“Por que os ingleses ainda estão aqui? Por que, depois de tudo que fizemos com eles, a presença britânica na Irlanda ainda permanece? Tantos sacrifícios foram feitos. Tantos de nossos irmãos e irmãs deram suas vidas em resistência a essa ocupação. E ainda estão sendo ignorados. Ainda negam nosso direito básico de autodeterminação e nossos filhos e irmãos, maridos e pais ainda estão sendo mantidos nas prisões britânicas. Se nada mudou, então, meus amigos, está na hora de uma nova abordagem. Por isso, nossa liderança deu uma nova instrução. Isso veio do comando. Hoje, a luta do Exército Republicano Irlandês (IRA) por liberdade entra em uma nova fase. Chegou a hora de aumentar nossos esforços. Redobrar nossos confrontos. Derramar mais sangue. Para que a coroa recue e saia da Irlanda para sempre.”
“- Alô. - Meu rapaz! Meu escritório
- Alô? - Caro rapaz! Há uma hora, meu escritório ligou para o Palácio de Buckingham e já me passaram para uns 9 ramais. Onde o encontramos, enfim? - Nordeste da Islândia, numa cabana no rio Hofsá. - O que está fazendo aí? - Pescando salmão com amigos. - Está em Classiebawn com a gangue? - Com a tribo toda. - Todos estão perguntando por você. Estará em Londres semana que vem? Gostaria de vê-lo. - Não estarei. Tenho um encontro com Camilla. Conseguimos uns dias para pôr o assunto em dia. Ai, Charles, não vá vê-la mais. Sabe o que a família acha. Sim, sei muito bem o que a família acha. - E o que eu acho também? - Sim, e o absurdo disso não passou despercebido por mim. A ideia de que logo você me daria um sermão sobre matrimônio, questões amorosas, necessidade de ser tradicional… porque você e Edwina deixaram a desejar nessas questões. Ao menos, quando nós cometemos adultério, não há implicações de segurança nacional. - Isso foi desnecessário. - Como sua intervenção indesejada neste assunto. Sinceramente, você representa bem o papel de meu aliado na família, cuidando de mim, mas, no momento crítico, é só um ludibriador. É um farsante fazendo jogo duplo. Não conheci ninguém de quem eu goste tanto como de Camilla, que está num casamento articulado por você, com um marido que transa com metade de Gloucestershire. Convide-nos a Broadlands e verá como fazemos um ao outro feliz. Isso se minha felicidade tem alguma importância para você. Agora, preciso ir.”
“Majestade, recebemos a cópia de um telegrama enviado ao Min. de Relações Exteriores pela embaixada britânica em Dublin. Diz: "Às 13h05, o embaixador britânico foi informado a respeito de uma explosão no barco do lorde Mountbatten, no condado de Sligo." Lorde Mountbatten está morto… bem como o garoto do barco, Paul Maxwell, e o neto do lorde Mountbatten, Nicholas. Lorde e lady Brabourne, Doreen, lady Brabourne, e Timothy Knatchbull estão no hospital em Sligo. O IRA, infelizmente, já afirmou ser o responsável.”
“Meu caro Charles, não existe elogio maior do que o de ser chamado de "príncipe entre os homens". Uma pessoa assim ganha seu título com a habilidade de liderar e de inspirar, e essas são virtudes elusivas que deve compreender e melhorar. E me dói dizer que você não está se esforçando o suficiente para compreender e melhorar. A escolha de uma mulher foi o problema em torno do qual o último príncipe de Gales sofreu, e me espanta que, 40 anos após essa abdicação, esteja se esforçando tão pouco para esconder seu entusiasmo pela esposa de outro homem. Como poderia contemplar tal decadência e decepção a si mesmo, à sua família, a mim? Devo lembrá-lo outra vez da importância de forjar seu destino com uma garota doce, inocente e bem-humorada, sem nenhum passado, que conheça as regras e que as seguirá? Alguém com quem você possa recomeçar e construir uma vida. Alguém a quem o povo amará como princesa, e, no devido tempo, como rainha. Este é seu dever agora, sua tarefa mais importante. Você é mais do que um homem, mais do que um príncipe. Um dia, caro menino, você será rei. Agora, para o mar. Eu sinto muita saudade sua. Não há ninguém cuja companhia eu goste mais, mas acho que já sabe disso. Do seu eternamente amoroso e honrado avô. Dickie.”
“- É uma coisa terrível. Mas… ele não teria temido a morte. Nada. Não teria. E ele teria odiado qualquer demonstração piegas de luto ou sentimentalismo. Ele deixou quinhentas páginas de instruções para o funeral. E escolheu você para fazer a leitura. Você. Estruturalmente, há poucas coisas normais nesta família. A posição de Dickie dentro dela a deixou ainda mais fora de forma. Eu mal conheci meu próprio pai. Dickie entendeu isso e assumiu como substituto, o que foi tudo para mim. Então, anos depois, talvez depois de ele ter visto… os conflitos entre nós dois, ele nos trocou e passou a cuidar de você. Eu não era mais a prioridade. Ele me substituiu como pai para você. E você me substituiu como filho para ele. Não me incomoda admitir que houve momentos em que a transferência da afeição de Dickie, dos cuidados dele, do amor dele… pode ter me causado ressentimento. - De mim? - Não é sua culpa, é claro. E… Quando se é tão desfavorecido de um pai, como eu fui, não há como não ficar… Sei lá… Na defensiva pela segunda melhor opção… o que Dickie era. - Para nós dois. - Do que está falando? Você tem pai! Você tem pai!! - Eu ficaria feliz em ceder o lugar, papai… para você fazer a leitura. - Não importa o que eu quero ou penso. É o que Dickie queria. E ele escolheu você.”
“Hoje de manhã, o Exército Republicano Irlandês declarou que assume plena responsabilidade pela execução de lorde Mountbatten e pelos 18 soldados britânicos mortos em nosso ataque em Warrenpoint.”
"Treze se foram, não olvidamos. Dezoito e Mountbatten, eliminamos." Para republicanos irlandeses, lorde Mountbatten era o símbolo máximo da opressão imperialista. Todo ano, ele vinha repousar em seu castelo, em solo roubado pelos ingleses, sabendo dos riscos que corria. A morte dele representa um golpe legítimo contra um alvo inimigo. Nas próximas semanas e meses, testemunharão homenagens sentimentaloides prestadas a esse suposto herói. Não vejo lágrimas do governo britânico para homens, mulheres e crianças da Irlanda que perderam as vidas. Onde está o funeral pomposo ou ocasião solene do Estado? Quem enaltecerá a morte deles ou homenageará a vida de irlandeses tão cruelmente interrompida, como a dos 13 civis assassinados pelos britânicos no Domingo Sangrento? "Treze se foram, não olvidamos. Dezoito e Mountbatten, eliminamos.". "Os que se lançaram ao mar em navios…" Estamos em guerra "exercendo…" E haverá baixas. Enquanto a Coroa Britânica permanecer na Irlanda, o sangue derramado estará nas mãos dela.”
“- Alô? - Sarah. - Alteza Real! Que bela surpresa… - Antes de mais nada, não poderei ir ao seu casamento. Mas parabéns para você e Neil. - Obrigada, senhor. - Agora… sua irmã Diana… - Sim? - Fale dela. - O que gostaria de saber? - Tudo. - Não sei bem se quer saber tudo. - Talvez eu queira. - Tudo bem. Ela trabalha meio período num jardim de infância. - Ela é professora? - Não. Precisaria de formação para isso. Está mais para auxiliar. Ela acabou de fazer 18 anos, sabia? Ela também limpa para mim. Meio período. - Como… - Como faxineira. Quer saber mais? - Um pouco mais. Ela é divertida? - Ela pode ser muito divertida, e com certeza as crianças a amam. Com certeza, os pais das crianças também. - Mesmo? E quanto à personalidade? - A família toda a chama de "duquesa", porque, desde a infância, ela se comporta como se fosse destinada a coisas mais grandiosas. Céus… Eu o desanimei? - Não. Você me deixou intrigado agora. Ia se importar se eu saísse com ela? - Um encontro? - Sim. - Nossa! - Ia se importar? - Não. Devo avisá-la? - Não. Que seja surpresa… Preciso do telefone dela antes. - Claro. É… 0-1-3-7-3…”
“Caro tio David, gostaria de agradecê-lo de novo e a Wallis por me receberem em seu lar em Bois de Boulogne. É raro o destino permitir que um antigo rei e um futuro rei se encontrem. Para dizer a verdade, abriu-me os olhos para algumas coisas: “a natureza do reinado, a natureza do amor e as dificuldades que ambos carregam”. Certamente sabe que a família preferia que eu não o visitasse, com medo de que eu me reconheça em você, de que me simpatize com você. Permita-me confessar que eu me reconheço em você, sim. Na sua modernidade e no seu instinto. Na sua individualidade e na sua imaginação. Que rei você teria sido num mundo mais gentil. E que rei nos foi negado. Me deixa muito triste vê-lo vivendo em exílio, sendo que tudo que fez foi defender seus princípios e por amar uma mulher de todo o coração. Foi cruel negarem o direito de reinar ao lado da mulher que você queria ao seu lado. Mas eu lhe dou a minha palavra que não me negarão o que negaram a você. A coroa não é algo estático, parada eternamente em uma cabeça. Ela se move. É viva. Divina. O rosto que muda de épocas que mudam e, se Deus quiser, se for meu destino usá-la, eu a usarei seguindo meus termos… e eu espero deixá-lo orgulhoso.”
(T3E9)
“- Eu queria agradecê-lo por escrever cartas tão amorosas para o David em seus últimos dias, o que significou muito. E ele queria que ficasse com isto. Eu dei a ele em 1939. - Relógio de bolso e bússola com uma gravação. - “Não há desculpa para seguir no sentido errado.” - Obrigado. - Lamento não ter visto sua namorada. - Ela vem me buscar depois daqui. Passaremos a noite juntos antes de eu voltar para Dartmouth, mas não conte a ninguém. É segredo. Ela não é oficial ainda. - Vocês se amam mesmo? - Sim. Acho que sim. - Então, se me permite dois conselhos… Nunca dê as costas ao amor. Apesar de todos os sacrifícios e toda a dor, o David e eu nunca nos arrependemos. - Obrigado. E o segundo? - Cuidado com a sua família. - A intenção deles é boa. - Não é não.”
“- Eu a vi. A viúva negra. - Wallis? - Parecia um corvo estranho. Ela me encarou e me deixou com muito medo. - Ela me alertou. - Quanto a quê? - Minha família. (…) É engraçado, olhei pra eles enquanto saía. Pra minha mãe, meu pai, minha avó, minha tia, até minha irmã… e eu pensei: “É assim que eles deviam parecer pra ele.” - Pra quem? - O antigo Príncipe de Gales. A pobre alma perdida que enterramos. Ele não era como eles. Ele era mais inteligente, mais sagaz, tinha um pensamento mais independente, era… mais sincero consigo mesmo. Então eles se uniram contra ele. E, naquele momento… enquanto eles olhavam pra mim com uma expressão horrenda, eu percebi… que eu o havia substituído.”
“…A hora em que fico mais vulnerável é quando estou no mar. Há algo nas ondas que me faz começar a desaparecer. E, de repente, estou em outro lugar. E tem um sentimento que nunca tive antes. Uma sensação de segurança e de pertencimento. E toda essa solidão desaparece. É praticamente um milagre. Eu acho que você é um milagre. Diga: uma parte nisso tudo surpreende você?”
“Querida Lilibet, eu sei o quanto você amava seu pai, minha filha. Eu sei que ficará tão devastada quanto eu com essa perda. Mas você deve colocar de lado esse sentimento agora, pois o dever a chama. O luto pela morte do seu pai será amplamente sentido. Seu povo precisará de sua força e segurança. Eu já vi três grandes monarquias ruírem por não conseguirem separar seus desejos pessoais do dever. Você não pode se permitir cometer erros similares. E, enquanto se despede de seu pai, também deve se despedir de outra pessoa: Elizabeth Mountbatten, pois ela agora será substituída por outra pessoa: a Rainha Elizabeth. As duas Elizabeths frequentemente entrarão em conflito. O fato é: a Coroa deve vencer. Deve sempre vencer.”
“Adam Neuman… Adam Neuman… Ele tem sido chamado de muitas coisas, né? O que ele é? Um visionário? Um unicórnio? Um rebelde? Um mágico? E, como um mágico, ele tentou fazer um truque com o mundo financeiro todo. Criou a ilusão de que todos vocês faziam parte de algo maior. O que vocês iam fazer? Elevar a consciência mundial? Acabar com a fome no mundo? Cuidar de todos os órgãos do mundo? Desculpem, mas como uma empresa de espaços de trabalho compartilhado faria essas coisas? Ele os enganou. Foi o que fez! E o pior é que vocês mesmo se enganaram, se deixaram iludir. Porque se esqueceram do básico. Esqueceram o que toda criança já sabe: que unicórnios não existem. Desculpem-me por trazer as más notícias, mas é a verdade. Por mais que quiséssemos que existissem. Então, acho que é hora de sermos completamente sinceros sobre o que realmente fazemos aqui. Não queremos elevar a consciência mundial. Não é assim que o capitalismo funciona. Estamos aqui para agregar valor para os nossos investidores, e faremos isso oferecendo espaços de trabalho compartilhados de alta qualidade a um preço competitivo. E o que vocês ganharão em troca? Salário digno e participação nos lucros. O Adam diz: “Faça o que você ama”? É isso mesmo? “Faça o que você ama e o dinheiro seguirá.” O quê? Não! Desculpe-me, mas isso ocorre com trabalho duro. Essa é a verdade, né? Só com trabalho duro, porra! Trabalhar é uma merda e é o que precisam fazer. Se fizerem isso e tiverem sorte, ganharão dinheiro. Então, quero saber quem está comigo. Quem está pronto pra abandonar as fantasias infantis de salvar o mundo e achar que unicórnios existem, e quer fazer parte de uma empresa de verdade e sustentável. Com um futuro no qual vocês realmente podem acreditar? Quem tá pronto? Quero ouvir. Tem um adulto no comando agora. E eu garanto que os melhores dias da WeWork ainda estão por vir. Obrigado pela atenção. Voltem ao trabalho.”
“Ele diz que a morte é inevitável. Virá para todos nós. E essa inevitabilidade tira dela todo o seu significado. O que importa são as coisas que não são inevitáveis. As coisas que criamos, que achamos. A esquerda que tomamos quando tudo nos leva para a direita. Como vivemos. Eu sempre o amei por isso. Pela extraordinária recusa em adentrar em silêncio nessa boa noite.”
”Joel não foi heroi, os Vagalumes não foram herois, Ellie foi a única vítima porque foi enganada.” Alguém comentou isso e concordo plenamente. E isso faz da série, na minha opinião, bem melhor.
“Algumas estradas são retas como flechas. Outras são mais sinuosas. Mas, precisamos confiar que, no fim, todas as estradas vão nos levar aonde precisamos ir. Só temos que chegar lá a tempo.”
"As mulheres nascem com dor embutida. É o nosso destino físico. Cólicas, seios doloridos, parto, você sabe. Carregamos dentro de nós durante nossas vidas. Homens não. Eles têm que procurar. Inventam todos esses deuses e demônios e coisas só para que possam se sentir culpados pelas coisas, que é algo que também fazemos muito bem por conta própria. E então eles criam guerras, para que possam sentir as coisas e para se tocarem, e quando não há guerras eles podem jogar rugby. E nós temos tudo acontecendo aqui dentro. Nós temos dores em um ciclo por anos e anos e anos e então, quando você sente que está fazendo as pazes com tudo isso, o que acontece? A menopausa vem. A porra da menopausa vem e é... a coisa... mais maravilhosa do mundo! E sim, todo o seu pavimento pélvico desmorona e você fica fodidamente gostosa e ninguém se importa, mas então... você é livre. Não mais uma escrava, não mais uma máquina, com peças. Você é apenas uma pessoa nos negócios. É horrível, mas é magnífico. Algo por que ansiar.”
“(…) - Estou com medo… - De quê? - De esquecer as coisas. As pessoas. De esquecer as pessoas. E tenho vergonha de não saber o que eu… - O que você quer? Tudo bem não saber o que quer. - Não, sei o que quero. Sei exatamente o que quero. No momento. - O que é? - É ruim. - Tudo bem. - Quero que alguém me diga o que vestir de manhã. - Acho que há pessoas que podem… - Não. Quero alguém que me diga o que vestir toda manhã. Quero alguém que me diga o que comer, do que gostar, odiar e ter raiva, o que escutar, qual banda gostar, do que comprar ingressos, com que fazer e não fazer piada. Quero que me digam no que acreditar. Em quem votar, em quem amar e como dizer. Acho que quero alguém que me diga… como viver minha vida, padre, porque até agora, acho que eu só errei. É por isso que as pessoas precisam de você nas vidas delas. Porque você diz como fazer. Você diz o que precisam fazer e o que vão conseguir no fim. Apesar de não acreditar nas suas besteiras e saber que cientificamente nada que eu faço faz diferença no fim, e continuo com medo. Por que ainda estou com medo? Então me diga o que fazer. Me diga que merda fazer, padre.”
“- Eu não sei o que fazer com isso, com todo amor que sinto por ela. Eu não sei onde botar ele agora.” (o amor da mãe)
“- Você sabe amar melhor que qualquer um de nós. É por isso que acha tudo tão doloroso. - (Não acho doloroso.)”
“- Não posso fazer essa leitura. - Então não faça. - O quê? - Eu faço. Vá atrás dele. - Não posso ir atrás dele. - Por que não? - É tarde demais. Não posso sair do casamento do meu pai. Ele se chama Klare, misericórdia. E já está no aeroporto. - Então pronto. É o tipo de amor de correr pelo aeroporto? - Não vou ao aeroporto. Ele me chamaria de louca. - É, só estou dizendo… - O aeroporto. Como eu o acharia? Não dá pra passar pela segurança sem um cartão de embarque. - Não sugeri que… - Eu teria que comprar uma passagem só para passar pelo portão. Não sei quando é o voo dele, nem qual o terminal. Imagine se eu soubesse. Imagine-o descobrindo que eu sabia de tudo isso. Imagine se ele estivesse na farmácia comprando pinças no Terminal 5, e, de repente, eu aparecesse: “Olá, Klare.” - É, isso seria intenso. - A única pessoa pela qual eu correria por um aeroporto seria você.”
“O amor é horrível. É horrível, é doloroso, é assustador! Ele te faz duvidar e julgar você mesmo. Ele te afasta das outras pessoas na sua vida. Te torna egoísta. Te deixa assustador. Te deixa obcecado com o cabelo. Te torna cruel. Te faz dizer e fazer coisas que nunca pensou que faria! É tudo que queremos, e é um inferno quando conseguimos! Então, não me admira que seja algo que ninguém queira fazer sozinho. Fui ensinado que, se nascemos com amor, é só passar a vida escolhendo o lugar certo para colocá-lo. Fala-se muito sobre isso. Da sensação de “ser certo”. “Quando é certo, é fácil.” Mas não tenho certeza se isso é verdade. É preciso força para saber o que é certo. E o amor… não é algo para os fracos. Ser romântico requer muita esperança. Acho que o que querem dizer é: quando você acha alguém que ama, você sente esperança. (…) Obrigado a vocês dois por reunirem todos nós aqui hoje. Por aceitarem as palavras deste livro de amor. Sejam fortes e corajosos, todos que têm esperança no Senhor.”
“Saia pela lateral agora.”
“- Vai ser Deus, não é? - É. - Caramba! Caramba… o pior é que eu te amo de verdade. Eu te amo. Não. Vamos deixar isso no ar, só por um segundo, flutuando. Eu te amo. - Vai passar. (…) - Eu também te amo.”
“Não vejo preocupação nenhuma com a vida, com o usuário. A gente só não sabe o endereço da próxima tragédia.”
Impossível não escrever textão dessa vez.
Marcelo Canellas, parabéns! Quanto profissionalismo e humanidade!
Argentina e Brasil, com tragédias completamente similares mas com desfechos judiciais tão distintos. Será que um dia a justiça brasileira vai aprender? E na indagação incluo também a população. Será que se fosse o contrário, os argentinos estariam deixando que esses familiares e sobreviventes lutassem sozinhos ou estariam lutando junto? Posso estar sendo injusta, mas a sensação que tenho é que o brasileiro se revolta e se comove sim, mas é só isso. Não passa disso. Talvez a gente tenha “se acostumado” a tanta impunidade no país da impunidade.
Onde mais que a polícia civil indicia 28 pessoas e só 4 são julgadas? É porque dentre as 28 tinham os verdadeiros bambambans, prefeitura, tudo. E sabemos que nosso país é regido por dinheiro, status e poder. Então foi: ou culpa só a banda e empresários (os lados mais fracos da história se comparado a outros), ou não culpa ninguém. Ou seja, ou era isso ou NEM ISSO. Se bem que há 10 anos é o que vem acontecendo: nem isso.
Fora que eles sabiam que se fossem mesmo processar todo mundo que deveriam, encontrariam muito mais ilegalidades até em outros âmbitos e não é isso que querem, né? Quanto mais continuar na falcatrua (e os outros que se lasquem), melhor. Quanto mais conseguir esconder a poeira pra debaixo do tapete, melhor.
Esse caso era um dos que precisava e MERECIA ter punição exemplar para que não se repetisse. Pra que pensassem muito bem antes de agir, se não por caráter, por medo. Mas essa responsabilização continua falha. Triste. Como um sobrevivente disse na frase que coloquei no início, - infelizmente - vai ter sim outra(s) tragédia(s). A gente só não sabe o endereço de próxima.
Espero que tanto a série quanto o documentário tenham bastante visibilidade e que esse assunto volte a ferver na luta por justiça.
“- Se um carro derrapa na chuva e bate no outro, é um acidente, mas, se o motorista bebe uma garrafa de cana e atropela um pedestre, ele assumiu esse risco. - Ah, Senhora Ministra, por favor, não é permitido depoimentos no STJ. - Por favor, silêncio aqui no tribunal. - Se um barco vira no mar bravio, é um acidente, mas, quando o dono do Bateau Mouche coloca 142 pessoas num barco que tem capacidade para 62, e ele naufraga por excesso de carga, não tem salva-vidas e 55 pessoas morrem, ele assumiu esse risco. - Excelência… - Se chove e há um deslizamento, é um acidente, mas, quando o executivo coloca um restaurante no caminho da barragem de Brumadinho, sabendo que tá no caminho da barragem, ela rompe e mata todos que estavam dentro, ele assumiu esse risco! - Excelência, isso não é permitido no STJ, por favor… - Se um dirigente do Flamengo recebe um relatório de alta relevância e grande risco sobre um quadro elétrico num contêiner, e mesmo assim coloca jovens pra dormir no contêiner, há um curto, o contêiner pega fogo e 10 garotos morrem, ele assumiu esse risco! - Excelência, nossa legislação não permite esse tipo de depoimento no STJ. - Eu não vou censurar um pai, como já fez o Ministério Público. - E quando um dono de boate superlota esta boate, sem saídas de emergência, sem extintores, com barras de metal impedindo a saída, com espuma tóxica no teto, e, mesmo assim, permite um show pirotécnico… ou quando um músico de uma banda, compra um fogo de artifício de uso externo porque é mais barato, usa dentro da boate, vê que o teto tá pegando fogo e, com o microfone na mão… na mão… não avisa ninguém dentro da boate, ele assumiu o risco. A pergunta aqui não é se esses quatro réus são ou não são culpados. Porque eu… eu já sei a resposta. A pergunta que os senhores devem fazer é se há valor numa vida. Se há valor nas vidas de 242 jovens inocentes. Se há valor no sofrimento de seus familiares e amigos que há mais de 6 anos clamam por justiça. E se há de ter responsabilidade pra que isso não aconteça de novo. Se é que há alguma responsabilidade nesse país tão desprovido de justiça. Eu não sou um advogado. Eu sou um pai. Nós somos pais e mães que há 6 anos e meio entra e sai dos tribunais a procura de justiça. E quando essa justiça vier, nossos filhos vão continuar mortos… nossas vidas vão continuar vazias… mas, pelo menos… pelo menos, eles vão poder descansar. E os senhores tem o poder de dizer, aqui e agora, que a vida deles não foi de graça, que quem tira uma vida merece, ao menos, ser julgado. Então, eu peço… não, não, eu… eu suplico: deixem o júri decidir, mas não me venham dizer que foi um acidente de destino. Obrigado. - Meu senhor, eu sinto muito! E eu devo dizer que como mãe, como brasileira, como ser humano… não há como não me comover, como não me revoltar… mas, enfim, estamos no Superior Tribunal de Justiça, e a nossa Constituição e sistema jurídico não nos permite olhar pro mérito da questão em si. Apenas pra questão de interpretação das leis. A nossa função é revisar o que o Tribunal de Justiça decidiu, que foi por uma decisão empatada em quatro a quatro, e que o empate deveria ser a favor dos réus, que assim seriam julgados por crime de homicídio culposo e não pelo júri popular. Na fase da decisão de culpa, sabidamente o empate é ‘pro reo’, mas… não é culpa ou não que estamos decidindo agora. Ora, se há divergência no tribunal, quer dizer que há, sim, a possibilidade de que, se apresentado a um júri, esse júri possa acreditar ser homicídio por dolo eventual. O ônus da prova continua sendo do Ministério Público. Mas o seu direito de apresentar o caso a um júri deverá ser respeitado. Sendo assim, eu julgo procedente o recurso do Ministério Público do Rio Grande do Sul.”
“O julgamento, marcado para 16 de março de 2020, foi adiado pelo início da pandemia da Covid-19 e só ocorreu em dezembro de 2021, quase 9 anos depois do incêndio. O júri popular condenou os quatro réus a penas entre 19 e 22 anos de prisão. Nove meses depois, a 1ª Câmara Criminal do Tribunal de Justiça do Rio Grande do Sul acolheu o recurso dos réus e anulou, por questões processuais, o julgamento da primeira instância. Por consequência, em janeiro de 2023, os réus estão em liberdade aguardando novo julgamento. A data para um novo júri ainda não foi marcada. Uma década depois do incêndio, ninguém está preso. A Associação de familiares e vítimas da tragédia de Santa Maria segue lutando para que todos os responsáveis não fiquem impunes. Por memória. Por justiça. Que não se repita.”
“Todo mundo tem um lado sonhador e mesmo que a vida faça esse lado sumir, ele não some de verdade. Ele esconde e fica esperando o momento certo de sair. E acredite, ele sempre, sempre encontra um jeito. Às vezes, para se aproximar, é preciso primeiro tomar distância.”
“Às vezes, quando a gente é criança, a gente se sente responsável pelo que acontece com os nossos pais, a gente carrega uma espécie de culpa. Só que, quando você não faz essa ruptura, essa separação, em algum momento isso pode impedir você de crescer, de você se tornar independente deles.”
“Quando você fala no seu pai, quem fala é o Theo menino. O menino que ficou cuidando da mãe. O menino que foi deixado pra trás. Muitos anos se passaram, Theo, mas você não consegue agir como um filho adulto.”
“A impressão que eu tenho é que você pode até não sentir remorso agora, mas você já pressente que vai sentir depois. E aí quando você sentir esse remorso, talvez seja tarde demais.”
“Eu combinei com a Malu, eu vou me encontrar com ela daqui a pouco no hospital. Preciso dizer que eu perdôo ele. Sabe por quê? Pra me perdoar.”
“Eu acreditei a vida toda num pai que talvez nem tenha existido.”
“- Eu acho que eu iria até mais longe com você. Eu poderia afirmar que você vai ser uma excelente mãe. - Como é que você sabe? - Você vai dar pro seu filho tudo que você não teve, você vai querer suprir o afeto que faltou na sua vida e você vai ensinar pra ele tudo de bom, tudo de bom que aprendeu com seu pai.”
“- Ridículo… Nas nossas últimas sessões, eu ficava aqui falando do meu pai, falando sem parar dele… Se eu ia ou se eu não ia no hospital, que isso, que aquilo, que aquilo outro… enquanto isso, ele tava lá, morrendo… Ao invés de eu ir falar com ele, olhar nos olhos dele, eu fiquei aqui, falando sobre ele. Pra quê? Que que adiantou isso? - Sem a consciência que você conquistou aqui, você não teria ido ao hospital. - Mas o que que adiantou eu ir lá no hospital naquela altura do campeonato? Eu não falei com ele, Dora. Eu não cheguei a tempo. Eu te contei. - Foi um telefonema muito confuso… - É isso, não cheguei a tempo. Naquele dia eu tinha combinado de ir no hospital com a Malu, finalmente. Aí eu vim aqui, contar pra você sobre a minha decisão. No caminho daqui pro hospital, eu tremia. Eu tava com aquele perdão entalado na garganta. Quando faltavam cinco passos pra eu dar esse perdão… cinco passos… meu pai morreu. Ele morreu sem saber que eu tava ali. - Você acha que se você não tivesse vindo aqui naquele dia, você teria chegado a tempo de falar com o seu pai? - Muito provavelmente, né, Dora?! - Certo. Pode me culpar. - Eu não tô te culpando, Dora. Você sabe o quanto eu adiei ir até lá. Eu podia ter ido antes, claro. Se alguém é culpado aqui, esse alguém sou eu. Eu… eu não fui capaz de perdoar o meu pai. O meu pai. Agora tudo ficou claro pra mim. Sabe por que que eu me tornei um terapeuta? Pra curar essa ferida que o meu pai deixou desde que ele saiu de casa. - O que eu tenho a dizer sobre esse terapeuta é que ele é muito bom. Um terapeuta que consegue entender a dor das pessoas muito bem. Talvez essa compreensão venha justamente daí. Theo, você reconhece nos outros, a ferida que dói em você. - Não, não sei de mais nada. - É natural, né… Você teve uma semana muito difícil. Uma das mais difíceis da sua vida. É natural que agora você se sinta assim… um pouco perdido. - Um pouco?”
“- A Malu me ajudou muito na minha decisão. - Do que é que você está falando? - Eu preciso de um tempo. Eu vou parar, Dora. Nessa semana, aquela minha paciente, a Carol… Ela me disse que aquela seria a nossa última sessão. Ela ia embora. Ela ia parar. E eu não tive força pra lutar por ela. Não tive. - Talvez porque o tratamento dela tenha realmente acabado. - Não é isso não, Dora. Tem tanta angústia naquela garota. É uma menina… e tendo que lidar com a visão da morte tão de perto. E eu não lutei por ela. Ela foi embora. E eu não fiz nada. - Talvez você tenha finalmente compreendido que você não pode salvar essa garota, Theo. De repente os cuidados que ela precisa nesse momento são outros. Apenas os mais urgentes. - É, ela agora tá lutando pela vida. E é isso que eu preciso fazer também. Eu pensei muito nessa semana. É… Eu tenho que me afastar por um tempo. Eu preciso parar de atender, Dora. É… Eu não to falando do tempo de um luto, um fim de semana, um feriado. Eu tô falando de uma coisa muito maior que isso. - Você acha que essa sua atitude de querer parar tem a ver com a Carol ou com o resultado do conselho de psicologia? Você se lembra de uma das primeiras coisas que você me disse quando veio me procurar depois daqueles anos todos de silêncio? Você falou que estava impaciente com os seus pacientes. Que você sentia que estava pulando etapas com eles e que, as vezes, o que você mais queria era fechar a porta e não abrir pra mais ninguém. - É, eu me lembro sim. - Mas você continuou. Você superou esse sentimento. Entendeu que era uma crise. Nós temos que considerar tudo isso que você passou nos últimos meses e, a partir daí, descobrir de onde está vindo esse sentimento. Na minha opinião, é apenas a terapia seguindo o seu caminho natural. É evidente que teria uma turbulência, mas, talvez, tudo isso tenha a ver apenas com o seu trabalho comigo. O tratamento pelo qual você está passando. Todas as coisas que surgiram até aqui. O fato de você ter começado a se livrar da compulsão de salvar a sua mãe, de protegê-la acima de tudo. As questões sobre seu pai. É óbvio que houve uma crise. Era óbvio que isso ia acontecer. E nós temos que encontrar uma maneira diferente de lidar com tudo isso. Mas, Theo, nós estamos bem no meio do processo… - Mas eu não quero continuar esse processo. Esse é o ponto. Eu quero sair da poltrona do terapeuta e redescobrir a minha paixão, a minha fé por essa profissão. E eu preciso também sair do seu sofá, parar de falar sobre a vida é viver.”
“- Eu queria te dizer uma coisa que eu acho que eu não disse ainda de forma suficientemente clara até agora: eu acho você um excelente terapeuta. É o que eu realmente acho. Você é um dos melhores que eu conheço. E eu queria te dizer que eu aprendi muito com você. Você sabe por que que eu voltei a atender, Theo? Porque eu te via trabalhando… mesmo com todas as dificuldades que você estava enfrentando, você seguia. E eu, as vezes, me sento aqui, ouço meu paciente falar… eu me lembro de como ele estava há um ano atrás e eu sinto que faço parte dessa mudança. Tenho uma parcela de responsabilidade nesse avanço e não tem nada que se compare a esse sentimento. Eu tenho certeza que você sabe do que eu tô falando. - Não é isso que eu tô dizendo. O que eu tô dizendo é que eu preciso de um tempo, uma parada pra reavaliação, pra ver como é que eu vou continuar. Sei lá… terapias com grupo, supervisão, novas abordagens que não sejam individuais, entendeu?”
“- A despedida dos fantasmas do seu pai, da sua mãe e a sombra que isso fazia na sua vida está se dissolvendo. Isso faz você ficar mais forte. Talvez agora você possa ver as coisas de uma maneira diferente, sem essa sombra. É muito bom ver que você está reavaliando os conceitos sobre a sua profissão. Você está fazendo isso com coragem. Eu te admiro por isso. Sabe o que eu acho, Theo? Você devia usar essa coragem pra fazer a mesma coisa na sua vida pessoal. Se permita desistir de alguns de seus medos… - O que eu preciso, Dora, é viver. E não ficar aqui falando da vida. - Theo… - Dora, não precisa lutar por mim. - Boa sorte, Theo. Eu estou aqui, se você precisar. - Eu sei.”
"Quando eu não tô em casa, eu tô feliz. Aí eu chego… É impressionante… É só entrar nesse lugar, que eu me sinto uma merda. Não era pra ser assim, você não acha? Ninguém devia se sentir mal quando chega em casa."
June: Você vai fazer o seguinte: vai voltar pra lá, e vai agir como uma aia, mas o tempo inteiro estará conspirando contra eles e planejando a sua vingança. Serena: Foi isso que você fez? June: Olha o que aconteceu com o Fred. E olha você agora.
Queria que já tivesse acabado nessa? Queria. Mas enquanto tiver temporada, vou assistir. Não consigo abandonar. Shonda, pelo amor de Deus, acaba logo isso.
“Pensamos que a dor de um coração partido esteja fora do nosso controle. Mas a ciência sugere que se rirmos em vez de chorarmos, se cantarmos em vez de sentirmos dor, podemos nos curar mais rápido. Claro que quando estamos sofrendo, às vezes é mais fácil continuar sofrendo do que tentar melhorar.”
“Quem somos na verdade é o resultado de muitas, muitas coisas. Como lidamos com o medo. Quem temos ao nosso redor. E como estamos presentes quando é importante.”
“Pesquisadores estudaram por que alguns têm melhor desempenho em testes. E descobriram que não está necessariamente relacionado à inteligência. Algumas pessoas ficam ansiosas durante as provas e desviam a energia mental para a ansiedade em vez de expandi-la para encontrar as respostas certas. Outros têm uma melhor compreensão de como os testes funcionam. Eles usam processo de eliminação e outras técnicas para ajudá-los a fazer melhores escolhas. Algumas pessoas estudam mais. Eles começam cedo, fazem flashcards… Confiam na repetição para obter respostas quando precisam delas. Os testes nem sempre medem o quanto você sabe. Eles medem o quão bem você os faz. Os testes certamente não medem o seu valor. Mas saber disso não faz doer menos quando você não passa.”
“Em 2019, a Organização Mundial da Saúde oficialmente reconheceu o Burnout em sua Classificação Internacional de Doenças. Estudos mostram que médicos que relatam sinais de Burnout tem as amígdalas aumentadas, a área do cérebro que regula o medo e a agressão. Mas o Burnout não é um exercício acadêmico. É uma condição sistêmica que consome tudo. É todo o seu corpo lhe enviando uma mensagem clara. Algo tem que mudar, e tem que ser agora. (…) Simplificando, o Burnout vem de um profundo desequilíbrio. Muito estresse com poucas recompensas. Você fica exausto, esgotado. Fica sem paciência, prazer ou serotonina. É o fim, a menos que… você o transforma em outra coisa e encontra seu caminho para a recuperação. Escolha as peças que você quer da sua vida… e encontre um caminho novo para prosseguir.”
“- Frequência cardíaca e pressão arterial estão melhorando. - Desculpa, eu fiquei tonta. - Tudo bem. Você teve uma síncope vasovagal. Pode ter sido causada por diversos fatores, como ter visto sangue, sofrimento emocional.”
“Todos passamos por isso, um momento em que tudo se perdeu. Seja no nosso trabalho, na família, no amor… Tememos que vamos perder tudo. Fechamos os olhos, mordemos os lábios e a adrenalina flui pelo nosso corpo. Apesar do quanto tentamos, essa última tentativa ainda pode não funcionar.”
“Os médicos, como a maioria dos seres, tem medo de riscos… Preferimos a segurança do que conhecemos à adrenalina de novidades. Cirurgiões e médicos, no geral, gostam de ter certeza de que estamos certos antes de tomarmos uma decisão. E então, para nós, a mudança requer prova incontestável, que nem sempre é fácil de se obter. Há uma teoria de que a cirurgia em si é uma era que irá passar. Mas isso está longe de acontecer. E, enquanto isso, há eras dentro das eras. Nós descobrimos novas ciências. Nós pausamos, provamos novas teorias. (…) E então batemos a cabeça na parede tentando nos convencer a mudar nossas práticas para se alinhar com o que sabemos. Porque o fim de uma era é mais fácil na teoria.”
“- Estou dizendo que você passou a sua vida inteira em um lugar, e isso torna a sua saída difícil. E, às vezes, nenhum de nós sabe o que nos motiva. Certo? Às vezes sinto como se eu tivesse 18 anos, às vezes acho que tenho 8. Todos nós temos bagagem. Temos os nossos traumas. E pelo que eh entendo, você passou por muita coisa. Estou dizendo que é difícil ir embora, Meredith. É difícil. É, sim. E o que nós fizemos hoje tornou as coisas mais difíceis. Não acho que essas duas coisas não sejam relacionadas. - Se você viu tudo isso, diga-me por que não tentou me impedir. Diga-me por que você não disse nada. - Eu vi o que eu vi, mas eu tenho respeito e humildade o suficiente de entreter a possibilidade de que eu estava errado. Porque você é a Meredith Grey. E não gosta de receber ordens. - Você realmente deveria ir embora. Volte para o Minnesota. Tenho muito trabalho para fazer aqui. (…) - Nick! Nick!”
“A esperança nunca é vã, Elrond… Nem mesmo quando é ínfima. Quando os outros sentidos adormecem, a esperança é a primeira a despertar e a última a descansar.”
Que série pesada! Que série necessária! Que série bem realizada!
“Essas histórias são inspiradas em acontecimentos reais. Os personagens e as tramas são fruto de trabalho de ficção. Qualquer semelhança com a realidade é mera coincidência.”
“Se você vive um relacionamento abusivo ou conhece alguma mulher que está sofrendo violência, busque ajuda.” EMERGÊNCIAS LIGUE 190 DENÚNCIAS LIGUE 180
“O transtorno de múltiplas personalidades, que agora é o TDI, Transtorno Dissociativo de Identidade, existe na psiquiatria moderna desde os anos 1.800 ou antes. (…) Uma das coisas que faz uma pessoa com TDI ser diferente das outras é a descontinuidade com que vive, como estar em lugares e não se lembrar do que fez. Elas descobrem que fizeram coisas e não se lembram de nada, enquanto a maioria das pessoas se lembra do que faz. Isso dá um senso de continuidade da existência. Já as pessoas com TDI sentem que existem, o tempo passa, e de repente elas estão em outro lugar. A maioria das pessoas não entende esse transtorno e acha fantasioso demais para ser real.” O psiquiatra
“A melhor forma para descrevê-lo é dizer que todos temos diferentes aspectos de personalidade, que conhecemos muito bem. No caso de múltiplas, esses aspectos são separados. E eles não se tornam entidades separadas, como nem sempre sabem da existência umas das outras.” A psiquiatra
“Judy e Gary me disseram e me ensinaram que devemos considerar todas as possibilidades num caso criminal e que não há dois casos iguais, mesmo acusações iguais. São réus diferente, com passados e vivências distintos. A maioria dos casos criminais não é preto e branco. Há uma grande área cinzenta onde as experiências e habilidades das pessoas entram em jogo. Sempre que ele tinha lápis e papel, ele desenhava. Todos os desenhos que ele fez na prisão do Condado de Franklin possuíam temas em níveis de habilidade muito diferentes entre si. Para ser apto a enfrentar um julgamento, era preciso cumprir certos critérios. Um deles dizia que você tinha que entender a natureza do crime. Você tem que entender a diferença entre certo e errado e precisava cooperar com o seu advogado na preparação da sua própria defesa.” A psiquiatra
“- Tínhamos conversado com várias outras personalidades, mas Billy não tinha permissão para acordar, como elas diziam.” A psiquiatra
“O sumiço da personalidade do hospedeiro não é algo comum, mas também não é raro. Já vi muitos casos assim. E se pensarmos nisso como uma estratégia de sobrevivência, digamos que ele teria se matado, mas por ter ficado dentro, o corpo não morreu. É um mecanismo de defesa, estratégia de sobrevivência. Mas é basicamente dizer: “Isso é demais. Não consigo lidar. Preciso me dividir em partes para não sentir, nem saber de tudo.” O psiquiatra
“Tentei ser o mais persuasiva possível com os outros alter egos e pedi para deixarem o Billy sair. Disseram que o deixavam dormindo porque ele queria se matar, e eles não queriam morrer. E eu disse: “Vocês sabem que tem muita gente aqui. Deixem que ele saia para que eu possa conhecê-lo.” A psiquiatra
“- Está com medo? Lembra de mim? Billy? Lembra de mim? Não precisa ter medo. É totalmente seguro.” A psiquiatra
“Para mim, acho que dormir era como a morte, porque era uma fuga. E quando a Dra. Wilbur me acordou, eu senti muito medo, porque eu não sabia onde estava, nem o que estava acontecendo. E eu vi várias pessoas ao meu redor.” Billy
“- Quando eles começaram a saber uns sobre os outros? - Quando você apareceu.” Billy e a psiquiatra
“No começo, ele não conseguia acreditar, mas depois de explicarem que ele não se lembrava de coisas que ele havia feito, acho que ele teve que chegar à conclusão de que estavam dizendo a verdade.” A mãe
“- Como cheguei aqui nesse hospital? - Sra. Turner, a Dra. Wilbur achou que, se você viesse ao hospital, talvez pudesse aprender a lidar com os problemas e com experiências assustadoras. E que você não ia mais dormir e ver que algo de ruim aconteceu sempre que acordasse. - Vocês podem fazer isso? - Gostaríamos de te ajudar. Quer que a gente tente ajudar? - A tirar essas pessoas de mim?” Billy e os psiquiatras
“- O que acha que é mais difícil de lidar? - O medo de que alguém me machuque. Isso me faz dormir. - Isso faz você dormir? A vontade de fugir dessa pessoa? - Sim. Se eu for dormir, não me machuco.”
“A defesa da dissociação é um estado de consciência alterado e ocorre porque o indivíduo é colocado em uma situação de um terrível trauma sobre o qual é insuportável pensar, então, por isso, se dissocia. Eles entram em um estado de alteração para se retirar mentalmente da situação traumática em que se encontram.” A psiquiatra
“- Por que sou assim? - Algumas coisas devem ter te assustado quando era criança.”
“O desenvolvimento desse transtorno é o resultado direto de um trauma extremo. E quando falo de trauma extremo, não estou falando de abuso infantil da forma como normalmente descrevemos. Estou falando de abuso infantil que beira a tortura.” A psiquiatra
“- Ele sabe que estou aqui? - Ele sabe que você está aqui? - Sabe. - A que se refere? - Eu não deveria falar nada. Se eu errar, ele vai me matar e me enterrar no celeiro.”
“Billy, vou contar todas as nossas histórias. Vou contar todos os segredos que sei. Eles precisam entender. Eles precisam saber de tudo, ou isso vai acabar acontecendo para sempre, e também não posso viver assim. E você não pode fazer isso com as pessoas.” A mãe.
“Pessoas que têm múltiplas personalidades sofreram traumas devastadores quando crianças. Tentamos entrevistar a família para ver de que ambiente ele vinha e para que pudessem nos ajudar a entender melhor sua sintomatologia.”
“Eu diria que esse transtorno é um escudo e uma fuga. Então, é algo que protege, porque uma parte não se lembra do abuso, o que é uma fuga. Mas a fuga é o escudo.”
“É um transtorno que começa muito cedo, quando a criança está criando um senso de si mesma. Se você é uma criança, não pode revidar, não pode fugir. Então vai embora, na mente. As crianças nascem com o potencial de ser múltiplas, e é a qualidade dos pais e as primeiras experiências que integram essa personalidade ou levam à fragmentação dela.”
“Normalmente, em TDI, há partes distintas com papéis muito distintos. Está parte faz isso, outra parte tem tal idade… então, pode haver um alto nível de estrutura e ordem e um alto nível de caos ao mesmo tempo. E quando alguém cresce numa família disfuncional, aprende a ser disfuncional.”
“- Então me colocavam para dormir quando eu tentava me matar? - Talvez fosse porque eles sentiam que você não conseguiria lidar com o problema. Já sentiu que não sabia mais o que fazer? - Sim. - É uma atitude muito drástica. - Achei que ninguém poderia me ajudar.”
“Dr. Martin Orne, um respeitado psiquiatria que acredita que múltiplas personalidades existem, teme que um médico possa plantar a ideia na cabeça do paciente. ‘Muito cuidado deve ser tomado no uso da hipnose com esses indivíduos para que não crie os problemas que você acha que está curando.’.”
“Nosso trabalho é dar palpites inteligentes… Não se engane, é o que fazemos. Espero que seja um palpite com conhecimento, experiência, formação… com a intuição e com muito trabalho duro, você pode dar o melhor palpite possível.” O psiquiatra
“- Vemos uma lógica perversa, de alguém que não tem empatia. O outro não existia para Milligan. - Ele era perigoso? Sim, acho que era. Mas é a natureza do que eu acho que ele era. - Isso é psicose de verdade. - A psicopatia existe quando alguém é capaz de fazer algo sem sentir absolutamente nada. Por isso, age com maldade. Mas a sensação perversa de prazer foge do controle, e ele não se contém.”
“Descobri que Christopher Carr era Billy Milligan quando o agente do FBI Cochran mencionou um panfleto com o rosto do Billy que mostrava que ele era Christopher Carr.”
“Então tudo o que ele fez, o fato de ter sido procurado no país e de provavelmente ter matado alguém, tudo isso foi esquecido. E lá está o Billy, de volta. Isso me deixou revoltado. (….) Quem acredita na história do TDI, seja verdade ou não, esqueceu as vítimas dele. Pelo menos 4 jovens foram estupradas. E teve o Sr. Madden, que acho que foi assassinado. As pessoas esqueceram. A ideia de que ele tinha um transtorno apaga tudo. Está acima de tudo.”
“Em março de 1990, recebi uma ligação da Tracy, namorada de Billy Milligan, relatando problemas com ele. Ele ameaçou matá-la. A Tracy me ligou, e ela estava morrendo de medo. Perguntei: ‘O que foi?’. Ela disse: ‘Billy me ameaçou de morte. Pode vir passar a noite aqui?’. Eu disse: ‘Claro.’ e dirigi até Columbus. Umas 2h da manhã, Billy ligou para ela. E eu não atendi o telefone. Eu não disse nada. Só escutei. Ele disse: ‘Sei que Rob está aí. Passe para ele. Sabe que posso ir até aí e matar todos vocês, e não há nada que possam fazer, pois tenho um transtorno mental.‘! Mas a coisa mais importante que Billy Milligan disse à Tracy foi: ‘Os policiais são tão burros e incompententes, que nem perceberam, quando eu fui preso na Flórida, que eu estava com os óculos de Michael Madden e havia manchas do sangue dele naqueles óculos. Ele também disse a Tracy que havia matado um negro em Logan, Ohio. Foi um assassinato brutal.”
“Acho que o diagnóstico de 1970 do Dr. Brown foi justo. Estamos lidando com uma neurose histérica bem séria, com características que podem ser chamadas de antissociais.”
“Uma das coisas que alguém com múltiplas personalidades faz é esconder o fato de que tem essa condição. Quando vi Billy Milligan, ele não sabia nada sobre Ragen, Allen, Tommy, David e o resto.”
“Você está lidando com alguém traumatizado, que aprendeu a existir em um mundo onde as pessoas são abusivas. E essa pessoa se torna manipuladora como mecanismo de sobrevivência.”
“É uma defesa, é claro, contra situações intoleráveis.”
“A questão de múltiplas personalidades era um pouco excessiva. Eles preferiram mudar o foco pro Transtorno Dissociativo de Identidade. O transtorno de múltiplas personalidades morreu em meados dos anos 1990.”
“Se isso realmente fizesse parte da natureza humana, não desaparecia tão depressa. Foram os terapeutas carismáticos e pacientes criativos e convincentes que criaram essa epidemia.”
“Dá para ver como os sintomas e o diagnóstico também são induzidos pela forma como médicos e psicólogos cuidam desses pacientes. E acho que acreditar no caso Billy Milligan, como no caso Sibyl e em outros, é o mesmo que dizer que a lua é feita de queijo, e acreditar que o estado de ter várias personalidades é ter personagens reais que assombram o corpo de um indivíduo.”
“As pessoas formaram opiniões ao supor que ele não tinha problemas. Mas ele se envolveu tanfo na própria história, que passou a viver a vida com as personalidades.”
“O problema de Milligan é que até quem acredita em reabilitação fica desconfortável quando alguém como Billy é solto. Não importa a opinião dos médicos, muitos acham que ele é perigoso.”
“São camaleões, são pessoas capazes de metamorfosear o estado de espírito, a depender da necessidade ou da situação.”
“Cuidei muito dele no fim de sua vida e um dia ele me pediu para visitá-lo. Eu fui e ele me perguntou: ‘Acha que Deus me perdoaria pelas coisas que fiz?’ E eu disse: ‘Claro, acho que Deus te perdoaria por tudo que você fez.’ E ele disse: ‘Fui uma pessoa horrível, você nem sabe de tudo o que fiz.’. Falei: ‘Acho que Deus pode perdoar o que você fez.’ E então ele disse: ‘Eu matei pessoas. Será que Ele vai me perdoar por isso?’.”
“O TDI e outros transtornos mentais continuam sendo estudados. O TDI agora é reconhecido como um transtorno sério. Experiências traumáticas na infância podem ser associadas a transtornos ou à propensão para violência no futuro.
“A sentença do juíz foi muito forte e marca os dois para sempre. Eles têm escrito na cara “assassinos”. Isso ninguém tira, ninguém apaga. Eles escreveram essa história para si, com a melhor narrativa que eles puderam construir em torno do que fizeram, e, causaram, no juíz, uma impressão tal que resultou numa sentença, assim, tão dura. Essa sentença, por exemplo, não tem uma divulgação. Ela até tem uma manchete, mas é diferente, porque, antes do julgamento, você tem cinco anos de versões. Mas, quando acontece o julgamento, que a história é comprovada, que essas versões caem por terra, se dissolvem como castelos de areia, que é o que eram, você não tem a matéria do dia seguinte. A matéria do dia seguinte é: “Tantos anos de prisão, mas já pode sair ano que vem.”
“- Você se considera uma vitoriosa? - Não há vitória possível quando se perde um filho dessa maneira. Nada é vitória mais.”
“O interesse não está mais em saber qual foi a história, o que que realmente aconteceu nesse caso. Porque tem um futuro esperando por eles. Pode ser bom ou ruim, não sei qual, mas é um futuro. A “vítima” não tem mais futuro nenhum. A vítima acabou.”
“Não se passa borracha porque não tem borracha que apague uma coisa dessas. E essa história está ali. É sacramentada na sentença, na descrição da personalidade deles, como o juíz diz, não é? Perverso, covarde e cruel. Na de Paula, ele ainda acrescenta que é inadaptada para viver em sociedade e registra o grau de periculosidade dela. Olha a palavra, “periculosidade”. Entende? Essas são as pessoas que, definidas assim pelo juíz na sua sentença, são depois libertadas por bom comportamento.”
“São essas coisas que vão te levando a um descrédito mesmo da justiça. As vezes as pessoas me perguntam: “Mas você é contra a ressocialização de presos?”, “Você não acredita que as pessoas mudem?”. Claro que acredito. O primeiro passo para a mudança é o arrependimento. Isso eu já vi. Agora esses dois… Em psicopata, eu nunca vi. E nos dois assassinos da minha filha, também nunca vi. Trinta anos se passaram e eles continuam dando sinais de que são exatamente os mesmos.”
“Como eu tenho vocação para ser feliz, eu vivo as felicidades possíveis. Mas, antes, eu tinha plenitude disso. Antes, eu podia sentir isso plenamente. E, hoje, não.”
“Ouvi dizer que quando os maremotos acontecem, muitas vezes há pessoas observando na praia. Eles veem o desastre chegando, o horizonte sumindo, mas não veem de verdade até que seja tarde demais. Assistimos a uma palestra na residência que nos prepara para essas surpresas. Ela se chama Ética nos Desastres, em que os futuros cirurgiões imaginam o que fariam se o inimaginável acontecesse. Mas é imperfeita. Porque embora seja bom se planejar para o pior, você não tem como saber como vai lidar com isso até que esteja bem no centro do desastre, debaixo da onda, tentando não se afogar.”
The Crown (4ª Temporada)
4.5 247 Assista Agora“Por que os ingleses ainda estão aqui? Por que, depois de tudo que fizemos com eles, a presença britânica na Irlanda ainda permanece? Tantos sacrifícios foram feitos. Tantos de nossos irmãos e irmãs deram suas vidas em resistência a essa ocupação. E ainda estão sendo ignorados. Ainda negam nosso direito básico de autodeterminação e nossos filhos e irmãos, maridos e pais ainda estão sendo mantidos nas prisões britânicas. Se nada mudou, então, meus amigos, está na hora de uma nova abordagem. Por isso, nossa liderança deu uma nova instrução. Isso veio do comando. Hoje, a luta do Exército Republicano Irlandês (IRA) por liberdade entra em uma nova fase. Chegou a hora de aumentar nossos esforços. Redobrar nossos confrontos. Derramar mais sangue. Para que a coroa recue e saia da Irlanda para sempre.”
“- Alô.
- Meu rapaz! Meu escritório
- Alô?
- Caro rapaz! Há uma hora, meu escritório ligou para o Palácio de Buckingham e já me passaram para uns 9 ramais. Onde o encontramos, enfim?
- Nordeste da Islândia, numa cabana no rio Hofsá.
- O que está fazendo aí?
- Pescando salmão com amigos.
- Está em Classiebawn com a gangue?
- Com a tribo toda.
- Todos estão perguntando por você. Estará em Londres semana que vem? Gostaria de vê-lo.
- Não estarei. Tenho um encontro com Camilla. Conseguimos uns dias
para pôr o assunto em dia.
Ai, Charles, não vá vê-la mais. Sabe o que a família acha. Sim, sei muito bem o que a família acha.
- E o que eu acho também?
- Sim, e o absurdo disso não passou despercebido por mim. A ideia de que logo você me daria um sermão sobre matrimônio, questões amorosas, necessidade de ser tradicional… porque você e Edwina deixaram a desejar nessas questões. Ao menos, quando nós cometemos adultério, não há implicações de segurança nacional.
- Isso foi desnecessário.
- Como sua intervenção indesejada
neste assunto. Sinceramente, você representa bem o papel de meu aliado na família, cuidando de mim, mas, no momento crítico,
é só um ludibriador. É um farsante fazendo jogo duplo. Não conheci ninguém de quem eu goste tanto como de Camilla, que está num casamento articulado por você, com um marido que transa com metade de Gloucestershire. Convide-nos a Broadlands
e verá como fazemos um ao outro feliz. Isso se minha felicidade tem alguma importância para você. Agora, preciso ir.”
“Majestade, recebemos a cópia de um telegrama enviado ao Min. de Relações Exteriores pela embaixada britânica em Dublin. Diz: "Às 13h05, o embaixador britânico foi informado a respeito de uma explosão no barco do lorde Mountbatten, no condado de Sligo." Lorde Mountbatten está morto… bem como o garoto do barco, Paul Maxwell, e o neto do lorde Mountbatten, Nicholas. Lorde e lady Brabourne, Doreen, lady Brabourne, e Timothy Knatchbull estão no hospital em Sligo. O IRA, infelizmente,
já afirmou ser o responsável.”
“Meu caro Charles, não existe elogio maior do que o de ser chamado de "príncipe entre os homens". Uma pessoa assim ganha seu título com a habilidade de liderar e de inspirar, e essas são virtudes elusivas que deve compreender e melhorar. E me dói dizer que você não está se esforçando o suficiente para compreender e melhorar. A escolha de uma mulher foi o problema em torno do qual o último príncipe de Gales sofreu, e me espanta que, 40 anos após essa abdicação, esteja se esforçando tão pouco para esconder seu entusiasmo pela esposa de outro homem. Como poderia contemplar tal decadência e decepção a si mesmo, à sua família, a mim? Devo lembrá-lo outra vez da importância de forjar seu destino com uma garota doce, inocente e bem-humorada, sem nenhum passado, que conheça as regras e que as seguirá? Alguém com quem você possa recomeçar e construir uma vida. Alguém a quem o povo amará como princesa, e, no devido tempo, como rainha. Este é seu dever agora, sua tarefa mais importante. Você é mais do que um homem, mais do que um príncipe. Um dia, caro menino, você será rei. Agora, para o mar. Eu sinto muita saudade sua. Não há ninguém cuja companhia eu goste mais, mas acho que já sabe disso. Do seu eternamente amoroso e honrado avô. Dickie.”
“- É uma coisa terrível. Mas… ele não teria temido a morte. Nada. Não teria. E ele teria odiado qualquer demonstração piegas de luto ou sentimentalismo. Ele deixou quinhentas páginas de instruções para o funeral. E escolheu você para fazer a leitura. Você. Estruturalmente, há poucas coisas normais nesta família. A posição de Dickie dentro dela a deixou ainda mais fora de forma. Eu mal conheci meu próprio pai. Dickie entendeu isso e assumiu como substituto, o que foi tudo para mim. Então, anos depois, talvez depois de ele ter visto… os conflitos entre nós dois, ele nos trocou e passou a cuidar de você. Eu não era mais a prioridade. Ele me substituiu como pai para você. E você me substituiu como filho para ele. Não me incomoda admitir que houve momentos em que a transferência da afeição de Dickie, dos cuidados dele, do amor dele… pode ter me causado ressentimento.
- De mim?
- Não é sua culpa, é claro. E… Quando se é tão desfavorecido de um pai, como eu fui, não há como não ficar… Sei lá… Na defensiva pela segunda melhor opção… o que Dickie era.
- Para nós dois.
- Do que está falando? Você tem pai! Você tem pai!!
- Eu ficaria feliz em ceder o lugar, papai… para você fazer a leitura.
- Não importa o que eu quero ou penso. É o que Dickie queria. E ele escolheu você.”
“Hoje de manhã, o Exército Republicano Irlandês declarou que assume plena responsabilidade pela execução de lorde Mountbatten e pelos 18 soldados britânicos mortos em nosso ataque em Warrenpoint.”
"Treze se foram, não olvidamos.
Dezoito e Mountbatten, eliminamos." Para republicanos irlandeses, lorde Mountbatten era o símbolo máximo da opressão imperialista. Todo ano, ele vinha repousar
em seu castelo, em solo roubado pelos ingleses, sabendo dos riscos que corria. A morte dele representa um golpe legítimo contra um alvo inimigo. Nas próximas semanas e meses, testemunharão homenagens sentimentaloides prestadas a esse suposto herói. Não vejo lágrimas do governo britânico para homens, mulheres
e crianças da Irlanda que perderam as vidas. Onde está o funeral pomposo ou ocasião solene do Estado? Quem enaltecerá a morte deles ou homenageará a vida de irlandeses
tão cruelmente interrompida, como a dos 13 civis assassinados pelos britânicos no Domingo Sangrento? "Treze se foram, não olvidamos. Dezoito e Mountbatten, eliminamos.". "Os que se lançaram ao mar em navios…" Estamos em guerra "exercendo…" E haverá baixas. Enquanto a Coroa Britânica
permanecer na Irlanda, o sangue derramado estará nas mãos dela.”
“- Alô?
- Sarah.
- Alteza Real! Que bela surpresa…
- Antes de mais nada, não poderei ir ao seu casamento. Mas parabéns para você e Neil.
- Obrigada, senhor.
- Agora… sua irmã Diana…
- Sim?
- Fale dela.
- O que gostaria de saber?
- Tudo.
- Não sei bem se quer saber tudo.
- Talvez eu queira.
- Tudo bem. Ela trabalha meio período
num jardim de infância.
- Ela é professora?
- Não. Precisaria de formação para isso. Está mais para auxiliar. Ela acabou de fazer 18 anos, sabia? Ela também limpa para mim. Meio período.
- Como…
- Como faxineira. Quer saber mais?
- Um pouco mais. Ela é divertida?
- Ela pode ser muito divertida, e com certeza as crianças a amam. Com certeza, os pais das crianças também.
- Mesmo? E quanto à personalidade?
- A família toda a chama de "duquesa",
porque, desde a infância, ela se comporta como se fosse destinada a coisas mais grandiosas. Céus… Eu o desanimei?
- Não. Você me deixou intrigado agora. Ia se importar se eu saísse com ela?
- Um encontro?
- Sim.
- Nossa!
- Ia se importar?
- Não. Devo avisá-la?
- Não. Que seja surpresa… Preciso do telefone dela antes.
- Claro. É… 0-1-3-7-3…”
The Crown (3ª Temporada)
4.3 217 Assista Agora(T3E8)
“Caro tio David, gostaria de agradecê-lo de novo e a Wallis por me receberem em seu lar em Bois de Boulogne. É raro o destino permitir que um antigo rei e um futuro rei se encontrem. Para dizer a verdade, abriu-me os olhos para algumas coisas: “a natureza do reinado, a natureza do amor e as dificuldades que ambos carregam”. Certamente sabe que a família preferia que eu não o visitasse, com medo de que eu me reconheça em você, de que me simpatize com você. Permita-me confessar que eu me reconheço em você, sim. Na sua modernidade e no seu instinto. Na sua individualidade e na sua imaginação. Que rei você teria sido num mundo mais gentil. E que rei nos foi negado. Me deixa muito triste vê-lo vivendo em exílio, sendo que tudo que fez foi defender seus princípios e por amar uma mulher de todo o coração. Foi cruel negarem o direito de reinar ao lado da mulher que você queria ao seu lado. Mas eu lhe dou a minha palavra que não me negarão o que negaram a você. A coroa não é algo estático, parada eternamente em uma cabeça. Ela se move. É viva. Divina. O rosto que muda de épocas que mudam e, se Deus quiser, se for meu destino usá-la, eu a usarei seguindo meus termos… e eu espero deixá-lo orgulhoso.”
(T3E9)
“- Eu queria agradecê-lo por escrever cartas tão amorosas para o David em seus últimos dias, o que significou muito. E ele queria que ficasse com isto. Eu dei a ele em 1939.
- Relógio de bolso e bússola com uma gravação.
- “Não há desculpa para seguir no sentido errado.”
- Obrigado.
- Lamento não ter visto sua namorada.
- Ela vem me buscar depois daqui. Passaremos a noite juntos antes de eu voltar para Dartmouth, mas não conte a ninguém. É segredo. Ela não é oficial ainda.
- Vocês se amam mesmo?
- Sim. Acho que sim.
- Então, se me permite dois conselhos… Nunca dê as costas ao amor. Apesar de todos os sacrifícios e toda a dor, o David e eu nunca nos arrependemos.
- Obrigado. E o segundo?
- Cuidado com a sua família.
- A intenção deles é boa.
- Não é não.”
“- Eu a vi. A viúva negra.
- Wallis?
- Parecia um corvo estranho. Ela me encarou e me deixou com muito medo.
- Ela me alertou.
- Quanto a quê?
- Minha família. (…) É engraçado, olhei pra eles enquanto saía. Pra minha mãe, meu pai, minha avó, minha tia, até minha irmã… e eu pensei: “É assim que eles deviam parecer pra ele.”
- Pra quem?
- O antigo Príncipe de Gales. A pobre alma perdida que enterramos. Ele não era como eles. Ele era mais inteligente, mais sagaz, tinha um pensamento mais independente, era… mais sincero consigo mesmo. Então eles se uniram contra ele. E, naquele momento… enquanto eles olhavam pra mim com uma expressão horrenda, eu percebi… que eu o havia substituído.”
“…A hora em que fico mais vulnerável é quando estou no mar. Há algo nas ondas que me faz começar a desaparecer. E, de repente, estou em outro lugar. E tem um sentimento que nunca tive antes. Uma sensação de segurança e de pertencimento. E toda essa solidão desaparece. É praticamente um milagre. Eu acho que você é um milagre. Diga: uma parte nisso tudo surpreende você?”
The Crown (1ª Temporada)
4.5 392“Querida Lilibet, eu sei o quanto você amava seu pai, minha filha. Eu sei que ficará tão devastada quanto eu com essa perda. Mas você deve colocar de lado esse sentimento agora, pois o dever a chama. O luto pela morte do seu pai será amplamente sentido. Seu povo precisará de sua força e segurança. Eu já vi três grandes monarquias ruírem por não conseguirem separar seus desejos pessoais do dever. Você não pode se permitir cometer erros similares. E, enquanto se despede de seu pai, também deve se despedir de outra pessoa: Elizabeth Mountbatten, pois ela agora será substituída por outra pessoa: a Rainha Elizabeth. As duas Elizabeths frequentemente entrarão em conflito. O fato é: a Coroa deve vencer. Deve sempre vencer.”
WeCrashed
3.5 32 Assista Agora“Adam Neuman… Adam Neuman… Ele tem sido chamado de muitas coisas, né? O que ele é? Um visionário? Um unicórnio? Um rebelde? Um mágico? E, como um mágico, ele tentou fazer um truque com o mundo financeiro todo. Criou a ilusão de que todos vocês faziam parte de algo maior. O que vocês iam fazer? Elevar a consciência mundial? Acabar com a fome no mundo? Cuidar de todos os órgãos do mundo? Desculpem, mas como uma empresa de espaços de trabalho compartilhado faria essas coisas? Ele os enganou. Foi o que fez! E o pior é que vocês mesmo se enganaram, se deixaram iludir. Porque se esqueceram do básico. Esqueceram o que toda criança já sabe: que unicórnios não existem. Desculpem-me por trazer as más notícias, mas é a verdade. Por mais que quiséssemos que existissem. Então, acho que é hora de sermos completamente sinceros sobre o que realmente fazemos aqui. Não queremos elevar a consciência mundial. Não é assim que o capitalismo funciona. Estamos aqui para agregar valor para os nossos investidores, e faremos isso oferecendo espaços de trabalho compartilhados de alta qualidade a um preço competitivo. E o que vocês ganharão em troca? Salário digno e participação nos lucros. O Adam diz: “Faça o que você ama”? É isso mesmo? “Faça o que você ama e o dinheiro seguirá.” O quê? Não! Desculpe-me, mas isso ocorre com trabalho duro. Essa é a verdade, né? Só com trabalho duro, porra! Trabalhar é uma merda e é o que precisam fazer. Se fizerem isso e tiverem sorte, ganharão dinheiro. Então, quero saber quem está comigo. Quem está pronto pra abandonar as fantasias infantis de salvar o mundo e achar que unicórnios existem, e quer fazer parte de uma empresa de verdade e sustentável. Com um futuro no qual vocês realmente podem acreditar? Quem tá pronto? Quero ouvir. Tem um adulto no comando agora. E eu garanto que os melhores dias da WeWork ainda estão por vir. Obrigado pela atenção. Voltem ao trabalho.”
- dois dias depois -
“Estamos fodidos. Estamos fodidos.”
Torto Arado (1ª Temporada)
1Já quero MUITO ver! Espero que sigam beeeem direitinho o livro.
Lista Negra (10ª Temporada)
3.4 25 Assista Agora“Ele diz que a morte é inevitável. Virá para todos nós. E essa inevitabilidade tira dela todo o seu significado. O que importa são as coisas que não são inevitáveis. As coisas que criamos, que achamos. A esquerda que tomamos quando tudo nos leva para a direita. Como vivemos. Eu sempre o amei por isso. Pela extraordinária recusa em adentrar em silêncio nessa boa noite.”
The Last of Us (1ª Temporada)
4.4 1,2K“É cuidando das coisas que demonstramos amor."
”Joel não foi heroi, os Vagalumes não foram herois, Ellie foi a única vítima porque foi enganada.” Alguém comentou isso e concordo plenamente. E isso faz da série, na minha opinião, bem melhor.
Sweet Tooth (2ª Temporada)
3.7 58 Assista Agora“Algumas estradas são retas como flechas. Outras são mais sinuosas. Mas, precisamos confiar que, no fim, todas as estradas vão nos levar aonde precisamos ir. Só temos que chegar lá a tempo.”
Fleabag (2ª Temporada)
4.7 911 Assista Agora“It’ll pass.”
"As mulheres nascem com dor embutida. É o nosso destino físico. Cólicas, seios doloridos, parto, você sabe. Carregamos dentro de nós durante nossas vidas. Homens não. Eles têm que procurar. Inventam todos esses deuses e demônios e coisas só para que possam se sentir culpados pelas coisas, que é algo que também fazemos muito bem por conta própria. E então eles criam guerras, para que possam sentir as coisas e para se tocarem, e quando não há guerras eles podem jogar rugby. E nós temos tudo acontecendo aqui dentro. Nós temos dores em um ciclo por anos e anos e anos e então, quando você sente que está fazendo as pazes com tudo isso, o que acontece? A menopausa vem. A porra da menopausa vem e é... a coisa... mais maravilhosa do mundo! E sim, todo o seu pavimento pélvico desmorona e você fica fodidamente gostosa e ninguém se importa, mas então... você é livre. Não mais uma escrava, não mais uma máquina, com peças. Você é apenas uma pessoa nos negócios. É horrível, mas é magnífico. Algo por que ansiar.”
“(…)
- Estou com medo…
- De quê?
- De esquecer as coisas. As pessoas. De esquecer as pessoas. E tenho vergonha de não saber o que eu…
- O que você quer? Tudo bem não saber o que quer.
- Não, sei o que quero. Sei exatamente o que quero. No momento.
- O que é?
- É ruim.
- Tudo bem.
- Quero que alguém me diga o que vestir de manhã.
- Acho que há pessoas que podem…
- Não. Quero alguém que me diga o que vestir toda manhã. Quero alguém que me diga o que comer, do que gostar, odiar e ter raiva, o que escutar, qual banda gostar, do que comprar ingressos, com que fazer e não fazer piada. Quero que me digam no que acreditar. Em quem votar, em quem amar e como dizer. Acho que quero alguém que me diga… como viver minha vida, padre, porque até agora, acho que eu só errei. É por isso que as pessoas precisam de você nas vidas delas. Porque você diz como fazer. Você diz o que precisam fazer e o que vão conseguir no fim. Apesar de não acreditar nas suas besteiras e saber que cientificamente nada que eu faço faz diferença no fim, e continuo com medo. Por que ainda estou com medo? Então me diga o que fazer. Me diga que merda fazer, padre.”
“- Eu não sei o que fazer com isso, com todo amor que sinto por ela. Eu não sei onde botar ele agora.” (o amor da mãe)
“- Você sabe amar melhor que qualquer um de nós. É por isso que acha tudo tão doloroso.
- (Não acho doloroso.)”
“- Não posso fazer essa leitura.
- Então não faça.
- O quê?
- Eu faço. Vá atrás dele.
- Não posso ir atrás dele.
- Por que não?
- É tarde demais. Não posso sair do casamento do meu pai. Ele se chama Klare, misericórdia. E já está no aeroporto.
- Então pronto. É o tipo de amor de correr pelo aeroporto?
- Não vou ao aeroporto. Ele me chamaria de louca.
- É, só estou dizendo…
- O aeroporto. Como eu o acharia? Não dá pra passar pela segurança sem um cartão de embarque.
- Não sugeri que…
- Eu teria que comprar uma passagem só para passar pelo portão. Não sei quando é o voo dele, nem qual o terminal. Imagine se eu soubesse. Imagine-o descobrindo que eu sabia de tudo isso. Imagine se ele estivesse na farmácia comprando pinças no Terminal 5, e, de repente, eu aparecesse: “Olá, Klare.”
- É, isso seria intenso.
- A única pessoa pela qual eu correria por um aeroporto seria você.”
“O amor é horrível. É horrível, é doloroso, é assustador! Ele te faz duvidar e julgar você mesmo. Ele te afasta das outras pessoas na sua vida. Te torna egoísta. Te deixa assustador. Te deixa obcecado com o cabelo. Te torna cruel. Te faz dizer e fazer coisas que nunca pensou que faria! É tudo que queremos, e é um inferno quando conseguimos! Então, não me admira que seja algo que ninguém queira fazer sozinho. Fui ensinado que, se nascemos com amor, é só passar a vida escolhendo o lugar certo para colocá-lo. Fala-se muito sobre isso. Da sensação de “ser certo”. “Quando é certo, é fácil.” Mas não tenho certeza se isso é verdade. É preciso força para saber o que é certo. E o amor… não é algo para os fracos. Ser romântico requer muita esperança. Acho que o que querem dizer é: quando você acha alguém que ama, você sente esperança. (…) Obrigado a vocês dois por reunirem todos nós aqui hoje. Por aceitarem as palavras deste livro de amor. Sejam fortes e corajosos, todos que têm esperança no Senhor.”
“Saia pela lateral agora.”
“- Vai ser Deus, não é?
- É.
- Caramba! Caramba… o pior é que eu te amo de verdade. Eu te amo. Não. Vamos deixar isso no ar, só por um segundo, flutuando. Eu te amo.
- Vai passar.
(…)
- Eu também te amo.”
Boate Kiss - A Tragédia de Santa Maria
4.2 82“Não vejo preocupação nenhuma com a vida, com o usuário. A gente só não sabe o endereço da próxima tragédia.”
Impossível não escrever textão dessa vez.
Marcelo Canellas, parabéns! Quanto profissionalismo e humanidade!
Argentina e Brasil, com tragédias completamente similares mas com desfechos judiciais tão distintos. Será que um dia a justiça brasileira vai aprender? E na indagação incluo também a população. Será que se fosse o contrário, os argentinos estariam deixando que esses familiares e sobreviventes lutassem sozinhos ou estariam lutando junto? Posso estar sendo injusta, mas a sensação que tenho é que o brasileiro se revolta e se comove sim, mas é só isso. Não passa disso. Talvez a gente tenha “se acostumado” a tanta impunidade no país da impunidade.
Onde mais que a polícia civil indicia 28 pessoas e só 4 são julgadas? É porque dentre as 28 tinham os verdadeiros bambambans, prefeitura, tudo. E sabemos que nosso país é regido por dinheiro, status e poder. Então foi: ou culpa só a banda e empresários (os lados mais fracos da história se comparado a outros), ou não culpa ninguém. Ou seja, ou era isso ou NEM ISSO. Se bem que há 10 anos é o que vem acontecendo: nem isso.
Fora que eles sabiam que se fossem mesmo processar todo mundo que deveriam, encontrariam muito mais ilegalidades até em outros âmbitos e não é isso que querem, né? Quanto mais continuar na falcatrua (e os outros que se lasquem), melhor. Quanto mais conseguir esconder a poeira pra debaixo do tapete, melhor.
Esse caso era um dos que precisava e MERECIA ter punição exemplar para que não se repetisse. Pra que pensassem muito bem antes de agir, se não por caráter, por medo. Mas essa responsabilização continua falha. Triste.
Como um sobrevivente disse na frase que coloquei no início, - infelizmente - vai ter sim outra(s) tragédia(s). A gente só não sabe o endereço de próxima.
Espero que tanto a série quanto o documentário tenham bastante visibilidade e que esse assunto volte a ferver na luta por justiça.
Todo Dia a Mesma Noite
4.0 286 Assista Agora“- Se um carro derrapa na chuva e bate no outro, é um acidente, mas, se o motorista bebe uma garrafa de cana e atropela um pedestre, ele assumiu esse risco.
- Ah, Senhora Ministra, por favor, não é permitido depoimentos no STJ.
- Por favor, silêncio aqui no tribunal.
- Se um barco vira no mar bravio, é um acidente, mas, quando o dono do Bateau Mouche coloca 142 pessoas num barco que tem capacidade para 62, e ele naufraga por excesso de carga, não tem salva-vidas e 55 pessoas morrem, ele assumiu esse risco.
- Excelência…
- Se chove e há um deslizamento, é um acidente, mas, quando o executivo coloca um restaurante no caminho da barragem de Brumadinho, sabendo que tá no caminho da barragem, ela rompe e mata todos que estavam dentro, ele assumiu esse risco!
- Excelência, isso não é permitido no STJ, por favor…
- Se um dirigente do Flamengo recebe um relatório de alta relevância e grande risco sobre um quadro elétrico num contêiner, e mesmo assim coloca jovens pra dormir no contêiner, há um curto, o contêiner pega fogo e 10 garotos morrem, ele assumiu esse risco!
- Excelência, nossa legislação não permite esse tipo de depoimento no STJ.
- Eu não vou censurar um pai, como já fez o Ministério Público.
- E quando um dono de boate superlota esta boate, sem saídas de emergência, sem extintores, com barras de metal impedindo a saída, com espuma tóxica no teto, e, mesmo assim, permite um show pirotécnico… ou quando um músico de uma banda, compra um fogo de artifício de uso externo porque é mais barato, usa dentro da boate, vê que o teto tá pegando fogo e, com o microfone na mão… na mão… não avisa ninguém dentro da boate, ele assumiu o risco. A pergunta aqui não é se esses quatro réus são ou não são culpados. Porque eu… eu já sei a resposta. A pergunta que os senhores devem fazer é se há valor numa vida. Se há valor nas vidas de 242 jovens inocentes. Se há valor no sofrimento de seus familiares e amigos que há mais de 6 anos clamam por justiça. E se há de ter responsabilidade pra que isso não aconteça de novo. Se é que há alguma responsabilidade nesse país tão desprovido de justiça. Eu não sou um advogado. Eu sou um pai. Nós somos pais e mães que há 6 anos e meio entra e sai dos tribunais a procura de justiça. E quando essa justiça vier, nossos filhos vão continuar mortos… nossas vidas vão continuar vazias… mas, pelo menos… pelo menos, eles vão poder descansar. E os senhores tem o poder de dizer, aqui e agora, que a vida deles não foi de graça, que quem tira uma vida merece, ao menos, ser julgado. Então, eu peço… não, não, eu… eu suplico: deixem o júri decidir, mas não me venham dizer que foi um acidente de destino. Obrigado.
- Meu senhor, eu sinto muito! E eu devo dizer que como mãe, como brasileira, como ser humano… não há como não me comover, como não me revoltar… mas, enfim, estamos no Superior Tribunal de Justiça, e a nossa Constituição e sistema jurídico não nos permite olhar pro mérito da questão em si. Apenas pra questão de interpretação das leis. A nossa função é revisar o que o Tribunal de Justiça decidiu, que foi por uma decisão empatada em quatro a quatro, e que o empate deveria ser a favor dos réus, que assim seriam julgados por crime de homicídio culposo e não pelo júri popular. Na fase da decisão de culpa, sabidamente o empate é ‘pro reo’, mas… não é culpa ou não que estamos decidindo agora. Ora, se há divergência no tribunal, quer dizer que há, sim, a possibilidade de que, se apresentado a um júri, esse júri possa acreditar ser homicídio por dolo eventual. O ônus da prova continua sendo do Ministério Público. Mas o seu direito de apresentar o caso a um júri deverá ser respeitado. Sendo assim, eu julgo procedente o recurso do Ministério Público do Rio Grande do Sul.”
(Sentinela - Milton Nascimento)
“O julgamento, marcado para 16 de março de 2020, foi adiado pelo início da pandemia da Covid-19 e só ocorreu em dezembro de 2021, quase 9 anos depois do incêndio. O júri popular condenou os quatro réus a penas entre 19 e 22 anos de prisão. Nove meses depois, a 1ª Câmara Criminal do Tribunal de Justiça do Rio Grande do Sul acolheu o recurso dos réus e anulou, por questões processuais, o julgamento da primeira instância. Por consequência, em janeiro de 2023, os réus estão em liberdade aguardando novo julgamento. A data para um novo júri ainda não foi marcada. Uma década depois do incêndio, ninguém está preso. A Associação de familiares e vítimas da tragédia de Santa Maria segue lutando para que todos os responsáveis não fiquem impunes. Por memória. Por justiça. Que não se repita.”
Sessão de Terapia (2ª Temporada)
4.2 35“Todo mundo tem um lado sonhador e mesmo que a vida faça esse lado sumir, ele não some de verdade. Ele esconde e fica esperando o momento certo de sair. E acredite, ele sempre, sempre encontra um jeito. Às vezes, para se aproximar, é preciso primeiro tomar distância.”
“Às vezes, quando a gente é criança, a gente se sente responsável pelo que acontece com os nossos pais, a gente carrega uma espécie de culpa. Só que, quando você não faz essa ruptura, essa separação, em algum momento isso pode impedir você de crescer, de você se tornar independente deles.”
“Quando você fala no seu pai, quem fala é o Theo menino. O menino que ficou cuidando da mãe. O menino que foi deixado pra trás. Muitos anos se passaram, Theo, mas você não consegue agir como um filho adulto.”
“A impressão que eu tenho é que você pode até não sentir remorso agora, mas você já pressente que vai sentir depois. E aí quando você sentir esse remorso, talvez seja tarde demais.”
“Eu combinei com a Malu, eu vou me encontrar com ela daqui a pouco no hospital. Preciso dizer que eu perdôo ele. Sabe por quê? Pra me perdoar.”
“Eu acreditei a vida toda num pai que talvez nem tenha existido.”
“- Eu acho que eu iria até mais longe com você. Eu poderia afirmar que você vai ser uma excelente mãe.
- Como é que você sabe?
- Você vai dar pro seu filho tudo que você não teve, você vai querer suprir o afeto que faltou na sua vida e você vai ensinar pra ele tudo de bom, tudo de bom que aprendeu com seu pai.”
“- Ridículo… Nas nossas últimas sessões, eu ficava aqui falando do meu pai, falando sem parar dele… Se eu ia ou se eu não ia no hospital, que isso, que aquilo, que aquilo outro… enquanto isso, ele tava lá, morrendo… Ao invés de eu ir falar com ele, olhar nos olhos dele, eu fiquei aqui, falando sobre ele. Pra quê? Que que adiantou isso?
- Sem a consciência que você conquistou aqui, você não teria ido ao hospital.
- Mas o que que adiantou eu ir lá no hospital naquela altura do campeonato? Eu não falei com ele, Dora. Eu não cheguei a tempo. Eu te contei.
- Foi um telefonema muito confuso…
- É isso, não cheguei a tempo. Naquele dia eu tinha combinado de ir no hospital com a Malu, finalmente. Aí eu vim aqui, contar pra você sobre a minha decisão. No caminho daqui pro hospital, eu tremia. Eu tava com aquele perdão entalado na garganta. Quando faltavam cinco passos pra eu dar esse perdão… cinco passos… meu pai morreu. Ele morreu sem saber que eu tava ali.
- Você acha que se você não tivesse vindo aqui naquele dia, você teria chegado a tempo de falar com o seu pai?
- Muito provavelmente, né, Dora?!
- Certo. Pode me culpar.
- Eu não tô te culpando, Dora. Você sabe o quanto eu adiei ir até lá. Eu podia ter ido antes, claro. Se alguém é culpado aqui, esse alguém sou eu. Eu… eu não fui capaz de perdoar o meu pai. O meu pai. Agora tudo ficou claro pra mim. Sabe por que que eu me tornei um terapeuta? Pra curar essa ferida que o meu pai deixou desde que ele saiu de casa.
- O que eu tenho a dizer sobre esse terapeuta é que ele é muito bom. Um terapeuta que consegue entender a dor das pessoas muito bem. Talvez essa compreensão venha justamente daí. Theo, você reconhece nos outros, a ferida que dói em você.
- Não, não sei de mais nada.
- É natural, né… Você teve uma semana muito difícil. Uma das mais difíceis da sua vida. É natural que agora você se sinta assim… um pouco perdido.
- Um pouco?”
“- A Malu me ajudou muito na minha decisão.
- Do que é que você está falando?
- Eu preciso de um tempo. Eu vou parar, Dora. Nessa semana, aquela minha paciente, a Carol… Ela me disse que aquela seria a nossa última sessão. Ela ia embora. Ela ia parar. E eu não tive força pra lutar por ela. Não tive.
- Talvez porque o tratamento dela tenha realmente acabado.
- Não é isso não, Dora. Tem tanta angústia naquela garota. É uma menina… e tendo que lidar com a visão da morte tão de perto. E eu não lutei por ela. Ela foi embora. E eu não fiz nada.
- Talvez você tenha finalmente compreendido que você não pode salvar essa garota, Theo. De repente os cuidados que ela precisa nesse momento são outros. Apenas os mais urgentes.
- É, ela agora tá lutando pela vida. E é isso que eu preciso fazer também. Eu pensei muito nessa semana. É… Eu tenho que me afastar por um tempo. Eu preciso parar de atender, Dora. É… Eu não to falando do tempo de um luto, um fim de semana, um feriado. Eu tô falando de uma coisa muito maior que isso.
- Você acha que essa sua atitude de querer parar tem a ver com a Carol ou com o resultado do conselho de psicologia? Você se lembra de uma das primeiras coisas que você me disse quando veio me procurar depois daqueles anos todos de silêncio? Você falou que estava impaciente com os seus pacientes. Que você sentia que estava pulando etapas com eles e que, as vezes, o que você mais queria era fechar a porta e não abrir pra mais ninguém.
- É, eu me lembro sim.
- Mas você continuou. Você superou esse sentimento. Entendeu que era uma crise. Nós temos que considerar tudo isso que você passou nos últimos meses e, a partir daí, descobrir de onde está vindo esse sentimento. Na minha opinião, é apenas a terapia seguindo o seu caminho natural. É evidente que teria uma turbulência, mas, talvez, tudo isso tenha a ver apenas com o seu trabalho comigo. O tratamento pelo qual você está passando. Todas as coisas que surgiram até aqui. O fato de você ter começado a se livrar da compulsão de salvar a sua mãe, de protegê-la acima de tudo. As questões sobre seu pai. É óbvio que houve uma crise. Era óbvio que isso ia acontecer. E nós temos que encontrar uma maneira diferente de lidar com tudo isso. Mas, Theo, nós estamos bem no meio do processo…
- Mas eu não quero continuar esse processo. Esse é o ponto. Eu quero sair da poltrona do terapeuta e redescobrir a minha paixão, a minha fé por essa profissão. E eu preciso também sair do seu sofá, parar de falar sobre a vida é viver.”
“- Eu queria te dizer uma coisa que eu acho que eu não disse ainda de forma suficientemente clara até agora: eu acho você um excelente terapeuta. É o que eu realmente acho. Você é um dos melhores que eu conheço. E eu queria te dizer que eu aprendi muito com você. Você sabe por que que eu voltei a atender, Theo? Porque eu te via trabalhando… mesmo com todas as dificuldades que você estava enfrentando, você seguia. E eu, as vezes, me sento aqui, ouço meu paciente falar… eu me lembro de como ele estava há um ano atrás e eu sinto que faço parte dessa mudança. Tenho uma parcela de responsabilidade nesse avanço e não tem nada que se compare a esse sentimento. Eu tenho certeza que você sabe do que eu tô falando.
- Não é isso que eu tô dizendo. O que eu tô dizendo é que eu preciso de um tempo, uma parada pra reavaliação, pra ver como é que eu vou continuar. Sei lá… terapias com grupo, supervisão, novas abordagens que não sejam individuais, entendeu?”
“- A despedida dos fantasmas do seu pai, da sua mãe e a sombra que isso fazia na sua vida está se dissolvendo. Isso faz você ficar mais forte. Talvez agora você possa ver as coisas de uma maneira diferente, sem essa sombra. É muito bom ver que você está reavaliando os conceitos sobre a sua profissão. Você está fazendo isso com coragem. Eu te admiro por isso. Sabe o que eu acho, Theo? Você devia usar essa coragem pra fazer a mesma coisa na sua vida pessoal. Se permita desistir de alguns de seus medos…
- O que eu preciso, Dora, é viver. E não ficar aqui falando da vida.
- Theo…
- Dora, não precisa lutar por mim.
- Boa sorte, Theo. Eu estou aqui, se você precisar.
- Eu sei.”
Sessão de Terapia (1ª Temporada)
4.2 146"Quando eu não tô em casa, eu tô feliz. Aí eu chego… É impressionante… É só entrar nesse lugar, que eu me sinto uma merda. Não era pra ser assim, você não acha? Ninguém devia se sentir mal quando chega em casa."
Wandinha (1ª Temporada)
4.0 711 Assista AgoraSe tinha uma coisa que eu não esperava, era encontrar “Arise, Brienne of Tarth, a Knight of the Seven Kingdoms" aqui. Queen demais!
“A mulher grandona está aqui.”
O Conto da Aia (5ª Temporada)
4.0 202 Assista Agora“Eu ofereci a outra face. Depois de tudo, eu acho que sou mais cristã que você.” June
June: Você vai fazer o seguinte: vai voltar pra lá, e vai agir como uma aia, mas o tempo inteiro estará conspirando contra eles e planejando a sua vingança.
Serena: Foi isso que você fez?
June: Olha o que aconteceu com o Fred. E olha você agora.
A Anatomia de Grey (18ª Temporada)
3.6 42 Assista AgoraQueria que já tivesse acabado nessa? Queria. Mas enquanto tiver temporada, vou assistir. Não consigo abandonar. Shonda, pelo amor de Deus, acaba logo isso.
“Pensamos que a dor de um coração partido esteja fora do nosso controle. Mas a ciência sugere que se rirmos em vez de chorarmos, se cantarmos em vez de sentirmos dor, podemos nos curar mais rápido. Claro que quando estamos sofrendo, às vezes é mais fácil continuar sofrendo do que tentar melhorar.”
“Quem somos na verdade é o resultado de muitas, muitas coisas. Como lidamos com o medo. Quem temos ao nosso redor. E como estamos presentes quando é importante.”
“Pesquisadores estudaram por que alguns têm melhor desempenho em testes. E descobriram que não está necessariamente relacionado à inteligência. Algumas pessoas ficam ansiosas durante as provas e desviam a energia mental para a ansiedade em vez de expandi-la para encontrar as respostas certas. Outros têm uma melhor compreensão de como os testes funcionam. Eles usam processo de eliminação e outras técnicas para ajudá-los a fazer melhores escolhas. Algumas pessoas estudam mais. Eles começam cedo, fazem flashcards… Confiam na repetição para obter respostas quando precisam delas. Os testes nem sempre medem o quanto você sabe. Eles medem o quão bem você os faz. Os testes certamente não medem o seu valor. Mas saber disso não faz doer menos quando você não passa.”
“Em 2019, a Organização Mundial da Saúde oficialmente reconheceu o Burnout em sua Classificação Internacional de Doenças. Estudos mostram que médicos que relatam sinais de Burnout tem as amígdalas aumentadas, a área do cérebro que regula o medo e a agressão. Mas o Burnout não é um exercício acadêmico. É uma condição sistêmica que consome tudo. É todo o seu corpo lhe enviando uma mensagem clara. Algo tem que mudar, e tem que ser agora.
(…)
Simplificando, o Burnout vem de um profundo desequilíbrio. Muito estresse com poucas recompensas. Você fica exausto, esgotado. Fica sem paciência, prazer ou serotonina. É o fim, a menos que… você o transforma em outra coisa e encontra seu caminho para a recuperação. Escolha as peças que você quer da sua vida… e encontre um caminho novo para prosseguir.”
“- Frequência cardíaca e pressão arterial estão melhorando.
- Desculpa, eu fiquei tonta.
- Tudo bem. Você teve uma síncope vasovagal. Pode ter sido causada por diversos fatores, como ter visto sangue, sofrimento emocional.”
“Todos passamos por isso, um momento em que tudo se perdeu. Seja no nosso trabalho, na família, no amor… Tememos que vamos perder tudo. Fechamos os olhos, mordemos os lábios e a adrenalina flui pelo nosso corpo. Apesar do quanto tentamos, essa última tentativa ainda pode não funcionar.”
“Os médicos, como a maioria dos seres, tem medo de riscos… Preferimos a segurança do que conhecemos à adrenalina de novidades. Cirurgiões e médicos, no geral, gostam de ter certeza de que estamos certos antes de tomarmos uma decisão. E então, para nós, a mudança requer prova incontestável, que nem sempre é fácil de se obter. Há uma teoria de que a cirurgia em si é uma era que irá passar. Mas isso está longe de acontecer. E, enquanto isso, há eras dentro das eras. Nós descobrimos novas ciências. Nós pausamos, provamos novas teorias.
(…)
E então batemos a cabeça na parede tentando nos convencer a mudar nossas práticas para se alinhar com o que sabemos. Porque o fim de uma era é mais fácil na teoria.”
“- Estou dizendo que você passou a sua vida inteira em um lugar, e isso torna a sua saída difícil. E, às vezes, nenhum de nós sabe o que nos motiva. Certo? Às vezes sinto como se eu tivesse 18 anos, às vezes acho que tenho 8. Todos nós temos bagagem. Temos os nossos traumas. E pelo que eh entendo, você passou por muita coisa. Estou dizendo que é difícil ir embora, Meredith. É difícil. É, sim. E o que nós fizemos hoje tornou as coisas mais difíceis. Não acho que essas duas coisas não sejam relacionadas.
- Se você viu tudo isso, diga-me por que não tentou me impedir. Diga-me por que você não disse nada.
- Eu vi o que eu vi, mas eu tenho respeito e humildade o suficiente de entreter a possibilidade de que eu estava errado. Porque você é a Meredith Grey. E não gosta de receber ordens.
- Você realmente deveria ir embora. Volte para o Minnesota. Tenho muito trabalho para fazer aqui.
(…)
- Nick! Nick!”
O Senhor dos Anéis: Os Anéis de Poder (1ª Temporada)
3.9 791 Assista Agora“A esperança nunca é vã, Elrond… Nem mesmo quando é ínfima. Quando os outros sentidos adormecem, a esperança é a primeira a despertar e a última a descansar.”
A Casa do Dragão (1ª Temporada)
4.1 728 Assista AgoraOitavo episódio: WOW
A Casa do Dragão (1ª Temporada)
4.1 728 Assista AgoraEu nem sabia que estava com tanta saudade de ver um dragão obedecer a um “Dracarys”. Soou como música.
Não Foi Minha Culpa Brasil
4.3 7Que série pesada!
Que série necessária!
Que série bem realizada!
“Essas histórias são inspiradas em acontecimentos reais. Os personagens e as tramas são fruto de trabalho de ficção. Qualquer semelhança com a realidade é mera coincidência.”
“Se você vive um relacionamento abusivo ou conhece alguma mulher que está sofrendo violência, busque ajuda.”
EMERGÊNCIAS LIGUE 190
DENÚNCIAS LIGUE 180
As 24 Personalidades de Billy Milligan
3.6 53 Assista Agora“O transtorno de múltiplas personalidades, que agora é o TDI, Transtorno Dissociativo de Identidade, existe na psiquiatria moderna desde os anos 1.800 ou antes. (…) Uma das coisas que faz uma pessoa com TDI ser diferente das outras é a descontinuidade com que vive, como estar em lugares e não se lembrar do que fez. Elas descobrem que fizeram coisas e não se lembram de nada, enquanto a maioria das pessoas se lembra do que faz. Isso dá um senso de continuidade da existência. Já as pessoas com TDI sentem que existem, o tempo passa, e de repente elas estão em outro lugar. A maioria das pessoas não entende esse transtorno e acha fantasioso demais para ser real.” O psiquiatra
“A melhor forma para descrevê-lo é dizer que todos temos diferentes aspectos de personalidade, que conhecemos muito bem. No caso de múltiplas, esses aspectos são separados. E eles não se tornam entidades separadas, como nem sempre sabem da existência umas das outras.” A psiquiatra
“Judy e Gary me disseram e me ensinaram que devemos considerar todas as possibilidades num caso criminal e que não há dois casos iguais, mesmo acusações iguais. São réus diferente, com passados e vivências distintos. A maioria dos casos criminais não é preto e branco. Há uma grande área cinzenta onde as experiências e habilidades das pessoas entram em jogo. Sempre que ele tinha lápis e papel, ele desenhava. Todos os desenhos que ele fez na prisão do Condado de Franklin possuíam temas em níveis de habilidade muito diferentes entre si. Para ser apto a enfrentar um julgamento, era preciso cumprir certos critérios. Um deles dizia que você tinha que entender a natureza do crime. Você tem que entender a diferença entre certo e errado e precisava cooperar com o seu advogado na preparação da sua própria defesa.” A psiquiatra
“- Tínhamos conversado com várias outras personalidades, mas Billy não tinha permissão para acordar, como elas diziam.” A psiquiatra
“O sumiço da personalidade do hospedeiro não é algo comum, mas também não é raro. Já vi muitos casos assim. E se pensarmos nisso como uma estratégia de sobrevivência, digamos que ele teria se matado, mas por ter ficado dentro, o corpo não morreu. É um mecanismo de defesa, estratégia de sobrevivência. Mas é basicamente dizer: “Isso é demais. Não consigo lidar. Preciso me dividir em partes para não sentir, nem saber de tudo.” O psiquiatra
“Tentei ser o mais persuasiva possível com os outros alter egos e pedi para deixarem o Billy sair. Disseram que o deixavam dormindo porque ele queria se matar, e eles não queriam morrer. E eu disse: “Vocês sabem que tem muita gente aqui. Deixem que ele saia para que eu possa conhecê-lo.” A psiquiatra
“- Está com medo? Lembra de mim? Billy? Lembra de mim? Não precisa ter medo. É totalmente seguro.” A psiquiatra
“Para mim, acho que dormir era como a morte, porque era uma fuga. E quando a Dra. Wilbur me acordou, eu senti muito medo, porque eu não sabia onde estava, nem o que estava acontecendo. E eu vi várias pessoas ao meu redor.” Billy
“- Quando eles começaram a saber uns sobre os outros?
- Quando você apareceu.” Billy e a psiquiatra
“No começo, ele não conseguia acreditar, mas depois de explicarem que ele não se lembrava de coisas que ele havia feito, acho que ele teve que chegar à conclusão de que estavam dizendo a verdade.” A mãe
“- Como cheguei aqui nesse hospital?
- Sra. Turner, a Dra. Wilbur achou que, se você viesse ao hospital, talvez pudesse aprender a lidar com os problemas e com experiências assustadoras. E que você não ia mais dormir e ver que algo de ruim aconteceu sempre que acordasse.
- Vocês podem fazer isso?
- Gostaríamos de te ajudar. Quer que a gente tente ajudar?
- A tirar essas pessoas de mim?” Billy e os psiquiatras
“- O que acha que é mais difícil de lidar?
- O medo de que alguém me machuque. Isso me faz dormir.
- Isso faz você dormir? A vontade de fugir dessa pessoa?
- Sim. Se eu for dormir, não me machuco.”
“A defesa da dissociação é um estado de consciência alterado e ocorre porque o indivíduo é colocado em uma situação de um terrível trauma sobre o qual é insuportável pensar, então, por isso, se dissocia. Eles entram em um estado de alteração para se retirar mentalmente da situação traumática em que se encontram.” A psiquiatra
“- Por que sou assim?
- Algumas coisas devem ter te assustado quando era criança.”
“O desenvolvimento desse transtorno é o resultado direto de um trauma extremo. E quando falo de trauma extremo, não estou falando de abuso infantil da forma como normalmente descrevemos. Estou falando de abuso infantil que beira a tortura.” A psiquiatra
“- Ele sabe que estou aqui?
- Ele sabe que você está aqui?
- Sabe.
- A que se refere?
- Eu não deveria falar nada. Se eu errar, ele vai me matar e me enterrar no celeiro.”
“Billy, vou contar todas as nossas histórias. Vou contar todos os segredos que sei. Eles precisam entender. Eles precisam saber de tudo, ou isso vai acabar acontecendo para sempre, e também não posso viver assim. E você não pode fazer isso com as pessoas.” A mãe.
“Pessoas que têm múltiplas personalidades sofreram traumas devastadores quando crianças. Tentamos entrevistar a família para ver de que ambiente ele vinha e para que pudessem nos ajudar a entender melhor sua sintomatologia.”
“Eu diria que esse transtorno é um escudo e uma fuga. Então, é algo que protege, porque uma parte não se lembra do abuso, o que é uma fuga. Mas a fuga é o escudo.”
“É um transtorno que começa muito cedo, quando a criança está criando um senso de si mesma. Se você é uma criança, não pode revidar, não pode fugir. Então vai embora, na mente. As crianças nascem com o potencial de ser múltiplas, e é a qualidade dos pais e as primeiras experiências que integram essa personalidade ou levam à fragmentação dela.”
“Normalmente, em TDI, há partes distintas com papéis muito distintos. Está parte faz isso, outra parte tem tal idade… então, pode haver um alto nível de estrutura e ordem e um alto nível de caos ao mesmo tempo. E quando alguém cresce numa família disfuncional, aprende a ser disfuncional.”
“- Então me colocavam para dormir quando eu tentava me matar?
- Talvez fosse porque eles sentiam que você não conseguiria lidar com o problema. Já sentiu que não sabia mais o que fazer?
- Sim.
- É uma atitude muito drástica.
- Achei que ninguém poderia me ajudar.”
“Dr. Martin Orne, um respeitado psiquiatria que acredita que múltiplas personalidades existem, teme que um médico possa plantar a ideia na cabeça do paciente. ‘Muito cuidado deve ser tomado no uso da hipnose com esses indivíduos para que não crie os problemas que você acha que está curando.’.”
“Nosso trabalho é dar palpites inteligentes… Não se engane, é o que fazemos. Espero que seja um palpite com conhecimento, experiência, formação… com a intuição e com muito trabalho duro, você pode dar o melhor palpite possível.” O psiquiatra
“- Vemos uma lógica perversa, de alguém que não tem empatia. O outro não existia para Milligan.
- Ele era perigoso? Sim, acho que era. Mas é a natureza do que eu acho que ele era.
- Isso é psicose de verdade.
- A psicopatia existe quando alguém é capaz de fazer algo sem sentir absolutamente nada. Por isso, age com maldade. Mas a sensação perversa de prazer foge do controle, e ele não se contém.”
“Descobri que Christopher Carr era Billy Milligan quando o agente do FBI Cochran mencionou um panfleto com o rosto do Billy que mostrava que ele era Christopher Carr.”
“Então tudo o que ele fez, o fato de ter sido procurado no país e de provavelmente ter matado alguém, tudo isso foi esquecido. E lá está o Billy, de volta. Isso me deixou revoltado. (….) Quem acredita na história do TDI, seja verdade ou não, esqueceu as vítimas dele. Pelo menos 4 jovens foram estupradas. E teve o Sr. Madden, que acho que foi assassinado. As pessoas esqueceram. A ideia de que ele tinha um transtorno apaga tudo. Está acima de tudo.”
“Em março de 1990, recebi uma ligação da Tracy, namorada de Billy Milligan, relatando problemas com ele. Ele ameaçou matá-la. A Tracy me ligou, e ela estava morrendo de medo. Perguntei: ‘O que foi?’. Ela disse: ‘Billy me ameaçou de morte. Pode vir passar a noite aqui?’. Eu disse: ‘Claro.’ e dirigi até Columbus. Umas 2h da manhã, Billy ligou para ela. E eu não atendi o telefone. Eu não disse nada. Só escutei. Ele disse: ‘Sei que Rob está aí. Passe para ele. Sabe que posso ir até aí e matar todos vocês, e não há nada que possam fazer, pois tenho um transtorno mental.‘! Mas a coisa mais importante que Billy Milligan disse à Tracy foi: ‘Os policiais são tão burros e incompententes, que nem perceberam, quando eu fui preso na Flórida, que eu estava com os óculos de Michael Madden e havia manchas do sangue dele naqueles óculos. Ele também disse a Tracy que havia matado um negro em Logan, Ohio. Foi um assassinato brutal.”
“Acho que o diagnóstico de 1970 do Dr. Brown foi justo. Estamos lidando com uma neurose histérica bem séria, com características que podem ser chamadas de antissociais.”
“Uma das coisas que alguém com múltiplas personalidades faz é esconder o fato de que tem essa condição. Quando vi Billy Milligan, ele não sabia nada sobre Ragen, Allen, Tommy, David e o resto.”
“Você está lidando com alguém traumatizado, que aprendeu a existir em um mundo onde as pessoas são abusivas. E essa pessoa se torna manipuladora como mecanismo de sobrevivência.”
“É uma defesa, é claro, contra situações intoleráveis.”
“A questão de múltiplas personalidades era um pouco excessiva. Eles preferiram mudar o foco pro Transtorno Dissociativo de Identidade. O transtorno de múltiplas personalidades morreu em meados dos anos 1990.”
“Se isso realmente fizesse parte da natureza humana, não desaparecia tão depressa. Foram os terapeutas carismáticos e pacientes criativos e convincentes que criaram essa epidemia.”
“Dá para ver como os sintomas e o diagnóstico também são induzidos pela forma como médicos e psicólogos cuidam desses pacientes. E acho que acreditar no caso Billy Milligan, como no caso Sibyl e em outros, é o mesmo que dizer que a lua é feita de queijo, e acreditar que o estado de ter várias personalidades é ter personagens reais que assombram o corpo de um indivíduo.”
“As pessoas formaram opiniões ao supor que ele não tinha problemas. Mas ele se envolveu tanfo na própria história, que passou a viver a vida com as personalidades.”
“O problema de Milligan é que até quem acredita em reabilitação fica desconfortável quando alguém como Billy é solto. Não importa a opinião dos médicos, muitos acham que ele é perigoso.”
“São camaleões, são pessoas capazes de metamorfosear o estado de espírito, a depender da necessidade ou da situação.”
“Cuidei muito dele no fim de sua vida e um dia ele me pediu para visitá-lo. Eu fui e ele me perguntou: ‘Acha que Deus me perdoaria pelas coisas que fiz?’ E eu disse: ‘Claro, acho que Deus te perdoaria por tudo que você fez.’ E ele disse: ‘Fui uma pessoa horrível, você nem sabe de tudo o que fiz.’. Falei: ‘Acho que Deus pode perdoar o que você fez.’ E então ele disse: ‘Eu matei pessoas. Será que Ele vai me perdoar por isso?’.”
“O TDI e outros transtornos mentais continuam sendo estudados. O TDI agora é reconhecido como um transtorno sério. Experiências traumáticas na infância podem ser associadas a transtornos ou à propensão para violência no futuro.
Morador Indesejado (1ª Temporada)
3.8 79 Assista AgoraAs leis nem sempre são pra ajudar, né, rapaz?!
Pacto Brutal: O Assassinato de Daniella Perez
4.4 419Sem palavras pra esse documentário…
Sem palavras…
“A sentença do juíz foi muito forte e marca os dois para sempre. Eles têm escrito na cara “assassinos”. Isso ninguém tira, ninguém apaga. Eles escreveram essa história para si, com a melhor narrativa que eles puderam construir em torno do que fizeram, e, causaram, no juíz, uma impressão tal que resultou numa sentença, assim, tão dura. Essa sentença, por exemplo, não tem uma divulgação. Ela até tem uma manchete, mas é diferente, porque, antes do julgamento, você tem cinco anos de versões. Mas, quando acontece o julgamento, que a história é comprovada, que essas versões caem por terra, se dissolvem como castelos de areia, que é o que eram, você não tem a matéria do dia seguinte. A matéria do dia seguinte é: “Tantos anos de prisão, mas já pode sair ano que vem.”
“- Você se considera uma vitoriosa?
- Não há vitória possível quando se perde um filho dessa maneira. Nada é vitória mais.”
“O interesse não está mais em saber qual foi a história, o que que realmente aconteceu nesse caso. Porque tem um futuro esperando por eles. Pode ser bom ou ruim, não sei qual, mas é um futuro. A “vítima” não tem mais futuro nenhum. A vítima acabou.”
“Não se passa borracha porque não tem borracha que apague uma coisa dessas. E essa história está ali. É sacramentada na sentença, na descrição da personalidade deles, como o juíz diz, não é? Perverso, covarde e cruel. Na de Paula, ele ainda acrescenta que é inadaptada para viver em sociedade e registra o grau de periculosidade dela. Olha a palavra, “periculosidade”. Entende? Essas são as pessoas que, definidas assim pelo juíz na sua sentença, são depois libertadas por bom comportamento.”
“São essas coisas que vão te levando a um descrédito mesmo da justiça. As vezes as pessoas me perguntam: “Mas você é contra a ressocialização de presos?”, “Você não acredita que as pessoas mudem?”. Claro que acredito. O primeiro passo para a mudança é o arrependimento. Isso eu já vi. Agora esses dois… Em psicopata, eu nunca vi. E nos dois assassinos da minha filha, também nunca vi. Trinta anos se passaram e eles continuam dando sinais de que são exatamente os mesmos.”
“Como eu tenho vocação para ser feliz, eu vivo as felicidades possíveis. Mas, antes, eu tinha plenitude disso. Antes, eu podia sentir isso plenamente. E, hoje, não.”
A Anatomia de Grey (17ª Temporada)
3.8 105 Assista Agora“Ouvi dizer que quando os maremotos acontecem, muitas vezes há pessoas observando na praia. Eles veem o desastre chegando, o horizonte sumindo, mas não veem de verdade até que seja tarde demais. Assistimos a uma palestra na residência que nos prepara para essas surpresas. Ela se chama Ética nos Desastres, em que os futuros cirurgiões imaginam o que fariam se o inimaginável acontecesse. Mas é imperfeita. Porque embora seja bom se planejar para o pior, você não tem como saber como vai lidar com isso até que esteja bem no centro do desastre, debaixo da onda, tentando não se afogar.”