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Acho que o excesso de cenas de ação/luta com muito gore da a sensação de cérebro fritado, foram excessivas! Pouco desenvolvimento e muita ação!
Quando anunciaram que o filme iria ser um musical fiquei com ressalvas, pois gosto de pouquíssimos, mas aí lembrei que eles contrataram a Lady Gaga, que erro que poderia ter ai?! Muitos rsss. A própria deu uma entrevista relatando que cantou igual um leigo cantaria, e realmente, a mesma sufocava a própria voz. Pra piorar toda a somatória do conjunto, a voz intragável do Joaquin Phoenix, a todo custo fica tentando se provar “artistinha” e “perfomático”.
As cenas musicais foram totalmente anticlímax (claro que se tivessem uma ou outra pra evidenciar o que estava passando na mente do Joker, não seria um verdadeiro estrago, mas pesaram a mão em várias). Quando parecia que o filme iria engatar no quesito de absorver toda a atenção do público, vinha uma cena musical pra bagunçar a narrativa. Se não fosse por esse caos audiovisual, o filme passaria uma mensagem super pertinente em relação as falhas das instituições governamentais em amparar pessoas em vulnerabilidade social e como a realidade é cruel com esses indivíduos, não há nada mais real do que esperar que Arthur não seria realmente amparado.
No nosso imaginário imagético e idealista, com certeza passaria uma sensação de “tudo que essa pessoa precisa é de um heroísmo aqui e vir alguém tão altruísta ajudar”. Porém, o que acontece é o mais cru e visceral possível em relação à pessoas que sofrem com a saude mental e com as mazelas sociais em si (mas não estou tecendo palavras de que o Joker é um coitado, e não tirando as responsabilidades de seus crimes e ações).
Passando pra parte mais fictícia, sobre aquele Joker que conhecemos, eu sabia que o filme não era uma fantasia e que não estaria nem perto da categoria ação de super herói, mas diferentemente do que foi transparecido, Gotham do filme 1 era sem controle e cheio de violências, a polícia não tinha muito poder na segurança pública.
E esse filme me passou a sensação contrária, justamente porque a todo custo eu esperava uma revolução (quando teve aquela cena próxima do final eu imaginei, é ali que vai acontecer, é ali que ele realmente vai encarnar o Joker de uma vez por todas).
Entretanto, o final não me desagradou, porque como fora supracitado, é a vida acontecendo da forma mais trivial e cruel possível.
(Só eu que achei se não fosse pelo musical o filme não renderia em questão de duração e deveria ter parado no primeiro?! Realmente na minha opinião não havia muito pra ser dito nesse segundo)
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Todos nós somos feitos de luz e sombra. Enquanto celebramos nossas virtudes, passamos grande parte da vida tentando esconder aquilo que julgamos inaceitável em nós mesmos. A sombra parece feia demais para ser mostrada, e, por isso, é reprimida em nome da moral, da boa convivência e da aceitação social. O paradoxo surge quando encontramos no outro exatamente aquilo que recusamos em nós: em vez de compreensão, frequentemente escolhemos o julgamento. Vestimos a roupa de donos da verdade e nos colocamos em um lugar de superioridade moral. Mas, se todos carregam luz e sombra, até que ponto essa moral é realmente justa? Talvez a maior prova de caráter não seja condenar a escuridão alheia, mas reconhecer a própria antes de apontar a do outro.