Parece um filme de ação qualquer, mas é um zoológico social de pedofilia, racismo, etarismo, beleza como arma e vulnerabilidade como moeda.
Connie passa a noite explorando o que os outros enxergam: o coitado, o deficiente, o inocente, o sedutor. Até a deficiência do Nikki vira uma brecha. E quando ele chama o cara da droga de fracassado que mama na mãe e vive de benefício, soa menos como crítica e mais como inveja das vantagens que ele enxerga no próprio irmão por ser PCD. KKKKK.
O mais venenoso é isso: ninguém ali é exatamente vítima ou vilão. Todo mundo transforma a desgraça alheia em oportunidade.
Um filme sobre gente miserável descobrindo que até a própria vulnerabilidade pode ser um bom negócio.
Odeio filme com estereótipo supercaricato: uma espécie de ser humano vira-lata que só pensa em necessidade básica — comida e sexo — e acha que isso já é suficiente para construir humor.
Mas o pior é a romantização do analfabetismo. Todo mundo fala errado, não sabe fazer nada direito e o filme transforma ignorância em charme e incompetência em piada. É uma caricatura tão preguiçosa que parece esquete da Globo esticada até virar longa-metragem.
A Anya Taylor-Joy tem tudo, menos as características que sua aparência física parece prometer. Olhando para ela, você esperaria uma mulher chique, delicada, charmosa, elegante, talvez até com aquele ar de soberba aristocrática. Mas ela não transmite absolutamente nada disso. Há algo de permanentemente inquieto nela, como se estivesse prestes a descobrir um cadáver no porão ou fugir de alguém. Sua beleza parece muito mais feita para o suspense do que para a sofisticação. E justamente por isso que sempre que a vejo em alguma produção onde a beleza que dita o tipo de personagem que ela é, ela me soa brega.
E talvez esse seja o problema: o filme parece apostar justamente em uma aura que ela não possui. Fica aquela sensação de estar vendo uma modelo de alta-costura tentando convencer você de que é uma personagem interessante. Fora ela, achei que o grande elenco combinou.
No fim, o filme entretém. E só. É aquele tipo de coisa que você assiste quando já esgotou as opções e pensa: “bom, pelo menos isso está passando”.
Não esperava nada desse filme, mas até que é bem divertido. O tempo passou voando. Nada de inovador no roteiro, porém achei interessante a maturidade sobre relações abertas e o que isso pode fazer refletir dentro de uma relação em ruínas.
Mais do mesmo. Só que, dessa vez, o “mais do mesmo” funciona um pouco melhor. Ainda acho o Tom Holland o pior Homem-Aranha do cinema, então dizer que esse é o melhor filme dele não é exatamente um grande elogio.
A química entre ele e a Zendaya continua estranha. Não é falta de romance, é falta de presença. Eles estão na tela, falam, interagem, mas passa uma sensação de vazio, como se a cena nunca esquentasse. Lembrou o Pedro Pascal em Quarteto Fantástico (2026): um tipo de atuação que parece diminuir a temperatura das cenas em vez de elevá-la.
As sequências de ação, por outro lado, são bem dirigidas e sustentam o filme quando o roteiro perde força. E a Sadie Sink foi uma surpresa positiva. Ela foge da imagem que outras atrizes construíram para a Jean Grey, mas encontra uma personalidade própria sem parecer deslocada.
No fim, é um filme que entretém pelas lutas, mesmo sendo rasas rs, não pelo drama. Não muda muita coisa na fórmula da Marvel, mas pelo menos executa essa fórmula melhor do que os filmes anteriores do Homem-Aranha do Holland.
Roteiro meio repetitivo as vezes inclusive quando se trata dela e da guria mais jovem. Algumas motivações feministas em vez de bondade e justiça que me incomodaram. E a trilha sonora no clímax da luta final, foi totalmente fora do eixo! Sem mencionar arcos de personagens como a Kara e o Lobo, mal construídos e diminuídos na trama mesmo sendo muito fortes, quase invencíveis. Deixando isso de lado, a Milly Alcock interpreta a Kara muito bem, e o filme tem carisma. Já vale de muita coisa nesse gênero batido. Não é de todo ruim, mas também não impressiona. No tédio é uma boa pedida. rs
Existe uma lista aqui no filmow chamada Séries de comédia pra quem está na bad e quer continuar nela, e esse filme espelha completamente esse título! O humor é bem desconfortável, seco e “triste”. Muito legal de acompanhar. Eu só não favorito porque senti uma certa romantização da desistência e a partir disso a protagonista deixa a vida me levar vida leva eu, achando que está desabrochando pra algo novo. Mas só está acumulando experiências de outras pessoas perdidas como ela e as que aparecem, que podem dar um valor pra vida dela, a descarta.
Tenta ser irreverente expondo pensamentos implícitos, mas o filme é chatinho demaaaais, chega a ser até idiotinha. Não reflete e não faz rir, pelo menos comigo.
Ah, se toda produção que mostrasse as partes íntimas explicitamente tivessem uma psicanálise profunda como esse filme… a vergonha aqui é em todos os sentidos possíveis.
Favoritei pela ambiguidade psicológica e como isso é refletido no “não lugar”: como se estivéssemos perdidos em nós mesmos. A loja vira nosso falso lar, um espaço que tentamos organizar enquanto alguns se machucam tentando ajudar e não conseguem sair mais e outros permanecem presos aos monstros invisíveis criados pelo próprio desespero. Amei que até a psicóloga se perdeu lá. Haha. Ótimo filme reflexivo e muito atual sobre ansiedade e a busca por sentido.
Personagens fazendo um drama interminável por situações mal resolvidas, enquanto a paranoia tenta vender profundidade. O humor seco funciona em alguns momentos, mas não salva um roteiro vazio.
O Charlie testar a Emma só reforça uma ideia curiosa: talvez as pessoas estejam mais confortáveis com mentiras do que com sinceridade. Ainda assim, o filme escolhe o caminho mais óbvio, com um protagonista paranoico buscando respostas em qualquer pessoa, menos em quem realmente importa (ele mesmo e a Emma).
Não curti. Mas foi a primeira atuação da Zendaya que realmente gostei.
Queria ter gostado mais. O livro é mil vezes melhor. Seria legal um novo filme de Macunaíma, um dos personagens mais brasileiros que eu já conheci! Achei totalmente desnecessário chamá-lo de comunista! No livro isso não é dito nem sugerido, e esse foi o principal motivo de eu não ter gostado da adaptação. Macunaíma é justamente o tipo de personagem movido por interesses egoístas, de pensamento ambíguo, que desafia regras morais e sociais e zomba de qualquer autoridade e convenção. Transformá-lo em um personagem politicamente definido tira parte da magia e da complexidade do livro, independentemente da época em que o filme foi lançado. Entretanto, as atuações são bem convincentes
Maior barato esse filme! Um terror com um quê de humor sombrio e instigante de acompanhar. Os 45 minutos iniciais são muito bons, e o diretor mantém o ritmo surpreendentemente, e é algo difícil de se ver nos filmes atuais. A Nikki lembra muito a Thatcher do filme Herege! Vale a curiosidade!
Esse filme é lindo! O ray é fofo, mas muito sexual e dominador, ele gosta da submissão e admiração que o Collin sente por ele. E é compreensível o Collin também ser fofo e querer agradar, pela estrutura familiar doce e empática que possui e a mãe dele sempre querendo ver ele feliz com alguém. E o fato do Ray fugir após o beijo significa que relações líquidas não precisam ser frias e menos intensas, mas sim de um limite, e o ray tentou dar vários sinais sem tentar machuca-lo. A fuga dele só prova que ele não queria fazer mal para alguém que estava começando a ter sentimentos. O Ray acabou entrando numa relação com alguém muito inexperiente, que ainda não compreendia completamente a dinâmica do BDSM nem o que estava aceitando. E o Collin por não ter conhecimento em relações, se aventurou, que era o que mãe dele queria pra ele. A metáfora dela ter câncer até que faz sentido pro arco do Collin, representando uma urgência de viver, uma preocupação da mãe em ver o filho experimentar o mundo antes que ela se vá.
Assim como o sucesso ou fracasso, a coisa sobe pra cabeça. O filme é lindo, maçante, porém melancolicamente lindo! Cuidado com a estrada que você escolhe.
Bom Comportamento
3.8 410 Assista AgoraParece um filme de ação qualquer, mas é um zoológico social de pedofilia, racismo, etarismo, beleza como arma e vulnerabilidade como moeda.
Connie passa a noite explorando o que os outros enxergam: o coitado, o deficiente, o inocente, o sedutor. Até a deficiência do Nikki vira uma brecha. E quando ele chama o cara da droga de fracassado que mama na mãe e vive de benefício, soa menos como crítica e mais como inveja das vantagens que ele enxerga no próprio irmão por ser PCD. KKKKK.
O mais venenoso é isso: ninguém ali é exatamente vítima ou vilão. Todo mundo transforma a desgraça alheia em oportunidade.
Um filme sobre gente miserável descobrindo que até a própria vulnerabilidade pode ser um bom negócio.
E o final é foda.
Paulinho Gogó em: Top Love - Só e bem acompanhado!
2.1 13Odeio filme com estereótipo supercaricato: uma espécie de ser humano vira-lata que só pensa em necessidade básica — comida e sexo — e acha que isso já é suficiente para construir humor.
Mas o pior é a romantização do analfabetismo. Todo mundo fala errado, não sabe fazer nada direito e o filme transforma ignorância em charme e incompetência em piada. É uma caricatura tão preguiçosa que parece esquete da Globo esticada até virar longa-metragem.
Ruim.
Seu Inferno Particular
2.3 15Esse foi o filme ovacionado em Cannes? 💀
Amsterdam
3.0 173 Assista AgoraA Anya Taylor-Joy tem tudo, menos as características que sua aparência física parece prometer. Olhando para ela, você esperaria uma mulher chique, delicada, charmosa, elegante, talvez até com aquele ar de soberba aristocrática. Mas ela não transmite absolutamente nada disso. Há algo de permanentemente inquieto nela, como se estivesse prestes a descobrir um cadáver no porão ou fugir de alguém. Sua beleza parece muito mais feita para o suspense do que para a sofisticação. E justamente por isso que sempre que a vejo em alguma produção onde a beleza que dita o tipo de personagem que ela é, ela me soa brega.
E talvez esse seja o problema: o filme parece apostar justamente em uma aura que ela não possui. Fica aquela sensação de estar vendo uma modelo de alta-costura tentando convencer você de que é uma personagem interessante. Fora ela, achei que o grande elenco combinou.
No fim, o filme entretém. E só. É aquele tipo de coisa que você assiste quando já esgotou as opções e pensa: “bom, pelo menos isso está passando”.
O Telefone Preto
3.5 1,2K Assista AgoraParece uma mistura de It e pânico com um toque de espiritismo pra cobrir a falta de criatividade.
O Convite
3.9 324 Assista AgoraNão esperava nada desse filme, mas até que é bem divertido. O tempo passou voando.
Nada de inovador no roteiro, porém achei interessante a maturidade sobre relações abertas e o que isso pode fazer refletir dentro de uma relação em ruínas.
Mundo Esperma
3.5 2 Assista AgoraMuito fofo! A trilha sonora meio glitch core combinou demais!
You Can See Everything
1Nathan fielder + Lance Oppenheim!!!
O cinema literalmente NÃO está morto!
Hope: O Primeiro Impacto
3.1 6O trailer desse filme tá INSANO!!!
Homem-Aranha: Um Novo Dia
4.0 387Mais do mesmo. Só que, dessa vez, o “mais do mesmo” funciona um pouco melhor. Ainda acho o Tom Holland o pior Homem-Aranha do cinema, então dizer que esse é o melhor filme dele não é exatamente um grande elogio.
A química entre ele e a Zendaya continua estranha. Não é falta de romance, é falta de presença. Eles estão na tela, falam, interagem, mas passa uma sensação de vazio, como se a cena nunca esquentasse. Lembrou o Pedro Pascal em Quarteto Fantástico (2026): um tipo de atuação que parece diminuir a temperatura das cenas em vez de elevá-la.
As sequências de ação, por outro lado, são bem dirigidas e sustentam o filme quando o roteiro perde força. E a Sadie Sink foi uma surpresa positiva. Ela foge da imagem que outras atrizes construíram para a Jean Grey, mas encontra uma personalidade própria sem parecer deslocada.
No fim, é um filme que entretém pelas lutas, mesmo sendo rasas rs, não pelo drama. Não muda muita coisa na fórmula da Marvel, mas pelo menos executa essa fórmula melhor do que os filmes anteriores do Homem-Aranha do Holland.
Supergirl
2.8 258Roteiro meio repetitivo as vezes inclusive quando se trata dela e da guria mais jovem. Algumas motivações feministas em vez de bondade e justiça que me incomodaram. E a trilha sonora no clímax da luta final, foi totalmente fora do eixo! Sem mencionar arcos de personagens como a Kara e o Lobo, mal construídos e diminuídos na trama mesmo sendo muito fortes, quase invencíveis.
Deixando isso de lado, a Milly Alcock interpreta a Kara muito bem, e o filme tem carisma. Já vale de muita coisa nesse gênero batido. Não é de todo ruim, mas também não impressiona. No tédio é uma boa pedida. rs
Aquela Sensação de que o Tempo de Fazer Algo Passou
2.9 20 Assista AgoraExiste uma lista aqui no filmow chamada Séries de comédia pra quem está na bad e quer continuar nela, e esse filme espelha completamente esse título!
O humor é bem desconfortável, seco e “triste”. Muito legal de acompanhar. Eu só não favorito porque senti uma certa romantização da desistência e a partir disso a protagonista deixa a vida me levar vida leva eu, achando que está desabrochando pra algo novo. Mas só está acumulando experiências de outras pessoas perdidas como ela e as que aparecem, que podem dar um valor pra vida dela, a descarta.
A Hipnose
3.4 28Tenta ser irreverente expondo pensamentos implícitos, mas o filme é chatinho demaaaais, chega a ser até idiotinha. Não reflete e não faz rir, pelo menos comigo.
Shame
3.6 2,0K Assista AgoraAh, se toda produção que mostrasse as partes íntimas explicitamente tivessem uma psicanálise profunda como esse filme… a vergonha aqui é em todos os sentidos possíveis.
e que rolão ein Michael
Backrooms: Um Não-Lugar
3.2 458 Assista AgoraFavoritei pela ambiguidade psicológica e como isso é refletido no “não lugar”: como se estivéssemos perdidos em nós mesmos. A loja vira nosso falso lar, um espaço que tentamos organizar enquanto alguns se machucam tentando ajudar e não conseguem sair mais e outros permanecem presos aos monstros invisíveis criados pelo próprio desespero. Amei que até a psicóloga se perdeu lá. Haha. Ótimo filme reflexivo e muito atual sobre ansiedade e a busca por sentido.
O Drama
3.6 495 Assista AgoraO filme é literalmente o título.
Personagens fazendo um drama interminável por situações mal resolvidas, enquanto a paranoia tenta vender profundidade. O humor seco funciona em alguns momentos, mas não salva um roteiro vazio.
O Charlie testar a Emma só reforça uma ideia curiosa: talvez as pessoas estejam mais confortáveis com mentiras do que com sinceridade. Ainda assim, o filme escolhe o caminho mais óbvio, com um protagonista paranoico buscando respostas em qualquer pessoa, menos em quem realmente importa (ele mesmo e a Emma).
Não curti. Mas foi a primeira atuação da Zendaya que realmente gostei.
Undertone
3.0 226 Assista AgoraAcho que a premissa seria interessante como podcast mesmo! Como filme ficou MUITO a desejar. É mais chato que filme que se diz de suspense.
Christy: Um Novo Round
3.3 49 Assista AgoraEu não sei se foi o diretor que não soube conduzir ou se foi a Sydney Sweeney que não soube atuar. Achei o filme brega.
Macunaíma
3.3 289Queria ter gostado mais. O livro é mil vezes melhor. Seria legal um novo filme de Macunaíma, um dos personagens mais brasileiros que eu já conheci! Achei totalmente desnecessário chamá-lo de comunista! No livro isso não é dito nem sugerido, e esse foi o principal motivo de eu não ter gostado da adaptação. Macunaíma é justamente o tipo de personagem movido por interesses egoístas, de pensamento ambíguo, que desafia regras morais e sociais e zomba de qualquer autoridade e convenção. Transformá-lo em um personagem politicamente definido tira parte da magia e da complexidade do livro, independentemente da época em que o filme foi lançado. Entretanto, as atuações são bem convincentes
Azyllo Muito Louco
3.3 16Já conhecia o livro, e é um de meus favoritos. Já esse filme aqui é uma loucura circense pouco reflexiva!
Obsessão
3.9 930 Assista AgoraMaior barato esse filme! Um terror com um quê de humor sombrio e instigante de acompanhar. Os 45 minutos iniciais são muito bons, e o diretor mantém o ritmo surpreendentemente, e é algo difícil de se ver nos filmes atuais. A Nikki lembra muito a Thatcher do filme Herege!
Vale a curiosidade!
Arco
3.8 70 Assista AgoraO trailer engana bem! A animação é bonita, mas nada demais, é apenas um bom passatempo.
Pillion
3.2 91Esse filme é lindo! O ray é fofo, mas muito sexual e dominador, ele gosta da submissão e admiração que o Collin sente por ele. E é compreensível o Collin também ser fofo e querer agradar, pela estrutura familiar doce e empática que possui e a mãe dele sempre querendo ver ele feliz com alguém.
E o fato do Ray fugir após o beijo significa que relações líquidas não precisam ser frias e menos intensas, mas sim de um limite, e o ray tentou dar vários sinais sem tentar machuca-lo. A fuga dele só prova que ele não queria fazer mal para alguém que estava começando a ter sentimentos.
O Ray acabou entrando numa relação com alguém muito inexperiente, que ainda não compreendia completamente a dinâmica do BDSM nem o que estava aceitando. E o Collin por não ter conhecimento em relações, se aventurou, que era o que mãe dele queria pra ele. A metáfora dela ter câncer até que faz sentido pro arco do Collin, representando uma urgência de viver, uma preocupação da mãe em ver o filho experimentar o mundo antes que ela se vá.
Passagem
3.3 130 Assista AgoraAssim como o sucesso ou fracasso, a coisa sobe pra cabeça. O filme é lindo, maçante, porém melancolicamente lindo!
Cuidado com a estrada que você escolhe.