Por pura preguiça de escolher algo melhor, acabei emendando dois documentários de crimes reais — entre eles, O Caso dos Irmãos Menendez. Confesso: gosto do gênero, mas esse tipo de produção sem imaginação, que basicamente parece uma notícia esticada por horas, me cansa. Faltou criatividade, ritmo, alguma perspectiva nova. Definitivamente, esse formato engessado não é pra mim. Saudades de Tiros em Columbine, que ao menos tentava provocar alguma reflexão.
Para refletir sobre a profundamente e a efemeridade da vida, a transitoriedade da existência humana e o vazio que, por vezes, a acompanha. É sobre amizades e solidões, amores e desamores, sobre as expectativas da juventude e as frustrações da maturidade. A narrativa explora, com sensibilidade e humor, a dura realidade entre a vida e a morte, criando um equilíbrio entre melancolia e leveza. Sarcasmo.
A adaptação do livro para a tela ficou redondinha, a série ganhou com o desenvolvimento das personagens femininas, elenco escolhido a dedo, não poderia ser mais perfeito. Marjorie Estiano, em particular, está impecável — valha a redundância.
Quer mais motivos pra não perder: caracterizações e trilha. Vai lá!
"Como la vida misma" — o ser humano pode ser muito assustador.
Sim, a série tem furos (muitos). Terror psicológico quase sempre exige uma certa condescendência do espectador — este aqui exige bastante. Mas é eletrizante a ponto de ser impossível parar de assistir.
A trilha sonora é impecável. Que contraste maravilhoso entre a delicadeza de "Carinhoso" e cenas absolutamente perturbadoras! O elenco é de primeira, e o recurso de dividir os episódios entre as perspectivas dela e dele funcionou super bem.
Hoje saem os dois últimos episódios... A geral está detonando, mas até agora, estou gostando bastante. Muito mesmo. Vamos ver — talvez eu volte aqui para reavaliar.
Soube da serie, produção da Globoplay, pelo comentário de alguém no documentário da Petra Costa, Apocalipse nos Trópicos. Impressionante! Quanto mais vejo sobre o tema, mais me assusta a ideia de que eles estão entre nós. São nossos vizinhos, chefes, colegas de classe, de trabalho, teu tio, minha prima, o açougueiro do bairro, o filho do florista, gente “comum”. Que loucura!
Poderia dar várias justificativas para uma boa avaliação: figurino impecável, atuações primorosas, fotografia, Sharon Stone ♥️… … … mas resumirei com algo que dificilmente ocorre. Já nos primeiros minutos eu me estava degladiando entre “não quero ver isso” e “não consigo parar de ver isso”… e assim foi até o final que deixou um gostinho de quero mais. Sério que não haverá mais temporadas, #Netflix ?
A câmera acompanhando cada cena, sem cortes, de forma impecável é, junto com a louvável interpretação de atores novatos, o que mais chama a atenção. Já sobre o roteiro discordo da imensa maioria. Há quase 15 anos “Precisamos falar sobre o Kevin” impactou muitíssimo mais. Uma pena porque o tema dava pra muito mais. Sobrevalorizada.
A 1ª temporada, irremediavelmente maratonada, tem 6 episódios de aproximadamente 60 minutos cada.
A série britânica endossada pela BBC é claustrofóbica, mas também é dinâmica, eletrizante, e tem ótimas atuações.
Uma brilhante detetive é enviada em helicóptero ao submarino de mísseis nucleares HMS Vigil para investigar a misteriosa morte de um de seus tripulantes. Quando a escotilha se fecha em cima da sua cabeça…
Desde o início da série, com o naufrágio do barco pesqueiro, o realismo conseguido é aterrorizante. Difícil não ficar preso na intriga, dentro do submarino e sem fôlego, durante os seis episódios.
Muito boa! Tomara que a segunda temporada mantenha o nível.
Revendo a versão com cenas inéditas 4 anos depois de assistir a original. Linda.
Série/filme baseado no romance da pernambucana radicana em Miami desde sua infância, Frances de Pontes Peebles. Curiosamente o livro, que gira em torno de histórias do cangaço no interior do nordeste brasileiro, foi escrito em inglês e lançado primeiro nos Estados Unidos sob o título “The seamstress”.
A série/filme trata de coragem, determinação, fragilidade, preconceitos, lealdade, amor, afetos, carências e sonhos sem ser piegas. Lindo e profundamente comovente!
No mais, Marjorie Estiano e Nanda Costa! Amo e amo!
Nanda Costa super aproveitou a oportunidade que finalmente teve de mostrar todo seu talento e Marjorie Estiano outra vez arrebentando (vide últimas séries Globais "Sob Pressão' e "Justiça").. cada vez gosto mais!
P.S.: Menção honrosa também para Letícia Colin, subaproveitada no papel, mas que vai por muito bom caminho.
"Caríssimo Dr. Duarte, Eu bem sei que o senhor sempre tentou me ajudar, mas tenho que lhe dizer que na costura, como na frenologia, tudo é medido, anotado, experimentando. O que difere ambas é que na costura um tecido de aparência feia e sem graça se bem cortado pode se transformar em um vestido lindo, e na sua ciência não. A verdade é que tudo nessa vida é passível de erro e as aparências além de enganarem podem ser traiçoeiras. Digo isso porque meu crânio perfeito nas suas contas vem da mesma linhagem da sua maior inimiga. A cangaceira de quem o senhor comemorou a morte era minha irmã, a costureira, e Expedito é o filho dela. Faço votos de que o senhor repense suas certezas. Meus mais sinceros cumprimentos. Emília dos Santos"
Tão grande é Caco Barcellos quanto pequena é a sociedade brasileira... pretos, pobres, periféricos seguem estando na mira da polícia, sendo barbaramente executados debaixo dos nossos narizes. O extermínio segue a todo vapor.
"Evaldo dos Santos Rosa... Militares do Exército dispararam mais de 80 tiros contra um carro, que levava uma família, na região da Vila Militar, na zona oeste do Rio de Janeiro..."
"Genivaldo de Jesus Santos, com 38 anos, morreu asfixiado na quarta-feira, vítima de uma ação da Polícia Rodoviária Federal (PRF) na cidade de Umbaúba, no interior de Sergipe. Policiais imobilizaram e trancaram Genivaldo em uma viatura da corporação e jogaram bomba de gás dentro do veículo."
"... imagens exclusivas de uma ação policial em São José dos Campos, interior de São Paulo, que terminou em execução. Segundo as investigações, o suspeito que foi morto estava desarmado e já dominado pelos PMs, e a Corregedoria também acusa os policiais de montar uma farsa para alterar a cena do crime e parecer que tinha havido um confronto."
"Kathlen Romeu, 24anos, grávida de 4 meses..."
"Ágatha Vitória Sales Félix, de 8 anos, Morro da Fazendinha, no Complexo do Alemão, Rio de Janeiro... A informação consta do inquérito da Polícia Civil sobre o caso, que deve ser enviado nesta terça-feira à Justiça. De acordo com o documento, houve um “ERRO DE EXECUÇÃO”: o objetivo não era atingir a criança, mas dar um “tiro de advertência” para forçar a parada de dois homens que estavam em uma motocicleta."
"Entre 2017 e 2019, policiais mataram ao menos 2.215 crianças e adolescentes no país..." E segue.
"Nós temos que enfrentar a criminalidade da mesma forma que a criminalidade trata as pessoas (agirmos como criminosos?), quer dizer, violento são os bandidos, a ROTA só reage a essa violência." - frase de Luiz Antônio Fleury Filho, governador do Estado de São Paulo de 1991 a 1995, a quem subordina-se a Polícia Militar.
Li "Rota 66, a história da polícia que mata" na adolescência. Fiquei absolutamente chocada e revoltada, mas pensei que a coragem de Caco Barcellos faria com que a selvageria cessasse. Ingênua que era.
Sobre a série... muito muito boa, ótimo elenco, ótima trilha. Necessária. Séries originais Globoplay fazendo o dever de casa com louvor.
Humberto Carrão ❤️ ❤️ Cravou mínimos gestos e expressões de Caco Barcellos. Até o olhar lembra. Maravilhoso.
Definitivamente ter uma boa ideia não basta, na verdade esta série deixa claro que, sem todo o demais, uma boa ideia é quase nada.
Tema atual, político, ativista, necessário. O que realmente sobrou foram tantas explicações, o expectador, na maioria das vezes, não é bobo. Totalmente desnecessários tantos diálogos, as vezes da personagem com ela mesma, cujo único objetivo é, claramente, explicar vírgula por vírgula. Boa história contada de péssima maneira. Cansativa ao ponto de levar ao tédio. Decepcionante.
Lamento que o documentário muito provavelmente tornará os assassinos ainda mais populares e aumentará seus fã-clubes. O mais assustador não é que exista um psicopata, e sim que tantos eleitores se identifiquem com ele.
… 55,13% dos votos válidos, 32% de intenções de voto, e eles estão entre nós. Aterrorizante e entristecedor.
“… a responsabilidade é da mídia porque ela define o limite do que é socialmente aceitável ou não, porque ela pode transformar preconceito em empatia, escuridão em luz, e tornar o invisível em visível.”
Elisabeth Noelle-Neumann, em “Espiral do Silêncio”.
… o que não é falado não existe e o que não existe é marginalizado.
Simplesmente maravilhosa. Narrativa, roteiro, trilha, elenco, tudo impecável. Dessas séries que se lamenta que não tenha pelo menos 10 temporadas… nunca te pedi nada #O2Filmes e #TVGlobo
Débora Bloch, maravilhosa sempre, Hermila Guedes, Thalita Carauta, Linn da Quebrada e ainda tem as participações de super luxo de gente incrível como Nanda Costa e Carol Duarte. Lindos demais!!
Série incrível, emocionante, sensível, didática, comovente. Aulas.
Sei lá porque demorei tanto pra assistir. Pra compensar, devorei a 1ª temporada em menos de 24 horas. … e que bom ter mais uma temporada inteira dessa joia! 💚💛 orgulho de algumas (várias) séries brasileiras.
Episódios curtinhos, mas muito bem “desenhados”. Ideal para quem ainda não entendeu o óbvio.
Roteiro de Ava DuVernay, que assinou também o documentário “A 13ª Emenda”, muito muito bom, também disponível na Netflix, e o filme “Selma: Uma Luta pela Igualdade”, a este ainda não assisti, mas tem várias indicações ao Oscar e ao Globo de Oro.
Série baseada em fatos e dados históricos compilamos pela autora do livro que deu origem a ela, “O Holocausto Brasileiro”, da jornalista Daniela Arbex.
Os 10 episódios joga, de forma breve, algo de luz na história de tipos diferentes de marginalizados da sociedade que costumavam ser jogados nos manicômios. Parte dessas pessoas não tinham nenhuma deficiência, eram tão somente “incomodas”, pessoas consideradas “anormais” ou fora dos “padrões” impostos pela sociedade da época, nem mais nem menos hipócrita e desumana que a atual. Eram prostitutas, mães solos, pessoas LGBTQIA+, vítimas de estupro, mendigos , alcoólatras, indigentes, amantes de políticos, negros e, durante a ditadura, opositores do governo militar.
O Colônia “funcionou” de 1903 até os anos 80. Mais de 8 décadas!
Mais um absurdo. Mais um episódio chocante da nossa história deliberadamente apagado, desconhecido.
_________________
Wikipédia:
… O Hospital Colônia de Barbacena (MG) foi um hospital psiquiátrico (inicialmente era um hospital para tuberculosos) fundado em 1903 e fazia parte de um grupo de 7 instituições psiquiátricas edificadas na cidade que, segundo alguns, recebeu o epíteto de "Cidade dos Loucos", por esse motivo.
… após pouco tempo de sua inauguração, tornou-se referência nacional em Psiquiatria, sendo procurado por diversas famílias que buscavam tratamento para seus "desajustados".
… Tornou-se conhecido pelo público na década de 1980, pelo tratamento desumano que oferecia aos pacientes.
… Estima-se que cerca de 70% dos pacientes não tinham diagnóstico de qualquer tipo de doença mental. No período em que houve o maior número de mortes, entre as décadas de 1960 e 1970, (os chamados "anos de chumbo" da ditadura) o que acontecia no hospital chegou a ser chamado de "Holocausto Brasileiro". Estima-se que pelo menos 60 mil pessoas tenham morrido no Hospital Colônia de Barbacena.
… Crianças que cresceram dentro do Colônia jamais aprenderam a falar, ler ou escrever e contavam com a ajuda de bons-samaritanos no local para realizar atividades mais básicas.
… As condições de vida dentro da instituição eram sub-humanas. O psiquiatra italiano Franco Basaglia, que teve a chance de visitá-lo em 1979 chegou a comparar o local a um campo de concentração nazista e exigiu seu fechamento imediato. O fechamento do Colônia só ocorreria anos mais tarde, durante a década de 1980. Em 1996, anos após seu fechamento, o Colônia foi reaberto, desta vez transformado no "Museu da Loucura".
O sangue não faz uma família. O sangue nos torna patentes. Família é aquela com quem você compartilha o que há de bom, de mal e de feio, e ainda assim se amam. Você é quem escolhe a sua família.
Todo mundo precisa de alguém pra se sentir superior. O fundo do poço somos nós. Tudo aqui vai morro abaixo, passando pelas mulheres, os negros, latinos, gays, até que chega no fundo e toca na gente.
Segredos e Crimes de Fred e Rose West
3.5 12 Assista AgoraPor pura preguiça de escolher algo melhor, acabei emendando dois documentários de crimes reais — entre eles, O Caso dos Irmãos Menendez. Confesso: gosto do gênero, mas esse tipo de produção sem imaginação, que basicamente parece uma notícia esticada por horas, me cansa. Faltou criatividade, ritmo, alguma perspectiva nova. Definitivamente, esse formato engessado não é pra mim.
Saudades de Tiros em Columbine, que ao menos tentava provocar alguma reflexão.
Fim (1ª Temporada)
4.2 65Para refletir sobre a profundamente e a efemeridade da vida, a transitoriedade da existência humana e o vazio que, por vezes, a acompanha. É sobre amizades e solidões, amores e desamores, sobre as expectativas da juventude e as frustrações da maturidade. A narrativa explora, com sensibilidade e humor, a dura realidade entre a vida e a morte, criando um equilíbrio entre melancolia e leveza. Sarcasmo.
A adaptação do livro para a tela ficou redondinha, a série ganhou com o desenvolvimento das personagens femininas, elenco escolhido a dedo, não poderia ser mais perfeito. Marjorie Estiano, em particular, está impecável — valha a redundância.
Quer mais motivos pra não perder: caracterizações e trilha. Vai lá!
Dias Perfeitos
3.4 91 Assista Agora"Como la vida misma" — o ser humano pode ser muito assustador.
Sim, a série tem furos (muitos). Terror psicológico quase sempre exige uma certa condescendência do espectador — este aqui exige bastante. Mas é eletrizante a ponto de ser impossível parar de assistir.
A trilha sonora é impecável. Que contraste maravilhoso entre a delicadeza de "Carinhoso" e cenas absolutamente perturbadoras!
O elenco é de primeira, e o recurso de dividir os episódios entre as perspectivas dela e dele funcionou super bem.
Hoje saem os dois últimos episódios...
A geral está detonando, mas até agora, estou gostando bastante. Muito mesmo.
Vamos ver — talvez eu volte aqui para reavaliar.
extremistas.br
3.5 27 Assista AgoraSoube da serie, produção da Globoplay, pelo comentário de alguém no documentário da Petra Costa, Apocalipse nos Trópicos.
Impressionante!
Quanto mais vejo sobre o tema, mais me assusta a ideia de que eles estão entre nós. São nossos vizinhos, chefes, colegas de classe, de trabalho, teu tio, minha prima, o açougueiro do bairro, o filho do florista, gente “comum”.
Que loucura!
Ratched (1ª Temporada)
3.8 398 Assista AgoraPoderia dar várias justificativas para uma boa avaliação: figurino impecável, atuações primorosas, fotografia, Sharon Stone ♥️… … … mas resumirei com algo que dificilmente ocorre. Já nos primeiros minutos eu me estava degladiando entre “não quero ver isso” e “não consigo parar de ver isso”… e assim foi até o final que deixou um gostinho de quero mais.
Sério que não haverá mais temporadas, #Netflix ?
Adolescência
4.0 615 Assista AgoraA câmera acompanhando cada cena, sem cortes, de forma impecável é, junto com a louvável interpretação de atores novatos, o que mais chama a atenção. Já sobre o roteiro discordo da imensa maioria. Há quase 15 anos “Precisamos falar sobre o Kevin” impactou muitíssimo mais. Uma pena porque o tema dava pra muito mais. Sobrevalorizada.
Vigil
4.0 8A 1ª temporada, irremediavelmente maratonada, tem 6 episódios de aproximadamente 60 minutos cada.
A série britânica endossada pela BBC é claustrofóbica, mas também é dinâmica, eletrizante, e tem ótimas atuações.
Uma brilhante detetive é enviada em helicóptero ao submarino de mísseis nucleares HMS Vigil para investigar a misteriosa morte de um de seus tripulantes. Quando a escotilha se fecha em cima da sua cabeça…
Desde o início da série, com o naufrágio do barco pesqueiro, o realismo conseguido é aterrorizante. Difícil não ficar preso na intriga, dentro do submarino e sem fôlego, durante os seis episódios.
Muito boa! Tomara que a segunda temporada mantenha o nível.
Maid
4.4 390 Assista AgoraSérie baseada em um best-seller baseado em fatos.
O raio x da vulnerabilidade vivida por quem, depois de uma dificílima decisão, não conta uma sólida rede de apoio financeiro e, sobretudo, emocional.
Poderia ser mais enxuta, fora isso, pra quem não se incomoda com a escassa velocidade e os longos silêncios, é boa.
Margaret Qualley começou bem (não é sua primeira personagem, mas é sua primeira protagonista). Super promissor começo de carreira.
Curiosidade: Paula e Alex também são mãe e filha na vida real.
Entre Irmãs - Versão com Cenas Inéditas
4.2 3Revendo a versão com cenas inéditas 4 anos depois de assistir a original. Linda.
Série/filme baseado no romance da pernambucana radicana em Miami desde sua infância, Frances de Pontes Peebles. Curiosamente o livro, que gira em torno de histórias do cangaço no interior do nordeste brasileiro, foi escrito em inglês e lançado primeiro nos Estados Unidos sob o título “The seamstress”.
A série/filme trata de coragem, determinação, fragilidade, preconceitos, lealdade, amor, afetos, carências e sonhos sem ser piegas. Lindo e profundamente comovente!
No mais, Marjorie Estiano e Nanda Costa! Amo e amo!
Nanda Costa super aproveitou a oportunidade que finalmente teve de mostrar todo seu talento e Marjorie Estiano outra vez arrebentando (vide últimas séries Globais "Sob Pressão' e "Justiça").. cada vez gosto mais!
P.S.: Menção honrosa também para Letícia Colin, subaproveitada no papel, mas que vai por muito bom caminho.
"Caríssimo Dr. Duarte, Eu bem sei que o senhor sempre tentou me ajudar, mas tenho que lhe dizer que na costura, como na frenologia, tudo é medido, anotado, experimentando. O que difere ambas é que na costura um tecido de aparência feia e sem graça se bem cortado pode se transformar em um vestido lindo, e na sua ciência não. A verdade é que tudo nessa vida é passível de erro e as aparências além de enganarem podem ser traiçoeiras. Digo isso porque meu crânio perfeito nas suas contas vem da mesma linhagem da sua maior inimiga. A cangaceira de quem o senhor comemorou a morte era minha irmã, a costureira, e Expedito é o filho dela. Faço votos de que o senhor repense suas certezas. Meus mais sinceros cumprimentos. Emília dos Santos"
Magnífico!
This Is Us (6ª Temporada)
4.7 283 Assista AgoraPor que não seguimos com os filhos dos filhos dos filhos dos filhos?
Rota 66: A Polícia que Mata (1ª Temporada)
4.3 33 Assista AgoraTão grande é Caco Barcellos quanto pequena é a sociedade brasileira... pretos, pobres, periféricos seguem estando na mira da polícia, sendo barbaramente executados debaixo dos nossos narizes. O extermínio segue a todo vapor.
"Evaldo dos Santos Rosa... Militares do Exército dispararam mais de 80 tiros contra um carro, que levava uma família, na região da Vila Militar, na zona oeste do Rio de Janeiro..."
"Genivaldo de Jesus Santos, com 38 anos, morreu asfixiado na quarta-feira, vítima de uma ação da Polícia Rodoviária Federal (PRF) na cidade de Umbaúba, no interior de Sergipe. Policiais imobilizaram e trancaram Genivaldo em uma viatura da corporação e jogaram bomba de gás dentro do veículo."
"... imagens exclusivas de uma ação policial em São José dos Campos, interior de São Paulo, que terminou em execução. Segundo as investigações, o suspeito que foi morto estava desarmado e já dominado pelos PMs, e a Corregedoria também acusa os policiais de montar uma farsa para alterar a cena do crime e parecer que tinha havido um confronto."
"Kathlen Romeu, 24anos, grávida de 4 meses..."
"Ágatha Vitória Sales Félix, de 8 anos, Morro da Fazendinha, no Complexo do Alemão, Rio de Janeiro... A informação consta do inquérito da Polícia Civil sobre o caso, que deve ser enviado nesta terça-feira à Justiça. De acordo com o documento, houve um “ERRO DE EXECUÇÃO”: o objetivo não era atingir a criança, mas dar um “tiro de advertência” para forçar a parada de dois homens que estavam em uma motocicleta."
"Entre 2017 e 2019, policiais mataram ao menos 2.215 crianças e adolescentes no país..." E segue.
"Nós temos que enfrentar a criminalidade da mesma forma que a criminalidade trata as pessoas (agirmos como criminosos?), quer dizer, violento são os bandidos, a ROTA só reage a essa violência." - frase de Luiz Antônio Fleury Filho, governador do Estado de São Paulo de 1991 a 1995, a quem subordina-se a Polícia Militar.
Li "Rota 66, a história da polícia que mata" na adolescência. Fiquei absolutamente chocada e revoltada, mas pensei que a coragem de Caco Barcellos faria com que a selvageria cessasse. Ingênua que era.
Sobre a série... muito muito boa, ótimo elenco, ótima trilha. Necessária.
Séries originais Globoplay fazendo o dever de casa com louvor.
Humberto Carrão ❤️ ❤️
Cravou mínimos gestos e expressões de Caco Barcellos. Até o olhar lembra. Maravilhoso.
Intimidade (1ª Temporada)
3.4 13Definitivamente ter uma boa ideia não basta, na verdade esta série deixa claro que, sem todo o demais, uma boa ideia é quase nada.
Tema atual, político, ativista, necessário. O que realmente sobrou foram tantas explicações, o expectador, na maioria das vezes, não é bobo. Totalmente desnecessários tantos diálogos, as vezes da personagem com ela mesma, cujo único objetivo é, claramente, explicar vírgula por vírgula.
Boa história contada de péssima maneira.
Cansativa ao ponto de levar ao tédio. Decepcionante.
Pacto Brutal: O Assassinato de Daniella Perez
4.4 417Lamento que o documentário muito provavelmente tornará os assassinos ainda mais populares e aumentará seus fã-clubes.
O mais assustador não é que exista um psicopata, e sim que tantos eleitores se identifiquem com ele.
… 55,13% dos votos válidos, 32% de intenções de voto, e eles estão entre nós. Aterrorizante e entristecedor.
Mare of Easttown
4.4 700 Assista AgoraE o Emmy vai para … 🥁🥁🥁🥁
Se não fosse pela perfeição de Kate Winslet, um espetáculo à parte, eu diria que o melhor da série são os plot twist.
Veneno
4.8 181 Assista Agora“… a responsabilidade é da mídia porque ela define o limite do que é socialmente aceitável ou não, porque ela pode transformar preconceito em empatia, escuridão em luz, e tornar o invisível em visível.”
Elisabeth Noelle-Neumann, em “Espiral do Silêncio”.
… o que não é falado não existe e o que não existe é marginalizado.
This Is Us (5ª Temporada)
4.4 170 Assista AgoraEp 6… o que é essa história do Randall?! 🥹
This Is Us (1ª Temporada)
4.7 777 Assista AgoraDesidratante
Segunda Chamada (2ª Temporada)
4.5 61 Assista AgoraSimplesmente maravilhosa.
Narrativa, roteiro, trilha, elenco, tudo impecável.
Dessas séries que se lamenta que não tenha pelo menos 10 temporadas… nunca te pedi nada #O2Filmes e #TVGlobo
Segunda Chamada (1ª Temporada)
4.5 113 Assista AgoraDébora Bloch, maravilhosa sempre, Hermila Guedes, Thalita Carauta, Linn da Quebrada e ainda tem as participações de super luxo de gente incrível como Nanda Costa e Carol Duarte. Lindos demais!!
Série incrível, emocionante, sensível, didática, comovente. Aulas.
Sei lá porque demorei tanto pra assistir. Pra compensar, devorei a 1ª temporada em menos de 24 horas.
… e que bom ter mais uma temporada inteira dessa joia!
💚💛 orgulho de algumas (várias) séries brasileiras.
Colin em Preto e Branco
4.4 38 Assista AgoraEpisódios curtinhos, mas muito bem “desenhados”. Ideal para quem ainda não entendeu o óbvio.
Roteiro de Ava DuVernay, que assinou também o documentário “A 13ª Emenda”, muito muito bom, também disponível na Netflix, e o filme “Selma: Uma Luta pela Igualdade”, a este ainda não assisti, mas tem várias indicações ao Oscar e ao Globo de Oro.
Colônia (1ª Temporada)
3.4 11Série baseada em fatos e dados históricos compilamos pela autora do livro que deu origem a ela, “O Holocausto Brasileiro”, da jornalista Daniela Arbex.
Os 10 episódios joga, de forma breve, algo de luz na história de tipos diferentes de marginalizados da sociedade que costumavam ser jogados nos manicômios. Parte dessas pessoas não tinham nenhuma deficiência, eram tão somente “incomodas”, pessoas consideradas “anormais” ou fora dos “padrões” impostos pela sociedade da época, nem mais nem menos hipócrita e desumana que a atual. Eram prostitutas, mães solos, pessoas LGBTQIA+, vítimas de estupro, mendigos , alcoólatras, indigentes, amantes de políticos, negros e, durante a ditadura, opositores do governo militar.
O Colônia “funcionou” de 1903 até os anos 80. Mais de 8 décadas!
Mais um absurdo. Mais um episódio chocante da nossa história deliberadamente apagado, desconhecido.
_________________
Wikipédia:
… O Hospital Colônia de Barbacena (MG) foi um hospital psiquiátrico (inicialmente era um hospital para tuberculosos) fundado em 1903 e fazia parte de um grupo de 7 instituições psiquiátricas edificadas na cidade que, segundo alguns, recebeu o epíteto de "Cidade dos Loucos", por esse motivo.
… após pouco tempo de sua inauguração, tornou-se referência nacional em Psiquiatria, sendo procurado por diversas famílias que buscavam tratamento para seus "desajustados".
… Tornou-se conhecido pelo público na década de 1980, pelo tratamento desumano que oferecia aos pacientes.
… Estima-se que cerca de 70% dos pacientes não tinham diagnóstico de qualquer tipo de doença mental. No período em que houve o maior número de mortes, entre as décadas de 1960 e 1970, (os chamados "anos de chumbo" da ditadura) o que acontecia no hospital chegou a ser chamado de "Holocausto Brasileiro". Estima-se que pelo menos 60 mil pessoas tenham morrido no Hospital Colônia de Barbacena.
… Crianças que cresceram dentro do Colônia jamais aprenderam a falar, ler ou escrever e contavam com a ajuda de bons-samaritanos no local para realizar atividades mais básicas.
… As condições de vida dentro da instituição eram sub-humanas. O psiquiatra italiano Franco Basaglia, que teve a chance de visitá-lo em 1979 chegou a comparar o local a um campo de concentração nazista e exigiu seu fechamento imediato. O fechamento do Colônia só ocorreria anos mais tarde, durante a década de 1980. Em 1996, anos após seu fechamento, o Colônia foi reaberto, desta vez transformado no "Museu da Loucura".
Pose (2ª Temporada)
4.5 269 Assista AgoraO sangue não faz uma família.
O sangue nos torna patentes.
Família é aquela com quem você compartilha o que há de bom, de mal e de feio, e ainda assim se amam.
Você é quem escolhe a sua família.
- Héctor Xtravaganza
1965 - 2018
Onde vejo a 3ª temporada ?! 😭
Pose (1ª Temporada)
4.7 440Demorei tanto pra assistir a esse espetáculo de série. Tão incrível, necessária, inclusiva, educativa, tão maravilhosa!
Todo mundo precisa de alguém pra se sentir superior. O fundo do poço somos nós. Tudo aqui vai morro abaixo, passando pelas mulheres, os negros, latinos, gays, até que chega no fundo e toca na gente.
Onde Está Meu Coração
4.1 114Letícia Colin e Mariana Lima maravilhosas!
Série sensível e verdadeira. As produções da Globo cada vez mais ganhando minha admiração.