar um período de transição da Disney no pós-guerra, artisticamente é uma obra irregular e muito abaixo dos grandes clássicos do estúdio, que passava por uma decadência notável com seus filmes por segmentos. No entanto aqui temos o abandono das esquetes musicais intermináveis dos filmes que emulavam Fantasia. Bongo ainda trás os elementos musicais e não desenvolve a narrativa completamente, e Mickey e o pé de feijão não consegue salvar o filme mesmo sendo notavelmente superior, os fantoches são um elemento curioso e o grilo falante tenta dar uma coesão entre essas várias coisas distintas.
Como recorrente nesse período a qualidade foi decaindo como acentuado em como é bom se divertir, aqui temos novamente um clássico esquecível, a falta de uma conexão mais forte entre os segmentos faz com que a experiência seja menos envolvente e memorável, parece uma coleção de curtas bastante irregular e sem nenhum fio condutor.
A disney quando se apropria das obras clássicas geralmente sai coisas interessantes, aqui temos um curta com elementos de filme grande! Uma bela adaptação, divertida e memorável.
O mickey como figura cinematográfica, como ícone da cultura pop, como sonho de um idealizador e como instrumento de domínio e guerra e como capital de um império. Tudo isso construído com três círculos e inspirado em um rato!
Gosto da mesclagem de documentário e animação, mas a forma como é conduzido soa como puro imperialismo e busca pelo estranhismo de toda uma região e cultura, também o segmento dos aviões é chatíssimo. Vale pela curiosidade histórica e pela sequência com aquarela do Brasil que é animada de maneira primorosa.
Aqui a fórmula perde um pouquinho o ritmo, não é tão emocionante nem tão singular. Soa um tanto quanto genérica e digamos que até forçada, aqui não há grandes questões pra marmanjos procurarem nas entrelinhas e o jogo é muito mais explícito, o que pode decepcionar os apaixonados pela psicologia oculta da pixar. Mas é Pixar, é qualidade de animação e roteiro redondinho.
Tinker Bell e o Monstro da Terra do Nunca
4.0 97 Assista AgoraDepois de cinco filmes com Tinker Bell no centro, acho que a melhor decisão da franquia foi justamente tirar um pouco o foco dela. E quem ganha esse espaço é Fawn, que já estava presente nos filmes anteriores, mas aqui finalmente recebe uma história que é realmente dela. A Disney coloca a fada dos animais diante de uma criatura que todos enxergam como uma ameaça, enquanto ela insiste em olhar além da aparência e entender o animal.
E essa mudança funciona muito bem. Fawn tem uma personalidade própria: é impulsiva, curiosa, apaixonada pelos animais e não consegue simplesmente abandonar uma criatura que acredita estar precisando de ajuda. Em vez de repetir o arco de Tinker Bell, o filme constrói um conflito que combina diretamente com quem Fawn é.
Também gosto de como o filme trabalha com duas formas diferentes de enxergar o desconhecido. De um lado, temos Fawn, que tenta compreender o monstro; do outro, as Fadas Escoteiras, lideradas por Nyx, que enxergam primeiro o perigo e só depois tentam entender o que está acontecendo.
E o mais interessante é que a criatura, Gruff, não é simplesmente um “monstro bonzinho”. A relação entre ele e Fawn vai sendo construída aos poucos, e isso dá ao filme uma carga emocional maior do que eu esperava de uma franquia tão voltada ao público infantil.
Depois de Fadas e Piratas, que para mim continua sendo o mais divertido, esse é provavelmente o mais interessante em termos de desenvolvimento de personagem. A troca de protagonista também evita aquela sensação de que a Disney estava apenas repetindo a fórmula de Tinker Bell pela sexta vez.
É uma maneira muito boa de encerrar a franquia: No fim, O Monstro da Terra do Nunca acaba sendo quase uma despedida de Tinker Bell sem precisar transformar isso em despedida. A franquia começou criando um universo para Tinker Bell e termina mostrando que esse universo já consegue existir sem depender dela o tempo inteiro.
Tinker Bell: Fadas e Piratas
3.5 58 Assista AgoraAqui, finalmente, a franquia parece entender que não precisa ficar presa à fórmula dos filmes anteriores. Fadas e Piratas pega tudo o que foi construído nos filmes anteriores e coloca esse universo em uma aventura muito mais divertida: pó mágico, talentos trocados, piratas, Skull Rock e, de quebra, um jovem James Hook que um dia será o Capitão Gancho.
E a grande responsável por isso é Zarina. Ela é uma personagem muito mais interessante do que simplesmente uma “vilã”: uma fada ambiciosa, curiosa e obcecada pelas possibilidades do pó mágico, que acaba sendo incompreendida por Pixie Hollow. Sua história funciona justamente porque ela não quer destruir o mundo — ela quer experimentar e descobrir coisas novas, e o problema é que ninguém sabe muito bem o que fazer com alguém que não aceita ficar dentro das regras.
A troca dos talentos das fadas também é uma ótima ideia, porque obriga personagens que já conhecemos a sair completamente de suas zonas de conforto. E, pela primeira vez, a conexão com Peter Pan parece realmente orgânica, em vez de ser apenas uma referência para lembrar que tudo aquilo acontece no mesmo universo.
É também o filme em que a franquia fica mais próxima de uma aventura de verdade. Tem ritmo, tem perigo, tem humor e tem uma mitologia que começa a se conectar diretamente com aquilo que já conhecemos de Peter Pan.
Não é perfeito — os piratas poderiam ser mais ameaçadores e algumas soluções continuam bem convenientes — mas, comparado aos anteriores, é quase como se alguém tivesse aberto uma janela em Pixie Hollow.
Tinker Bell e o Segredo das Fadas
3.5 108 Assista AgoraEsse é um daqueles casos em que a Disney pega uma ideia muito simples e consegue expandir bastante a mitologia de Pixie Hollow. Depois de apresentar o mundo das fadas, explorar o contato com os humanos e construir toda a lógica dos talentos, o filme finalmente revela um novo território dentro desse próprio universo: o Bosque do Inverno, proibido para as fadas das outras estações.
E a grande descoberta previsível—
que Tinker Bell tem uma irmã chamada Periwinkle
Tinker Bell e o Resgate da Fada
3.4 68 Assista AgoraAqui a franquia faz uma escolha interessante: em vez de continuar expandindo Pixie Hollow, ela coloca esse mundo em contato direto com o mundo humano. É a primeira vez que vemos as fadas realmente interagindo com uma criança, e a relação entre Tinker Bell e Lizzy é, para mim, o grande acerto do filme. A Disney também aproveita para mostrar que esse universo mágico existe escondido bem ao lado do nosso — algo que combina muito com a própria mitologia de Peter Pan.
O filme também dá mais espaço para as outras fadas, principalmente Vidia, que acaba tendo um papel muito mais interessante do que simplesmente ser a rival da Tinker Bell. E a história do pai de Lizzy, que tenta explicar tudo racionalmente enquanto a filha acredita nas fadas, funciona melhor do que eu esperava.
Por outro lado, é talvez o filme mais infantil dos três primeiros. A trama é relativamente simples e algumas situações são bem convenientes para fazer a história chegar onde precisa
Tinker Bell e o Tesouro Perdido
3.4 50 Assista AgoraSe o primeiro filme precisava construir as bases de Pixie Hollow, o segundo finalmente começa a mostrar o que esse universo consegue fazer. A história expande a mitologia com a Pedra da Lua, a Árvore do Pó Mágico e toda a tradição ligada ao Festival do Outono, além de levar Tinker Bell para além do Refúgio das Fadas.
E acho interessante que o maior problema do filme seja justamente a própria Tinker Bell. Ela é talentosa, criativa e bem-intencionada, mas também é extremamente teimosa e explosiva — e dessa vez suas decisões realmente têm consequências. Quando ela quebra a Pedra da Lua e coloca Pixie Hollow em risco, não existe simplesmente uma lição fofinha que resolve tudo: ela precisa sair em uma jornada para tentar consertar a própria besteira.
Ainda é uma história bastante simples e a moral sobre amizade e aprender a reconhecer os próprios erros é bem óbvia. Mas funciona melhor do que o primeiro como aventura. O filme começa a transformar aquele universo que foi apresentado no anterior em algo maior, com novas paisagens, novos elementos mágicos e uma aventura que vai além de Pixie Hollow.
Tinker Bell: Uma Aventura no Mundo das Fadas
3.3 99 Assista AgoraÉ provavelmente o mais simples dos filmes de Tinker Bell, mas também o mais importante para a franquia. O filme praticamente precisa construir do zero toda uma mitologia que antes não existia dessa forma: Pixie Hollow, os diferentes talentos das fadas, a relação delas com a natureza, o pó mágico, as estações e toda a organização desse pequeno universo. E, nesse sentido, ele faz um trabalho muito bom. A própria Disney apresenta o filme como a entrada nesse mundo secreto e como a origem da história de Tinker Bell.
É difícil cobrar desse filme a mesma aventura dos seguintes. Ele precisava primeiro criar as regras, os personagens e a identidade de Pixie Hollow — e é justamente essa base que permite que os outros possam expandir.
Peter Pan: De Volta à Terra do Nunca
3.3 60 Assista AgoraPeter Pan: De Volta à Terra do Nunca é uma continuação que tinha tudo para ser mais interessante do que realmente é. A ideia de revisitar a Terra do Nunca pela filha de Wendy é boa, mas o filme parece muito mais preocupado em repetir elementos do original do que em contar uma história que tenha personalidade própria. Peter continua carismático, mas aqui já começa a parecer uma versão infantilizada de si mesmo. É bonitinho, tem alguns momentos divertidos, mas passa aquela sensação de filme feito para manter a marca viva — e não porque alguém tinha realmente uma boa história para contar.
Velhos Bandidos
3.0 88 Assista AgoraAs pessoas veem o nome Montenegro e esperam densidade dramática, aqui temos um besteirol com reviravoltas previsíveis e muita cafonice. Divertido e piegas como uma comédia de assalto, mas as pessoas vem pra esse filme esperando demais, ou seja, aqui a frustração é muito subjetiva e talvez até maldosa com esse tipo de filme brasileiro, pois o filme não prometeu demais, e entrega literalmente o que promete desde o título: velhos fofos e bandidos!
O Diabo Veste Prada 2
3.3 424 Assista AgoraClaramente inferior ao primeiro, mas a naturalidade e empenho ao criar a obra 20 anos depois é encantador e muito charmoso. As participações especiais, a moda, e a trilha sonoro melhoram um roteiro claramente fraco.
Peter Pan
3.8 290 Assista AgoraPeter Pan continua sendo um dos clássicos mais mágicos da Disney. A Terra do Nunca é encantadora, a trilha é inesquecível e o Capitão Gancho continua sendo um dos vilões mais divertidos do estúdio. Mas, revendo hoje... Logo no começo, a Wendy praticamente deixa de ser tratada como criança e passa a ser empurrada para um papel quase maternal. A mensagem é: "Você já está grandinha demais para sonhar. Hora de cuidar dos meninos." É uma adultização que hoje causa bastante estranhamento.
Aí ela chega à Terra do Nunca... e descobre que o trabalho continua. Em vez de viver aventuras, acaba cozinhando, contando histórias, separando briga de criança e servindo de "mãe" para os Meninos Perdidos. Ela foi para um mundo mágico e ganhou um estágio de cuidadora.
O ciúme das outras personagens femininas também é irritante. Basta a Wendy aparecer e parece que todas entram automaticamente em uma competição pela atenção de um menino que, ironicamente, diz que não quer crescer nem se apaixonar.
E ainda tem representações culturais que envelheceram muito mal e hoje são amplamente criticadas por recorrerem a estereótipos ofensivos. É um daqueles casos em que vale reconhecer o contexto histórico sem fingir que essas escolhas ainda são aceitáveis.
Mesmo assim, Peter Pan continua sendo um clássico porque fala de algo universal: o medo de crescer. A Terra do Nunca representa a infância eterna, enquanto a Wendy percebe que amadurecer não significa abandonar a imaginação.
É um filme cheio de magia, humor e aventura. Mas também é um ótimo exemplo de como uma obra pode continuar encantadora e, ao mesmo tempo, revelar valores de outra época quando revisitada com os olhos de hoje.
Alice no País das Maravilhas
4.0 779 Assista AgoraAlice no País das Maravilhas é um dos filmes mais criativos da Disney. A animação é linda, os personagens são inesquecíveis e praticamente cada cena virou um ícone da cultura pop.
O mais engraçado é que a Alice passa o filme inteiro sendo a única pessoa minimamente sensata... e justamente por isso parece a mais perdida de todas.
Se você procurar uma narrativa tradicional, com começo, meio e fim bem amarrados, vai sair frustrado. Mas esse nunca foi o objetivo. Alice no País das Maravilhas é uma viagem pelo absurdo, pela lógica dos sonhos e pelo nonsense. E talvez seja justamente por não fazer sentido que ele continue fascinando gerações.
Às vezes, o melhor jeito de contar uma história é abandonar completamente a ideia de que ela precisa fazer sentido, exatamente como um desaniversário!
Pinóquio
3.6 431 Assista AgoraPinóquio é um clássico absoluto da Disney. A animação é impecável, a trilha é histórica e algumas cenas continuam impressionantes até hoje. Dito isso... o roteiro faz questão de traumatizar uma criança a cada quinze minutos.
O Gepeto literalmente adota um boneco de madeira que nasce com a maturidade de um comentário de internet. Cinco minutos de vida e o garoto já está cabulando aula, entrando em esquema de exploração infantil e fazendo amizade com qualquer sujeito que ofereça uma promessa boa demais para ser verdade.
O Grilo Falante tenta dar conselhos o filme inteiro. O Pinóquio escuta? Claro que não. O cargo de consciência dele é praticamente um estágio não remunerado.
Aí vem a Ilha dos Prazeres, onde a lógica é a seguinte: "Você matou aula, fumou charuto e quebrou umas coisas? Parabéns, agora você é um jumento." É um nível de punição que faria até uma diretora da escola do tempo da palmatória pedir calma. E talvez aqui tenha sido a inspiração do icônico e - questionável - chapéu de burro!
E o mais curioso é que tudo isso funciona. Porque Pinóquio nunca quis ser uma aventura fofinha; ele é um conto moral disfarçado de desenho infantil. Cada escolha errada tem consequência, cada atalho cobra um preço e crescer significa aprender a assumir responsabilidades.
Se você analisar com a cabeça de hoje, muita coisa parece exagerada. Mas é justamente esse exagero que faz o filme permanecer na memória. Poucos clássicos da Disney conseguem ser tão bonitos, tão sombrios e tão corajosos ao mesmo tempo.
Cinderela 3: Uma Volta no Tempo
3.0 78 Assista AgoraCinderela 3: Uma Volta no Tempo é a prova de que alguém na Disney perguntou: "E se a continuação fosse completamente maluca?" E, essa foi exatamente a decisão certa.
A Fada Madrinha perde a varinha para a Lady Tremaine. O feitiço é desfeito. O príncipe esquece a Cinderela. A madrasta literalmente altera a linha do tempo. Parece roteiro escrito depois de três cafés e uma maratona de novelas.
E, estranhamente... funciona.
A Cinderela, que no primeiro filme era muito mais reativa, finalmente corre atrás do próprio destino. O príncipe, que antes parecia apaixonado por um sapato, ganha personalidade e decide enfrentar a própria família para ficar com quem ama. E a Lady Tremaine finalmente vira uma vilã à altura da fama que sempre teve.
O melhor de tudo é que o filme abraça o absurdo sem pedir desculpas. Não tenta parecer realista, nem sofisticado. Só pega um conto de fadas, coloca viagem no tempo, magia, lavagem cerebral e uma perseguição digna de aventura e fala: "Confia."
É completamente exagerado? Sim.
A premissa é ridícula se você parar para pensar cinco minutos? Também.
mas é totalmente atual e brinca com essa ideia de multiverso
Talvez seja justamente por isso que seja, de longe,o melhor filme da trilogia. Enquanto o primeiro clássico absoluto é visto com carinho pelo peso histórico, o segundo parece um bônus de DVD, o terceiro tem coragem de mexer na história original, dar evolução aos personagens e ainda entregar um final que consegue ser emocionante sem perder o espírito do clássico.
Às vezes, tudo o que um conto de fadas precisa é de uma madrasta com acesso à varinha mágica e zero supervisão.
Cinderela II: Os Sonhos se Realizam
2.8 69 Assista AgoraCinderela 2: Os Sonhos se Realizam é praticamente a prova de que a Disney pegou três ideias que sobraram na gaveta e falou: "Costura aí e lança em DVD."
O primeiro segmento passa a mensagem de que a Cinderela pode ser ela mesma no palácio... desde que convença absolutamente todo mundo em cinco minutos.
O segundo é estrelado pelo ratinho Jac, que realiza o sonho de virar humano por aproximadamente três minutos, só para descobrir que ser rato era menos trabalhoso. Uma jornada de autoconhecimento digna de quem trocou seis por meia dúzia.
E então chega o terceiro, a história da Anastásia é tão boa que faz você pensar: "Pera... por que isso não era o filme inteiro?" De repente, a personagem mais interessante não é a princesa, nem o príncipe, mas justamente a irmã que o clássico transformou em piada.
É um filme completamente irregular? Sim. Parece uma coletânea de episódios de série animada? Também.
Mas, curiosamente, funciona. Porque a redenção da Anastásia acaba sendo uma das melhores continuações que a Disney já fez para um personagem secundário, e endossado em Cinderela 3. Grizella talvez merecesse algo assim, também mas focado em sua vilania.
Cinderela
3.7 469 Assista AgoraA Cinderela é songa monga o filme inteiro? Sim. E daí?
Ela passa anos sendo explorada e parece aceitar tudo calada quando poderia ter tentado fugir, procurar trabalho ou simplesmente dar um basta muito antes? Sim. E daí?
Ela espera um milagre, uma fada madrinha e um príncipe praticamente resolverem sua vida? Também. E daí?
E o príncipe? Se apaixona depois de uma dança e decide vasculhar o reino inteiro por causa de uma mulher que trocou duas palavras. Sim, e daí?
Mas sabe o que é engraçado? Nada disso faz o filme ser ruim. Pelo contrário: ele funciona porque é um conto de fadas, não um manual de sobrevivência. A graça está justamente nesse romantismo exagerado, na fantasia e na esperança de que, por uma noite, a sorte finalmente sorria para quem só conheceu sofrimento.
Se a gente analisar com a lógica de 2026, o roteiro desmorona. Se assistir como o conto clássico que ele é, continua sendo um dos filmes mais encantadores da Disney.
As Aventuras de Ichabod e Sr. Sapo
3.5 58 Assista AgoraCom esse longa dividido em duas histórias, a Disney estava apontando para o fim das intermináveis sequências musicais irregulares qeu tiveram durante o tempo da crise do estúdio no périodo da guerra, era um bom sinal que voltaria para os longas únicos, baseados em histórias consistentes, literárias e fabulescas. Aqui temos duas narrativas medianas, mas não tão bem desenvolvidas como o que já tinha tido com outros títulos como Branca de Neve, Pinóquio, Bambi, Dumbo e o que configuraria o próximo grande sucesso do estúdio: Cinderela. É um filme menor, curioso e que aponta para um futuro promissor, é um elo de transição, que só a história vista de um ponto de vista futuro é capaz de vislumbrar.
Como é Bom se Divertir
3.4 46 Assista AgoraEmbora tenha valor histórico por representar um período de transição da Disney no pós-guerra, artisticamente é uma obra irregular e muito abaixo dos grandes clássicos do estúdio, que passava por uma decadência notável com seus filmes por segmentos. No entanto aqui temos o abandono das esquetes musicais intermináveis dos filmes que emulavam Fantasia. Bongo ainda trás os elementos musicais e não desenvolve a narrativa completamente, e Mickey e o pé de feijão não consegue salvar o filme mesmo sendo notavelmente superior, os fantoches são um elemento curioso e o grilo falante tenta dar uma coesão entre essas várias coisas distintas.
Tempo de Melodia
3.4 27 Assista AgoraComo recorrente nesse período a qualidade foi decaindo como acentuado em como é bom se divertir, aqui temos novamente um clássico esquecível, a falta de uma conexão mais forte entre os segmentos faz com que a experiência seja menos envolvente e memorável, parece uma coleção de curtas bastante irregular e sem nenhum fio condutor.
O Maravilhoso Mundo de Mickey Mouse: Confusões Nostálgicas
3.4 3Uma homenagem ao mickey, divertido ver as suas diferentes versões, inclusive gostaria de ver mais delas no curto
O Príncipe e o Mendigo
3.7 28 Assista AgoraA disney quando se apropria das obras clássicas geralmente sai coisas interessantes, aqui temos um curta com elementos de filme grande! Uma bela adaptação, divertida e memorável.
Mickey: A História de um Camundongo
3.9 9O mickey como figura cinematográfica, como ícone da cultura pop, como sonho de um idealizador e como instrumento de domínio e guerra e como capital de um império. Tudo isso construído com três círculos e inspirado em um rato!
Descendentes: País das Maravilhas Malvado
2.6 6 Assista AgoraSe superaram na qualidade das músicas, mas o excesso de personagens a confusão temporal e o baixo orçamento de um filme pra tv desvia a atenção
Alô Amigos
3.5 86 Assista AgoraGosto da mesclagem de documentário e animação, mas a forma como é conduzido soa como puro imperialismo e busca pelo estranhismo de toda uma região e cultura, também o segmento dos aviões é chatíssimo. Vale pela curiosidade histórica e pela sequência com aquarela do Brasil que é animada de maneira primorosa.
Elio
3.3 140Aqui a fórmula perde um pouquinho o ritmo, não é tão emocionante nem tão singular. Soa um tanto quanto genérica e digamos que até forçada, aqui não há grandes questões pra marmanjos procurarem nas entrelinhas e o jogo é muito mais explícito, o que pode decepcionar os apaixonados pela psicologia oculta da pixar. Mas é Pixar, é qualidade de animação e roteiro redondinho.