Eu esperava mais, devido a alguns comentários e a críticas que li antes de ir ao cinema. Tanto a rave quanto a guerra foram panos de fundo, sendo que deveriam ser os pontos principais do filme. É um road movie focado apenas em paisagens do deserto, mas que pouco desenvolve a jornada pessoal dos personagens, principalmente a do pai que busca sua filha desaparecida.
A guerra parece ser um mero detalhe para justificar as explosões que ocorrem no ato final.
Uma guerra sem contexto geopolítico, sem desdobramentos.... enfim. A cultura das raves também acaba sendo estereotipada, sendo que poderia ter abordado a relação entre as pessoas e a música de uma forma mais humanizada, que desse sentido à viagem feita pelo deserto. No geral, muito potencial totalmente desperdiçado.
É um filme longo, mas não é arrastado. Engraçado em muitos momentos, dosando bem os momentos de tensão e drama. Conforme se encaminha para o final, você começa a se questionar: essa mulher é realmente uma alienígena? E, de repente, me senti uma conspiracionista doidinha tal qual o personagem principal xD
Você já parou para pensar em como seria o planeta caso todos os seres humanos fossem simultaneamente extintos? Como as demais espécies se adaptariam a partir disso? Será que, depois de milhões de anos, surgiriam novos homo sapiens, ou seríamos apenas mais um capítulo no livro da História, tal qual os dinossauros? Gostei do filme por me proporcionar essas perguntas...
Uma cena específica começou a ser compartilhada recentemente por conta dos arquivos Epstein e assim cheguei a este filme. Eu esperava mais, achei o filme muito longo e com um ritmo lento. Ainda assim, é interessante para pensar sobre como as pessoas se tornam insaciáveis quando se trata de poder.
Um bom filme, porém eu removeria alguns minutos, pois acabou se tornando maçante em dado momento. Como muitas pessoas estavam rasgando elogios, fiquei muito ansiosa para assisti-lo e minhas expectativas não foram tão correspondidas. De qualquer forma, achei ótimo esse filme ter "furado a bolha" (fui ao cinema e os ingressos estavam esgotados!), por se tratar de um terror com temática feminista e ter sido dirigido por uma mulher, que ganhou bastante visibilidade através desse trabalho. Concordo com as críticas aos últimos minutos, achei exagerado, mas entendo que a intenção foi deixar explícito como podemos nos tornar bizarros em busca da beleza (vide vários artistas que ficaram esquisitíssimos após tantos procedimentos, ozempic, etc.)
Eu estava muito empolgada para assistir a esse filme, mas acabei ficando receosa com tantos comentários extremamente negativos. Para matar a curiosidade, dei uma chance e confesso que achei sensacional. É um ensaio sobre a loucura e todos os aspectos socioeconômicos em torno disso, com certeza eu daria uma avaliação sobre esse filme caso fosse professora de Psicologia hahahah. Acredito que a decepção de grande parte do público tem a ver com a expectativa de uma obra sanguinária, recheada de ação e explosões, mas a loucura de Coringa é encarada a partir de outro viés. Considerando o primeiro filme, já era de se esperar um filme mais "arrastado" e que foca em te fazer pensar. Eu havia ficado bastante apreensiva quando soube que se tratava de um musical, mas até mesmo as músicas fizeram completo sentido, para mim, ao longo da narrativa. Inclusive, a trilha sonora é muito boa! Não posso deixar de mencionar a atuação impecável, mais uma vez, de Joaquin Phoenix! Em relação à Gaga, não vejo motivo para críticas, acho que ela entregou o correspondente ao papel, tendo em vista que a Arlequina também foi construída de uma forma diferente da tradicional.
Sinceramente, não é tudo isso... As cenas nojentas e o plot final podem chocar quem está acostumado a outros estilos de filmes, mas quem, assim como eu, esperava muito mais, vai acabar se frustrando. Acho que se reduzisse em meia hora daria para aumentar algumas estrelas na avaliação, pois eu realmente cheguei ao final pensando "então é isso? e demorou esse tempo todo?"
Para mim, não passa de um filme feito para a Netflix estar com uma produção indicada ao Oscar novamente. Daí vem os diálogos com frases de efeito, o elenco muito bem escalado e o roteiro que poderia ter muito mais potencial.
a crítica ao capitalismo colorido que, por meio de propagandas, vende a si mesmo como a melhor alternativa existente. Entretanto, assim que esse ideal vendido é alcançado, o palco de ilusões estrategicamente criadas é desmoronado. O sonho, na verdade, é o pesadelo. É claro que para as crianças contemporâneas isso nem será percebido hahah mas o filme é feito, em grande parte, para o público nostálgico que assistiu ao primeiro filme na Sessão da Tarde.
Sinceramente, quem está criticando tanto criou expectativas demais, o que é problema do espectador e não do filme em si. Ele é bom para pensar sobre algumas coisas, rir e relembrar as personagens.
Esse filme desperta tantas coisas que se torna até difícil comentar sobre ele. Além disso, nitidamente traz muitas referências (que, graças a uma boa alma, estão pontuadas em comentários abaixo hahah). Peele consegue entrelaçar críticas a diversos segmentos com maestria e muita facilidade. Há a questão racial, a preocupação — acima da própria vida — com registrar algo e, claro, o ponto principal: o ato de domar seres, seja de qualquer espécie, para o entretenimento. Sobre este último ponto, entendo que a crítica recai sobre a maneira como isso é feito, não a prática em si. Uma pequena família, em uma região mais afastada e que trabalha com isso há gerações tratando os cavalos com afeto, como é o caso de OJ, obviamente será esmagada pela lógica moderna de desumanização e lucro acima de tudo.
Ricky logo notou isso e tratou de criar o parque para a apreciação dos alienígenas, percebendo uma questão-chave que leva ao sucesso e ao dinheiro: a espetacularização do horror e, consequentemente, do sofrimento. Ao mencionar o surto que o macaco teve anos atrás, é possível perceber certa satisfação em sua fala, pois foi isso que perpetuou o sucesso do show de TV — afinal, foi justamente aquele episódio que se tornou o mais reproduzido e, se não me engano, chegou a ser regravado. Ao provocar o alienígena para que o mesmo aparecesse sempre no mesmo local e horário, ele aplicou a mesma lógica de monetizar a violência. A lógica de OJ, apesar de também ser pautada no lucro (tendo em vista que seu grande objetivo é o de faturar com imagens inéditas), ainda parte de um local de busca por compreensão do outro, que é o alienígena. Assim como faz com os cavalos, ele observa, entende os gatilhos... Aliás, a questão do olhar também é um elemento principal do filme, tanto no sentido literal de não poder olhar para o alien, como no sentido metafórico de enxergar para além de si mesmo. Isso fica evidente quando Emerald relembra uma situação em que o pai não olhou para ela, mas OJ, sim.
Quem assistiu a Um Lugar Silencioso e Bird Box e amou, mas detestou Não! Não Olhe!... Por favor, repense hahah. Para concluir, a única coisa que eu lamento é não ter assistido a essa obra-prima no cinema!
Mas é claro que quem não tem a mínima noção sobre a realidade, ou ao menos uma unidade de neurônio funcionando, vai reclamar que o filme tem "lacração feminista". Greta Gerwig pensou nas adolescentes e jovens que iriam assistir e se identificar com absolutamente cada detalhe.
Creio que o fato de ter assistido no cinema melhorou a experiência, especialmente por conta da duração e, obviamente, do impacto de ver a explosão em uma tela enorme — o ponto alto e aguardado do filme. O maior fator positivo, em termos de recepção, tem a ver com o fato de que muitas pessoas passaram a buscar a perspectiva de quem sofreu com a bomba, já que isso não é abordado em momento algum do filme e é algo passível de muitas críticas, que chegaram a ser feitas. Ainda assim, achei interessante acompanhar o processo de recrutamento dos cientistas e suas famílias, a criação de praticamente uma nova cidade para prosseguir com a criação da bomba e os testes... Sem falar nos conflitos políticos.
Há muito tempo queria assistir e em um domingo despretensioso cumpri essa missão. É o tipo de animação que adoro, pois trata de conflitos existencialistas de forma leve ao decorrer da história. Já nos minutos finais,
a cena em que o Sr. Raposo admira o lobo é fantástica! Ele gostaria tanto de almejar a liberdade de um "animal selvagem" que tentava convencer a si mesmo de que, na verdade, morria de medo de lobos. Ele sabia a todo instante que ter uma família implicava na renúncia de sua liberdade e o filme conduz essa trama de uma maneira muito boa, sendo possível entender tanto a perspectiva do Sr. Raposo como a de sua esposa e seu filho.
o cenário monocromático, os personagens suando e a luz amarelada criam um desconforto enorme. Tem como objetivo ser nojento e repulsivo e realmente isso ocorre em alguns momentos (para mim, não ironicamente são os momentos com as pessoas "normais", nos levando a reparar que os mais desajustados são aqueles que se encaixam em certos padrões). Apesar de não ser algo tão inovador, o filme traz questões interessantes: de fato nos atraímos por quem gostamos ou por sua aparência? Quem define o que é (a)normal e com base em quais parâmetros? E por que, enquanto sociedade, simplesmente compramos essa ideia sem questioná-la?
Pra ficar ruim teria que melhorar muito ainda rs. Sinopse promete o que não cumpre, protagonista completamente antipática e roteiro furadíssimo. Nem a participação de Whoopi Goldberg conseguiu salvar isso aqui.
Ok, é ficção, mas essa coisa de fazer a prova até passar foi bem nada a ver (meritocracia que fala?) porque pessoas com TDAH têm direito a um explicador para fazer esse tipo de exame. O filme poderia até conscientizar um pouco sobre isso.
Me chamou a atenção a forma como os estadunidenses, a princípio, achavam que seriam protegidos por conta de sua nacionalidade, até perceberem que só isso não bastava: ser comunista levaria à morte, independente de qualquer fator. Pesado e ainda muito atual.
O filme é muito bom em termos técnicos, mas reforça, de maneira indireta (ou talvez bem direta mesmo) que indígenas são incivilizados. Isso acontece porque há a construção do "bom selvagem" e do "mau selvagem", e a frase que aparece no início parece justificar a chegada dos europeus como algo positivo e até mesmo necessário: "Uma grande civilização não é conquistada de fora até que tenha destruído a si mesma por dentro". Ou seja, como já estava tudo destruído, a conquista foi positiva porque levou ideais "melhores". Ideia bem errada, né.
Depois de assistir, a sensação é "por que demorei tanto pra ver esse filme?". Entrou pra minha lista de comédias favoritas, apesar de dois pontos negativos: a história de Annie com o policial fica meio ZZzzZz depois de um tempo e as personagens gordas são completamente imbecis e ridicularizadas, o que dá pra "relevar" porque o filme tem uma década, mas não deixa de ser problemático. Ah, brasileiro falando espanhol também foi f*da!
"Por trás de todo grande homem existe uma grande mulher" faz todo sentido aqui. Porém o homem só é "grande" porque trabalha com o pai, enquanto a mulher lava, passa e cozinha. Essa crítica se faz presente ao longo de todo o filme e são situações tão incômodas quanto as cenas em que Hunter desenvolve seu transtorno. Não é somente o esposo, mas também os colegas de trabalho e a mãe dele... Todos exercem algum tipo de controle sobre a mulher. A relação entre esses acontecimentos e a alotriofagia de Hunter é muito bem construída, assim como a jornada em busca do porquê daquilo tudo (e, novamente, a preocupação não é com Hunter, mas com a aparência de uma família perfeita, saudável e feliz). Cheguei a ler um comentário ressaltando que homens e mulheres podem ser impactados de formas diferentes por esse filme e concordo totalmente! Me senti incomodada do início ao fim porque são situação completamente possíveis de vivenciar no dia-a-dia quando se é do gênero feminino: as pessoas vão comentar sobre seu cabelo, seu corpo, suas roupas e se sentirem livres para dar pitaco e questionar o que quiserem.
Bom porém cansativo, mais um da série: filmes que poderiam ser reduzidos em ao menos 30 minutos. O debate sobre sexismo ainda é importante após mais de 20 anos do lançamento do filme (basta ler alguns comentários abaixo 🤮), mas fiquei pensando que não basta incluir mulheres, é preciso reestruturar todo o treinamento que mais parece querer formar psicopatas, não soldados.
Criaturas da Mente
4.1 9Sou fã do Sidarta!
Sirāt
3.4 171 Assista AgoraEu esperava mais, devido a alguns comentários e a críticas que li antes de ir ao cinema. Tanto a rave quanto a guerra foram panos de fundo, sendo que deveriam ser os pontos principais do filme. É um road movie focado apenas em paisagens do deserto, mas que pouco desenvolve a jornada pessoal dos personagens, principalmente a do pai que busca sua filha desaparecida.
A guerra parece ser um mero detalhe para justificar as explosões que ocorrem no ato final.
Bugonia
3.6 431 Assista AgoraÉ um filme longo, mas não é arrastado. Engraçado em muitos momentos, dosando bem os momentos de tensão e drama. Conforme se encaminha para o final, você começa a se questionar: essa mulher é realmente uma alienígena? E, de repente, me senti uma conspiracionista doidinha tal qual o personagem principal xD
Você já parou para pensar em como seria o planeta caso todos os seres humanos fossem simultaneamente extintos? Como as demais espécies se adaptariam a partir disso? Será que, depois de milhões de anos, surgiriam novos homo sapiens, ou seríamos apenas mais um capítulo no livro da História, tal qual os dinossauros? Gostei do filme por me proporcionar essas perguntas...
Narciso Negro
4.0 84 Assista AgoraGostei muito da fotografia.
De Olhos Bem Fechados
3.8 1,6K Assista AgoraUma cena específica começou a ser compartilhada recentemente por conta dos arquivos Epstein e assim cheguei a este filme. Eu esperava mais, achei o filme muito longo e com um ritmo lento. Ainda assim, é interessante para pensar sobre como as pessoas se tornam insaciáveis quando se trata de poder.
A Substância
3.9 1,9K Assista AgoraUm bom filme, porém eu removeria alguns minutos, pois acabou se tornando maçante em dado momento. Como muitas pessoas estavam rasgando elogios, fiquei muito ansiosa para assisti-lo e minhas expectativas não foram tão correspondidas. De qualquer forma, achei ótimo esse filme ter "furado a bolha" (fui ao cinema e os ingressos estavam esgotados!), por se tratar de um terror com temática feminista e ter sido dirigido por uma mulher, que ganhou bastante visibilidade através desse trabalho.
Concordo com as críticas aos últimos minutos, achei exagerado, mas entendo que a intenção foi deixar explícito como podemos nos tornar bizarros em busca da beleza (vide vários artistas que ficaram esquisitíssimos após tantos procedimentos, ozempic, etc.)
Coringa: Delírio a Dois
2.5 924 Assista AgoraEu estava muito empolgada para assistir a esse filme, mas acabei ficando receosa com tantos comentários extremamente negativos. Para matar a curiosidade, dei uma chance e confesso que achei sensacional.
É um ensaio sobre a loucura e todos os aspectos socioeconômicos em torno disso, com certeza eu daria uma avaliação sobre esse filme caso fosse professora de Psicologia hahahah. Acredito que a decepção de grande parte do público tem a ver com a expectativa de uma obra sanguinária, recheada de ação e explosões, mas a loucura de Coringa é encarada a partir de outro viés. Considerando o primeiro filme, já era de se esperar um filme mais "arrastado" e que foca em te fazer pensar.
Eu havia ficado bastante apreensiva quando soube que se tratava de um musical, mas até mesmo as músicas fizeram completo sentido, para mim, ao longo da narrativa. Inclusive, a trilha sonora é muito boa! Não posso deixar de mencionar a atuação impecável, mais uma vez, de Joaquin Phoenix! Em relação à Gaga, não vejo motivo para críticas, acho que ela entregou o correspondente ao papel, tendo em vista que a Arlequina também foi construída de uma forma diferente da tradicional.
Saltburn
3.5 931Sinceramente, não é tudo isso... As cenas nojentas e o plot final podem chocar quem está acostumado a outros estilos de filmes, mas quem, assim como eu, esperava muito mais, vai acabar se frustrando. Acho que se reduzisse em meia hora daria para aumentar algumas estrelas na avaliação, pois eu realmente cheguei ao final pensando "então é isso? e demorou esse tempo todo?"
O Mundo Depois de Nós
3.2 990 Assista AgoraPara mim, não passa de um filme feito para a Netflix estar com uma produção indicada ao Oscar novamente. Daí vem os diálogos com frases de efeito, o elenco muito bem escalado e o roteiro que poderia ter muito mais potencial.
A Fuga das Galinhas: A Ameaça dos Nuggets
3.4 247 Assista AgoraEu esperava um roteiro parecido com o do primeiro filme e é justamente isso o que acontece, mas com uma atualização muito boa:
a crítica ao capitalismo colorido que, por meio de propagandas, vende a si mesmo como a melhor alternativa existente. Entretanto, assim que esse ideal vendido é alcançado, o palco de ilusões estrategicamente criadas é desmoronado. O sonho, na verdade, é o pesadelo.
É claro que para as crianças contemporâneas isso nem será percebido hahah mas o filme é feito, em grande parte, para o público nostálgico que assistiu ao primeiro filme na Sessão da Tarde.
Sinceramente, quem está criticando tanto criou expectativas demais, o que é problema do espectador e não do filme em si. Ele é bom para pensar sobre algumas coisas, rir e relembrar as personagens.
Não! Não Olhe!
3.5 1,4K Assista AgoraEsse filme desperta tantas coisas que se torna até difícil comentar sobre ele. Além disso, nitidamente traz muitas referências (que, graças a uma boa alma, estão pontuadas em comentários abaixo hahah).
Peele consegue entrelaçar críticas a diversos segmentos com maestria e muita facilidade. Há a questão racial, a preocupação — acima da própria vida — com registrar algo e, claro, o ponto principal: o ato de domar seres, seja de qualquer espécie, para o entretenimento. Sobre este último ponto, entendo que a crítica recai sobre a maneira como isso é feito, não a prática em si. Uma pequena família, em uma região mais afastada e que trabalha com isso há gerações tratando os cavalos com afeto, como é o caso de OJ, obviamente será esmagada pela lógica moderna de desumanização e lucro acima de tudo.
Ricky logo notou isso e tratou de criar o parque para a apreciação dos alienígenas, percebendo uma questão-chave que leva ao sucesso e ao dinheiro: a espetacularização do horror e, consequentemente, do sofrimento. Ao mencionar o surto que o macaco teve anos atrás, é possível perceber certa satisfação em sua fala, pois foi isso que perpetuou o sucesso do show de TV — afinal, foi justamente aquele episódio que se tornou o mais reproduzido e, se não me engano, chegou a ser regravado.
Ao provocar o alienígena para que o mesmo aparecesse sempre no mesmo local e horário, ele aplicou a mesma lógica de monetizar a violência. A lógica de OJ, apesar de também ser pautada no lucro (tendo em vista que seu grande objetivo é o de faturar com imagens inéditas), ainda parte de um local de busca por compreensão do outro, que é o alienígena. Assim como faz com os cavalos, ele observa, entende os gatilhos...
Aliás, a questão do olhar também é um elemento principal do filme, tanto no sentido literal de não poder olhar para o alien, como no sentido metafórico de enxergar para além de si mesmo. Isso fica evidente quando Emerald relembra uma situação em que o pai não olhou para ela, mas OJ, sim.
Quem assistiu a Um Lugar Silencioso e Bird Box e amou, mas detestou Não! Não Olhe!... Por favor, repense hahah.
Para concluir, a única coisa que eu lamento é não ter assistido a essa obra-prima no cinema!
Barbie
3.8 1,7K Assista AgoraMas é claro que quem não tem a mínima noção sobre a realidade, ou ao menos uma unidade de neurônio funcionando, vai reclamar que o filme tem "lacração feminista". Greta Gerwig pensou nas adolescentes e jovens que iriam assistir e se identificar com absolutamente cada detalhe.
Oppenheimer
4.0 1,2KCreio que o fato de ter assistido no cinema melhorou a experiência, especialmente por conta da duração e, obviamente, do impacto de ver a explosão em uma tela enorme — o ponto alto e aguardado do filme. O maior fator positivo, em termos de recepção, tem a ver com o fato de que muitas pessoas passaram a buscar a perspectiva de quem sofreu com a bomba, já que isso não é abordado em momento algum do filme e é algo passível de muitas críticas, que chegaram a ser feitas.
Ainda assim, achei interessante acompanhar o processo de recrutamento dos cientistas e suas famílias, a criação de praticamente uma nova cidade para prosseguir com a criação da bomba e os testes... Sem falar nos conflitos políticos.
Soul
4.3 1,4KAqui a Disney mostrou que SABE o que faz!
O Fantástico Sr. Raposo
4.2 961 Assista AgoraHá muito tempo queria assistir e em um domingo despretensioso cumpri essa missão.
É o tipo de animação que adoro, pois trata de conflitos existencialistas de forma leve ao decorrer da história. Já nos minutos finais,
a cena em que o Sr. Raposo admira o lobo é fantástica! Ele gostaria tanto de almejar a liberdade de um "animal selvagem" que tentava convencer a si mesmo de que, na verdade, morria de medo de lobos. Ele sabia a todo instante que ter uma família implicava na renúncia de sua liberdade e o filme conduz essa trama de uma maneira muito boa, sendo possível entender tanto a perspectiva do Sr. Raposo como a de sua esposa e seu filho.
Peles
3.4 593 Assista AgoraO filme é todo construído a partir de um incômodo. Logo na cena inicial,
antes mesmo de saber que a senhora está nua,
Apesar de não ser algo tão inovador, o filme traz questões interessantes: de fato nos atraímos por quem gostamos ou por sua aparência? Quem define o que é (a)normal e com base em quais parâmetros? E por que, enquanto sociedade, simplesmente compramos essa ideia sem questioná-la?
Uma Irmã Nada Perfeita
2.4 37 Assista AgoraPra ficar ruim teria que melhorar muito ainda rs. Sinopse promete o que não cumpre, protagonista completamente antipática e roteiro furadíssimo. Nem a participação de Whoopi Goldberg conseguiu salvar isso aqui.
Operação Supletivo - Agora Vai!
2.8 60 Assista AgoraDá pra rir um pouco...
Ok, é ficção, mas essa coisa de fazer a prova até passar foi bem nada a ver (meritocracia que fala?) porque pessoas com TDAH têm direito a um explicador para fazer esse tipo de exame. O filme poderia até conscientizar um pouco sobre isso.
Desaparecido - Um Grande Mistério
4.1 85Me chamou a atenção a forma como os estadunidenses, a princípio, achavam que seriam protegidos por conta de sua nacionalidade, até perceberem que só isso não bastava: ser comunista levaria à morte, independente de qualquer fator. Pesado e ainda muito atual.
Apocalypto
3.8 891 Assista AgoraO filme é muito bom em termos técnicos, mas reforça, de maneira indireta (ou talvez bem direta mesmo) que indígenas são incivilizados. Isso acontece porque há a construção do "bom selvagem" e do "mau selvagem", e a frase que aparece no início parece justificar a chegada dos europeus como algo positivo e até mesmo necessário: "Uma grande civilização não é conquistada de fora até que tenha destruído a si mesma por dentro". Ou seja, como já estava tudo destruído, a conquista foi positiva porque levou ideais "melhores". Ideia bem errada, né.
O Lagosta
3.8 1,5K Assista AgoraFilme f*da!
Fiquei com a impressão de que David morreu ao tentar arrancar os olhos com a faca e por isso a mulher míope está narrando tudo.
Missão Madrinha de Casamento
3.2 1,7K Assista AgoraDepois de assistir, a sensação é "por que demorei tanto pra ver esse filme?". Entrou pra minha lista de comédias favoritas, apesar de dois pontos negativos: a história de Annie com o policial fica meio ZZzzZz depois de um tempo e as personagens gordas são completamente imbecis e ridicularizadas, o que dá pra "relevar" porque o filme tem uma década, mas não deixa de ser problemático. Ah, brasileiro falando espanhol também foi f*da!
Devorar
3.7 396 Assista Agora"Por trás de todo grande homem existe uma grande mulher" faz todo sentido aqui. Porém o homem só é "grande" porque trabalha com o pai, enquanto a mulher lava, passa e cozinha. Essa crítica se faz presente ao longo de todo o filme e são situações tão incômodas quanto as cenas em que Hunter desenvolve seu transtorno. Não é somente o esposo, mas também os colegas de trabalho e a mãe dele... Todos exercem algum tipo de controle sobre a mulher. A relação entre esses acontecimentos e a alotriofagia de Hunter é muito bem construída, assim como a jornada em busca do porquê daquilo tudo (e, novamente, a preocupação não é com Hunter, mas com a aparência de uma família perfeita, saudável e feliz).
Cheguei a ler um comentário ressaltando que homens e mulheres podem ser impactados de formas diferentes por esse filme e concordo totalmente! Me senti incomodada do início ao fim porque são situação completamente possíveis de vivenciar no dia-a-dia quando se é do gênero feminino: as pessoas vão comentar sobre seu cabelo, seu corpo, suas roupas e se sentirem livres para dar pitaco e questionar o que quiserem.
Por fim, a descoberta de Hunter em relação a seu pai é fantástica, assim como a cena em que ela o confronta.
Até o Limite da Honra
3.7 361 Assista AgoraBom porém cansativo, mais um da série: filmes que poderiam ser reduzidos em ao menos 30 minutos.
O debate sobre sexismo ainda é importante após mais de 20 anos do lançamento do filme (basta ler alguns comentários abaixo 🤮), mas fiquei pensando que não basta incluir mulheres, é preciso reestruturar todo o treinamento que mais parece querer formar psicopatas, não soldados.