A violência mais brutal em relação aos antecessores foi o ponto alto do filme, então ainda que o terceiro ato seja um balde de água fria na cara do espectador, valeu a experiência — inclusive, com bons pulos na cadeira de quem estava na sessão.
Quer o romance da Emily Brontë, vá ler o romance. Vou separar minha análise em dois segmentos, um aos puristas da literatura e outro ao espectador que aprecia a experiência do cinema. Primeiramente: excelente perspectiva da diretora/roteirista Emerald Fennell para uma obra clássica já muito adaptada. Pelo trailer, pelo histórico da diretora e por alguns comentários como "50 tons de ...", eu esperava algo muito mais visual e explícito, mas não é: se mantém contido ainda que a tensão sexual esteja presente do primeiro ao último segundo de rodagem. E eu digo isso como alguém que já leu o livro mas sabe respeitar e, sobretudo, APRECIAR as diferentes visões criativas sobre determinada obra. Sou fã de Stephen King, um dos autores mais adaptados da literatura mundial, e a afirmação provém de uma vasta experiência ao assistir releituras totalmente questionáveis em relação ao texto do mestre, mas ainda assim com suas ressalvas positivas. Não há uma só perspectiva verdadeira de absolutamente nada na literatura — exceto a do próprio criador, que tende a se alterar também com o decorrer do tempo entre a publicação do texto e a releitura do mesmo texto em fase posterior da vida (vide "Sobre a Escrita", onde King relata um pouco sobre isso ao falar de seus livros mais icônicos escritos em um período de turbulência pessoal). Por fim, aos apreciadores de cinema, só comprem o ingresso e assistam, dialoguem e analisem — por vontade própria e de coração aberto — a obra. Em suma, posso dizer o seguinte: ao final da sessão, poucos se levantaram de imediato para sair da sala. Era só fungada de choro e um silêncio absurdo. Se isso não é impacto e experiência cinematográfica, eu não sei mais o que é. Dito isso, entre os lançamentos de fevereiro, com certeza um dos melhores do ano. Obrigado, Emerald Fennell e Warner.
Gosto do cinema autoral brasileiro. Ainda que, em geral, no gênero terror ficamos muito abaixo do nível de qualidade apresentado em filmes de terror B estrangeiros, aqui há um pulso diferente, um algo a mais circundando as cenas que torna a experiência mais incômoda e brutal. Vale a pena.
Começo a acreditar que "Hereditário" foi realmente um acerto de sorte. Na obra de estreia, Ari Aster foi grandioso, afinal, tempos depois a macabra cena que mudaria totalmente o tom de "Hereditário" ainda segue fresca na memória. Em "Midsommar", o acerto é em relevância menor, mas ainda um acerto. Em "Beau Tem Medo", a coisa desanda. Em "Eddington", ele ainda não conseguiu encontrar o ritmo certo perdido lá em Beau. É triste, mas é a verdade.
A estética surrada e gasta não funciona muito bem pra mim, porque aquele tom granulado e escuro quebra minha experiência positiva. Mas é um bom filme no geral, ainda que visualmente incômodo.
Filme pipoca bem clássico, para se divertir basta deixar o modo 'cinéfilo pnc' em casa e ir para o cinema. Selton Mello se divertindo demais, Anaconda bem fake (tal qual a do filme original), roteiro simples e comédia bobinha. Valeu a experiência.
Bugonia é, para o thriller de ficção especulativa, aquilo que A Hora do Mal foi para o terror psicológico em 2025: um ponto fora da curva. Bugonia não é filme para quem busca alívio, conforto ou final feliz. Ele é rude, desconfortável, deliberadamente manipulador - e faz do horror psicológico e do humor negro uma mesma moeda. Se você topar entrar no caos que ele propõe, o resultado pode ser - ao mesmo tempo - fascinante e perturbador. É um dos melhores filmes de 2025: usa o grotesco, a paranoia e o conflito psicológico para escancarar medos contemporâneos - conspirações, alienação, desespero existencial e loucura coletiva. As atuações de Stone e Plemons, a trilha sonora inquietante e os diálogos nervosos sustentam o filme até o fim, tornando-o não apenas uma experiência de choque, mas um exercício de reflexão sobre nossa própria humanidade.
Queria vir aqui com um comentário mais enérgico, extasiado e feliz, mas infelizmente para mim "O Agente Secreto" não funcionou. Ainda assim, sou brasileiro, então caso venha a disputar alguma premiação de cinema, estarei lá torcendo pela obra.
Questionável a escolha quanto à abordagem de 'O Mágico de Oz', mas ainda assim mantém o mérito louvável do primeiro, encerrando o espetáculo com uma trilha sonora que brilha até na parte instrumental.
Mckenna Grace pode ter sido uma "ótima" atriz mirim, interpretando a versão criança de muitos personagens adultos protagonistas, mas tentar empurrar uma atriz sem carisma em um filme de romance, torna a experiência um tanto insatisfatória. Ainda assim, temos: o Mason Thames, sempre excelente; o Dave Franco, no papel de suporte que vêm desempenhando em basicamente todos os filmes que estreia; e a Allison Williams dando um respiro da M3gan. Em uma análise mais abrangente, não creio que a culpa da falta de química seja dos casais: o material de origem é muito medíocre. Como a Clara simplesmente não questionou o fato? Como ela só engoliu as coisas e se culpou? Sério, é uma fantasia muito irreal para o espectador abraçar a ideia. Dito isso, seria interessante ter cautela ao adaptar algumas obras mequetrefes — alguns autores simplesmente não merecem palco.
E vamos de "Bom Menino"🍿🎬 Novo filme de terror distribuído pela Paris Filmes e disponível no Brasil a partir de 30/10. 🐾 Um fllme de terror pioneiro e diferente de tudo que já vi — e olha que já vi muita coisa. É genuinamente angustiante ver as coisas da perspectiva do cachorro. O Indy, personagem canino e protagonista, é irretocável, enérgico e com olhos cheios de vida e emoção. Cada passagem dele faz o roteiro genérico ficar em segundo plano, ser menos notável, porque o animal traz vida a cada take. Mesmo com uma história simples, ainda dou créditos a alguns jumpscares bem feitos e duas ou três sequências sangrentas habilmente montadas, tudo aliado a uma trilha sonora incessante e tensa. Experiência fora do convencional e propícia para a data de Halloween. 🎃 A proposta não vai agradar a todos por ter a mesma pegada do filme "Presença" (também deste ano, que se passa sob a perspectiva da entidade que está na casa atormentando a família e dividiu opiniões de crítica especializada e público).
A trilha sonora imersiva e o visual grandioso e frenético, aliados às duas boas menções à obra "Frankenstein", de Mary Shelley (sim, em um filme de ficção científica da Disney, isso é louvável) tornam o roteiro raso de Tron: Ares menos incômodo do que poderia ser.
Não é o Aronofsky que eu conheço, nem de longe. Esperar um filme comercial dele em alguma fase da carreira, eu até esperaria, mas esse é comercial em todos os aspectos possíveis, e essa falta da singularidade própria do diretor — basicamente a digital dele em todos os trabalhos — me causou estranheza.
Mais uma contribuição interessante no rol de adaptações do Roald Dahl — mente singular por trás de Matilda, Convenção das Bruxas, James e o Pêssego Gigante e A Fantástica Fábrica de Chocolates. Gosto de como ele consegue abordar muitos assuntos, à primeira vista complexos para mentes infantis, de um modo particularmente coeso e acessível. Vale conferir.
Filme de terror é bom, mas se torna excelente quando você sai satisfeito do cinema, com uma sensação boa e a fé na humanidade intacta — apesar de tudo —, e "O Telefone Preto", de 2022, fornece isso de maneira irretocável. A cada golpe da sequência final, nos sentimos um pouco menos impotentes diante dos atos perpetrados pelo infame e monstruoso personagem do Ethan Hawke. Dito isso, ainda que numa continuação, não esperava resultado diferente do mesmo responsável pelos excelentes "O Exorcismo de Emily Rose" (2005) e "A Entidade" (2012). - Agora, em "O Telefone Preto 2", temos ainda a estética oitentista e granulada, mais crianças desaparecidas, e esses dois irmãos absurdamente IN-CRÍ-VEIS e humanos contra o vilão que agora está em outro plano — mas segue igualmente odiável —, além de homenagens a um clássico slasher atemporal (Wes Craven está sorrindo do Outro Lado ❤️🔥) e um ritmo de suspense muito bem equilibrado. Cada ponto desses, e outros tantos, torna a sequência tão especial quanto a obra original. Lamento por quem não aprecia dramas humanos em filmes de terror. Aqui tudo é tão doloroso no panorama de cada personagem e seus traumas, e uma cena em específico é tão cheia de coração e de carinho e de cuidado, com uma atuação brutal dos talentosos Mason Thames e Madeleine McGraw, que é impossível dissociar os elementos do filme do drama familiar, do contexto no qual aquelas crianças estão inseridas e do mundo sórdido no qual todos nós vivemos. - Dito isso, agradeço ao Joe Hill — filho do lendário Stephen King — pelo conto que deu origem ao filme original, e ao Scott Derrickson por expandir de maneira louvável todo aquele universo da curta história e amarrar tudo isso tão bem — através de dois personagens centrais que ficam no coração do espectador por muito, muito tempo. ⭐⭐⭐⭐⭐
Por mais que o Caramelo seja só um fio condutor da história, que BAITA história! Sensível e bem feita. <3 A realidade é que nós amamos um bom clichê, precisamos disso de vez em quando. Um filme conforto, um filme que te faz sorrir e vibrar, e chorar um pouquinho também. Viva o cinema brasileiro!
Apoiado por uma atuação surpreendente e verdadeiramente esmagadora do Dwayne Johnson, 'Coração de Lutador' acerta cada soco. Ainda que seja curto o fragmento de vida do Mark Kerr representado aqui, é o suficiente para que o nome seja notável e reverenciado para além do público que assiste UFC. É o primeiro filme do Dwayne que gosto sem ressalvas, mesmo por ter ele no protagonismo — e o motivo principal é justamente esse: não é ele. Irreconhecível.
Nem quando o personagem fica careca no terceiro ato, que eu pensei "ih, apareceu o The Rock", leviano erro meu: seguia irretocável, cheio de expressão e sentimento.
Um bocejo após o outro. Se Sean Penn estivesse de fora, seria totalmente descartável o filme, por completo. O vilão dele é interessante, complexo, cheio de trejeitos e, até de forma cartunesca, uma representação legítima de um perfil real que está por todos os lados da sociedade. Por outro lado, o pai maconheiro interpretado pelo DiCaprio, a revolucionária questionável da Teyana Taylor e a trilha sonora excruciante — não no bom sentido — do Jonny Greenwood são o combo perfeito para te fazer pensar: acaba logo! por que estou aqui!? alguém me devolve 2h50min de vida?! É muito ruim. A montagem é tosca, a ação se perde com aquele piano insolente tocando a todo momento, o drama dos personagens não cola. Em suma: um grande desperdício de talentos e uma das maiores decepções de 2025 nos cinemas. Particularmente, eu não entendi a ovação internacional, o prestígio em festivais, a nota em sites agregadores de críticas... Meu Deus, certas coisas são indefensáveis. E eu juro que tentei.
Cara de Um, Focinho de Outro
3.9 37É o 'Robô Selvagem' da Disney/Pixar, mas sem o refinamento minimalista e cirúrgico que teve na obra-prima da DreamWorks.
Pânico 7
2.7 361 Assista AgoraA violência mais brutal em relação aos antecessores foi o ponto alto do filme, então ainda que o terceiro ato seja um balde de água fria na cara do espectador, valeu a experiência — inclusive, com bons pulos na cadeira de quem estava na sessão.
O Morro dos Ventos Uivantes
2.9 179 Assista AgoraQuer o romance da Emily Brontë, vá ler o romance. Vou separar minha análise em dois segmentos, um aos puristas da literatura e outro ao espectador que aprecia a experiência do cinema.
Primeiramente: excelente perspectiva da diretora/roteirista Emerald Fennell para uma obra clássica já muito adaptada. Pelo trailer, pelo histórico da diretora e por alguns comentários como "50 tons de ...", eu esperava algo muito mais visual e explícito, mas não é: se mantém contido ainda que a tensão sexual esteja presente do primeiro ao último segundo de rodagem.
E eu digo isso como alguém que já leu o livro mas sabe respeitar e, sobretudo, APRECIAR as diferentes visões criativas sobre determinada obra. Sou fã de Stephen King, um dos autores mais adaptados da literatura mundial, e a afirmação provém de uma vasta experiência ao assistir releituras totalmente questionáveis em relação ao texto do mestre, mas ainda assim com suas ressalvas positivas.
Não há uma só perspectiva verdadeira de absolutamente nada na literatura — exceto a do próprio criador, que tende a se alterar também com o decorrer do tempo entre a publicação do texto e a releitura do mesmo texto em fase posterior da vida (vide "Sobre a Escrita", onde King relata um pouco sobre isso ao falar de seus livros mais icônicos escritos em um período de turbulência pessoal).
Por fim, aos apreciadores de cinema, só comprem o ingresso e assistam, dialoguem e analisem — por vontade própria e de coração aberto — a obra. Em suma, posso dizer o seguinte: ao final da sessão, poucos se levantaram de imediato para sair da sala. Era só fungada de choro e um silêncio absurdo. Se isso não é impacto e experiência cinematográfica, eu não sei mais o que é.
Dito isso, entre os lançamentos de fevereiro, com certeza um dos melhores do ano.
Obrigado, Emerald Fennell e Warner.
A Própria Carne
3.0 48 Assista AgoraGosto do cinema autoral brasileiro. Ainda que, em geral, no gênero terror ficamos muito abaixo do nível de qualidade apresentado em filmes de terror B estrangeiros, aqui há um pulso diferente, um algo a mais circundando as cenas que torna a experiência mais incômoda e brutal.
Vale a pena.
Eddington
3.1 107Começo a acreditar que "Hereditário" foi realmente um acerto de sorte.
Na obra de estreia, Ari Aster foi grandioso, afinal, tempos depois a macabra cena que mudaria totalmente o tom de "Hereditário" ainda segue fresca na memória. Em "Midsommar", o acerto é em relevância menor, mas ainda um acerto. Em "Beau Tem Medo", a coisa desanda. Em "Eddington", ele ainda não conseguiu encontrar o ritmo certo perdido lá em Beau.
É triste, mas é a verdade.
Extermínio
3.7 1,1K Assista AgoraA estética surrada e gasta não funciona muito bem pra mim, porque aquele tom granulado e escuro quebra minha experiência positiva. Mas é um bom filme no geral, ainda que visualmente incômodo.
Anaconda
2.5 249Filme pipoca bem clássico, para se divertir basta deixar o modo 'cinéfilo pnc' em casa e ir para o cinema. Selton Mello se divertindo demais, Anaconda bem fake (tal qual a do filme original), roteiro simples e comédia bobinha. Valeu a experiência.
Avatar: Fogo e Cinzas
3.5 282 Assista AgoraRecicla muito do que deu certo antes, mas é notável — antes era melhor.
Bugonia
3.6 432 Assista AgoraBugonia é, para o thriller de ficção especulativa, aquilo que A Hora do Mal foi para o terror psicológico em 2025: um ponto fora da curva.
Bugonia não é filme para quem busca alívio, conforto ou final feliz.
Ele é rude, desconfortável, deliberadamente manipulador - e faz do horror psicológico e do humor negro uma mesma moeda. Se você topar entrar no caos que ele propõe, o resultado pode ser - ao mesmo tempo - fascinante e perturbador.
É um dos melhores filmes de 2025: usa o grotesco, a paranoia e o conflito psicológico para escancarar medos contemporâneos - conspirações, alienação, desespero existencial e loucura coletiva.
As atuações de Stone e Plemons, a trilha sonora inquietante e os diálogos nervosos sustentam o filme até o fim, tornando-o não apenas uma experiência de choque, mas um exercício de reflexão sobre nossa própria humanidade.
O Agente Secreto
3.9 1,0K Assista AgoraQueria vir aqui com um comentário mais enérgico, extasiado e feliz, mas infelizmente para mim "O Agente Secreto" não funcionou.
Ainda assim, sou brasileiro, então caso venha a disputar alguma premiação de cinema, estarei lá torcendo pela obra.
Wicked: Parte 2
3.4 144 Assista AgoraQuestionável a escolha quanto à abordagem de 'O Mágico de Oz', mas ainda assim mantém o mérito louvável do primeiro, encerrando o espetáculo com uma trilha sonora que brilha até na parte instrumental.
Se Não Fosse Você
2.9 69 Assista AgoraMckenna Grace pode ter sido uma "ótima" atriz mirim, interpretando a versão criança de muitos personagens adultos protagonistas, mas tentar empurrar uma atriz sem carisma em um filme de romance, torna a experiência um tanto insatisfatória.
Ainda assim, temos: o Mason Thames, sempre excelente; o Dave Franco, no papel de suporte que vêm desempenhando em basicamente todos os filmes que estreia; e a Allison Williams dando um respiro da M3gan.
Em uma análise mais abrangente, não creio que a culpa da falta de química seja dos casais: o material de origem é muito medíocre. Como a Clara simplesmente não questionou o fato? Como ela só engoliu as coisas e se culpou? Sério, é uma fantasia muito irreal para o espectador abraçar a ideia.
Dito isso, seria interessante ter cautela ao adaptar algumas obras mequetrefes — alguns autores simplesmente não merecem palco.
Terror em Shelby Oaks
2.4 78 Assista Agora"Terror em Shelby Oaks" tem uma primeira parte incrivelmente boa, ainda que o desenvolvimento da premissa seja questionável.
Bom Menino
2.9 158 Assista AgoraE vamos de "Bom Menino"🍿🎬 Novo filme de terror distribuído pela Paris Filmes e disponível no Brasil a partir de 30/10. 🐾
Um fllme de terror pioneiro e diferente de tudo que já vi — e olha que já vi muita coisa.
É genuinamente angustiante ver as coisas da perspectiva do cachorro.
O Indy, personagem canino e protagonista, é irretocável, enérgico e com olhos cheios de vida e emoção. Cada passagem dele faz o roteiro genérico ficar em segundo plano, ser menos notável, porque o animal traz vida a cada take.
Mesmo com uma história simples, ainda dou créditos a alguns jumpscares bem feitos e duas ou três sequências sangrentas habilmente montadas, tudo aliado a uma trilha sonora incessante e tensa.
Experiência fora do convencional e propícia para a data de Halloween. 🎃
A proposta não vai agradar a todos por ter a mesma pegada do filme "Presença" (também deste ano, que se passa sob a perspectiva da entidade que está na casa atormentando a família e dividiu opiniões de crítica especializada e público).
O cachorro não morre. 🐾❤️
Os Novatos
2.9 71 Assista AgoraAh Mason, por que se meteu nisso?
Apesar de algumas boas sacadas cômicas, no geral é bem irregular — e mais do mesmo desses besteirois estudantis.
A Vizinha Perfeita
3.5 209 Assista AgoraExcelente documentário. Consternador.
Tron: Ares
2.8 148 Assista AgoraA trilha sonora imersiva e o visual grandioso e frenético, aliados às duas boas menções à obra "Frankenstein", de Mary Shelley (sim, em um filme de ficção científica da Disney, isso é louvável) tornam o roteiro raso de Tron: Ares menos incômodo do que poderia ser.
V/H/S/Halloween
2.6 103 Assista AgoraAlguns bons momentos, mas no geral é medíocre.
Ladrões
3.4 207 Assista AgoraNão é o Aronofsky que eu conheço, nem de longe.
Esperar um filme comercial dele em alguma fase da carreira, eu até esperaria, mas esse é comercial em todos os aspectos possíveis, e essa falta da singularidade própria do diretor — basicamente a digital dele em todos os trabalhos — me causou estranheza.
Os Pestes
2.6 11 Assista AgoraMais uma contribuição interessante no rol de adaptações do Roald Dahl — mente singular por trás de Matilda, Convenção das Bruxas, James e o Pêssego Gigante e A Fantástica Fábrica de Chocolates.
Gosto de como ele consegue abordar muitos assuntos, à primeira vista complexos para mentes infantis, de um modo particularmente coeso e acessível. Vale conferir.
O Telefone Preto 2
3.0 268 Assista AgoraFilme de terror é bom, mas se torna excelente quando você sai satisfeito do cinema, com uma sensação boa e a fé na humanidade intacta — apesar de tudo —, e "O Telefone Preto", de 2022, fornece isso de maneira irretocável. A cada golpe da sequência final, nos sentimos um pouco menos impotentes diante dos atos perpetrados pelo infame e monstruoso personagem do Ethan Hawke.
Dito isso, ainda que numa continuação, não esperava resultado diferente do mesmo responsável pelos excelentes "O Exorcismo de Emily Rose" (2005) e "A Entidade" (2012).
-
Agora, em "O Telefone Preto 2", temos ainda a estética oitentista e granulada, mais crianças desaparecidas, e esses dois irmãos absurdamente IN-CRÍ-VEIS e humanos contra o vilão que agora está em outro plano — mas segue igualmente odiável —, além de homenagens a um clássico slasher atemporal (Wes Craven está sorrindo do Outro Lado ❤️🔥) e um ritmo de suspense muito bem equilibrado.
Cada ponto desses, e outros tantos, torna a sequência tão especial quanto a obra original.
Lamento por quem não aprecia dramas humanos em filmes de terror. Aqui tudo é tão doloroso no panorama de cada personagem e seus traumas, e uma cena em específico é tão cheia de coração e de carinho e de cuidado, com uma atuação brutal dos talentosos Mason Thames e Madeleine McGraw, que é impossível dissociar os elementos do filme do drama familiar, do contexto no qual aquelas crianças estão inseridas e do mundo sórdido no qual todos nós vivemos.
-
Dito isso, agradeço ao Joe Hill — filho do lendário Stephen King — pelo conto que deu origem ao filme original, e ao Scott Derrickson por expandir de maneira louvável todo aquele universo da curta história e amarrar tudo isso tão bem — através de dois personagens centrais que ficam no coração do espectador por muito, muito tempo.
⭐⭐⭐⭐⭐
Caramelo
3.6 235 Assista AgoraPor mais que o Caramelo seja só um fio condutor da história, que BAITA história!
Sensível e bem feita. <3
A realidade é que nós amamos um bom clichê, precisamos disso de vez em quando. Um filme conforto, um filme que te faz sorrir e vibrar, e chorar um pouquinho também.
Viva o cinema brasileiro!
Coração de Lutador: The Smashing Machine
3.0 134 Assista AgoraApoiado por uma atuação surpreendente e verdadeiramente esmagadora do Dwayne Johnson, 'Coração de Lutador' acerta cada soco. Ainda que seja curto o fragmento de vida do Mark Kerr representado aqui, é o suficiente para que o nome seja notável e reverenciado para além do público que assiste UFC.
É o primeiro filme do Dwayne que gosto sem ressalvas, mesmo por ter ele no protagonismo — e o motivo principal é justamente esse: não é ele. Irreconhecível.
Nem quando o personagem fica careca no terceiro ato, que eu pensei "ih, apareceu o The Rock", leviano erro meu: seguia irretocável, cheio de expressão e sentimento.
Baita ator esse! Grande revelação.
Uma Batalha Após a Outra
3.7 658 Assista AgoraUm bocejo após o outro.
Se Sean Penn estivesse de fora, seria totalmente descartável o filme, por completo.
O vilão dele é interessante, complexo, cheio de trejeitos e, até de forma cartunesca, uma representação legítima de um perfil real que está por todos os lados da sociedade.
Por outro lado, o pai maconheiro interpretado pelo DiCaprio, a revolucionária questionável da Teyana Taylor e a trilha sonora excruciante — não no bom sentido — do Jonny Greenwood são o combo perfeito para te fazer pensar: acaba logo! por que estou aqui!? alguém me devolve 2h50min de vida?!
É muito ruim. A montagem é tosca, a ação se perde com aquele piano insolente tocando a todo momento, o drama dos personagens não cola.
Em suma: um grande desperdício de talentos e uma das maiores decepções de 2025 nos cinemas.
Particularmente, eu não entendi a ovação internacional, o prestígio em festivais, a nota em sites agregadores de críticas... Meu Deus, certas coisas são indefensáveis. E eu juro que tentei.