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A arte, em todos os seus meios, nos permite expressar tanta coisa de uma só vez. O cinema, por exemplo, é um dos melhores.
Ego, medo, frustração, ambição, traumas e todas as outras coisas que guardamos no bolso, para que ao final de toda a obra, possamos esvaziar. Finalmente.
Toda construção tem seu preço.
O início/final extraordinário vai se desfazendo durante o filme, perdendo o brilho, voltando ao ordinário do dia, aos afazeres cotidianos, a monotonia que só é quebrada quando decidimos aproveitar cada segundo, cada batida do coração, que nunca se sabe quando vai parar.
As vezes recebemos alguns sinais, a Terra dá os seus sinais, Deus nos dá alguns sinais...
De forma extraordinária ou na simplicidade de um dia qualquer, basta parar e observar.
Gostei bastante do que vi.
E a cena da dança na rua foi um clássico instantâneo pra mim. É isso. Essa é a essência do filme.
"Nada é comum se você souber como usá-lo". - William Wolcott
1. “O homem nascido de mulher tem vida curta e passa por muitos desapontamentos e dificuldades.
2. É como flor que se abre vigorosa, mas logo murcha, seca e vai-se como a sombra que passa, não dura por muito tempo.
3. É nesse tipo de ser humano que teus olhos reparam? Nada sou, por que me conduzes ao tribunal para ser julgado?
4. Quem tem o poder de extrair algo puro e bom da impureza e da impiedade? Ora, nenhum ser humano, com certeza!
5. Tu já avaliaste quantos meses e dias cada ser humano vai viver; o tempo de vida de cada pessoa já está decidido, e não há ninguém que possa mudar isso!
6. Portanto, desvia o teu olhar de nossas pessoas e abandona-nos ao nosso próprio destino, como chega ao fim o dia de um trabalhador.
7. Para uma árvore há mais esperança; pois se for cortada, ainda é possível que volte a brotar e torne a viver.
8. Ainda que suas raízes envelheçam, e o seu tronco morra no chão,
9. basta um pouco de água, e ela se revitalizará e produzirá novos brotos e ramos como se fosse uma planta nova.
10. Todavia, quando um ser humano morre, tudo se encerra; morremos e nosso corpo se desfaz; logo depois do último suspiro nessa terra, para onde vai o nosso espírito?
11. Assim como a água do mar evapora e os ribeiros deixam de fluir e secam,
12. assim o ser humano se deita para morrer e não mais se levantará; até quando os céus já não existirem, os homens não acordarão e nada os despertará do seu descanso mortal.
(Jó, 14)