Últimas opiniões enviadas
O filme abraça o trash com orgulho: efeitos exagerados, meio idiota e surpreendentemente entretenedor, possui várias cenas que parecem ter saído da cabeça de alguém que tomou energético vencido antes de escrever o roteiro, com personagens tomando decisões tão questionáveis que, em vários momentos, a maior ameaça não é o sorveteiro, é a falta de raciocínio da população.
A direção entende a brincadeira e não tenta transformar a história em algo profundo, tem ritmo, criatividade e aquele charme de produção que sabe que está brincando com o absurdo, numa atmosfera de terror B que não sabe se quer assustar ou fazer você rir.
O filme jorra tanto sangue que em alguns momentos parece que o diretor fechou parceria com o Hemocentro
Não é a nata do terror, o roteiro dá várias derrapadas, a lógica fica no freezer e algumas atuações são mais artificiais que cobertura de sorvete azul. É o famoso filme ruim que atravessa o constrangimento e chega naquele território mágico do “não acredito que estou gostando disso”, tal como um sorvete de chocolate com alho, na qual você sabe que alguma coisa deu muito errado, mas fica curioso demais para parar.
O Rei da Internet é daqueles filmes que você olha e pensa: “dinheiro foi gasto aqui”. A produção é caprichada, a fotografia funciona, a montagem tem energia e a recriação dos anos 2000 acerta em cheio naquele período em que Orkut era praticamente patrimônio nacional e MSN decidia relacionamentos.
João Guilherme também segura bem o personagem. O ator consegue fazer o personagem ser carismático sem necessariamente torná-lo admirável.
O problema, para mim, está justamente na maneira como essa história é contada. A narração constante, que deveria aproximar o público e dar ritmo à trama, acabou fazendo o contrário. Em vários momentos senti que alguém estava me contando um filme que eu preferia simplesmente assistir. É como ir ao cinema com uma pessoa do lado explicando cada cena: bem-intencionado, mas uma hora você só quer pedir silêncio.
Outro problema é que o filme às vezes se empolga demais com a própria festa. São mais de duas horas de cortes, dinheiro, poder, correria e ostentação. O espetáculo visual ocasionalmente ocupa o espaço que poderia ser usado para aprofundar melhor personagens e consequências.
Enfim, o filme tem identidade, ritmo e uma qualidade técnica que transforma aquela internet quase pré-histórica em um universo divertido e visualmente interessante.
Últimos recados
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Bons filmes!
Equipe Filmow
O Oscar 2017 está logo aí e teremos o nosso tradicional BOLÃO DO OSCAR FILMOW!
Serão 3 vencedores no Bolão com prêmios da loja Chico Rei para os três participantes que mais acertarem nas categorias da premiação. (O 1º lugar vai ganhar um kit da Chico Rei com 01 camiseta + 01 caneca + 01 almofada; o 2º lugar 01 camiseta da Chico Rei; e o 3º lugar 01 almofada da Chico Rei.)
Vem participar da brincadeira com a gente, acesse https://filmow.com/bolao-do-oscar/ para votar.
Boa sorte! :)
* Lembrando que faremos uma transmissão ao vivo via Facebook e Youtube da Casa Filmow na noite da cerimônia, dia 26 de fevereiro. Confirme presença no evento https://www.facebook.com/events/250416102068445/
Ademir Jara,
Como o filme Truque de Mestre: O Segundo Ato (http://filmow.com/truque-de-mestre-o-segundo-ato-t84150/) ainda não está sendo exibido comercialmente, o sistema removeu a sua indicação “já vi”. Caso você tenha assistido à obra em alguma mostra ou festival, por favor, confirme data e local no formulário abaixo para reabilitar a sua marcação.
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Equipe Filmow
Visualmente, o filme é um espetáculo. Colorido, acelerado e completamente sem medo de exagerar. É criativo e repleto de personagens malucos que parecem terem sidos criados por alguem que foi dormir após degustar uma boa feijoada.
É aquele tipo de animação que começa parecendo uma aventura inocente e insere tanta coisa na tela que seu cérebro sofre burnout.
Fala sobre amizade sem transformar cada diálogo em frase motivacional e quando resolve emocionar, emociona de verdade, mas logo em seguida ja estamos rindo de alguma criatura absurdamente maluca do folclóre filipino.
Tem uma pegada "Cara, cade meu carro" com os graficos do Aranhaverso, o que deixa o filme insano, engracado e bem divertido.
No fim, A Ilha Esquecida tem seus defeitos, mas entretem e faz seu cérebro simplesmente não encontrar espaço para lembrar que segunda-feira existe. Tambem não paga suas contas, mas faz você esquecer delas por tempo suficiente para valer o ingresso.