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Últimas opiniões enviadas

  • Graziela

    Surreal por excelência; imagens arquetípicas, situações absurdas e simbólicas, negação da coerência e coesão - embora estabeleça uma crítica política interessante ao longo do filme.

    ((Aviso: Há muitas imagens envolvendo animais mortos, partes de animais; assim como apelos sensoriais de nojo e repulsa, como texturas gosmentas e excreções fisiológicas de todo tipo.))

    O filme inicia uma relação com o tarot em referência indireta à composição das cartas. Na primeira cena, é possível enxergar o "Diabo", XV (uma figura central - não humana - e duas figuras humanas em sua lateral direita e esquerda; além do apelo a atmosfera satânica de ritual) , em seguida interpretei "o Pendurado" desde a primeira cena em que aparece o tal personagem que também recebe a acepção de Jesus; deitado ali sem possibilidades de movimento, remete à simbologia mais do que a composição da carta IIX.
    Logo em seguida, aparecem duas cartas do tarot ao lado do corpo, "o Louco", (0 ou sem número) e uma outra que não consegui gravar. Por esse motivo, percebi ao final que o filme tem uma estrutura (ainda que bastante solta de princípios de coesão) semelhante ao método iniciático do taro "Jornada do louco".

    A crítica feita com as pessoas mais poderosas do mundo é incrível, além da caracterização a partir dos planetas. No taro também há equivalentes aos planetas, embora eu não tenha estudado isso ainda.

    Outra cena que achei incrível foi quando forjam figuras de Jesus Crucificado daquele personagem que chamei de Pendurado. Depois de perceber o que foi feito, ele tem um acesso de raiva, que me lembrou a Ira de Jesus no mercado, em frente ao Templo. Ele quebra as figuras; como se Jesus se revoltasse com a mercadologização que ocorre entorno de sua figura.

    Há muito mais no filme. É realmente uma casa mágica (embora não seja a Montanha), cheia de portas para se entrar e viajar... Exatamente como no Tarot. Jodorowski é apaixonado estudioso do tarot e está paixão e conhecimento são notáveis nesta obra.

    AH! a música incidental... é fudida.

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  • Graziela

    Super produção. Há algumas questões biográficas que precisam de cuidado, assim como o apelo à comunidade LGBT; é uma produção que busca satisfazer diversos perfis de espectador e isso enfraquece o poder de autenticidade e criticidade de qualquer filme. A fotografia e o trabalho de som são impressionantes.

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  • Graziela

    Gosto do tom reflexivo e filosófico dos monólogos e diálogos de Bergman. No entanto, neste roteiro, me interessou mais a perspectiva da atriz (que se cala em surpresa da ficcionalidade da vida) do que algumas tramas que surgiram do encantamento da enfermeira. Sei que ocorre um espelhamento e a própria enfermeira começa a atuar sua existência em prol desta admiração, mas infelizmente percebo nesta escolha de protagonismo certa preferência em destacar o aspecto histérico da personalidade feminina, estereótipo misógino comum; ainda que as personagens sejam construídas com grande delicadeza e seja sempre prazeroso assistir um filme em que duas mulheres estabelecem diálogos super inteligentes e que não estão diretamente vinculados a homem algum (teste de Bechdel). Embora haja uma admiração que pode ser paixão, não senti fluência desta possibilidade também no roteiro (contrário do que o título em português leva a imaginar).

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