Últimas opiniões enviadas
O filme é lindo, embora eu o tenha assistido com uma crescente sensação de angústia. Sem dúvida, a experiência de ter presenciado a enchente de maio deste ano no Rio Grande do Sul e de ter acompanhado os inúmeros resgates de animais contribuiu para esse sentimento.
A cena da baleia ainda me dói.
Quando o ecossistema perde seu equilíbrio, todos os seres vivos acabam pagando um preço por isso.
Quando eu era criança, tinha uma melhor amiga loira como a Verônica. Na biblioteca pública da nossa cidade, encontramos um livro sobre o mundo das fadas e a partir dali ficamos obcecadas. Fazíamos um ritual utilizando "cristais" para deixarmos o mundo humano. Em outras palavras, passávamos o dia inteiro dissociando, quando nossos pais nos dirigiam a palavra, respondíamos como se não fossemos nós mesmas. Sempre achei essa história da minha infância curiosa pelo poder imaginativo das crianças e a facilidade com que fugíamos da realidade.
Felizmente o nosso livro descoberto era sobre fadas e não bruxas.
"As mulheres sempre foram curandeiras. Elas foram as primeiras médicas e anatomistas da história ocidental. Eram também enfermeiras, conselheiras e realizavam abortos. Foram as primeiras farmacêuticas com seus cultivos de ervas medicinais, compartilhando os segredos de seus usos. Durante séculos, as mulheres foram médicas sem diploma, excluídas dos livros e das palestras, aprendendo umas com as outras e passando suas experiências entre vizinhas e de mãe para filha. As pessoas as chamavam de mulheres sábias, ainda que para as autoridades fossem bruxas ou charlatonas."
Barbara Ehrenreich e Deirdre English, em Bruxas, parteiras e enfermeiras (1973).