O que mais me pegou nesse filme foi o peso. É bem real. Retrata muito bem uma espiral de adoecimento mental, enquanto tudo continua exigindo que você funcione minimamente, sendo mulher, mãe, e ainda ter que sustentar uma profissão que te obriga a escutar o sofrimento dos outros quando você já está no limite.
É criança sem comer, pai ausente, quem deveria te apoiar se exime (que vontade de socar aquele terapeuta inútil, meu deus. Tinha que ser psicanálise mesmo). Existe uma violência silenciosa em você não poder desmoronar porque alguém está falando. Você não pode se perder, porque alguém precisa ser escutado. É muito real. Quem atua com saúde mental, sabe. E é muito inteligente como os paralelos foram construídos, o buraco no teto, a ferida aberta, as drogas pra fuga literal e simbólica, o sumiço da paciente, a própria maternidade, a culpa, tudo vai atingindo a protagonista ao mesmo tempo. E o final é devastador justamente porque é simples. Dá pra entender o ímpeto que ela teve. Ps: Achei linda a decisão de só mostrar a filha na última cena já que ela passou o filme inteiro desconectada daquela criança, tentando só existir.
O filme não sabe pra onde ir. É memória x apagamento, ciência x indústria, nordeste x sudeste, família e luto, resistência e perseguição, mas não se aprofunda de verdade em nada. Até a metade do filme eu ainda estava tentando entender o que estava acontecendo. Se o objetivo era deixar misterioso e instigar curiosidade, o que você tem é apenas desconexão e "acaba logo essa merda". Quando esse quebra-cabeças finalmente começa a se organizar, ele acaba de forma seca... anticlimática. Depois disso, o filme muda de chave e entra num epílogo sobre memória, pesquisa e sucateamento de universidade nada sutil, rs. O filho adulto do protagonista ser interpretado pelo próprio Wagner só serve pra quebrar a imersão mesmo.
Enfim, fico feliz por produção nacional ser premiada, mas tá difícil defender. Ps: Wagner tá um gostoso.
Esperava uma bomba, e, não foi tão ruim na verdade. Mas não significa que seja bom. Desde que vi um trecho de "from p3nis to v4gina" na internet, eu achei que era um meme, rs. A ideia de que aquilo era uma música real de um filme indicado ao Oscar parecia já muito absurda. E agora com toda essa polêmica em torno da Karla com a Fernanda eu não poderia não assistir.
Concordo com a crítica sobre a completa ausência de atores mexicanos em um filme que tenta retratar o México sem locação no país. O resultado é comicamente esteriotipado: roupas sujas, filtro amarelo, paredes rachadas, e, uau, mariachis e narcotráfico.
Dito isso, a premissa é muito original. A ideia de um líder do tráfico que passa por uma transição de gênero e busca uma nova vida poderia render algo realmente bom que não soasse como uma esquete de humor em alguns momentos. Visto de forma isolada, realmente, soa cômico, absurdo, mas dentro do filme eu vi beleza e certo sentido na ideia central.
Gosto da trilha sonora. A decisão do canto de sussurros, vozes rasgadas e melodias experimentais acrescentam bastante ao sentimento da trama e às atuações. São boas pro que é proposto. Não acho que músicas em filmes musicais tem um único intuito de serem agradáveis aos ouvidos. A Bjork faz a mesma coisa na minha opinião e é aclamada. 🤷
O grande problema do filme, para mim, está na forma como ele idealiza a transição de gênero. Não é verossímil esse salto de personalidade de uma pessoa antiética em todos os sentidos para uma entidade literalmente canonizada. Problemático, né? Pessoas trans são apenas pessoas. E não consigo comprar esse arco dela como militante e investigadora do nada. Caramba, você foi parte do problema sua vida toda e agora quer se redimir? Se entrega para a polícia então... É possível trazer complexidade para um personagem desses sem que pareça arbitrário e infantil, tanto na forma como ela enxerga o seu poder político quanto na forma como ela se relaciona com a família enquanto tia distante. Mas em todos os momentos eu não consegui sentir veracidade naquilo. Era só ela dando close de bonita para lá e para cá. Cadê o peso das suas ações? Saia da sua mansão e viva na pobreza, doe seus milhões de dólares, pague pelos seus pecados... Não quer ser santa? Tem que sofrer mais um pouco, tá leve. Sim, em determinado momento essa persona se desmonta e ela mostra que ainda tem os mesmos problemas morais e isso explica seu fim. Isso não retira o vazio dessa progressão. O que aconteceu nesses 4 anos depois da transição? Talvez fosse importante pra que a gente se importasse mínimamente com Emília.
Enfim, tem uma premissa interessantíssima, mas peca por uma produção péssima, pretensiosa, rasa, esterioripada e que no mundo ideal seria feita por um outro diretor em um contexto mais cuidadoso com a mensagem, representatividade, etc. Não tinha nem que estar no Oscar, só que a gente precisa inclusive se questionar sobre a importância que damos para esse palco americano.
Que pataquada. Me senti vítima de um grande experimento de marketing. Não sei o que esperava encontrar, mas a curiosidade foi difícil de ignorar. Afinal, não dá pra ignorar metrôs e pontos de ônibus rosas, trilha sonora de a list, desfile de moda rosa no shopping, eu não via um acontecimento assim nem no auge da Marvel...
E o resultado era só o capitalismo tirando sarro de si numa roupagem de feministo. Crítica social de plástico. Isabela Boscov, vc me paga, isso só pode ser dívida de jogo pra tu aceitar esse pix da warner/mattel.
A teoria dos "escravos sexuais e o caralho" fazia mais sentido que virar um fantoche humano, até mesmo orgãos de reposição fariam mais sentido, como o cara cego que poderia só fazer um transplante de córnea kkkkk. Mas mesmo com essa motivação absurda de ruim ainda achei o filme genial. Acho que todo mundo imaginou um massacre com aquele cervo, ele matando geral e queimando a casa, então 5 estrelas por saciar essa vingança.
duende verde com esteroides? Não lembro dele ter super força. O cara sem as tecnologias lá e destruindo vários andares de concreto só no soco... E esse Dr. Estranho sem nenhuma coerência com a construção do personagem. Pq ajudar o Peter naquele caso é bem ridículo, e mais ainda é ele ter perdido a luta
Apesar de achar o Nick perfeito, to tentando entender como 9 anos de amizade seriam arbitrariamente transformados em romance pela família tradicional. Não rolou nem um indício disso no começo. Mas amei a cena da Britney, rs
A tecnologia do vilão é quase uma jóia da realidade. A Europa está supostamente sendo atacada por monstros elementais e todos os outros heróis do universo estão dormindo ou de férias 🤣, sobrando tudo pro moleque que não pode nem curtir a adolescência. E que construção de enredo pobre! Poderiam ter focado mais nos personagens, no romance, ter cenas que trouxessem alguma identificação. Tinham a faca e o queijo na mão com um evento grandioso do último filme. Metade do planeta morre e retorna e aparentemente NADA muda na vida dos personagens. Se torna um evento que só é mencionado em piadas. Quem é essa MJ? Ela tem alguma história ou é só um rosto bonito? Tantas coisas pra poder trazer, mas tudo gira em torno do Stark que faz jus o nome do óculos.
Aqui
3.3 135 Assista AgoraMe emocionei no final, mas achei chatinho e pretensioso.
Arco
3.8 49 Assista AgoraQue gracinha, amei a animação, estilo Ghibli.
A Única Saída
3.7 138 Assista AgoraSeria muito melhor se ele fosse substituído pela IA no final.
Pecadores
4.0 1,2K Assista AgoraAmeeeei. Muito merecido todas as indicações. Trilha impecável, atuações ótimas. Pro gênero southern gothic, achei inovador.
Se Eu Tivesse Pernas, Eu Te Chutaria
3.6 183 Assista AgoraO que mais me pegou nesse filme foi o peso. É bem real. Retrata muito bem uma espiral de adoecimento mental, enquanto tudo continua exigindo que você funcione minimamente, sendo mulher, mãe, e ainda ter que sustentar uma profissão que te obriga a escutar o sofrimento dos outros quando você já está no limite.
É criança sem comer, pai ausente, quem deveria te apoiar se exime (que vontade de socar aquele terapeuta inútil, meu deus. Tinha que ser psicanálise mesmo). Existe uma violência silenciosa em você não poder desmoronar porque alguém está falando. Você não pode se perder, porque alguém precisa ser escutado. É muito real. Quem atua com saúde mental, sabe. E é muito inteligente como os paralelos foram construídos, o buraco no teto, a ferida aberta, as drogas pra fuga literal e simbólica, o sumiço da paciente, a própria maternidade, a culpa, tudo vai atingindo a protagonista ao mesmo tempo. E o final é devastador justamente porque é simples. Dá pra entender o ímpeto que ela teve. Ps: Achei linda a decisão de só mostrar a filha na última cena já que ela passou o filme inteiro desconectada daquela criança, tentando só existir.
O Agente Secreto
3.9 1,0K Assista AgoraDá pra entender o entusiasmo. Filme brasileiro concorrendo ao Oscar em 4 categorias, Wagner premiado no Golden Globe. O problema é só o filme mesmo...
Quase três horas pra fazer um arroz e fritar um peixe, isso não existe.
O filme não sabe pra onde ir. É memória x apagamento, ciência x indústria, nordeste x sudeste, família e luto, resistência e perseguição, mas não se aprofunda de verdade em nada. Até a metade do filme eu ainda estava tentando entender o que estava acontecendo. Se o objetivo era deixar misterioso e instigar curiosidade, o que você tem é apenas desconexão e "acaba logo essa merda". Quando esse quebra-cabeças finalmente começa a se organizar, ele acaba de forma seca... anticlimática. Depois disso, o filme muda de chave e entra num epílogo sobre memória, pesquisa e sucateamento de universidade nada sutil, rs. O filho adulto do protagonista ser interpretado pelo próprio Wagner só serve pra quebrar a imersão mesmo.
Enfim, fico feliz por produção nacional ser premiada, mas tá difícil defender.
Ps: Wagner tá um gostoso.
Ainda Estou Aqui
4.5 1,5K Assista AgoraEu gostava mais do filme antes de vê-lo. 🤷
Emilia Pérez
2.4 483Esperava uma bomba, e, não foi tão ruim na verdade. Mas não significa que seja bom. Desde que vi um trecho de "from p3nis to v4gina" na internet, eu achei que era um meme, rs. A ideia de que aquilo era uma música real de um filme indicado ao Oscar parecia já muito absurda. E agora com toda essa polêmica em torno da Karla com a Fernanda eu não poderia não assistir.
Concordo com a crítica sobre a completa ausência de atores mexicanos em um filme que tenta retratar o México sem locação no país. O resultado é comicamente esteriotipado: roupas sujas, filtro amarelo, paredes rachadas, e, uau, mariachis e narcotráfico.
Dito isso, a premissa é muito original. A ideia de um líder do tráfico que passa por uma transição de gênero e busca uma nova vida poderia render algo realmente bom que não soasse como uma esquete de humor em alguns momentos. Visto de forma isolada, realmente, soa cômico, absurdo, mas dentro do filme eu vi beleza e certo sentido na ideia central.
Gosto da trilha sonora. A decisão do canto de sussurros, vozes rasgadas e melodias experimentais acrescentam bastante ao sentimento da trama e às atuações. São boas pro que é proposto. Não acho que músicas em filmes musicais tem um único intuito de serem agradáveis aos ouvidos. A Bjork faz a mesma coisa na minha opinião e é aclamada. 🤷
O grande problema do filme, para mim, está na forma como ele idealiza a transição de gênero. Não é verossímil esse salto de personalidade de uma pessoa antiética em todos os sentidos para uma entidade literalmente canonizada. Problemático, né? Pessoas trans são apenas pessoas. E não consigo comprar esse arco dela como militante e investigadora do nada. Caramba, você foi parte do problema sua vida toda e agora quer se redimir? Se entrega para a polícia então... É possível trazer complexidade para um personagem desses sem que pareça arbitrário e infantil, tanto na forma como ela enxerga o seu poder político quanto na forma como ela se relaciona com a família enquanto tia distante. Mas em todos os momentos eu não consegui sentir veracidade naquilo. Era só ela dando close de bonita para lá e para cá. Cadê o peso das suas ações? Saia da sua mansão e viva na pobreza, doe seus milhões de dólares, pague pelos seus pecados... Não quer ser santa? Tem que sofrer mais um pouco, tá leve. Sim, em determinado momento essa persona se desmonta e ela mostra que ainda tem os mesmos problemas morais e isso explica seu fim. Isso não retira o vazio dessa progressão. O que aconteceu nesses 4 anos depois da transição? Talvez fosse importante pra que a gente se importasse mínimamente com Emília.
Enfim, tem uma premissa interessantíssima, mas peca por uma produção péssima, pretensiosa, rasa, esterioripada e que no mundo ideal seria feita por um outro diretor em um contexto mais cuidadoso com a mensagem, representatividade, etc. Não tinha nem que estar no Oscar, só que a gente precisa inclusive se questionar sobre a importância que damos para esse palco americano.
Lua de Cristal
2.4 936 Assista AgoraQuero saber o multiverso em que eu assisti esse filme quando criança, pq era diferente.
Barbie
3.8 1,7K Assista AgoraQue pataquada. Me senti vítima de um grande experimento de marketing. Não sei o que esperava encontrar, mas a curiosidade foi difícil de ignorar. Afinal, não dá pra ignorar metrôs e pontos de ônibus rosas, trilha sonora de a list, desfile de moda rosa no shopping, eu não via um acontecimento assim nem no auge da Marvel...
E o resultado era só o capitalismo tirando sarro de si numa roupagem de feministo. Crítica social de plástico. Isabela Boscov, vc me paga, isso só pode ser dívida de jogo pra tu aceitar esse pix da warner/mattel.
Corra!
4.2 3,7K Assista AgoraA teoria dos "escravos sexuais e o caralho" fazia mais sentido que virar um fantoche humano, até mesmo orgãos de reposição fariam mais sentido, como o cara cego que poderia só fazer um transplante de córnea kkkkk. Mas mesmo com essa motivação absurda de ruim ainda achei o filme genial. Acho que todo mundo imaginou um massacre com aquele cervo, ele matando geral e queimando a casa, então 5 estrelas por saciar essa vingança.
Enter The Void: Viagem Alucinante
4.0 876Nem assistindo na velocidade 2 isso se torna menos cansativo. Chato e pretensioso.
Dançando no Escuro
4.4 2,3K Assista AgoraAbriram o cadafalso pra essa mulher parar de cantar, pq ô tortura.
Declaração de Emergência
3.2 33Virus seletivo e conveniente esse.
Tudo em Todo O Lugar ao Mesmo Tempo
4.0 2,1K Assista AgoraJobu Tupaki não fez nada de errado.
Homem-Aranha: Sem Volta Para Casa
4.2 1,8KÉ legal... Mas alguém explica esse
duende verde com esteroides? Não lembro dele ter super força. O cara sem as tecnologias lá e destruindo vários andares de concreto só no soco...
E esse Dr. Estranho sem nenhuma coerência com a construção do personagem. Pq ajudar o Peter naquele caso é bem ridículo, e mais ainda é ele ter perdido a luta
Um Crush Para o Natal
3.3 180 Assista AgoraNão sei se sou amargurado ou se o filme é ruim mesmo...
Apesar de achar o Nick perfeito, to tentando entender como 9 anos de amizade seriam arbitrariamente transformados em romance pela família tradicional. Não rolou nem um indício disso no começo. Mas amei a cena da Britney, rs
Sombras da Vida
3.8 1,3K Assista AgoraAssisti o filme na velocidade 3 por uma extensão do Chrome, rs. Ficou bom.
Duna de Jodorowsky
4.5 147Quando me perguntarem como é ter um surto de mania.
X-Men: Fênix Negra
2.6 1,1KParece um comercial de maquiagem, muito brilho e carão pra pouca história, que tristeza.
Homem-Aranha: Longe de Casa
3.6 1,3KDecaiu hein. Eu tinha curtido a proposta jovial do primeiro, mas aqui não rolou.
A tecnologia do vilão é quase uma jóia da realidade. A Europa está supostamente sendo atacada por monstros elementais e todos os outros heróis do universo estão dormindo ou de férias 🤣, sobrando tudo pro moleque que não pode nem curtir a adolescência. E que construção de enredo pobre! Poderiam ter focado mais nos personagens, no romance, ter cenas que trouxessem alguma identificação. Tinham a faca e o queijo na mão com um evento grandioso do último filme. Metade do planeta morre e retorna e aparentemente NADA muda na vida dos personagens. Se torna um evento que só é mencionado em piadas. Quem é essa MJ? Ela tem alguma história ou é só um rosto bonito? Tantas coisas pra poder trazer, mas tudo gira em torno do Stark que faz jus o nome do óculos.
Homem-Formiga e a Vespa
3.6 994 Assista AgoraPoderia ter sido bem melhor em comparação com o primeiro,
trazendo mais informações sobre o mundo quântico e sobre a mãe da Hope. Como a Pfeiffer sobrevive 30 anos no vácuo e ainda sai maquiada?
Borat: Fita de Cinema Seguinte
3.6 554 Assista AgoraDeu pra rir em algumas cenas.
O Rebanho
2.9 83 Assista AgoraEu gostei. Tem bons takes.
Achei legal que o clímax parece ser cortado bruscamente, o que causa certa frustração, mas as cenas anteriores já tinham mostrado o que aconteceu.