“No filme do Steven Spielberg, “E.T. – O Extraterrestre”, por que o extraterrestre é marrom? Por nenhuma razão.
Em “Love Story”, por que os protagonistas apaixonam-se loucamente? Por nenhuma razão.
No filme de Oliver Stone, “JFK”, por que o Presidente é assassinado subitamente por um desconhecido? Por nenhuma razão.
No fantástico “O Massacre da Serra Elétrica”, de Tobe Hooper, por que nunca vemos os personagens irem ao banheiro para lavar as suas mãos, como as pessoas fazem na vida real? Por nenhuma razão.
Pior, em “O Pianista”, de Polanski, como é que o tipo tem de se esconder e viver como um vagabundo, quando toca piano maravilhosamente? Mais uma vez a resposta é por nenhuma razão.
Podia enumerar vários exemplos horas a fio. A lista não tem fim. Vocês provavelmente nunca tinham pensado nisso, mas todos os excelentes filmes, sem exceção, contém um importante elemento de “nenhuma razão”. E sabem porquê? Porque a própria vida está inundada de “nenhuma razão”.
Por que não podemos ver o ar ao nosso redor? Por nenhuma razão.
Por que estamos sempre a pensar? Por nenhuma razão.
Por que algumas pessoas adoram salsichas e outras detestam-nas?
Por nenhuma razão.”
(Rubber – O Pneu Assassino)
Eu estava em dúvida sobre ver esse filme, então fui olhar na Internet e encontrei uma crítica do omelete dando nota 4/5. Pensei "hum, talvez não seja tão genérico quanto parece". Adivinhem? Chato, chato, chato. O que mais dá medo são as atuações canastronas. Não é a pior coisa do mundo, mas com certeza qualquer pessoa que viu 10 filmes de terror na vida consegue saber tudo que vai acontecer