Teria gostado mais se fosse uma comédia mais ligada ao local da história, sem essa vibe de filme europeu ou algo ultrapassado do Woody Allen, que é sério até quando tenta ser engraçado. Talvez por isso eu tenha sentido um desalinhamento nas emoções que o filme quer despertar, só ver como a trilha não combina tanto com tudo. No geral, a piada principal é boa, atingiu o ápice em alguns momentos que mereceram umas risadas, mas muito riso sem-graça até chegar lá.
O ritmo agrada, mas algo me dizia que esse filme só podia ter sido escrito e dirigido por homens: O protagonista é um vazio completo, ainda assim, recebe o máximo de compaixão.
A metalinguagem, o camp, a autocrítica precisavam ser tratados como componentes do filme, não toda a sua materialidade. "Agora ninguém pode criticar nada relacionado à Barbie só porque esse filme existe, e se ele critica o capitalismo (não diretamente) e o patriarcado não pode estar errado." Não é por aí, quem assistiu o trailer, assistiu o filme todo.
O filme "independente" com distribuição é um produto que quando não entrega coisas que as pessoas estão acostumadas, há grande repercussão negativa. Por mais surreal, onírico e causador de ansiedade que seja, há sim razões para o que acontece no geral ao longo do filme, só precisa de paciência extra, até porque a razão de existir de alguns momentos parece que é exatamente criar mais ansiedade e expectativa.
É um filme muito adulto para crianças (e muito infantil para adultos), a forma como fala de guerra e fascismo não deve reverberar entre os mais jovens (a cena com Mussolini parece tirada de South Park). Apesar do início emocionante, o tema "amor paterno" também é terceirizado e uma relação que podia ser próxima entre o Gepeto e o Pinóquio parece a de um avô e um bebê. O trabalho diretivo de atores é ótimo, as músicas são boas, mas o filme podia ser mais exuberante, falta um pouco mais de cor, mesmo sendo bonito de toda forma.
Visualmente tudo bonito, atuações convincentes, mas que preguiça foi essa de não desenvolver o personagem Remi e meter um acontecimento como aquele e simplesmente mostrar os personagens tristes por uma hora? Por amor. Próximo.
Não precisamos dar mais espaço para filmes que mostrem suicídio dessa forma, é preciso aconselhar de verdade! O menino é chamado de gay uma vez e força um espaço entre ele e o amigo e, de repente, o outro se mata? Precisamos nos descolar dessas narrativas vitimistas urgentemente.
Quem reclamar desse filme é chato. Se você nunca viu um filme do Judd Apatow ou Nicholas Stoller, ou não conhecia o Billy Eichner, e entrou numa sala de cinema esperando um filme queer revolucionário, aí tudo bem. Claro que este seria um filme burguês e branco, que também finge pregar a não-monogamia, mas no final é só mais uma comédia romântica com reconciliação boba e demonstração pública de afeto, então é calar a boca e aproveitar, porque isso é o que a maior parte das pessoas queriam desse filme, até quem não admite.
Tem muita gente que acha que precisa dizer sim para tudo para se achar legal, educada e justa, quem sabe assim ganhar um prêmio imaginário de bom comportamento, fazer algo que elas próprias não se permitiriam, ganhar liberdade ou achar que estão libertas quando tem o aval de outras pessoas, que os outros vão ter o mesmo julgamento delas próprias de justiça etc. Não acho tão longe da realidade brasileira, estamos recorrendo a posts sobre "como dizer não" no instagram...
Gatilho. Achei difícil assistir sem parar para olhar o celular ou fazer outra coisa, é tão cringe que a sensação que eu tive era que se eu prestasse total atenção ia literalmente morrer de tanto desconforto.
A trilha-sonora é incrível, e mesmo assim subutilizada. Kristen Stewart é a mais correta no papel. Viggo Mortensen está péssimo como dementador (ou Satanás da Paixão de Cristo). E por que a Léa Seydoux é tão medíocre em qualquer filme de língua inglesa?
Tentei gostar mais, em geral é bom, mas a edição é horrível e a história de amor precipitada, para dizer o mínimo (foi difícil acreditar que os dois estavam realmente apaixonados e não forçando nada, para começo de conversa).
Tem que suspender a descrença num outro patamar para acreditar que isso se passa nos anos 80, não existia um monte do que passou de Brasília na época, é tudo tão pasteurizado e com uma linguagem tão 2020 que achei estranho não ter aparecido um celular em algum momento... Algumas vezes, achei que estava diante de um Original Netflix, mas é um romance com algum fôlego, apesar da Globo Filmes também ter um jeito especial de fazer o estrago dela.
Acampamento Miasma: Adolescência, Sexo e Morte
3.1 115 Assista AgoraComo diria Tulla Luana: Só pessoas inteligentes entenderiam, e eu entendi
I Love Boosters
3.3 11O logo da Christie Smith quase igual o da Cacau Show hahaha
O Drama
3.6 508 Assista AgoraTeria gostado mais se fosse uma comédia mais ligada ao local da história, sem essa vibe de filme europeu ou algo ultrapassado do Woody Allen, que é sério até quando tenta ser engraçado. Talvez por isso eu tenha sentido um desalinhamento nas emoções que o filme quer despertar, só ver como a trilha não combina tanto com tudo. No geral, a piada principal é boa, atingiu o ápice em alguns momentos que mereceram umas risadas, mas muito riso sem-graça até chegar lá.
Entre Nós
3.0 36 Assista AgoraO ritmo agrada, mas algo me dizia que esse filme só podia ter sido escrito e dirigido por homens: O protagonista é um vazio completo, ainda assim, recebe o máximo de compaixão.
Sorria 2
3.3 615 Assista Agoravontade de tomar uma água voss veio
missão cumprida
Barbie
3.8 1,7K Assista AgoraA metalinguagem, o camp, a autocrítica precisavam ser tratados como componentes do filme, não toda a sua materialidade. "Agora ninguém pode criticar nada relacionado à Barbie só porque esse filme existe, e se ele critica o capitalismo (não diretamente) e o patriarcado não pode estar errado." Não é por aí, quem assistiu o trailer, assistiu o filme todo.
Ricos de Amor 2
2.6 32 Assista AgoraAmei que deixaram o romance de lado hahaha
Beau Tem Medo
3.2 450 Assista AgoraO filme "independente" com distribuição é um produto que quando não entrega coisas que as pessoas estão acostumadas, há grande repercussão negativa. Por mais surreal, onírico e causador de ansiedade que seja, há sim razões para o que acontece no geral ao longo do filme, só precisa de paciência extra, até porque a razão de existir de alguns momentos parece que é exatamente criar mais ansiedade e expectativa.
Aftersun
4.0 802Daddy issues fizeram as pessoas entrarem num transe ao verem cenas tecnicamente "nostálgicas" de relação pai e filha só pode.
Pinóquio por Guillermo del Toro
4.1 553 Assista AgoraQuando ele falava "papá" eu só lembrava da Eleven hahaha
Pinóquio por Guillermo del Toro
4.1 553 Assista AgoraÉ um filme muito adulto para crianças (e muito infantil para adultos), a forma como fala de guerra e fascismo não deve reverberar entre os mais jovens (a cena com Mussolini parece tirada de South Park). Apesar do início emocionante, o tema "amor paterno" também é terceirizado e uma relação que podia ser próxima entre o Gepeto e o Pinóquio parece a de um avô e um bebê. O trabalho diretivo de atores é ótimo, as músicas são boas, mas o filme podia ser mais exuberante, falta um pouco mais de cor, mesmo sendo bonito de toda forma.
Close
4.2 666 Assista AgoraVisualmente tudo bonito, atuações convincentes, mas que preguiça foi essa de não desenvolver o personagem Remi e meter um acontecimento como aquele e simplesmente mostrar os personagens tristes por uma hora? Por amor. Próximo.
Não precisamos dar mais espaço para filmes que mostrem suicídio dessa forma, é preciso aconselhar de verdade! O menino é chamado de gay uma vez e força um espaço entre ele e o amigo e, de repente, o outro se mata? Precisamos nos descolar dessas narrativas vitimistas urgentemente.
Noites Brutais
3.4 1,2K Assista AgoraQuanta vontade de ajudar homens, hein?!
Talvez mais efetivo que "Men - Faces do Medo" na sua mensagem.
Mais Que Amigos
3.3 175Quem reclamar desse filme é chato. Se você nunca viu um filme do Judd Apatow ou Nicholas Stoller, ou não conhecia o Billy Eichner, e entrou numa sala de cinema esperando um filme queer revolucionário, aí tudo bem. Claro que este seria um filme burguês e branco, que também finge pregar a não-monogamia, mas no final é só mais uma comédia romântica com reconciliação boba e demonstração pública de afeto, então é calar a boca e aproveitar, porque isso é o que a maior parte das pessoas queriam desse filme, até quem não admite.
Sorria
3.1 966 Assista AgoraJá diz a Jamie Lee Curtis... Um filme sobre trauma.
Não Fale o Mal
3.6 832 Assista AgoraTem muita gente que acha que precisa dizer sim para tudo para se achar legal, educada e justa, quem sabe assim ganhar um prêmio imaginário de bom comportamento, fazer algo que elas próprias não se permitiriam, ganhar liberdade ou achar que estão libertas quando tem o aval de outras pessoas, que os outros vão ter o mesmo julgamento delas próprias de justiça etc. Não acho tão longe da realidade brasileira, estamos recorrendo a posts sobre "como dizer não" no instagram...
Não! Não Olhe!
3.5 1,4KHoje é nope, Faro.
I Love My Dad
3.5 3Gatilho. Achei difícil assistir sem parar para olhar o celular ou fazer outra coisa, é tão cringe que a sensação que eu tive era que se eu prestasse total atenção ia literalmente morrer de tanto desconforto.
They/Them: O Acampamento
2.4 161Não vi nenhuma bomba, só bem fraco para um slasher e com uma revelação vergonhosa. Está mais para um drama ou terror psicológico abaixo da média.
Crimes do Futuro
3.2 281 Assista AgoraA trilha-sonora é incrível, e mesmo assim subutilizada. Kristen Stewart é a mais correta no papel. Viggo Mortensen está péssimo como dementador (ou Satanás da Paixão de Cristo). E por que a Léa Seydoux é tão medíocre em qualquer filme de língua inglesa?
B-Boy Blues
3.1 3Tentei gostar mais, em geral é bom, mas a edição é horrível e a história de amor precipitada, para dizer o mínimo (foi difícil acreditar que os dois estavam realmente apaixonados e não forçando nada, para começo de conversa).
Fire Island: Orgulho & Sedução
3.4 96 Assista Agoragays: não tem tantos filmes gays leves ou com final feliz
gays também: esse não
O uso de Sometimes podia ter tido um impacto ainda maior... Andrew Ahn, você prometeu (e entregou metade)!
Emergência
3.5 134 Assista AgoraMuito bom, algumas coisas parecem ter sido colocadas só para soarem familiares, lembra muito Superbad e outras comédias tipo Depois de Horas.
Eduardo e Mônica
3.6 390Tem que suspender a descrença num outro patamar para acreditar que isso se passa nos anos 80, não existia um monte do que passou de Brasília na época, é tudo tão pasteurizado e com uma linguagem tão 2020 que achei estranho não ter aparecido um celular em algum momento... Algumas vezes, achei que estava diante de um Original Netflix, mas é um romance com algum fôlego, apesar da Globo Filmes também ter um jeito especial de fazer o estrago dela.