filmow.com/usuario/guilherme___13/
    Você está em
  1. > Home
  2. > Usuários
  3. > guilherme___13
31 years (BRA)
Usuário desde Julho de 2012
Grau de compatibilidade cinéfila
Baseado em 0 avaliações em comum

Últimas opiniões enviadas

  • Guilherme Oliveira

    ´´A solidão é mais do que o sentimento de querer uma companhia, ou querer realizar alguma atividade com outra pessoa. Não por que simplesmente se isolar, mas por que os seus sentimentos precisam de algo novo que as transforme. `` Wikipédia

    O cinema para Nicholas Ray é imensamente algo pessoal. Assim como François Truffaut, seus conflitos pessoais são catalisados como inspiração. Um prato abundante de possiblidades. Um mix de sentimentos. Nicholas passava por um período conturbado em sua vida. Carregou consigo em On Dangerous Ground, temáticas recorrentes em sua filmografia, como a desilusão e o pessimismo.

    Somos apresentados aos créditos iniciais na compania de uma viatura. Conduzidos pelas ruas afagadas pela noite. Cenário inospito. Aspecto frio. Ela chega enfim ao seu destino: a casa de um detetive. Onde o mesmo recebe o afago de sua esposa antes de rumar para o trabalho. O mesmo ritual acontece. Dessa vez, em uma segunda casa. Logo, somos conduzidos a um pequeno cômodo, onde observamos um homem comendo apressadamente. Ao mesmo tempo que observa algumas fotografias. Encerrada tais ações, sem afagos, cumprimentos ou expressões, parte rumo ao seu destino.

    Esses poucos mais de quatro minutos evidenciam a intenção do diretor: partilhar a solidão em vários estágios. Elvidencia-se tal propósito na pele de Jim Wilson. Um profissional experiente que , convivendo diariamente com o mundo do qual seu ofício lhe proporciona, acaba por enquadrar-se a ele. Tornando-se uma espécie de anti-herói. Carregado pela descrença sempre alheio aos demais. Consequentemente sendo abraçado pela mesma.

    A estrutura escolhida pelo diretor, no primeiro ato, para explorar essa atmosfera foi bem executada. Utilizando-se do ambiente propício e, aliando-se a bela execução, evidenciou de forma massiva o imbróglio que Jim se encontrava. Ao final do segundo ato, o detetive é colocado em um novo panorama. Agora, onde Mary está inserida. Mary, deficiente visual, abrange os mesmos sentimentos literalmente e, ironicamente , acaba tornando-se a claridade de uma nova abertura que há tempos não pairava sobre Jim (e vice-versa). É nesse jogo de redescoberta que ambos buscam entre si a liberdade do ostracismo que tanto os enclausuravam.

    Muitos decepcionaram-se com o curso que a obra seguiu. Aguardavam um maior esmiúçamento da personalidade de Jim. As causas e sequelas que isso ocasionaria. Iniciou-se com a áurea de um noir destrutivo e cético que culminou-se como um drama de solução conveniente ou quiçá passiva. Sua transição fora imediata. De um homem alheio a qualquer manifestação de afeto. Que encontrava-se exaurido de tudo e todos, há descobridor da felicidade. Proporcionada pela influência de uma pessoa avessa ao seu mundo. Onde juntos, buscam escrever uma nova história. Sabe-se que o diretor não compactua com as chamadas soluções fáceis. Enfim, mesmo sendo contestado pela mudança repentina e cômoda em sua direção, Nicholas Ray realizou um grande trabalho. Mesmo com as ações externas tentando dizer o contrário.

    Você precisa estar logado para comentar. Fazer login.
  • Guilherme Oliveira

    Considerado um dos precursores do estilo que predominaria na década de quarenta. Embora não possua uma fotografia marcante, traz consigo outra característica que se tornaria marca registrada do movimento: a ambiguidade moral. Simbolizada principalmente por Alan Ladd, na pele de Philip Raven. Um assassino profissional metódico que aprendeu com a vida que socialização não existe, embora carregue consigo uma conduta ética.

    Resquícios morais era o máximo do padrão social naquela época. Em meio à Segunda Guerra, o pessimismo, a descrença, e o desconhecimento pairavam por todo o globo. Portanto, Hollywood fora mais uma máquina usada como um canhão de propaganda. Infelizmente, This Gun for Fire estava dentro do pacote e hasteou tal bandeira. Ao desenrolar da trama, entram em cena diálogos em forma discursos patriotas. Enaltecendo o martírio em prol da nação. Da redenção, perante um bem maior. Da divisão entre o bem e o mal. De uma distribuição geográfica entre heróis e vilões.

    Ainda que contendo algumas imperfeições que diminuem seu brilho, This Gun for Hire tem sua importância e seus méritos. Além de ser um dos precursores, de um magnífico movimento, foi a obra que projetou definitivamente Alan Ladd para o estrelato, aos vinte e oito anos. Também marcaria o início de uma frutífera parceria entre Alan Rudd e Verônica Lake. Parceria que rendeu ao total seis filmes. Sendo três deles policiais. Os demais foram The Glass Key e The Blue Dahlia.

    Sintonia nas telas, semelhanças (além da altura) fora dela. Introvertido, Rudd obteve uma carreira mais aclamada e consistente que Verônica, mas ambos à encerraram de forma melancólica. Enfrentaram problemas como a depressão e alcoolismo. Ambos falecerem ao cinquenta e um anos. Sem configurar em listas de melhores do gênero, This Gun for Hire não somente alavancou a carreira de dois grandes atores da era de ouro, como caracterizou e simbolizou uma era. Que usufruiu do auge em um passado distante, mas que jamais perderá sua magnitude.

    Você precisa estar logado para comentar. Fazer login.
  • Moreira M.
    Moreira M.

    Olá, camarada do universo cinematográfico! Espero que você e seus familiares também estejam seguros e bem nesse período de (semi) isolamento social. Mas acredito que vamos superar esse momento pandêmico, assim como nossos antepassados superaram vários outros ao longo da história humana.

    Realmente o ‘acusado fictício do filme’ (personagem masculino de traços angelicais) representa o perfil do verdadeiro assassino em série, que fora identificado há alguns anos. A trama do filme desenvolve-se de uma maneira interessante que ‘manipula’ o espectador a acreditar, pelo menos ao princípio, que todos os suspeitos pegos pelo detetive Park e seu colega são realmente os verdadeiros culpados. O mais interessante é chegar ao fim do filme e ficar informado que a investigação continuava inconclusiva. O maior lamento do espectador é relembrar que se tratou de um evento real.

    E nesses poucos filmes (cerca de uns cinco vistos) deu-se o meu contato com o ainda inexplorável cinema sul-coreano, da qual terei que conhecer mais.

    Respondendo-lhe sua indagação, acho que poder haver um cadinho de masoquismo na sua ‘relutância’ (ou não) em prosseguir no acompanhamento de TWD – (hahahaha). Mas te entendo perfeitamente, as vezes tenho a falsa sensação de achar que algumas séries podem voltar a me surpreender, passei por isso assistindo Haven ou até com Oz, por exemplo.

    No ano passado eu já tinha visto La Noche de 12 Anõs, que realmente é filme bastante interessante pelos seus aspectos humanos, políticos e resistência mental. E a trama foca justamente na personagem que futuramente viria a ser o presidente do Uruguai: Pepe Mujica. Aproveito então para lhe deixar a indicação do documentário, de 2018, sobre/com o Pepe Mujica, que foi dirigido pela ‘figura controvérsia’ do cineasta sérvio Emir Kusturica: “El Pepe, Uma Vida Suprema” (https://filmow.com/el-pepe-uma-vida-suprema-t263068/) – o bom é que está disponível na Netflix!

    E, por fim, nessa conversa sobre cárcere, deixo a indicação do filme francês, de 1960: “A Um Passo da Liberdade” – (https://filmow.com/a-um-passo-da-liberdade-t12863/). A trama gira em torno de cincos detentos que desejam escapar da prisão, a partir do cubículo em que habitam.

    No mais é mais! Tudo de bom pra vocês!

  • Moreira M.
    Moreira M.

    Então, usei vários livros para escrever o meu TCC, utilizei sobre cultura, cinema, política, urbanismo, história local e geografia, por exemplo. Acabou que foi um apanhado de temáticas em diálogo com o meu foco, que era reconhecer a reabertura do Cine Santa Tereza como fruto de resistência local de alguns moradores e de políticas públicas municipais. Caso você tenha interesse, eu posso te passar o link da minha pesquisa assim que ela for publicada no acervo da biblioteca da faculdade. Confesso também que não voltei mais no Santa Tereza após finalizar minha pesquisa, infelizmente o trajeto de minha casa até lá é bem fora de mão.

    Achei interessante seu ponto de vista sobre o final de Pororoca, o autor vai na contramão das expectativas do espectador ao deixar em aberto o final, colocando em foco somente a loucura do protagonista, como dito por você. Acho que essa é a marca do cinema do leste europeu, reparei isso em alguns filmes romenos, húngaros e búlgaros.

    Conferi o filme-sensação do ano: Parasita. Realmente mereceu todos os prêmios conquistados, e mostra que o Cinema existe vivamente para além dos enclausurados estúdios hollywoodianos, que a tempos vive na mesmice criativa. Logo em seguida ao assisti Parasita procurei outros possíveis bons filmes do diretor Joon-ho, aí vi Memórias de um Assassino (https://filmow.com/memorias-de-um-assassino-t10588/), que de antemão lhe recomendo. Quanto a estatueta de melhor documentário, considero justa a vitória de Indústria Americana, apesar que também poderia ter sido Democracia em Vertigem, pois são duas ótimas obras.

    De série, estou gostando da nova temporada de Better Call Saul.

    Mas, e você, o que tem assistido?

Este site usa cookies para oferecer a melhor experiência possível. Ao navegar em nosso site, você concorda com o uso de cookies.

Se você precisar de mais informações e / ou não quiser que os cookies sejam colocados ao usar o site, visite a página da Política de Privacidade.