Predador 2 é um filme divertidão, mas nem de longe é bom como o primeiro filme, e atuação do Danny Glover não ajuda muito. Não que Arnold Schwarzenegger fosse um ator excelente, mas ele tinha carisma na tela, coisa que pelo menos aqui, faltou e muito para o Danny.
Como disse, o filme é divertido, mas o roteiro é extremamente caótico, e por vezes, tudo parece um grande besteirol repleto de cenas idiotas e diálogos idem. E todos os atores, sem salvar nenhum, estão extremamente canastrões. Aliás, muitos desses personagens são muito mal aproveitados na trama, como a detetive Leona, que segue até em determinado ponto da trama, e depois é descartada sem mais nem menos.
Mas o filme reserva bons momentos, como a fantástica e bem filmada cena do metrô, e também temos um easter egg bem divertido para quem curte alien.
Predador 2 sobreviveu nessa minha revisitada, mas mancando muito e extremamente machucado. Rsrs
Filme divertido e descompromissado, bem ao estilo Jumanji.
E sinceramente, é ótimo ver um filme de grande repercussão fazendo uma boa propaganda sobre a família, que não, não é uma instituição falida, e contínua sendo primordial na formação de crianças.
Hollywood ultimamente anda pisando no freio das pautas progressistas, e voltando aos seus primórdios, ainda que deem leves alfinetadas, como aconteceu num determinado ponto desse filme.
Assistam, pois é uma ótima aventura. Só não esperem muito.
Ridley Scott está voltando para concluir a estória dessa bucha que ninguém pediu. Quanto narcisismo cara!
Alien Romulus já tinha dado uma solução para terminar essa história, por isso deveriam deixar como está. Mas ao invés de apostar no que está dando certo, os caras entregam o controle novamente para o Ridley Scott, e no alto do seu pedantismo, o diretor acha que tem que concluir essa merda de trilogia.
Esperem por mais uma bucha chaterrima dessa franquia vindo por aí.
Triste o aconteceu com ela, e espero que ela esteja num lugar bem melhor, que esse mundo. Mas focando na importância de sua pessoa como de artista, não estamos falando de ninguém que contribuiu com algo para a “cultura Brasileira” como muitos estão alardeando.
No que ela se propunha a fazer, que era cantar, não era boa e suas músicas eram horríveis. Passou a maior parte do tempo vivendo de polêmicas e aparecendo em quadros de programas variados. O que representa essa a Preta Gil para a cultura? Absolutamente nada!
O pai dela sim é um artista, agora ela, podem me xingar a vontade, mas Preta Gil não tinha talento algum, a não ser filha de gente famosa.
Dentro desse subgênero do terror, é um filme bacana. Se avaliarmos o filme friamente, ele é genérico até certo ponto, mas o final consegue se destacar, e de certa forma entrega algo diferente do esperado desse tipo de filme.
Inclusive, achei Sister Death melhor que A freira. Se esse filme tive a fotografia Dark de A freira, teria ficado melhor ainda, mas se percebe que é um filme com orçamento limitado. Mas ainda assim, a ambientação e locações conseguem ser boas.
Outro detalhe, é que me pareceu que o diretor se inspirou levemente do filme Maus hábitos do Almodóvar, no que concerne a personalidade da madre superiora. Tem momentos que ela solta diálogos tão controversos para o que se espera de uma freira, que me remeteu muito ao filme que acabei de citar.
Enfim, não é uma obra prima do terror, mas é divertido, e filmes assim são sempre bem vindos.
É um filme divertidão, que não fala mal de ninguém. Se você for ficar procurando pelo em ovo, é claro que vai encontrar uma monte de bobeira, mas ao invés disso, relaxe e assista.
É uma aventura bem frenetica que vai direto ao ponto, sem te explicar absolutamente nada o que ocasiona o início da aventura, mas cumpre bem com o seu papel.
Os efeitos não são um primor, mas também não são horríveis, e a sensação de estar de baixo da água, ao meu ver foi bem crível. Temos até o Cthulhu, para quem aprecia H.P Lovecraft.
Vou dar 4 estrelas, mas deixa eu explicar uma coisa, pois um idiota veio me questionar sobre isso uma vez.
Minha nota é baseada comparando filmes com seus iguais, ok. Ou seja, eu comparo isso aqui com filmes com a mesma pegada. Quando dou 4/5 estrelas para um filme como esse, não estou colocando ele em pé de igualdade com um 7 samurais da vida. Eu nem precisaria estar explicando isso, mas enfim…….
Esse é um dos filmes mais singelos e leves do Kore-eda, o que mostra a capacidade do diretor de trabalhar com vários aspectos e atmosferas.
Por ele trabalhar tão bem com crianças, um filme como esse não poderia faltar em sua filmografia.
É um filme extremamente fácil de se conectar, pois é um retrato de todos nós no passado. O roteiro causa essa sensação de voltar no tempo, onde o mundo parece um lugar desconhecido, imenso e cheio de possibilidades. E talvez essas possibilidades que nos impulsionava a desejar o impossível (ou nem tanto) de forma tão crível.
Eu graças a Deus tive pais que me impulsionaram nos meus sonhos, pois na infância, é importante acreditar nos desejos das crianças, pois é fase que elas podem acreditar puramente num sonho, e fazer com isso se concretize no futuro, e o Kore-eda mostra isso de maneira muito bonita, nos arrancando sorrisos de pura afeição com o que estamos vendo na tela.
Já visitei algumas das locações do filme, então é muito divertido se localizar na tela, com os belos ângulos da câmera do diretor. Eu sempre aprecio muito essa forma do diretor filmar, pois me passa muita tranquilidade e calmaria. Ele é simplesmente um gênio.
Vendo esse grupo de crianças se aventurando de várias formas, me pego imaginando o que se deu de dos amigos da minha infância, ao qual muitos deles perdi o contato, e nunca mais os vi. Espero que estejam bem, e tenham realizado aquilo que mais desejavam.
Mrs Soffel, é um daqueles filmes que vale a pena mais pelas atuações, do que pela história em si, que nada mais é, que uma história de amor idealizada por Hollywood, que máscara uma história que nada tem de romântica.
Para fazer o público comprar a ideia de um romance, sempre constroem a figura da mulher religiosa oprimida, que vive num casamento infeliz para justificar a falta de vergonha na cara. E eu não estou defendedo casamentos infelizes ou religião, e sim a forma como o filme usa esses elementos para aprovar tal relação.
Na verdade, todo ser humano sensato sabe que a história da Kate Soffel real, é absurdo atrás de absurdo.
O caso real: a mesma confessou ter sido seduzida, chegou a dopar o marido com clorofórmio no dia da fuga, e não existe relatos de que ela tenha se arrependido por abandonar os filhos, que ao que parece não se arrependeu, já que interpretou sua própria história numa peça de teatro chamada Vaudeville. Alguns historiadores dizem que ela fez isso por necessidades financeiras, já que a família a abandonou depois do escândalo, mas isso é apenas boato. Por falar em família, o filme continua romantizando todo esse absurdo, usando a figura da filha mais nova, que acha o máximo os desvarios da mãe, quando na verdade a família não quis mais contato com ela. E devemos lembrar que a história de uma mulher infeliz no casamento e presa ao religiosismo não passam de uma fórmula pronta de romance barato, quando na verdade a falta de caráter da personagem real é extremamente evidente.
Ela foi capturada como mostrado, e mais uma vez o roteiro romantiza toda a situação, pois foi o próprio Ed que confessou que Kate era sua cúmplice antes de morrer. Ou seja, o cara entregou a mulher, então não havia amor algum entre os dois, apenas atração sexual pura e simples.
Porque explico tudo isso? Porque o diretor e roteiristas, perderam uma oportunidade de entregar um filme criminal muito melhor do que esse romance barato. Não focaram nos motivos, na trama e conspiração da fuga, e também não relataram o que de fato levou os irmãos Biddle a serem condenados, e muito menos nas consequências sofridas pelos familiares da senhora Soffel.
Tirando toda essa parte deturpada da história real, o filme é bem assistivel, pois é charmoso, consegue cenas externas belíssimas, e a atuação da Diane Keton é sempre esplêndida. É uma atriz de presença grandiosa na tela e uma verdadeira estrela. Com certeza uma das melhores ao qual o cinema mundial nos presenteou.
Você deve assistir ou não? Isso fica a seu critério. Uma ótima sessão para vocês.
É incontestavelmente, o melhor filme Brasileiro já produzido, e um feito único na carreira de um diretor. Quando esse tipo de raio que não cai duas vezes no mesmo lugar acontece, o artista fica marcado de duas formas.
A primeira, como alguém que produziu um dos melhores filmes já feitos. E a segunda, é por ficar estigmatizado, e não conseguir mais se superar na carreira, e esse é o caso do Fernando Meirelles.
Claro que ele não tem essa obrigação, mas todo artista, bem lá no fundo, tem sim essa vontade de superação. Analisando a carreira do Fernando, ele até conseguiu fazer coisas boas como por exemplo, Ensaio sobre a cegueira, mas nada que chegasse perto desse filme.
Cidade de Deus é uma sequência de acertos, desde o elenco, até a belíssima forma que o diretor filmou tudo isso. Quando falo que o elenco é um acerto, não é por conta de grandes atuações, porque em muitos deles se reflete a inexperiência. Mas a forma como cada um foi conduzido dentro do filme é de tirar o chapéu, pois essa inexperiência é a última coisa que importa, já que todos esbanjam uma presença enorme e carismática na tela, e isso se consegue apenas quando quem está dirigindo tem total controle sobre sua obra, e sabe exatamente o que quer fazer.
Cidade de Deus, é um feito que jamais se repetirá na história do cinema Brasileiro, pois é um filme extremamente único.
Uma pessoa abaixo está reclamando sobre reconhecimento no Oscar em 2004. Cara, isso não importa, já que o filme ao longo dos anos conseguiu um feito muito maior que esse, e hoje é reconhecido como uma das melhores obras do cinema mundial.
Nem preciso dizer que vale a pena você assistir esse filme, pois isso é óbvio!
Não é dos meus favoritos do Kore-eda, mas qualquer filme que esse diretor faça, vale o tempo investido.
Pra mim sem dúvida é o melhor diretor japonês em atividade, e um dos melhores nos últimos 30 anos.
Poucos diretores conseguem falar de assuntos tão diversificados, de uma maneira tão profunda e humana como ele faz. E sendo Brasileira, filha de japonês, e atualmente morando no Japão, posso afirmar que mesmo o diretor tendo o foco na sociedade japonesa, ainda assim ele consegue ser universal em todos os seus filmes, pois ele discute problemas que atingem a todos nós.
Talvez esse filme não entre para os meus favoritos do Kore-eda, pois achei desnecessário esse roteiro fragmentado. Embora reconheça que seja uma boa alternativa para economizar tempo, e não cair num didatismo excessivo, eu também acho que esse recurso está muito desgastado, e por isso me soa pretensioso.
Mas como disse, é o Kore-eda, e tudo dele vale a pena ser assistido, mas com muito carinho e atenção.
Esse documentário é sobre a produtora, fumando trocentos cigarros olhando para o horizonte e filosofando bosta, ou a sobre a Aileen? Chega a ser narcisista o negócio.
De resto, o documentário é totalmente enviesado, te induzindo a acreditar que Aileen é uma pobre vítima do sistema, e qualquer crime que ela tenha cometido é justificável, pois afinal, ela teve uma vida muito dura. 🤡🤡
Observe os comentários nessa página, de mulheres dizendo ter achado triste o tal documentário, e pronto, missão cumprida em desvirtuar os atos da assassina apelando para o lado sentimental da coisa.
Já faz um tempo que a mídia enviesada passa pano para mulheres assassinas. Aqui no Brasil, isso aconteceu com Elize e até mesmo Suzanne, e tivemos um caso recente de uma cretina conivente com a morte do filho, que saiu do tribunal fazendo coraçãozinho após receber perdão judicial, enquanto o pai da criança saiu aos prantos.
A partir do momento que essas pessoa decidiram tirar a vida de alguém, ou serem coniventes de um crime, as únicas vítimas que existem são aqueles que perderam a vida, e as famílias que ficaram para carregar o peso de uma vida cheia de traumas para o resto de seus dias, e não esses seres abjetos.
A única coisa que lamento desse caso, é a namorada da Aileen não ter sido fritada junto, pois você tem quer ser muito idiota para acreditar que essa mulher não sabia de nada nos quase 5 anos que elas estiveram juntas.
Eu vou te falar que gosto mais desses Evil Dead pós 2000, do que os antigos, que na minha opinião, tem muito saudosismo envolvido ali. São filmes ruins, envelheceram extremamente mal, e não é como se fosse um grande clássico!
Os filmes dos anos 80 tem uma base de fãs expressiva, e talvez isso que não deixe eles cairem no esquecimento.
Dos três filmes mais recentes esse é o mais fraco, mas ainda assim não é ruim e diverte bastante. Tem boas cenas de ação e gore (algumas bem desconfortáveis) como já é de consume na franquia, e os atores fazem um trabalho bem competente.
Gostei de eles terem mantido essa atmosfera fria e soturna dos anteriores, atrelada aos ambientes isolados e claustrofóbicos, que aliás, é algo que me agrada bastante em filmes de terror. É Evil Dead merece elogios por chuta o pau da barraca e ser bem extremo no gore, o que é difícil ver em filmes de terror americano, principalmente esses muito comerciais.
O que não é bom, é justamente o roteiro e as justificativas que são criadas para causar o entrevero que se segue. E o final………. putz, realmente é preciso saber a hora de parar, pois a reta final do filme é uma coisa vergonhosa.
É mais: alguém ainda aguenta tanta esfregação de moral desses filmes de Hollywood? A mesma besteira de sempre; nenhum homem do filme presta. Aqui eles são abusivos, de caráter violento ou um bando de bundão. A única mulher da família que eles tentam incutir algum tipo de culpa, é na mãe da família, mas ainda assim com um roteiro passando muito pano para ela. Acho que já deu esse tipo de bobeira, e todo mundo já está de saco cheio. Ninguém quer ver Evil Dead sendo transformado numa ode ao feminismo.
Talvez isso explique parte do público ter detonado o filme, e ele ter se salvado nas bilheterias por conta do boca a boca.
Como disse, não achei ruim, mas com muitas ressalvas. Mas vale divertimento com certeza. Uma ótima sessão para vocês.
Mulheres a beira de um ataque de nervos é um filme estupendo, e um dos meus favoritos do Almodóvar. É afiado, caótico e engraçadíssimo! Provavelmente esse foi o filme que estabeleceu de vez a carreira do diretor como um dos maiores nomes do cinema mundial, e quando fazemos comparações com seus filmes anteriores, percebemos que ele atingi a maturidade que faltava para se destacar e chamar atenção.
O que me agrada nesse filme, são os diálogos e atuações exageradas, mas que ao mesmo tempo tem um tom extremamente natural. Acredito que seja o único filme do diretor, que de fato é uma comédia do início ao fim, e ele acerta em cheio, o que me faz pensar do porquê ele não ter se aventurado mais nesse gênero. Outros filmes dele tem pintadas de humor, mas não são comédias declaradas.
E eu adoro a Carmen Maura! Dentre todas as musas do Almodóvar ela é minha favorita. Ela está linda, elegante, dissimulada e totalmente descontraída. É um prazer assistir tudo que se faz presente. Uma pena que depois desse filme, ela o diretor tenham se desentendido, e só veríamos outra parceria entre os dois, após 16 anos em Volver.
É um filme para ver e rever, com toda certeza. Uma ótima sessão para vocês.
Primeiro filme de Giuseppe Tornatore, e para uma estreia, é um trabalho bem competente, mas ele acaba soando estranho dentro da filmografia do Tornatore, se você assim como eu, chegou nesse filme depois de outros trabalhos do diretor.
Nesse primeiro trabalho, temos algo bem mais seco, político e visceral, que foge bastante do costumeiro melodrama sentimental, que viraria uma marca do diretor, a partir de Cinema Paradiso. Se eu tivesse assistido esse filme sem saber quem era o diretor, eu jamais diria se tratar do Tornatore.
Como era seu primeiro trabalho, o filme tem limitações orçamentais, e a inexperiência é visível, principalmente no que concerne a direção dos atores, e cenas que ao meu ver não são necessárias, assim como o excesso de personagens e sua longa duração de quase três horas. Dito isso, o maior pecado do filme é o excesso em todos os sentidos.
Mas como disse; para um primeiro trabalho é um filme bem competente, e para quem gosta dessa temática de máfias italianas, O professor do crime é um prato cheio.
Fazendo uma comparação com o poderoso chefão; logicamente esse filme sai perdendo em todos os quesitos artísticos que você possa imaginar. Mas a logística de como uma máfia se comportaria me parece bem mais plausível, real e convincente do que o filme do Coppola. Mesmo porque, todos sabemos que Hollywood tem essa tendência de glamorizar as coisas e ser o menos visceral possível.
Vale a pena ser visto, tanto por ser um ótimo entretenimento, como para os curiosos que querem conhecer o primeiro trabalho do diretor.
Se me perguntarem se esse é um dos meus filmes favoritos do Giuseppe Tornatore, com certeza eu direi que não. Mas se tratando desse grande diretor italiano, até mesmo um filme mediano dentro da sua filmografia, é um excelente filme e vale ser assistido.
O melodrama é uma das características da filmografia do tornatore, e ao lado do Almodóvar, para mim são as referências máximas quando falamos sobre o assunto.
La Sconosciuta, assim como Malena, são filmes do diretor que trabalham a condição feminina sem ser piegas ou panfletaria, e ele atinge seu propósito de maneira muito mais eficiente do que filmes expositivos e políticos como vemos aos montes nos dias de hoje. O diretor trabalha a mensagem e a essência, e não o discurso, e isso faz toda a diferença para que entendamos essas mulheres e soframos com elas, que por consequência nos faz entendê-las e nos aproximarmos de suas almas.
O filme tem alguns tropeços, e um final que talvez (não consegui me decidir ainda) não me agrade muito, mas ainda assim entrega sua mensagem com força suficiente, e como todo filme do Tornatore, nos brinda com cenas lindas e inesquecíveis, como a bela cena dos morangos logo no início do filme, embalada pela trilha sonora do sempre excelente, Ennio Morricone.
La Sconosciuta, pode não ser um Cinema Paradiso da vida, mas faz jus a filmografia do Tornatore. Com certeza vale o play.
O filme mal começa, e você já quer ver todos sendo comidos pelo tubarão, assim que eles abrem a boca.
O destaque do filme, é o esforço dos criadores em colocar o maior número de cenas imbecis num único filme. E eles são criativos nas idiotices, pois elas chegam a beirar o absurdo. E jamais imaginaria seres pensantes fazendo isso na vida real, mas enfim…..
Filme interessantíssimo, pois é raro ver o assunto sendo tratado dessa maneira.
O diretor não poupa as protagonistas de nada, e muito menos o telespectador, pois cada atitude tem sua consequência.
O filme fala sobre aborto, e a corrida contra o tempo e obstáculos de duas amigas em busca do procedimento, numa Romênia dominada por uma ditadura comunista, onde logicamente o aborto é proibido.
Só que o diretor não coloca elas como simples vítimas de um sistema, pois isso seria tratar o assunto de maneira leviana e irresponsável, e nós sabemos como esse tema é tratado de forma banalizada por certos grupos, que nunca te falam das consequências de certas atitudes, principalmente nos dias de hoje. É muito fácil dizer ser a favor ou contra um aborto, mas na prática a vida é diferente da militância na internet.
Quer transar, fazer aborto etc etcetera? Ótimo! Mas saiba que tem consequências, e o fato desse filme se passar em meio a um regime comunista, apenas intensifica tais consequências e as brutalidades que essas moças sofrem.
[/spoiler] inclusive, o filme é bem cru quando as personagens olham o feto, já com pequenos traços formados, sentem o peso da escolha que elas fizeram, e percebem que um aborto significava muito mais do que elas imaginavam[spoiler]
E é importante dizer, que não estou justificando os diferentes tipos de violência que as personagens sofrem. Estou falando de consequências! E as vezes meu caro, as consequências são enormes e até mesmo injustas, por isso, cuidado com o que você faz da sua vida.
Ótimo filme, bem atuado e dirigido. Recomendo! Uma ótima sessão para vocês .
Nada de novo no horizonte, é apenas à dramatização do caso que você já conhece. Mas aqui a história passa pano em certos pontos para justificar a falta de caráter de uma psicopata.
“Aiiiii pobre da Elise, teve uma vida sofrida e depois foi traída”
Se todos que tem uma vida sofrida fizessem o que ela fez, teríamos doação de órgãos a céu aberto, pois seria muito cadáver. Se for por conta de traição, o Karma é foda né amigo, pois ela furou o olho da ex mulher do cara, e recebeu o troco na mesma proporção.
O mais engraçado, é ver uma pessoa aqui comentando algo do tipo “melhor ser Elize do que Elisa”.
O Matsunaga era um monte de bosta também, mas dificilmente ele teria matado a Elize. Isso não passa de narrativa de mulher frustrada que só arranja bosta na vida e nunca assumi suas próprias merdas. Dito isso; comparar a Elisa, uma vítima de um crime cruel, com uma assassina confessa, é desonrar sua memória.
Ela matou por ciúmes? Dificilmente foi apenas isso devido a gravidade do negócio. Matou em legítima defesa? Quantos casos de legítima defesa vocês conhecem, que evolui para desmembramento, e pedaços de corpos atirados em terrenos baldios? Chega ser piada as mulheres fãs de psicopata, usando isso como justificativa.
Fato é, que Elize matou o cara, profanou seu corpo, e destruiu a vida de várias pessoas. O resto para tentar justiçar o que ela fez, não passa disso mesmo, de resto! 10 anos foi pouco para essa imunda.
Não é ruim, e até que tem uma certa originalidade. O diretor foi esforçado em encontrar meios para argumentar e justificar a trama do filme.
No entanto, o esforço que ele teve com a trama, não foi o mesmo que ele teve com roteiro e personagens.
O roteiro cai em vários lugares comuns, típicos desse gênero de filme. E até aí eu dou um desconto, pois acho que não tem mais para onde correr nesse sentido. O que ainda pode ser feito, é apresentar personagens carismáticos, mas zona zero falha miseravelmente com TODOS eles. São chatos, e carecem de alma e vivacidade, os tornando descartáveis para o público.
É divertido? Se você está interessado apenas em ver um monte de mordidas, correria e gritaria, eu diria que sim. Agora se você é daqueles que precisa de uma conexão maior com os personagens, talvez o filme não flua tão bem. Só assistindo para saber.
Um filme bem deprimente, e para mim foi um choque ver que a essência de personagens que eu tanto adoro, já não é mais a mesma, principalmente a Cindy e Brenda.
Claro que se espera que os personagens amadureçam (mesmo num filme de comédia pessoal) mas essência não pode ser perder. Parece que os atores desaprenderam a interpreta-lós. E talvez não só pareça, e sim que seja um fato.
De resto, apela e se demora muito na nostalgia, e esquece de ajustar o time das piadas e encenações para que tudo certo. Nem uma montagem bacana o filme possui. No 1 e 2 (menciono esse, porque foi os filmes que contaram com a turma original) as paródias dos diferentes filmes tinham uma ligação entre si, que culminava no desfecho. Nessa parte 6, todas as cenas parecem um quadro de humor isolado. Sinceramente não consegui dar uma gargalhada se quer, apenas um sorrisinho de canto, com cenas bem pontuais.
Acredito muito que esse tipo de humor ainda tenha espaço, mas criatividade precisa estar presente, e não é o caso aqui.
É isso, eu não gostei do filme. São 3h de filme, ao qual eu senti bastante. Possui algumas cenas boas que são bem pontuais, mas o restante parece um desfile da panelinha de Hollywood.
Quem já leu os poemas épicos, notará que o Nolan esvaziou a obra em prol do entretenimento. Ele socou o maior número de passagens que ele conseguiu, e nenhuma tem algum tipo de peso ou é bem trabalhada. Como se A odisseia já não tivesse material suficiente, ele ainda pega passagens da Eneida de Virgílio e seu cavalo de Tróia (sim pessoal, o cavalo de Tróia não aparece na Ilíada/odisseia, e sim na Eneida) e infla mais ainda o roteiro. Nem o texto original, é muito menos os atores, tem algum valor muito grande nesse filme. E por falar em atores, esse monte de gente conhecida (algumas já me cansaram a cara) tira bastante da imersão do filme.
De longe, o destaque do filme é a Samantha Morton. Tanto ela, como a parte que corresponde a sua participação, são as melhores coisas do filme.
Não posso dizer que estou decepcionada, pois já esperava esse resultado, afinal estamos falando de Hollywood. E não, não veria de novo, pois são 180 minutos de filme, e não daria mais 180 minutos para algo abaixo do que eu considero mediano.
Mas longe de mim desencorajar as pessoas a verem o filme. Vá se você quiser, e tire suas conclusões. Só não acho que vale o IMAX, já que não faz muito diferença. O filme foi rodado em IMAX, mas no IMAX 70mm, e para vocês que estão no Brasil, não existem salas com tal suporte. Dito isso; se você assistir o filme numa tela normal já estará bem servido.
Uma ótima sessão para vocês.
PS: eu comparo sim o filme com o poema épico, pois o próprio diretor precisou fazer tal comparação para conceber seu filme, então não venham com essa conversa mole “aiiii não se deve fazer comparações”, ok.
Backrooms é um filme interessante, baseado numa Webserie sobre esse conceito de Backrooms que surgiu em meados de 2019.
Não é um conceito muito original como alguns possam imaginar, porque Backrooms nada mais é que uma espécie de ficção de megaestrutura. Quem já leu o mangá Blame de Tsutomo Nihei, logo vai fazer essa associação com Backrooms.
Eu disse que o filme é interessante, mas senti que ele enrola muito e entrega muito pouco. Falta dinâmica no filme, e algo mais que aguce nossa curiosidade, pois com o tempo o filme se torna apenas uma incessante andança por corredores amarelos.
Não sei se a proposta do Backrooms é essa, mas mesmo que seja, num formato cinematográfico não funciona muito bem, ainda mais quando o filme insinua que vai te entregar algo, e não te entrega nada. Posso pagar com a língua, pois vai que uma continuação esteja nos planos do diretor e tais respostas venham? Claro. Mas por enquanto o filme é um tanto quanto vazio, e não sugere uma possível continuação.
Fiquei com a sensação que essa história funcionaria muito melhor como um seriado de TV, pois o tempo para explorar um conceito tão expandido é muito maior.
De qualquer forma eu gostei de ter assistido o filme, só não é uma obra prima como estão tentando pintar.
Uma ótima sessão para vocês.
PS: não, não achei esse filme parecido com Silent Hill como alguns estão dizendo. Tem um momento no filme que realmente lembra, mas isso é muito pouco para dizer que os dois são parecidos.
Predador 2: A Caçada Continua
3.2 327 Assista AgoraPredador 2 é um filme divertidão, mas nem de longe é bom como o primeiro filme, e atuação do Danny Glover não ajuda muito. Não que Arnold Schwarzenegger fosse um ator excelente, mas ele tinha carisma na tela, coisa que pelo menos aqui, faltou e muito para o Danny.
Como disse, o filme é divertido, mas o roteiro é extremamente caótico, e por vezes, tudo parece um grande besteirol repleto de cenas idiotas e diálogos idem. E todos os atores, sem salvar nenhum, estão extremamente canastrões. Aliás, muitos desses personagens são muito mal aproveitados na trama, como a detetive Leona, que segue até em determinado ponto da trama, e depois é descartada sem mais nem menos.
Mas o filme reserva bons momentos, como a fantástica e bem filmada cena do metrô, e também temos um easter egg bem divertido para quem curte alien.
Predador 2 sobreviveu nessa minha revisitada, mas mancando muito e extremamente machucado. Rsrs
Uma ótima sessão para vocês.
O Fim da Rua
3.1 217Filme divertido e descompromissado, bem ao estilo Jumanji.
E sinceramente, é ótimo ver um filme de grande repercussão fazendo uma boa propaganda sobre a família, que não, não é uma instituição falida, e contínua sendo primordial na formação de crianças.
Hollywood ultimamente anda pisando no freio das pautas progressistas, e voltando aos seus primórdios, ainda que deem leves alfinetadas, como aconteceu num determinado ponto desse filme.
Assistam, pois é uma ótima aventura. Só não esperem muito.
Uma ótima sessão para vocês.
Alien: Covenant
3.0 1,3K Assista AgoraRidley Scott está voltando para concluir a estória dessa bucha que ninguém pediu. Quanto narcisismo cara!
Alien Romulus já tinha dado uma solução para terminar essa história, por isso deveriam deixar como está. Mas ao invés de apostar no que está dando certo, os caras entregam o controle novamente para o Ridley Scott, e no alto do seu pedantismo, o diretor acha que tem que concluir essa merda de trilogia.
Esperem por mais uma bucha chaterrima dessa franquia vindo por aí.
Preta - Eu Não Ando Só
4.1 12Triste o aconteceu com ela, e espero que ela esteja num lugar bem melhor, que esse mundo. Mas focando na importância de sua pessoa como de artista, não estamos falando de ninguém que contribuiu com algo para a “cultura Brasileira” como muitos estão alardeando.
No que ela se propunha a fazer, que era cantar, não era boa e suas músicas eram horríveis. Passou a maior parte do tempo vivendo de polêmicas e aparecendo em quadros de programas variados. O que representa essa a Preta Gil para a cultura? Absolutamente nada!
O pai dela sim é um artista, agora ela, podem me xingar a vontade, mas Preta Gil não tinha talento algum, a não ser filha de gente famosa.
Irmã Morte
3.1 150 Assista AgoraDentro desse subgênero do terror, é um filme bacana. Se avaliarmos o filme friamente, ele é genérico até certo ponto, mas o final consegue se destacar, e de certa forma entrega algo diferente do esperado desse tipo de filme.
Inclusive, achei Sister Death melhor que A freira. Se esse filme tive a fotografia Dark de A freira, teria ficado melhor ainda, mas se percebe que é um filme com orçamento limitado. Mas ainda assim, a ambientação e locações conseguem ser boas.
Outro detalhe, é que me pareceu que o diretor se inspirou levemente do filme Maus hábitos do Almodóvar, no que concerne a personalidade da madre superiora. Tem momentos que ela solta diálogos tão controversos para o que se espera de uma freira, que me remeteu muito ao filme que acabei de citar.
Enfim, não é uma obra prima do terror, mas é divertido, e filmes assim são sempre bem vindos.
Uma ótima sessão para vocês.
Ameaça Profunda
3.0 655 Assista AgoraÉ um filme divertidão, que não fala mal de ninguém. Se você for ficar procurando pelo em ovo, é claro que vai encontrar uma monte de bobeira, mas ao invés disso, relaxe e assista.
É uma aventura bem frenetica que vai direto ao ponto, sem te explicar absolutamente nada o que ocasiona o início da aventura, mas cumpre bem com o seu papel.
Os efeitos não são um primor, mas também não são horríveis, e a sensação de estar de baixo da água, ao meu ver foi bem crível. Temos até o Cthulhu, para quem aprecia H.P Lovecraft.
Vou dar 4 estrelas, mas deixa eu explicar uma coisa, pois um idiota veio me questionar sobre isso uma vez.
Minha nota é baseada comparando filmes com seus iguais, ok. Ou seja, eu comparo isso aqui com filmes com a mesma pegada. Quando dou 4/5 estrelas para um filme como esse, não estou colocando ele em pé de igualdade com um 7 samurais da vida. Eu nem precisaria estar explicando isso, mas enfim…….
Uma ótima sessão para vocês.
O Que Eu Mais Desejo
4.0 128Esse é um dos filmes mais singelos e leves do Kore-eda, o que mostra a capacidade do diretor de trabalhar com vários aspectos e atmosferas.
Por ele trabalhar tão bem com crianças, um filme como esse não poderia faltar em sua filmografia.
É um filme extremamente fácil de se conectar, pois é um retrato de todos nós no passado. O roteiro causa essa sensação de voltar no tempo, onde o mundo parece um lugar desconhecido, imenso e cheio de possibilidades. E talvez essas possibilidades que nos impulsionava a desejar o impossível (ou nem tanto) de forma tão crível.
Eu graças a Deus tive pais que me impulsionaram nos meus sonhos, pois na infância, é importante acreditar nos desejos das crianças, pois é fase que elas podem acreditar puramente num sonho, e fazer com isso se concretize no futuro, e o Kore-eda mostra isso de maneira muito bonita, nos arrancando sorrisos de pura afeição com o que estamos vendo na tela.
Já visitei algumas das locações do filme, então é muito divertido se localizar na tela, com os belos ângulos da câmera do diretor. Eu sempre aprecio muito essa forma do diretor filmar, pois me passa muita tranquilidade e calmaria. Ele é simplesmente um gênio.
Vendo esse grupo de crianças se aventurando de várias formas, me pego imaginando o que se deu de dos amigos da minha infância, ao qual muitos deles perdi o contato, e nunca mais os vi. Espero que estejam bem, e tenham realizado aquilo que mais desejavam.
Uma ótima sessão para vocês.
Mrs. Soffel
3.3 10 Assista AgoraMrs Soffel, é um daqueles filmes que vale a pena mais pelas atuações, do que pela história em si, que nada mais é, que uma história de amor idealizada por Hollywood, que máscara uma história que nada tem de romântica.
Para fazer o público comprar a ideia de um romance, sempre constroem a figura da mulher religiosa oprimida, que vive num casamento infeliz para justificar a falta de vergonha na cara. E eu não estou defendedo casamentos infelizes ou religião, e sim a forma como o filme usa esses elementos para aprovar tal relação.
Na verdade, todo ser humano sensato sabe que a história da Kate Soffel real, é absurdo atrás de absurdo.
O caso real: a mesma confessou ter sido seduzida, chegou a dopar o marido com clorofórmio no dia da fuga, e não existe relatos de que ela tenha se arrependido por abandonar os filhos, que ao que parece não se arrependeu, já que interpretou sua própria história numa peça de teatro chamada Vaudeville. Alguns historiadores dizem que ela fez isso por necessidades financeiras, já que a família a abandonou depois do escândalo, mas isso é apenas boato. Por falar em família, o filme continua romantizando todo esse absurdo, usando a figura da filha mais nova, que acha o máximo os desvarios da mãe, quando na verdade a família não quis mais contato com ela. E devemos lembrar que a história de uma mulher infeliz no casamento e presa ao religiosismo não passam de uma fórmula pronta de romance barato, quando na verdade a falta de caráter da personagem real é extremamente evidente.
Ela foi capturada como mostrado, e mais uma vez o roteiro romantiza toda a situação, pois foi o próprio Ed que confessou que Kate era sua cúmplice antes de morrer. Ou seja, o cara entregou a mulher, então não havia amor algum entre os dois, apenas atração sexual pura e simples.
Porque explico tudo isso? Porque o diretor e roteiristas, perderam uma oportunidade de entregar um filme criminal muito melhor do que esse romance barato. Não focaram nos motivos, na trama e conspiração da fuga, e também não relataram o que de fato levou os irmãos Biddle a serem condenados, e muito menos nas consequências sofridas pelos familiares da senhora Soffel.
Tirando toda essa parte deturpada da história real, o filme é bem assistivel, pois é charmoso, consegue cenas externas belíssimas, e a atuação da Diane Keton é sempre esplêndida. É uma atriz de presença grandiosa na tela e uma verdadeira estrela. Com certeza uma das melhores ao qual o cinema mundial nos presenteou.
Você deve assistir ou não? Isso fica a seu critério.
Uma ótima sessão para vocês.
Cidade de Deus
4.2 1,8K Assista AgoraÉ incontestavelmente, o melhor filme Brasileiro já produzido, e um feito único na carreira de um diretor. Quando esse tipo de raio que não cai duas vezes no mesmo lugar acontece, o artista fica marcado de duas formas.
A primeira, como alguém que produziu um dos melhores filmes já feitos. E a segunda, é por ficar estigmatizado, e não conseguir mais se superar na carreira, e esse é o caso do Fernando Meirelles.
Claro que ele não tem essa obrigação, mas todo artista, bem lá no fundo, tem sim essa vontade de superação. Analisando a carreira do Fernando, ele até conseguiu fazer coisas boas como por exemplo, Ensaio sobre a cegueira, mas nada que chegasse perto desse filme.
Cidade de Deus é uma sequência de acertos, desde o elenco, até a belíssima forma que o diretor filmou tudo isso. Quando falo que o elenco é um acerto, não é por conta de grandes atuações, porque em muitos deles se reflete a inexperiência. Mas a forma como cada um foi conduzido dentro do filme é de tirar o chapéu, pois essa inexperiência é a última coisa que importa, já que todos esbanjam uma presença enorme e carismática na tela, e isso se consegue apenas quando quem está dirigindo tem total controle sobre sua obra, e sabe exatamente o que quer fazer.
Cidade de Deus, é um feito que jamais se repetirá na história do cinema Brasileiro, pois é um filme extremamente único.
Uma pessoa abaixo está reclamando sobre reconhecimento no Oscar em 2004. Cara, isso não importa, já que o filme ao longo dos anos conseguiu um feito muito maior que esse, e hoje é reconhecido como uma das melhores obras do cinema mundial.
Nem preciso dizer que vale a pena você assistir esse filme, pois isso é óbvio!
Uma ótima sessão para vocês.
Monstro
4.2 398 Assista AgoraNão é dos meus favoritos do Kore-eda, mas qualquer filme que esse diretor faça, vale o tempo investido.
Pra mim sem dúvida é o melhor diretor japonês em atividade, e um dos melhores nos últimos 30 anos.
Poucos diretores conseguem falar de assuntos tão diversificados, de uma maneira tão profunda e humana como ele faz. E sendo Brasileira, filha de japonês, e atualmente morando no Japão, posso afirmar que mesmo o diretor tendo o foco na sociedade japonesa, ainda assim ele consegue ser universal em todos os seus filmes, pois ele discute problemas que atingem a todos nós.
Talvez esse filme não entre para os meus favoritos do Kore-eda, pois achei desnecessário esse roteiro fragmentado. Embora reconheça que seja uma boa alternativa para economizar tempo, e não cair num didatismo excessivo, eu também acho que esse recurso está muito desgastado, e por isso me soa pretensioso.
Mas como disse, é o Kore-eda, e tudo dele vale a pena ser assistido, mas com muito carinho e atenção.
Uma ótima sessão para vocês.
Homem-Aranha: Um Novo Dia
4.0 391É legal, mas apenas mais do mesmo. Mas talvez não tenha como se desvencilhar disso, pois não vejo para onde mais esses filmes podem ir.
Aileen: A História de uma Serial Killer
3.3 35 Assista AgoraEsse documentário é sobre a produtora, fumando trocentos cigarros olhando para o horizonte e filosofando bosta, ou a sobre a Aileen? Chega a ser narcisista o negócio.
De resto, o documentário é totalmente enviesado, te induzindo a acreditar que Aileen é uma pobre vítima do sistema, e qualquer crime que ela tenha cometido é justificável, pois afinal, ela teve uma vida muito dura. 🤡🤡
Observe os comentários nessa página, de mulheres dizendo ter achado triste o tal documentário, e pronto, missão cumprida em desvirtuar os atos da assassina apelando para o lado sentimental da coisa.
Já faz um tempo que a mídia enviesada passa pano para mulheres assassinas. Aqui no Brasil, isso aconteceu com Elize e até mesmo Suzanne, e tivemos um caso recente de uma cretina conivente com a morte do filho, que saiu do tribunal fazendo coraçãozinho após receber perdão judicial, enquanto o pai da criança saiu aos prantos.
A partir do momento que essas pessoa decidiram tirar a vida de alguém, ou serem coniventes de um crime, as únicas vítimas que existem são aqueles que perderam a vida, e as famílias que ficaram para carregar o peso de uma vida cheia de traumas para o resto de seus dias, e não esses seres abjetos.
A única coisa que lamento desse caso, é a namorada da Aileen não ter sido fritada junto, pois você tem quer ser muito idiota para acreditar que essa mulher não sabia de nada nos quase 5 anos que elas estiveram juntas.
Esse documentário é uma vergonha.
A Morte do Demônio: Em Chamas
3.2 283 Assista AgoraEu vou te falar que gosto mais desses Evil Dead pós 2000, do que os antigos, que na minha opinião, tem muito saudosismo envolvido ali. São filmes ruins, envelheceram extremamente mal, e não é como se fosse um grande clássico!
Os filmes dos anos 80 tem uma base de fãs expressiva, e talvez isso que não deixe eles cairem no esquecimento.
Dos três filmes mais recentes esse é o mais fraco, mas ainda assim não é ruim e diverte bastante. Tem boas cenas de ação e gore (algumas bem desconfortáveis) como já é de consume na franquia, e os atores fazem um trabalho bem competente.
Gostei de eles terem mantido essa atmosfera fria e soturna dos anteriores, atrelada aos ambientes isolados e claustrofóbicos, que aliás, é algo que me agrada bastante em filmes de terror. É Evil Dead merece elogios por chuta o pau da barraca e ser bem extremo no gore, o que é difícil ver em filmes de terror americano, principalmente esses muito comerciais.
O que não é bom, é justamente o roteiro e as justificativas que são criadas para causar o entrevero que se segue. E o final………. putz, realmente é preciso saber a hora de parar, pois a reta final do filme é uma coisa vergonhosa.
É mais: alguém ainda aguenta tanta esfregação de moral desses filmes de Hollywood? A mesma besteira de sempre; nenhum homem do filme presta. Aqui eles são abusivos, de caráter violento ou um bando de bundão. A única mulher da família que eles tentam incutir algum tipo de culpa, é na mãe da família, mas ainda assim com um roteiro passando muito pano para ela. Acho que já deu esse tipo de bobeira, e todo mundo já está de saco cheio. Ninguém quer ver Evil Dead sendo transformado numa ode ao feminismo.
Talvez isso explique parte do público ter detonado o filme, e ele ter se salvado nas bilheterias por conta do boca a boca.
Como disse, não achei ruim, mas com muitas ressalvas. Mas vale divertimento com certeza.
Uma ótima sessão para vocês.
Mulheres à Beira de um Ataque de Nervos
4.0 562 Assista AgoraMulheres a beira de um ataque de nervos é um filme estupendo, e um dos meus favoritos do Almodóvar. É afiado, caótico e engraçadíssimo! Provavelmente esse foi o filme que estabeleceu de vez a carreira do diretor como um dos maiores nomes do cinema mundial, e quando fazemos comparações com seus filmes anteriores, percebemos que ele atingi a maturidade que faltava para se destacar e chamar atenção.
O que me agrada nesse filme, são os diálogos e atuações exageradas, mas que ao mesmo tempo tem um tom extremamente natural. Acredito que seja o único filme do diretor, que de fato é uma comédia do início ao fim, e ele acerta em cheio, o que me faz pensar do porquê ele não ter se aventurado mais nesse gênero. Outros filmes dele tem pintadas de humor, mas não são comédias declaradas.
E eu adoro a Carmen Maura! Dentre todas as musas do Almodóvar ela é minha favorita. Ela está linda, elegante, dissimulada e totalmente descontraída. É um prazer assistir tudo que se faz presente. Uma pena que depois desse filme, ela o diretor tenham se desentendido, e só veríamos outra parceria entre os dois, após 16 anos em Volver.
É um filme para ver e rever, com toda certeza.
Uma ótima sessão para vocês.
O Professor do Crime
3.4 2Primeiro filme de Giuseppe Tornatore, e para uma estreia, é um trabalho bem competente, mas ele acaba soando estranho dentro da filmografia do Tornatore, se você assim como eu, chegou nesse filme depois de outros trabalhos do diretor.
Nesse primeiro trabalho, temos algo bem mais seco, político e visceral, que foge bastante do costumeiro melodrama sentimental, que viraria uma marca do diretor, a partir de Cinema Paradiso. Se eu tivesse assistido esse filme sem saber quem era o diretor, eu jamais diria se tratar do Tornatore.
Como era seu primeiro trabalho, o filme tem limitações orçamentais, e a inexperiência é visível, principalmente no que concerne a direção dos atores, e cenas que ao meu ver não são necessárias, assim como o excesso de personagens e sua longa duração de quase três horas. Dito isso, o maior pecado do filme é o excesso em todos os sentidos.
Mas como disse; para um primeiro trabalho é um filme bem competente, e para quem gosta dessa temática de máfias italianas, O professor do crime é um prato cheio.
Fazendo uma comparação com o poderoso chefão; logicamente esse filme sai perdendo em todos os quesitos artísticos que você possa imaginar. Mas a logística de como uma máfia se comportaria me parece bem mais plausível, real e convincente do que o filme do Coppola. Mesmo porque, todos sabemos que Hollywood tem essa tendência de glamorizar as coisas e ser o menos visceral possível.
Vale a pena ser visto, tanto por ser um ótimo entretenimento, como para os curiosos que querem conhecer o primeiro trabalho do diretor.
Uma ótima sessão para vocês.
A Desconhecida
3.6 56Se me perguntarem se esse é um dos meus filmes favoritos do Giuseppe Tornatore, com certeza eu direi que não. Mas se tratando desse grande diretor italiano, até mesmo um filme mediano dentro da sua filmografia, é um excelente filme e vale ser assistido.
O melodrama é uma das características da filmografia do tornatore, e ao lado do Almodóvar, para mim são as referências máximas quando falamos sobre o assunto.
La Sconosciuta, assim como Malena, são filmes do diretor que trabalham a condição feminina sem ser piegas ou panfletaria, e ele atinge seu propósito de maneira muito mais eficiente do que filmes expositivos e políticos como vemos aos montes nos dias de hoje. O diretor trabalha a mensagem e a essência, e não o discurso, e isso faz toda a diferença para que entendamos essas mulheres e soframos com elas, que por consequência nos faz entendê-las e nos aproximarmos de suas almas.
O filme tem alguns tropeços, e um final que talvez (não consegui me decidir ainda) não me agrade muito, mas ainda assim entrega sua mensagem com força suficiente, e como todo filme do Tornatore, nos brinda com cenas lindas e inesquecíveis, como a bela cena dos morangos logo no início do filme, embalada pela trilha sonora do sempre excelente, Ennio Morricone.
La Sconosciuta, pode não ser um Cinema Paradiso da vida, mas faz jus a filmografia do Tornatore. Com certeza vale o play.
Uma ótima sessão para vocês.
A Boca do Diabo
2.1 106 Assista AgoraQue filme idiota!😂😂😂
O filme mal começa, e você já quer ver todos sendo comidos pelo tubarão, assim que eles abrem a boca.
O destaque do filme, é o esforço dos criadores em colocar o maior número de cenas imbecis num único filme. E eles são criativos nas idiotices, pois elas chegam a beirar o absurdo. E jamais imaginaria seres pensantes fazendo isso na vida real, mas enfim…..
Eu dei tanta risada no final
[/spoiler] quando o tubarão morre, e a palerma fica olhando pra cima, e toma uma pedrada na cara[spoiler]
Me caguei de rir nessa parte. 😂😂😂😂😂
Até homenagem para o Tarzan teve no final. 🤣🤣🤣🤣🤣
Que porcaria! E pior que essa merda não acabava nunca.
Uma ótima sessão (ou não) para vocês.
4 Meses, 3 Semanas e 2 Dias
4.0 268Filme interessantíssimo, pois é raro ver o assunto sendo tratado dessa maneira.
O diretor não poupa as protagonistas de nada, e muito menos o telespectador, pois cada atitude tem sua consequência.
O filme fala sobre aborto, e a corrida contra o tempo e obstáculos de duas amigas em busca do procedimento, numa Romênia dominada por uma ditadura comunista, onde logicamente o aborto é proibido.
Só que o diretor não coloca elas como simples vítimas de um sistema, pois isso seria tratar o assunto de maneira leviana e irresponsável, e nós sabemos como esse tema é tratado de forma banalizada por certos grupos, que nunca te falam das consequências de certas atitudes, principalmente nos dias de hoje. É muito fácil dizer ser a favor ou contra um aborto, mas na prática a vida é diferente da militância na internet.
Quer transar, fazer aborto etc etcetera? Ótimo! Mas saiba que tem consequências, e o fato desse filme se passar em meio a um regime comunista, apenas intensifica tais consequências e as brutalidades que essas moças sofrem.
[/spoiler] inclusive, o filme é bem cru quando as personagens olham o feto, já com pequenos traços formados, sentem o peso da escolha que elas fizeram, e percebem que um aborto significava muito mais do que elas imaginavam[spoiler]
E é importante dizer, que não estou justificando os diferentes tipos de violência que as personagens sofrem. Estou falando de consequências! E as vezes meu caro, as consequências são enormes e até mesmo injustas, por isso, cuidado com o que você faz da sua vida.
Ótimo filme, bem atuado e dirigido. Recomendo!
Uma ótima sessão para vocês
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Elize: Sombras de Uma Mulher
3.1 167 Assista AgoraNada de novo no horizonte, é apenas à dramatização do caso que você já conhece. Mas aqui a história passa pano em certos pontos para justificar a falta de caráter de uma psicopata.
“Aiiiii pobre da Elise, teve uma vida sofrida e depois foi traída”
Se todos que tem uma vida sofrida fizessem o que ela fez, teríamos doação de órgãos a céu aberto, pois seria muito cadáver. Se for por conta de traição, o Karma é foda né amigo, pois ela furou o olho da ex mulher do cara, e recebeu o troco na mesma proporção.
O mais engraçado, é ver uma pessoa aqui comentando algo do tipo “melhor ser Elize do que Elisa”.
O Matsunaga era um monte de bosta também, mas dificilmente ele teria matado a Elize. Isso não passa de narrativa de mulher frustrada que só arranja bosta na vida e nunca assumi suas próprias merdas. Dito isso; comparar a Elisa, uma vítima de um crime cruel, com uma assassina confessa, é desonrar sua memória.
Ela matou por ciúmes? Dificilmente foi apenas isso devido a gravidade do negócio. Matou em legítima defesa? Quantos casos de legítima defesa vocês conhecem, que evolui para desmembramento, e pedaços de corpos atirados em terrenos baldios? Chega ser piada as mulheres fãs de psicopata, usando isso como justificativa.
Fato é, que Elize matou o cara, profanou seu corpo, e destruiu a vida de várias pessoas. O resto para tentar justiçar o que ela fez, não passa disso mesmo, de resto! 10 anos foi pouco para essa imunda.
Uma ótima sessão para vocês.
Zona Zero
3.3 49Não é ruim, e até que tem uma certa originalidade. O diretor foi esforçado em encontrar meios para argumentar e justificar a trama do filme.
No entanto, o esforço que ele teve com a trama, não foi o mesmo que ele teve com roteiro e personagens.
O roteiro cai em vários lugares comuns, típicos desse gênero de filme. E até aí eu dou um desconto, pois acho que não tem mais para onde correr nesse sentido. O que ainda pode ser feito, é apresentar personagens carismáticos, mas zona zero falha miseravelmente com TODOS eles. São chatos, e carecem de alma e vivacidade, os tornando descartáveis para o público.
É divertido? Se você está interessado apenas em ver um monte de mordidas, correria e gritaria, eu diria que sim. Agora se você é daqueles que precisa de uma conexão maior com os personagens, talvez o filme não flua tão bem. Só assistindo para saber.
Uma ótima sessão para vocês.
Todo Mundo em Pânico
2.6 358 Assista AgoraUm filme bem deprimente, e para mim foi um choque ver que a essência de personagens que eu tanto adoro, já não é mais a mesma, principalmente a Cindy e Brenda.
Claro que se espera que os personagens amadureçam (mesmo num filme de comédia pessoal) mas essência não pode ser perder. Parece que os atores desaprenderam a interpreta-lós. E talvez não só pareça, e sim que seja um fato.
De resto, apela e se demora muito na nostalgia, e esquece de ajustar o time das piadas e encenações para que tudo certo. Nem uma montagem bacana o filme possui. No 1 e 2 (menciono esse, porque foi os filmes que contaram com a turma original) as paródias dos diferentes filmes tinham uma ligação entre si, que culminava no desfecho. Nessa parte 6, todas as cenas parecem um quadro de humor isolado. Sinceramente não consegui dar uma gargalhada se quer, apenas um sorrisinho de canto, com cenas bem pontuais.
Acredito muito que esse tipo de humor ainda tenha espaço, mas criatividade precisa estar presente, e não é o caso aqui.
Uma ótima sessão para vocês.
A Odisseia
4.2 583É isso, eu não gostei do filme. São 3h de filme, ao qual eu senti bastante. Possui algumas cenas boas que são bem pontuais, mas o restante parece um desfile da panelinha de Hollywood.
Quem já leu os poemas épicos, notará que o Nolan esvaziou a obra em prol do entretenimento. Ele socou o maior número de passagens que ele conseguiu, e nenhuma tem algum tipo de peso ou é bem trabalhada. Como se A odisseia já não tivesse material suficiente, ele ainda pega passagens da Eneida de Virgílio e seu cavalo de Tróia (sim pessoal, o cavalo de Tróia não aparece na Ilíada/odisseia, e sim na Eneida) e infla mais ainda o roteiro. Nem o texto original, é muito menos os atores, tem algum valor muito grande nesse filme. E por falar em atores, esse monte de gente conhecida (algumas já me cansaram a cara) tira bastante da imersão do filme.
De longe, o destaque do filme é a Samantha Morton. Tanto ela, como a parte que corresponde a sua participação, são as melhores coisas do filme.
Não posso dizer que estou decepcionada, pois já esperava esse resultado, afinal estamos falando de Hollywood. E não, não veria de novo, pois são 180 minutos de filme, e não daria mais 180 minutos para algo abaixo do que eu considero mediano.
Mas longe de mim desencorajar as pessoas a verem o filme. Vá se você quiser, e tire suas conclusões. Só não acho que vale o IMAX, já que não faz muito diferença. O filme foi rodado em IMAX, mas no IMAX 70mm, e para vocês que estão no Brasil, não existem salas com tal suporte. Dito isso; se você assistir o filme numa tela normal já estará bem servido.
Uma ótima sessão para vocês.
PS: eu comparo sim o filme com o poema épico, pois o próprio diretor precisou fazer tal comparação para conceber seu filme, então não venham com essa conversa mole “aiiii não se deve fazer comparações”, ok.
A Odisseia
4.2 583A Wokisseia!
Backrooms: Um Não-Lugar
3.2 460 Assista AgoraBackrooms é um filme interessante, baseado numa Webserie sobre esse conceito de Backrooms que surgiu em meados de 2019.
Não é um conceito muito original como alguns possam imaginar, porque Backrooms nada mais é que uma espécie de ficção de megaestrutura. Quem já leu o mangá Blame de Tsutomo Nihei, logo vai fazer essa associação com Backrooms.
Eu disse que o filme é interessante, mas senti que ele enrola muito e entrega muito pouco. Falta dinâmica no filme, e algo mais que aguce nossa curiosidade, pois com o tempo o filme se torna apenas uma incessante andança por corredores amarelos.
Não sei se a proposta do Backrooms é essa, mas mesmo que seja, num formato cinematográfico não funciona muito bem, ainda mais quando o filme insinua que vai te entregar algo, e não te entrega nada. Posso pagar com a língua, pois vai que uma continuação esteja nos planos do diretor e tais respostas venham? Claro. Mas por enquanto o filme é um tanto quanto vazio, e não sugere uma possível continuação.
Fiquei com a sensação que essa história funcionaria muito melhor como um seriado de TV, pois o tempo para explorar um conceito tão expandido é muito maior.
De qualquer forma eu gostei de ter assistido o filme, só não é uma obra prima como estão tentando pintar.
Uma ótima sessão para vocês.
PS: não, não achei esse filme parecido com Silent Hill como alguns estão dizendo. Tem um momento no filme que realmente lembra, mas isso é muito pouco para dizer que os dois são parecidos.