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10/10
Divino ! Esplêndido ! Maravilhoso!
Um filme cult, que certamente é o mais difícil de se entender talvez ao lado de 'O homem duplicado' (2013) e 'cidade dos sonhos' (2001). E não me diga que não ficou confuso quando o assistiu, porque eu sei que você ficou. Dúvidas frequente:
"O que diabos é aquele coelho?"
"E aquela gosma que saía do peito de Donnie?"
"Por que ele sorri no final do filme?"
"Por que aquela velha fica abrindo aquela caixa de correio?"
"Por que Donnie crê que ela esteja certa?"
"É mais um sonho? Ou ele era esquizofrênico? Igual muitos filmes."
Como sou fã, e não tenho nada pra fazer. Respondo as questões.
1° O coelho se chama Frank, atrelado a uma referência aos coelhos, mensageiros que avisam e alertam a sua toca quando um perigo se aproxima. A figura sombria é um arquétipo tentando convencer Donnie a seguir o passo a passo para salvar a humanidade enquanto há tempo (28:06:42:12) porém fora do personagem ele é o namorado de sua irmã.
2° Assim como de Gretchen era o destino que os personagens deveriam seguir para avançar a história.
3° Donnie está em um universo tangente, já que o mesmo se colapsou no universo primário (original) pois ocorreu uma corrupção na quarta dimensão causando uma anomalia no espaço-tempo. Ou seja Donnie tem uma tarefa de forma inconsciente ajudar que o universo primário não seja aniquilado por um buraco negro. Com isso no final, ele conclui o seu propósito, apesar dos ciclos que o levaram a aceitar ao seu destino de morrer como um herói (como no filme 'A última tentação de Cristo) e debochar dos acontecimentos do universo tangente já que o mesmo confessava ter medo de morrer, pois tentava encontrar uma filosofia que contrariassem os seus meios (seu propósito).
4° Ela esperava uma carta de Donnie em um loop infinitivo, pois sabia que ele era o único que poderia ser o "salvador" e os universos alternativos se conectam nesse filme, porém no seu subconsciente. Já que a mesma foi a descobridora sobre os conceitos da teoria da relatividade e viagem no tempo, ela estava convicta de suas ideias.
5° Ele lê sua teoria, e isso bate com seus sinais que no seu sexto sentido dizia que ela não era apenas uma velha lunática, mesmo o livro sendo de difícil entendimento no começo para o professor que recomendou o livro para Donnie.
6° Convenhamos que sonhos como explicações são bem limitados e chatos, com a exceção de 'Inception' (ops...) enfim, os manipulados vivos como diz no livro da obra são seres com uma tendência maior de ter alucinações, sua psicóloga o diagnosticava com isso, mas Frank (o coelho) apesar da imagem sombria era apenas uma representação de personagem, há outras teorias que dizem que ambos eram seres diferentes e que o Frank estava sendo manipulado pelo próprio personagem (a última é minha teoria), um reforce de que Donnie não era apenas um alucinado é que sua irmã na continuação tosca de S.Darko passou a ter as mesmas sensações que Donnie possuía, porém o diretor Richard Kelly nega que esse filme tenha alguma ligação com a obra.
Obra-prima ! Poderia apenas especificar pelo termo, mas estaria devendo palavras. Pra começar, essa obra de Scorcese, provou que De Niro é o ator mais talentoso e determinado para dirigir um papel, dando um significado e alma para os seus personagens. Não era um trabalho fácil, com isso o próprio De Niro trabalhou em horários noturnos como taxista para sentir na pele o personagem e entrar em contato com Travis Bickle. Comecei a reparar a sua fixação para entrar no personagem quando vi uma entrevista em que Quentin Tarantino disse que o ator que o mais impressinou foi De Niro (Eu esperava mais por nomes como DiCaprio, Cristhopher Waltz, Samuel L. Jackson ou até Bruce Willis) e olha que eles apenas trabalharam apenas uma vez, em Jackie Brown. Foi aí que o notei mais e tipo fico "Uau" por seu brilhatismo, Taxi Driver conta a história de Travis um homem solitário que segue um desejo impulso de fazer o bem assim quando serviu pela guerra do Vietnã, a necessidade de se sentir útil. Claramente a solidão é um veneno e uma coisa que esse filme retrata muito bem quando se trata dos efeitos recorrentes para uma sociedade verdadeiramente questionável que faz surgir entre ela um anti-herói que tenta em sua narrativa (não confiável) alegando não fazer parte dela para não se corromper perante à ela, mas trilha a mesma linha tênue (No vocabulário amor e obsessão podem sim estar 'alinhadas') é evidente a hipocrisia de Travis dizendo que 'Deus' deveria varrer e limpar as ruas por uma sociedade depravada que mais suja as calçadas, se comparando com um ser único e singular os julgando por serem desprovidos de princípios e depois da 'exaustão' (insônia) do trabalho assistir a filmes ilícitos, mas claro que isso não é uma causa para apontar o dedo para Travis até porque ele é um homem movido por princípios e com uma filosofia um tanto confusa para não dizer que está delirando já que um homem é racista, infelizmente, já que é um personagem complexo e cheio de camadas que nos fascina querer nos aprofundar até certo ponto queremos nos identificar com o próprio.
Taxi Driver pra mim é uma bolada de simbologias e reflexões cativantes, e no meu ponto de vista detalha muito bem assim como American Psycho e Fight Club a crise da identidade masculina e sua ausência de conformidade, afeta até uma sociedade há tempos atrás, e hoje passamos pela mesma situação por homens que buscam através de estereótipos insignificantes um significado para as suas vidas. O olhar solitário do filme mostra como pode ser um reflexo para os tempos atuais, já que não faz muito tempo que passamos por um momento de crise e afastamento, impulsionando para muitos dificuldades de superar uma situação tão conturbada pois a solidão ausenta você de expressar seus sentimentos e os desabafar para se sentir menos sufocado possível com isso, causando até uma fragilidade de certa forma com fantasias e desejos pouco prováveis para tentar superá-las, quando você experimenta a solidão você fica "Ok, isso vai passar" até você menos esperar um estágio melancólico dentro de você, que acaba desencadeando quando você menos espera a depressão e de uma maneira ou outra criar dilemas com você mesmo.
Taxi Driver é um excelente filme sobre estudo de personagem e até hoje (Depois de 46 anos) serve para mostrar como filmes feito por diretores como Scorcese mostra que a arte é como vinho, à cada instante, momento, circunstância ou melhor o tempo os fermentam.
Um clássico nacional pornochanchada, que provavelmente qualquer Brasileiro o conhece por seus memes. O filme é uma paródia de Django (1966) e consegue entregar mais do esperado, sinceramente antes eu não levava o longa muito à sério, até ver o filme sem levar em conta as partes explícitas, e Deus do céu, os diálogos são icônicos, muito engraçados e antes que eu pudesse dizer dos diálogos corriqueiros de Tarantino eu já havia assistido a obra antes da sequência dos filmes de Quentin, até então eu percebi o quanto falta diálogos bons e naturais que possam desenvolver a personalidade dos seus personagens, dando assim cenas melhores pro filme, no exemplo fico com aquela em que Papaco é abordado por Sartana ou aquela em que cinco homens tentam o intimidar.
(ei seu bund@ mole).
O ambiente é muito lindo, lembra um pouco Narradores de Javé (2003) só que com estilo faroeste Spaghetti Western na boca do lixo, uma escolha ousada, confesso.
As atuações não são lá aquelas coisas (não é um demérito) mas destaque para Fernando Benini que conseguiu incorporar uma personalidade cuja lembra muito o Pistoleiro sem nome, interpretado por Clint Eastwood. Há personagens muito divertidos, no exemplo Papa Defunto, Big Boy (apesar de um pouco assustador) e Sartana que beira ao cômico só com as suas presenças marcantes em pouco tempo, conquistando a simpatia de todos.
Poderia citar mais aspectos.
Sim, Um pistoleiro chamado Papaco é um bom filme, não por termos técnicos, até porque se clássica no gênero trash, não há o que exigir, é muito divertido ainda mais com um orçamento limitado. Recomendo, mas assistam censurado, e tem no YouTube.
Nota: 7.2 (Experiência: 10).