Últimas opiniões enviadas
Lindo de ver a representação da mulher selvagem no cinema sem romantizações e no seu cenário mais genuíno: estranho, autêntico, curioso, espontâneo, polêmico e essencialmente único. O arquétipo da mulher selvagem é justamente a liberdade feminina antes de qualquer culturalização ou exposição à sociedade, que acaba por controlar sua sexualidade e sua força. Esse filme, pra mim, demonstra justamente uma mulher selvagem que renasceu e nunca perdeu a consciência da sua liberdade, explorando a vida e seu apetite sexual, deixando homens sem qualquer equilíbrio mental ao ver que naquela mulher não existe a ideia de pertencimento e controle.
Em resumo, é isso:
"No corpo não existe nada que ‘devesse ser’ de algum jeito. A questão não está no tamanho, no formato ou na idade, nem mesmo no fato de ter tudo aos pares, pois algumas pessoas não têm. A questão selvagem está em saber se esse corpo sente, se ele tem um vínculo adequado com o prazer, com o coração, com a alma, com o mundo selvagem. Ele tem alegria, felicidade? Ele consegue ao seu modo se movimentar, dançar, gingar, balançar, investir? É só isso o que importa." (Mulheres que Correm com os Lobos, Clarissa Pinkola Estés)
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Muito boa suas criticas !
Achei o filme muito bom. Resumo ele em uma palavra: repulsivo. Terminei enjoada por conta de tanta cena grotesca em que a protagonista se submete para poder se encaixar em padrões.