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Para mim, foi cansativo, confesso, mas o cansaço não enterrou a imersão que tive. Eu cheguei esperando quase uma biografia de Shakespeare e terminei quieto diante do que presenciei, pois foi muito, muito mais. Creio que poucas vezes vi na tela uma construção tão bonita sobre a ressignificação do luto e o poder que a arte tem de poetizar nossas escuridões. A cena final é um grande exemplo disso, de como as mãos que afagam nossas dores, seguram nossa queda, não vão realizar um milagre, mas nos confortam por vermos que há pessoas que entendem aquela cicatriz. Talvez, apenas talvez, aquela senhora esteja chorando por causa de Hamlet enquanto a mãe chora por causa de Hamnet, porém, as dores convergem para a mesma empatia. Por alguns minutos, graças à arte, somos todos vulneráveis. A arte nos ajuda a suspirar e a deixar o outro partir. "Hamnet" nos ensinar a chorar uma dor que não é nossa, mas nos torna um pouco mais humanos a cada marejar. Isso é a arte.
Sei que deve ser algo cultura misturado com características do gênero BL, mas fato é que achei muito lento. Perceba: não a duração, mas a dinâmica mesmo do filme, das falas, dos gestos. Parece que ambos estão em câmera lenta para emular receios e inseguranças. O curta-metragem ganha pontos pela diversidade e por tocar no tema da sexualidade de PCDs, porém, essa maravilha vem embalada em lentidão absurda.
P.S: há tesão pra tudo, mas o cara desesperado pra mijar e decide que é hora de levar uma m*nada? 😅 A bebida matinal do Toon veio aguada.
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Bons filmes!
Equipe Filmow
Acabei de assistir A Baleia e li sua resenha. Já estava emocionado, fiquei ainda mais. Achei fantástica a honestidade da sua visão.
Caramba, nunca tinha pensado por esse lado. Se por um acaso vc ler as obras do Nietzsche, aposto que odiaria o conceito dele de super-homem tbm.
Depois vou assistir ambos shuauauahauq
E CARAMBA jdhsiahaiaya
Eu sou colunista e pretendo cursar jornalismo, é uma honra conhecer jornalistas sz
Desejo sucesso a você em todos esses âmbitos e se quiser divulgar seu trabalho, fique à vontade
"A maioria dos adultos só quer trabalhar, ganhar dinheiro e se exibir para os vizinhos."
Trinta anos depois, a frase continua atual, o filme continua abraçando.